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Pagamento de R$ 62,78 bilhões em precatórios impulsiona déficit público

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

No mês passado, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou déficit primário de R$ 59,124 bilhões, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira (28). O pagamento de R$ 62,78 bilhões em precatórios impulsionou o rombo, fazendo o déficit disparar em julho.

Em comparação, no mesmo mês de 2024, o déficit primário havia ficado em R$ 8,868 bilhões. No entanto, naquele ano, o pagamento de precatórios foi concentrado em fevereiro, e não em julho.

Além disso, este é o segundo maior déficit registrado em meses de julho, ficando atrás apenas de 2020, no auge da pandemia de covid-19, quando o rombo chegou a R$ 87,886 bilhões.

O resultado também superou as expectativas do mercado. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada mensalmente pelo Ministério da Fazenda, os analistas previam um déficit de R$ 49 bilhões.

Lei de Diretrizes Orçamentárias

De acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano e o novo arcabouço fiscal, a meta para o Governo Central é déficit primário zero, com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB), para cima ou para baixo. Na prática, isso equivale a um déficit de até R$ 31 bilhões no limite inferior da meta.

O resultado primário representa a diferença entre receitas e gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

Exclusão de precatórios

Após um acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF) no fim de 2023, o governo excluiu R$ 26,3 bilhões em precatórios da meta fiscal deste ano. Com isso, a equipe econômica espera manter o déficit dentro do limite de R$ 31 bilhões até o final do ano.

Inicialmente, a equipe econômica previa pagar R$ 69 bilhões em precatórios em julho, mas o valor foi revisado para cerca de R$ 63 bilhões, após informações repassadas pelos tribunais ao Tesouro.

Além disso, o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, divulgado no fim de julho, indica que o Orçamento deste ano prevê déficit primário de R$ 74,1 bilhões. Por essa razão, o governo pretende registrar superávit primário em alguns meses do segundo semestre para alcançar essa meta.

Receitas crescem, mas despesas pressionam déficit

Em relação a julho do ano passado, as receitas federais cresceram, mas as despesas aumentaram ainda mais devido aos precatórios. No mês passado, as receitas líquidas subiram 10% em valores nominais. Após descontar a inflação pelo IPCA, o aumento real foi de 4,5%. Impulsionadas pela Previdência Social, pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC) e pelos precatórios, as despesas totais subiram 35,8% em valores nominais e 1,6% em termos reais.

A arrecadação federal recorde em julho ajudou a conter o déficit primário. Considerando apenas as receitas administradas, ligadas ao pagamento de tributos, houve alta real de 5,8% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Por outro lado, as receitas não administradas pela Receita Federal aumentaram apenas 0,3% acima da inflação. O principal fator que limitou o crescimento foi a redução de R$ 394,9 milhões nos royalties de petróleo, provocada pela queda do preço do barril no mercado internacional.

Ministério fará evento para ouvir investidores sobre a concessão de hidrovia

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Hidrovia no Rio Paraguai
Foto: Divulgação/Semadesc

O Ministério de Portos e Aeroportos planeja, para os dias 15 e 16 do próximo mês, a realização de um Market Sounding para ouvir investidores e especialistas interessados no processo de concessão da hidrovia do rio Paraguai, a primeira do Brasil.

O evento será realizado na sede do ministério, em Brasília, com a participação da Secretaria Nacional de Hidrovias. Esse tipo de iniciativa, voltado para a consulta a investidores sobre a viabilidade de novas emissões ou propostas, é prática comum no setor financeiro.

Os participantes-alvo da ação representam investidores, instituições financeiras, stakeholders e demais interessados. O formato dos encontros será one-on-one: o investidor privado se reunirá com diretores e secretários do ministério e da agência reguladora, a Antaq, separadamente.

O projeto já foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) para análise e o ministério pretende realizar o certame para a concessão da hidrovia até o fim deste ano. Inscrições para o evento podem ser feitas até 10 de setembro (aqui).

Marco regulatório

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a concessão da hidrovia do rio Paraguai representa um marco regulatório e logístico com potencial para inspirar projetos semelhantes em outras bacias navegáveis do Brasil.

“É um sinal de que, pela primeira vez na história do país, as hidrovias são tratadas como prioridade estratégica para o desenvolvimento logístico”, destacou.

O ministro lembrou que o país tem mais de 20 mil quilômetros de rios navegáveis e potencial para chegar a 60 mil quilômetros. O projeto da hidrovia compreende a navegação de 600 quilômetros do rio em território brasileiro, desde Corumbá (MS) até a foz do rio Apa, na divisa com o Paraguai.

