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Consórcio brasileiro-belga arremata concessão do canal de acesso do porto de Paranaguá

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Porto de Paranaguá
Foto: Ivan Bueno/ANPr

O consórcio brasileiro-belga Canal Galheta Dragagem venceu o leilão do canal de acesso aquaviário do porto de Paranaguá (PR), na quarta-feira passada (22), na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3). O resultado saiu após 18 lances de viva-voz.

O grupo formado pela brasileira FTS Participações e pela belga Deme Dredging ofereceu R$ 276 milhões para ficar com a concessão por 25 anos. Vai pagar R$ 86 milhões a cada 12 meses. A Chec Dredging, subsidiária da China Harbour Engineering Company, propôs R$ 275 milhões. A brasileira DTA Engenharia e a belga Jan De Nul também fizeram lances, mas não chegaram à fase final.

O investimento previsto pelo consórcio vencedor é de R$ 1,2 bilhão ao longo do contrato de concessão. A maior parte desse total deve ser empregada nos primeiros cinco anos do contrato.

Foi um leilão inédito, o primeiro envolvendo um canal de acesso de um porto público no Brasil. Para o governo, tratou-se de um teste sobre o interesse do mercado, a perspectiva de rentabilidade e a atenção que novos certames do gênero podem receber no futuro.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o governo espera avançar em novas concessões de canais de acesso de portos. E citou o mês de abril do ano que vem como o prazo final para que três novas concessões aconteçam.

“Isso dialoga com a agenda do presidente Lula, de ir na direção de novas concessões. Queremos fazer o leilão de canal de acesso dos portos de Santos, Itajaí e São Sebastião em 2026 com investimentos de R$ 8 bilhões”, disse Costa Filho.

A fórmula adotada em Paranaguá deve ser aplicada a esses três portos: Santos (SP), Itajaí (SC) e São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Não à toa o leilão de quarta-feira foi considerado um laboratório institucional e regulatório.

O modelo da concessão em Paranaguá segue a experiência de Roterdã, na Holanda, onde a gestão do canal de acesso é separada da administração portuária. Quem cuida do canal fica responsável pela manutenção da dragagem.

A receita do concessionário virá das tarifas cobradas pelo tráfego de navios. Pelo porto paranaense transitam anualmente em torno de 2.500 navios, movimentando 60 milhões de toneladas de carga.

Terminal de contêineres

O ministro Silvio Costa Filho disse, na quarta-feira (22), que pretende ir ao Tribunal de Contas da União (TCU) esta semana para se reunir com o relator do processo do leilão do terminal de contêineres de Santos (Tecon 10), ministro Antonio Anastasia, cuja decisão vai orientar o certame.

Costa Filho quer tratar de detalhes do edital do leilão. A preocupação do governo é com o prazo para a realização da concessão ainda este ano. O ministro espera que o TCU delimite um cronograma para a divulgação do parecer.

“Temos de respeitar o tempo do tribunal, mas vamos fazer uma visita ao ministro Anastasia, para saber quando será divulgado o relatório. Todo o nosso esforço é para que, ainda este ano, entre 15 e 22 de dezembro, a gente possa fazer o leilão”, disse Costa Filho. Entre a divulgação do edital e a realização do leilão há o prazo de 30 dias.

Confiança registra alta em 21 setores e queda em oito em outubro

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Foto: Agência Brasil/EBC

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta sexta-feira (24) o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) Setorial, que registrou alta em 21 setores e queda em oito no mês de outubro.

O indicador avançou em todos os portes de empresa e em três das cinco regiões do país. No entanto, esse crescimento ainda não foi suficiente para reverter o cenário de baixa confiança.

Embora o ICEI tenha aumentado em 21 setores, apenas cinco segmentos ultrapassaram a linha dos 50 pontos, patamar que indica um estado de confiança. São eles:

  • Farmoquímicos e farmacêuticos – 56,7 pontos;
  • Serviços especializados para a construção – 54,9 pontos;
  • Extração de minerais não metálicos – 54,2 pontos;
  • Manutenção e reparação – 51,7 pontos;
  • Perfumaria, limpeza e higiene pessoal – 50,9 pontos.

