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Como será a semana – 21/9 a 26/9

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Como será a semana, agenda

O presidente Lula cumpre agenda em Nova York. É sua primeira ida aos EUA desde a eleição de Donald Trump. O país prometeu anunciar novas sanções ao Brasil. Líderes partidários continuam negociando texto sobre a anistia para acusados e condenados de tentativa de golpe de Estado. O governo tenta votar projeto sobre imposto de renda. O Senado pode votar projeto que trata do Comitê Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). Relator da MP sobre bets e aplicações financeiras pode apresentar parecer.

AGENDA POLÍTICA DA SEMANA

Próxima semana

  • Os Estados Unidos podem anunciar novas sanções ao Brasil.

  • O relator do projeto de lei da anistia na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), negocia um texto consensual com líderes partidários.

Domingo (21/09)

  • O presidente Lula viaja para Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU.

  • Partidos de esquerda e artistas fazem mobilização, em São Paulo, contra a PEC das Prerrogativas.

Segunda-feira (22/09)

  • O presidente Lula participa, em Nova York, da segunda sessão da Conferência Internacional de Alto Nível para a Resolução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados, convocada por França e Arábia Saudita.

  • A CPMI do INSS ouve depoimento, às 16h, do empresário Rubens Oliveira Costa, sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

  • Divulgação do relatório bimestral de receita e despesa.

Terça-feira (23/09)

  • O presidente Lula faz discurso de abertura na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

  • O presidente Lula participa, juntamente com o secretário-geral da ONU, do evento de alto nível sobre ação climática, voltado a impulsionar a mobilização internacional e estimular a apresentação de novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) rumo à COP30.

  • O deputado Arthur Lira (PP-AL), relator do projeto de lei sobre isenção de imposto de renda, discute o tema na reunião de líderes da Câmara dos Deputados.

  • O Senado pode votar o projeto de lei complementar que trata do Comitê Gestor (Reforma Tributária – PLP nº 108/22).

  • O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), relator da MP nº 1.303/25, que trata da tributação de bets e aplicações financeiras, apresenta seu parecer.

  • A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado pode votar projeto de lei alternativo que concede isenção de imposto de renda a quem ganha até R$ 5 mil mensais.

  • A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado pode analisar o Projeto de Resolução do Senado 8/2025, que limita a dívida consolidada da União.

  • A Comissão de Relações Exteriores do Senado realiza audiência pública, às 10h30, com o Embaixador Rubens Barbosa, Presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice) e ex-embaixador do Brasil em Londres e em Washington, sobre a relevância do Brasil no cenário internacional.

  • A Comissão de Minas e Energia da Câmara promove, às 10h, audiência pública sobre Cenário público da mineração no Brasil com Tasso Mendonça Junior, Diretor da Agência Nacional de Mineração, Rodrigo Antônio de Agostinho Mendonça, Presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais (IBAMA), e outros.

  • A Comissão de Defesa do Consumidor promove audiência pública, às 14h, sobre Fusão/combinação de preços de passagens aéreas pela Latam, Gol e Azul com Gustavo Augusto Freitas de Lima, e outros.

  • Presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade.

  • O Banco Central divulga a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária que decidiu manter a Selic em 15%.

  • A Confederação Nacional da Indústria divulga Sondagem Indústria da Construção.

Quarta-feira (24/09)

  • O presidente Lula copresidirá, ao lado do presidente do Chile, Gabriel Boric, e do presidente da Espanha, Pedro Sánchez, a segunda edição do evento “Em Defesa da Democracia”.

  • A Comissão Mista de Orçamento pode votar o parecer do deputado Gervásio Maia (PSB-PB) ao projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).

  • O Supremo Tribunal Federal retoma julgamento de ação sobre inclusão de empresas de um mesmo grupo econômico na fase de cobrança de uma condenação trabalhista (execução).

  • O Supremo Tribunal Federal julga ação sobre a legitimidade do imposto sindical compulsório de 10% destinado às centrais sindicais (ADI 4067).

Quinta-feira (25/09)

  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o diretor de Política Econômica, Diogo Guillen, participam da apresentação do Relatório de Política Monetária (RPM) do 3º trimestre.

  • IBGE divulga IPCA-15 de setembro.

  • O Banco Central divulga o Relatório de Política Monetária (RPM).