São Paulo lidera Ranking de Competitividade dos Estados pelo 14º ano consecutivo

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25 de Março, São Paulo, SP
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Pelo 14º ano seguido, o estado de São Paulo ocupa o topo do Ranking de Competitividade dos Estados, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O levantamento, que avalia a qualidade da gestão pública e o ambiente de desenvolvimento dos 26 estados e do Distrito Federal, reforça a posição paulista como referência nacional em infraestrutura, educação e eficiência governamental.

O estudo é baseado em 100 indicadores distribuídos em 10 pilares temáticos, considerados essenciais para mensurar a capacidade competitiva dos estados: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.

Educação e Infraestrutura

São Paulo ficou na primeira posição nos pilares de Educação e Infraestrutura, com indicadores expressivos que evidenciam a robustez da política pública estadual nessas áreas. No campo educacional, o estado se destacou nos resultados do Enem, na taxa de atendimento da educação infantil, no índice de oportunidade educacional e na avaliação da qualidade do ensino.

Na Infraestrutura, São Paulo liderou indicadores como acessibilidade a serviços de telecomunicações, custo de combustíveis, disponibilidade de voos diretos, acesso à energia elétrica e qualidade das rodovias, demonstrando a capilaridade e modernização de seus sistemas logísticos e de mobilidade.

Além disso, o estado obteve boas posições em Eficiência da Máquina Pública (2º lugar), Sustentabilidade Ambiental, Sustentabilidade Social e Inovação (3º lugar em cada um).

Entre os estados da região Sudeste, São Paulo se manteve como o mais competitivo em quase todos os pilares, ficando atrás apenas nos quesitos de Solidez Fiscal e Segurança Pública, nos quais apareceu na segunda posição. Ainda assim, os dados consolidam a liderança paulista na região mais populosa e economicamente relevante do país.

Destaque para o Centro-Sul

O top 5 do ranking permaneceu inalterado em relação ao ano anterior, com a seguinte composição: 1º São Paulo, 2º Santa Catarina, 3º Paraná, 4º Distrito Federal e 5º Rio Grande do Sul. Os dez primeiros colocados continuam concentrados nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, com exceção do Rio de Janeiro, que ficou fora do grupo de elite.

Criado pelo CLP, o Ranking de Competitividade dos Estados é uma ferramenta voltada à orientação de líderes públicos, permitindo a formulação de políticas com base em dados e evidências. Ao analisar os 10 pilares simultaneamente, o estudo oferece uma visão sistêmica da gestão pública estadual, contribuindo para a melhora da competitividade e do ambiente de negócios no Brasil.

“Não tenho pressa”, diz Lula sobre aplicar reciprocidade aos Estados Unidos

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Brasília (DF) 28/08/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante posse de diretores de agências reguladoras, no Palácio do Planalto.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Em entrevista à rádio Itatiaia nesta sexta-feira (29), o presidente Lula (PT) informou que o governo aplicará a Lei da Reciprocidade apenas após avaliação da situação. Ele destacou que não tem pressa em adotar medidas contra os Estados Unidos, embora já tenha iniciado um processo na Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Eu não tenho pressa de fazer a reciprocidade contra os Estados Unidos. Tomei a medida porque temos que andar com o processo. Se for andar com a forma como todas as leis exigem, vai demorar um ano”, explicou o presidente.

Além disso, Lula afirmou que o Brasil permanece aberto a negociações.

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Camex analisa aplicação da Lei da Reciprocidade

Nesta semana, o presidente Lula (PT) autorizou o Itamaraty a acionar a Câmara de Comércio Exterior (Camex) para analisar a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica.

Sob orientação da Presidência e em parceria com outros ministérios, o Itamaraty notificou a Camex, que deverá produzir, em até 30 dias, um relatório técnico avaliando se as medidas americanas se enquadram na lei.

Se a Camex concluir que é possível aplicar a lei, ela formará um grupo específico para propor contramedidas econômicas, incluindo retaliações no comércio de bens, serviços e propriedade intelectual.

Tarifaço

  • Em 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Lula (PT) para comunicar a imposição de uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras aos EUA, com vigência a partir de 1° de agosto.
  • O governo brasileiro designou o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para liderar os esforços diplomáticos. O governo também criou um comitê para discutir as taxações com representantes do setor produtivo brasileiro.
  • A Comissão de Relações Exteriores (CRE) realizou reuniões para debater a estratégia que o Brasil adotaria após os Estados Unidos anunciarem a tarifa de 50% sobre produtos importados do país.
  • Entre os dias 29 e 31 de julho, o Senado criou uma comissão temporária para tratar das tarifas americanas. A comissão realizou reuniões no Congresso dos EUA e com lideranças empresariais e institucionais, sob a liderança do senador Nelsinho Trad (PSD-MS).
  • No dia 30 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva impondo uma tarifa adicional de 40% sobre as importações brasileiras, elevando a tarifa total para 50%.
  • No dia 13 de agosto, o governo Lula (PT) apresentou a primeira parte do pacote de medidas chamado “Brasil Soberano”. O objetivo é auxiliar empresas brasileiras afetadas pela sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais, vigente desde 6 de agosto.

