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Câmara aprova projeto que cria Presiq, regime tributário especial para indústria química

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Foto: Divulgação/Mendelics

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (29), o projeto que cria o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (Presiq) (PL 892/25). O programa tem como objetivo modernizar e tornar mais sustentável a base produtiva da indústria química nacional. Os benefícios fiscais devem valer de 2027 a 2031. A matéria segue para apreciação do Senado Federal.

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O programa foi estruturado em dois blocos, sendo o primeiro, na modalidade industrial, para usufruir de créditos financeiros para aquisição de determinados insumos/matérias primas, limitados em até 5% do valor de aquisição de produtos químicos. A modalidade é aplicável a empresas que adquirem matérias-primas petroquímicas ou gás natural para produzir insumos químicos específicos, com habilitação automática. Para ter acesso ao benefício, a empresa precisa investir em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no mínimo 10% do crédito usufruído, ou alternativamente 8% em P&D e 2% em programas socioeducativos.

E o segundo bloco, na modalidade investimento, para usufruir de créditos financeiros limitados em até 3% do valor do investimento, aplicável às centrais petroquímicas e às indústrias químicas mediante compromisso em ampliação da capacidade instalada ou apresentação de projeto que atenda à uma ou mais diretrizes do Programa. Nesse caso, a habilitação exige autorização prévia do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Como contrapartida, a empresa deve aplicar ao menos 10% do benefício em pesquisa e desenvolvimento (P&D) ou alternativamente 8% em P&D e 2% em programas socioeducativos.

O benefício está limitado a um total de R$ 3 bilhões anuais, sendo R$ 2,5 bilhões por ano modalidade Industrial, e R$ 500 milhões por ano para a modalidade Investimento.

Os créditos financeiros concedidos podem ser utilizados de três formas:

– Compensáveis com tributos federais, como o IRPJ e a CSLL, inclusive débitos vencidos;
– Ressarcíveis em dinheiro pela Receita Federal em até três meses, se a empresa optar;
– Não inclusos na base de cálculo de IRPJ, CSLL, CBS ou IBS, o que garante a efetividade do benefício.

Fonte de compensação

Por conceder isenção fiscal, o projeto gera uma renúncia de receitas da União e precisa ser acompanhado, segundo a lei, de estimativa de impacto fiscal e previsão de compensação dessa renúncia. O documento argumenta que o impacto orçamentário primário da renúncia fiscal seria mitigado pelos efeitos distributivos do aumento de renda, consumo e arrecadação de tributos sobre folha e consumo gerados pelo aumento do emprego. Além disso, o incremento de R$ 65,4 bilhões na arrecadação tributária total gerada pelo impulsionamento do nível de utilização da capacidade instalada fabril superaria o custo fiscal do programa.

Entretanto, o relator cita que os recursos adicionais necessários serão cobertos pela arrecadação proveniente das medidas de defesa comercial, como a aplicação do direito antidumping a determinados produtos químicos feita pela Resolução Gecex nº 80, e de elevações tarifárias temporárias de certos produtos químicos incluídos na Lista de Desequilíbrios Comerciais Conjunturais, pela Resolução Gecex nº 777. Ambas medidas, já em vigor, geram efeito arrecadatório líquido estimado em R$ 4,5 bilhões anuais e foram explicitadas no Substitutivo da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

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Além disso, o relator cita o projeto de regulamentação do Comitê Gestor do IBS (PLP 108/24), que prevê que o aumento da receita decorrente de alteração sobre tributação de gasolina e diesel e suas correntes será incorporado à lei orçamentária anual e considerado no atendimento a eventual renúncia de receita tributária voltada à indústria química. Por fim, o relator cita ainda recursos advindos das alterações das receitas do petróleo aprovadas na Medida Provisória 1.304 de 2025.

Impacto na economia

Ainda segundo o relatório, as projeções econômicas e setoriais estimam um impacto de R$ 112,1 bilhões no PIB, além de a criação de até 1,74 milhão de empregos, diretos e indiretos, e o impulsionamento do nível de utilização da capacidade instalada fabril para até 95%, que atualmente está em 64%. O projeto também estima a redução em 30% das emissões de CO₂ por tonelada instalada, já que a produção nacional é mais limpa, e uma diminuição do déficit comercial do setor e da dependência de importações, o que é visto como essencial para a segurança nacional em cadeias estratégicas.