“Essa alta generalizada do índice é uma boa notícia”, declara Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

24 setores continuam pessimistas

Os outros 24 setores industriais permaneceram abaixo da marca de 50 pontos, o que indica pessimismo entre os empresários. Entre os segmentos menos confiantes, destacam-se:

  • Metalurgia – 41,5 pontos;
  • Calçados e suas partes – 43,4 pontos;
  • Couros e artefatos de couro – 43,4 pontos;
  • Madeira – 44 pontos.

“A maioria dos recortes continua sem confiança, especialmente por conta das perdas que se acumulam desde o início do ano”, sinaliza Marcelo Azevedo.

Pequenas, médias e grandes empresas

Em outubro, o ICEI das pequenas empresas subiu um ponto, atingindo 46,7 pontos, e interrompeu a queda que durava quatro meses consecutivos. Mesmo assim, os empresários desse porte continuam sem confiança, pois o índice permanece abaixo da linha de 50 pontos.

Por outro lado, nas médias empresas, o indicador cresceu pelo segundo mês seguido, avançando um ponto e chegando a 47,9 pontos. Ainda assim, o nível de confiança continua abaixo do patamar considerado seguro.

Entre as grandes indústrias, o ICEI subiu 1,4 ponto, passando de 47,2 para 48,6 pontos. Dessa forma, as grandes empresas se aproximam mais de reverter o quadro de falta de confiança, embora ainda não tenham atingido o nível de confiança plena.

Nordeste lidera otimismo industrial

No recorte geográfico, o ICEI avançou em três das cinco regiões do país. No Sul, o índice subiu 1,3 ponto, alcançando 45,1 pontos, e no Sudeste, cresceu 1,5 ponto, chegando a 46,8 pontos. Mesmo assim, os empresários dessas regiões continuam sem confiança.

Já no Nordeste, o indicador registrou alta de 0,6 ponto, atingindo 52,1 pontos e reforçando o otimismo no setor industrial local.

Por outro lado, o Centro-Oeste apresentou o pior desempenho em outubro, com queda de 1,2 ponto, fazendo o ICEI cair para 49,6 pontos e manter o patamar de falta de confiança.

Aprovação de Lula cresce, mas saldo de popularidade segue negativo num país que segue polarizado

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Presidente Lula (PT)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A pesquisa do instituto Paraná divulgada hoje (28) aponta uma melhora na popularidade do presidente Lula (PT). Em relação a agosto, a aprovação de Lula cresceu 5 pontos percentuais. Nesse mesmo período, a desaprovação caiu 4,4 pontos.

Vale observar que a popularidade de Lula está melhorando desde junho. Nos últimos quatro meses, a aprovação do presidente cresceu 8,1 pontos enquanto a desaprovação caiu 7,5 pontos. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, temos um quadro de empate técnico entre aprovação e desaprovação de Lula.

Avaliação Jan (%) Fev (%) Abr (%) Jun (%) Ago (%) Out (%)
Desaprova 50,4 55,0 57,4 56,7 53,6 49,2
Aprova 46,1 42,0 39,2 39,8 42,9 47,9
Não sabem 3,5 2,9 3,4 3,5 3,5 2,9

*Fonte: Instituto Paraná (21 a 24/10)

Tendência similar é observada em relação à avaliação do governo Lula (PT). Em relação a agosto, a avaliação negativa (ruim/péssima) caiu 3,5 pontos percentuais. Nesse mesmo período, a positiva (ótimo/bom) cresceu 5,7 pontos. Nos últimos quatro meses, a avaliação negativa caiu 6,4 pontos enquanto a positiva cresceu 5,7 pontos.

Avaliação Jan (%) Fev (%) Abr (%) Jun (%) Ago (%) Out (%)
Ruim/Péssimo 42,6 45,0 48,0 47,5 44,6 41,1
Ótimo/Bom 33,8 28,8 26,6 25,8 29,6 35,3
Regular 22,5 25,0 24,4 25,6 24,6 22,3

*Fonte: Instituto Paraná (21 a 24/10)

Apesar da melhora na aprovação de Lula e também do governo, o saldo de popularidade segue negativo. Outro aspecto a ser observado é que o país permanece bastante polarizado. Mesmo com a redução da desaprovação de Lula, a resistência ao presidente permanece elevada. Por outro lado, Lula também tem um núcleo de apoio social bastante sólido.

Mesmo que Lula apareça bem posicionado nas simulações sobre a sucessão de 2026, a aprovação do presidente e do governo espelham melhor a disputa do próximo ano que os cenários estimulados de intenção de voto, já que a oposição está sem um candidato natural neste momento.