CMN ajusta resolução sobre linhas de crédito para empresas afetadas pelo tarifaço

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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Conselho Monetário Nacional (CMN) ajustou, nesta sexta-feira (22), a resolução que regulamenta as linhas de crédito destinadas a empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos.

Segundo o Ministério da Fazenda, as alterações visam reduzir dúvidas jurídicas e tornar o texto mais preciso.

Mudanças na nomenclatura

O Ministério da Fazenda informou que “as mudanças aprovadas têm caráter redacional e buscam conferir maior clareza normativa e segurança jurídica às regras trazidas pela Resolução nº 5.242, sem alterar o mérito da política pública”.

Nesse sentido, a primeira alteração, no segundo artigo, substitui a expressão “Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM)”, usada para códigos tarifários, por “produtos”, simplificando a compreensão do texto.

Além disso, a nova redação permitirá identificar com mais precisão as empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Dessa forma, o ajuste reduz interpretações equivocadas e aumenta a transparência das regras.

Ainda mais, a alteração alinha a resolução à portaria conjunta editada pelos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços na sexta-feira (22), garantindo consistência entre os documentos oficiais.

Punições no eventual descumprimento de obrigações

A segunda mudança deixa claro, no terceiro artigo, que os tomadores de crédito que descumprirem suas obrigações, incluindo a manutenção de empregos, estarão sujeitos a punições. Além disso, o texto esclarece que essas penalidades se aplicam além dos encargos financeiros, e não como substituição a eles.

Com esses aperfeiçoamentos, o CMN reforça a efetividade da norma e garante que as linhas emergenciais cumpram seu objetivo:

“prover liquidez e garantir a continuidade das atividades das empresas brasileiras expostas ao choque tarifário externo, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional”, informou o Ministério da Fazenda.

Vale destacar que o CMN é presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e inclui o presidente do Banco Central do Brasil (BC), Gabriel Galípolo, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB).

Análise: Os governadores e a sucessão de 2026

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Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O desgaste da família Bolsonaro, sobretudo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por conta do tarifaço imposto ao Brasil pelos Estados Unidos, aumenta a importância dos seguintes governadores no debate sobre a sucessão presidencial em 2026: Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP); Romeu Zema (Novo-MG); Ronaldo Caiado (União Brasil-GO); Ratinho Jr. (PSD-PR); e Eduardo Leite (PSD-RS).

Com Jair Bolsonaro inelegível, cresce a possibilidade de um ou mais governadores se candidatarem ao Palácio do Planalto. Na semana passada, o instituto Quaest realizou uma série de pesquisas para medir a força dos pré-candidatos tanto em nível nacional quanto em seus estados.

A rejeição mais baixa a Tarcísio (39%); Leite (36%); Ratinho (33%); Zema (33%); e Caiado (33%), quando tais índices são comparados aos de Lula (51%), Jair Bolsonaro (57%), Eduardo Bolsonaro (57%), Flávio Bolsonaro (55%) e Michelle Bolsonaro (51%), deve reforçar a movimentação política desses governadores, pois eles têm índice alto de desconhecimento entre o eleitorado – Tarcísio (34%); Ratinho (46%); Leite (53%); Zema (54%); Caiado (54%) – e, por esta razão, pode indicar potencial de crescimento.

A partir dos dados divulgados pela Quaest, a Arko Advice realizou um estudo comparativo da aprovação, da desaprovação e da intenção de voto desses governadores em seus estados. Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Tarcísio de Freitas aparecem com percentuais mais altos de aprovação e de intenção de voto em seus redutos eleitorais.

Caiado tem um saldo positivo de popularidade de 79 pontos percentuais. Na sequência, aparecem: Ratinho (72 pontos); Tarcísio (31 pontos); Leite (20 pontos); e Zema (20 pontos). Esses governadores também venceriam o presidente Lula (PT) em seus estados. Embora Caiado e Ratinho tenham um desempenho melhor que o de Tarcísio, eles comandam estados com menos eleitores que São Paulo. Enquanto São Paulo concentra 22% do eleitorado nacional, Goiás reúne apenas 3% do eleitorado, e o Paraná, 5%. Diante do desgaste enfrentado pelo bolsonarismo, o desafio dos governadores será atrair o voto bolsonarista sem ser afetado pelos problemas vividos pelo ex-presidente.

