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Mercado volta a projetar redução na inflação para 2025

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Foto: Reprodução

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central (BC), aponta que o mercado financeiro voltou a revisar para baixo a projeção para o IPCA de 2025, após uma semana de estabilidade anterior a 14 semanas de quedas seguidas. A expectativa para o índice recuou de 4,85% para 4,83%.

Já para o câmbio, a projeção para o dólar recuou, chegando em R$ 5,50. Para o PIB de 2025, o número se manteve em 2,16%, indicando uma manutenção de cenário de crescimento econômico moderado.

Próximos anos

Para os anos seguintes, as expectativas de inflação apresentaram estabilidade:

  • IPCA de 2026: 4,30% (estável)

  • IPCA de 2027: 3,90% (era 3,93%)

  • IPCA de 2028: 3,70% (estável)

No caso do IGP-M, principal referência para reajustes de contratos de aluguel:

  • 2025: 1,10% (era 1,15%)

  • 2026: 4,20% (era 4,23%)

  • 2027: 4,00% (estável há 35 semanas)

  • 2028: 3,96% (estável)

PIB e dólar

As expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) tiveram reduções para 2026, mas leve alta em 2027:

  • 2025: 2,16% (estável)

  • 2026: 1,80% (era 1,85%)

  • 2027: 1,90% (era 1,88%)

  • 2028: 2,00% (estável há 79 semanas)

Já com o dólar, leves alterações:

  • 2025: R$ 5,50 (era R$ 5,55)

  • 2026: R$ 5,60 (estável)

  • 2027: R$ 5,60 (estável)

  • 2028: R$ 5,54 (era R$ 5,56)

Taxa Selic

A projeção para a taxa básica de juros permanece inalterada há semanas, refletindo consenso sobre estabilidade no cenário de política monetária:

  • 2025: 15% (mesmo valor há 12 semanas)

  • 2026: 12,38% (era 12,50%)

  • 2027: 10,50% (mesmo valor há 31 semanas)

  • 2028: 10,00% (mesmo valor há 38 semanas)

Termômetro das expectativas

Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central, e reúne projeções de economistas, analistas e operadores do mercado financeiro. Ele serve como um termômetro das expectativas econômicas, e influencia decisões de empresas, investidores e do próprio governo.

Como será a semana – 15/9 a 18/9

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Como será a semana, agenda

A semana continuará refletindo o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, com aliados defendendo a votação do projeto de lei da anistia. O governo, pelo seu lado, tenta incluir na agenda a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. No Senado, a CCJ pode votar projeto do comitê gestor da Reforma Tributária. BC se reúne para decidir a taxa de juros.

AGENDA POLÍTICA DA SEMANA

Segunda-feira (15/09)

  • O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, pode desembarcar em Brasília para articular votação do projeto sobre anistia para os acusados de tentativa de golpe de estado.

  • O Ministro de Estado da Defesa, José Múcio Monteiro, participa de visita à empresa SAAB, fabricante do caça Gripen, e de reunião com autoridades locais. Ele retorna dia 19.

  • A CPMI do INSS ouve o depoimento do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes à CPMI do INSS está agendado para segunda-feira (15), a partir das 16h, conhecido como o “careca do INSS”.

  • O Banco Central divulga o IBC-Br (Prévia do PIB) de julho.

Terça-feira (16/09)

  • O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se reúne com líderes partidários para discutir a pauta de votações da semana.

  • A Câmara dos Deputados pode votar a Medida Provisória 1300/25, que altera a Tarifa Social de Energia Elétrica para isentar famílias de baixa renda da conta de luz em casos de pouco consumo.

  • A Câmara pode votar urgência para projeto de lei que trata do devedor contumaz (PLP 125/2025).

  • O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), relator da MP 1303/25, que trata da tributação de bets e aplicações financeiras, apresenta seu parecer.

  • A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado pode votar o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 168/25, que viabiliza a medida provisória (MP) do pacote para socorrer as empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos (MP nº 1.309/25).

  • A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara realiza audiência pública sobre Os 50 maiores devedores do Governo Federal com Anelize Lenzi Ruas de Almeida, Procuradora-Geral da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, João Ricardo Pereira, Auditor-Chefe da AudFiscal do Tribunal de Contas da União, entre outros.

