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Comissão do Senado aprova projeto que estabelece direitos para os usuários de serviços financeiros

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Foto: Reprodução
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta terça-feira (23), o projeto que dá direitos aos usuários de serviço financeiro, e prevê a concessão de crédito com juros reduzido (PL 4.871/24). Segundo o relatório do senador Eduardo Braga (MDB-AM), o trabalhador poderá escolher em qual banco receberá o salário. O projeto agora segue para o plenário da Casa.

Portabilidade salarial automática

Essa medida permite que qualquer pessoa transfira seu salário, aposentadorias e similares para a conta do banco de sua escolha, sem a necessidade de autorização do empregador. As instituições financeiras serão obrigadas a oferecer essa opção por canais digitais e acatar a solicitação em até dois dias úteis, promovendo maior liberdade e concorrência no mercado.

Débito automático entre instituições

O projeto garante também ao tomador de crédito a prerrogativa de solicitar que parcelas de operações de crédito sejam debitadas diretamente de contas em diferentes bancos.

Crédito com juros reduzidos

O texto cria ainda uma modalidade especial de crédito com juros reduzidos. Para acessar essa opção, os consumidores poderão aceitar condições que ampliam os direitos do credor, como a prova de mora e a citação via mensagens eletrônicas, e a irrevogabilidade do débito automático até a quitação da dívida.

Direito à informação e transparência

O projeto exige das instituições financeiras a comunicação prévia de, no mínimo, 30 dias sobre alterações nas taxas de juros de modalidades de crédito pré-aprovadas e rotativas, além da disponibilização de mecanismos digitais para cancelamento contratual.

Brasil e 16 líderes globais assinam carta por transição energética justa

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Foto: Miguel Ângelo/CNI

O presidente Lula (PT) e outros 16 chefes de Estado e de governo assinaram uma carta conjunta em defesa de uma transição energética justa e equitativa. A divulgação do documento está prevista para ocorrer em Nova Iorque, durante a abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) e, ao mesmo tempo, durante a realização da New York Climate Week, o que reforça a centralidade do tema na agenda internacional.

No documento, os líderes ressaltam a urgência de acelerar a produção e o consumo de fontes de energia limpa. Além disso, o texto reafirma os compromissos firmados durante a COP28 e, simultaneamente, lança as bases para as discussões previstas na COP30, que será realizada em novembro, na cidade de Belém.

O texto também destaca que os investimentos em energia limpa já superam aqueles destinados aos combustíveis fósseis. No entanto, os líderes alertam para as desigualdades regionais, já que países africanos e asiáticos continuam recebendo volumes significativamente menores de financiamento.

Fórum Global de Transições Energéticas

Os líderes também anunciaram a criação do Fórum Global de Transições Energéticas, um espaço de cooperação entre governos, bancos, empresas e instituições internacionais. O objetivo do fórum é ampliar investimentos, reduzir riscos e apoiar os países em desenvolvimento.

Além disso, o grupo estabeleceu a meta de instalar 11 terawatts de capacidade em energias renováveis até 2030, assim como triplicar a geração limpa e dobrar a eficiência energética dentro do mesmo período.

Por fim, o texto ressalta a necessidade de reformar a arquitetura financeira global para garantir que os compromissos climáticos se traduzam em ações concretas. Os signatários alertam que esta década é decisiva para construir um futuro sustentável, equitativo e próspero.

Países que assinaram

Assinam o documento representantes de diversos países e organizações, incluindo:

  • Austrália
  • Bangladesh
  • Barbados
  • Brasil
  • Canadá
  • República Democrática do Congo
  • Comissão Europeia
  • Granada
  • Haiti
  • Jamaica
  • Quênia
  • Noruega
  • Santa Lúcia
  • São Vicente e Granadinas
  • África do Sul
  • Emirados Árabes Unidos
  • Reino Unido
  • Uruguai

Além da Agência Internacional de Energia e da Agência Internacional de Energia Renovável.

