19.5 C
Brasília
Home Blog Page 82

Popularidade do governo Lula melhora, mas avaliação negativa segue majoritária na opinião pública

0
Brasília (DF), 10/09/2025 - O presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, acompanha os testes de energização da linha de transmissão Manaus-Boa vista, que vai conectar Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Foto: José Cruz/Agência Brasil

A pesquisa divulgada em 11 de setembro pelo instituto Datafolha aponta que a avaliação positiva (ótimo/bom) do governo Lula (PT) cresceu quatro pontos percentuais em relação a julho. Nesse mesmo período, a avaliação negativa (ruim/péssimo) oscilou dois pontos para baixo.

Apesar da leve recuperação de Lula, o saldo de popularidade continua sendo negativo para o presidente em cinco pontos. No levantamento anterior, realizado em julho, o saldo negativo era de 11 pontos. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Esta matéria foi publicada primeiro no Arko Alerta, exclusivo para clientes Arko Advice. Para saber como receber, CLIQUE AQUI.

A melhora na popularidade de Lula pode ser creditada à redução da inflação de alimentos, o que melhora a percepção em relação à economia, principalmente entre a população de menor renda, que é o núcleo-duro da base social lulista. Também beneficiam o presidente a narrativa em torno da defesa da soberania e o julgamento da tentativa de golpe de Estado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar desses fatores beneficiarem a narrativa do governo, vale registrar que a avaliação negativa de Lula tem se mantido estável. Desde abril, as variações que ocorreram estão dentro da margem de erro. Ou seja, a avaliação negativa do presidente segue sólida. Por outro lado, mesmo que Lula tenha conseguido elevar sua avaliação positiva pela primeira vez desde abril, os percentuais seguem restrito ao eleitorado tradicional lulista, que gira em torno de 1/3 da população.

Segundo o Datafolha, a avaliação positiva do governo é maior entre os nordestinos (45%), os menos escolarizados (40%), e os mais pobres (39%). Por outro lado, a avaliação negativa é maior entre a população da região Sul (52%), os evangélicos (52%), os mais ricos (de 47% a 51% entre as três faixas com renda acima de 2 salários mínimos) e quem tem curso superior (46%).

O Datafolha mostrou um cenário de estabilidade em relação à avaliação do trabalho do presidente Lula (PT). O percentual dos que desaprovam o trabalho do presidente é o mesmo daquele que aprovam. Em relação a julho, a desaprovação oscilou dois pontos para baixo. A aprovação, por outro lado, teve uma variação positiva de dois pontos. A estabilidade em relação à avaliação do trabalho de Lula indica um país bastante dividido.

Realizada entre os dias 8 e 9 de setembro, a pesquisa Datafolha captou apenas parcialmente o início do julgamento no STF. Mesmo com a condenação de Jair Bolsonaro, o impacto desse evento na avaliação de Lula deve ser reduzido, pois o tema ocupa o noticiário desde janeiro de 2023, já tendo sido assimilado pela opinião pública.

Outro aspecto a ser considerado é a recente movimentação do governador de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que nas últimas semanas realizou uma maior inflexão em direção ao bolsonarismo, articulando o projeto da anistia no Congresso e fazendo um discurso com ataques no STF no ato político realizado em 7 de setembro, na Avenida Paulista.

Esses movimentos de Tarcísio, assim como de outros presidenciáveis de direita, poderá se intensificar com confirmação da condenação de Bolsonaro, ocorrida hoje.

STJ afasta prazo decadencial para impetração de mandado de segurança contra tributos periódicos

0
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu ontem (10) tese vinculante, em julgamento sob o rito dos recursos repetitivos (Tema 1.273), definindo que o prazo de 120 dias para impetração do mandado de segurança previsto em lei não se aplica quando se pretende discutir obrigações tributárias relativas a tributos sujeitos a recolhimentos periódicos, como o ICMS, IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e os recém criados IBS e CBS.

O mandado de segurança é o remédio jurídico mais utilizado pelos contribuintes para impugnar obrigações tributárias cobradas de forma contínua, seja por ter um rito mais célere, sem possibilidade de instrução probatória, seja por não haver condenação em sucumbência. É possível, ainda, ao impetrante desistir da ação a qualquer momento.

