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Com projeto do Imposto de Renda travado na Câmara, texto alternativo deve avançar no Senado

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CAE - Comissão de Assuntos Econômicos Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) realiza reunião deliberativa com 6 itens. Entre eles, o PL 4.871/2024, que dispõe sobre os direitos da pessoa natural usuária de serviços financeiros. Mesa: presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL). Imposto de Renda, IR
Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) realiza reunião deliberativa com 6 itens. Entre eles, o PL 4.871/2024, que dispõe sobre os direitos da pessoa natural usuária de serviços financeiros. Mesa: presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que irá pautar para a próxima semana a discussão do projeto que isenta do IR ganhos até R$ 4.990 (PL 1.952/19) – equivalente a aproximadamente cinco salários-mínimos do ano de 2019. A decisão do presidente ocorre enquanto o projeto que isenta ganhos até R$ 5 mil (PL 1.087/25) está travado na Câmara.

Renan Calheiros afirmou ainda que avocou a relatoria da proposta, atitude tomada também por seu antecessor na presidência da Comissão, senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

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Segundo Calheiros, o novo relatório deve absorver alguns pontos do projeto que tramita na Câmara, como as compensações para a renúncia fiscal. O senador disse ainda que o novo texto não vai proibir tributação de bets, nem limitar a tributação de fundos isentos e de remessas ao exterior.

Vale apontar que esses dois últimos trechos foram alterados pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), relator do PL 1.087/25 na Câmara e adversário político de Calheiros.

O que diz o projeto inicial

O texto é de autoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM) e inicialmente propõe alterar a tabela progressiva do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF), tributar lucros e dividendos pagos por pessoas jurídicas (incluindo microempresas), eliminar a dedutibilidade do Juros sobre Capital Próprio (JCP), e reduzir a alíquota do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ). Além disso, o projeto também finda a isenção do IR sobre certos ativos financeiros.

Desemprego cai para 5,6%, menor nível da série histórica

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carteira de trabalho, CLT
Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

O IBGE divulgou nesta terça-feira (16) que a taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,6% no trimestre encerrado em julho de 2025, o menor patamar desde o início da série histórica em 2012.

No trimestre móvel anterior, a taxa era de 5,8%. A população desocupada somava 6,118 milhões, o menor contingente desde 2013. O total de ocupados alcançou 102,4 milhões.

O número de trabalhadores com carteira assinada atingiu recorde, somando 39,1 milhões. Apesar da redução da taxa de informalidade para 37,8%, o total de trabalhadores sem vínculo formal foi de 38,8 milhões, um leve aumento em relação ao trimestre anterior. A informalidade diminuiu devido ao aumento do emprego formal, de acordo com analistas do IBGE.

“O mercado se mostra aquecido, resiliente, com características de um mercado em expansão. O estoque de pessoas fora da força de trabalho vem diminuindo”, diz William Kratochwill, analista da pesquisa.

Crescimento

Os setores que puxaram o crescimento da ocupação de maio a julho foram:

  • Administração pública, saúde, educação e serviços sociais (+522 mil)

  • Serviços de informação, comunicação, finanças e administração (+260 mil)

  • Agropecuária, pecuária, pesca e aquicultura (+206 mil).

O rendimento médio real habitual ficou em R$ 3.484, próximo ao recorde do trimestre anterior. A massa de rendimentos atingiu R$ 352,3 bilhões, alta de 2,5% no trimestre e 6,4% no ano.

Câmara vota hoje (16) PEC das Prerrogativas, ampliando foro privilegiado a presidentes de partido

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Câmara dos Deputados
Foto; Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O deputado Cláudio Cajado (PP-BA) foi designado relator da proposta que amplia imunidade e prerrogativas de parlamentares (PEC 3/21). A matéria estará na pauta desta terça-feira (16) do plenário da Casa, de acordo com o próprio presidente Hugo Motta (Republicanos-PB).

O projeto esclarece que o foro privilegiado, que remete julgamentos ao Supremo Tribunal Federal (STF), vale para crimes cometidos durante o mandato. O texto também vincula a manutenção de prisão de parlamentares em flagrante e por crime inafiançável à decisão da maioria do Plenário da Casa a que ele é vinculado.

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O novo texto amplia o foro privilegiado a presidentes nacionais de partidos políticos que elegeram deputados.

“Hoje os partidos políticos com representação na Câmara são ativistas na política”, justificou Cajado.

