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Análise: O vácuo da produção legislativa no Estado do Rio de Janeiro: o que esperar até o final do ano de 2025?

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Alerj, Rio de Janeiro, RJ, Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O cerne da produção legislativa no ano de 2025 vem servindo como ensaio e, claramente, dá pistas sobre o que devemos esperar da retórica política para as eleições de 2026.

Tanto o governo quanto o parlamento têm focado seus olhares para a pauta que envolve temas econômicos e de segurança pública. Não que isso seja ruim, mas parece que o Estado do Rio de Janeiro clama por, e demanda, mais. Defensores dirão que esses dois temas são determinantes para todos os demais, porém sempre há controvérsias. Mediar para equilibrar é o desafio imposto.

Meio ambiente, cultura, educação e saúde, como exemplos, coexistem de forma praticamente insignificante (constatação baseada na perspectiva numérica, não de mérito | ideológica). Lancemo-nos num desafio de reflexão: sobre esses temas, quais matérias foram efetivamente debatidas e concluídas? Vejamos um breve ensaio tema a tema.

  • Meio ambiente: gerenciamento de resíduos sólidos, reciclagem de embarcações e descarbonização da frota marítima, não assumiram protagonismo. Caminham a passos lentos em segundo e até terceiro plano.
  • Cultura: quando o tema chega à pauta, encerra-se no debate sobre bem (i)material. Até existem propostas que discutem o fomento e o incentivo, mas estão em “gavetas sem fundo”.
  • Educação: tema que anda muito restrito a implementação de campanhas educativas pontuais, sem dúvida meritórias, que determinam a afixação de cartazes que versem sobre proteção animal, combate à violência contra a mulher, intolerância religiosa e outros, isso, especialmente, em locais de grande circulação (ex.: prédios públicos e privados, eventos, praças, meios de transportes).
  • Saúde: desde a pandemia é tema escasso. De relance, tratam da normatização dos serviços farmacêuticos.

Esse movimento não se dá por acaso, é proposital. A própria polarização política resolveu acordar, num lapso de pacificação, que economia e segurança pública são temas estruturantes, os quais devem ditar a tônica – nunca é demais relembrar que temas estruturantes também reforçam e contrapõem aspectos políticos e ideológicos.

Portanto, na “Ordem do dia” do segundo semestre, na Assembleia Legislativa, continuarão tendo protagonismo as pautas consideradas estratégicas que circundam esses dois temas centrais, caros tanto para o aparato estatal quanto para a população fluminense.

Ainda serão percebidos desdobramentos sobre o “Pacote de Enfrentamento ao Crime (PEC-RJ)”, sancionado na forma da Lei nº 10.994 de 09/10/2025, que propõe ações de fortalecimento da atividade policial, prevendo o uso de tecnologias de inteligência artificial para reforço da efetividade penal, bem como a “gratificação faroeste” – que já foi implementada e suspensa outrora – para premiar policiais que matarem criminosos e apreenderem armamento de grosso calibre e, o endurecimento das regras que permitem a concessão do benefício da saída temporária assim como a restrição de visitas íntimas a apenados enquadrados em crimes hediondos ou dolosos praticados com violência ou grave ameaça à pessoa.

Sonegação fiscal e crimes contra a ordem econômica (devedor contumaz), também estarão em pauta juntos ao projeto que estipula o programa especial de parcelamento de créditos tributários, constituídos ou não, inscritos ou não em dívida ativa e, o programa de parcelamento especial de empresas em recuperação judicial (REFIS)*; ao projeto que prevê o aumento gradativo do percentual de depósito obrigatório no Fundo Orçamentário Temporário (FOT)*, com tratamento diferenciado aos detentores de benefícios condicionados (enquadrados no art. 385 da LCP 214/2025); ao projeto que permite a utilização de recursos de royalties e participações especiais, atualmente destinados exclusivamente ao Fundo Único de Previdência Social (Rioprevidência), para pagamento da dívida do Estado com a União; e, ao projeto que prevê a alienação de imóveis para que sejam leiloados e utilizados como forma de amortização do valor a ser negociado para adesão ao Propag.

