20.5 C
Brasília
Home Blog Page 77

Conselho de Defesa libera 17 pedidos para pesquisa mineral em área de fronteira

0
mineral, minerais, mineração, pesquisa
Foto: Reprodução/ANM

O Conselho de Defesa Nacional, órgão de assessoramento do presidente da República em assuntos referentes à soberania e à defesa do país, liberou, no último dia 5, a análise de 17 pedidos de pesquisa mineral, no âmbito da ANM, em regiões de faixa de fronteira. Ao todo, os processos somam 35.159 hectares.

Uma das empresas liderou o número de solicitações contempladas: 13 áreas, totalizando 23.180 hectares em municípios do Rio Grande do Sul para a pesquisa de fosfato. Outras três foram atendidas: uma para pesquisa de ouro em 9.928 hectares, em Conquista D’Oeste/MT; outra para pesquisa de estoques de argila em 59,5 hectares, em Arroio Grande (RS); e a terceira, para lavra de fosfato em duas áreas, de 1 mil e de 991 hectares, em Lavras do Sul (RS).

As resoluções foram assinadas pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Marco Antonio dos Santos.

Nova plataforma

A Plataforma de Gestão de Recursos Minerais (PGRM), desenvolvida pelo Serpro para a ANM, redesenha a relação entre o Estado e o setor mineral, reunindo, em ambiente digital único, dados, declarações e instrumentos de controle sobre a exploração dos recursos naturais no país.

O novo canal de relacionamento entre a agência reguladora e as empresas que realizam pesquisa e lavra de substâncias minerais amplia a capacidade de fiscalização e padroniza obrigações. Além disso, fortalece a arrecadação, garantindo que ganhos da atividade retornem para as regiões e as comunidades impactadas.

Segundo Caio Mário Trivellato Seabra, diretor da ANM, a plataforma inaugura uma nova lógica de justiça fiscal no setor mineral.

Infraestruturas críticas

O GSI criou grupos de trabalho para tratar de segurança de infraestruturas críticas. Os grupos foram divididos por setores como energia, petróleo e gás, transportes, biossegurança, saneamento, defesa e finanças.

As resoluções que criaram esses grupos foram publicadas no Diário Oficial de quinta-feira (11). Cada grupo tem um objetivo específico, mas o tema central é a coleta de dados para acompanhar os setores definidos nas resoluções e a elaboração de relatórios.

Foi criado ainda um grupo para tratar de conflitos de jurisdição relacionados à segurança de infraestruturas críticas. O grupo será composto por integrantes do GSI, que o coordenarão, e representantes da Casa Civil, do Ministério da Defesa, do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

O prazo de duração dos grupos será de até três meses, contados do primeiro dia útil após a publicação da resolução de designação de seus membros. O prazo poderá ser prorrogado por até três meses.

Comissão do Senado aprova projeto que permite venda de medicamentos em supermercados

0
medicamento, remédio, farmácia
Foto: Venilton Küchler/AEN
Nesta quarta-feira (17), a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou o projeto que autoriza a comercialização de medicamentos em supermercados (PL 2.158/23).
A matéria tem caráter terminativo e, caso não haja recurso para que o texto vá a plenário, a matéria segue para a Câmara.

O que diz o texto

O projeto possibilita a instalação de farmácia no interior de supermercados, desde que o espaço físico seja delimitado e independente dos demais setores do empreendimento. O texto também considera obrigatória a presença de farmacêutico legalmente habilitado durante todo o horário de funcionamento da drogaria instalada no supermercado.
Além disso, supermercados também poderiam exercer a venda mediante convênios com drogarias licenciadas, desde que as exigências legais e sanitárias relativas à estrutura estejam de acordo. Para realizar a entrega ao consumidor, as farmácias licenciadas também poderão contratar canais digitais e plataformas de comércio.
Na semana passada, foi concedida vista coletiva para maior discussão sobre a disponibilização e venda de marcas próprias nesses estabelecimentos. No entanto, o relator, senador Humberto Costa (PT-PE), manteve o posicionamento de que o assunto deveria ser tratado em outro momento em uma matéria alternativa.