Atualmente, cabe ao STF processar e julgar o presidente da República, o vice-presidente, deputados federais, senadores, seus próprios ministros e o procurador-geral da República.

Lula cumpre agenda oficial na 80ª Assembleia Geral da ONU na próxima semana

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Nova York (NY), 24/09/2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a Abertura do Debate Geral da 79ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, no Salão da Assembleia Geral, da Sede das Nações Unidas (ONU).
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula (PT) participará, entre 22 e 24 de setembro, da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), em Nova York. Acompanhado do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e de uma comitiva de ministros e técnicos do governo, Lula será o responsável pelo discurso de abertura do Debate Geral, no dia 23, mantendo a tradição brasileira iniciada em 1955.

A sessão deste ano tem como tema “Melhor Juntos: 80 Anos e mais para paz, desenvolvimento e direitos humanos”, em referência ao aniversário da ONU. Além do pronunciamento no plenário, Lula terá reuniões bilaterais com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e outros chefes de Estado e de governo.

Agenda paralela

No dia 22, o presidente participará da Conferência Internacional de Alto Nível sobre a Questão Palestina, convocada por França e Arábia Saudita. Em 23 de setembro, ao lado de Guterres, integrará um encontro de alto nível sobre ação climática, voltado à preparação para a COP30, marcada para novembro em Belém (PA). Na ocasião, o governo brasileiro apresentará o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), iniciativa de financiamento voltada à preservação das florestas tropicais.

Já no dia 24, Lula copresidirá, com os presidentes Gabriel Boric (Chile) e Pedro Sánchez (Espanha), a segunda edição do evento “Em Defesa da Democracia”, que reúne líderes de diferentes países para debater cooperação multilateral, enfrentamento à desinformação e defesa das instituições democráticas.

A delegação brasileira também participará de encontros sobre reforma do Conselho de Segurança da ONU, mudanças climáticas, segurança alimentar, saúde global e desenvolvimento sustentável, além de reuniões de grupos multilaterais como BRICS, G77/China e L.69.

Análise: Relatório do PLP nº 108/24 traz mudanças importantes

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Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) apresentou, na última semana, o relatório ao projeto que regulamenta o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços – IBS (PLP nº 108/24). Além de regular essa etapa, o relator promoveu mudanças significativas na Lei Complementar (LC) nº 214, que regulamentou a Reforma Tributária. Veja, a seguir, as principais alterações:

Split payment

O mecanismo de split payment foi amplamente detalhado e ajustado para garantir efetividade sem burocratizar excessivamente as operações. Foram estabelecidos dois modelos: o padrão e o simplificado.

A principal inovação foi a flexibilização para operações originadas pelo recebedor dos recursos (ex.: compras governamentais), permitindo que a vinculação entre a operação e a transação de pagamento seja feita posteriormente no documento fiscal, e não necessariamente no ato da operação. Isso confere agilidade operacional, especialmente em ambientes digitais. Além disso, foram criadas penalidades não tributárias específicas para os prestadores de serviços de pagamento que descumprirem as obrigações de segregar e recolher os tributos, visando garantir a eficácia desta que é considerada uma pedra angular da reforma para combater a sonegação.

Sobre o split payment em devolução ou cancelamento de operações, o relatório promove alterações para contemplar soluções como apropriação ou estorno de créditos e débitos, e regras para split payment em casos de devolução ou cancelamento.

Serviços financeiros e alíquotas

Foram realizados diversos ajustes técnicos no regime específico dos serviços financeiros. Após cálculos realizados pela equipe econômica, a alíquota efetiva do setor financeiro será incorporada diretamente no texto da lei, trazendo segurança jurídica e evitando judicialização futura.

Na primeira fase da reforma, a opção do Congresso foi prever alíquotas anuais estabelecidas por regulamento infralegal, em ato conjunto do ministro da Fazenda e do Comitê Gestor do IBS (CGIBS). Contudo, como os critérios já estavam estabelecidos, o senador Eduardo Braga decidiu antecipar a decisão e registrar as taxas. Fica estabelecido então que a soma das alíquotas do IBS e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) incidentes sobre os serviços financeiros corresponderá a: 10,85%, em 2027 e 2028; 11,00%, em 2029; 11,15%, em 2030; 11,30%, em 2031; 11,50%, em 2032; e 12,50%, em 2033.

