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Lula se reúne com o Papa Leão XIV no Vaticano e o convida para a COP30 em Belém

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Lula, Papa Leão XIV, Vaticano
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula (PT) se encontrou, nesta segunda-feira (13), com o Papa Leão XIV, no Vaticano, durante sua viagem oficial a Roma. A reunião marcou o primeiro encontro entre o líder brasileiro e o pontífice, que assumiu o papado em maio de 2025. Lula e o Papa conversaram sobre religião, fé, os desafios globais e o papel do Brasil no combate à fome e à desigualdade social.​

Durante a audiência, o presidente parabenizou o Santo Padre pela Exortação Apostólica Dilexi Te, publicada em 9 de outubro, que reforça a ideia de que “não se pode separar a fé do amor pelos mais pobres”. Lula declarou que o documento deve inspirar a criação de um “amplo movimento de indignação contra a desigualdade” e afirmou considerá-lo “uma referência a ser lida e praticada por todos”.

Religião, fome e COP30

O presidente relatou também sua relação de proximidade com figuras religiosas brasileiras, como Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Hélder Câmara, Dom Luciano Mendes de Almeida, Pedro Casaldáliga e o atual presidente da CNBB, Dom Jaime Spengler. O tema da fome esteve presente na conversa — Lula destacou que o Brasil “saiu pela segunda vez do Mapa da Fome”, e que o governo agora leva o debate ao cenário internacional por meio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

“Falei ao Papa sobre minha participação hoje no encontro da FAO e como em dois anos e meio tiramos pela segunda vez o Brasil do Mapa da Fome. E, agora, estamos levando este debate para o mundo por meio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza”, afirmou Lula.

Lula convidou o Papa para participar da COP30, que acontecerá em novembro, em Belém (PA). O pontífice, no entanto, informou que não poderá comparecer em razão do Jubileu, mas garantiu que o Vaticano enviará uma representação oficial ao evento.

O presidente também revelou que o Papa “pretende visitar o Brasil em momento oportuno” e será recebido “com o carinho e a fé do povo brasileiro”.

Comitiva

Acompanharam o presidente na audiência a primeira-dama Janja da Silva, os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington Dias (Desenvolvimento e Combate à Fome) e Paulo Teixeira (Agricultura), além da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), a presidenta da Embrapa Silvia Massruhá e o embaixador do Brasil junto ao Vaticano, Everton Vieira.

Lula está em Roma para participar do Fórum Mundial da Alimentação 2025, promovido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO)..​

Termina hoje o prazo da consulta para norma sobre perdas no sistema de água potável

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água, saneamento básico
Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa Clima Temperado

Termina hoje (13) o prazo para manifestação pela consulta pública destinada a discutir a gestão de redução progressiva e controle de perdas nos subsistemas de água potável. Interessados podem enviar manifestações por meio do Sistema de Participação Social nas Decisões, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

Com as sugestões recebidas, a agência atuará no aprimoramento da proposta da norma de referência sobre o assunto. A ANA quer tornar o processo mais transparente, dando mais legitimidade à futura norma. E com o aprimoramento da norma de referência, pretende reduzir os altos índices de risco estrutural na sustentabilidade do setor, além de sinalizar limitações no atual modelo de governança e regulação.

A meta é planejar a redução e o controle das perdas no contexto da prestação dos serviços de abastecimento de água potável. Isso se dará mediante o acompanhamento sistemático dos níveis de perdas e da execução dos respectivos planos de ação a serem realizados pelas entidades reguladoras infranacionais (ERIs) – municipais, intermunicipais, estaduais e distrital.

Metas do saneamento

Com a prestação de fiança bancária no valor de R$ 213 milhões junto ao Banco da Amazônia (Basa), a empresa Águas de São Francisco Concessionária de Saneamento S.A. deverá antecipar para novembro as metas de abastecimento de água e esgoto em Barcarena (PA), na Região Metropolitana de Belém.

Com isso, o município torna-se a primeira cidade da Região Amazônica a universalizar os serviços de saneamento, como previsto no Marco Regulatório, de julho de 2020.

Barcarena vai atingir as metas de cobertura do Sistema de Abastecimento de Água e do Sistema de Esgotamento Sanitário nos percentuais respectivos de 99% e 90%. Os resultados correspondem a uma antecipação de três anos do indicador estipulado em contrato para água e de nove anos para o de esgotamento sanitário.

