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STF começa a analisar recurso de Bolsonaro em plenário virtual na próxima sexta (7)

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Brasília (DF) 14/09/2025 O ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu filho, Jair Renan, deixa hospital sob forte esquema de segurança, após passar pro procedimentos.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciará, na próxima sexta-feira (7), o julgamento dos embargos de declaração do “núcleo crucial” da tentativa de golpe de Estado. O julgamento, a ser realizado em plenário virtual, deve ser concluído até dia 14. Além do recurso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), os de outros seis réus também serão apreciados.

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Caso de Bolsonaro

A defesa do ex-presidente apresentou embargos de declaração objetivando “sanar as ambiguidades, omissões, contradições e obscuridades” da decisão do STF. Os advogados pediram a revisão da dosimetria da pena e alegaram cerceamento de defesa durante o processo.

Como regra, embargos de declaração não mudam sentença, mas esclarecem pontos. No entanto, a correção de um desses vícios pode levar a uma mudança de resultado se a omissão, por exemplo, for sobre um argumento que, ao ser analisado, possa mudar o sentido da decisão inicial.

Outros seis réus

Também serão analisados os recursos de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e Walter Braga Netto.

Vale lembrar que a defesa de Mauro Cid — delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro — não apresentou recurso e, portanto, o ministro Alexandre de Moraes já determinou o início do cumprimento da pena. O colegiado fixou 2 anos de reclusão em regime aberto, com o cumprimento de medidas cautelares. Desse total, ainda será descontado o tempo em que o delator ficou preso de forma provisória.

Lula discute incentivo à pesquisa e exportação de biocombustíveis com Be8 e Mercedes-Benz

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Brasília (DF), 25/06/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de evento após a 2ª reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no Ministério de Minas e Energia (MME). combustível, biocombustível
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Lula (PT) reuniu-se nesta quinta-feira (30) com o CEO da Be8, Erasmo Carlos Battistella, e o presidente da Mercedes-Benz do Brasil e América Latina, Denis Güven, no Palácio do Planalto para discutir estratégias de incentivo aos biocombustíveis no Brasil.

Durante o encontro, Lula foi apresentado aos veículos da Rota Sustentável COP30, que utilizam o biocombustível Be8 BeVant, capaz de reduzir em até 99% as emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel fóssil.

Viagem-teste do biocombustível

A rota sustentável partiu de Passo Fundo (RS) rumo a Belém (PA), onde ocorrerá a COP30 em novembro, numa viagem de aproximadamente 4 mil quilômetros. Além do BeVant, o trajeto também conta com veículos movidos a diesel B15 para fins comparativos. Segundo Battistella, o biocombustível pode ser aplicado em diversos motores, especialmente em rotas longas onde a eletrificação é limitada.

“Isso é uma solução imediata de descarbonização”, afirmou Battistella.

Compromisso com a transição energética

Lula destacou a capacidade do Brasil de liderar a transição energética global, com ênfase no desenvolvimento de tecnologias nacionais para biocombustíveis.

“Com a inteligência humana do Brasil, com engenheiros e engenheiras brasileiros, a gente consegue mostrar ao mundo que a transição energética que o mundo sonha não é tão difícil. Basta ter vontade política e basta ter coragem de fazer”, disse.

O presidente sugeriu a realização de testes com veículos produzidos pela Mercedes-Benz na Alemanha para avaliar a redução de emissões, e mencionou ideias de exportação de biocombustíveis para o exterior.

“Quem sabe a gente possa exportar isso aqui para o mundo. Quem sabe a gente importa caminhão e exporta [biocombustível] para a Alemanha”, pontuou.

Petróleo

Apesar do foco em biocombustíveis, Lula reforçou que o uso do combustível fóssil ainda será necessário “enquanto for necessário”, ressaltando a importância da pesquisa responsável, especialmente na Margem Equatorial, onde a Petrobras iniciou operações exploratórias autorizadas pelo Ibama. Ele destacou a transformação da Petrobras em empresa focada em energia, alinhando-se à transição.

“É preciso construir o fim da utilização do combustível fóssil. E para isso a gente tem que pesquisar a Margem Equatorial com o cuidado que o meio ambiente exige, uma responsabilidade que o Brasil tem de mostrar que nós vamos ser o país mais perfeito do ponto de vista da transição energética no mundo”, afirmou.