  • A Confederação Nacional da Indústria divulga resultados setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial.

Sexta-feira (26/09)

  • O Supremo Tribunal Federal (STF) conclui julgamento de ação que trata sobre o novo critério de cálculo da renda mensal da aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez), criado na Reforma da Previdência de 2019 (A reforma definiu que, no cálculo da aposentadoria por incapacidade permanente, o valor mínimo do benefício será de 60% da média dos salários do trabalhador, com acréscimo de 2 pontos porcentuais para cada ano de contribuição que exceder a 20 anos).

  • A ANEEL decide a bandeira tarifária de outubro.

Lula vai a Nova York na próxima semana para Assembleia Geral da ONU

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Nova York (NY), 24/09/2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a Abertura do Debate Geral da 79ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, no Salão da Assembleia Geral, da Sede das Nações Unidas (ONU).
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Na próxima semana, entre segunda (22) e quarta-feira (24), o presidente Lula (PT) participará da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas. O evento ocorrerá em Nova York, nos Estados Unidos, e pode marcar a primeira vez que Lula terá uma agenda compartilhada com o presidente norte-americano, Donald Trump, desde o início do tarifaço.

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Lula será acompanhado por uma comitiva ministerial. Até o momento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), tiveram os vistos diplomáticos concedidos pelos Estados Unidos.

Agenda

Na segunda (22), Lula participa de uma conferência internacional que tratará sobre a guerra na Palestina. Na terça (23), o presidente discursa na abertura da reunião da Assembleia Geral da ONU, seguido pelo presidente americano. Além disso, Lula comparece ao evento que abordará questões climáticas e apresentará o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que será lançado na COP 30 em novembro no Pará.

Por fim, na quinta (24), Lula preside, juntamente com o presidente do Chile e da Espanha, Gabriel Boric e Pedro Sánchez, um evento em defesa da democracia.

Exportações de alimentos industrializados recuam 4,8% em agosto

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

As exportações de alimentos industrializados caíram US$ 300 milhões em agosto, o que representa uma redução de 4,8% em relação a julho. A informação consta no balanço da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA).

Segundo o levantamento, as exportações somaram US$ 5,9 bilhões no mês. Desse total, os Estados Unidos responderam por US$ 332,7 milhões, uma queda significativa de 27,7% em comparação com julho e de 19,9% em relação a agosto de 2024.

Tarifaço

Esse recuo se deve, principalmente, ao aumento das tarifas de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros. Em julho, por exemplo, os EUA haviam importado US$ 460,1 milhões em alimentos industrializados do Brasil, valor que caiu para US$ 332,7 milhões em agosto. Além disso, muitos exportadores anteciparam os embarques.

Os produtos mais afetados nas exportações para os Estados Unidos foram:

  • Açúcares, com queda de 69,5%;
  • Proteínas animais, com recuo de 45,8%;
  • Preparações alimentícias, que registraram queda de 37,5%.

“O desempenho das exportações nos dois últimos meses evidencia uma inflexão clara: o crescimento expressivo de julho foi seguido por ajuste em agosto, sobretudo nos EUA, impactados pela nova tarifa, enquanto a China reforçou seu papel como mercado âncora”, analisa João Dornellas, presidente executivo da ABIA, em nota.

A perspectiva é que o impacto mais expressivo das tarifas seja sentido no acumulado do ano. Segundo a ABIA, a estimativa aponta que as vendas de alimentos afetados pela alta tarifação para o mercado norte-americano devem acumular uma queda de 80% entre agosto e dezembro, resultando em uma perda acumulada de US$ 1,351 bilhão.

México

A queda nas exportações para o mercado norte-americano coincidiu com um aumento substancial das vendas para o México, que adquiriu um total de US$ 221,15 milhões em agosto, equivalente a 3,8% do total exportado, principalmente de proteínas animais.

No geral, os mexicanos compraram 43% a mais dos produtores brasileiros em agosto, consolidando-se como o mercado que mais aumentou sua participação no período.

China

A China, maior compradora de alimentos industrializados do Brasil, aumentou suas compras para US$ 1,32 bilhão em agosto. Esse valor representa um crescimento de 10,9% em relação a julho e um salto de 51% comparado a agosto de 2024. Assim, a participação da China corresponde a 22,4% do total exportado no mês.

