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Alcolumbre libera para avançar PL que altera regras das infraestruturas do mercado financeiro

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Foto: Marcello Casal Jr/EBC

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) liberou a tramitação do projeto de lei (PL) da modernização do Sistema de Pagamentos Brasileiro (PL 2926/23). A medida é um dos 25 temas que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), indicou para o Congresso Nacional como prioritários para o país no início de 2025.

O projeto foi despachado para a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), seguindo, posteriormente, à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Em seguida, deve ser analisada no Plenário.

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O que diz o projeto

Aprovado na Câmara em novembro de 2024, o projeto visa aprimorar o arcabouço legal relativo às Infraestruturas do mercado financeiro. Para isso, o texto confere maior poder regulatório para as autoridades competentes, como o Banco Central (BC) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O BC terá como foco a mitigação do risco sistêmico e estabilidade financeira, enquanto a CVM focará no funcionamento eficiente do mercado de valores mobiliários.

Pelo texto, compete ao BC e à CVM editar normas sobre organização, governança, autorização, condições de acesso, interconexão (incluindo disciplinar tarifas em casos de razoabilidade econômica), e gerenciamento de riscos gerais do negócio.

Mitigação de riscos

O projeto exige que as Instituições Operadoras de Infraestruturas do Mercado Financeiro mantenham recursos suficientes para suportar perdas decorrentes do risco geral do negócio, em montante definido pelos reguladores. Além disso, impõe restrições a pagamentos (como dividendos, JCP ou remuneração variável a diretores) caso haja insuficiência desses recursos.

Reciprocidade para IFs estrangeiras

O projeto também estabelece critérios para reconhecimento de instituições sediadas no exterior. Estabelece, por exemplo, a existência de reciprocidade por parte das autoridades estrangeiras no reconhecimento de instituições brasileiras.

Ministro diz que pente-fino no INSS está sendo feito, e que descontos em aposentadoria não serão mais autorizados

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Brasília (DF) 18/09/2025 O Ministro da Previdência, Wolney Queiroz, participa do programa Bom Dia, Ministro inss
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, assegurou que os descontos de mensalidades associativas em aposentadorias e pensões pagos pelo INSS não voltarão a ser autorizados. A declaração foi feita em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.

“Está é uma modalidade que não voltará a existir”, afirmou.

Segundo Queiroz, esta modalidade está definitivamente encerrada, inclusive se aprovado o Projeto de Lei 1.546/2024, que proíbe a dedução de valores referentes a associações, sindicatos e entidades de classe diretamente em folha, ainda que o beneficiário prefira essa comodidade.

Acordo no Congresso

O ministro destacou que há acordo para aprovação do projeto no Senado, depois de votação favorável na Câmara dos Deputados. Com isso, o INSS fica desobrigado de administrar e fiscalizar mensalidades associativas, prática prevista desde 1991, mas que resultou em diversos casos de fraude e prejuízo aos beneficiários.

“Não foi saudável este tipo de modalidade, e entendo que o fim do desconto associativo vai ser uma coisa boa para o Brasil e para o INSS. Vamos ter mais facilidades para nos concentrarmos no que é a tarefa principal do INSS, que é conceder benefícios e cuidar dos beneficiários”, pontuou.

Queiroz afirmou que o fim da dedução fará com que entidades cobrem mensalidades por outros meios, como boletos ou Pix.

Fraudes e força-tarefa

Os descontos automáticos estão suspensos desde abril de 2025, após a operação Sem Desconto da Polícia Federal e da CGU revelar um esquema nacional que lesou milhões de aposentados e pensionistas.

Segundo o ministro, mais de R$ 1,29 bilhão já foi devolvido a 2,3 milhões de pessoas. Foram abertos 52 processos administrativos contra associações e empresas suspeitas, e a força-tarefa, em conjunto com a PF, segue investigando irregularidades em créditos consignados, evidenciando o comprometimento institucional com a proteção dos beneficiários do INSS.

“Como os descontos cessaram – por força de lei e por decisão também do ministério – este é um assunto superado”, afirmou o ministro.