Medicamentos com receita médica

Medicamentos sujeitos a controle especial somente poderão ser liberados após o pagamento, ou deverão ser transportados do balcão de atendimento ao local de pagamento em embalagem lacrada, inviolável e devidamente identificada.

Análise: Motta busca blindar pauta para evitar anistia

0
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a oposição deve concentrar esforços para pressionar pela votação imediata do projeto de anistia, lançando mão de manobras de obstrução e de outras iniciativas para forçar a entrada do tema na pauta. O PL e os aliados do ex-presidente esperam que o requerimento de urgência à proposta seja aprovado nesta semana.

Entretanto, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), quer evitar essa discussão. O tema não reúne consenso, sobretudo quanto à amplitude da medida, e Motta busca construir uma agenda legislativa mais robusta como contraponto. Ele tem reiterado que a prioridade é a reforma do Imposto de Renda (PL nº 1.087/25), que amplia a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês. O projeto tem grande apelo popular e deve ser incluído na pauta de votações desta semana, após o areunião de líderes desta terça (16).

Outra matéria sensível que deve constar da pauta é a Medida Provisória nº 1.300, que altera a Tarifa Social de Energia Elétrica e garante isenção no pagamento de contas de luz para famílias de baixa renda com consumo reduzido. Adiada na semana passada, a votação precisa ser concluída (por Câmara e Senado) até quarta-feira (17), último dia de validade da MP. Também pode entrar na pauta o PL nº 3.899/12, que institui o Plano Nacional de Economia Circular. Por se tratar de proposta complexa, que traz impactos para todo o setor produtivo, sua análise tende a se estender.

No mesmo dia, o Senado pode encerrar a deliberação do PLP nº 108/24, que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), parte da regulamentação da Reforma Tributária. A intenção é votar o texto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e, em seguida, no plenário. Aprovado, o PLP retorna à Câmara para a análise final, adicionando mais um ponto à pauta da Casa.

No horizonte de médio prazo, Motta planeja retomar a análise da redução de incentivos fiscais. Há quatro projetos em tramitação sobre o tema. Um deles é de autoria do deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE), que prevê avanço nas discussões entre o fim de setembro e o início de outubro.

Outra proposta listada como prioritária é a regulamentação da atividade de trabalhadores de aplicativos (PLP nº 152/25). O projeto está em análise em Comissão Especial e, após votação aí, seguirá para o plenário. A expectativa do relator é de que o processo seja concluído entre novembro e dezembro.

A PEC da Segurança Pública (PEC nº 18/25), que define competências entre União e estados, também é mencionada por Motta como pauta do ano. No entanto, por se tratar de matéria com forte potencial de conflito, já que envolve interesses divergentes e disputas federativas, deve enfrentar um caminho legislativo mais longo e difícil, sem perspectiva de avanço rápido.

41% são contra anistia; 36% favoráveis, aponta a Genial/Quaest

0
bolsonaro
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
A pesquisa Genial/Quaest divulgada na última terça-feira (16) aponta que 41% dos entrevistados são contra a possibilidade de anistia para envolvidos na tentativa de golpe após a eleição de 2022.
Outros 36% são a favor para todos os envolvidos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 10% defendem a medida apenas para os manifestantes do 8 de janeiro. 13% não souberam responder. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
De acordo com a Quaest, entre os entrevistados que se declaram lulistas, 58% são contra a anistia, 22% são a favor.  Junto aos que se declaram de esquerda e que não são lulistas, 73% são contra, 13% a favor.
Os que não têm posicionamento político são 46% contra e 28% a favor para todos. Entre os de direita e não bolsonaristas, 17% são contra a anistia, 61% são a favor. Junto aos que se declaram bolsonaristas, 19% são contra 62% são a favoráveis.

Cabotagem registra maior movimentação da série histórica em julho

0
cabotagem, porto, navio, embarcação, transporte, carga, contêiner
Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) divulgou os dados do Estatístico Aquaviário, que comprovam mais um mês de resultados positivos para o setor portuário. Entre os destaques, a cabotagem, transporte de mercadorias e passageiros entre portos do mesmo país, movimentou 26 milhões de toneladas de cargas em julho, o que representa um crescimento de 2,09% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Além disso, esse volume representa o maior já registrado para o mês de julho desde o início da série histórica, em 2010.