Além disso, o mercado externo responde por 28% do faturamento total do setor, mostrando sua importância estratégica para a indústria.

Liga Árabe e União Europeia

Já os países da Liga Árabe reduziram suas compras em agosto em 5,2% em relação a julho, totalizando US$ 838,4 milhões. Por sua vez, a União Europeia importou US$ 657 milhões em alimentos, o que representa uma queda de 14,8% sobre julho e de 24,6% na comparação com agosto de 2024.

De janeiro a julho de 2025, as exportações gerais somaram US$ 36,44 bilhões, registrando uma leve queda de 0,3% em relação ao mesmo período de 2024. Essa redução ocorreu principalmente devido à diminuição na produção de açúcar durante a entressafra.

TCU dá prazo para governo se manifestar sobre leilão do terminal de contêineres

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Porto de Santos
Foto: Porto de Santos/Divulgação

O relator do processo de concessão do terminal de contêineres Tecon 10, no porto de Santos (SP), ministro Antonio Anastasia, deu prazo até o dia 26 (sexta-feira da próxima semana) para que o Ministério de Portos e Aeroportos se manifeste a respeito do modelo do leilão do ativo.

A decisão do ministro, anunciada há uma semana com “caráter improrrogável”, abre espaço para que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) se manifeste sobre o assunto.

O pedido para que o Cade seja consultado foi da procuradora-geral do Ministério Público junto ao TCU, Cristina Machado da Costa e Silva. Ela afirmou que, “em face da relevância econômica da desestatização do Tecon Santos 10, mostra-se de grande valia a oitiva da autoridade antitruste”.

Pelo menos dez empresas, entre operadoras portuárias e armadores internacionais, manifestaram interesse em disputar o certame daquele que será o maior terminal de contêineres no principal porto do país, com 622 mil metros quadrados.

Relatório técnico do TCU recomenda que o leilão não tenha qualquer restrição de concorrência e seja realizado em fase única. Esse parecer servirá de base para Antonio Anastasia elaborar seu relatório, a ser avaliado pelo plenário do tribunal.

O governo espera que a decisão saia este mês, para que o edital com a data e as regras do certame possa ser anunciado. Há receio de o processo atrasar por qualquer questionamento na Justiça. Apesar da expectativa de que o leilão seja realizado este ano, não está afastada a possibilidade de que seja adiado para 2026.

Em nota, o Cade informou que vai se manifestar ao TCU nos termos do ofício recebido. O Ministério de Portos e Aeroportos afirma que pediu a ampliação do prazo em “solicitação de rotina para análise da questão e as recomendações do tribunal do ponto de vista do gestor da política pública”.

Análise: Tarcísio cometeu um erro estratégico?

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Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Nas últimas semanas, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vestiu o figurino de pré-candidato ao Palácio do Planalto, a partir de uma série de inflexões em direção a pautas bolsonaristas.

Além de afirmar que seu primeiro ato como presidente seria dar indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio passou a atuar em Brasília nas articulações em torno do projeto da anistia. Na semana passada, após a condenação de Bolsonaro, Tarcísio, usando as redes sociais, classificou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de injusta e declarou que a pena imposta foi “desproporcional”.

A inflexão do governador paulista tem sido criticada. Até então visto como um representante da direita moderada, setores do centro entendem que a mudança de tom em direção à agenda bolsonarista foi exagerada, sendo vista até mesmo como erro estratégico.

No entanto, apesar de os partidos do chamado centrão terem o desejo de construir um candidato de direita mais moderado, que atraia o voto bolsonarista sem abraçar teses radicais, isso não parece possível sem acenos à base social de Jair Bolsonaro. Assim, dificilmente haverá um projeto presidencial de Tarcísio de Freitas sem o apoio de Bolsonaro.

E a conquista do apoio de Bolsonaro inclui a adesão à agenda da anistia e críticas ao STF. Mesmo que no curto prazo isso traga desgaste para Tarcísio, quanto mais cedo o governador enfrentar esse desgaste, mais tempo ele terá, se necessário, para um eventual reposicionamento. Outro aspecto a ser considerado é que como o lulismo e o bolsonarismo organizam o jogo político nacional, Tarcísio, na condição de adversário do presidente Lula (PT), já está, naturalmente, vinculado ao bolsonarismo.

