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Como será a semana – 1/12 a 5/12

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Como será a semana, agenda

Início do mês de dezembro, com reta final de atividade no Legislativo. Intensificam as negociações em torno da Lei de Diretrizes Orçamentárias, Orçamento de 2026 e matérias destinadas a aumentar a arrecadação. Jorge Messias, indicado para o Supremo, continua diálogo com senadores. Sua sabatina foi marcada para o dia 10. Na quinta-feira (4), o IBGE divulga o resultado do PIB do 3º trimestre.

AGENDA POLÍTICA DA SEMANA

Próxima semana

  • O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) pode apresentar seu parecer sobre o projeto que trata de Inteligência Artificial, com incorporação da MP do Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter), objeto da MP 1318/25.

Segunda-feira (01/12)

  • A Arko Advice e a Galápagos promovem, em São Paulo, debate sobre 2026 com a presença de André Mendonça (STF), dos deputados Pedro Lupion (Republicanos-PR), Mauro Benevides (PDT-CE) e Zeca Dirceu (PT-PR), e outras autoridades.

  • A Polícia Federal ouve o depoimento do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa sobre a negociação de compra do Banco Master.

  • O Banco Central lança o BC PROTEGE+, serviço que permitirá às pessoas, de forma facultativa, ativar a proteção quando não desejarem a abertura de contas em seu nome ou a inclusão como titulares ou representantes em contas de terceiros.

  • A Fundação Perseu Abramo realiza, no Rio de Janeiro, seminário “O PT e a Segurança Pública“, nesta segunda e terça-feira.

Terça-feira (02/12)

  • A Comissão Mista de Orçamento vota projeto de lei de diretrizes orçamentárias.

  • A Comissão Mista que analisa a MP 1308/25, sobre licenciamento ambiental, pode votar o parecer do relator, deputado Zé Vítor (PL-MG).

  • A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado pode votar o projeto de lei que trata da tributação de bets e fintechs.

  • O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator do projeto de lei antifacção, pode apresentar seu parecer.

  • A Comissão de Viação e Transportes da Câmara discute, às 10h, licitação para o arrendamento do Tecon 10 no Porto de Santos com Silvio Costa Filho, Ministro de Estado dos Portos e Aeroportos, Ygor Di Paula, Secretário Especial de Licitações e Concessões da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ, e outros.

  • A Frente Parlamentar de Recursos Naturais e Energia promove, a partir das 14h, audiência sobre o papel das agências reguladoras nas políticas públicas do Brasil com Diretores-Gerais da ANP (Petróleo), ANEEL (Energia Elétrica), ANTT (Transportes), e ANM (Mineração).

  • O IBGE divulga resultado da produção industrial em outubro.

Quarta-feira (03/12)

  • Sessão do Congresso para votar projeto de lei de diretrizes orçamentárias.

  • O senador Weverton Rocha (PDT-PA), relator da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, faz a leitura da mensagem presidencial na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. A sabatina será no dia 10/12.

  • A Comissão de Constituição e Justiça do Senado pode votar o parecer do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) ao projeto de lei antifacção. Em seguida, o texto pode ser analisado pelo Plenário.

  • A CPI do Crime Organizado no Senado ouve o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, a partir das 9h.

  • A Comissão de Educação da Câmara ouve o ministro da Educação, Camilo Santana, sobre os trabalhos conduzidos pela pasta.

  • A Comissão Mista que discute a MP 1313/25 que trata do Gás do Povo, realiza audiência pública.

  • O Tribunal de Contas da União analisa processo que trata de leilão do pré-sal, que tem potencial de gerar arrecadação de até R$ 15 bilhões para a União ainda neste ano.

  • O Supremo Tribunal Federal (STF) julga ações sobre aposentadoria por incapacidade causada por doença grave, contagiosa ou incurável.

  • Prevista reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Quinta-feira (04/12)

  • O presidente Lula participa da 6ª Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, em Brasília.

  • Termina o mandato de Tasso Mendonça Junior como diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM).

  • O IBGE divulga o resultado do PIB do terceiro trimestre do ano.

  • A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulga o resultado da balança comercial de novembro.

Sexta-feira (05/12)

  • Prazo limite de validade da MP 1308/25, sobre o licenciamento ambiental especial.

  • Termina o mandato de Roger Romão Cabral como diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM).