No caso de serviços financeiros sobre os quais incida o ISS, a soma das alíquotas previstas será reduzida em: 2 pontos percentuais (p.p.) em 2027 e 2028; 1,8 p.p. em 2029; 1,6 p.p. em 2030; 1,4 p.p. em 2031; e 1,2 p.p. em 2032.

Regime imobiliário

O regime específico para o setor imobiliário passou por aprimoramentos de redação e de técnica. Foi explicitado que o “redutor de ajuste” para imóveis adquiridos a partir de 2027 de não contribuintes terá como base o valor de aquisição. Para evitar dúvidas, ficou claro que as pessoas físicas só se tornarão contribuintes do regime regular se, no ano anterior, sua receita com locação exceder R$ 240 mil e se tiverem mais de três imóveis, aplicando-se as regras de hotelaria para imóveis residenciais alugados por até 90 dias.

Além disso, foi explicitado que locação, arrendamento e cessão temporária de bens materiais serão enquadrados como operações com bens, e não como serviços, para fins de incidência do IBS e da CBS.

Segundo o relator, essa modificação confere segurança jurídica tanto a sujeitos ativos quanto passivos, além de reduzir potenciais conflitos de interpretação. Por fim, na primeira etapa da regulamentação da reforma, foi criado um redutor social de R$ 600 para aluguel de imóveis para uso residencial. Agora, o relatório esclarece que esse valor é aplicável “por mês, por bem imóvel”.

Bebidas açucaradas e venda em hotéis e parques

Foi acolhida emenda para incluir as bebidas açucaradas no mesmo escalonamento progressivo de alíquotas do Imposto Seletivo (IS) previsto para bebidas alcoólicas e produtos fumígenos, entre 2029 e 2033. A medida busca evitar um aumento abrupto da carga tributária e garantir tratamento isonômico aos produtos. Sobre a venda de alimentos e bebidas em hotéis e parques temáticos, foi inserido um trecho que determina, explicitamente, que essas operações observarão as regras do regime específico de bares e restaurantes, assegurando neutralidade e evitando-se distorções concorrenciais, já que a redução de alíquota é a mesma (40%) em ambos os regimes.

Combustíveis e lubrificantes

Foram incluídas as correntes de gasolina e diesel no regime monofásico para combater a sonegação, especialmente diante da venda fraudulenta de nafta como se fosse diesel ou gasolina. Em contrapartida, foi admitido o adiamento da inclusão do gás combustível (natural, biometano e GNV) no regime específico. A justificativa é a impossibilidade operacional atual de se identificar o tipo de uso do gás – se para termelétrica, residência, indústria etc. – na saída da processadora, o que é necessário para se fixar a alíquota ad rem. O risco de sonegação na cadeia do gás é considerado menor, permitindo, por ora, a manutenção do regime geral de débitos e créditos.

Apesar de mudanças altamente técnicas e complexas, o tempo extenso de discussão e de articulação sobre a proposta com os outros senadores deve fazer com que o projeto não sofra rejeição nem na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado nem no plenário da Casa. A expectativa é de que o texto seja votado na próxima quarta-feira (17). Apesar da tendência de consenso e do acordo em torno da maior parte da proposta, alguns pontos sobre a administração e os cargos do Comitê Gestor podem ser decididos no voto.

Famílias mais pobres sentiram queda maior na inflação em agosto, aponta Ipea

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habitação, favela, moradia
Foto: TV Brasil/Divulgação

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vinculado ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), apurou no boletim mensal Inflação por Faixa de Renda que, em agosto, as famílias mais pobres sentiram com mais intensidade a queda na inflação.

Enquanto isso, o índice oficial registrou deflação de 0,11%, mas o custo de vida para famílias com renda de até R$ 3,3 mil caiu ainda mais, superando 0,20%. Por outro lado, nas famílias com renda mensal acima de R$ 22 mil, a inflação foi positiva, alcançando 0,10%.

O levantamento do Ipea classifica as famílias em seis faixas de renda mensal:

  • Muito baixa: menos de R$ 2.202,02
  • Baixa: entre R$ 2.202,02 e R$ 3.303,03
  • Média-baixa: entre R$ 3.303,03 e R$ 5.505,06
  • Média: entre R$ 5.505,06 e R$ 11.010,11
  • Média-alta: entre R$ 11.010,11 e R$ 22.020,22
  • Alta: acima de R$ 22.020,22

Alimentação e habitação

De acordo com a autora da pesquisa, Maria Andreia Parente Lameiras, as famílias mais pobres sentiram um alívio maior no orçamento em agosto devido ao seu perfil de consumo, que dá mais peso a itens como alimentação e habitação.