A incógnita é saber o potencial da munição que está sendo utilizada pelo Palácio do Planalto contra Tarcísio de Freitas. Na última quinta-feira (11), o presidente Lula (PT) chamou Tarcísio de “serviçal” de Bolsonaro. E, nas redes sociais, o PT divulgou um vídeo em que afirma que Tarcísio defende “interesses privados”, relacionando o governador paulista a bilionários.

Embora o aceno ao bolsonarismo fosse inevitável, resta saber se Tarcísio acertou o timing desse movimento. Essa resposta só teremos após as próximas pesquisas de opinião. Por ora, dos governadores que despontam como presidenciáveis, Tarcísio foi quem mais saiu em defesa de Bolsonaro após a condenação do ex-presidente no STF. Se essa aposta funcionar, ficará mais perto de ser escolhido como o candidato da direita para 2026. Caso Tarcísio se desgaste, poderá ser aberto espaço para que outras opções da direita busquem ocupar a lacuna.

Empregadores domésticos têm até 31 de outubro para regularizar FGTS sem multa

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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), destacou em entrevista ao programa A Voz do Brasil, nesta quarta-feira (17), que os empregadores domésticos podem, até o próximo dia 31 de outubro, regularizar os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de seus empregados sem pagar multas.

De acordo com Marinho, cerca de 1 milhão de empregadores domésticos atuam no país, mas 80.506 deles ainda não regularizaram os depósitos do FGTS de seus empregados. Além disso, o ministro informou que 154.063 trabalhadores estão diretamente afetados por essa situação.

No total, os valores em atraso somam aproximadamente R$ 375 milhões.

“O ministério não está aqui para multar ninguém. Estamos aqui para cuidar e zelar pelos direitos dos trabalhadores. Portanto, contamos com a colaboração dos empregadores”. afirma.

Formalização profissional

Luiz Marinho também ressaltou a importância da formalização dos trabalhadores no mercado de trabalho. Segundo o ministro, o Brasil conta com aproximadamente 60 milhões de trabalhadores formais, enquanto 40 milhões atuam informalmente.

Ele destacou que “a formalização é fundamental, pois contribui em vários aspectos da economia.

“Na Previdência, ajuda na conta do fundo de garantia, nos fundos de investimento para habitação, para infraestrutura, para saneamento básico”, pontua.

Além disso, o ministro alertou para a falsa informação de que o trabalhador perderia o direito a benefícios sociais, como o Bolsa Família, ao ter a carteira assinada.

Menor taxa de desemprego

Marinho ressaltou que a taxa de desemprego no país atingiu 5,6%, o menor índice desde o início da série histórica, em 2012. Apesar desse cenário positivo, o ministro criticou a taxa básica de juros, que o Banco Central (BC) mantém atualmente em 15%.

“Venho reclamando disso desde maio. Na minha avaliação, está excessivamente alto e é preciso entrar no processo de transição”, afirmou o ministro.

Municípios apresentam melhora parcial na gestão fiscal, mas 36% ainda enfrentam dificuldades

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Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), por meio do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), revelou que, apesar da conjuntura econômica favorável e do aumento no repasse de recursos, o cenário fiscal das cidades brasileiras melhorou apenas parcialmente.

Ainda assim, 36% dos municípios, onde vivem cerca de 46 milhões de brasileiros, permanecem em situação fiscal difícil ou crítica. O estudo examinou as contas de 5.129 municípios, com base nos dados fornecidos pelas mesmas.

Formas de classificação

De acordo com a Firjan, o IFGF atribui pontuações que variam de zero a um e é composto por quatro indicadores principais:

  • Autonomia;
  • Gastos com Pessoal;
  • Investimentos;
  • Liquidez.

A partir da análise desses critérios, a federação classifica a situação fiscal dos municípios em quatro faixas:

  • Crítica: resultado inferior a 0,4 ponto;
  • Em dificuldade: entre 0,4 e 0,6 ponto;
  • Boa: entre 0,6 e 0,8 ponto;
  • Excelência: superior a 0,8 ponto.

Na média nacional, os municípios brasileiros atingiram 0,6531 ponto, o que os posiciona na faixa considerada de boa gestão fiscal.

