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STF inicia julgamento do Núcleo 4 da tentativa de golpe de Estado

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STF, Supremo Tribunal Federal, Jair Bolsonaro
Foto: Reprodução

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (14) o julgamento da ação penal contra sete réus do chamado “Núcleo 4” da tentativa de golpe de Estado envolvendo integrantes do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo organizou ações de desinformação para propagar notícias falsas sobre o sistema eleitoral e promover ataques virtuais a instituições e autoridades em 2022.​

Quem são os réus e as acusações

O Núcleo 4 é composto pelos militares Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército), Ângelo Martins Denicoli (major da reserva do Exército), Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército), Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército), Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército); pelo policial federal Marcelo Araújo Bormevet e pelo presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha.

Eles são acusados de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.​

Como será o julgamento

As sessões ocorrerão nos dias 14, 15, 21 e 22 de outubro, com a primeira dedicada às sustentações orais das defesas e da acusação (PGR). A votação, pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino (presidente da Turma), Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia, será feita nas sessões seguintes.

A decisão de condenação ou absolvição é por maioria simples do colegiado. Réus eventualmente condenados não serão presos imediatamente, podendo recorrer ainda no âmbito do STF.​

Contexto dos julgamentos

O julgamento do Núcleo 4 é o segundo dos cinco blocos de acusados por participação na suposta tentativa de golpe de 2022. O Núcleo 1, formado por Jair Bolsonaro e outros sete réus, já foi julgado com condenações em setembro. Os Núcleos 2, 3 e 5 serão julgados até o final de 2025.​

Indicação ao STF será de alguém que cumpra a Constituição, afirma Lula

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Lula, Luís Roberto Barroso, STF
Foto: Felipe Sampaio/STF

O presidente Lula (PT) declarou nesta segunda-feira (13), em Roma, que achou “precipitada” a decisão do ministro Luís Roberto Barroso de antecipar sua aposentadoria no Supremo Tribunal Federal (STF). Lula ressaltou que imaginava a saída de Barroso, porém em um prazo mais distante.

“Imaginava que ele iria se afastar, mas que iria demorar um pouco mais”, disse.

Escolha do sucessor

Questionado sobre o perfil do próximo ministro a ser indicado para a vaga deixada por Barroso, Lula afirmou que não pretende escolher “um amigo”, mas uma pessoa qualificada que “tenha como função específica cumprir a Constituição brasileira”. O presidente disse não se importar com gênero ou raça, dizendo: “quero uma pessoa que seja gabaritada para ser ministro da Suprema Corte”.

“Não quero um amigo, quero um ministro da Suprema Corte que terá como função específica cumprir a Constituição brasileira. É essa a qualidade que eu quero. É a única que eu quero. Foi assim com todos os ministros que indiquei até agora e vai continuar sendo assim”, afirmou.

Lula também informou que após seu retorno ao Brasil consultará membros de seu governo para tomar a decisão e anunciar a indicação formalmente.

Aposentadoria de Barroso

Barroso anunciou na última quinta-feira (9) sua saída antecipada da Corte, que poderia permanecer no cargo até 2033, quando completaria 75 anos.

“É hora de seguir novos rumos. Não tenho apego ao poder e gostaria de viver a vida que me resta sem as responsabilidades do cargo. Os sacrifícios e os ônus da nossa profissão acabam se transferindo aos familiares e às pessoas queridas”, afirmou o ministro.

Após sua aposentadoria, ele pretende focar na academia, com convites para ministrar aulas na Alemanha e na França, e não tem intenção de assumir cargos públicos ou diplomáticos.

Comissão debaterá regras para o uso de drones por órgãos de segurança pública

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Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília.

A Comissão de Segurança Pública do Senado (CSP) realizará, na terça-feira (14), a partir das 11h, uma audiência para discutir o projeto de lei que estabelece regras para o uso de drones por órgãos de segurança pública (PL 3.611/2021). Entre as normas propostas, o projeto proíbe o acoplamento de armas e a automação total dos equipamentos.

Além disso, o texto abrange veículos aéreos não tripulados (Vants) e aeronaves remotamente pilotadas (ARPs). Ele prevê a utilização desses dispositivos para:

  • apurar infrações penais;
  • reprimir o tráfico de drogas;
  • perseguir suspeitos;
  • monitorar alvos, entre outras situações.