Trump diz ter “química excelente” com Lula e anuncia reunião bilateral

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Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende se encontrar com o presidente Lula (PT) na próxima semana. Ele disse que teve uma “química excelente” com o colega brasileiro, elogiando-o ainda como “um homem muito agradável”.

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Trump afirmou que ambos concordaram em se encontrar na próxima semana, em meio a um cenário de tensão entre os dois países que envolvem ações colocadas em prática pelo próprio presidente norte-americano, como o tarifaço de 50% imposto ao Brasil e a aplicação da Lei Magnitsky e demais sanções ao Poder Judiciário brasileiro, em especial contra a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi apontado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como líder da tentativa de golpe de Estado.

“Encontrei o líder do Brasil ao entrar aqui e falei com ele. Nos abraçamos. As pessoas não acreditaram nisso. Nós concordamos que devemos nos encontrar na próxima semana. Foram cerca de 20 segundos. Conversamos e concordamos em conversar na próxima semana”, afirmou.

A fala de Trump foi feita em seu discurso na 80ª Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (23). Lula foi o primeiro chefe de Estado a discursar, uma tradição do evento.

“Eu gosto dele e ele gosta de mim. E eu gosto de fazer negócios com pessoas que eu gosto. Quando eu não gosto de uma pessoa, eu não gosto. Mas tivemos, ali, esses 30 segundos. Foi uma coisa muito rápida, mas foi uma química excelente. Isso foi um bom sinal”, disse Trump.

Críticas de Trump ao Brasil

Trump justificou as tarifas como uma defesa da soberania e segurança dos EUA contra países que, segundo ele, “tiraram vantagens por décadas”. Ele acusou o Brasil de cobrar tarifas “imensas e injustas” sobre produtos norte-americanos e de interferir nos direitos e liberdades dos cidadãos americanos, alegando “censura, repressão e uso do sistema judicial como arma”.

“Fiz isso porque, como presidente, eu defendo a soberania e os direitos de cidadãos americanos”, afirmou.

Trump também alertou que o Brasil poderá “se dar bem” se trabalhar em conjunto com os EUA, afirmando: “Sem a gente, eles vão falhar como outros falharam”.

“Deputado Home Office”: Projeto quer impedir exercício de mandato fora do Brasil

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Alencar Santana
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O chamado “mandato home office” ganhou um protagonismo ainda mais forte essa semana na Câmara dos Deputados. A prática, que permite a atuação parlamentar a distância, motivou o deputado Alencar Santana (PT-SP), primeiro-vice-líder do governo, a apresentar  um projeto de resolução (PRC 73/2025) para deixar claro que o exercício do mandato deve ocorrer em território nacional.

Alteração regimental

O texto altera o Regimento Interno e o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, para reforçar a territorialidade como princípio do mandato, além de regulamentar os casos de afastamento para o exterior. Em situações não autorizadas, caberá à Mesa Diretora acionar o Conselho de Ética para avaliar a suspensão do parlamentar.

A iniciativa tem como pano de fundo a ausência prolongada do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que, segundo Alencar, está fora do país há mais de seis meses, período no qual teria recebido mais de R$ 1,5 milhão em recursos públicos.

“Temos que acabar com esse precedente, por respeito ao Congresso Nacional e, sobretudo, à sociedade brasileira”, afirmou o petista.

Na avaliação do autor, o projeto busca evitar a consolidação de um modelo de “mandato remoto”, que poderia fragilizar a função representativa do Legislativo. “Ao regulamentar o afastamento para o exterior e reforçar a territorialidade do mandato, a Câmara rejeita qualquer relativização de suas atribuições e reafirma sua dimensão nacional”, destacou Santana.

Hugo Motta barra Eduardo Bolsonaro como líder da minoria

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Eduardo Bolsonaro
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), indeferiu oficialmente a indicação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como líder da minoria, conforme publicação no Diário Oficial da Câmara desta terça-feira (23).