  • Início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central para decidir a taxa básica de juros (Selic).

  • Willamy Moreira Frota e Gentil Nogueira de Sá Júnior tomam posse na diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), às 9h30.

  • Guilherme Theo Rodrigues da Rocha Sampaio assume o cargo de diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), às 10h.

  • Frederico Carvalho Dias toma posse como diretor-geral da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), às 17h.

  • O IBGE divulga dados sobre emprego (Pnad Contínua) no último trimestre encerrado em julho.

Quarta-feira (17/09)

  • A Comissão de Constituição e Justiça do Senado pode votar o parecer do senador Eduardo Braga (MDB-AM) ao projeto de lei complementar que trata do Comitê Gestor (Reforma Tributária – PLP 108/22).

  • O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia taxa básica de juros (Selic).

  • Tiago Chagas Faierstein toma posse como diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), além de Rui Chagas Mesquita e Antonio Mathias Nogueira Moreira, que assumem o cargo de diretor na autarquia.

  • Banco Central dos Estados Unidos (FED) anuncia decisão sobre taxa de juros.

Quinta-feira (18/09)

  • A Confederação Nacional da Indústria divulga Sondagem Industrial.

Governo Lula reduz à metade impacto do tarifaço na economia, diz SPE

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda divulgou, nesta quinta-feira (11), o boletim Macrofiscal, que traz uma previsão otimista: as medidas adotadas pelo governo brasileiro devem reduzir pela metade o impacto do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre a economia do país.

De acordo com os dados apresentados, as novas tarifas sobre produtos brasileiros provocariam uma queda de 0,2 ponto percentual (p.p.) no Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, graças à resposta do governo, esse impacto deve cair para 0,1 p.p., ou seja, uma redução significativa.

Empregos

No cenário analisado, que abrange 22 setores da economia, o governo federal estima que, sem a adoção de medidas, o país perderia cerca de 138 mil empregos, distribuídos da seguinte forma:

  • Indústria: 71,5 mil postos de trabalho perdidos
  • Serviços: 51,8 mil postos de trabalho perdidos
  • Agropecuária: 14,7 mil postos de trabalho perdidos

Com a adoção das medidas, a perda total cai para aproximadamente 65 mil empregos, demonstrando o impacto positivo das ações governamentais para conter os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos.

Impacto na inflação

A SPE prevê que as tarifas impostas pelos Estados Unidos terão um impacto de 0,1 ponto percentual (p.p.) na inflação. Por esse motivo, a SPE revisou para baixo a projeção da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2025, que passou de 4,9% para 4,8%.

Em outras palavras, o governo espera compensar parcialmente os efeitos negativos de um menor saldo na balança comercial por meio de uma maior oferta de produtos no mercado interno.

Além disso, a SPE esclareceu que as estimativas não levam em consideração possíveis choques de confiança, aumento da volatilidade financeira ou deterioração das condições de crédito. Por fim, os cálculos adotam como base um cenário em que os Estados Unidos aplicam tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras, em comparação com o cenário de referência, que considera tarifas de 10%.

Projeto sobre economia circular deve ser pauta de reunião de líderes da Câmara

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Câmara dos Deputados
Foto; Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara deve levar o projeto de lei que cria a Política Nacional de Economia Circular (PL 3899/2012) à reunião de líderes na próxima semana. O deputado Luciano Vieira (Republicanos-RJ) apresentou seu relatório final nesta semana. A Câmara pautou o projeto para votação em Plenário na semana passada. Contudo, os parlamentares não tiveram tempo hábil para a deliberação. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), citou recentemente a matéria como uma das prioridades para ser dicutida nos próximos meses devido a um apensamento que trata da proteção a acionistas minoritários.

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O substitutivo consolida mais de 20 propostas apensadas em um texto único que institui a Política Nacional de Economia Circular (PNEC). O objetivo é reduzir a geração de resíduos, ampliar a vida útil de produtos, fomentar inovação tecnológica circular e integrar políticas públicas setoriais. A governança prevê articulação federativa, um Fórum Nacional multiparticipativo e instrumentos como planos setoriais, incentivos fiscais verdes, metas auditáveis e um sistema nacional de rastreabilidade.