*REFIS e FOT serão concluídos ainda no mês de outubro, restando expectativa de debate técnico sobre possíveis vetos.

Líder do PT na Câmara protocola projeto que aumenta tributação de bets para 24%

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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), protocolou, na noite desta quinta-feira (9), um projeto que aumenta alíquota de tributação sobre apostas de quota fixa para 24% (PL 5.076/2025). Atualmente, a alíquota é de 12%.

O projeto ainda propõe que o valor arrecadado seja destinado para seguridade social e ações na área da saúde. Para que haja um aumento de recursos destinados a essas áreas, o texto reduz de 82% para 76% a quantidade destinada à cobertura de custeio e manutenção do agente operador da loteria de apostas.

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Vale lembrar que, na quarta-feira (8), foi derrubada pela Câmara uma medida provisória (MP 1.303/25) que, entre outras medidas, aumentava a tributação das bets para 18%. Em meio a resistência à matéria, o relator, Carlos Zarattini (PT-SP), retirou esse trecho do texto para tentar garantir a aprovação da medida. Mesmo assim, ela foi retirada da pauta e expirou a validade.

Novas regras limitam antecipação do saque-aniversário a partir de novembro

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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A partir de 1º de novembro, os bancos vão impor limitações para a antecipação do saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aos trabalhadores que aderiram ao benefício. Portanto, eles restringirão o valor e o número de parcelas disponíveis, além de estabelecer prazos específicos e um período de carência. Essa mudança ocorreu após o Conselho Curador do Fundo de Garantia aprovar a decisão nesta terça-feira (7).

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), que preside o órgão, explica que a mudança visa evitar abusos contra o trabalhador. Isso acontece porque muitos contratam empréstimos para antecipar o saque-aniversário e acabam pagando juros elevados. Além disso, o objetivo é garantir que o dinheiro do FGTS chegue diretamente ao trabalhador, e não ao sistema financeiro.

Principais mudanças

Limites de valores: Os bancos limitarão o valor do empréstimo entre R$ 100 e R$ 500 por parcela, com máximo de cinco parcelas nos próximos 12 meses, totalizando até R$ 2,5 mil. Além disso, a partir de novembro de 2026, o limite reduzirá para três parcelas de R$ 100 a R$ 500 por saque-aniversário. Antes, não havia teto para esses valores.

Limite de frequência: O trabalhador poderá contratar apenas uma antecipação por ano. Antes, ele podia fazer várias operações de crédito anualmente, chamadas de “operações simultâneas.”

Carência: O trabalhador só poderá contratar a antecipação nas instituições financeiras após 90 dias da adesão ao saque-aniversário.

Objetivos e preocupações

Luiz Marinho, explica que o governo revisou as regras para proteger os trabalhadores do endividamento excessivo e, assim, garantir a sustentabilidade do FGTS. Isso ocorre porque o uso do saldo como garantia de empréstimos tem colocado muitos brasileiros em situações de vulnerabilidade, especialmente após a demissão.

Além disso, o ministro ressalta outra preocupação: o uso inadequado dos recursos, como gastos em apostas e jogos online.

“Tem gente pegando R$ 100 do FGTS para jogar no tigrinho”, disse.

Atualmente, 21,5 milhões de trabalhadores aderiram ao saque-aniversário, o que corresponde a 51% das contas ativas do FGTS. Além disso, cerca de 70% desses trabalhadores já anteciparam o benefício por meio de empréstimos. Desde 2020, o Conselho Curador do FGTS estima que essas operações movimentaram entre R$ 102 bilhões e R$ 236 bilhões.

STF determina prazo de 2 anos para Congresso legislar sobre direitos dos trabalhadores diante da automação

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Foto: Divulgação/GWM

Nesta quinta-feira (9), o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou que o Congresso Nacional está sendo omisso ao não editar uma legislação que protege os direitos dos trabalhadores diante da automação das funções. Com um placar de 7×2, a Corte decidiu que o Legislativo deve regulamentar o tema dentro de 24 meses.