Limpeza urbana

A ANA realiza, na quinta-feira (16), sessão pública para debater a norma de referência sobre indicadores operacionais dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos urbanos.

A sessão é parte da Audiência Pública nº 05/25, que discute o aprimoramento da norma. O evento será transmitido ao vivo pelo canal da ANA no YouTube, das 9h30 às 11h30.

Mercado reduz previsão de inflação para 2025 pela terceira semana seguida

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Banco Central, BC, BACEN, BCB
Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central (BC), aponta que o mercado financeiro reduziu sua projeção para o IPCA de 2025 pela terceira semana consecutiva. A expectativa para o índice agora está em 4,72%.

Para o câmbio, a projeção para o dólar se manteve estável em R$ 5,45. Para o PIB de 2025, o número também se manteve, em 2,16%, indicando uma manutenção de cenário de crescimento econômico moderado.

Próximos anos

Para os anos seguintes, as expectativas de inflação apresentaram estabilidade:

  • IPCA de 2026: 4,28% (estável há 2 semanas)

  • IPCA de 2027: 3,90% (estável há 4 semanas)

  • IPCA de 2028: 3,68% (era 3,70%)

No caso do IGP-M, principal referência para reajustes de contratos de aluguel:

  • 2025: 0,95% (era 0,96%)

  • 2026: 4,20% (estável há 2 semanas)

  • 2027: 4,00% (estável há 39 semanas)

  • 2028: 3,98% (estável)

PIB e dólar

As expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) se mantiveram estáveis, mas com uma leve redução em 2027:

  • 2025: 2,16% (estável há 5 semanas)

  • 2026: 1,80% (estável há 4 semanas)

  • 2027: 1,83% (era 1,90%)

  • 2028: 2,00% (estável há 83 semanas)

Já com o dólar, leves alterações:

  • 2025: R$ 5,45 (estável)

  • 2026: R$ 5,50 (era R$ 5,53)

  • 2027: R$ 5,51 (era R$ 5,56)

  • 2028: R$ 5,56 (estável há 2 semanas)

Taxa Selic

A projeção para a taxa básica de juros permanece inalterada, refletindo consenso sobre estabilidade no cenário de política monetária:

  • 2025: 15% (mesmo valor há 16 semanas)

  • 2026: 12,25% (mesmo valor há 3 semanas)

  • 2027: 10,50% (mesmo valor há 35 semanas)

  • 2028: 10,00% (mesmo valor há 42 semanas)

Termômetro das expectativas

Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central, e reúne projeções de economistas, analistas e operadores do mercado financeiro. Ele serve como um termômetro das expectativas econômicas, e influencia decisões de empresas, investidores e do próprio governo.

Como será a semana – 13/10 a 17/10

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Como será a semana, agenda

O presidente Lula deve reunir sua equipe para discutir medidas alternativas à derrubada da MP 1303/25, que tratava de tributação de bets e títulos isentos. O relator do projeto de lei que trata da dosimetria de pena para os acusados de tentativa de golpe de estado pode apresentar parecer. Congresso discute vetos à lei do licenciamento ambiental. O STF inicia análise sobre a constitucionalidade da desoneração da folha de pagamento.

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AGENDA POLÍTICA DA SEMANA

Próxima semana

  • O presidente Lula se reúne com equipe econômica para discutir medidas alternativas à derrubada da MP 1303/25, que tratava de tributação de bets e títulos isentos.

  • O governo federal anuncia programa de apoio a reformas de moradia.

  • O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto que trata da dosimetria da pena para os acusados de tentativa de golpe de estado, pode apresentar seu parecer.

Segunda-feira (13/10)

  • O presidente Lula viaja para Roma, na Itália, para participar de um evento promovido pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).

Terça-feira (14/10)

  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), participa de audiência pública, às 10h, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para debater o projeto da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais (PL 1.087/25).

  • A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara realiza audiência pública, às 9h30, sobre relicitação do Aeroporto Internacional de Viracopos com Daniel Longo, Secretário Nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos, Keyla Araújo Boaventura, Secretária de Controle Externo de Infraestrutura do Tribunal de Contas da União (TCU), e outros.