Análise: Lula aposta em programas e ações com apelo eleitoral

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Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Lula (PT) aposta em três ações estratégicas voltadas para a sucessão presidencial de 2026:

1) As medidas de crédito destinadas à classe média, que terá um peso importante em um pleito que deverá ser bastante equilibrado;

2) A mobilização dos movimentos sociais, com o objetivo de demonstrar força nas ruas. Não por acaso, Lula anunciou o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) para o Ministério da Secretaria-Geral; e

3) A narrativa contra os agentes econômicos, sobretudo a Faria Lima, explorando a ascendência do presidente sobre as classes de menor renda.

Segundo matéria divulgada na semana passada pelo Poder360, até o momento Lula já divulgou sete programas para a classe média: 1) programa Crédito do Trabalhador; 2) isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais; 3) crédito para trabalhadores autônomos de baixa renda; 4) ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida; 5) programa Agora Tem Especialistas; 6) crédito imobiliário para quem ganha de R$ 12 mil a R$ 20 mil; 7) programa Reforma Casa Brasil.

O foco na classe média não é casual. Como as classes de menor renda são fiéis a Lula, e os segmentos de maior renda possuem uma postura crítica em relação ao presidente, o fiel da balança será a classe média.

Como assinalado, a indicação de Guilherme Boulos para a Esplanada do Ministério foi outro movimento estratégico de Lula, já que Boulos possui influência sobre os movimentos sociais. Na manifestação realizada em setembro, o movimento criado por Boulos intitulado Povo Sem Medo foi o responsável por mobilizar, juntamente com a classe artística, expressivos protestos contra a PEC das Prerrogativas e a anistia aos envolvidos na trama golpista de 8 de janeiro de 2023.

Além disso, Boulos demonstra ter um discurso mais contemporâneo para a chamada “nova classe trabalhadora”. O foco, de acordo com o novo ministro, é o diálogo com os trabalhadores de aplicativos. O governo quer garantir direitos a esses trabalhadores com maior flexibilidade. As medidas incluem remuneração mínima, proteção previdenciária e transparência nos algoritmos, mas “respeitando um grau de flexibilidade”. Boulos acredita em um caminho diferente da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O antagonismo de classe também estará mais presente. Em recente congresso do PCdoB, Lula afirmou que “a gente não tem que dar muita importância para a Faria Lima não, o nosso discurso é para o povo brasileiro”. A reta final do terceiro mandato de Lula terá um viés mais desenvolvimentista. Apesar da repercussão negativa no mercado em relação a medidas que aumentam o gasto público, essa agenda é popular e tem potencial de fortalecer Lula para 2026.

Justiça Federal determina suspensão de títulos em áreas de fronteira

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Foto: Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) informou que a Justiça Federal determinou a suspensão da emissão de títulos de propriedade em áreas de fronteira de Roraima, nesta terça-feira (28). A decisão ocorreu após o MPF entrar com uma ação contra o Instituto de Terras e Colonização de Roraima (Iteraima), órgão estadual responsável pela regularização fundiária.

Títulos irregulares

O MPF revelou que o governo de Roraima emitiu, nos últimos anos, cerca de 1,7 mil títulos sem obter a autorização prévia do Conselho de Defesa Nacional (CDN), órgão consultivo da Presidência da República. O Conselho exige essa autorização porque as áreas ficam na fronteira entre o Brasil e a Venezuela.

Regras para terras de fronteira

A decisão judicial determina que o estado siga a Instrução Normativa nº 122/2022 do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ao emitir títulos em áreas de fronteira. Além disso, a legislação atual proíbe a concessão ou doação de terras situadas a até 150 quilômetros das fronteiras sem a autorização prévia do governo federal.

Crise dos chips: Alckmin aciona diplomacia brasileira e pede à China que oferta seja mantida

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Foto: Divulgação/Nissan

O governo brasileiro acionou o corpo diplomático para tentar garantir que a indústria automotiva brasileira não seja afetada pelo embate geopolítico entre o governo holandês e a China. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil pedirá ao país asiático que as empresas de autopeças sistemistas que atendem a montadoras no Brasil possam comprar chips chineses, mesmo que tenham capital europeu.

Em troca, o governo brasileiro deve estabelecer um sistema de rastreabilidade dos chips para garantir ao governo chinês que esses componentes serão direcionados ao mercado interno e não à exportação.