Análise: O saldo da votação do PL Antifacção na Câmara

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Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Na última semana, deputados aprovaram o Projeto de Lei Antifacção (PL nº 5.582/25) com 370 votos a favor do texto com relatoria do deputado Guilherme Derrite (PP-SP). Além de representar uma vitória da oposição, a votação evidenciou desalinhamento entre os partidos da base governista, como também entre o governo e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O texto teve muitas idas e vindas, gerando desgaste para a imagem de Derrite e evidenciando desalinhamento dentro da oposição. No entanto, o texto final aprovado traz uma das principais bandeiras defendidas pela direita: o agravamento das penas, com mínima de 20 anos e máxima de 40 anos, podendo chegar a 66 anos para os líderes de organizações criminosas. Vale lembrar da tentativa frustrada de equiparação a terrorismo por meio de destaques, derrubada por Motta, que alegou modificação substancial do objeto da matéria.

Em contraste com a aliança vitoriosa centrão-oposição, o governo se deparou novamente com uma base que não corresponde às expectativas. Apenas o PT e o PSOL votaram integralmente contra o texto. Outros partidos com ministros no governo Lula deram apoio significativo ao texto. O MDB concedeu 37 votos favoráveis; o PP, 47; o Republicanos, 39; e o União Brasil, 54. O PSD foi unânime na aprovação do texto. Mais uma vez, essa configuração mostra que a base tende a apoiar outra candidatura que não seja a de Lula em 2026.

Outra relação que sofreu desgaste nesse processo foi a do governo em relação a Motta. Houve descontentamento com a escolha de Derrite como relator, tendo em vista que ele é secretário de Segurança Pública do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), principal pré-candidato da direita para a Presidência em 2026. A condução que o relator deu às negociações sobre o texto desagradou ao governo, que alegou não ter sido procurado para falar sobre o assunto. Além disso, o texto levado a plenário foi substancialmente diferente da proposta enviada pelo governo ao Congresso inicialmente.

A decisão de Motta de pautar o texto, mesmo sabendo do descontentamento do governo, foi avaliada pelo líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), como: “uma crise de confiança”. Em diversos momentos, Motta fez questão de deixar claro que a escolha de Derrite foi técnica, não política, e que ele é o “presidente da Câmara dos Deputados” e não “líder do governo”, reiterando sua autonomia.

Por fim, vale lembrar que, na esteira do tema da segurança pública, Motta pretende aprovar a PEC da Segurança (PEC nº 18/25) no início de dezembro. Novamente, a discussão sobre o texto tende a virar palco de embates entre o governo e a oposição devido à potencial força eleitoral da proposta.

CMN eleva limites para operações de crédito para órgãos governamentais

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Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou, nesta quinta-feira (27), a ampliação dos limites para contratação de operações de crédito por órgãos do setor público para o exercício de 2025. Segundo o governo, a medida foi tomada devido ao esgotamento precoce dos limites originais para 2025, especialmente nas operações ligadas ao Novo PAC, que já tinham 85% do valor comprometido.

Para viabilizar o aumento sem afetar a projeção de resultado primário, o CMN realocou espaço fiscal não utilizado do Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal (PAF).

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Com a nova resolução, o limite para operações com garantia da União para entes subnacionais sobe de R$ 9,5 bilhões para R$ 12,1 bilhões. Já o sublimite específico para o Novo PAC passa de R$ 2,7 bilhões para R$ 2,9 bilhões, enquanto o limite para operações sem garantia da União aumenta de R$ 4,3 bilhões para R$ 4,6 bilhões. A norma entra em vigor imediatamente.

Petrobras destina US$ 109 Bi em investimentos no Plano 2026-2030

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Petrobras
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Nesta quinta-feira (27), o Conselho de Administração da Petrobras aprovou por unanimidade o Plano de Negócios 2026-2030, definindo a estratégia de investimentos da companhia para os próximos cinco anos.

A Petrobras destinará US$ 109 bilhões em investimentos, sendo US$ 91 bilhões para projetos da Carteira em Implantação e US$ 18 bilhões para a Carteira em Avaliação, que reúne oportunidades com menor grau de maturidade. Comparado ao plano anterior, o investimento total caiu 1,8%.

No Plano de Negócios 2025-2029, a companhia havia aprovado US$ 111 bilhões, destinando US$ 98 bilhões à Carteira em Implantação e US$ 13 bilhões à Carteira em Avaliação.