  • As Comissões de Administração e Serviço Público e de Finanças e Tributação da Câmara promovem debate, às 10h, sobre Reforma Administrativa com o Deputado Pedro Paulo (PSD/RJ), relator do Grupo de Trabalho sobre a matéria, e outros.

  • A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara discute, a partir das 14h, medidas de fiscalização de empresas de apostas online (bets).

  • A Comissão Mista que analisa a MP 1309/25, que trata do Plano Brasil Soberano, pode votar o parecer do relator, senador Fernando Farias (MDB-AL).

  • Pré-COP30, último evento antes da própria conferência de clima da Organização das Nações Unidas (ONU), em Brasília, nesta terça e quarta.

  • A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal julga os réus do Núcleo 4 do plano de tentativa de golpe de Estado (operações estratégicas de desinformação). Também haverá julgamento dias 15, 21 e 22.

Quarta-feira (15/10)

  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa, em Washington, da 4ª Reunião de Ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G20 e da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial. A secretária de Assuntos Internacionais da Fazenda, Tatiana Rosito, representará o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

  • A Comissão de Minas e Energia da Câmara promove discussão sobre a regulamentação do Marco Legal da Geração de Energia Elétrica Offshore com Gustavo Ataíde, Secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento do Ministério de Minas e Energia, Jean Paul Prates – Presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia, e outros.

Quinta-feira (16/10)

  • O presidente Lula (PT) instala o Conselho Nacional de Política Mineral.

  • Sessão do Congresso Nacional para analisar vetos e tentar votar o projeto de lei de diretrizes orçamentárias (PLDO).

  • A CPMI do INSS pode votar requerimentos de convocação de José Ferreira da Silva, conhecido como “Frei Chico”, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) e irmão do presidente Lula.

  • O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, lidera comitiva para Índia com os ministros da Defesa, José Múcio, da Saúde, Alexandre Padilha, da Gestão, Esther Dweck, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, onde terão reuniões com autoridades locais para tratar dos setores farmacêutico, de biocombustíveis, defesa e infraestrutura.

  • O Banco Central divulga o IBC-Br (Prévia do PIB) de agosto.

Sexta-feira (17/10)

  • O Supremo Tribunal Federal inicia, por meio do plenário virtual, o julgamento de ação sobre a prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e de municípios com até 156 mil habitantes. A análise ocorrerá no plenário virtual até o dia 24.

Análise: Legislação eleitoral com poucas mudanças para 2026

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Foto: Reprodução/TSE

A um ano das eleições gerais, encerrou-se o prazo para que mudanças na legislação eleitoral possam ser aplicadas ao pleito de 2026. Embora o Congresso Nacional tenha discutido diversas alterações nas regras eleitorais, poucas novidades serão observadas na disputa do próximo ano. Entre as propostas que ficaram pelo caminho estão: fim da reeleição; mandatos de cinco anos; unificação das eleições; voto impresso; 20% de vagas para mulheres; e autofinanciamento de campanhas.

Apenas duas inovações efetivamente aprovadas pelo Legislativo entrarão em vigor. Uma delas é a mudança do marco inicial de contagem do prazo de inelegibilidades. A norma, sancionada na última semana, alterou a Lei da Ficha Limpa para definir que o prazo de oito anos em que um político não poderá se candidatar será contado a partir da decisão que decretar sua proibição. Na prática, haverá uma redução do tempo de punição aos que sofrerem condenação, pois o prazo era contado a partir do fim do mandato em curso. O presidente Lula (PT) vetou o trecho que previa o início da contagem já na data da eleição em casos de cassação de mandato ou indeferimento de registro ou diploma e também a retroatividade dos efeitos da lei.

A outra modificação é a que estabelece datas para a verificação da idade mínima para fins de elegibilidade. Na realidade, tal norma apenas ratifica em lei o que já é observado pela Justiça Eleitoral.