De acordo com Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan, é fundamental reconhecer que a melhora no cenário fiscal se deve aos resultados econômicos positivos de 2024 e ao aumento no repasse de recursos. Contudo, ele alerta que essa situação favorável pode não se repetir em outras ocasiões.

“É importante frisar que, mesmo com maior folga fiscal, continuamos com uma parcela significativa de cidades em situação desfavorável, evidenciando desigualdades históricas e mantendo o Brasil longe de patamar elevado de desenvolvimento”, disse.

Indicador de Gastos com Pessoal

No indicador Gastos com Pessoal, que mede quanto os municípios gastam com pagamento de pessoal em relação à Receita Corrente Líquida, a média brasileira alcançou 0,7991 ponto, indicando uma boa gestão.

Além disso, a Firjan destaca que essa foi a maior pontuação entre os indicadores do IFGF. Esse resultado reflete o forte crescimento do orçamento total, e não um ajuste na folha de pagamentos, já que, atualmente, a legislação impede que os municípios façam esse tipo de contenção.

Indicador de Investimentos

O indicador de Investimentos avalia a parcela da receita total dos municípios destinada a essa finalidade. O país atingiu 0,7043 ponto, classificando-se com boa gestão, o que reflete uma média de 10,2% da receita destinada a investimentos públicos, o maior percentual registrado na série histórica do IFGF.

Além disso, 1.601 cidades alcançaram a nota máxima (1 ponto) nesse indicador, ao direcionar mais de 12% do orçamento para investimentos.

No entanto, a Firjan ressalta que, devido à ausência de um plano nacional de desenvolvimento com mecanismos para avaliar a qualidade dos gastos, esses investimentos podem não ser os mais eficientes para reduzir as desigualdades no país.

Reformas

O gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, destaca que, diante do quadro geral apresentado pelo IFGF, é essencial promover reformas para tornar a gestão municipal mais eficiente e impulsionar o desenvolvimento do país.

Ele explica que, entre os principais pontos a serem considerados, estão os critérios de distribuição de recursos, que precisam ser revistos para incluir regras que estimulem os gestores públicos a ampliar a arrecadação local e que garantam a qualidade dos gastos públicos.

“A reforma administrativa para permitir a flexibilização do orçamento e a otimização das despesas de pessoal também é uma questão de extrema importância”, defende Goulart.

Por fim, ele também aponta a necessidade de fusão de municípios como uma estratégia para melhorar a gestão municipal.

Agro adota estratégia de “contenção de danos” em tributação de títulos isentos

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Deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), presidente da FPA, apresentou várias propostas ao governo — Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados
Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

A Medida Provisória (MP) que tributa títulos isentos (MP 1.303/25) deve ter o parecer apresentado na próxima semana na comissão mista. Diante disso, o setor do agronegócio mudou a estratégia e agora adotou o tom de “contenção de danos”.

A ideia é negociar pontos com o relator, Carlos Zarattini (PT-SP), já que não há garantia de que a tributação será derrubada no voto.

Esta matéria foi publicada primeiro no Arko Alerta, exclusivo para clientes Arko Advice. Para saber como receber, CLIQUE AQUI.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) teria apresentado uma lista com mais de dez alternativas à taxação dos títulos agrícolas ao Ministério da Fazenda. O objetivo é que as medidas atuem contra a diminuição da atratividade da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), que passaria a ser tributada em 5% com a MP.

Outro ponto negociado com o relator trata do aumento do percentual de obrigatoriedade de destinação de valores para o crédito rural. Atualmente, a taxa é de 60%, mas a expectativa é de que fique entre 65% e 80%.

Como a Arko Advice já mostrou, de um lado, o setor argumenta que a taxação inviabiliza investimentos. Porém, do outro, a Receita aponta que esses títulos não estão sendo efetivamente utilizados pelos setores aos quais eles são destinados, portanto, devem ser taxados como os outros investimentos.

Conab prevê safra recorde de grãos em 2025/2026

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Foto: Wenderson Araujo/CNA

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, nesta quinta-feira (18), a 13ª edição da pesquisa Perspectivas para a Agropecuária 2025/2026. De acordo com o levantamento, a produção de grãos no Brasil deverá bater um novo recorde na próxima safra.

Segundo a projeção, o volume total colhido em 2025/2026 alcançará 353,8 milhões de toneladas. Esse número representa um crescimento de 1% em relação aos 350,2 milhões de toneladas produzidas em 2024/2025, até então, o maior volume já registrado pelo setor.