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O relator da ação, ministro Luís Roberto Barroso, reconheceu que houve omissão do Congresso na regulamentação do tema, mas não havia determinado um prazo para que o Legislativo o faça. O voto foi acompanhado pelo ministro Luiz Fux e Flávio Dino, que divergiu com relação ao prazo. Dino avaliou que, diante da urgência do assunto, o Congresso deve legislar sobre o tema em 24 meses.

Os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Carmem Lúcia, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e o presidente Edson Fachin acompanharam o voto de Dino. O ministro Nunes Marques também acompanhou o Dino, mas defendeu que a solução pode ocorrer por meio de arcabouço legislativo – e não de uma lei única e geral — que considere o humanismo, particularidades de cada setores, regiões e os possíveis desenvolvimentos tecnológicos.

O ministro André Mendonça acompanhou Dino, mas divergiu da ideia de estabelecer um curto prazo. Segundo ele, nesse período, o mundo não estará vivendo uma situação crítica e, portanto, a nova regulamentação seria “insatisfatória” visando às mudanças do futuro.

A matéria integra a ADO 73, apresentada pela PGR. Segundo a procuradoria, a Constituição Federal lista a “proteção em face da automação, na forma da lei” como um dos direitos dos trabalhadores. Por isso, a ação pede que o STF defina um prazo para que o Legislativo regulamente o tema.

Congresso do Peru derruba presidente Dina Boluarte

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Dina Boluarte, Peru
Foto: Presidencia Perú

Na madrugada desta sexta-feira (10), o Congresso do Peru aprovou por unanimidade a destituição da presidente Dina Boluarte, alegando “incapacidade moral permanente” para enfrentar a onda de crimes e corrupção que assola o país. Boluarte, que não compareceu à sessão, deixou de apresentar defesa.

O presidente do Parlamento peruano, José Jerí, assume o poder interinamente até as eleições gerais de abril de 2026.

“O principal inimigo está fora, nas ruas, os grupos criminosos, as organizações criminosas, eles são hoje nossos inimigos, e aos inimigos devemos declarar guerra”, afirmou Jerí.

Instabilidade política no Peru

Quatro moções apresentadas por partidos alegaram corrupção, enriquecimento ilícito e omissão diante do avanço da criminalidade, incluindo escândalos como o “Rolexgate” e protestos violentos reprimidos durante o governo.

Boluarte já havia enfrentado outras tentativas de destituição, mas foi removida desta vez com apoio inclusive de ex-aliados da direita e extrema-direita.

O Peru passa por uma grave instabilidade política, contando com sete presidentes nos últimos nove anos. Boluarte era vice do hoje ex-presidente Pedro Castillo, e assumiu sem bancada própria e com baixíssimo apoio popular.

Vista como oportunista na política peruana, Boluarte buscou se aliar à extrema-direita para obter apoio político, mesmo tendo sido eleita numa chapa de esquerda. Porém, suas tentativas foram em vão e causaram um sentimento forte de traição no eleitorado rural e indígena, parcela relevante da população do Peru.

Petrobras e Pluspetrol realizam primeira importação de gás natural

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Petrobras, gás natural
Foto: André Motta de Souza / Agência Petrobras

Na última sexta-feira (3), a Petrobras e a Pluspetrol realizaram a primeira importação de gás natural não convencional proveniente de Vaca Muerta, na Bacia de Neuquén, Argentina. Essa operação marcou um passo importante no acordo firmado entre as empresas e suas subsidiárias, Petrobras Operaciones S.A. (POSA) e Gas Bridge Comercializadora.

100 mil metros cúbicos de gás natural importados

A POSA e a Pluspetrol produziram 100 mil metros cúbicos de gás, que a Petrobras e a Pluspetrol importaram com o objetivo de testar o arcabouço comercial e operacional da operação. Para viabilizar o transporte, as empresas utilizaram gasodutos, conduzindo o gás da Argentina até a Bolívia e, posteriormente, até o Brasil.

De acordo com o contrato, a Petrobras pode importar diariamente até 2 milhões de metros cúbicos de gás natural, na modalidade interruptível. Além disso, as empresas pretendem realizar novas operações de importação, à medida que identificarem novas oportunidades comerciais.