Setores estratégicos como mineração, agroindústria, construção civil, indústria automotiva, petróleo e gás, eletroeletrônicos e saneamento terão obrigação de elaborar Planos de Circularidade e Gestão Integrada de Resíduos (PCGR). As empresas deverão comprovar, via auditoria independente, metas progressivas de reaproveitamento e reciclagem. As metas incluem 40% até 2030 e 80% até 2040 no setor automotivo. O projeto cria incentivos fiscais e financeiros atrelados ao desempenho circular. Além disso, prevê créditos de reciclagem e acesso preferencial a compras públicas. A gestão de embalagens plásticas será rigorosa, com restrições a plásticos de uso único e exigência de rastreabilidade total.

Proteção a acionistas minoritários

O texto incorpora integralmente o projeto que moderniza a legislação societária e amplia significativamente a proteção aos acionistas minoritários (PL 2925/2023). As mudanças incluem:

  • a possibilidade de acionistas com apenas 2,5% do capital de companhias abertas proporem ações de responsabilidade contra administradores e controladores;
  • a previsão de class actions (ações coletivas) para reparação de danos por infrações ao mercado de capitais, com legitimação da CVM, do Ministério Público e de grupos de acionistas;
  • a publicidade obrigatória de procedimentos arbitrais envolvendo companhias abertas;
  • e a instituição de um “prêmio” de até 20% do valor da indenização para os acionistas que propuserem ações bem-sucedidas.

Além disso, administradores e controladores poderão ser responsabilizados civilmente por prejuízos causados por infrações relacionadas à divulgação de informações. Isso inclui questões socioambientais. Essas alterações visam alinhar o Brasil às melhores práticas internacionais de governança corporativa. Elas também buscam aumentar a transparência e dar mais instrumentos para que o próprio mercado puna empresas com más práticas ambientais, sociais ou gerenciais.

Comissão do Senado pode votar venda de medicamentos em supermercados na quarta-feira

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Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado deve analisar, na próxima quarta-feira (17), a proposta que autoriza a venda de medicamentos que não exigem prescrição médica em supermercados. O projeto de lei (PL 2.158/2023), de autoria do senador Efraim Filho (União-PB), conta com parecer favorável do relator, senador Humberto Costa (PT-PE).

Em substitutivo apresentado, Humberto incorporou sugestões de colegas e do próprio autor do texto, estabelecendo regras mais rígidas para a prática. O relatório prevê que os supermercados instalem, em suas dependências, uma farmácia ou drogaria completa, fisicamente isolada, obedecendo às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além da exigência de um farmacêutico responsável.

A votação chegou a ser pautada na semana passada, mas foi adiada a pedido do senador Dr. Hiran (PP-RR), que levantou dúvidas sobre a ausência de regulamentação quanto ao desenvolvimento de marcas próprias de medicamentos. Segundo Humberto Costa, entretanto, a Anvisa já proíbe esse tipo de prática em farmácias e drogarias.

Além do tema, a CAS também deve votar o projeto que cria o contrato de primeiro emprego (PL 5.228/2019) e a proposta que assegura aos estudantes o direito a pelo menos duas refeições diárias completas (PL 1.901/2022).

Análise: ‘Blocão’ se tornou campo minado para o governo

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Brasília (DF), 23/07/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do evento Transformação Digital: um governo para cada pessoa, no Palácio do Planalto.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os partidos de esquerda deixaram o chamado “Blocão”, frente que reunia quase todos as legendas da Câmara dos Deputados (exceto PSOL e Novo) para apoiar a candidatura de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Casa no início do ano.

O PT, o PV e o PCdoB, que formam a Federação Brasil da Esperança, foram os primeiros a se desvincular em razão da derrota do governo na disputa pelo comando da CPMI do INSS, quando, por fazer parte de um mesmo bloco, a oposição votou em lugar de governistas ausentes e assegurou maioria na eleição para a presidência do colegiado. Na semana passada, desvincularam-se também PDT e PSB, remanescendo no grupo o PL e partidos do Centrão.