Queiroz também afirmou que os servidores da força-tarefa continuam apurando eventuais suspeitas de irregularidades. “Estamos investigando, olhando com lupa, fazendo um pente-fino nesses consignador”, ressaltou, ao dizer que o governo está atuando para preservar os interesses dos beneficiários, do INSS e da Previdência Social.

“É importante a gente defender esse grande patrimônio do Brasil, que é a Previdência Social, o maior programa de proteção social do mundo. Um programa que a gente tem que fortalecer, porque nós contribuímos para, um dia, nos aposentarmos e recebermos. Então, temos que ter um instituto forte, bem estruturado e saudável”, acrescentou.

STF define regras para cobertura de tratamentos fora da lista da ANS

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Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (18), que as operadoras de planos de saúde devem custear tratamentos não incluídos na lista da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), desde que cumpram os critérios técnicos estabelecidos pelo Tribunal.

O Tribunal exige que sejam observados os seguintes requisitos:

  • O profissional de saúde responsável (médico ou cirurgião-dentista) deve indicar o tratamento;
  • A ANS não pode ter recusado o procedimento nem estar analisando sua inclusão no rol;
  • Não deve existir alternativa terapêutica equivalente já listada pela ANS;
  • Estudos científicos devem comprovar a eficácia e a segurança do tratamento;
  • A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve ter aprovado o registro do tratamento.

O julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7265), proposta pela União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), resultou nessa decisão. A Unidas questionava as alterações promovidas pela Lei 14.454/2022 na Lei dos Planos de Saúde (Lei nº 9.656/1998), que determina que os planos de saúde cubram tratamentos fora da lista da ANS, desde que cumpram certos requisitos.

Critérios definidos

No voto que converteu o julgamento, apresentado na quarta-feira (17), o ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso, afirmou que a redação do dispositivo ocultava a capacidade das operadoras de gerir riscos e, consequentemente, poderia ampliar a judicialização. Além disso, ele destacou a necessidade de garantir tanto a proteção dos beneficiários quanto a sustentabilidade econômica das operadoras.

O relator explicou que os critérios definidos no julgamento se basearam nas teses de repercussão geral inseridas pelo STF (Temas 6 e 1.234), que tratam do abastecimento judicial de medicamentos pelo SUS. Por isso, ele propôs adaptações que visam:

  • Garantir coerência entre os sistemas público e privado;
  • Evitar que as operadoras assumam obrigações maiores que as do Estado;
  • Assegurar que as obrigações sejam respaldadas por evidências científicas robustas.

Além disso, a Justiça só autoriza tratamentos ou procedimentos fora da lista da ANS quando a decisão define que os critérios técnicos foram cumpridos, a operadora negar o tratamento ou ocorrer demora excessiva ou omissão na autorização.

Deputado Luiz Philippe propõe que até 50% da remuneração seja paga em criptoativos

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Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O deputado Luiz Philippe de Orleans de Bragança (PL-SP) é autor do projeto de lei que permite que empresas paguem até 50% dos salários dos funcionários em ativos digitais, como criptomoedas. O parlamentar disse em entrevista exclusiva à Arko Advice que o tema tem muito o que avançar na Câmara dos Deputados. “A  espinha dorsal é dar mais liberdade ao trabalhador sem comprometer sua segurança financeira”, avaliou.

“Dessa forma, asseguramos previsibilidade para despesas essenciais e, ao mesmo tempo, abrimos espaço para a inovação. O projeto já está na Comissão de Trabalho e, após a designação de relator, seguirá para a CCJC. Nossa expectativa é de que avance com celeridade e chegue ao Senado ainda nesta legislatura”, continuou.

Veja a entrevista completa:

Que futuro o senhor enxerga para as criptomoedas? Pretende apresentar novos projetos nessa linha?

O futuro desse tema dependerá da resistência contra medidas equivocadas do atual governo. A Medida Provisória nº 1.303, por exemplo, impõe uma tributação de 17,5% sobre criptoativos, o que apenas sufoca a inovação e expulsa investidores do Brasil. Portanto, além de propor marcos que incentivem esse mercado, outro papel essencial será barrar iniciativas que visem inviabilizá-lo. Pretendo, sim, avançar com novos projetos que consolidem o Brasil como um ambiente competitivo para ativos digitais, ao invés de tratá-los como ameaça.

