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Governo e CNJ avaliam limitar concessão do BPC por decisão judicial

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Brasília (DF), 11/06/2025 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante audiência pública conjunta, promovida pelas comissões de Finanças e Tributação e de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que o governo, em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), trabalha para restringir a concessão judicial do BPC aos critérios bio-socioeconômicos definidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Segundo ele, uma decisão oficial deve ser publicada em breve. Haddad argumenta que essa medida é necessária para conter o aumento descontrolado dos gastos públicos.

“Quando isso se torna uma máquina de judicialização e uma indústria de liminares, perde-se o controle da situação, e falta dinheiro para quem realmente precisa”, disse, em audiência pública na Câmara dos Deputados.

Esse corte vem na esteira da tentativa do governo cortar gastos e fechar as contas em 2025 e 2026.

Cortes no Seguro Defeso

Sobre o Seguro Defeso, benefício destinado a pescadores em período de proibição da pesca, Haddad alertou para a discrepância nos dados: “Enquanto o IBGE aponta 300 mil pescadores artesanais, há 1,9 milhão de requerimentos em análise. Não se trata de cortar direitos, mas de garantir a sustentabilidade do programa.”

Critérios do BPC

O BPC é destinado a brasileiros com renda familiar per capita igual ou inferior a um quarto do salário mínimo. Podem receber: idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência (física, mental, intelectual ou sensorial) com impedimentos de longo prazo (mínimo 2 anos). É necessário estar inscrito no Cadastro Único. Para pessoas com deficiência, além da comprovação de renda, há avaliação médica e social, realizadas pelo INSS, que considera não só a condição clínica, mas também as barreiras sociais enfrentadas.

Motta: Alternativas ao IOF terão resistência no Congresso

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Brasília (DF), 29/05/2025 - Presidente da Câmara dos deputados, Hugo Motta, durante coletiva à imprensa após a reunião de lideres. devedor contumaz
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que as alternativas ao IOF anunciadas pelo governo federal deverão enfrentar dificuldades para tramitar no Congresso. “As medidas deverão ter uma reação muito ruim no Congresso, mas também no empresariado. Quando você parte para trazer taxação de títulos que eram isentos e ajudam a fomentar o agronegócio e o setor imobiliário, é claro que esses setores vão reagir”, afirmou nesta quarta-feira (11), em evento promovido pela LIDE e pelo Correio Braziliense.

Motta também defendeu que medidas arrecadatórias sejam acompanhadas por iniciativas de contenção de despesas. Segundo ele, o tema deve ser debatido no grupo de trabalho da reforma administrativa.

“Trouxemos o governo para um debate que é o que o país espera: não só debater aumento de impostos, mas fazer o dever de casa com o corte de gastos, com uma reforma estruturante”, completou.

Ele ainda ressaltou a necessidade de discutir as despesas obrigatórias, rever benefícios fiscais e avaliar sua eficácia.

Conheça as alternativas ao IOF

Após reunião com líderes do Congresso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), anunciou um pacote de medidas para compensar a frustração de receita causada pela revisão no aumento do IOF. A proposta inclui o fim da isenção de Imposto de Renda para as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), que passarão a ter uma alíquota de 5% sobre novas aplicações. O anúncio da mudança gerou forte reação nos setores afetados.

Além disso, o governo pretende elevar a tributação sobre apostas esportivas online, aumentando a alíquota sobre o faturamento bruto de 12% para 18%. A Medida Provisória também prevê a unificação da CSLL para instituições financeiras, com alíquotas que vão de 15% a 20%, e o corte linear de 10% em benefícios fiscais não previstos na Constituição. Essas medidas visam reforçar a arrecadação sem comprometer setores sensíveis como o Simples Nacional e a cesta básica.

Fake news e cotas para mulheres travam Código Eleitoral no Senado

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Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza reunião com 4 itens. Entre eles, o PL 2.326/2022, que autoriza o porte de arma de fogo para fiscais ambientais. Bancada: senador Jader Barbalho (MDB-PA); senador Sergio Moro (União-PR); senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO); senador Marcos Rogério (PL-RO); senador Jorge Seif (PL-SC); senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR); relator do PLP 112/2021, senador Marcelo Castro (MDB-PI) - em pronunciamento.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Como informado pela Arko Advice na manhã desta quarta-feira (11), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou para o dia 9 de junho a votação do PLP do Novo Código Eleitoral (PLP 112/21). Dentre os principais motivos para a decisão está a divergência entre senadores sobre a punição para notícias falsas e a reserva de cotas para mulheres.
O relator da proposta, senador Marcelo Castro (MDB-PI), tenta votar proposta há um ano e o intuito é aprovar ainda em 2025.