Trata-se de um desafio difícil de ser solucionado, visto que os governadores não podem perder o voto bolsonarista, sob pena de comprometerem seus projetos estaduais e ficarem inviabilizados nacionalmente.

Falha em avião adia retorno de Alckmin e Tebet ao Brasil

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Brasília, DF 30/08/2023 O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, durante solenidade de entrega do PPA Participativo 2024-202.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que transportava o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), e comitiva, apresentou falhas em uma mangueira semi-hidráulica durante escala para reabastecimento em Cali, na Colômbia.

A delegação retornava de viagem oficial ao México, destinada à abertura de mercados para produtos agrícolas brasileiros e à assinatura de acordos de cooperação bilateral.

Deslocamento de nova aeronave

A Vice-Presidência da República informou, por meio de comunicado na manhã desta sexta-feira (29), que todos os ocupantes estão bem e em segurança. Apesar da aeronave estar apta a seguir viagem, a FAB recomendou, como medida de precaução, que o vice-presidente permanecesse na parada até que um novo avião fosse enviado do Brasil para concluir a missão.

Uma outra aeronave partiu da Base Aérea de Brasília às 10 horas, com previsão de pouso em Brasília às 21 horas do mesmo dia.

Em outubro do ano passado, o mesmo tipo de problema técnico aconteceu com o avião que conduzia o presidente Lula (PT), também após agenda no México. Naquela ocasião, a aeronave teve de voar em círculos por cerca de cinco horas para despejar combustível antes de retornar ao aeroporto da Cidade do México e permitir a troca de aeronave para a retomada da viagem.

Senado conclui audiências públicas para aprovação do novo Plano Nacional de Educação

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Rio de Janeiro (RJ), 21/08/2025 - Biblioteca comunitária Atelier das Palavras, no morro da Mangueira, zona norte da cidade. educação, leitura, escola
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal finalizou as 12 audiências públicas previstas para debater o Projeto de Lei 2.614/2024, que trata do novo Plano Nacional de Educação (PNE). A senadora Teresa Leitão (PT-PE), presidenta do colegiado e responsável pelo requerimento da audiência, conduziu os trabalhos com o objetivo de garantir que a proposta seja aprovada pelo Senado ainda este ano.

O projeto, atualmente em análise por uma comissão especial da Câmara dos Deputados, precisa ser convertido em lei até o final de 2025. Isso porque a vigência do atual PNE foi prorrogada até dezembro, após seu término previsto originalmente para junho deste ano.

Participação da sociedade civil

O encontro contou com a presença dos presidentes da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), além da coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e do reitor do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ).

“As falas retomaram dois pontos que estão sendo sempre tratados em nossas audiências: como monitorar o plano para que as metas sejam acompanhadas e a questão do financiamento, que outras fontes de recursos a gente pode ter”, destacou a senadora Teresa Leitão.

Ela ressaltou que o monitoramento do plano não deve ter caráter punitivo, mas sim avaliativo, permitindo ajustes com base não apenas em diagnósticos, mas também em projeções futuras.

Para a senadora, sem um modelo sólido de financiamento, será difícil garantir o cumprimento das metas previstas até 2034, ano em que se encerra o ciclo do novo plano.

A audiência final teve como marca a forte presença de entidades estudantis, o que, para Teresa Leitão, deu um simbolismo especial ao encerramento do ciclo. Ao longo das audiências realizadas no Senado, foram ouvidos diversos setores da sociedade, incluindo gestores públicos, acadêmicos, pesquisadores, representantes sindicais e organizações civis, com o objetivo de garantir que o novo PNE reflita um amplo consenso social em torno das políticas educacionais para a próxima década.

STJ libera retomada das obras do complexo Maraey em Maricá após anos de disputa judicial

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Complexo Maraey, Maricá, Rio de Janeiro, hotel, resort
Foto: Divulgação

A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou, por maioria, a retomada das obras do complexo turístico e residencial Maraey, em Maricá, região entre praia e lagoa, a cerca de 60 km do Rio de Janeiro. O projeto envolve uma área de 840 hectares e inclui hotéis, clubes, residências, shoppings, restaurante, escola, campo de golfe e heliporto.

O empreendimento, orçado inicialmente em R$ 4 bilhões, estava suspenso após decisão liminar de maio de 2023 que acatou pedido do Ministério Público Estadual, com base em riscos ambientais à Área de Proteção Ambiental (APA) de Maricá.