Outro aspecto a ser observado é o sentimento de mudança existente na opinião pública. De acordo com o instituto Paraná, 57,9% dos entrevistados defendem mudanças na atual forma de governar o país. Por outro lado, somente 23% defendem dar total continuidade à atual forma de governar.

Tais números indicam que, apesar da vantagem parcial de Lula, a sucessão de 2026 está em aberto. A disputa, mais uma vez, será marcada pelo imponderável.

Tarcísio tem o maior potencial eleitoral

O instituto Paraná também divulgou uma pesquisa em que testa o potencial eleitoral do presidente Lula (PT) e de três pré-candidatos ao Palácio do Planalto – o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL); o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL); e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Tarcísio de Freitas tem o maior potencial eleitoral – soma dos índices “com certeza votaria” e “poderia votar” – atingindo 54,3%. Na sequência aparecem Lula (51,5%); Michelle Bolsonaro (48,4%); Jair Bolsonaro (48,1%); e Flávio Bolsonaro (41,7%).

CANDIDATOS Com certeza votaria (%) Poderia votar (%) Não votaria de jeito nenhum (%) Saldo
Lula (PT) 27,6 23,9 47,5 +4,0
Jair Bolsonaro (PL) 22,9 25,2 50,7 -2,6
Michelle Bolsonaro (PL) 18,4 30,0 49,6 -1,2
Tarcísio de Freitas (Rep) 16,2 38,1 39,3 +15,0
Flávio Bolsonaro (PL) 8,2 33,5 53,9 -12,2

*Fonte: Instituto Paraná (21 a 24/10)

Além disso, Tarcísio é o presidenciável com o maior saldo de potencial eleitoral, que é a soma dos percentuais “com certeza votaria” e “poderia votar” menos “não votaria de jeito nenhum” (rejeição).

O saldo de Tarcísio é 11 pontos percentuais maior que o de Lula. Apenas o governador paulista e o presidente possuem saldos positivos. Os nomes ligados ao clã Bolsonaro – Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro – embora tenham um piso relevante, possuem alta rejeição, impondo obstáculos importantes.

Apesar dos tropeços que vem tendo desde o tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra o Brasil, Tarcísio permanece como o nome mais forte da oposição para a sucessão de 2026.

Comissão discute criação do Operador Nacional do Sistema de Combustíveis nesta terça-feira

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Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados vai discutir, nesta terça-feira (28), o Projeto de Lei 1923/24, que propõe criar o Sistema Eletrônico de Informações do Setor de Combustíveis e o Operador Nacional do Sistema de Combustíveis (ONSC). O debate acontecerá às 16 horas, no plenário 14.

O projeto tem como objetivo esclarecer os impactos regulatórios, econômicos e tecnológicos, além de avaliar seus efeitos sobre a qualidade dos combustíveis.

Operador Nacional do Sistema de Combustíveis (ONSC)

O Projeto cria o Operador Nacional do Sistema de Combustíveis (ONSC) para monitorar, em tempo real, os estoques e a movimentação de combustíveis em todo o Brasil. Para isso, a entidade coletará continuamente informações sobre todas as etapas; primeiro, do refino e da produção, depois, da revenda e da comercialização. Assim, será possível acompanhar o setor de forma completa e integrada.

Em seguida, elaborará relatórios e os encaminhará aos ministérios de Minas e Energia e da Justiça, à agência reguladora, às autoridades fiscais, ao Ministério Público e às entidades de defesa do consumidor.

Deputados solicitam reunião

A reunião foi solicitada pelo autor e pelo relator do projeto, deputados Julio Lopes (PP-RJ) e Júnior Ferrari (PSD-PA), assim como pelos deputados Cleber Verde (MDB-MA) e Beto Pereira (PSDB-MS).

Os parlamentares destacam que o controle de qualidade e a fiscalização dos combustíveis são essenciais tanto para a economia quanto para a população.

Atualmente, o Projeto de Lei 1923/24 aguarda votação na Comissão de Minas e Energia.

Análise: A equação Rodrigo Pacheco

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Foto: Pedro Gontijo/Agência Senado

A provável escolha do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar a vaga aberta pela saída de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF), em detrimento do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pode mexer com o quadro eleitoral em Minas Gerais e gerar reflexos no cenário nacional. Embora conte com o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União -AP), e tenha boa aceitação tanto na Casa quanto no próprio STF, Pacheco deve ser preterido pelo presidente Lula (PT). O que não chega a ser surpresa, já que Lula sempre defendeu que o ex-presidente do Senado seja candidato ao governo de Minas Gerais.