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O interesse do Brasil nesse tema resulta da dependência do mercado brasileiro em chips chineses, essenciais para o sistema de carros flex.

“O mais importante é garantir a oferta para os sistemistas revenderem para as montadoras, independente da origem da propriedade do capital dessas empresas”, disse o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços, Uallace Moreira, após reunião com montadoras e autopeças.

Entenda o conflito

A crise acontece após a China impor restrições à exportação de componentes eletrônicos, depois do governo holandês assumir o controle de uma empresa chinesa instalada no país europeu alegando preocupações com segurança e propriedade intelectual. O governo brasileiro agora luta para conseguir prioridade no direcionamento dos chips que ainda são produzidos pelos asiáticos, mas a necessidade de intermediação de sistemistas européias pode dificultar o processo.

CNJ instrui juízes a rejeitar solicitações da PM sem aval do MP

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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Na sessão de terça-feira (28), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou por unanimidade uma recomendação que orienta todos os magistrados da área criminal a recusar pedidos feitos diretamente pela Polícia Militar (PM) quando o Ministério Público (MP) não estiver informado.

O texto esclarece ainda que a Polícia Militar não pode conduzir investigações nem solicitar diligências, como buscas e apreensões em residências, exceto quando se trata de crimes militares cometidos por seus membros.

STF exige aval do MP

O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu em 2022 a validade de pedidos feitos pela PM em processos criminais, desde que recebam aval prévio do Ministério Público. No entanto, nos últimos anos, a PM tem desrespeitado essa regra, alertou o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, em nome da ADPESP.

Segundo ele, a PM tem usurpado competências, gerando efeitos prejudiciais. “A PM deve focar em prevenir delitos com presença ostensiva nas ruas”, afirmou o defensor, criticando a intromissão dos militares nas funções da Polícia Civil.

“Não pretendo levar clientes para depor em quartéis”, reforçou.

Limites da Polícia Militar

O conselheiro Pablo Coutinho Barreto, relator do tema no CNJ, destacou que a Segurança Pública deve sempre respeitar os limites da lei. Além disso, ele enfatizou que a Constituição proíbe a Polícia Militar de conduzir investigações criminais ou processar inquéritos, pois essas funções cabem exclusivamente às polícias Civil e Federal.

Vale destacar que o CNJ aprovou uma recomendação que determina que, mesmo quando a Polícia Militar solicita um mandado e ele é aprovado pelo juízo competente, após parecer favorável do Ministério Público, o cumprimento da diligência deve sempre contar com a participação de agentes da Polícia Judiciária (Civil ou Federal) e do Ministério Público.

Comissão aprova projeto que permite emissões de certificados e letras de crédito para pequena e média empresa

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Nesta terça-feira (28), a Comissão de Indústria, Comércio e Serviços (CICS) da Câmara aprovou o projeto que cria meios de incentivos para pequenas e médias empresas, por meio da emissão de certificados e letras de crédito (PL 4451/2024). O texto ainda precisa ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e Comissão de Finanças e Tributação (CFT).

O projeto cria os Certificados de Recebíveis Mercantis (CRM) e as Letras de Crédito Mercantis (LCM). As remunerações decorrentes dos títulos serão isentas do Imposto de Renda na fonte e na declaração de ajuste anual das pessoas físicas, e terão alíquota zero do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

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Além disso, segundo o texto, os CRM serão emitidos de forma escritural exclusivamente pela companhia securitizadora, podendo ser distribuídos por plataformas de investimentos participativos. Estes serão lastreados em direitos creditórios ou valores mobiliários cujos devedores ou cedentes sejam sociedades de pequeno e médio porte, ou seja, com receita bruta anual inferior a R$ 300 milhões.

Por outro lado, as Letras de Crédito Mercantis (LCM) serão emitidos por instituições financeiras e lastreados em operações de crédito realizadas com essas sociedades de pequeno e médio porte. As emissões de CRMs poderão ser escrituradas e custodiadas nas Redes Públicas de Registros Distribuídos. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) poderá estabelecer limites de concentração por devedor nos CRMs, bem como limites de valores ofertados e de tempo mínimo de intervalo entre ofertas.

Bolsa bate recorde e dólar cai pela segunda sessão consecutiva

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro viveu mais um dia de euforia nesta terça-feira (28), com a bolsa quebrando recordes e se aproximando da marca de 148 mil pontos. Ao mesmo tempo, o dólar caiu pela segunda sessão consecutiva e atingiu o menor valor desde o início do mês, chegando a R$ 5,36.