A queda no preço dos alimentos e a redução nas tarifas de energia elétrica, impulsionada pelo Bônus de Itaipu, contribuíram para esse resultado.

“O peso desses itens no orçamento explica essa queda mais forte da inflação nos segmentos de renda mais baixa”, afirmou.

O estudo destaca que, em agosto, os alimentos consumidos no domicílio registraram quedas expressivas, especialmente nos preços de:

  • cereais (-2,5%);
  • tubérculos (-8,1%);
  • café (-2,2%);
  • carnes (-0,43%);
  • aves e ovos (-0,8%);
  • leite (-1%).

Por outro lado, para as faixas de renda mais altas, a pesquisadora observa que a deflação nos alimentos e na energia foi parcialmente anulada pela alta nos preços de serviços, principalmente alimentação fora do domicílio e recreação.

Mudanças no cenário

No acumulado dos últimos 12 meses, as famílias mais pobres sentiram a inflação no bolso de forma mais intensa, invertendo o cenário observado em agosto. As taxas de inflação por faixa de renda ficaram assim:

  • Renda muito baixa: 5,23%
  • Renda baixa: 5,33%
  • Renda média-baixa: 5,19%
  • Renda média: 5,08%
  • Renda média-alta: 5,07%
  • Renda alta: 5,00%

Além disso, o IPCA acumulado atingiu 5,13%, ultrapassando o teto da meta do governo, que é 3% ao ano, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, até 4,5%.

O Ipea destaca que, nesse período, “as principais pressões inflacionárias vieram dos grupos alimentos e bebidas, habitação, transportes e saúde e cuidados pessoais”, afirmou o instituto.

TCU determina à Casa Civil mais transparência na execução de obras do PAC

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Brasília (DF), 27/05/2025 - Trabalhadores no trecho subterrâneo das obras do Cinturão das Águas do Ceará, parte do Projeto de Integração do São Francisco. Novo PAC
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em sua reunião plenária de quarta-feira passada (10), o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que a Casa Civil da Presidência da República adote melhorias na execução do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O tribunal identificou que é necessário ampliar a transparência em pontos como o critério de seleção de projetos, a atuação da própria Casa Civil, o acompanhamento das obras, as informações divulgadas no site do programa, a classificação das fontes de financiamento e a aderência das escolhas de projetos às políticas públicas e aos planos do governo.

Para o TCU há falhas na expansão da rede federal de educação profissional, científica e tecnológica. O processo de acompanhamento do programa é relatado pelo ministro Antonio Anastasia.

O ministro examinou o andamento do programa de investimento com recursos públicos e privados, na forma de parcerias público-privadas (PPPs), lançado pelo governo em 2023. E determinou a inclusão no portal do Novo PAC, em até 180 dias, de informações detalhadas sobre as ações financiadas por investimentos privados, como valores totais, cronogramas, percentuais de execução, etapas concluídas e previsão de término.

A Casa Civil deverá tornar públicos os indicadores de desempenho capazes de avaliar o progresso das obras, incluindo execução física, cumprimento de prazos e aderência ao orçamento. O TCU sugeriu o desenvolvimento de sistema informatizado para monitorar os mais de 20 mil empreendimentos do programa.

Preocupação no governo

Com orçamento de R$ 1,7 trilhão, o Novo PAC tem sido motivo de preocupação dentro do governo. Isso porque, segundo pesquisa interna, o programa é conhecido por menos da metade da população brasileira – é de apenas 40% o percentual de brasileiros que tem informações sobre o programa.

O índice funcionou como alerta para o Palácio do Planalto. De olho nas eleições presidenciais do ano que vem, o governo passou a cobrar maior mobilização e empenho na comunicação e na divulgação do PAC.

O pedido foi feito em reunião de alinhamento entre equipes ministeriais há dez dias. O encontro foi organizado pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, para apresentar o novo slogan da gestão federal: “Governo do Brasil do lado do povo brasileiro”.

Em reunião com Lula, 99 anuncia investimento de R$ 2 bilhões e expansão para 35 cidades até 2026

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15.09.2025 – Encontro com o fundador e CEO da Didi 99, Will Wei Cheng Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o fundador e CEO da Didi 99, Will Wei Cheng. Palácio do Planalto, Brasília – DF
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Durante reunião com o presidente Lula (PT), nesta segunda-feira (15), executivos da 99 — controlada pela chinesa DiDi — anunciaram investimento de R$ 2 bilhões até junho de 2026 na plataforma de delivery 99Food.