Em se confirmando a indicação de Messias, Pacheco deve acertar as bases de sua candidatura com o presidente. O acerto deve passar pela predefinição de uma chapa e a garantia de estrutura e envolvimento do PT na campanha, visto que o partido possui histórico de pouco engajamento em campanhas de candidatos de outros partidos. Além disso, é possível que a conversa envolva compromissos pós-eleição em caso de derrota, como a indicação ao STF em nova vaga a ser aberta durante um eventual quarto mandato de Lula.

Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais é fundamental para o êxito do projeto de reeleição de Lula. E Lula considera que Pacheco é o melhor nome para lhe oferecer palanque no estado. Mas o cenário em Minas é complexo. No momento, há quatro pré-candidaturas no radar. O senador Cleitinho (Republicanos), que lidera as pesquisas com vantagem, representará o bolsonarismo na disputa. Na sequência, aparecem o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e Rodrigo Pacheco em empate técnico. Na rabeira, está o vice-governador Matheus Simões, que acaba de ingressar no PSD, apoiado pelo governador Romeu Zema (Novo).

A candidatura de Kalil pode tumultuar o espectro governista, pois com sua filiação ao PDT, legenda que deverá apoiar a reeleição do presidente, ele deve reivindicar reciprocidade de Lula. A coexistência das candidaturas de Kalil e Pacheco tende a facilitar a vida do bolsonarista Cleitinho.

Outro aspecto que mexe com o cenário é a filiação de Matheus Simões no PSD avalizada pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. Simões vai assumir o governo do estado em abril de 2026 determinado a buscar a reeleição. Isso indica que o PSD não conta com Pacheco para disputar o Palácio da Liberdade e se afasta de Lula ao bancar um candidato vinculado a Zema. Tal movimentação também exclui o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que pretende buscar uma vaga no Senado. Dessa forma, a tendência é que ambos deixem o PSD em busca de uma legenda aliada.

Defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocola embargos de declaração no STF

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou, na noite desta segunda-feira (27), embargos de declaração no Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é esclarecer as ambiguidades, omissões, contradições e obscuridades existentes na decisão do tribunal que condenou Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Os advogados de Bolsonaro solicitaram a revisão da dosimetria da pena, argumentando que houve falta de individualização adequada e violação ao princípio da proporcionalidade. De acordo com a defesa, o acórdão não apresenta as circunstâncias negativas utilizadas para fundamentar o aumento da pena.

Além disso, os advogados afirmam que o documento não especifica o significado de cada uma das circunstâncias consideradas pelo ministro relator como “amplamente desfavoráveis”.

“É indiscutível que a partir da existência de circunstâncias valoradas negativamente chegou-se, sem qualquer cálculo, sem qualquer demonstração, ao elevado aumento da sanção”, diz a peça da defesa.

Condenação

O ex-presidente Jair Bolsonaro integra o Núcleo 1 da trama golpista e cumpre condenação imposta pela Primeira Turma do STF. O colegiado determinou uma pena de 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado.

Na decisão, os ministros atribuíram a Bolsonaro os seguintes crimes:

  • tentativa de golpe de Estado
  • atentado contra o Estado Democrático de Direito e
  • organização criminosa armada, na qual ele teria exercido papel de liderança.

Além disso, a Corte o condenou por dano qualificado pela violência e grave ameaça, bem como pela deterioração de patrimônio tombado, reforçando, assim, a gravidade das condutas atribuídas ao ex-presidente.

Cerceamento de defesa

Nos embargos de declaração, a defesa de Jair Bolsonaro alega que houve cerceamento de defesa durante o processo que culminou em sua condenação no STF. De acordo com o documento, os advogados não tiveram tempo suficiente nem acesso adequado às provas, o que impediu que analisassem o material antes do encerramento da instrução.

Além disso, a defesa destaca que recebeu 70 terabytes de dados, volume que tornou impossível examinar todas as provas dentro do prazo. Ela também ressalta que os pedidos de adiamento das audiências foram negados, o que, segundo os advogados, comprometeu o exercício pleno do contraditório e da ampla defesa.

“A defesa não pôde sequer acessar a integralidade da prova antes do encerramento da instrução; não teve tempo mínimo para conhecer essa prova. E não pôde analisar a cadeia de custódia da prova.”