Para o STJ, tal cobrança é considerada uma relação de trato sucessivo e, por se renovar periodicamente, não está sujeita ao prazo decadencial previsto na Lei do Mandado de Segurança.

As procuradorias das fazendas estaduais buscavam restringir o uso dessa garantia constitucional sustentando que o prazo para impetração do mandado de segurança deveria ser de 120 dias, contado a partir da edição do ato normativo ou da lei que cria o tributo de trato sucessivo. Dentre os argumentos, o mais utilizado foi o de que a inexistência de prazo acarreta uma litigiosidade excessiva e a sobrecarga do Poder Judiciário, o que não fez com que os ministros alterassem o entendimento majoritário já existente no STJ sobre a matéria. Para eles, a aceitação da tese fazendária resultaria na impossibilidade de acesso ao mandado de segurança por qualquer contribuinte que passe a ser tributado após o prazo de 120 dias da edição da lei ou do ato normativo que instituiu o tributo.

A decisão foi considerada uma vitória importante para os contribuintes. Para a advogada Angela Cignachi, sócia do escritório Demarest e advogada do caso, decisão em sentido contrário mudaria drasticamente o contencioso tributário no País, pois os contribuintes poderiam deixar de litigar para evitar o risco de sucumbência em uma ação declaratória.

“A decisão de hoje, tomada em demanda repetitiva, tem o condão de encerrar todas as discussões existentes em mandados de segurança acerca de eventual decadência do direito dos contribuintes, além de chancelar a importância do mandado de segurança como uma garantia constitucional para proteger o cidadão – no caso, os contribuintes – das arbitrariedades do Estado”.

A tese fixada nessa decisão deverá ser aplicada obrigatoriamente por todo o Poder Judiciário aos processos em que discutida idêntica questão de direito.

STF forma maioria para condenar Bolsonaro e mais sete por golpe de Estado

0
Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1 - 11/09/2025 Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1. Bolsonaro
Foto: Victor Piemonte/STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta quinta-feira (11) maioria de votos para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete réus por envolvimento na ação de tentativa de golpe de Estado. O voto da ministra Cármen Lúcia foi decisivo para alcançar o placar de 3 a 1 até o momento.

“A procuradoria fez prova cabal de que o grupo liderado por Jair Messias Bolsonaro, composto por figuras chave do governo, das Forças Armadas e de órgãos de inteligência, desenvolveu e implementou um plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas com a finalidade de prejudicar a alternância legitima de poder nas eleições de 2022, minar o exercício dos demais poderes constituídos, especialmente o Poder Judiciário”, disse.

Com isso, a ministra se junta aos ministros Alexandre de Moraes, relator da ação, e Flávio Dino, que já haviam votado pela condenação. O ministro Luiz Fux divergiu, absolvendo Bolsonaro e alguns réus, e o último voto será proferido pelo presidente da turma, ministro Cristiano Zanin.

Cármen Lúcia fez o voto decisivo

Em seu voto, a ministra ressaltou que a ação penal resgata um momento doloroso da história do Brasil, enfatizando a gravidade do ataque às instituições democráticas ocorrido em 8 de janeiro de 2023. Ela afirmou que há prova cabal da participação de Bolsonaro e dos demais envolvidos no plano para prejudicar a alternância legítima de poder.

“O que há de inédito nesta ação penal é que nela pulsa o Brasil que me dói. A presente ação penal é quase um encontro do Brasil com seu passado, com seu presente e com seu futuro na área das políticas públicas dos órgãos de Estado”, afirmou Cármen Lúcia.

Faltando o voto do ministro Cristiano Zanin, a equipe aguarda a conclusão da votação e a dosimetria para definir as penas. A decisão pode ser objeto de recursos no próprio STF.

Crimes em julgamento

Bolsonaro, ex-ministros, generais e outros aliados respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado.