A navegação de longo curso bateu recorde em julho, com a movimentação de 90,8 milhões de toneladas, um aumento de 5,8% em relação a 2024. Já a navegação interior atingiu 7,8 milhões de toneladas, mantendo sua relevância no transporte hidroviário.

Movimentações

Em julho, o setor aquaviário bateu recorde ao movimentar 124,7 milhões de toneladas de cargas, um crescimento de 4,16% em comparação com o mesmo mês de 2024. Além disso, o volume registrado foi o maior da série histórica para esse período.

No acumulado de janeiro a julho, o setor alcançou 780,4 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 1,76%.

Tanto os portos públicos quanto os Terminais de Uso Privado (TUPs) apresentaram desempenho positivo em julho. A movimentação nos portos públicos cresceu 4,32%, enquanto os TUPs registraram alta de 4,07%, ambos com recorde para o mês.

Entre os 20 portos públicos com maior movimentação no país, o destaque foi o Porto de São Francisco do Sul (SC). A instalação movimentou 1,7 milhão de toneladas, o que representa um expressivo crescimento de 51,04% em relação a julho de 2024.

Cargas conteinerizadas

A movimentação nos portos brasileiros registrou alta, impulsionada principalmente pelos recordes nas cargas conteinerizadas, nos granéis sólidos e nas cargas gerais.

As cargas conteinerizadas alcançaram 13,9 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 3,32% em comparação com julho do ano passado. Desse total, os portos movimentaram 9,3 milhões de toneladas em longo curso, 4,5 milhões por cabotagem e 0,1 milhão por navegação interior e apoio portuário.

Por sua vez, os granéis sólidos lideraram a movimentação portuária, representando 61,4% do total. Ao todo, somaram 76,6 milhões de toneladas, o que corresponde a um avanço de 3,73%.

Além disso, a carga geral também apresentou crescimento. Com 5,4 milhões de toneladas movimentadas, registrou uma alta de 0,89% no sétimo mês do ano. Por fim, os granéis líquidos somaram 28,8 milhões de toneladas em julho, registrando o maior crescimento percentual entre todas as categorias: 6,38%.

Principais mercadorias

Entre os principais destaques percentuais das mercadorias movimentadas em julho, estão:

  • Resíduos da Extração do Óleo de Soja: Crescimento de 23,71%, com 2,2 milhões de toneladas movimentadas.
  • Soja: Alta de 21,72%, totalizando 13,1 milhões de toneladas movimentadas.
  • Sal: Aumento de 19,62%, com 0,6 milhão de toneladas movimentadas.

Brasil e China promovem Fórum de Cooperação Financeira para ampliar relações bilaterais

0
Rio de Janeiro (RJ), 25/08/2025 – A embaixadora Tatiana Rosito, secretária de Relações Internacionais do Ministério da Fazenda, debate mudanças climáticas e soluções no Rio Climate Action Week, no Museu do Amanhã. CHINA
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Na terça-feira (16), São Paulo sediou o 2° Fórum de Cooperação Financeira Brasil-China, seguido pela 11ª Reunião da Subcomissão Econômico-Financeira Brasil-China da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), durando até esta quarta-feira (17).

O evento contou com presença de representantes governamentais, bancos centrais, reguladores, setor privado e entidades empresariais dos dois países.

Objetivos e pautas

A iniciativa busca ampliar a conectividade financeira, mobilizar recursos privados para investimentos em infraestrutura e sustentabilidade, facilitar transações em moedas locais e ouvir as demandas do setor privado.

Segundo Tatiana Rosito, chefe da delegação brasileira, o fórum busca “estruturar os trabalhos de forma a aprofundar o conhecimento mútuo sobre os mercados, explorar suas potencialidades, ampliar a conectividade financeira e mobilizar recursos privados para o financiamento sustentável”.