As demais mudanças decorrem de decisões judiciais e de norma aprovada anteriormente. Uma delas é a revisão da regra de distribuição das “sobras eleitorais”. A partir de julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) de ação que promoveu a troca de sete cadeiras na Câmara dos Deputados, houve alteração na interpretação sobre o preenchimento de vagas remanescentes de deputados após a divisão feita entre partidos e federações que atingiram o quociente eleitoral. Um dos critérios previa que somente candidatos cujas legendas alcançassem pelo menos 80% do quociente poderiam participar da última rodada de distribuição de vagas. O STF derrubou esse entendimento e decidiu que todos os partidos poderão disputar essas cadeiras restantes.

As outras alterações não são novidades, pois já estavam previstas. Também por decisão do Supremo, a futura composição da Câmara permanecerá inalterada. A Corte havia determinado que a Casa promovesse a redistribuição das 513 cadeiras em proporção à população das Unidades da Federação. Entretanto, os deputados aprovaram nova configuração com aumento de vagas, o que foi vetado pelo Executivo. Diante disso, o Tribunal acolheu pedido do Legislativo para a manutenção do número atual na próxima eleição. Por fim, a partir de 2027, o presidente da República e os governadores eleitos iniciarão seus mandatos não mais em 1º de janeiro, e sim nos dias 5 e 6, respectivamente. Essas datas haviam sido estabelecidas em 2021 pela Emenda Constitucional nº 111.

Análise: Eleições para governador

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urna eletrônica, eleições
Foto: Reprodução

Levantamento realizado pela Arko Advice considerando as pesquisas de intenção de voto mais recentes para governador aponta que, faltando um ano para as eleições, MDB, PSD, União Brasil e PT devem disputar o posto de partido com o maior número de governadores.

Neste momento, o MDB aparece como favorito em Alagoas (Renan Filho); Amapá (Dr.Furlan); Goiás (Daniel Vilela); e no Pará (Hana Ghassan). O partido também é competitivo no Espírito Santo (Ricardo Ferraço); Rio Grande do Sul (Gabriel Souza) e Roraima (Tereza Surita).

O PSD é o favorito no Amazonas (Omar Aziz), no Maranhão (Eduardo Braide), no Rio de Janeiro (Eduardo Paes) e em Sergipe (Fabio Mitidieri). Também é competitivo no Paraná (Guto Silva).

O União Brasil apresenta favoritismo no Acre (Alan Rick) e no Tocantins (Professora Dorinha). Também é competitivo na Bahia (ACM Neto), no Paraná (Sergio Moro), no Rio Grande do Norte (Alysson Bezerra) e em Rondônia (Fernando Máximo). O PT é o favorito no Ceará (Elmano de Freitas) e no Piauí (Rafael Fonteles). Também é competitivo na Bahia (Jerônimo Rodrigues) e no Rio Grande do Sul (Edegar Pretto).

O PP é o favorito no Distrito Federal (Celina Leão) e em Mato Grosso do Sul (Eduardo Riedel). O PSB é o favorito em Pernambuco (João Campos) e no Espírito Santo (Renato Casagrande).

O PL é favorito em Santa Catarina (Jorginho Mello). Também é competitivo em Mato Grosso (Wellington Fagundes), no Rio Grande do Norte (Rogério Marinho), no Rio Grande do Sul (Luciano Zucco) e em Rondônia (Marcos Rogério).

O Republicanos é o favorito em São Paulo (Tarcísio de Freitas). O partido também é competitivo no Espírito Santo (Lorenzo Pazolini); Mato Grosso (Otaviano Pivetta); Minas Gerais (Cleitinho Azevedo); e Roraima (Edilson Damião).  O Novo é competitivo em Minas Gerais (Matheus Simões) e o PDT no Rio Grande do Sul (Juliana Brizola).

Nove governadores podem disputar a reeleição. Hoje, sete são favoritos a um novo mandato. Se confirmarem o sucesso nas urnas, poderemos ter um índice de reeleição de 77,77%. O maior da história foi em 2022 (90%).

Outro aspecto a ser observado é que os partidos de centro-direita (MDB, PSD, UB, PP, Republicanos e Novo) mostram maior competitividade nas disputas pelos governos estaduais. Já a esquerda concentra sua força majoritariamente na Região Nordeste.

Haddad vai ao Senado debater sobre IR na próxima terça (14)

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Brasília (DF), 01/07/2025 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participam do lançamento do Plano Safra 2025/26, no Palácio do Planalto.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), comparecerá na próxima terça-feira (14) na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado. Ele participará de uma audiência pública, marcada para às 10h, que debaterá o projeto da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais (PL 1.087/25).