Apenas Alexandre Ramagem responde por três dos cinco crimes, devido à prerrogativa de função parlamentar. O deputado continua respondendo pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

A denúncia da PGR separou os 32 acusados em cinco núcleos de atuação, levando em conta a separação já feita pela investigação da Polícia Federal (PF). O julgamento de hoje é composto pelo primeiro núcleo, chamado “núcleo crucial”, onde estão as pessoas em comando de toda a tentativa de golpe de Estado.

São os réus:

  • Alexandre Ramagem (PL-RJ): ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e atual deputado federal;
  • Almir Garnier: almirante e ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres: ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno: general da reserva e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Jair Bolsonaro (PL): ex-presidente da República, atualmente em prisão domiciliar;
  • Mauro Cid: tenente-coronel, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e delator do esquema;
  • Paulo Sérgio Nogueira: general e ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto: general da reserva, ex-ministro da Casa Civil, ex-ministro da Defesa e candidato à vice na chapa de 2022 (PL), atualmente preso.

Vendas no comércio caem 0,3% e recuam pelo quarto mês seguido

0
comércio
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (11) os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). De acordo com o levantamento, as vendas no comércio varejista caíram 0,3% na passagem de junho para julho.

Com esse resultado, o setor registra a quarta queda consecutiva e, ao longo desse período, acumula uma perda de 1,1%. Na comparação com julho de 2024, as vendas do comércio varejista aumentaram 1%. Além disso, no acumulado dos últimos 12 meses, o setor registra uma alta de 2,5%.

Quatro atividades apresentaram desempenho negativo

O IBGE apurou o desempenho de oito atividades do comércio varejista entre junho e julho. Metade delas registrou queda, enquanto a outra metade apresentou crescimento no volume de vendas.

Entre os segmentos com desempenho negativo, destacam-se:

  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -3,1%;
  • Tecidos, vestuário e calçados: -2,9%;
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -0,6%;
  • E hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -0,3%.

Por outro lado, os setores que avançaram foram:

  • Móveis e eletrodomésticos: 1,5%;
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: 1%;
  • Combustíveis e lubrificantes: 0,7%;
  • E artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,6%.

Atividades de atacado

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo tradicional, algumas atividades do atacado, as vendas aumentaram 1,3% em julho em relação a junho.

Entre as atividades incluídas nesse segmento, estão:

  • Veículos, motos, partes e peças
  • Material de construção
  • Produtos alimentícios, bebidas e fumo (no atacado)

Por outro lado, na comparação com julho de 2024, o varejo ampliado registrou uma queda de 2,5%. Apesar disso, no acumulado dos últimos 12 meses, o setor acumula alta de 1,1%, sinalizando uma recuperação moderada ao longo do ano.

Pesquisa mensal de comércio

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), criada em 1995, acompanha o desempenho do comércio varejista no Brasil. A pesquisa analisa a receita bruta de revenda de empresas com 20 ou mais empregados, cuja atividade principal é o varejo.

Todos os meses, a PMC divulga a variação do volume de vendas e da receita nominal, tanto para o varejo tradicional quanto para o varejo ampliado, que inclui automóveis e materiais de construção, com dados para o Brasil e as Unidades da Federação.

Senado altera norma sobre renovação de concessão de distribuidoras de energia

0
energia elétrica, aneel, luz, eletricidade, iluminação
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 319/25, que susta trechos do Decreto nº 12.068/24, do presidente da República, sobre a renovação da concessão das distribuidoras de energia elétrica, recebeu relatório favorável à sua aprovação.

O PDL chegou a ser pautado pelo presidente da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, Marcos Rogério (PL-RO), na terça-feira passada (3). Mas houve pedido de vista do relator, senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), e foi retirado da pauta.

O PDL é de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN). Os pontos questionados pelo projeto são relativos a dois itens do decreto do Executivo: os critérios de avaliação da prestação de serviço pelas distribuidoras de energia (continuidade do fornecimento); e a eficiência econômico-financeira das empresas.

Conforme o PDL, as regras devem seguir a legislação em vigor e não o que estabelece o decreto do Executivo. De acordo com o parecer do relator, ao definir os dois critérios relativos à qualidade das distribuidoras (continuidade e eficiência econômico-financeira), o Decreto nº 12.068/24 restringe “direitos legalmente definidos”.