O parecer da Secretaria-Geral da Mesa (SGM) destacou que Eduardo não comunicou previamente sua ausência do território nacional, em descumprimento ao Regimento Interno da Casa, e ressaltou que a liderança demanda presença física, participação em plenário, comissões e reuniões do colégio de líderes, sendo impossível o exercício remoto dessa função.

“Evidencia-se a incompatibilidade do exercício da Liderança da Minoria na Câmara dos Deputados pelo Deputado Federal Eduardo Bolsonaro, visto que se encontrar ausente do território nacional não tendo atendido ao disposto no art. 228 do RICD”, diz o parecer.

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Motivações

A oposição havia indicado Eduardo Bolsonaro para a liderança da minoria na semana passada. como estratégia para evitar a contabilização de suas faltas e consequente perda do mandato, já que líderes em missão oficial têm ausências justificadas, conforme ato da Mesa Diretora.

“Não obstante ser o exercício do mandato inerentemente presencial, a função de Líder o é com ainda maior intensidade. A ausência física do parlamentar do país o impede de exercer prerrogativas e deveres essenciais à Liderança, tornando seu exercício meramente simbólico e em desacordo com as normas regimentais”, aponta o parecer.

Desdobramentos

Além do risco de cassação por faltas, Eduardo Bolsonaro também foi denunciado nesta segunda-feira (22) pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo.

O Conselho de Ética da Câmara pautou também a abertura de processo contra o parlamentar por quebra de decoro e articulação contra autoridades brasileiras durante sua estadia no exterior.

Análise: Anistia pode tomar lugar de PEC das Prerrogativas

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Foto: Roque de Sá/Agência Senado

A Câmara dos Deputados aprovou, na semana passada, a PEC das Prerrogativas, que blinda deputados e senadores de processos sem prévia autorização das Casas Legislativas. A matéria tem sido duramente criticada por especialistas e nas redes sociais. Além disso, senadores também se manifestaram contra a proposta. No momento, a maior probabilidade é de que o texto fique estagnado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. A CCJ é presidida por Otto Alencar (PSD-BA), que compõe a base do governo.

Entretanto, dois fatores pressionariam o presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), a dar andamento ao texto: a votação expressiva na Câmara; a preservação da prerrogativa de imunidade parlamentar para discursos e opiniões, defendida por senadores da oposição. A oposição também pressiona Alcolumbre para travar o que considera abusos do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o Legislativo, e a PEC seria uma dessas medidas.

Outro projeto, porém, pode satisfazer a oposição nessa mesma linha: a anistia aos presos pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. A Câmara aprovou, na semana passada, urgência ao projeto que pode anistiá-los. O relator escolhido para a matéria foi o deputado Paulinho da Força, presidente do Solidariedade. Segundo ele, o texto pode ser votado já nesta semana.

Aprovada na Câmara, a matéria seguirá para o Senado, onde pode enfrentar mais resistência, exigindo uma atuação mais incisiva de Davi Alcolumbre no tema. Com o julgamento e a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o presidente do Congresso estava sendo pressionado nas últimas semanas por um posicionamento em relação à anistia, ao andamento de projetos que limitam o poder do STF e ao impeachment de ministros da Corte. Na última semana, Alcolumbre desabafou em plenário e criticou tanto a ocupação física da Casa por bolsonaristas, no início de agosto, quanto a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.

Apesar disso, Alcolumbre afirmou recentemente que um projeto alternativo à anistia está pronto, mas vai esperar a decisão da Câmara. Focar na dosimetria dos crimes pode facilitar a conciliação, visto que o próprio Alcolumbre já havia indicado que esse seria o caminho que iria propor. A tendência é que a chamada “anistia light” obtenha mais consenso nas duas Casas, trazendo, de algum modo, certa normalidade aos trabalhos e ao andamento de pautas mais estruturantes.