Carteira em Implantação

Para garantir resiliência financeira e manter flexibilidade diante das condições de mercado, o Plano cria um novo mecanismo para a Carteira em Implantação, dividindo os projetos em duas categorias:

  • Carteira em Implantação Base: A empresa destina US$ 81 bilhões a projetos que o plano aprovou. Mesmo que ainda não tenha sancionado os projetos, a empresa avalia o mérito econômico dos investimentos.
  • Carteira em Implantação Alvo: US$ 10 bilhões adicionais que a empresa aplicará apenas após confirmar o orçamento e analisar a financiabilidade.

Análise: Entes da Federação avançam em receita, mas enfrentam desequilíbrios estruturais

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Foto: Reprodução

A partir de uma análise comparativa dos dados que cruzam as respectivas LOA’s 2025 com os PLOA’s 2026 estaduais – enviado pelos governantes às Assembleias Legislativas e pendentes de deliberação -, é possível inferir que todos os entes da Federação projetam aumento de receita para 2026, mas o ritmo de crescimento, em relação a 2025, varia de 0,1% (Rio de Janeiro) a 19,8% (Piauí) e, não elimina riscos fiscais relevantes. Somente Piauí, Amazonas (17,3%) e, Mato Grosso (16,9%) apresentam incremento de receita superior a 15,0%.

O aparente (re)equilíbrio carrega riscos como pressão da folha, altos gastos previdenciários, dependência de ICMS, aumento de operações de crédito e financiamento, elevados passivos como precatórios e dívidas ativas e, sinais de fragilidade de liquidez.

Espírito Santo, Mato Grosso e Santa Catarina formam o grupo de maior estabilidade com previsibilidade e sustentabilidade fiscal.

Alagoas é o único com previsão de superávit, ampliando saldo positivo em relação a 2025 (14,5%).

São Paulo segue sendo o estado com maior receita – sua projeção é 2,7 vezes maior que Minas Gerais (R$ 382,3 bi x R$ 141,8 bi), 2º colocado do país. Por outro lado, São Paulo apresenta o 2º menor percentual de incremento de receita (2,6%) na comparação entre os anos 2025-26 e, a maior dívida acumulada com a União (R$ 291,7 bi).

Quatro estados apresentam déficit no PLOA 2026: Rio de Janeiro (R$ 18,9 bi), Minas Gerais (R$ 5,2 bi), Rio Grande do Sul (R$ 3,8 bi) e, Rio Grande do Norte (R$ 1,6 bi). Dentre esses, Rio Grande do Sul é o que prevê maior aumento do déficit (34,3% x 29,1% do Rio de Janeiro), Minas Gerais é o único que prevê redução de 39,3% e, Rio Grande do Norte é o novato da lista deficitária.

Rio de Janeiro tem o pior cenário fiscal do país, com o maior déficit absoluto (R$ 18,9 bi), o menor crescimento de receita nacional (0,1%) e, a 2ª maior dívida com a União (R$ 178,5 bi).

Há tendência nacional de aumento da alíquota padrão do ICMS, desde 2023, com variações atuais entre 17,0% (Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e 23,0% (Maranhão). 

Espírito Santo e Rio Grande do Sul, em 2023, sinalizaram aumento para 19,5%, mas recuaram. Amapá, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, são os estados que não variaram a alíquota desde 2022.

Maranhão aumentou a alíquota em 2025 (1,0%), em 2024 (2,0%) e, em 2023 (2,0%), que era 18,0%; Piauí aumentou em 2025 (1,5%) e em 2023 (3,0%), que era 18,0%; Rio Grande do Norte aumentou em 2025 (2,0%), que era 18,0%; Sergipe aumentou em 2025 (1,0%), que era 18,0%; Bahia aumentou a alíquota em 2024 (1,5%) e, em 2023 (1,0%), que era 18,0%; Paraná aumentou a alíquota em 2024 (0,5%) e, em 2023 (1,0%), que era 18,0%; Pernambuco aumentou a alíquota em 2024 (2,5%), que era 18,0%; Ceará, Distrito Federal, Paraíba, Rio de Janeiro e, Tocantins aumentaram a alíquota em 2024 (2,0%), que era 18,0%; Rondônia aumentou a alíquota em 2024 (2,0%), que era 17,5%; Goiás aumentou a alíquota em 2024 (2,0%), que era 17,0%; Roraima aumentou a alíquota a partir de 2023 (3,0%), que era 17,0%; Acre, Alagoas e, Pará aumentaram a alíquota a partir de 2023 (2,0%), que era 17,0%; Amazonas aumentou a alíquota a partir de 2023 (2,0%), que era 18,0%.