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A reunião deve contar também com a presença de um representante da RFB (Receita Federal do Brasil), que ainda não foi confirmada.

Isenção já aprovada na Câmara

O projeto, considerado uma promessa de campanha do presidente Lula (PT), foi aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados e aguarda análise do Senado. A presidência da CAE, sob Renan Calheiros (MDB-AL), já anunciou um ciclo de pelo menos quatro audiências públicas para aprofundar a discussão antes da votação em Plenário.

Caso haja alterações no texto, as partes modificadas retornarão à Câmara para conferência antes da sanção presidencial.

Vendas de veículos automotores alcançam 243,2 mil unidades em setembro

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou nesta quarta-feira (8) que, em setembro de 2025, as vendas de veículos automotores novos, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, alcançaram 243,2 mil unidades. Esse número representa um crescimento de 2,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Produções, exportações e importações

A produção de veículos automotores manteve a tendência de alta em setembro de 2025, ao atingir 243,4 mil unidades, um aumento de 5,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Além disso, as exportações também cresceram no período, somando 52,5 mil unidades, o que representa um avanço expressivo de 26,2% na comparação anual.

Por outro lado, as importações recuaram levemente, somando 42,4 mil unidades, 0,4% abaixo do volume registrado em setembro do ano passado.

Além disso, a participação dos veículos importados nas vendas totais seguiu em queda ao longo dos últimos meses. Em junho, eles respondiam por 18,1% das vendas; em julho, o índice subiu para 18,6%; no entanto, caiu para 17,6% em agosto e atingiu 17,4% em setembro.

Vendas de veículos automotores cresceram

No acumulado do ano, entre janeiro e setembro de 2025, as vendas de veículos automotores somaram 1,91 milhão de unidades, o que representa um crescimento de 2,8% em comparação com o mesmo período de 2024.

  • Produção: 1,98 milhão de veículos (+6% em relação a 2024)
  • Exportações: 430,8 mil unidades (+51,6%)
  • Importações: 355,6 mil unidades (+10,4%)

Análise: Cinco governadores estratégicos

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Os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Ronaldo Caiado (GO) e Romeu Zema (MG). Foto: Secom Goiás

Pré-candidatos ao Palácio do Planalto, os governadores Tarcísio de Freitas (Rep-SP), Ratinho Júnior (PSD-PR), Ronaldo Caiado (União-GO), Eduardo Leite (PSD-RS) e Romeu Zema (Novo-MG) terão um peso importante nas eleições de 2026, quer disputem ou não a Presidência. Desses governadores, apenas Tarcísio pode disputar um novo mandato. Os demais, se não concorrerem ao Planalto, terão o Senado Federal como alternativa relativamente segura.

Além de serem governadores bem avaliados, os eleitores desses estados entendem que eles merecem ser reeleitos (caso de Tarcísio) ou fazer o sucessor (caso de Ratinho, Caiado, Leite e Zema).

Até abril de 2026, prazo de desincompatibilização para quem decidir concorrer no próximo ano, teremos muitas especulações. Embora Tarcísio afirme que será candidato à reeleição, seu nome permanecerá no centro das atenções, pois é o pré-candidato da direita mais bem posicionado nas pesquisas nacionais. No entanto, ele precisa evitar a divisão de sua base em São Paulo. Caso não dispute a reeleição, terá o desafio de construir um candidato. Hoje, o nome mais competitivo é o do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). No entanto, Nunes teria de renunciar ao cargo para concorrer a governador.

Ratinho Júnior também necessita articular sua sucessão. Mesmo bem avaliado, quem lidera as pesquisas para governador é o senador Sergio Moro (União Brasil). Por ora, Ratinho não tem um sucessor natural no PSD paranaense.

Ronaldo Caiado está com a sucessão estadual mais bem amarrada. Ele apoiará o vice-governador, Daniel Vilela (MDB), que lidera as pesquisas. Eduardo Leite também apoiará o vice-governador, Gabriel Souza (MDB). No entanto, Leite enfrenta desafios, já que Gabriel tem baixa intenção de voto. Romeu Zema necessita construir um sucessor. Matheus Simões, que deve trocar o Novo pelo PSD, é um candidato forte, embora largue atrás nas pesquisas. Zema precisa unir a direita, já que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Cleitinho Azevedo (Rep-MG) mostram força.