Aumento na área cultivada

As perspectivas divulgadas hoje indicam que o aumento na produção será impulsionado, principalmente, pela expansão da área cultivada. A expectativa é que a extensão das lavouras cresça de 81,74 milhões de hectares, registrados na última safra, para 84,24 milhões de hectares no ciclo agrícola 2025/2026.

Por outro lado, a produtividade média nacional deve apresentar uma leve queda. Conforme o levantamento, a estimativa para 2025/2026 é de 4.199 quilos por hectare, uma redução de 2% em comparação com a safra anterior.

Soja

A Conab projeta um crescimento de 3,6% na produção da soja, principal produto cultivado no Brasil, que deve atingir 177,67 milhões de toneladas na próxima safra. Na última colheita, foram colhidas 171,47 milhões de toneladas da oleaginosa.

Se confirmado, esse resultado estabelecerá um novo recorde de produção, impulsionado pelo aumento da demanda global pelo produto.

Além disso, a boa rentabilidade e a possibilidade de venda antecipada têm favorecido a cultura do algodão. Para a safra 2025/2026, a área semeada deve crescer 3,5%, enquanto a produção tende a aumentar 0,7%, atingindo um recorde de 4,09 milhões de toneladas.

Redução na colheita do milho

No caso do milho, a Conab espera uma redução de 1% na colheita em comparação com a safra 2024/2025, mesmo com o aumento da área cultivada nas primeiras duas safras.

De acordo com a Conab, essa queda na produção se deve ao crescimento do consumo interno, impulsionado principalmente pela maior demanda do grão para a produção de etanol.

Além disso, a perspectiva de aumento da demanda externa contribui para esse cenário, especialmente por conta do possível redirecionamento das compras asiáticas do milho norte-americano para o milho sul-americano. Essa mudança ocorre em resposta ao aumento das tarifas impostas por importantes países importadores na Ásia.

Apesar do crescimento na área semeada, a produção total estimada de milho, somando as três safras, deve alcançar 138,3 milhões de toneladas.

Em outubro, agência fará leilão envolvendo canal do porto de Paranaguá/PR

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Porto de Paranaguá
Foto: Divulgação

Após o leilão da PPP para concessão do túnel submerso Santos-Guarujá (SP), realizado no dia 12 deste mês, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) promove, no dia 22 de outubro, o segundo bloco de leilões portuários do ano. Serão oferecidos três ativos.

O de maior volume de investimentos refere-se ao canal de acesso aos portos de Paranaguá e Antonina (PR). Serão movimentados R$ 1,2 bilhão ao longo de 25 anos do contrato de concessão.

Este será o primeiro projeto do gênero, que deverá ser replicado em outros portos futuramente. Entre as principais melhorias previstas, está o aumento do calado, a partir do quinto ano da concessão, para 15,5 metros (atualmente o acesso aquaviário tem 13,3 metros).

Assim, será possível receber embarcações maiores no porto de Paranaguá, aumentando a produtividade portuária do Paraná. Foram definidas ainda a ampliação e o alargamento do canal, além do aprofundamento da área de fundeio. O futuro concessionário executará, também, investimentos que incluem serviços de dragagem, derrocagem, sinalização náutica, batimetria, programas e monitoramentos ambientais.

Os outros dois terminais portuários a serem leiloadas em 22 de outubro são: o RDJ07, no porto do Rio de Janeiro; e o TMP, em Maceió. A área localizada no porto do Rio de Janeiro destina-se à movimentação de carga de apoio offshore. A previsão de investimentos, ao longo dos 25 anos, é de R$ 99,4 milhões. Já no Terminal Marítimo de Passageiros do porto de Maceió serão investidos R$ 3,7 milhões, com igual prazo de duração.

Seminário na França

Na semana passada, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou do seminário Brasil-França, em Paris. Na ocasião, apresentou a empresários e investidores a carteira de investimentos em portos brasileiros.

Além da concessão do canal do porto de Paranaguá, Costa Filho disse que, na sequência, haverá a concessão do canal do porto de Santos. Mencionou ainda o leilão do terminal de contêineres Tecon 10, em Santos, cujo processo encontra-se em andamento.