O senhor acredita que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, deve pautar a anistia?

De fato, circulam essas conversas nos bastidores da Câmara. A oposição tem interesse em uma anistia ampla, que inclua todos os injustiçados do 8 de janeiro de 2023 e o presidente Jair Bolsonaro. Se haverá condições políticas para isso, dependerá da pressão popular e da disposição do presidente da Câmara de pautar o tema. Nós temos confiança de que já existe maioria. O único gargalo é o presidente ter a coragem de pautar.

Como avalia o julgamento do ex-presidente Bolsonaro e quais devem ser as reações políticas para 2026?

Esse julgamento já nasceu sem legitimidade. Trata-se de um processo marcado por vícios e motivado por interesses políticos. É uma farsa que não deveria sequer prosseguir. A reação natural será política, e 2026 certamente terá como pano de fundo essa perseguição. Hoje, o candidato da direita é Jair Bolsonaro.

Lula critica proposta que dificulta processos criminais contra deputados e senadores

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Lula criticou, nesta quinta-feira (18), a decisão da Câmara dos Deputados de aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dificulta o andamento de processos criminais contra deputados e senadores. Além disso, a proposta também limita a execução de mandados de prisão.

O texto ficou conhecido como PEC da Blindagem; no entanto, os apoiadores utilizam a denominação formal de PEC das Prerrogativas.

O presidente afirmou que garantir imunidade  inclusive para presidentes de partido  “não é uma coisa séria”. Segundo Lula, o país precisa, em vez disso, assegurar o povo brasileiro.

“Nós temos que garantir prerrogativa de vida para o povo brasileiro, prerrogativa de trabalho, prerrogativa de educação. É isso que nós estamos precisando”, disse.

Ele defendeu ainda que é hora de dar uma lição ao país, mostrando que a classe política atual, começando por ele próprio, pode, se quiser, fazer a juventude acreditar que é possível construir um outro Brasil.

PEC

A PEC determina que deputados e senadores só podem ser processados criminalmente se a Câmara ou o Senado autorizarem a abertura de ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) dentro de 90 dias após a apresentação da denúncia por qualquer tipo de crime.

Além disso, em casos de prisão em flagrante por crimes inafiançáveis, como homicídio e estupro, a Casa do parlamentar precisa conceder autorização em até 24 horas, por meio de votação secreta. Por fim, o texto aprovado estende esses mesmos benefícios a parlamentares estaduais e distritais.

A proposta também concede foro especial no Supremo Tribunal Federal (STF) aos presidentes de partidos com assento no Congresso Nacional. Atualmente, o foro por prerrogativa de função no STF é reservado apenas para:

  • presidente da República;
  • vice-presidente;
  • deputados;
  • senadores;
  • ministros de Estado;
  • integrantes de tribunais superiores;
  • Tribunal de Contas da União (TCU);
  • embaixadores.

Na Câmara, o texto recebeu amplo apoio do PL, principal partido de oposição, além de legendas do Centrão. Entretanto, também conquistou votos entre parlamentares da base do governo

Análise: Condenação de Bolsonaro tem impacto político limitado

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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão na ação penal da trama golpista domina o noticiário e gera um clima de euforia em parte da esquerda e entre formadores de opinião, em especial entre a chamada intelectualidade progressista. No entanto, apesar do desgaste que Bolsonaro acumula, sua condenação divide a opinião pública e, mais do que isso, seu capital político permanece preservado.

Segundo a pesquisa CNT/MDA divulgada na semana passada, 49,6% dos entrevistados consideram justa a condenação do ex-presidente, enquanto 36,9% a acham injusta. Ou seja, uma parte significativa do eleitorado continua alinhada a Bolsonaro mesmo diante de uma conjuntura negativa para o ex-presidente. Esse capital político de Bolsonaro faz com que, mesmo após a sua condenação, a articulação em favor da anistia permaneça forte no Congresso, principalmente após o voto do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra a ação penal da trama golpista.