O presidente do Conselho Empresarial Brasil China (CEBC), Luiz Augusto de Castro Neves, destacou que a facilitação de pagamentos e investimentos em yuan e real é uma nova fronteira para os mercados, com potencial para expandir a integração financeira.

“Temos avançado na facilitação das transações em moedas locais, que têm o potencial de reduzir custos, mitigar riscos cambiais e expandir os laços financeiros entre empresas de ambos os países”, disse.

Agenda estratégica

Os fóruns também servem como subsídio à agenda governamental e às iniciativas de financiamento climático, fortalecimento de bancos multilaterais (NDB, AIIB), e maior coordenação no BRICS.

Expectativas incluem acordos de colaboração regulatória, novas oportunidades em fundos bilaterais e participação ampliada de bancos e seguradoras dos dois países.

A delegação brasileira contou com integrantes dos ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura, da Casa Civil, do IPEA, do BNDES, da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Já a comitiva chinesa tem representantes do Ministério das Relações Exteriores, da Administração Nacional de Regulação Financeira, da Comissão de Regulação de Valores Mobiliários, do Banco de Desenvolvimento da China e do Banco de Importação-Exportação da China.

Câmara aprova PEC das prerrogativas parlamentares, com foro privilegiado para presidentes de partidos

0
Discussão e votação de propostas legislativas. Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REPUBLICANOS - PB)
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (16) a PEC das prerrogativas parlamentares (PEC 3/2021), que limita as ações do Judiciário sobre o Legislativo. A PEC traz de volta a necessidade de aval da Câmara ou do Senado para que o Supremo Tribunal Federal (STF) processe parlamentares. A regra foi estabelecida na Constituição de 1988, mas foi derrubada por emenda constitucional em 2001.

O texto também amplia o foro privilegiado e a necessidade de autorização da Casa para processos criminais e prisão de parlamentares.

O projeto segue para análise do Senado Federal.

Esta matéria foi publicada primeiro no Arko Alerta, exclusivo para clientes Arko Advice. Para saber como receber, CLIQUE AQUI.

Foro privilegiado

O texto aprovado insere presidentes de partidos políticos no rol de autoridades públicas a serem julgadas e processadas pelo STF em caso de infrações comuns. Atualmente, o foro privilegiado já vale para presidente da República, vice-presidente, parlamentares, ministros e Procurador-Geral da República.

Prisão

Parlamentares não poderão ser presos ou processados criminalmente, salvo em flagrante de crime inafiançável, sem prévia licença da Casa que pertencem. Essa licença será aprovada por meio da votação secreta, com apoio da maioria absoluta dos membros e deliberada em período de noventa dias contados a partir da ordem do STF.

Em caso de flagrante inafiançável, o texto aprovado permite que os autos sejam apreciados pela respectiva Casa, para que a prisão seja autorizada.

Porque importa

A PEC é vista como uma resposta dos partidos de centro a processos no STF contra parlamentares, como Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Daniel Silveira (PTB-RJ). A redução do poder do Supremo também é colocada na conta do julgamento e condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Durante a votação, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o texto é um compromisso com a autonomia e fortalecimento do mandato parlamentar.

Por mais que o governo tenha liberado a bancada, o PT, por outro lado, orientou contra a proposta, o que pode interferir na votação da MP da Tarifa Social (MP 1.300/25), que precisa ser votada até hoje (17), último dia de validade.

Projeto que limita dívida consolidada da União pode ser discutido na próxima semana

0
Senador Renan Calheiros (MDB-AL) — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou, nesta terça-feira (16), que o projeto que limita a dívida consolidada da União (PRS 8/25) estará na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da próxima semana.

O projeto determina que em quinze anos, contados a partir do exercício seguinte ao de publicação da Resolução, a dívida consolidada da União não poderá exceder a quatro vezes a receita corrente líquida.

Esta matéria foi publicada primeiro no Arko Alerta, exclusivo para clientes Arko Advice. Para saber como receber, CLIQUE AQUI.

