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Rui Costa critica uso de Fundo social para quitar dívidas de agricultores

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, nesta quarta-feira (27), o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), criticou o uso de recursos do Fundo Social do Pré-sal para quitar dívidas de agricultores. Segundo ele, essa prática é injusta.

“Você não pode usar recursos do Fundo Social, que destinamos à saúde, educação e pesquisa científica, para compensar quem pegou empréstimos e não pagou”, afirmou o ministro.

O governo, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), lançou um programa que permite aos agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas e demais comunidades tradicionais em situação de inadimplência liquidar e renegociar suas dívidas. Dessa forma, eles poderão voltar a acessar o crédito rural e investir na produção de alimentos para todo o país.

Por outro lado, Rui Costa destacou que, no caso dos agricultores do Rio Grande do Sul que não sofreram impactos, a renegociação deve ocorrer por outras formas.

Regulação das big techs

O ministro também defendeu a regulamentação das big techs no Brasil, e explicou que o governo aguarda a votação no Congresso para complementar pontos que o texto aprovado não abordou, evitando assim competir com a proposta em tramitação.

Além de prevenir práticas criminosas dos aplicativos contra a população, os projetos também regulam a economia digital. Nesse sentido, o ministro destacou que o Estado deve garantir igualdade entre produtos, permitindo que todos concorram de forma justa.

“Não é justo que veículos tradicionais, como TV e rádio, enfrentem competição desigual com plataformas que arrecadam muito e não contribuem com nada”, declarou.

Setor de serviços atinge recorde de 15,2 milhões de empregos em 2023

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Foto: Camila Heloise/Santa Casa de Araras

O setor de serviços no Brasil registrou em 2023 o maior número de pessoas empregadas desde o início da série histórica, com 15,2 milhões de trabalhadores — uma alta de 7,1% sobre os 14,2 milhões do ano anterior e um crescimento de 18,3% em relação a 2019, antes da pandemia da Covid-19. Os dados são da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada nesta quarta-feira (27) pelo IBGE.

A pesquisa abrange 34 atividades como alojamento, alimentação, transportes, comunicação, turismo, escritórios, cultura e reparo de automóveis, excluindo o setor financeiro.

Principais atividades empregadoras

Cinco grupos concentram 47% dos postos de trabalho no setor:

  • Serviços de alimentação (11,7%)

  • Serviços técnico-profissionais (11,2%)

  • Transporte rodoviário de cargas (8,2%)

  • Serviços para edifícios e atividades paisagísticas (8,1%)

  • Serviços de escritório e apoio administrativo (7,8%)

No total, em 2023, o setor contava com 1,7 milhão de empresas, que pagaram aproximadamente R$ 592,5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. A remuneração média mensal por empregado foi equivalente a 2,3 salários mínimos.

Segmentos com salários acima da média

Dentre os sete grandes segmentos do setor de serviços, três tiveram remuneração acima da média nacional:

  • Serviços de informação e comunicação (4,7 salários mínimos)

  • Outras atividades de serviços (3,6 salários mínimos)

  • Transporte, serviços auxiliares e correio (2,8 salários mínimos)

As unidades federativas que pagaram os salários médios mais altos foram São Paulo (2,8 salários mínimos), Rio de Janeiro (2,5 salários mínimos) e Distrito Federal (2,4 salários mínimos). Já os mais baixos estão no Acre, Roraima e Piauí, com 1,4 salário mínimo.

Receita e participação dos estados

Em 2023, as empresas de serviços faturaram R$ 3,4 trilhões em receita bruta, sendo que o estado de São Paulo respondeu por 45% desse total, seguido por Rio de Janeiro (10%), Minas Gerais (7,8%), Paraná (5,5%) e Rio Grande do Sul (4,7%).

O segmento de Serviços profissionais, administrativos e complementares passou a liderar a receita líquida, com 29,2% de participação, superando o segmento de transporte (28,1%).

Nos últimos dez anos, o segmento profissional-administrativo teve o maior crescimento em pessoal ocupado, ganhando 3,7 pontos percentuais, enquanto setores como transporte e serviços prestados principalmente às famílias recuaram em participação de mercado.