“Essa primeira operação é um marco relevante para a Petrobras, possibilitada pela integração das infraestruturas e que permite a conexão da produção própria da Petrobras na Argentina, por meio de sua subsidiária POSA, com o mercado nacional”, afirmou a diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Angélica Laureano.

Líder do PL na Câmara confirma participação de governadores na derrubada da MP 1303

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Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), considerou a derrubada da MP que tributa títulos isentos (MP 1.303/25) resultado de uma ampla articulação de líderes do centro e da direita, como também, de governadores.

Em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (9), o líder contou que pediu ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que conversasse com o presidente do partido, Marcos Pereira, e consolidasse um apoio contrário da sigla perante a MP.

Na mesma linha, ele também mencionou a participação do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e o de Goiás, Ronaldo Caiado (União).

Emendas parlamentares

Sóstenes  não considerou um “problema” a possibilidade de rever a quantidade de emendas parlamentares direcionadas ao Legislativo. “Está exagerado. Não vejo problema nessa discussão. Mas o exemplo tem que vir de cima, do presidente da República”, argumentou.

Ele ainda afirmou que, no sentido de redução das contas públicas, o partido pretende propor cortes de gastos nos Três Poderes, incluindo no próprio Legislativo, durante a votação do orçamento de 2026.

Luís Roberto Barroso anuncia aposentadoria do STF

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Sessão plenária do STF - 09/10/2025 Sessão plenária do STF. Luís Roberto Barroso
Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro Luís Roberto Barroso anunciou nesta quinta-feira (9) sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF), encerrando uma trajetória de mais de doze anos na Corte. A decisão foi comunicada durante sessão plenária.

“É hora de seguir novos rumos. Não tenho apego ao poder e gostaria de viver a vida que me resta sem as responsabilidades do cargo. Os sacrifícios e os ônus da nossa profissão acabam se transferindo aos familiares e às pessoas queridas”, afirmou o ministro.

Barroso, de 67 anos, poderia permanecer no cargo até 2033, quando completaria 75 anos, idade-limite prevista em lei.​

Legado e atuação na Corte

Indicado ao STF em 2013 pela então presidenta Dilma Rousseff (PT), Barroso destacou-se por relatar julgamentos de grande impacto, como a suspensão de despejos durante a pandemia, a limitação do foro privilegiado, a discussão sobre o porte de maconha para uso pessoal e a execução penal dos condenados no mensalão.

Como presidente do STF, coordenou o tribunal durante o julgamento que levou à condenação de envolvidos na tentativa de golpe do 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Também atuou em temas como o piso nacional da enfermagem, a proteção a povos indígenas e as candidaturas avulsas de filiação partidária.​

Sucessão

O anúncio acelera as articulações para a indicação de seu sucessor. O nome mais cotado é o do advogado-geral da União, Jorge Messias, nome alinhado ao governo Lula. Outros nomes em discussão incluem o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o presidente do TCU, Bruno Dantas, e o ministro da CGU, Vinícius Carvalho.

A escolha terá peso político significativo, com as eleições de 2026 em vista.​ No atual mandato, o presidente Lula (PT) já tinha colocado na Corte os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino, e agora tem a possibilidade de escolher mais um.

O presidente eleito (ou reeleito) nas eleições de 2026 poderá indicar três nomes para o STF, nos lugares de Luiz Fux (em 2028), Cármen Lúcia (2029) e Gilmar Mendes (2030). Assim como Barroso, qualquer ministro pode se aposentar voluntariamente antes da idade de 75 anos.

Eduardo Paes lidera cenários para 2026 no Rio de Janeiro, aponta o Real Time Big Data

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes / Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A pesquisa divulgada hoje (9) pelo instituto Real Time Big Data aponta que o prefeito do Rio de Janeiro (RJ), Eduardo Paes (PSD), desponta como grande favorito na disputa pelo Palácio Guanabara.

No primeiro cenário, Eduardo Paes lidera com 61% das intenções de voto. O presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), aparece com 13%. A vereadora Mônica Benício (PSOL) contabiliza 3%. Ítalo Marsili (Novo) registra 1%. Brancos, nulos e indecisos somam 22%. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

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No segundo cenário, Paes lidera com 51%. O senador Flávio Bolsonaro (PL), que não deve ser candidato a governador, registra 32%. Mônica tem 3%. Ítalo aparece com 1%. Brancos, nulos e indecisos somam 13%.