Notícias falsas

O texto do Novo Código Eleitoral propõe criminalizar o envio em massa de mensagens falsas ou descontextualizadas que possam influenciar eleitores, além de endurecer as penas para ataques ao sistema eleitoral. Senadores contrários argumentaram durante a sessão desta quarta-feira (11) que a medida pode ferir a liberdade de expressão e gerar insegurança jurídica sobre o que é considerado “desinformação” em contexto eleitoral.
O projeto prevê que a divulgação ou compartilhamento de informações falsas, se comprovada a intenção de influenciar o voto, será considerada crime eleitoral, com penas que incluem reclusão e multa.

Cotas para mulheres

Outro ponto de impasse é a proposta de reservar 20% das vagas nas casas legislativas (Câmara, assembleias estaduais e câmaras municipais) para mulheres, substituindo a regra atual de reserva de candidaturas. A medida visa avançar na paridade de gênero, mas enfrenta resistência de parte dos parlamentares, que defendem a manutenção do sistema atual ou temem dificuldades para preencher as vagas reservadas.

O texto prevê que, caso não haja candidatas suficientes, o partido pode perder a vaga.

Outros pontos

O Novo Código Eleitoral consolida toda a legislação eleitoral e partidária em um único texto, modernizando regras sobre auditoria das urnas, financiamento de campanhas, caixa dois, pesquisas eleitorais, propaganda e prestação de contas em tempo real. O projeto também propõe mudanças na Lei da Ficha Limpa e flexibiliza punições para partidos que descumprirem regras de transparência.

Ministério da Agricultura deve enviar projeto que paga hora extra a auditores

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Auditor Fiscal Federal Agropecuário, agricultura, fiscalização, ministério, MAPA
Foto: Reprodução
Em conversa com a Arko Advice, fontes informaram que o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) enviará um projeto ao Congresso Nacional que garante o pagamento de horas extras contabilizadas por auditores fiscais do ministério.
A nova matéria, de autoria do Poder Executivo, seria apensada a outro projeto já em tramitação na Casa (PL 3174/24), de autoria do deputado Domingos Sávio (PL 3174/24). O parlamentar já tinha apoio do ministério para a pauta, como adiantou no mês passado a Arko Advice.
A necessidade de mandar uma proposta alternativa emerge do vício de iniciativa da matéria, ou seja, quando um projeto de lei é proposto por um Poder que não tem competência para fazê-lo. Apenas o ministério, portanto, poderia enviar um projeto que prevê o pagamento de indenização a auditores que deixarem de usar folga remunerada para continuar trabalhando na fiscalização dos estabelecimentos de produtos de origem animal.

Necessidade de urgência

Diante dos casos de gripe aviária identificados no país, o MAPA vem defendendo, junto a parlamentares da área agropecuária, que este projeto seja aprovado rapidamente, já que empresas dependem do serviço de auditores fiscais para que a sanidade da carne seja aprovada. Com a grande demanda desse serviço, os servidores precisam trabalhar além do horário comum.

Regras atuais e limitações para auditores

De acordo com a Portaria MAPA nº 788/2025, auditores fiscais federais agropecuários já podem atuar em regime de plantão ou revezamento, inclusive em finais de semana e feriados. No entanto, a norma atual não prevê pagamento adicional para jornadas extraordinárias, mesmo em situações excepcionais. O tempo de sobreaviso também não é remunerado, apenas as horas efetivamente trabalhadas podem ser compensadas, e há limites para o uso do banco de horas.

O projeto busca, portanto, suprir uma lacuna legal, permitindo a remuneração de horas extras em atividades extraordinárias, especialmente em cenários de emergência sanitária ou aumento súbito da demanda.