Instituto Paraná mostra Lula liderando cenários de 1º turno; simulações apontam 2º turno equilibrado

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Brasília (DF), 28/08/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião bilateral com o Presidente da República do Panamá, José Raúl Mulino, no Palácio do Planalto. PR Lula recebe o presidente do Panamá rio
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A pesquisa divulgada hoje (27) pelo instituto Paraná sobre a sucessão de 2026 aponta uma vantagem para o presidente Lula (PT) nos cenários estimulados de primeiro turno. Lula lidera as quatro simulações realizadas.

No entanto, nos cenários de segundo turno, o presidente aparece tecnicamente empatado com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível; a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL); e o governador de São Paulo (SP), Tarcísio de Freitas (Republicanos). Contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), a vantagem é de Lula.

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Apesar de Lula liderar as simulações de primeiro turno, nas duas primeiras simulações, a soma das intenções de voto dos candidatos de direita – Jair Bolsonaro, Ratinho Júnior, Romeu Zema e Ronaldo Caiado – atinge 44,9%, superando o presidente que registra 37%. Na segunda simulação, com a direita sendo representada por Tarcísio, Ratinho, Zema e Caiado, a vantagem também é da direita: 42,7% a 37,3%.

Nos demais cenários, temos um quadro de empate técnico entre a intenção de voto em Lula e a soma dos percentuais dos candidatos da direita – 3 (37,4% a 40,2%) e 4 (37,6% a 39,8%) – em função da margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Candidatos Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Cenário 4
Lula (PT) 37,0 37,3 37,4 37,6
Jair Bolsonaro (PL) 31,0
Michelle Bolsonaro (PL) 28,0
Tarcísio de Freitas 22,3
Flávio Bolsonaro (PL) 19,2
Ciro Gomes (PSDB) 7,5 8,2 9,0 8,9
Ratinho Júnior (PSD) 6,0 8,5 8,1 9,6
Romeu Zema (Novo) 4,7 2,0 5,7 6,2
Ronaldo Caiado (UB) 3,2 4,2 4,1 4,8
Branco/Nulo 5,8 6,2 7,6 7,7
Indecisos 4,8 5,5 5,8 5,9

Fonte: Instituto Paraná pesquisas (21 a 24/10)

Nos cenários estimulados de primeiro turno chama atenção o fato de Michelle Bolsonaro, neste momento, ter um melhor desempenho que Tarcísio de Freitas. Também merece menção o desempenho do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB). Com índices próximos aos dois dígitos das intenções de voto, Ciro, sobretudo por seu capital político no Nordeste, é uma peça estratégica importante para a oposição. Outro nome a ser observado é o do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), que também se aproxima dos dois dígitos das intenções de voto.

Simulações mostram 2º turno acirrado

Nas simulações de segundo turno, apesar da vantagem momentânea de Lula, temos um cenário em aberto. Apesar de estar numericamente à frente, o presidente aparece tecnicamente empatado com Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.

Lula tem uma vantagem de 3,3 pontos percentuais sobre Jair Bolsonaro. Contra Michelle Bolsonaro, a vantagem do presidente é de 3,1 pontos. Lula aparece 4 pontos à frente de Tarcísio de Freitas; e livra 9,7 pontos sobre Flávio Bolsonaro.

Candidatos Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Cenário 4
Lula (PT) 44,9 44,7 44,9 46,7
Jair Bolsonaro (PL) 41,6
Michelle Bolsonaro (PL) 41,6
Tarcísio de Freitas 40,9
Flávio Bolsonaro (PL) 37,0
Branco/Nulo 7,7 8,2 8,0 10,4
Indecisos 5,7 5,5 6,2 5,8

Fonte: Instituto Paraná pesquisas (21 a 24/10)

Segundo o instituto Paraná, ao serem questionados sobre quem preferem diante da ausência de Jair Bolsonaro na eleição, 23,3% mencionaram Tarcísio. Na sequência aparecem Michelle (21,3%); Ratinho (12,6%); Flávio (6%); Caiado (5,3%); e Zema (3,9%). 22,4% não citou ninguém.

Os números da pesquisa mostram que, apesar da vantagem de Lula, ela não é definitiva. Além da distância do presidente para Michelle e Tarcísio ser pequena, 48,8% dos entrevistados ainda estão indecisos na menção espontânea. Diante de um país muito polarizado, em que a direita ainda não definiu seu candidato, e Lula tem uma aprovação muito próxima da desaprovação, o cenário sucessório está em aberto.