No terceiro, Paes lidera com 55%. Bacelar e o ex-secretário estadual dos Transportes Washington Reis (MDB) aparecem com 12% cada. Monica soma 3%. Ítalo registra 1%. Brancos, nulos e indecisos somam 17%.

No quarto cenário, Eduardo Paes lidera com 53%. O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) soma 16%. Na sequência aparecem Bacellar (13%), Mônica (2%) e Ítalo (1%). Brancos, nulos e indecisos atingem 15%.

De acordo com o Real Time, o governo Cláudio Castro (PL) é aprovado por 46% e desaprovado também por 46%. A avaliação positiva (ótimo/bom) de Castro é de 25%, assim como a negativa (ruim/péssima). O índice regular é de 45%.

Os números do Real Time mostram que Eduardo Paes é o favorito para 2026. Mesmo que haja espaço de crescimento para o candidato que representar o governo Castro –que deve ser Rodrigo Bacellar –, Paes tem uma boa perspectiva de eleição.

Início do defeso da piracema restringe a pesca comercial em todo o país

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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Desde 1º de outubro o governo estabeleceu o período de defeso da piracema, que proíbe a pesca comercial até 31 de janeiro de 2026. Essa medida busca garantir o ciclo natural de reprodução dos peixes, e conservar os recursos pesqueiros. Assim, ela abrange os rios das bacias do Paraguai, Amazonas e Araguaia-Tocantins, em Mato Grosso.

Durante esse período, as autoridades restringem a pesca comercial em todos os rios e lagoas do Brasil, especialmente na fase de reprodução dos peixes. Além disso, as restrições variam conforme as datas específicas de cada estado e bacia hidrográfica. Por isso, a pesca de espécies nativas fica proibida, e as modalidades de pesca sofrem limitações, sobretudo em áreas como barragens, cachoeiras e confluências de rios.

Por outro lado, a pesca de subsistência desembarcada permanece permitida. Entretanto, o transporte e a comercialização da pesca continuam proibidos. Portanto, somente autorizam a venda de peixes com origem comprovada em aquicultura ou pesque-pague licenciados.

Multas em caso de descumprimento

Durante a piracema, as autoridades estabelecem o período de defeso, quando proíbem a pesca para fins comerciais. Por isso, o decreto que regulamenta a Lei de Crimes Ambientais prevê que o infrator pode cumprir pena de detenção de até três anos e pagar multa entre R$ 700 e R$ 100 mil, além de R$ 20 por quilo de pescado apreendido. Além disso, o governo confisca os equipamentos usados na pesca ilegal, como:

  • Barcos
  • Motores
  • Redes
  • Outros equipamentos de pesca

Piracema

A palavra “piracema” vem do tupi e significa “subida dos peixes”. Durante esse fenômeno natural, os peixes nadam contra a correnteza para buscar locais adequados à reprodução. Dessa forma, esse processo garante a manutenção das espécies e o equilíbrio ecológico dos rios e lagos. Embora o ciclo varie conforme a espécie e a região, no Brasil ele geralmente ocorre entre setembro e março.

“É um momento crucial para que ocorra a desova e o nascimento de novos indivíduos, garantindo a reposição natural dos estoques e a continuidade da pesca no futuro”, explicou a coordenadora-geral de Gestão Participativa Continental da Secretaria Nacional de Pesca Artesanal, Bianca Larissa de Mesquita Sousa

Seguro – Desemprego do Pescador Artesanal

Durante o período de defeso, o governo garante aos pescadores artesanais o direito de receber o Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal, conhecido como seguro-defeso. Criado em 2003, esse benefício oferece uma ajuda mensal equivalente a um salário mínimo para cada profissional.

Para receber o seguro-defeso, o pescador deve viver exclusivamente da pesca, estar registrado no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) e possuir a Licença de Pescador Profissional, cumprindo todas as obrigações legais. Além disso, a partir de dezembro de 2025, será obrigatório apresentar também a Carteira de Identidade Nacional (CIN).