O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) é o autor do projeto. Por sua vez, o senador Marcos do Val (Podemos-ES), atualmente em licença médica, atua como relator responsável por elaborar o parecer sobre a matéria.

A proposta retorna à pauta

A proposta entrou na pauta da CSP no ano passado, mas a votação foi adiada naquela ocasião. Em seguida, o senador Weverton (PDT-MA) apresentou o requerimento (REQ 25/2024 – CSP) para garantir que a matéria fosse debatida em uma audiência pública, marcada para acontecer na próxima terça-feira.

No requerimento, Weverton destaca que o uso de drones pela segurança pública é fundamental, pois permite monitorar áreas de risco ou de difícil acesso com segurança para o operador e eficiência no cumprimento dos objetivos. No entanto, ele alerta que esse uso pode entrar em conflito com direitos fundamentais das pessoas.

“Produzindo dados e provas, submete-se ao regime de proteção de dados e regras de direito probatório do processo penal”, diz.

Análise: Rejeição à MP nº 1.303/25 impõe replanejamento fiscal

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Fachada do Palácio do Congresso Nacional. O Palácio do Congresso Nacional é um dos pilares da arquitetura monumental de Niemeyer que dão forma à capital inaugurada em 1960. Construído em terreno elevado, é visto de longe como culminância da avenida Eixo Monumental, que abriga a Esplanada dos Ministérios e atravessa a cidade de norte a sul. Sede das duas Casas do Poder Legislativo e um dos mais famosos cartões postais do Brasil, o Palácio do Congresso Nacional é composto por duas cúpulas e duas torres de 28 andares, que abrigam a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A derrubada na Câmara da MP que taxaria títulos isentos (MP nº 1.303/25), que perdeu vigência antes de ter seu mérito votado, impõe ao Executivo a necessidade de um rápido replanejamento fiscal. A proposta, que previa a unificação da tributação de aplicações financeiras e o aumento da CSLL para instituições financeiras, era vista no Ministério da Fazenda como peça central para o equilíbrio das contas, com uma arrecadação estimada em R$ 17 bilhões para 2026 após mudanças feitas pelo relator (o texto original previa R$ 21 bilhões), deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

A MP era descrita pela Fazenda como essencial para atingir as metas fiscais do próximo ano, que deve ser marcado pelo desaquecimento da atividade econômica. Essa percepção de uma economia mais lenta é corroborada pela queda recente na arrecadação tanto da União quanto dos estados, e pelos possíveis efeitos da manutenção da taxa Selic em alta. Assim, o governo tem quatro opções principais já cogitadas por seus líderes.

1 – Apresentação de novos projetos: Diante da impossibilidade de reeditar a matéria por meio de nova MP no mesmo ano, o governo tem um leque restrito de alternativas. Segundo o líder no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), o governo avalia enviar um projeto de lei (PL) em regime de urgência constitucional. A adoção dessa via, contudo, tem o tempo como principal inimigo. Na teoria, a urgência constitucional poderia forçar uma análise, ao trancar a pauta. O trancamento daria o prazo de 45 dias para deliberação na Câmara e outros 45 no Senado. Contabilizando o recesso parlamentar, que deve ir de 22 de dezembro a 2 de fevereiro, a análise poderia ser adiada para março de 2026.

Vale lembrar que o conteúdo da MP nº 1.303/25 era amplo, contendo trechos que poderiam obter apoio suficiente para aprovação, se apresentados à parte. É o caso do regime de regularização das bets, que pode arrecadar R$ 5 bilhões em três anos, e os cortes e o remanejamento de recursos, como as mudanças no seguro-desemprego para pescadores artesanais, na Compensação Previdenciária (Comprev) e nos critérios de concessão do auxílio-doença dos segurados do INSS.

2 – Aumento do IOF: A Fazenda também mantém em seu “arsenal de alternativas” (nas palavras de Randolfe) uma nova elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que pode ser majorado por decreto presidencial. Seria uma solução mais rápida, mas politicamente mais custosa. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que manteve boa parte do último aumento no IOF, contrariando o Congresso, daria maior segurança ao governo de que a decisão seria mantida. A título de recordação, o STF apenas concordou com o Congresso na derrubada da incidência do IOF sobre o risco sacado. Todo o restante do aumento continuou válido. Por outro lado, um novo aumento do imposto seria uma afronta direta ao Legislativo, que já se mostrou totalmente contrário à ideia.