Jair Bolsonaro, Michelle e Tarcísio venceriam Lula em São Paulo, aponta o Instituto Paraná

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) venceriam o presidente Lula (PT) em São Paulo (SP) nas simulações de segundo turno para presidente da República. Nos cenários de primeiro turno, Jair Bolsonaro está à frente de Lula. Michelle e Tarcísio empatariam com o presidente. É o que aponta a pesquisa divulgada pelo instituto Paraná hoje (27) no maior colégio eleitoral do país.

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No primeiro cenário testado, Bolsonaro lidera com 38,9% das intenções de voto. Lula aparece com 32,9%. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) registra 8%. O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), contabiliza 5,8%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), aparece com 2,2%. O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), contabiliza 0,5%. Brancos, nulos e indecisos somam 11,6%. A margem de erro da pesquisa é de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos.

Na segunda simulação, Lula aparece com 33,4%. Em função da margem de erro, o presidente está tecnicamente empatado com Michelle (31,5%). Na sequência aparecem Ciro (9,9%), Ratinho (8,3%), Caiado (2,9%) e Renan (0,6%). Brancos, nulos e indecisos somam 12,4%.

Na terceira simulação, Tarcísio aparece com 34,3%. O governador está tecnicamente empatado com Lula (32,7%). Na sequência figuram Ciro (9,2%), Ratinho (7,3%), Caiado (2,1%) e Renan (0,7%). Brancos, nulos e indecisos somam 13,8%.

Nos cenários de segundo turno, Jair Bolsonaro venceria Lula por 47,7% a 39%. Michelle Bolsonaro também superaria Lula: 46,5% a 39,8%. Tarcísio também superaria Lula: 50,4% a 37,6%. Tarcísio registra no segundo turno o melhor desempenho entre os nomes testados da direita contra o presidente em São Paulo.

De acordo com o instituto Paraná, Lula é desaprovado por 58,2% dos paulistas. 38,1% aprovam o presidente.

Proteção de crianças no ambiente digital pode ser votada nesta quarta

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Foto: Isac Nóbrega/PR

O Senado deve votar nesta quarta-feira (27) o Projeto de Lei 2.628/2022, batizado de “ECA Digital”, que estabelece diretrizes para a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. A inclusão da proposta na pauta foi anunciada pelo presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP), durante sessão plenária nesta terça-feira (25).

O projeto, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foi aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 20, após sofrer alterações, e agora retorna ao Senado para análise final. A proposta ganhou novo fôlego após a repercussão de um vídeo publicado pelo youtuber Felca no início do mês, que denunciou a adultização e a exploração sexual de crianças e adolescentes na internet.

Segundo Alcolumbre, a proposta representa um passo importante na construção de um “ECA Digital”, em referência ao Estatuto da Criança e do Adolescente, ao garantir mecanismos de proteção no uso de aplicativos, redes sociais, jogos eletrônicos e demais plataformas digitais.

Principais medidas do projeto

O texto estabelece que empresas fornecedoras de serviços e produtos de tecnologia da informação deverão adotar medidas para impedir o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos considerados nocivos, como pornografia, bullying, incitação ao suicídio e jogos de azar.

As obrigações serão aplicadas conforme o grau de controle que as empresas exercem sobre os conteúdos disponíveis em suas plataformas. Critérios objetivos para essa avaliação serão definidos em regulamento posterior, elaborado pelo Poder Executivo.

Programa Gás do Povo será lançado na próxima semana, afirma Rui Costa

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Rui Costa
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), anunciou nesta terça-feira (26) que o programa Gás do Povo será lançado na próxima semana. Ele informou a data durante reunião ministerial com o presidente Lula (PT) e, no dia seguinte, confirmou a informação em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro (27).

O programa vai beneficiar diretamente 15,5 milhões de famílias que recebem até meio salário mínimo por mês. De acordo com Rui Costa, o benefício atual, de R$ 108, não cobre o preço do botijão em várias regiões, já que em alguns locais ele chega a custar R$ 160.

Para resolver o problema, o governo vai garantir o botijão de 13 kg. As famílias inscritas no CadÚnico apresentarão um vale na distribuidora de gás e, em seguida, retirarão o produto já pago pelo governo.

Além disso, Rui Costa ressaltou que a medida também tem um caráter preventivo.

 “Nós vamos reduzir os acidentes domésticos, porque muitas famílias, sem condições de comprar o gás, acabam utilizando álcool ou outros líquidos inflamáveis para cozinhar, o que provoca queimaduras. Queremos devolver dignidade a essas pessoas”, afirmou.