Análise: Na margem, popularidade ainda pode piorar

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Presidente Lula (PT)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Há grande preocupação no entorno do presidente Lula (PT) com seus índices de popularidade. As pesquisas mais recentes indicam tendência de alta consecutiva na avaliação negativa do governo. Pesquisa da AtlasIntel revelou que a desaprovação ao governo chegou a 53,7% em maio. O PoderData mostrou um índice ainda maior (31/05 a 02/06): 56%. Na Quaest (29/05 a 01/06), a taxa ficou em 57%. Desde janeiro, de acordo com a Quaest, o índice dos que avaliam que o país está indo na direção errada não para de subir. Esse índice foi de 50% para 61%. A pergunta crucial é: o pior já passou ou ainda pode piorar?

O governo trabalha com uma agenda positiva que pode gerar impacto nos índices de popularidade. Um dos itens dessa agenda é o programa Gás Para Todos, criado para beneficiar milhões de famílias. Recentemente, o governo editou uma medida provisória que pode isentar ou reduzir o preço da energia elétrica com potencial de atingir 100 milhões de pessoas. O presidente também anunciou que o governo estuda anunciar um programa de linhas de crédito para motoboys que trabalham com entregas de comida. E o governo aposta ainda que, a partir de janeiro, a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais terá um impacto positivo na popularidade do presidente, mesmo sendo uma medida já conhecida.

Mas há desafios que podem neutralizar o efeito potencial dessas medidas na opinião pública. De acordo com a Quaest, as três notícias negativas que os eleitores mais ouviram em relação ao governo foram: o desvio de recursos de aposentados do INSS (10%); corrupção (9%); e aumento de preços (9%). Em relação ao INSS, a oposição continua insistindo na instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito no Congresso, ou seja, com senadores e deputados. A instalação da CPMI é dada como certa e tem potencial para manter o governo na defensiva.

A comunicação do governo também continua ruim. De acordo com a Quaest, 51% dos entrevistados não ouviram nenhuma notícia positiva em relação ao governo. Este é um dado preocupante para o Palácio do Planalto, lembrando que houve troca no comando da Secretaria de Comunicação do Governo em janeiro justamente com a missão de melhorar essa percepção do eleitorado.

Parece haver pouco espaço para uma queda muito brusca na avaliação do governo. O presidente Lula demonstra um piso entre 30% e 35% e dificilmente a avaliação negativa do governo ficará abaixo desse patamar. Mas, para um governo que tem errado muito, ainda pode haver desgastes.

Governo lança programa de investimento privado em aeroportos regionais

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Movimentação de aviões comerciais no aeroporto de Brasília. avião, aviação
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério de Portos e Aeroportos publicou nesta quarta-feira (11) a portaria que institui o Programa de Investimentos Privados em Aeroportos Regionais (AmpliAR), com o objetivo de promover o desenvolvimento econômico e a integração nacional por meio da modernização e expansão da infraestrutura aeroportuária regional, utilizando recursos privados.

O AmpliAR é considerado o maior programa de aviação regional da história do Brasil, e foi desenvolvido em conjunto com o Tribunal de Contas da União (TCU) para garantir segurança jurídica e viabilidade financeira.

Plano Aeroviário Nacional

O Plano Aeroviário Nacional (PAN) servirá como base para definir aeroportos prioritários, estimativas de demanda, custos e receitas, e para precificar critérios de julgamento das propostas.

As concessionárias dos principais aeroportos do país poderão investir nesses terminais e, em contrapartida, serão remuneradas por meio do reequilíbrio econômico-financeiro de seus contratos. A adesão ao programa é voluntária e será formalizada apenas após a assinatura de termo aditivo aos contratos de concessão.

O Ministério de Portos e Aeroportos será responsável por definir quais aeroportos deficitários serão ofertados em rodadas sucessivas, podendo ocorrer tantas rodadas quanto necessário. Os aeroportos poderão ser ofertados individualmente ou em blocos, levando em conta critérios como localização geográfica, potencial de desenvolvimento regional, infraestrutura existente e manifestação de interesse das concessionárias.

Condições de participação

Podem aderir ao programa as concessionárias com contratos federais vigentes. Já as concessionárias com contratos em processo de extinção antecipada estão excluídas.

Cada concessionária pode apresentar propostas para mais de um bloco ou aeroporto, com prazo mínimo de 45 dias para a apresentação após a publicação do edital. A concessionária vencedora será a que apresentar a melhor proposta.