3 – Inserção em outro projeto já tramitando: Uma possibilidade aventada seria incorporar o conteúdo da MP rejeitada em um projeto de lei que já tramita no Congresso. A principal opção seria o PL que reajusta a tabela do Imposto de Renda (PL nº 1.087/25), atualmente em tramitação no Senado. A manobra, no entanto, pode encontrar algumas dificuldades. Adversário político do relator da mesma proposta na Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), o relator no Senado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), já sinalizou que pretende evitar alterações de mérito que forcem o retorno do texto aos deputados, onde, segundo ele, a pauta legislativa se tornou alvo de chantagem. O senador alagoano estima aprovar o projeto em até 30 dias, focalizando emendas de redação ou supressões, o que torna a inclusão de um tema tão complexo uma opção de difícil execução. Poderia até mesmo atrapalhar a aprovação do projeto, que concretiza uma das principais promessas de campanha de Lula. Questionado, Calheiros disse não ter estudado ainda a possibilidade de absorção do texto.

Além disso, vale destacar que o simples reenvio, ou inserção em outro projeto, não faria as propostas de taxação de investimentos obterem mais apoio no Congresso. Isso porque o pano de fundo para a derrota do governo é a antecipação da corrida eleitoral de 2026. Figuras da oposição, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), atuaram diretamente para minar o apoio à medida, visando impedir que o governo tenha mais recursos em ano eleitoral. Para muitos parlamentares, aprovar novas fontes de arrecadação significaria fortalecer o presidente Lula (PT) para uma eventual campanha à reeleição. Mesmo no PSD e no MDB, partidos mais próximos do governo Lula, não houve maioria a favor da MP. Assim, a dificuldade política deve persistir.

4 – Mudança de foco: Ainda que improvável, há a opção de o governo deixar a taxação de investimentos de lado e mirar outras prioridades. Na Fazenda, outra proposta tem o status de fundamental para o cumprimento do arcabouço fiscal em 2026: a revisão dos benefícios fiscais, contida nos Projetos de Lei Complementar nº 41/19 e nº 182/25. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a proposta do governo que corta em 10% benefícios fiscais deve gerar uma arrecadação de R$ 19,6 bilhões. Em entrevista coletiva para apresentar o Orçamento de 2026, o secretário disse que o texto do projeto já está sendo discutido com os presidentes da Câmara e do Senado.

Pesquisas alertam para impactos graves das mudanças climáticas na saúde infantil

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Foto: Reprodução/Agência Brasil

Este mês, duas pesquisas alertam para os efeitos dos extremos climáticos nas crianças. A Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal encomendou ao Datafolha um levantamento que mostrou que mais de 80% dos brasileiros temem os impactos das mudanças climáticas em bebês e crianças de 0 a 6 anos.

Além disso, o estudo Panorama da Primeira Infância: o impacto da crise climática entrevistou 2.206 pessoas, sendo 822 responsáveis por crianças, entre 8 e 10 de abril de 2025. Os maiores receios se concentram na saúde: 7 em cada 10 pessoas (71%) demonstraram preocupação, principalmente com as doenças respiratórias.

Risco de desastres

Outras questões surgiram na pesquisa: 39% dos entrevistados apontaram o maior risco de desastres, como enchentes, secas e queimadas. Além disso, 32% destacaram a dificuldade em acessar água limpa e comida.

Por outro lado, 15% acreditam que as mudanças climáticas aumentarão a consciência ambiental, enquanto 6% confiam que a sociedade encontrará soluções para reduzir os danos.

Nesse contexto, Mariana Luz, diretora da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, destacou que reconhecer os riscos para as crianças já é uma vitória. Ela reforçou que, embora as crianças sejam as menos responsáveis pela crise climática, elas são as mais afetadas, o que exige ações urgentes e cuidadosas para protegê-las.