Independentemente do desdobramento do tema anistia, a escolha do candidato da direita para as eleições de 2026 passará pelo ex-presidente. Ainda sem um nome natural para o pleito, a direita terá de lidar com desafios importantes, como atrair o voto dos simpatizantes de Bolsonaro sem ser afetada pela rejeição a ele. Essa complexa operação política envolverá a anistia e, posteriormente, a definição do candidato a presidente.

No curto prazo, a condenação de Bolsonaro reforça dois pilares da estratégia do presidente Lula (PT): a defesa da democracia e a da soberania, transformadas no slogan oficial do Planalto desde que o Brasil se tornou alvo de sanções dos Estados Unidos. Também está ajudando Lula na queda da inflação, sobretudo de alimentos.

Contudo, eventuais novas sanções por parte dos Estados Unidos, ao mesmo tempo que podem reforçar a narrativa da defesa da soberania, podem, dependendo de seu impacto, trazer mais prejuízos para a economia, respingando em Lula.

Como a condenação de Bolsonaro não mudará o cenário de polarização no país, visto que a direita, mesmo dividida, depende do ativo eleitoral do ex-presidente, Lula beneficia-se da conjuntura neste momento. Mas o cenário está em aberto, já que o governo tem tido pouco a apresentar, além das mencionadas narrativas de defesa da democracia e da soberania. Até 2026, essa pauta pode ser vista como uma agenda do “passado”.

Com Bolsonaro mais desgastado e Lula registrando um saldo negativo de popularidade, o eleitor, que está cada vez mais crítico em relação à política, demandará novidades. Nesse delicado cenário, levará vantagem quem conseguir representar de futuro de esperança.

MDB no Senado se posiciona contra PEC das Prerrogativas

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Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro. As cúpulas abrigam os plenários da Câmara dos Deputados (côncava) e do Senado Federal (convexa), enquanto que nas duas torres - as mais altas de Brasília - funcionam as áreas administrativas e técnicas que dão suporte ao trabalho legislativo diário das duas instituições. Obra do arquiteto Oscar Niemeyer.
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

A bancada do MDB no Senado comunicou, nesta quinta-feira (18), o posicionamento contra a PEC das Prerrogativas (PEC 3/25). Em nota, o partido afirmou que os membros da sigla na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) devem se manifestar pela inconstitucionalidade da matéria. Caso o texto vá a plenário, a orientação é para se posicionar contra a matéria.

O movimento indica que o texto pode sofrer desidratação e demorar a tramitar na Casa.

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Vale pontuar que o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ, afirmou nesta quarta-feira (17) que não dará prioridade ao projeto, que seguirá o rito normal de outros textos.

Além disso, o senador chegou a afirmar que não pautaria projetos inconstitucionais no colegiado.

Lei estabelece novas diretrizes para a compra de equipamentos no SUS

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Brasília (DF), 05/07/2025 - Pacientes realizam cirurgias e exames no Hospital Universitário de Brasília (HUB) como parte do "Dia E", um mutirão de atendimentos a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Participam do trabalho coletivo, de forma simultânea, os 45 hospitais universitários da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), órgão vinculado ao MEC.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Lula (PT) sancionou, nesta terça-feira (16), a Lei 15.210/2025, que estabelece novas diretrizes para a compra de equipamentos médicos no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, os gestores deverão considerar o aproveitamento adequado desses equipamentos ao longo de sua vida útil.

Essa nova legislação teve origem no Projeto de Lei 2.641/2019, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). De acordo com o autor, o objetivo é evitar o desperdício de recursos públicos, já que muitos equipamentos de alto custo acabam sem uso em unidades de saúde por falta de infraestrutura, planejamento ou pessoal capacitado.

Além disso, a lei torna obrigatória a inclusão, nos processos licitatórios, de uma demonstração da capacidade instalada para operar o equipamento. Caso essa capacidade ainda não exista, o gestor deve apresentar um plano detalhado que garanta todas as condições necessárias para o funcionamento adequado do aparelho.

O governo incorporou as novas exigências à Lei de Licitações, e elas se aplicam às aquisições que ultrapassam o limite legal para dispensa de licitação.

Vetos em quatro trechos

Apesar dos avanços, foram vetados quatro trechos do projeto original que criavam obrigações adicionais para os gestores públicos. Entre as medidas excluídas estavam a comprovação de adequação orçamentária, a contratação de manutenção por cinco anos, a definição de cronogramas de treinamento e a responsabilização por eventuais descumprimentos.