Julgamento questionou se tema cabia ao STJ

A decisão atual ocorreu em julgamento realizado esta semana no colegiado. O ministro Afrânio Vilela, relator do voto vencedor, destacou que a questão – paralisação ou não das obras – deve ser analisada em primeira instância, e não apenas em recurso especial sobre possível litispendência entre ações civis públicas.

O STJ avaliou que não é cabível, em grau de recurso especial, alterar de forma provisória questões que dependem de análise mais profunda dos fatos e impactos.

“Esse cenário revela a existência de ampla controvérsia fática sobre o tema, o que reforça a convicção de que a questão sobre a necessidade de paralisação ou não das obras do empreendimento deveria ser apreciada, inicialmente, em primeira instância, e não no bojo de agravo em recurso especial interposto pelos réus da ação, em reforma prejudicial a quem recorreu, o que não coaduna com o sentido da processualidade”, concluiu o ministro.

Controvérsias e impacto

A autorização para retomada ocorre após mais de uma década de embates judiciais. Relatórios de impacto ambiental apontaram riscos de dano irreversível à restinga, área protegida, levando a decisões tanto de paralisação quanto de liberação do licenciamento em anos anteriores.

O empreendimento prevê ocupar 6,6% do terreno, índice inferior ao permitido pelo plano de manejo, e se compromete com a geração de empregos e formação profissional para moradores da região.

População brasileira alcança 213,4 milhões em 2025, aponta IBGE

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mercado, trabalho, população
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (28) a estimativa populacional que aponta crescimento de 0,39% em relação a 2024. Assim, em 1º de julho de 2025, a população brasileira alcançou 213,4 milhões de habitantes.

Para calcular a estimativa, o IBGE utiliza como base o último censo, realizado em 2022, e projeta os números a partir de dados como taxas de mortalidade e de natalidade. Além disso, essas informações servem de referência para indicadores econômicos e sociodemográficos entre um censo e outro.

Na publicação, o IBGE detalha a população de todos os estados, do Distrito Federal, das regiões metropolitanas e dos municípios. Como novidade, em 2025 o instituto incluiu Boa Esperança do Norte, no Mato Grosso, que possui 5.877 habitantes e se tornou o mais novo município do país, elevando o total de cidades brasileiras para 5.571.

O instituto projeta que a população brasileira continuará crescendo até 2041, quando deve atingir 220,43 milhões de habitantes. A partir de 2042, entretanto, o país entrará em trajetória de queda. Se a projeção se confirmar, em 2070 o Brasil terá 199,2 milhões de pessoas.

São Paulo lidera ranking populacional

São Paulo continua liderando como o estado mais populoso do país, com 46 milhões de habitantes, o equivalente a 21,6% da população brasileira. Em outras palavras, quase um em cada cinco brasileiros vive no estado.

Na outra ponta, Roraima aparece como o menos populoso, com 738.772 habitantes.

A capital paulista também ocupa a primeira posição entre as cidades brasileiras, reunindo 11,9 milhões de pessoas. Caso fosse um estado, São Paulo teria população maior que a de 23 unidades da federação, ficando atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.

Entre as capitais, Palmas, no Tocantins, registra a menor população, com 328,5 mil habitantes. Já Serra da Saudade, em Minas Gerais, mantém o título de menor cidade do Brasil, com apenas 856 moradores.

População das capitais

  • São Paulo: 46,1 milhões
  • Minas Gerais: 21,4 milhões
  • Rio de Janeiro: 17,2 milhões
  • Bahia: 14,9 milhões
  • Paraná: 11,9 milhões
  • Rio Grande do Sul: 11,2 milhões
  • Pernambuco: 9,6 milhões
  • Ceará: 9,3 milhões
  • Pará: 8,7 milhões
  • Santa Catarina: 8,2 milhões
  • Goiás: 7,4 milhões
  • Maranhão: 7,0 milhões
  • Amazonas: 4,3 milhões
  • Paraíba: 4,2 milhões
  • Espírito Santo: 4,1 milhões
  • Mato Grosso: 3,9 milhões
  • Rio Grande do Norte: 3,5 milhões
  • Piauí: 3,4 milhões
  • Alagoas: 3,2 milhões
  • Distrito Federal: 3,0 milhões
  • Mato Grosso do Sul: 2,9 milhões
  • Sergipe: 2,3 milhões
  • Rondônia: 1,8 milhão
  • Tocantins: 1,6 milhão
  • Acre: 884,4 mil
  • Amapá: 806,5 mil
  • Roraima: 738,8 mil