Como alerta, a esse cenário se somarão a perspectiva de redução de benefícios fiscais federais em discussão no Congresso e a extinção progressiva de ICMS prevista na EC 132/2023 (Reforma Tributária) de 2029 a 2032.

Segundo dados da Casa Civil da Presidência da República, a execução do Novo PAC está atrasada em boa parte do país, com variações de 10,0% (Santa Catarina) a 67,0% (Espírito Santo) dos investimentos a serem realizados em 2025 e 2026.

O Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos estados (Propag) surge como peça estratégica para fortalecer as finanças estaduais e aumentar a capacidade de investimento, pois pode reduzir o peso do pagamento da dívida com a União que varia de R$ 41,2 milhões (Roraima) a R$ 291,7 bilhões (São Paulo). Segundo os dados no Ministério da Fazenda, somente Tocantins não tem dívida com a União que pode ser qualificável ao Propag.

Dentre os 18 governadores que não podem se reeleger em 2026, temos que: 

  1. Paulo Dantas (MDB-AL) entra em 2026 com previsão de superávit.
  2. Cláudio Castro (PL-RJ), Romeu Zema (Novo-MG), Eduardo Leite (PSD-RS) e, Fátima Bezerra (PT-RN), entram em 2026 com previsão de déficit.
  3. Gladson Cameli (PP-AC), Wilson Lima (União-AM), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Renato Casagrande (PSB-ES), Ronaldo Caiado (União-GO), Carlos Brandão (PSB-MA), Mauro Mendes (União-MT), Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevedo (PSB-PB), Ratinho Júnior (PSD-PR), Marcos Rocha (União-RO), Antonio Denarium (PP-RR) e, Wanderlei Barbosa (REP-TO), entram em 2026 com previsão de contas equilibrada.

No risco político: Cláudio Castro (PL-RJ) exerce o cargo, mas enfrenta processo de cassação com atenuante de inelegibilidade no TSE, Wanderlei Barbosa (REP-TO) está afastado do cargo por 180 dias, desde setembro, em decisão do STJ e, Gladson Cameli (PP-AC) exerce o cargo, mas está na condição de réu no STJ por denúncia aceita do MPF.

REGIÃO ESTADO Variação de Receita 

2025 x 2026

Propag

Dívida Qualificável

Restos a Investir 

Novo PAC 2025-2026

ICMS 

Alíquota Padrão

Norte AC 12,00% R$ 427,00 milhões 33,40% 19,00%
Norte AM 17,34% R$ 272, 63 milhões 42,80% 20,00%
Norte AP 7,73% R$ 520,85 milhões 63,00% 18,00%
Norte PA 10,41% R$ 1,20 bilhão 58,60% 19,00%
Norte RO 7,69% R$ 2,88 bilhões 35,70% 19,50%
Norte RR 5,08% R$ 41,21 milhões 47,70% 20,00%
Norte TO 11,19% R$ 0,00 46,10% 20,00%
Nordeste AL 11,99% R$ 8,99 bilhões 42,50% 19,00%
Nordeste BA 8,34% R$ 5,81 bilhões 50,20% 20,50%
Nordeste CE 13,02% R$ 1,24 bilhão 44,30% 20,00%
Nordeste MA 13,12% R$ 1,94 bilhão 52,30% 23,00%
Nordeste PB 10,49% R$ 963,10 milhões 38,80% 20,00%
Nordeste PE 9,03% R$ 4,29 bilhões 55,50% 20,50%
Nordeste PI 19,81% R$ 500,80 milhões 57,90% 22,50%
Nordeste RN 10,10% R$ 667,01 milhões 25,20% 20,00%
Nordeste SE 10,29% R$ 1,20 bilhão 60,70% 19,00%
Centro-Oeste DF 10,67% R$ 853,00 milhões 60,10% 20,00%
Centro-Oeste GO 7,41% R$ 19,04 bilhões 23,70% 19,00%
Centro-Oeste MS 2,90% R$ 7,35 bilhões 63,20% 17,00%
Centro-Oeste MT 16,91% R$ 754,14 milhões 25,40% 17,00%
Sudeste ES 8,16% R$ 1,69 bilhão 67,00% 17,00%
Sudeste MG 9,03% R$ 164,07 bilhões 39,90% 18,00%
Sudeste RJ 0,11% R$ 178,49 bilhões 61,90% 20,00%
Sudeste SP 2,58% R$ 291,68 bilhões 35,20% 18,00%
Sul PR 3,55% R$ 12,51 bilhões 26,20% 19,50%
Sul RS 5,79% R$ 101,64 bilhões 19,00% 17,00%
Sul SC 9,10% R$ 11,43 bilhões 10,00% 17,00%

Adaptada com base em dados oficiais

Congresso aprova R$ 42 bi para Previdência e Bolsa Família

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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Nesta quinta-feira (27), deputados e senadores aprovaram dois projetos de lei do Congresso Nacional, propostos pelo Executivo.