“As crianças na primeira infância são as menos culpadas pela emergência climática e, ainda assim, são o público mais afetado. Essa injustiça exige que cada medida tomada considere a vulnerabilidade de quem depende da proteção dos adultos”, disse.

Crianças vulneráveis ao frio e calor

A pesquisa, publicada no periódico Environmental Research, revela que bebês no período neonatal (7 a 27 dias) enfrentam um risco 364% maior de morrer devido ao frio extremo, em comparação com condições normais. Além disso, o impacto do calor aumenta conforme a criança cresce: entre 1 e 4 anos, o risco de morte em calor extremo sobe 85%.

Os cientistas do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da London School e do Instituto de Saúde Global de Barcelona conduziram o estudo.

1 milhão de mortes de crianças menores de 5 anos

Os pesquisadores analisaram mais de 1 milhão de mortes de crianças menores de 5 anos ao longo de 20 anos. Eles descobriram que o frio extremo aumenta o risco de mortalidade nessa faixa etária em até 95%, enquanto o calor extremo eleva esse risco em 29%, em comparação com os dias de temperatura amena (14 a 21°C).

Além disso, o impacto climático varia nas regiões do Brasil. O frio extremo causou um aumento de 117% na mortalidade infantil no Sul, enquanto o calor extremo elevou a mortalidade em 102% no Nordeste.

Em Roma, Lula defende incluir mais pobres no orçamento

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Roma, 13/10/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante abertura do Fórum Mundial da Alimentação, da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, realizada na sede da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante a abertura do Fórum Mundial da Alimentação (FAO), em Roma, nesta segunda-feira (13), o presidente Lula (PT) afirmou que a fome é sobretudo um problema político e deve ser enfrentada com políticas de Estado que incluam os mais pobres no orçamento dos países.

“É preciso colocar os pobres no orçamento e transformar esse objetivo em política de Estado. Para evitar que avanços fiquem à mercê de crises ou marés políticas. Mesmo líderes de países com orçamentos pequenos podem e precisam fazer essa escolha”, afirmou.

Lula ressaltou que o Brasil saiu pela segunda vez do Mapa da Fome graças a avanços em transferência de renda, agricultura familiar e geração de empregos, além da menor proporção histórica de domicílios em insegurança alimentar grave.

“Trinta milhões de pessoas começaram a almoçar, jantar e tomar café. Em 2024, alcançamos a menor proporção de domicílios em situação de insegurança alimentar grave da nossa história”, disse.

Segurança alimentar

O presidente destacou que “não basta produzir, é preciso distribuir”, e que a segurança alimentar deve estar no centro das ações climáticas, especialmente com a proximidade da COP30, que será realizada em Belém (PA).

Lula avaliou que “um país soberano é um país capaz de alimentar o seu povo. A fome é inimiga da democracia e do pleno exercício da cidadania. É possível superá-la por meio de ação governamental, mas governos só podem agir se dispuserem de meios”.

Ele também defendeu a necessidade de ampliar o financiamento ao desenvolvimento, reduzir custos de empréstimos e reformar sistemas tributários para que governos possam agir efetivamente contra a fome. “Com 12% do que se gasta em armas, o mundo acabaria com a fome”, afirmou, reforçando que a fome é fruto de escolhas políticas, não de escassez de alimentos.

“Poucas iniciativas contribuiriam tanto para a segurança alimentar quanto uma reforma da arquitetura financeira internacional, que direcionasse recursos para quem mais precisa”, afirmou o presidente.

Na manhã do mesmo dia, Lula se reuniu com o Papa Leão XIV e parabenizou o pontífice pela Exortação Apostólica Dilexi Te, que enfatiza a união entre fé e amor pelos pobres. O presidente convidou o Papa para participar da COP30, evento que o Vaticano participará via representação oficial pela impossibilidade de presença do pontífice devido ao Jubileu.

Pesca sustentável pode ser debatida na CMA nesta terça-feira (14)

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Foto: Pedro França/Agência Senado

Nesta terça-feira (14), a partir de 9h30, a Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado pode realizar debate sobre a Política Nacional da Pesca Sustentável. Para viabilizar a discussão, os senadores analisarão o Requerimento 18/2025, apresentado pela senadora Leila Barros (PDT-DF). Caso aprovem a proposta, eles promoverão um debate com representantes do governo, de entidades científicas e do setor produtivo.