Foco inicial

Na primeira etapa do AmpliAR, o foco será na requalificação de 50 aeroportos localizados na Amazônia Legal e no Nordeste, regiões com maior déficit de infraestrutura aeroportuária. O governo prevê investir cerca de R$ 3,4 bilhões nessa fase, com expectativa de mobilizar mais de R$ 5 bilhões em investimentos privados ao longo de cinco anos. O programa deve beneficiar até 100 aeroportos regionais, incluindo a construção de novos terminais e a modernização dos existentes.

Reforma Administrativa: grupo de trabalho apresenta calendário de discussões

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Pedro Paulo
Foto: Agência Câmara

O Grupo de Trabalho (GT) da reforma administrativa, instituído pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), promoveu, nesta terça-feira (10), a primeira audiência pública do colegiado, focada em ouvir o terceiro setor. O coordenador do Grupo, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), afirmou que o prazo é curto, com cerca de 40 dias para a conclusão das propostas. Dessa forma, a apresentação do primeiro grupo de sugestões deve ocorrer até 14 de julho.

A coordenação do grupo enfatizou ainda a necessidade de disciplina, esforço máximo e transparência para ouvir o máximo possível a sociedade e os diversos setores impactados pela reforma.

Calendário do GT da Reforma Administrativa

O GT planeja realizar entre quatro e cinco audiências públicas devido ao calendário apertado, que inclui feriados e baixa presença na Câmara em junho. Veja abaixo o cronograma detalhado das próximas audiências:

  • 17 de junho (manhã): Audiência pública com entidades sindicais e de classe do setor público.
  • 17 de junho (tarde): Audiência pública com representações de governos, como um governador, e um prefeito (como Bruno Reis de Salvador), além de representante do governo federal. A ministra Ester Dweck, da Gestão e Inovação, que não pode comparecer nessa data, mas se colocou à disposição para o dia 2 de agosto. Vale ressaltar que o governo federal já participa de reuniões técnicas com o grupo.
  • 1º de julho (manhã): Audiência pública com o setor produtivo.
  • 1º de julho (tarde): Audiência pública com especialistas e acadêmicos de diferentes universidades.
  • Data a ser definida: Audiência pública para ouvir representantes de outros poderes, como o Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e Advocacia-Geral da União (AGU).

Segundo o coordenador, as premissas e eixos temáticos que guiam o trabalho incluem a necessidade de desinterditar o debate e valorizar o servidor público. Há foco em entrega e resultados, com arcabouço legal para melhorar serviços, governança e indicadores estatais.

Além disso, os analistas não veem a reforma como uma alavanca de ajuste fiscal primário, e embora ela possa racionalizar custos e produzir redução de despesas no médio prazo, o foco principal não é reduzir a despesa pública primária. Entretanto, o presidente Hugo Motta sugeriu avaliar a inclusão de pontos como os pisos mínimos de saúde e educação.

Comissão do Senado aprova fim de preferência da Petrobras em leilões

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Rio de Janeiro - Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado Federal aprovou, na manhã desta terça-feira (10), o projeto que altera a legislação sobre os leilões de campos petrolíferos do pré-sal, extinguindo o direito de preferência da Petrobras nas licitações sob o regime de partilha de produção (PL 3.178/2019).

Fim da preferência da Petrobras

De relatoria assumida pelo presidente da CI, senador Marcos Rogério (PL-RO), a matéria foi desarquivada pelos senadores em dezembro. Uma das modificações de acordo com o relatório é o fim do direito de preferência da Petrobras no regime de partilha de produção. Pela legislação vigente, se a Petrobras exercer o direito de preferência e seu lance no leilão for superado, a estatal pode aderir ao consórcio vencedor na condição de operador e com participação de 30%.

“Nessas condições, caso seja vencedora, arremata o lote com um lance menor do que estaria disposta a oferecer em condições de igualdade de concorrência, caso sua oferta seja superada, poderá simplesmente aderir ao consórcio vencedor. É uma regra de leilão, no mínimo, contraproducente, pois boas regras de leilão devem estimular os concorrentes a apresentarem os maiores lances possíveis”, diz parte do novo relatório.

No novo texto ainda é informado que em síntese, o PL veicula modificações da legislação do petróleo que permitirão o aumento da produção e das participações governamentais em relação ao marco regulatório atual.