Primeiro, o PLN 14/2025 abre um crédito suplementar de R$ 42,2 bilhões, destinado à Seguridade Social e ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

O governo precisa do valor adicional para cumprir os compromissos deste ano com os programas de benefícios previdenciários e o Bolsa Família. Do total de R$ 42,2 bilhões previstos:

  • 52% serão destinados à Seguridade Social;
  • 47% irão para a assistência social.

PLN 31 de 2025

Em seguida, o Congresso aprovou o PLN 31 de 2025, que aumenta em 8,6 mil o número de cargos efetivos no Ministério da Educação (MEC). Além disso, o projeto prevê ajustes salariais de cargos e cria funções comissionadas para as forças de segurança do Distrito Federal e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) comemorou a aprovação do PLN 31 e destacou que o projeto valoriza a segurança e beneficia a população da capital.

“O PLN vai assegurar que os acordos negociados com a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil do Distrito Federal tenham respaldo orçamentário”, explicou a parlamentar.

Projetos de transição energética recebem isenção fiscal para debêntures

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Foto: José Cruz/Agencia Brasil

A Portaria nº 120/25, do Ministério de Minas e Energia, estabelece isenção fiscal para a emissão de debêntures de projetos de transformação de mineral relacionados à transição energética. O objetivo busca estimular a produção de insumos usados na fabricação de baterias e ímãs de motores elétricos.

De acordo com o ministério, a chamada Política de Debêntures a Projetos de Transformação de Minerais Estratégicos para a Transição Energética tem “potencial de mobilizar volumes expressivos de capital privado” no setor.

Segundo o modelo de incentivo, até 49% dos recursos captados poderão ser destinados às etapas de lavra e desenvolvimento de mina, desde que estas sejam vinculadas a projetos de transformação mineral.

O investimento está estimado em R$ 5,2 bilhões por ano, sendo R$ 3,7 bilhões em transformação mineral e R$ 1,5 bilhão em lavra e beneficiamento.

Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), a iniciativa, que representa um marco para o financiamento da transição energética na mineração brasileira, reitera o compromisso do país com a neutralidade climática até 2050.

Na visão do ministério, a nova política de incentivo busca, ao mesmo tempo, atrair investimentos privados, estimular a agregação de valor e fortalecer a indústria de transformação mineral no país.

Entre os “projetos potenciais” que poderão se beneficiar, constam empreendimentos de sulfato de níquel e cobalto em São Paulo e no Pará, além de plantas de carbonato de lítio em Minas Gerais, insumo essencial para a produção de baterias.

A proposta de isenção foi discutida em consulta pública. O texto foi elaborado com base em análises técnicas e econômicas que integram o arcabouço legal do Decreto nº 11.964/24, que regulamenta a emissão de debêntures incentivadas e de infraestrutura para o setor mineral.

Camex aprova uso do FGE para financiar compra de QAV por aéreas

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Comitê-Executivo de Gestão da Camex (Câmara de Comércio Exterior) aprovou nesta quinta-feira (27) a utilização do FGE (Fundo de Garantia às Exportações) para financiamento da aquisição de querosene de aviação por companhias aéreas. Segundo o governo, o novo produto exige contrapartida relacionada ao desenvolvimento do mercado de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) no Brasil.

São três possibilidades de contrapartida: compra de SAF produzido nacionalmente; investimento em plantas nacionais de produção de SAF; ou depósito no Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico (FNDIT), para que apoie projetos relacionados ao SAF.

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Medidas antidumping

A Camex também prorrogou por cinco anos o direito antidumping definitivo sobre pneus para motocicletas provenientes da China, Tailândia e Vietnã; e prorrogou medidas antidumping sobre alto-falantes automotivos, além da revogação do direito provisório sobre fios de náilon, por razões de interesse público.

Redução de tarifas

Em outra frente, para incentivar a competitividade e a produção regionais, o Gecex aprovou 17 pleitos brasileiros no mecanismo de desabastecimento, reduzindo tarifas de produtos essenciais como tintas para impressão, fibras têxteis de alta tenacidade e componentes eletrônicos.