Anac aprova consulta pública para discutir edital para novo leilão do Galeão

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Rio de Janeiro (RJ), 02/10/2023 - Movimento de passageiros no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, após migração de voos operados no Aeroporto Santos Dumont.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou, na quarta-feira passada (17), a proposta de abertura de consulta pública, com duração de 45 dias, sobre o edital do processo competitivo que envolve o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

As minutas dos termos aditivos aos contratos serão submetidas a discussão pública. A concessão da RioGaleão teve remodelação aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) após negociações feitas na SecexConsenso. O novo contrato precisará passar por teste de mercado para o governo verificar se outros agentes têm interesse no ativo.

O processo competitivo a ser aplicado ao Aeroporto do Galeão vem sendo adotado em rodovias federais concedidas. Nesses casos, os contratos em andamento são rediscutidos entre o poder concedente e as concessionárias, sob a supervisão do TCU.

Segundo o diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein, relator do processo com a nova proposta para o aeroporto, “em razão das significativas alterações contratuais, a solução prevê a submissão do contrato repactuado a processo competitivo denominado venda assistida”.

O processo passa pela alienação da totalidade das ações da atual concessionária. Ainda de acordo com o dirigente da Anac, a modelagem está delineada na minuta do edital, “cuja elaboração foi baseada nas diretrizes pactuadas na Comissão de Solução Consensual do TCU”. A atual concessionária poderá participar do certame.

O Galeão foi concedido à iniciativa privada em 2013 e, desde então, passou a ser administrado pela operadora Changi, de Singapura, por meio da concessionária RioGaleão, que tinha a estatal Infraero S.A. como sócia (49%). Em 2022, a concessionária quis encerrar o contrato, solicitando ao governo federal a sua relicitação.

Polo de negócios

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, lançou, na semana passada, o programa Investe + Aeroportos, cujo propósito é incentivar a transformação de terminais concedidos à iniciativa privada em polos de negócios, ampliando receitas além do setor aéreo.

A expectativa é de que o projeto atraia empreendimentos como shoppings, hospitais, escolas, centros logísticos, hotéis e casas de espetáculo, integrando os aeroportos às economias locais e fazendo dos terminais verdadeiros polos de desenvolvimento regional.

“Queremos que os aeroportos sejam não apenas portas de entrada para passageiros e cargas, mas também motores de geração de emprego, renda e oportunidades para a população, atraindo novos negócios e fortalecendo a economia local”, disse o ministro.

Banco Central ressalta Selic em 15% por período ‘bastante prolongado’ em ata do Copom

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Brasília - Começa a quinta reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) (
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, na última quarta-feira (17), manter a Selic em 15% ao ano pela segunda vez consecutiva, maior patamar desde 2006.

A ata do Copom, divulgada nesta terça-feira (23), destaca que a taxa básica de juros deve permanecer nesse nível por um “período bastante prolongado” para garantir a convergência da inflação à meta de 3,0%. O BC reconhece evolução favorável da inflação recente, mas avalia que o controle total da inflação só virá com manutenção dos juros neste patamar restritivo, dado que expectativas seguem acima da meta (4,83% para 2025, 4,30% para 2026).

Copom diz ter cautela

O Copom destaca que, apesar de sinais favoráveis como a moderação gradual da atividade e algum recuo recente na inflação, as expectativas dos agentes econômicos ainda estão acima do objetivo.

“Agora, na medida em o cenário tem se delineado conforme esperado, o Comitê inicia um novo estágio em que opta por manter a taxa inalterada e seguir avaliando se, mantido o nível corrente por período bastante prolongado, tal estratégia será suficiente para a convergência da inflação à meta”, acrescentou.

A decisão do comitê busca cautela diante da conjuntura global incerta e dos riscos estruturais — como tarifas impostas pelos Estados Unidos e cenário fiscal — que pressionam o ambiente inflacionário, justificando a necessidade de política monetária restritiva por mais tempo.