Próximos passos

Agora o texto segue para Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Em seguida, deve ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sem necessidade de votação no plenário.

48% acham taxações exageradas; 41% consideram justas, aponta a Genial/Quaest

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Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

A pesquisa Genial/Quaest divulgada hoje (10) aponta que a 48% dos entrevistados consideram que o presidente Lula (PT) tem exagerado nas taxações. Outros 41% entendem que as taxações estão fazendo justiça tributária. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Apesar do debate das taxações desgastar o governo, já que a maioria as considera exageradas, o tema divide a opinião pública. Isso indica que o assunto gera mais barulho que desgaste quando comparado, por exemplo, ao aumento da inflação e as denúncias de fraude no INSS.

No entanto, se considerarmos que Lula vive um momento adverso em termos de popularidade, o fato da maioria dos entrevistados entenderem que as taxações são exageradas, dificulta o presidente na melhora de sua avaliação positiva.

Bolsonaro nega plano de golpe em depoimento ao STF, mas admite conversas “constitucionais”

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Brasília (DF), 10/06/2025 - O ex presidente Jair Bolsonaro chegando para depoimento na 1 turma do STF. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes começa a ouvir os réus do núcleo 1 na ação da trama golpista, os interrogatórios ocorrerão presencialmente na sala de julgamentos da primeira turma da corte
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou nesta terça-feira (10), em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), ter participado de qualquer tentativa de golpe de Estado ou de plano para prender autoridades após as eleições de 2022. Bolsonaro afirmou ao ministro Alexandre de Moraes que discutiu com auxiliares e comandantes militares alternativas “dentro da Constituição” para tentar reverter o resultado eleitoral, mas que essas possibilidades foram rapidamente descartadas por falta de apoio e de base sólida para qualquer ruptura.

“As conversas eram bastante informais, não era nada proposto, ‘vamos decidir’. Era conversa informal para ver se existia alguma hipótese de um dispositivo constitucional para a gente atingir o objetivo que não foi atingido no TSE. Isso foi descartado na segunda reunião”, declarou Bolsonaro.

O ex-presidente também negou qualquer plano para prender autoridades, e disse que as Forças Armadas jamais aceitariam cumprir ordens ilegais. “Missão ilegal não é cumprida. Em nenhum momento alguém me ameaçou de prisão”, afirmou. Sobre o então comandante da Marinha, Almir Garnier, Bolsonaro negou que ele tenha colocado tropas à disposição para um eventual estado de sítio.

Bolsonaro admitiu ter conversado com militares sobre protestos de caminhoneiros e aglomerações em quartéis, mas disse que o tema era o uso da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em caso de distúrbios, “jamais saindo das quatro linhas” da Constituição.

Pedido de desculpas a Moraes

Durante o interrogatório, Bolsonaro pediu desculpas ao ministro Alexandre de Moraes por declarações passadas em que insinuou, sem provas, que ministros do STF teriam recebido propina durante as eleições. Moraes questionou diretamente Bolsonaro sobre uma reunião com embaixadores na qual o ex-presidente sugeriu que ministros da Corte poderiam estar envolvidos em corrupção. Bolsonaro respondeu que não tinha qualquer indício e que suas falas foram “um desabafo, uma retórica”.

“Me desculpe, não tinha qualquer intenção de acusar de qualquer desvio de conduta os senhores”, afirmou.

Conversa era para “preencher o vazio”

Bolsonaro relatou o isolamento que sentiu após a derrota eleitoral em 2022, e disse que conversava com militares para “preencher o vazio” do pós-eleição. Ele também negou ter feito ou alterado uma “minuta de golpe” para justificar intervenção militar, rebatendo declarações do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que afirmou ter apresentado o documento ao ex-presidente.

O ex-presidente é um dos oito réus do chamado “núcleo crucial” da trama golpista, segundo a Procuradoria-Geral da República. O julgamento segue nesta semana no STF com os depoimentos dos demais acusados.

Os interrogatórios seguem a ordem alfabética, mas com o primeiro sendo o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator da trama. Na segunda ele foi ouvido, assim como o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Hoje foram ouvidos, antes do ex-presidente, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e o general da reserva Augusto Heleno. A audiência segue com o ex-ministro da Defesa Paulo Sério Nogueira, e por fim o ex-candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, o general da reserva Walter Braga Netto.