Programa Luz do Povo

A estratégia da comunicação do governo Lula será a de repetir a do programa Luz do Povo, uma iniciativa que garante acesso à energia elétrica para milhares de brasileiros. Além disso, o programa oferece descontos às famílias que mais precisam, reduzindo desigualdades, ampliando a liberdade de escolha e promovendo maior equilíbrio no setor elétrico.

Nesse sentido, o governo ampliou a Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) e passou a conceder gratuidade às famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa e consumo de até 80 kWh por mês. Segundo o governo, essa medida já beneficiou 60 milhões de brasileiros.

A partir de janeiro de 2026, o programa vai avançar ainda mais, de acordo com o governo. Famílias inscritas no CadÚnico, com renda entre meio e um salário mínimo por pessoa, ficarão isentas do pagamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) no consumo de até 120 kWh por mês.

Com isso, o governo prevê que 55 milhões de pessoas recebam um desconto médio de 12% na conta de luz.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, ressaltou o impacto da iniciativa:

“Esse programa tem como objetivo reduzir os custos do sistema elétrico, que sofre com o “liga e desliga” constante e, consequentemente, gera despesas para a população. Como o custo do sistema é dividido entre todos os brasileiros, a iniciativa busca aliviar esse peso e tornar a conta de luz mais justa”, declarou.

Análise: Orçamento de 2026 já impõe desafios

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

O governo apresenta esta semana o Projeto de Lei Orçamentária Anual – PLOA 2026, ainda com desafios fiscais robustos para os próximos dois anos. O Relatório de Acompanhamento Fiscal de agosto, da Instituição Fiscal Independente (IFI), aponta um cenário preocupante sobre a situação fiscal do país, com implicações diretas na elaboração e execução do Orçamento de 2026. O cenário descrito é marcado por pressões estruturais nas despesas, receitas insuficientes para cobrir os compromissos obrigatórios e um arcabouço fiscal que pode perder efetividade a partir de 2027.

O crescimento de despesas, com benefícios previdenciários e assistenciais e os pisos constitucionais de saúde e educação, opera em ritmo superior ao limite de expansão de 2,5% ao ano estabelecido pela regra fiscal. Essa dinâmica comprime de forma acelerada o espaço para as despesas discricionárias, que englobam investimentos e o custeio da máquina pública, inviabilizando o cumprimento da regra do teto de despesas a partir de 2027 e impondo restrições orçamentárias já em 2026.

Do lado da receita, o governo busca compensar parte desse desequilíbrio por meio de medidas como a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e alterações na Medida Provisória (MP) nº 1.303/25. As projeções da IFI sobre esse conjunto de iniciativas apontam um incremento de, aproximadamente, R$ 16 bilhões em 2025, R$ 39 bilhões em 2026 e R$ 31 bilhões em 2027. As estimativas são menores que as da equipe econômica, introduzindo um elemento de incerteza sobre a materialização integral dessas receitas. Há ainda despesas obrigatórias que estão sendo contratadas, como os gastos com precatórios. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 66/23, em tramitação, oferece um alívio ao retirar as despesas com precatórios do cálculo do limite de gastos e da meta fiscal. Contudo, a IFI é enfática ao afirmar que tal manobra altera a forma de mensuração, mas não a realidade fiscal subjacente. Na “vida real”, como destaca o relatório, qualquer despesa efetuada impacta o resultado primário e a dinâmica da dívida pública, independentemente de sua classificação contábil. O risco é que um alívio artificial nos indicadores formais conduza à postergação de um ajuste fiscal estruturante necessário.

Portanto, o grande desafio para 2026 vai além de simplesmente fechar as contas. Trata-se de reconhecer que a atual trajetória é insustentável e que são necessárias reformas estruturais que moderem o crescimento automático das despesas obrigatórias. As receitas adicionais em tramitação são importantes, mas insuficientes e cercadas de incertezas. Elas podem proporcionar um fôlego temporário, mas não substituem a correção de rumo necessária, sob pena de aprofundamento do desequilíbrio fiscal e de pressões adicionais sobre a dívida pública, que já está em trajetória ascendente.