Atenção à demanda e dinâmica de preços

Segundo o BC, há arrefecimento nítido no crédito, principalmente para operações de maior duração, e redução gradual do consumo em itens financiáveis — porém a inflação de serviços permanece resiliente e os núcleos de inflação seguem acima da meta.

O objetivo é esfriar a demanda e reancorar expectativas inflacionárias, o que exige “perseverança e serenidade” do comitê.

Juros vão começar a cair de forma consistente e sustentável, afirma Haddad

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que a taxa básica de juros (Selic) deve começar a cair no próximo ano.

“Na minha opinião os juros vão cair de forma consistente e sustentável”, disse.

Em evento do BTG Pactual nesta segunda-feira (22), Haddad pontuou que, apesar da manutenção da Selic em 15% ao ano pelo Banco Central (BC) na semana passada, indicadores como inflação controlada e dólar estável devem permitir uma trajetória de queda dos juros em 2026.

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Política fiscal e arcabouço fiscal

Haddad ressaltou que o atual patamar dos juros não se explica somente pela questão fiscal, embora esta seja muito importante.

“Eu acredito que os juros não se explicam só pela questão fiscal. O fiscal é importante, mas não é a única explicação para os juros”, pontuou.

Ele enfatizou que a política fiscal não depende apenas do Executivo, mas também do Congresso e do Judiciário, e que é necessário criar condições políticas para fortalecer o arcabouço fiscal, ajustando regras para sua sustentabilidade a longo prazo.

“Para ele [o arcabouço] ser fortalecido, você precisa criar as condições políticas de sentar com os parlamentares e falar: ‘nós vamos precisar ajustar algumas regras, senão o arcabouço não vai ser sustentável no longo prazo’”, explicou o ministro.

Haddad acredita que o governo está alcançando níveis de arrecadação próximos dos melhores períodos históricos, porém ainda enfrenta desafios, como despesas permanentes herdadas de administrações anteriores.

STF considera injusta inclusão de esposa de Moraes em sanções internacionais

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Brasília (DF), 24/10/2023 - O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, durante reunião com parlamentares para receber o relatório oficial da CPMI do 8 de Janeiro.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nota em que classifica como “injusta” a decisão dos Estados Unidos de ampliar as sanções previstas na chamada Lei Magnitsky para incluir a esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Segundo o comunicado, as autoridades norte-americanas “foram convencidas de uma narrativa que não corresponde aos fatos”. A Corte ressalta que o julgamento conduzido por Moraes respeitou o devido processo legal, garantiu ampla defesa e ocorreu com total publicidade.

O texto afirma ainda que a sociedade brasileira, em sua maioria, reconhece a importância histórica do julgamento e da punição de envolvidos em uma tentativa de golpe de Estado.

“Se já havia injustiça na sanção a um juiz pela sua atuação independente e dentro das leis e da Constituição, ainda mais injusta é a ampliação das medidas para um familiar do magistrado”, registra a nota.

Alexandre de Moraes

O ministro do Supremo classificou, também em nota, como “ilegal e lamentável” a decisão dos Estados Unidos de aplicar sanções à sua esposa com base na Lei Magnitsky. Segundo ele, a medida fere não apenas a tradição norte-americana de respeito aos direitos fundamentais e ao Estado de Direito, mas também a soberania do Brasil e a independência do Judiciário.

Em nota, o magistrado afirmou que os juízes brasileiros não aceitarão “coações ou obstruções” no exercício de sua missão constitucional. Ele destacou que a independência do Judiciário, a coragem institucional e a defesa da soberania nacional fazem parte do compromisso republicano da magistratura.

O ministro ressaltou ainda que as instituições brasileiras são “fortes e sólidas” e que o único caminho possível é o respeito à Constituição, sem espaço para “impunidade, omissão ou covarde apaziguamento”.

Por fim, assegurou que seguirá cumprindo sua função como integrante do STF “com independência e imparcialidade”.