A senadora afirma que a audiência pública é fundamental para alinhar a geração de renda, a segurança alimentar e a preservação ambiental. Além disso, ela ressalta que o debate busca enfrentar os desafios de sustentabilidade na atividade pesqueira. Com isso, a reunião deve fortalecer a discussão do Projeto de Lei 4.789/2024, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que propõe a criação da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Pesca.

Visita à Assembleia Legislativa de Mato Grosso

A CMA também pode aprovar uma visita à Assembleia Legislativa de Mato Grosso para discutir a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), que será realizada em novembro no Brasil. Por isso, o evento promovido pelos deputados estaduais está marcado para o dia 20 de outubro.

No Requerimento 24/2025 – CMA, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) propõe a visita e destaca que, atualmente, representantes de Mato Grosso estão se organizando para apresentar as propostas da região voltadas ao desenvolvimento sustentável. Além disso, segundo o senador, “maior produtor de grãos e carnes do Brasil, Mato Grosso confirma seu protagonismo na pauta ambiental ao adotar um modelo sustentável”.

“E terá a chance de mostrar ao mundo que é capaz de dobrar a produção e ainda conservar 60% de seu território”, acrescentou.

Simone Tebet lidera missão oficial à China em busca de integração com o Pacífico

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06/05/2024 – Ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, a Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, o Advogado-Geral da União Jorge Messias, durante entrevista coletiva. China
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), iniciou nesta segunda-feira (13) uma missão oficial à China com foco em fortalecer os investimentos para o Brasil e avançar na integração logística entre a América do Sul e a Ásia, por meio do Oceano Pacífico.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), acompanha a comitiva e visitará o hospital inteligente da província de Zhejiang, cujo modelo será estudado para aplicação no Sistema Único de Saúde (SUS).​

Agenda

A missão, que termina na quinta-feira (17), inclui visita ao Porto de Xangai, ponto estratégico para o projeto das Rotas de Integração Sul-Americana, especialmente a rota bioceânica que conecta o Brasil ao porto de Chancay, no Peru. Essa rota é considerada a mais eficiente para exportações brasileiras para a Ásia, oferecendo menor distância, tempo de navegação e custos logísticos, além de menor emissão de gases de efeito estufa.

Já o hospital público de Zhejiang, destaque em tecnologias avançadas como inteligência artificial, telessaúde e automação, servirá como modelo para a construção do primeiro hospital inteligente no Brasil. O projeto, com financiamento de US$ 320 milhões do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), visa desenvolver um modelo escalável e replicável de hospital para o SUS, integrando expertise chinesa e cooperação internacional.

A gestão do projeto envolve diversas secretarias do Ministério do Planejamento e Ministério da Saúde.​

Além das visitas técnicas, a comitiva brasileira terá encontros com empresários e autoridades chinesas para discutir parcerias em infraestrutura, inovação, saúde e planejamento urbano.

Alexandre de Moraes vota a favor da Ferrogrão entre MT e PA

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Trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), ferrogrão
Foto: Ministério da Infraestrutura

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela rejeição da ação do PSOL que questionava a lei que pretende alterar o traçado do Parque do Jamanxim (PA) para viabilizar a construção da Ferrogrão (EF-170), cujo projeto prevê a ligação entre Sinop (MT) e o porto fluvial de Miritituba (PA).

O ministro é o relator do processo, que se encontra desde 2013 no STF devido a decisão liminar que ele tomou. Em seu voto, Alexandre de Moraes argumentou que a Medida Provisória nº 758/16, baixada pelo então presidente Michel Temer, e posteriormente transformada na Lei nº 13.452/17, não reduz a proteção ambiental porque inclui compensação da área do parque.

O ministro Flávio Dino, também do STF, disse querer entender melhor o novo traçado sugerido para a ferrovia: “Na dúvida, prefiro pedir vista, adiantando que isso não significa que eu seja contra nem a favor do projeto.”

O ministro Roberto Barroso acompanhou o voto de Moraes, estabelecendo o placar de dois votos a zero. Barroso sugeriu que seja concedida autorização à Presidência da República para restabelecer, por decreto, a área reduzida. A sugestão foi aceita pelo relator.