Dino determina campanha nacional de transparência sobre emendas parlamentares

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Sessão plenária do STF - 12/06/2024 Ministro Flávio Dino durante a sessão plenária do STF realizada no dia 12 de junho de 2024. transparência
Foto: Andressa Anholete/SCO/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (27) que o governo federal produza e veicule, de dezembro de 2025 a março de 2026, uma campanha publicitária nacional sobre transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares.

Além de emissoras comerciais, a divulgação vai ocorrer também em canais oficiais como TV Brasil, Agência Brasil, Voz do Brasil, TV Senado, TV Câmara e TV Justiça.​

Objetivo das campanhas

As peças informativas precisarão explicar, de forma simples e acessível, onde consultar informações sobre a destinação dos recursos federais, estimular o acompanhamento da execução das emendas e orientar o cidadão sobre como denunciar eventuais irregularidades ou falhas.

Segundo Dino, o objetivo principal é tornar o controle social efetivo, superando obstáculos de letramento digital e reduzindo a exclusão informacional, de modo que a transparência não fique apenas “formal”.​

“Nesse contexto, impõe-se um esforço consistente de letramento digital, capaz de reduzir a assimetria informacional que exclui aqueles que não dominam os meios de busca, sob pena de a transparência permanecer meramente formal e, portanto, inoperante como instrumento de controle democrático”, escreveu.

Transparência

A decisão é desdobramento de uma audiência do STF com Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria-Geral da União (CGU), Ministério da Gestão e Inovação (MGI) e Advocacia-Geral da União (AGU), que anunciaram novos instrumentos para ampliar a transparência de emendas federais.

Pela determinação, órgãos estaduais e municipais também precisarão se adequar às novas regras, entregando até 31 de dezembro de 2025 atos normativos sobre rastreabilidade de emendas locais. Está prevista a realização de uma audiência técnica em março de 2026 para avaliação do cumprimento dessas normas.​

Relator inclui trechos da MP 1303 e compensação ao Presiq em projeto que trata de bebidas adulteradas

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27/05/2025 - Comissão de Viação e Transportes - Tarde Audiência Pública - Operação do Porto de São Sebastião-SP. Dep. Kiko Celeguim (PT - SP) MP 1303
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O novo relatório do projeto que classifica como crime hediondo a venda de alimentos adulterados (PL 2.307/2007) retomou trechos da MP que tributava títulos isentos (MP 1.303/2025), derrubada pela Câmara. Entre eles, estão a contabilização do programa Pé-de-Meia no piso constitucional da educação, limitação do seguro-defeso à dotação prevista no orçamento, mudanças no auxilio doença e ajustes no Comprev.

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Outro medida recuperada trata da limitação de compensações tributárias de PIS/Cofins. O texto considera não declaradas as compensações baseadas em documento de arrecadação inexistente e também as de créditos de PIS e Cofins que não guardem relação com a atividade econômica do sujeito passivo.

Além disso, o relator, deputado Kiko Celeguim (PT-SP), também inseriu um trecho que direciona o ganho orçamentário obtido com as propostas de cortes de despesas para compensar o projeto que concede benefícios tributários a indústria química (PL 892/2025) e para a regulamentação da licença-paternidade.

Na justificativa, o relator argumentou que “considerando que o desequilíbrio orçamentário coloca em risco até mesmo as propostas efetuadas no corpo deste projeto de lei, e a situação geral agravada pela caducidade da Medida Provisória 1303, nos propusemos a tratar também aqui de medidas necessárias para maior racionalidade nas despesas do governo federal”.

PEC da Reforma Administrativa é oficialmente protocolada

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Esplanada dos Ministérios, reforma administrativa
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Foi oficialmente protocolada a PEC da Reforma Administrativa (PEC 35/25), elaborada por um grupo de trabalho na Câmara sob a coordenação do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). O texto traz uma nova tentativa de extinguir os super salários no funcionalismo público, cortando benefícios.

A PEC também define limites para gastos em estados e municípios, nos Três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

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Veja os principais pontos:

Extinção de benefícios

O texto veda férias superiores a 30 dias, como também, acúmulo de férias por mais de dois períodos. O texto também proíbe o pagamento de adicionais por tempo de serviço, licença-prêmio, licença-assiduidade. A licença para capacitação segue sendo permitida.