Para o relator, isso configura “vício de legalidade e justifica a intervenção corretiva do Congresso”. Marcos Pontes argumenta que a adoção de apenas dois critérios ignora a definição legal de “serviço adequado”.

Especialistas avaliam que, caso o PDL seja aprovado no Senado, não caberia revisão dos contratos já assinados, por se configurar “ato jurídico perfeito”. Já os que não foram efetivados pelo poder concedente poderiam ser revistos pela agência reguladora.

O Ministério de Minas e Energia assinou a renovação apenas da empresa EDP Espírito Santo, cuja concessão terminava em 17 de julho. Outros pedidos de renovação foram avaliados pela Aneel, mas seus contratos ainda não foram assinados após análise do ministério.

Manaus-Boa Vista

A linha de transmissão de energia que vai ligar as capitais Manaus e Boa Vista inicia hoje os testes de energização. O avanço é considerado um passo decisivo para integrar Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

A obra, prevista para ser concluída oficialmente até o fim do ano, marcará a conexão do único estado que permanecia isolado da rede elétrica nacional.

Licenciada em 2011 e prevista inicialmente para operar em 2015, a construção dessa linha de transmissão tornou-se um dos projetos mais emblemáticos do setor elétrico.

Sorriso, no Mato Grosso, lidera produção agrícola no Brasil em 2024, aponta IBGE

0
soja, agricultura, Sorriso, Mato Grosso
Foto: Reprodução/CNA

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (11) os dados da pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM). De acordo com o levantamento, o valor da produção agrícola no Brasil atingiu R$ 783,2 bilhões em 2024.

Nesse cenário, Sorriso, cidade no norte do Mato Grosso, se destacou e liderou o ranking nacional, ao registrar um valor de produção agrícola de R$ 7,2 bilhões. O resultado foi impulsionado principalmente pela soja, que se manteve como o principal motor da economia agrícola do município.

Referência no agronegócio brasileiro

Ao todo, os produtores de Sorriso colheram 2,08 milhões de toneladas de soja, o que gerou um valor de R$ 3,3 bilhões, quase 50% do total produzido na cidade. Com esse desempenho, o município consolidou sua posição como referência no agronegócio brasileiro.

Sorriso também liderou o valor da produção de milho, com R$ 2,4 bilhões em 2024. Além disso, o município ainda conquistou posições de destaque em outras culturas:

  • Ficou em quarto lugar na produção de feijão, com R$ 195,7 milhões;
  • e em sexto no algodão, com R$ 1,3 bilhão em valor gerado.

Cidade baiana supera Sorriso em produção de soja

Embora a soja seja um produto forte em Sorriso, a cidade não lidera a produção do grão no país. Esse título pertence a São Desidério, no oeste da Bahia, que produziu 2,09 milhões de toneladas de soja, gerando um valor de R$ 3,7 bilhões.

O Brasil é o maior produtor mundial de soja, com uma colheita de 144,5 milhões de toneladas em 2024. Dos dez municípios que lideram a produção agrícola, oito têm a soja como principal cultivo. Apenas as cidades mato-grossenses de Sapezal e Campo Novo do Parecis se destacam pelo algodão.

As dez cidades líderes em produção agrícola

A lista inclui seis cidades do Mato Grosso, o que reforça ainda mais o poderio do estado como principal celeiro do país.

Cidade Valor da Produção Principal Produto
Sorriso (MT) R$ 7,2 bilhões Soja
São Desidério (BA) R$ 6,6 bilhões Soja
Sapezal (MT) R$ 5,9 bilhões Algodão herbáceo
Campo Novo dos Parecis (MT) R$ 5,2 bilhões Algodão herbáceo
Cristalina (GO) R$ 5,1 bilhões Soja
Rio Verde (GO) R$ 4,9 bilhões Soja
Nova Ubiratã (MT) R$ 4,6 bilhões Soja
Formosa do Rio Preto (BA) R$ 4,2 bilhões Soja
Diamantino (MT) R$ 4 bilhões Soja
Nova Mutum (MT) R$ 4 bilhões Soja

Senado pode realizar sessão de vetos para fim de setembro, aponta Izalci

0
Izalci Lucas
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O líder da oposição no Congresso, Izalci Lucas (PL-DF), disse em entrevista à Arko Advice que o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), estuda marcar a sessão de vetos para o fim deste mês. “Agora estamos reunindo todas as informações sobre os vetos, com as justificativas de cada setor, para termos argumentos quando conversarmos com o governo, seja para mantê-los ou derrubá-los. Acho que o mais importante hoje é o licenciamento ambiental. Aqui dentro da Casa está bem claro que devemos derrubar os vetos. Também é necessário votar os vetos das bagagens, cuja manutenção defendemos”, complementou o senador.