Na justificativa do Veto 30/2025, o governo afirmou que essas exigências aumentariam a complexidade dos processos licitatórios. Além disso, segundo o Executivo, elas poderiam prejudicar a prestação dos serviços de saúde, especialmente em municípios com estrutura administrativa mais limitada.

Relator no PL da Anistia descarta perdão amplo e irrestrito

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Antônio Cruz/ Agência Brasil Política Brasília - Deputado Paulinho da Força fala à imprensa antes de encontro com vice-presidente Michel Temer (Antônio Cruz/ Agência Brasil)
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) foi confirmado ontem (17) relator do Projeto de Lei 2162/23, que propõe anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, incluindo condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Paulinho afirmou que uma anistia ampla, geral e irrestrita é “impossível” e pretende apresentar um texto que agrade a maioria da Câmara, buscando um meio-termo político.

“Essa discussão eu acho que já foi superada ontem, quando o Hugo [Motta, presidente da Câmara] teve uma reunião de mais de 3 horas com o pessoal do PL. Acho que nós vamos ter que fazer uma coisa pelo meio. Isso aqui talvez não agrade nem extrema direita, nem extrema esquerda, mas agrade a maioria da Câmara”, disse.

Paulinho afirma que buscará meio-termo

A proposta tramita em regime de urgência e pode ser votada a qualquer momento. O deputado disse que pretende conversar com diferentes grupos, incluindo governadores e líderes partidários, para construir consenso e “pacificar” o país.

“Cabe a mim tentar fazer esse meio de campo. É o que eu vou fazer. Conversar com todo mundo para que, no final, a gente possa ter um texto que agrade a todos”, disse.

Paulinho também afirmou que sua intenção é transformar a medida em redução de penas e não em anistia no sentido tradicional.

“Nós não estamos mais falando de anistia”, afirmou.

Aliados de Bolsonaro, que defendem anistia ampla, criticam a postura do relator, como a deputada Rosana Valle (PL-SP), que classificou sua posição como “pré-concebida” e contrária ao diálogo.

“Reduzir penas é um paliativo. O que o Brasil precisa é virar a página de vez”, alega a deputada.

Justiça

O STF condenou Bolsonaro e centenas de outros participantes dos atos, investigados por tentativa de golpe de Estado, associação criminosa armada e outros crimes.

A Justiça aplicou penas entre três e 27 anos, como foi no caso do ex-presidente, condenado por liderar a tentativa de golpe.

MP do licenciamento ambiental pode andar na Câmara após votação do IR

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Discussão e Votação de Propostas Legislativas. Dep. Zé Vitor (PL-MG)
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Arko Advice apurou que a medida provisória do licenciamento ambiental (MP 1.308/25) pode ter andamento na Câmara dos Deputados após a votação da isenção do Imposto de Renda (PL 1.087/25). A matéria perde a validade no início de outubro e ainda não tem comissão mista instalada.

Segundo fontes, o deputado Zé Vitor (PL-MG) pretende pedir a relatoria da MP na comissão, já que atuou como relator do texto sobre licenciamento aprovado em julho deste ano (Lei nº 15.190/2025) na Câmara. Vale lembrar que a MP ainda pode ser prorrogada por outros 45 dias, o que amplia o tempo para discussão do tema.

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A MP instituiu uma modalidade especial de licenciamento ambiental (LAE) para “empreendimentos estratégicos”. Para conseguir a autorização, a empresa deverá apresentar estudos prévios do possível impacto ambiental da obra. Caberá à autoridade responsável concluir o processo de análise da documentação em até 12 meses.

Projeto do governo

Além disso, em agosto, o governo também enviou um projeto sobre licenciamento (PL 3834/2025). O texto ainda aguarda despacho da Presidência da Câmara, mas fontes ouvidas pela Arko afirmaram que não há perspectiva de o texto avançar na Casa, pelo conteúdo “absurdo”, disse uma fonte. Na época, o governo justificou o envio desse projeto “pelo risco iminente de judicialização de dispositivos da Lei Geral do Licenciamento Ambiental”.