Alta nos preços de hospedagem para COP30 mobiliza força-tarefa

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Pará, Belém
Foto: TV Brasil

Com o aumento expressivo no valor das hospedagens em Belém (PA) às vésperas da COP30, o governo federal anunciou a criação de uma força-tarefa para buscar soluções e garantir acomodações acessíveis para as delegações internacionais. A medida foi confirmada pela presidência da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, marcada para novembro de 2025.

Segundo o governo, o esforço inicial estará voltado para atender os 72 países que integram os grupos dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento e Países Menos Desenvolvidos, que geralmente enfrentam maiores restrições orçamentárias para participar de eventos internacionais. Após esse primeiro foco, a atuação da força-tarefa será ampliada para os demais países participantes.

Até o momento, 47 delegações já confirmaram presença na COP30, com o pagamento das reservas de hospedagem. Destas, 39 utilizaram a plataforma oficial do evento e oito realizaram as reservas diretamente com hotéis ou por meio de outras plataformas digitais.

Acomodações alternativas

Uma das alternativas adotadas pelo governo foi a contratação de transatlânticos para servirem como hotéis flutuantes durante o evento, especialmente nos primeiros dias da conferência, quando há maior concentração de visitantes. Além disso, discute-se a possibilidade de dividir os blocos de hospedagem disponibilizados na plataforma oficial, permitindo reservas com períodos mais curtos, o que pode facilitar a logística das delegações e equilibrar a demanda.

Brasil descarta subsidiar hospedagem

Apesar dos esforços para ampliar a oferta de acomodações, a secretária-executiva da Casa Civil da Presidência da República, Miriam Belchior, descartou qualquer possibilidade de o governo brasileiro subsidiar financeiramente a hospedagem das delegações estrangeiras. Segundo ela, o Brasil já avançou nos demais planos operacionais do evento, como segurança, saúde e transporte, que estariam “alinhados e sob controle”.

A COP30 será realizada entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, e deve atrair cerca de 50 mil participantes de todo o mundo à capital paraense, entre chefes de Estado, negociadores, membros da sociedade civil e imprensa internacional. A expectativa é que o evento coloque Belém no centro das discussões globais sobre o enfrentamento à crise climática e à preservação da Amazônia.

TSE suspende julgamento de Denarium após pedido de vista de Mendonça

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CRESTV - Subcomissão Temporária sobre a Venezuela Subcomissão Temporária sobre a Venezuela (CRESTV) realiza audiência pública interativa para discutir a crise na Venezuela e seu impacto no Brasil. Em pronunciamento, governador de Roraima, Antonio Denarium.
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu nesta terça-feira (26) o julgamento que pode confirmar a cassação do governador reeleito de Roraima, Antonio Denarium (PP), e de seu vice, Edilson Damião (Republicanos). A paralisação ocorreu após o ministro André Mendonça pedir vista logo após o voto da relatora, ministra Isabel Gallotti, pela confirmação da decisão do TRE-RR.

Denarium e o vice foram cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima em ação movida pela coligação Roraima Muito Melhor, sob acusação de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Eles teriam utilizado a máquina pública e programas sociais estaduais para favorecer a reeleição.

O voto da relatora

Em um voto de 82 páginas, a ministra Isabel Gallotti ratificou o julgamento do TRE-RR e defendeu a cassação imediata dos diplomas e a inelegibilidade de Denarium.

Segundo a relatora, o governador infringiu a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) ao distribuir benefícios em ano eleitoral sem previsão orçamentária anterior, prática proibida exceto em situações de calamidade pública ou já previstas na lei.

Ela destacou como principais irregularidades de 2022:

  • Ampliação em 400% do programa “Cesta da Família”, de 10 mil para 50 mil beneficiários, em pleno ano eleitoral;

  • Criação do programa “Morar Melhor” sem execução orçamentária prévia, considerado expediente para contornar a lei;

  • Transferência irregular de quase R$ 70 milhões a 12 de 15 municípios às vésperas da eleição, sem critérios técnicos;

  • Gastos eleitorais acima de 25 vezes o limite legal, configurando abuso econômico extremo.

Para a ministra, o uso de programas sociais e recursos estaduais em larga escala demonstrou intento eleitoral claro e desequilibrou a disputa. “As condutas afetaram diretamente o equilíbrio do pleito”, afirmou Gallotti.