Há uma movimentação entre o PL e o presidente da Câmara, Hugo Motta, para tratar da anistia. Qual o sentimento no Senado sobre isso?

Acho que a matéria, aprovada na Câmara, o que tende a acontecer, será mais fácil de ser aprovada também no Senado, com o mesmo teor de lá. O que defendemos, na Câmara e no Senado, é a anistia geral e irrestrita. O presidente do Senado foi quem declarou que haveria restrições nesse ponto. Acredito que o processo deva demorar o tempo necessário até a conclusão do julgamento, pois não há como anistiar um grupo que ainda não foi condenado.

O senhor compõe a CPMI do INSS. Como avalia a semana que passou, de depoimentos, e quais as expectativas de avanço dos trabalhos?

Acho que os trabalhos estão indo muito bem. Esta CPMI terá credibilidade. O relator é bastante técnico e teremos acesso a muitas informações. Estamos conseguindo aprovar requerimentos que antes não passavam. Já aprovamos a convocação dos presidentes do INSS, de servidores da área e de presidentes de associações. Agora, vamos votar requerimentos de quebra de sigilo. O maior desvio ocorreu exatamente neste governo Lula e acho que vamos avançar. O caminho é seguir o dinheiro.

Como líder da oposição no Congresso, o que acha do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro?

Assisti a todo o depoimento do general Braga Netto e posso afirmar que não há nenhuma prova concreta no processo, apenas narrativas. Em relação a Bolsonaro, ele sequer estava presente [no 8 de janeiro de 2023]. O delator, que é peça central, já refez suas declarações 16 vezes. Já deveria ter sido desconsiderado, além do depoimento do assessor do ministro Alexandre de Moraes, que esteve aqui e mostrou como funcionava o modus operandi do gabinete. Espero que tudo isso possa influenciar a decisão do julgamento.

 

Queda no preço dos alimentos vai se manter, afirma Paulo Teixeira

0
alimento, comida, supermercado, comércio
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Durante entrevista ao programa A Voz do Brasil, nesta quarta-feira (10), o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira (PT), afirmou que, em agosto, o orçamento das famílias brasileiras teve um alívio. Além disso, ele destacou que o arroz, em particular, apresentou preços mais atrativos nas prateleiras dos supermercados, o que contribuiu para esse cenário mais favorável.

“Digamos que o carro-chefe dessa deflação é o arroz. Quem pagava no ano passado, nessa época, 5 quilos de arroz  a R$ 30, R$ 27, R$ 28 -, hoje está pagando R$ 15, R$ 16, R$ 17, R$ 18”, ressaltou.

Alimentos apresentam quedas significativas de preço

Em agosto, vários alimentos essenciais no dia a dia do consumidor brasileiro apresentaram queda nos preços, o que contribuiu para um alívio no orçamento das famílias brasileiras. Veja os principais produtos que tiveram redução:

  • Tomate: -13,39%
  • Batata-inglesa: -8,59%
  • Cebola: -8,69%
  • Arroz: -2,61%
  • Café moído: -2,17%

Combustíveis também tiveram redução, contribuindo para o preço final ao consumidor:

  • Gasolina: -0,94%
  • Etanol: -0,82%
  • Gás veicular: -1,27%

Ao comentar esses dados, o ministro destacou a produção agrícola como grande responsável pelas reduções de preços:

“Nós temos pelo terceiro ano, e será anunciada nesta quinta-feira , recorde de safra, foi em 2023, em 2024 e bateremos também este ano. Pelo terceiro ano também, temos recordes do Plano Safra e no investimento na agricultura. No Plano Safra em geral, cerca de R$ 500 bilhões, na agricultura familiar, R$ 78 bilhões, com a diferença que a agricultura familiar tem juros negativos, juros subsidiados”, afirmou.