O objetivo da empresa é ampliar a presença do serviço, atualmente restrito a Goiânia e São Paulo, para 15 cidades até o fim de 2025 e mais 20 cidades até janeiro de 2026, totalizando 35 mercados atendidos.

Recursos para entregadores e infraestrutura

Do total investido, R$ 50 milhões vão para a instalação de pontos de apoio aos entregadores em todas as capitais, oferecendo locais de descanso, banheiros, água e recarga de telefones.

Além disso, o pacote contempla R$ 6 bilhões em benefícios para entregadores, como crédito para compra e aluguel de motos e bicicletas elétricas.

“Poucos mercados combinam escala, inovação e oportunidade como o brasileiro. Estamos confiantes de que a 99Food pode se tornar uma plataforma capaz de transformar a experiência de delivery. Ao dobrar nosso compromisso, não estamos apenas investindo em crescimento, mas em construir um ecossistema mais justo e inclusivo para milhões de brasileiros”, afirmou o CEO da DiDi, Will Cheng.

Projeto no Senado pode permitir venda de medicamentos em marketplaces

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medicamento, farmácia, remédio
Foto: Arquivo/Agência Brasil

O projeto que trata da venda de medicamentos em supermercados (PL 2.158/23) pode permitir também que esses produtos sejam vendidos em marketplaces. Isso porque há um trecho da proposta que permite a farmácias e drogarias contratar canais digitais e plataformas de comércio eletrônico “para fins de logística e entrega ao consumidor”.

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Segundo apuração da Arko Advice, a ideia é que, após a aprovação da matéria, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regule as regras. Por exemplo, se remédios com venda controlada poderão ser comercializados através dessas plataformas.

Segundo fontes, o governo não emitiu orientação oficial sobre o projeto, mas o Ministério da Saúde está de acordo com o texto e deu “sinal verde” para deliberação da proposta.

MP que taxa LCI e LCA enfrenta resistência e tem análise adiada no Congresso

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Dep. Carlos Zarattini (PT - SP).
Foto: Gerdan Wesley / Câmara dos Deputados

A MP que propõe a tributação de investimentos hoje isentos de Imposto de Renda (MP 1.303/25), teve sua análise adiada na comissão mista do Congresso Nacional. A apresentação do parecer, antes prevista para esta semana, foi postergada para a próxima, em meio a um cenário de intensa negociação.

A proposta é parte de um esforço do governo para aumentar a arrecadação, que inclui também o aumento da taxação sobre apostas online (de 12% para 18%) e sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP), de 15% para 20%.

O relator da matéria, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), já sinalizou que a lista de papéis taxados será alterada, com a manutenção da isenção para as debêntures de infraestrutura. Parlamentares também condicionam a aprovação da MP à apresentação de medidas de corte de gastos pelo governo, e a expectativa é que o texto seja profundamente modificado, com grandes chances de a tributação sobre os ativos isentos ser derrubada.

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O que propõe a MP 1.303/25?

A medida principal acaba com a isenção de Imposto de Renda para uma série de títulos, que passariam a ser tributados com uma alíquota de 5%. A lista inclui Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA).

Os Fundos de Investimento Imobiliário (FII) e do Agronegócio (Fiagro) também perdem a isenção para pessoas físicas, passando a ter uma alíquota de 5% sobre os rendimentos. A regra vale para fundos com no mínimo 100 cotistas e não se aplica em casos de concentração de cotas (quando um investidor ou grupo familiar detém um percentual relevante do fundo), situações em que a alíquota sobe para 17,5%.

A MP também unifica a tributação para outras aplicações financeiras, estabelecendo uma alíquota única de 17,5% sobre os rendimentos anuais. Atualmente, as alíquotas são regressivas e variam de 22,5% a 15%, dependendo do tempo da aplicação.

Vigência e Arrecadação

Por se tratar de uma alteração no Imposto de Renda, as novas regras, se aprovadas, só entrarão em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026. Os títulos emitidos até 31 de dezembro de 2025 continuarão com a isenção garantida. O texto também prevê a possibilidade de compensar perdas com ganhos em diferentes aplicações a partir de 2026.

Com a medida, o governo projeta uma arrecadação de R$ 2,6 bilhões em 2026, R$ 3,4 bilhões em 2027 e R$ 3,6 bilhões em 2028.