Análise: O ‘timing’ da definição do candidato da direita

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Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE

A publicação do acórdão do julgamento que negou os recursos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) deve impactar o timing da definição no espectro da direita para a sucessão de 2026. Embora Bolsonaro ainda possa apresentar novo recurso, o processo envolvendo a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, no qual o ex-presidente foi condenado, aproxima-se do chamado “trânsito em julgado”, que é quando acaba a fase de recursos. Em breve, Bolsonaro iniciará o cumprimento de pena.

O início da pena em regime fechado não deve gerar grande mobilização de apoiadores de Bolsonaro nas ruas. Por tentativa de violar a tornozeleira eletrônica, Bolsonaro foi preso preventivamente e não foram registrados grandes protestos. No entanto, seus aliados seguirão repetindo a narrativa de que Bolsonaro é vítima de perseguição política e jurídica.

Outro aspecto a ser observado é que o capital político de Jair Bolsonaro não deve sofrer mais desgastes do que o registrado até agora. Apesar de sua elevada rejeição – 60%, segundo a mais recente pesquisa Genial/Quaest –, a direita depende de Bolsonaro para 2026, já que, mesmo desgastado, o ex-presidente figura em situação de empate técnico com o presidente Lula (PT) em um hipotético segundo turno. De acordo com a Quaest, Lula aparece com 42% e Bolsonaro, com 39%.

A dependência da direita em relação ao ex-presidente pode motivar o clã Bolsonaro a buscar a preservação desse capital político. Mesmo com Bolsonaro preso, os bolsonaristas continuarão pedindo anistia – ainda que esse projeto tenha perdido força no Congresso – e dizendo que o ex-presidente será candidato à Presidência no pleito de 2026.

Como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também deve ficar inelegível, sobram duas alternativas ao clã familiar: a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Como forma de postergar a definição do(s) candidato(s) da direita, os nomes de Michelle e Flávio como potenciais presidenciáveis continuarão sendo incentivados.

Como é improvável que tenhamos uma definição ainda este ano, mesmo com Jair Bolsonaro fora do jogo, a direita seguirá pulverizada. Os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Romeu Zema (Novo-MG), Ratinho Júnior (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) permanecerão, ao menos até o próximo ano, como pré-candidatos ao Palácio do Planalto.

Ainda que o rumo a ser tomado pela direita fique mais claro apenas em 2026, o timing da escolha gera uma pressão, principalmente porque se o escolhido for Tarcísio ele necessita se desincompatibilizar do cargo até abril. Além disso, precisa construir um candidato competitivo em São Paulo e amarrar uma aliança de centro-direita.

Congresso derruba vetos e garante licenciamento simplificado para obras de médio impacto

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Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro. As cúpulas abrigam os plenários da Câmara dos Deputados (côncava) e do Senado Federal (convexa), enquanto que nas duas torres - as mais altas de Brasília - funcionam as áreas administrativas e técnicas que dão suporte ao trabalho legislativo diário das duas instituições. Obra do arquiteto Oscar Niemeyer.
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O Congresso Nacional derrubou ontem (27) os vetos do presidente Lula (PT) à lei do licenciamento ambiental. Entre os trechos derrubados está o que proibia o uso da LAC (Licença por Adesão e Compromisso) para empreendimentos de médio potencial ou médio porte. Na visão do governo, o trecho comprometeria a capacidade do governo de exigir medidas mitigadoras sobre esses empreendimentos, podendo aumentar o risco de impactos ambientais e sociais. A derrubada dos vetos acontece após intensa articulação da bancada da agropecuária.

Também foi restabelecido o trecho que definia que serviços e obras direcionados à manutenção e ao melhoramento da infraestrutura em instalações preexistentes ou em faixas de domínio (incluindo rodovias pavimentadas e dragagens de manutenção) não estariam sujeitos a licenciamento ambiental.

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Competências dos estados e municípios

Também foram derrubados os vetos aos trechos que remeteram aos estados e municípios a definição de critérios como “porte” e “potencial poluidor” de empreendimentos, que seriam os principais operadores da LAC. Ao vetar o trecho, o governo argumentou que o trecho vai contra a competência da União de definir os critérios de licenciamento, tiraria o poder de governança do Sisnama (Sistema Nacional do Meio Ambiente) e incitaria a concorrência entre os estados.