Deflação

Impulsionada pela queda nos preços dos grupos habitação, alimentação e bebidas, a inflação no Brasil registrou variação negativa de 0,11% no mês passado, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma redução de 0,37 ponto percentual em relação ao índice de julho. O movimento contrário à inflação é chamado de deflação.

Ao comentar os dados, o ministro enfatizou que a deflação não está relacionada ao chamado “tarifaço”.

“O tarifaço foi anterior, foi em junho que começou a deflação de alimentos e vai continuar essa tendência, com o governo atuando”, afirmou.

Ele também destacou que o presidente Lula trata o controle da inflação como uma das principais prioridades do governo.

Banco Central aprova norma que obriga rejeição de transações para contas suspeitas de fraude

0
Brasília (DF), 26/10/2023, Prédio do Banco Central em Brasília.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O Banco Central (BC) aprovou, nesta quinta-feira (11), uma norma obrigando as instituições autorizadas pelo órgão a rejeitarem transações de pagamento que tenham como destinatárias “contas com fundada suspeita de envolvimento em fraude”.
A resolução se soma às ações que o BC anunciou na última sexta-feira (5) contra o crime organizado, e os recentes ataques ao sistema financeiro.
Segundo o BC, a medida vale para transações realizadas com qualquer instrumento de pagamento e entra em vigor imediatamente. As instituições têm até 13 de outubro para adequarem seus sistemas.
As instituições devem utilizar todas as informações disponíveis, incluindo aquelas constantes em sistemas eletrônicos e bases de dados de caráter público ou privado, para avaliarem o envolvimento das contas em fraudes. Além disso, elas devem comunicar ao titular da conta sobre a efetivação das medidas tomadas em casos de suspeita de fraude e consequente bloqueio.

Análise: Gás do povo e avaliação do governo

0
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula (PT) lançou, na última quinta-feira (4), o Gás do Povo, novo programa social que garantirá botijão de gás gratuito para 15,5 milhões de famílias. O programa é direcionado para as famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa.

O Gás do Povo tem como foco a base social lulista, composta, majoritariamente, pelos segmentos com renda mensal de até dois salários mínimos (SM). Quando comparamos as pesquisas do instituto Quaest por faixas de renda de abril de 2023 – ainda no início do governo Lula 3 – com o último levantamento da Quaest, em agosto, constatamos que a aprovação de Lula entre a população de menor renda caiu apenas 5 pontos. No entanto, a desaprovação cresceu 19 pontos.

Entre abril de 2023 e agosto de 2025, a aprovação caiu 23 pontos no segmento com renda mensal de mais de dois a cinco salários. Nessa faixa de renda, a desaprovação cresceu 25 pontos. No segmento com renda mensal de mais de cinco salários, a aprovação caiu 19 pontos, enquanto a desaprovação cresceu 25 pontos.

No entanto, em agosto deste ano, a aprovação de Lula superou a desaprovação apenas no segmento com renda mensal de até dois salários. Hoje, os percentuais de desaprovação de Lula são similares nas faixas de renda de mais de dois a cinco salários e acima de cinco salários.

O Gás do Povo, mesmo que ajude Lula a melhorar sua popularidade entre os mais pobres, não deve fazer com que a desaprovação registre uma queda expressiva nesse segmento. Outro aspecto a ser destacado é que os programas sociais criados nos governos petistas obviamente não foram interrompidos nas gestões Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), atenuando os efeitos políticos da narrativa que o PT usava no passado contra seus adversários de que eles poderiam acabar com as medidas.

Uma pesquisa divulgada pelo instituto Quaest em abril deste ano apontou que 70% dos entrevistados não têm medo de perder o benefício se Lula sair da Presidência. Assim, a gratidão dos eleitores com Lula por conta dos programas sociais não é mais a mesma. Não por acaso, com o objetivo de melhorar sua avaliação entre as classes médias, a prioridade do governo é aprovar o projeto que isenta o pagamento de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.