Benefícios não utilizados

Férias, folgas e licenças, quando não usados, não poderão ser convertidos em benefícios financeiros. Da mesma maneira, aumento de remuneração ou de parcelas indenizatórias com efeitos retroativos, também serão impedidos. Por fim, no caso de mudança de carreira, o servidor não poderá aproveitar os direitos da carreira anterior. Novos benefícios só serão criados com aprovação do Congresso.

Padronização de salários

União, Estados, DF e Municípios deverão implementar uma tabela remuneratória única para todos os agentes públicos. Essa tabela deverá conter o número de “escadas” remuneratórias de cada cargo público, com valores entre o salário mínimo (R$ 1.518) e o teto do funcionalismo (R$ 46,4 mil). A remuneração inicial não poderá ser superior a 50% do valor da remuneração do último nível da mesma carreira – exceto carreiras com remuneração final de até 4 salários mínimos.

Além disso, para agentes com remuneração igual ou superior a 90% do limite remuneratório, os auxílios relacionados à alimentação, saúde e transporte não poderão ultrapassar 10% da respectiva remuneração ou subsídio.

Planejamento estratégico para resultados

O presidente da República, governadores e prefeitos deverão divulgar, no prazo máximo de 180 dias após a posse, um planejamento estratégico com objetivos e metas para todo o mandato. É obrigatória a realização de avaliação periódica de desempenho dos agentes públicos, com base em objetivos e metas individuais alinhados ao acordo de resultados.

Bônus e concursos públicos

O texto permite que seja instituído por lei um bônus de desempenho para agentes públicos em atividade, exceto aqueles em mandato eletivo. A criação do bônus só é permitida se o órgão ou entidade não tiver excedido 90% do seu limite total de despesa com pessoal.

Além disso, o valor total anual pago é limitado ao gasto do órgão no ano anterior com gratificações. Para oferecer novos concursos, o governo deverá fazer um “dimensionamento do quadro de pessoal”, para identificar necessidades e priorizar carreiras que não se restringem a um órgão específico e dependem de maior qualificação.

Fim da aposentadoria compulsória como punição

Magistrados e membros do Ministério Público que praticarem infrações não serão sancionados com aposentadoria compulsória, devendo ser aplicada a penalidade de perda do cargo, demissão ou equivalente. Além disso, a vitaliciedade só será adquirida após dois anos de exercício.

Teto de gastos estadual

A PEC cria um teto de gastos para os Poderes, a nível estadual. O texto propõe que, a partir de 2027, as despesas não poderão ultrapassar o total do ano anterior, corrigido pela inflação. Porém, se a receita crescer acima da inflação, os gastos poderão aumentar na mesma medida. As regras se aplicam ao Poder Legislativo, Tribunal de Contas, Poder Judiciário, Defensoria Pública e Ministério Público Estaduais, incluídas as remunerações dos membros dos Poderes e Órgãos autônomos e os demais gastos com pessoal ativo e inativo e com pensionistas.

Limite à estrutura municipal

O texto lida com os gastos municipais ao limitar a estrutura máxima de cidades endividadas. Municípios com despesas maiores que as receitas terão um número máximo de secretarias, variando de 5 a 10, de acordo com o tamanho da população. Além disso, o total de cargos em comissão, comumente utilizados politicamente, é limitado a 5% do total de cargos do ente federativo, com exceções para municípios pequenos. Pelo menos metade dos cargos comissionados devem ser ocupados por servidores de carreira.

Salário de prefeitos

De acordo com a PEC, municípios com problemas financeiros também terão limitações nos salários dos prefeitos, vice-prefeitos, secretários e vereadores. Se, nos últimos quatro anos, as despesas de custeio tiverem superado a receita corrente líquida, os “subsídios” do prefeito, vice-prefeito e secretários municipais não poderão ultrapassar uma parcela do salário do governador do estado. Essa parcela vai de 30% para municípios de até 10 mil habitantes, até 80% para cidades com mais de 500 mil pessoas.

Gastos de vereadores

De forma semelhante, a proposta estabelece um limite para as despesas dos vereadores, com o custeio do seu trabalho (material de escritório, transporte, etc.) e com o salário e outros custos dos seus assessores e funcionários de gabinete. Assim, os gastos do vereador serão uma porcentagem do gasto do Deputado Estadual, usado como referência.