Entretanto, a derrota na CPMI se revelou apenas uma das razões para o desembarque, visto que outros movimentos internos tornaram insustentável a permanência do PT e de seus aliados no mesmo agrupamento. A posição da Federação União Progressista (União Brasil e PP) de ruptura com o governo Lula, que inclina essa agremiação para o lado da oposição, é o menor dos problemas. O motivo preponderante é a adesão de legendas do bloco ao projeto de anistia aos envolvidos na chamada “trama golpista”, reforçando a pressão pela inclusão da proposta na pauta da Casa.

O apoio a essa matéria, além de expor a heterogeneidade do grupo, impunha constrangimentos ideológicos e limitações regimentais à atuação das legendas governistas. Havia ainda riscos de distorções na representação partidária interna, como ficou evidenciado no episódio da CPMI. Nesse contexto, a saída da esquerda demarca um distanciamento protocolar em relação à centro-direita.

Prós e contras

A desvinculação devolve importantes prerrogativas regimentais a essas siglas. Entre elas, a de indicar vice-líderes. Isso amplia a capacidade de atuação dos partidos, pois os vice-líderes podem representar a posição de cada um em todas as instâncias da Casa, bem como apoiar a apresentação de emendas a projetos em regime de urgência.

Outro aspecto relevante é o direito de apresentar os próprios destaques. Esse instrumento permite intervir diretamente no processo legislativo, selecionando trechos específicos das propostas para votação separada. Com a mudança, cada vice-líder passa a dispor do número de destaques que lhe cabe pela proporcionalidade de suas bancadas, algo que não era possível anteriormente por estarem “blocados”.

Por outro lado, o afastamento representa riscos para o governo, uma vez que o bloco abriga outras legendas que ocupam posições no Executivo, como o PSD, o MDB e o Republicanos. Mesmo com expressivas franjas oposicionistas, essas legendas oferecem apoio decisivo em votações importantes. E o ambiente de disputa com outros integrantes do grupo pode reduzir as possibilidades de alinhamento com o governo.

Governo tenta agilizar aprovação na Câmara da tipificação dos devedores contumazes

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Congresso Nacional
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Após a aprovação no Senado na semana passada, o governo tenta avançar com a tipificação dos devedores contumazes (PLP 125/2022) na Câmara. O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), apresentou um requerimento de urgência para o projeto e deve levar o tema para a reunião de líderes da próxima terça-feira (16).

O governo, porém, precisará articular com os partidos de centro, já que um projeto sobre o mesmo tema já tramita na Câmara e praticamente não conseguiu avançar. O PLP 15/24 está parado há 9 meses após não conseguir aprovação na Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE).

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Definição

Segundo o texto aprovado no Senado, devedor contumaz é aquele inadimplente com débitos tributários acima de R$ 15 milhões e correspondentes a 100% dos ativos totais da empresa. Além disso, também entram na categoria aqueles que tenham registrado inadimplência em, pelo menos, quatro períodos de apuração consecutivos, ou em seis períodos de apuração alternados em um período de 12 meses. O novo relatório também extingue a possibilidade de não punibilidade mediante pagamento da dívida.

Segundo o relatório, o objetivo é restringir a classificação a empresas com “inadimplência substancial, reiterada e injustificada de tributos”, não se confundindo com o contribuinte em dificuldades financeiras momentâneas, mas sim com aqueles que utilizam a inadimplência como estratégia de negócio.

Análise: Condenação de Bolsonaro aumenta pressão política externa e complica diplomacia de Lula com Washington, avalia Thiago de Aragão

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Donald Trump, Estados Unidos, EUA
Foto: The White House

Diante da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos sete réus pelo STF, o presidente da Arko Internacional, Thiago de Aragão, avalia que o caso terá repercussões na relação entre o governo brasileiro e os Estados Unidos. Ele considera que o julgamento alimenta os atritos entre as duas nações e aumenta a pressão política externa sobre as instituições brasileiras.