Independentemente do futuro político de Tarcísio, Zema, Ratinho, Leite e Caiado, eles terão um grande peso no cenário nacional. Além de comandarem estados estratégicos para a oposição ao governo do presidente Lula (PT), terão um papel relevante na construção dos palanques que darão suporte ao projeto nacional da direita em 2026.

Análise: O que esperar da sucessão faltando um ano

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Técnicos do TRE-DF realizam a conferência e a lacração de urnas eletrônicas para o 1º turno das Eleições 2022. sucessão
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Faltando um ano para as eleições de 2026, o presidente Lula (PT) está em vantagem. Além de liderar as pesquisas de intenção de voto, encontrou alguns pilares para a sua narrativa: 1) a defesa da soberania, consequência do tarifaço; 2) a agenda da justiça tributária, tendo como pauta a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil; 3) a defesa da democracia, retomada após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL); e 4) a redução do preço dos alimentos, amenizando o pessimismo com a economia.

A divisão da direita também ajuda Lula. Bolsonaro, mesmo fora do jogo, permanece como principal nome da direita. Embora o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) seja competitivo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) almeja ser candidato, impondo obstáculos a Tarcísio. Também estão no jogo os governadores: Romeu Zema (Novo-MG); Ratinho Júnior (PSD-PR); Ronaldo Caiado (União Brasil-GO); e Eduardo Leite (PSD-RS).

Os desafios da oposição não se resumem à escolha do candidato. Não há consenso nem mesmo sobre o vice. Ainda que o clã Bolsonaro admita apoiar Tarcísio, pode não querer abrir mão da vice. Contudo, ter na chapa alguém ligado a Bolsonaro pode trazer problemas por conta da rejeição ao ex-presidente. E o dilema é que o candidato da direita necessita do apoio de Bolsonaro. Ou seja, Bolsonaro traz votos, mas também rejeição. Lula também carrega desgastes, ainda que os erros da oposição o ajudem. E a polarização passa por um cansaço.

Nos próximos meses, Lula apostará em medidas sociais para melhorar sua popularidade. Quando comparamos a avaliação dos governos FHC 1, Lula 1, Dilma 1 e Jair Bolsonaro em setembro do ano anterior à eleição, constatamos que os presidentes que buscaram a reeleição melhoraram ou ficaram com aprovação estável na reta final do mandato. Isso pode ser atribuído às vantagens dos incumbentes: concorrem no exercício do cargo, controlam a máquina e têm o poder de pautar a agenda e o noticiário.

FHC (PSDB), mesmo enfrentando o impacto da crise asiática, manteve uma aprovação superior à desaprovação e foi reeleito.

Lula, apesar da crise do mensalão, dobrou sua popularidade no último ano de seu mandato e também conquistou um novo mandato.

Dilma Rousseff, que havia enfrentado as jornadas de junho de 2013, conseguiu manter a aprovação maior que a desaprovação e obteve a reeleição.

Único presidente a não se reeleger desde 1998 (quando a reeleição foi permitida), Jair Bolsonaro obteve um salto de popularidade na reta final de seu mandato.

Faltando um ano para a sucessão, Lula possui uma aprovação maior que a registrada em seu primeiro mandato, e superior à de Bolsonaro no mesmo período. No entanto, a aprovação de Lula é inferior à de FHC e de Dilma. Lula é o único dos presidentes que buscaram a reeleição desde 1998 com uma desaprovação maior que a aprovação nessa fase da disputa.

Por outro lado, Lula lidera as pesquisas a um ano do pleito, assim como os presidentes que foram reeleitos.

A vantagem hoje é de Lula, mas a sucessão está em aberto. Com a polarização calcificada, o espaço para melhorar a popularidade é mais limitado. No entanto, a aprovação de Lula pode crescer. Mesmo sem adversário definido, a desaprovação do governo supera a aprovação, e a maioria acha que Lula não merece um novo mandato. Além disso, a percepção majoritária é de que o país está no caminho errado. No entanto, a oposição, por ora, não está conseguindo converter em votos a desaprovação do governo.