Segundo o parecer, hoje a dívida consolidada da União é da ordem de R$ 10 trilhões e a receita corrente líquida da União é da ordem de R$ 1,4 trilhões, ou seja, a dívida consolidada da União representa hoje 7,14 vezes a receita corrente líquida.

Cartão do SUS começa a ser unificado com CPF

0
Brasília (DF), 15/09/2025 – Os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, durante apresentação do cronograma de adoção do CPF como identificador único do cidadão no Sistema Único de Saúde (SUS)
Foto: Adalberto Marques

A partir desta terça-feira (16), o Cartão Nacional de Saúde (CNS) exibirá nome e CPF do usuário, substituindo o número antigo. A ação de unificação foi anunciada em 16 de setembro pelos ministérios da Saúde e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI).

A previsão é que até abril de 2026 sejam inativados 111 milhões de cadastros, dos 340 milhões registrados até julho, quando 54 milhões já haviam sido suspensos.

“Não há sistema nacional de saúde público que tenha o volume, a diversidade e a complexidade dos dados que tem o SUS”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT).

Higienização da bases

O processo de limpeza do CadSUS envolve a exclusão de registros inconsistentes, duplicados ou sem CPF, que são analisados para inativação. Atualmente, restam 286,8 milhões de cadastros ativos, dos quais 246 milhões estão vinculados ao CPF e 40,8 milhões sem CPF em análise.

Pacientes sem CPF continuarão a ser atendidos normalmente pelo SUS, com cadastro temporário para casos emergenciais e populações especiais, como indígenas e estrangeiros.

“Não estamos deixando ninguém para trás. As pessoas que não têm CPF ainda vão continuar a ser atendidas”, confirmou Padilha.

Integração tecnológica

O Ministério da Saúde realizará a adequação dos sistemas, como Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), para operarem com CPF como identificador único do paciente.

A integração ao CPF permitirá interoperabilidade e compartilhamento seguro de informações com outros órgãos, incluindo IBGE e CadÚnico, melhorando o monitoramento, gestão e combate a fraudes no SUS.

Alexandre Padilha destacou a complexidade, afirmando que “estamos dando um passo muito decisivo para uma revolução tecnológica no Sistema Único de Saúde. Não é simples o que estamos fazendo”. O ministro também citou como exemplo o sistema inglês de saúde pública, que levou 10 anos para implementar a iniciativa.

A ministra Esther Dweck ressaltou o CPF único como peça-chave para a transformação digital do Estado e como facilitador do acesso e personalização dos serviços públicos.

“A ideia é termos um Estado digital, inclusivo, confiável, eficiente e resiliente, preparado para servir melhor hoje e, também, para transformar com responsabilidade o futuro”, ressaltou.

Portos brasileiros registram maior volume histórico de cargas

0
Foto: Diego Baravelli/MInfra

Em julho, os portos brasileiros registraram o maior volume mensal de cargas da história, transportando 124,7 milhões de toneladas. Desse total, 73% corresponderam à navegação de longa distância, que inclui exportação e importação, e 20% referiram-se à cabotagem, ou seja, ao transporte entre portos brasileiros.

Além disso, nos primeiros sete meses do ano, os portos movimentaram 780,4 milhões de toneladas de cargas, um volume 1,76% maior do que o registrado no mesmo período de 2024.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o governo federal vem atuando para ampliar as concessões e fortalecer a infraestrutura nacional. Além disso, ele destacou que o foco principal é garantir segurança jurídica e atrair novos investimentos.

“Essa política, liderada pelo presidente Lula, vem aumentando a capacidade dos portos e fortalecendo as exportações do Brasil”.

Principal carga transportada

A principal carga transportada foi de granéis sólidos, como minerais e vegetais, totalizando mais de 76,6 milhões de toneladas. Além disso, todos os tipos de carga registraram aumento em julho, em comparação com o mesmo mês de 2024.

O ministério informou que os granéis líquidos, especialmente combustíveis, cresceram 6%. Da mesma forma, a movimentação de granéis sólidos aumentou quase 4%. Além disso, a carga em contêineres teve um crescimento de 3% no período.

“O volume de carga geral foi 0,9% superior ao registrado em julho do ano passado”, informou o ministério.