Ibovespa

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a terça-feira (28) em 147.429 pontos, registrando alta de 0,31%. Diferentemente dos dois pregões anteriores, quando apenas ultrapassou momentaneamente a marca dos 147 mil pontos, esta foi a primeira vez que o índice fechou o dia acima desse patamar.

Dólar comercial

O dólar comercial teve um dia de alívio, fechando vendido a R$ 5,36, com queda de R$ 0,01 (-0,19%). Durante a manhã, a cotação subiu até R$ 5,39 nos primeiros minutos de negociação, mas inverteu o movimento e caiu à tarde, atingindo a mínima do dia de R$ 5,35 por volta das 15h20.

Essa é a cotação mais baixa desde 8 de outubro. No mês, a moeda registra alta de 0,69%, mas, no acumulado de 2025, caiu 13,25%.

Novo corte de juros

Com base em informações da Reuters, a expectativa de um novo corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião desta quarta-feira (29) animou os investidores.

Além disso, a confirmação do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, previsto para quinta-feira (30) na Coreia do Sul, contribuiu para reduzir as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Crise na segurança pública do Rio muda a pauta do debate político nacional

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Rio de Janeiro, RJ
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A megaoperação de combate ao crime organizado realizada ontem (28) no Rio de Janeiro (RJ), a mais letal da história do Estado, domina a opinião pública, provocando uma mudança no debate político nacional. Neste ambiente, o presidente Lula (PT) e o governador do RJ, Cláudio Castro (PL), são o centro das atenções.

A repercussão negativa da operação nos meios de comunicação – ontem foram confirmados 64 mortos, e hoje (29) mais de 60 corpos foram levados por moradores para a praça da Penha – desgasta Cláudio Castro, principalmente porque a megaoperação paralisou setores importantes do Rio. No entanto, como existe uma demanda na sociedade fluminense por um combate mais duro ao crime organizado, Castro terá à sua disposição uma narrativa para explorar junto ao eleitorado mais conservador.

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A nacionalização da crise na segurança pública do Rio pressiona o governo Lula (PT). Apesar do PT tentar construir a narrativa de que Castro estaria interessado em jogar o problema da segurança no RJ no “colo de Lula”, o presidente terá que apresentar ações efetivas nesta conturbada área.

Uma pesquisa divulgada hoje (29) pelo instituto Paraná pesquisas aponta que 45,8% dos entrevistados avaliam que a segurança pública piorou durante o governo Lula. 33,9% responderam que permaneceu igual. Somente 17,2% entendem que o quadro na segurança melhorou com Lula.

Embora a segurança seja uma atribuição dos governos estaduais, as pesquisas identificam que a segurança é apontada como o principal problema do país. Do ponto de vista político, isso significa que o tema necessita ser enfrentado pelo governo federal, já que começa a ocorrer desdobramentos no âmbito do Congresso Nacional.

Após a troca de farpas entre Cláudio Castro e o governador federal, Castro recebeu o apoio do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil). Em entrevista à CNN Brasil, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que sua equipe irá “mergulhar” no debate para equiparar a atuação de facções criminosas ao terrorismo, o que exige mudança na legislação brasileira.

As manifestações de Caiado e Tarcísio, que são pré-candidatos ao Planalto, sugerem que Lula terá dificuldades de deixar o problema da segurança no Rio restrita ao Estado. Enfrentar a pauta da segurança será um tema complexo para o governo federal, já que parte majoritária da esquerda rejeita megaoperações de combate ao crime, preferindo uma política que “respeite os direitos humanos”.

Vivendo um aumento da popularidade muito mais provocado por fatores externos que reações domésticas, Lula terá que enfrentar o tema da segurança pública do Rio. Embora haja uma oportunidade para o presidente construir ações efetivas nesta área, o potencial de desgaste de Lula não pode ser desconsiderado.

Análise: PLDO 2026 depende de aprovação de medidas compensatórias

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Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

A derrubada da MP nº 1.303/25 gerou no governo uma frustração de arrecadação de R$ 20,9 bilhões em 2026, além da perda de uma economia de R$ 10,7 bilhões. Diante disso, o Executivo está se articulando para garantir que o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2026 seja votado na Comissão Mista de Orçamento (CMO) somente após a aprovação de medidas compensatórias.