Em seu voto, Moraes afirmou que o atual traçado da ferrovia, mesmo com as alterações feitas recentemente, depende de estudos de viabilidade e de licenças ambientais prévias. E que estudos mostram que o projeto vai gerar desenvolvimento sustentável, alternativa menos poluente que a rodovia (BR-163).

“A ferrovia vai poluir muito menos o meio ambiente do que centenas de caminhões”, disse o ministro, acrescentando que o traçado não passa por nenhuma terra indígena – a mais próxima fica a quatro quilômetros.

O Ministério dos Transportes encaminhou argumentos ao STF, afirmando que a mudança no traçado tirou a ferrovia dos limites do parque e que a Ferrogrão não passa por terras indígenas. Ainda segundo o ministério, a estimativa é de que “um desperdício anual de R$ 7,9 bilhões pode ser evitado” com ganhos logísticos.

Açailândia-Barcarena

O Ministério dos Transportes prepara a licitação do último trecho da Ferrovia Norte-Sul (EF-151), entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA), na Área Metropolitana de Belém. A ideia é de que o trecho seja leiloado no próximo ano.

Com extensão de 535 quilômetros, a ferrovia, que dá acesso ao porto de Vila do Conde (um dos terminais que compõem o chamado Arco Norte), vai desviar a carga do agronegócio da malha da Estrada de Ferro de Carajás (EFC). Embora operando em linha dupla, a EFC registra intenso movimento de trens transportando minério de ferro para exportação e está sobrecarregada.

Além disso, o interessado em transitar pela malha da EFC teria que pagar pelo uso dos trilhos, encarecendo o frete. A futura ligação ferroviária Açailândia-Barcarena terá como concorrente a hidrovia do Tocantins, com traçado paralelo.

Piauí Inteligência Artificial é selecionado para prêmio internacional da Unesco

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IA, inteligência artificial
Foto: Rawpick/Freepick

O governo do Piauí lançou o projeto Piauí Inteligência Artificial com o objetivo de incluir a disciplina de Inteligência Artificial nas escolas da rede estadual. Como resultado dessa iniciativa, a Unesco selecionou o projeto para a edição de 2025 do Prêmio Rei Hamad Bin Isa Al-Khalifa, que reconhece práticas inovadoras no uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) na educação.

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Secretaria de Educação do Piauí desenvolveram o programa em conjunto. A Comissão Nacional do Brasil para a Unesco realizou a indicação oficial. O projeto se destaca por analisar criticamente a aplicação da Inteligência Artificial no ambiente educacional, com ênfase na promoção da equidade e da inclusão.

Além disso, o Piauí Inteligência Artificial disputa o prêmio com outras 86 iniciativas internacionais, enviadas por mais de 50 Estados-membros e organizações não governamentais.

Vale destacar que a Unesco atua como a agência da Organização das Nações Unidas responsável pela Educação, a Ciência e a Cultura.

Incentivo a lideranças locais

A Unesco destaca em seu site que o projeto Piauí Inteligência Artificial incentiva lideranças locais a promover a integração responsável da Inteligência Artificial nas escolas.

Segundo a organização, o projeto busca integrar a IA ao currículo das escolas públicas do Piauí, tornando-a uma disciplina obrigatória do 9º ano ao Ensino Médio.

“O Piauí Inteligência Artificial oferece um programa de aprendizagem de três anos que integra a ética da IA ​​em todos os seus módulos e combina atividades digitais e presenciais, tornando-a acessível em ambientes com poucos recursos”, destaca.

Atualmente, o projeto beneficia mais de 90 mil alunos em 540 escolas públicas por ano. Além disso, já capacitou mais de 680 professores.

Autoridades brasileiras comemoram

Autoridades brasileiras comemoraram a seleção do projeto Piauí Inteligência Artificial entre os quatro laureados do prêmio.

“O governo brasileiro recebeu com satisfação a seleção do projeto para a edição de 2025 do prêmio”, destacou o Itamaraty em nota.

Além disso, o Ministério das Relações Exteriores ressaltou que “a escolha do projeto brasileiro reflete a importância que o Brasil atribui às tecnologias digitais como aliadas do desenvolvimento social e educacional.”