Ela defendeu também a execução imediata do acórdão, com a saída de Denarium e Damião dos cargos e a convocação de novas eleições no estado.

Indústria brasileira lança plataforma de sustentabilidade na COP30

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A indústria brasileira lidera uma iniciativa para ampliar a participação do setor privado na COP30, que acontece de 10 a 21 de novembro em Belém (PA). Criada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Sustainable Business COP30 (SB COP), em inglês, busca identificar e divulgar boas práticas e casos de sucesso entre mais de 40 milhões de empresas de 60 países.

Além disso, a CNI busca estabelecer um canal permanente para que o setor privado contribua em conferências climáticas, fortalecendo sua atuação em processos multilaterais e apresentando ações concretas de descarbonização, economia de baixo carbono e financiamento climático.

SB COP reforça setor privado nas COPs

Em entrevista concedida à Agência Brasil, o presidente da SB COP, Ricardo Mussa, avalia que o setor privado estará cada vez mais organizado para se fazer representar nas COPs. Ele ressalta que a edição brasileira deixará um legado para essa representação, permitindo o compartilhamento de ideias bem-sucedidas.

Em seguida, Mussa exemplificou: “Por que o projeto de bioeconomia da Malásia está funcionando? É por causa da legislação? É por causa do financiamento? Ao dissecar o projeto, é possível entender exatamente por que ele funciona.” Ele fez a observação após participar, nesta segunda-feira (25), de um debate na Casa Firjan, em Botafogo, no Rio de Janeiro.

Na visão do empresário, isso permitirá que o Poder Público elabore políticas públicas com base em exemplos que já dão certo. Dessa forma, em vez de apresentar novas ideias, será possível entender profundamente por que determinados casos alcançam sucesso. Além disso, a SB COP receberá sugestões de iniciativas bem-sucedidas até a próxima segunda-feira (1º), no site sbcop30.com.

Mussa acrescentou que os empresários brasileiros veem a COP30 como uma oportunidade para compartilhar suas experiências, o que deve resultar em muitas iniciativas do país voltadas a boas práticas.

“Diferentemente de outros temas, na questão climática, o Brasil contribui mais para a solução do que para o problema. Por isso, temos um empresariado que genuinamente pode liderar a discussão”, afirmou.

Moraes autoriza monitoramento integral da Polícia Penal na casa de Bolsonaro

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Sessão plenária do STF. 13/04/2023 Ministro Alexandre de Moraes durante sessão plenária do STF. Foto: Nelson Jr./SCO/STF
Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (26) que a Polícia Penal do Distrito Federal realize vigilância integral na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A medida foi tomada a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que enviou parecer favorável ontem ao Supremo, considerando prudente a adoção de um policiamento mais rígido no atual contexto. Bolsonaro já cumpre prisão domiciliar e utiliza tornozeleira eletrônica.

Decisão de Moraes

Moraes determinou que o monitoramento seja realizado sem gerar “exposição indevida” do ex-presidente. O ministro fixou que não haverá medidas intrusivas no ambiente domiciliar nem perturbação da vizinhança. A Polícia Penal poderá definir se usará uniformes e armamento durante a vigilância.

Segundo o magistrado:

“O monitoramento realizado pelas equipes da Polícia Penal do Distrito Federal deverá evitar a exposição indevida, abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática, sem adoção de medidas intrusivas da esfera domiciliar do réu ou perturbadoras da vizinhança; ficando ao seu critério a utilização ou não de uniforme e respectivos armamentos necessários à execução da ordem”

Risco de fuga e pedido de asilo

Embora a PGR não tenha citado risco imediato de fuga, defendeu que é “de bom alvitre” o reforço do policiamento preventivo.

Na decisão, Moraes mencionou ainda o documento encontrado pela Polícia Federal no celular de Bolsonaro, referente a um pedido de asilo político à Argentina. Para o ministro, tal fato reforça a necessidade de endurecer a fiscalização, considerando a proximidade do julgamento da Ação Penal 2.668/DF, sobre a suposta tentativa de golpe de Estado, marcado para começar em 2 de setembro.

“Assim, considerando a proximidade do julgamento de mérito da AP 2.668/DF e o fundado quanto à suficiência das medidas cautelares decretadas, verifica-se adequado e necessário o monitoramento do réu e investigado Jair Messias Bolsonaro”, registrou Moraes.