Na próxima semana, o governo deve enviar dois projetos ao Congresso Nacional para ajudar nas contas públicas. Um deles trataria do corte de gastos; o outro, da tributação de fintechs e apostas de cota fixa, também conhecidas como bets. Para agilizar o processo, os textos devem ser apensados a matérias que estejam em estágio mais avançado de tramitação.

A tributação de apostas é mais bem recebida no Congresso Nacional. Já quanto à proposta de aumento de tributação de empresas e bancos, o governo pode enfrentar resistências, conforme ocorreu com a MP. Por outro lado, com relação ao projeto de corte de gastos, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que a Casa pode votar a matéria na semana que vem.

A questão orçamentária não é, porém, o único fator que vem interferindo na votação do PLDO. O cronograma de pagamento das emendas parlamentares também tem travado a negociação. De um lado, o Congresso defende que haja um calendário explícito no projeto, como uma garantia de que os recursos serão direcionados até, no máximo, três meses antes das eleições. No entanto, o governo é contra a iniciativa. Os parlamentares estão receosos de que o governo priorize aliados ou demore a repassar o valor das emendas. Nesse cenário, parlamentares argumentam que o relacionamento com suas bases eleitorais poderia sair prejudicado.

Outro caminho já sinalizado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), seria o contingenciamento de mais de R$ 7 bilhões em emendas parlamentares para conseguir fechar as contas públicas. Além disso, ele apontou que pode reeditar medidas provisórias de controle de gastos no início do próximo ano.

Dessa forma, a tendência é que o PLDO 2026 seja votado só após os recursos estarem garantidos e o governo e o Parlamento terem chegado a um acordo acerca do cronograma das emendas. Com o adiamento da votação desse texto, o prazo também fica mais apertado para a PLOA 2026. Por mais que haja um desejo de votar o Orçamento ainda este ano, pode ser que a votação fique para o início do ano que vem, conforme ocorreu com o Orçamento de 2025, votado em março.

Câmara aprova proibição de cobrança por bagagens de mão em voos domésticos

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Rio de Janeiro (RJ), 02/10/2023 - Movimento de passageiros no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, após migração de voos operados no Aeroporto Santos Dumont. viagem, turismo, bagagem
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que proíbe as empresas aéreas de cobrar pelas bagagens de mão (PL 5.041/25). Porém, o texto foi alterado para que essa restrição se aplique apenas aos voos domésticos. “A extensão da medida ao mercado internacional poderia suscitar questionamentos quanto ao cumprimento de acordos bilaterais e a redução da oferta de voos de empresas de baixo custo que hoje atuam em rotas relevantes na América do Sul, a partir do Brasil”, justificou o relator, Neto Carletto (Avante-BA).

O texto segue para análise do Senado.

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Limite de peso

Pelo texto, o passageiro terá direito a acomodar na cabine um volume de bagagem de mão e, sob o assento, uma bolsa ou mochila. Pelo texto original, a bagagem de mão poderia ter até 12 kg, mas, nos destaques, os deputados optaram por aumentar esse limite para 23 kg. Além disso, em caso de impossibilidade de transportar a bagagem de mão na cabine, a empresa deve despachar o material gratuitamente. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) fica responsável por fiscalizar o cumprimento da lei.

No-show

Os deputados também aprovaram um destaque proibindo o cancelamento do voo de retorno quando o consumidor não embarca no voo de ida. O tema já foi alvo de decisão judicial nesse sentido, mas os deputados optaram de incluir a regra em lei. Além disso, foi aprovado um destaque proibindo a cobrança adicional para marcação de assento.

Acessibilidade

O texto final também incorpora sugestões da ANAC para prever em lei regras sobre a acessibilidade nos voos. As regras já estão previstas em regulamento, mas a agência argumentou que a previsão em lei daria maior segurança jurídica às normas.

Pelo projeto, transportadores e operadores aeroportuários deverão assegurar o transporte de passageiros com necessidade de assistência especial. As aéreas também são obrigadas a disponibilizar gratuitamente até dois assentos adicionais quando o passageiro tiver necessidade de ajuda técnica ou precisar acomodar equipamentos médicos.

Paciente indisciplinado

O projeto também prevê que as aéreas podem se negar a transportar, por até 12 meses, passageiro que tenha praticado ato de indisciplina considerado gravíssimo. Além disso, o texto autoriza que os dados do passageiro arruaceiro seja compartilhado entre as empresas.