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Diplomacia fragilizada

Segundo ele, a expectativa é que a mídia americana de direita apresente os juízes brasileiros como “instrumentos corruptos da esquerda”, o que aumenta a pressão política externa e pode interferir na diplomacia do governo Lula com a Casa Branca. Além disso, ele considera que a pressão eleva o monitoramento americano sobre cada movimento das instituições brasileiras.

Vale lembrar ainda que a relação já estava fragilizada desde julho, com o anúncio norte-americano das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. Além do julgamento de Bolsonaro, outros temas que interferiram no relacionamento foram a defesa da regulamentação das big techs pelo presidente Lula (PT) e a movimentação em defesa de uma moeda alternativa ao dólar no BRICS.

Campanha política

Segundo Aragão, o presidente norte-americano transformará a condenação de Bolsonaro em “um adereço de campanha” e em uma “nova carta para jogar em seu jogo populista global”. Isso porque o caso aprofunda o vínculo ideológico entre as duas figuras e reforça a ideia de que há uma perseguição global a líderes populistas: “Trump vê em Bolsonaro um espelho, um alerta e uma arma”, escreveu no Substack.

Valor da produção agrícola cai pelo segundo ano seguido, segundo IBGE

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Foto: Reprodução/CNA

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (11), a pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM). Embora o país tenha enfrentado condições climáticas desfavoráveis e queda nos preços internacionais, a produção agrícola alcançou o valor de R$ 783,2 bilhões em 2024. Entretanto, esse valor representa uma redução de 3,9% em relação a 2023, que já havia registrado uma retração de 2,3% frente a 2022. Dessa forma, 2024 marcou o segundo ano consecutivo de queda no valor da produção do campo.

Soja e milho apresentam queda

A soja e o milho foram os principais responsáveis pela queda no valor da produção agrícola nacional. A produção de soja caiu 5%, enquanto a do milho recuou 12,9%. Além disso, ambos os produtos sofreram com a retração dos preços no mercado internacional.

Apesar da queda na produção da soja, o país manteve-se como maior produtor e maior exportador mundial dessa oleaginosa. Em 2024, o Brasil produziu 144,5 milhões de toneladas, gerando um valor de R$ 260 bilhões.

Produção agrícola recua

A pesquisa reúne dados detalhados sobre 64 produtos agrícolas, incluindo área plantada, área colhida, volume produzido e valor de venda, com informações organizadas por municípios, estados e regiões.

Em 2024, a produção total de cereais, leguminosas e oleaginosas alcançou 292,5 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 7,5% em relação a 2023.

Por outro lado, a área plantada no país registrou crescimento. No total, foram cultivados 97,3 milhões de hectares, um aumento de 1,2% em comparação ao ano anterior. Para se ter uma ideia da dimensão, essa área supera o território do estado de Mato Grosso, que possui 90,3 milhões de hectares.

Fenômeno El Niño

O IBGE atribuiu a queda na produção agrícola em 2024 à atuação do fenômeno El Niño, que aquece anormalmente as águas da porção leste do Oceano Pacífico Equatorial.

Segundo o instituto, “o ano foi marcado mais uma vez pela influência climática do fenômeno El Niño”. No entanto, diferentemente dos anos anteriores, o evento provocou uma estiagem prolongada e mais severa em regiões como o Centro-Norte, o Sudeste e parte do Paraná, o que impactou negativamente a produtividade das culturas de verão.

Banco Central publica resolução que proíbe transações para contas suspeitas de fraude

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Brasília (DF), 26/10/2023, Prédio do Banco Central em Brasília.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (12) a resolução do Banco Central (BC) que proíbe instituições financeiras de aceitarem transações para contas com fundada suspeita de envolvimento em fraude.

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Segundo a norma, a avaliação de “fundada suspeita de envolvimento de fraude” deve incluir fatores a critério de cada instituição, podendo inclusive se utilizar de informações em sistemas eletrônicos e bases de dados de caráter público ou privado. Além disso, a instituição destinatária dos recursos deve comunicar ao titular da conta a efetivação da medida.

Segundo o BC, a medida vale para transações realizadas com qualquer instrumento de pagamento e entra em vigor imediatamente. As instituições têm até 13 de outubro para adequarem seus sistemas.