Análise: Raio-x dos orçamentos estaduais: RJ é, a perder de vista, o cenário mais crítico

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

Dada a proximidade do final do ano é esperado que os executivos estaduais encaminhem para o legislativo o projeto de lei que estima as receitas e fixa as despesas para o exercício de 2026 (PLOA 2026). No entanto, considerando a data do recorte realizado para esta análise (28/out), somente três executivos estaduais (Tocantins, Amazonas e Paraíba) ainda não encaminharam a PLOA para a Assembleia local. Destes, Tocantins sequer finalizou o debate sobre o projeto de lei de diretrizes orçamentárias para 2026 (PLDO 2026) – que precede à LOA. 

Na Paraíba, no entanto, o cenário é intrigante: coexistem duas LDO’s. Isso se deu por um contratempo entre governo e Assembleia. Governador perdeu o prazo e acabou sancionando com vetos, depois da Assembleia ter promulgado na íntegra. O caso está no Supremo Tribunal Federal (STF) via Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada pelo governador. No cerne do debate, as emendas parlamentares individuais. Por ora, reconhece-se que o governador perdeu o prazo para sanção/veto, conferindo à Assembleia o direto à sanção tácita. Por outro lado, há entendimento que a versão promulgada pela Assembleia exorbitou em 66,6% os valores estabelecidos para o pagamento das emendas no ano de 2025, tornando-os incompatíveis com a receita estadual – haverá nova modulação do percentual. Também está sendo considerado desfavorável à versão da Assembleia a fixação do prazo para pagamento das emendas até o dia 15 de maio – determinação que interfere em competência, engessa a gestão e, contraria a jurisprudência do próprio STF sobre o tema.

Alagoas e Piauí apresentaram despesas inferiores as receitas, restando saldo positivo de aproximadamente R$ 5,64 bilhões e R$ 5,81 bilhões, respectivamente. Na contramão, os estados que apresentaram orçamentos deficitários foram:

1- Rio de Janeiro (R$ 18,93 bilhões),

2- Minas Gerais (R$ 5,22 bilhões),

3- Rio Grande do Sul (R$ 3,80 bilhões) e,

4- Rio Grande do Norte (R$ 1,55 bilhão).

Importante comentar que, após as respectivas análises das Assembleias Legislativas, os números expostos poderão sofrer alterações que, em letra crua, devem influenciar negativamente os orçamentos, diminuindo saldos positivos e aumentando os déficits. Isso porque algumas análises prévias já denunciam possíveis “maquiagens” e projeções de receitas “fictícias”. 

No Rio de Janeiro, por exemplo, o parecer prévio apresentado pelo deputado Luiz Paulo (PSD) sinaliza questões complexas que precisam ser revistas: i) parâmetros de receita associados a projetos de lei pendentes de deliberação, como o caso do PL do FOT; ii) adequação das projeções de despesa e endividamento, em observância ao equilíbrio orçamentário e às metas fiscais vigentes; e, iii) inclusão, em anexo à Lei Orçamentária Anual, do Programa de Dispêndios Globais (PDG) das empresas estatais não dependentes, da descrição das aplicações financeiras realizadas (que merecem observação cuidadosa, dado seu papel na definição das diretrizes de investimento e gestão financeira da empresa).

Outro ponto que pode alterar a conta, neste caso favoravelmente, é a possível adesão dos estados ao Propag, que prevê melhores condições para o pagamento das respectivas dívidas com a União. Aqui observa-se não somente a adesão ao Programa, que pode reduzir juros das dívidas e estabelecer novos parcelamentos, mas os movimentos que alguns governos estão fazendo para aumentar a receita via: i) alienação de imóveis para leiloá-los, ii) desestatização de empresas, iii) redução de benefícios fiscais e, iv) programas de refinanciamento para regularização de débitos de empresas com o estado.

Como regra geral, os respectivos PLOA 2026 dos estados devem ser aprovados até o final do ano de 2025, de modo que cada um estabelecerá seu cronograma.

Leilão de transmissão nesta sexta tem estimativa de investimento de quase R$ 6 bilhões

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Foto: Tauan Alencar/MME

A Aneel concluiu, na semana passada, o recebimento das inscrições e das garantias de proposta dos interessados em participar do Leilão de Transmissão 04/25, a ser realizado nesta sexta-feira (31) na B3, às 10h. Embora os nomes dos interessados não tenham sido divulgados, a avaliação é de que alguns dos players do setor participem.

Serão oferecidos sete lotes, com investimento estimado de R$ 5,53 bilhões e previsão de criação de mais de 13 mil empregos diretos e indiretos em 12 estados. O projeto prevê a construção e a manutenção de 1.081 quilômetros de linhas de transmissão e seccionamentos e de 2 mil megawatts (MW) em capacidade de transformação, além de sete compensações síncronas.

A rede de transmissão passará por Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e São Paulo. O prazo para a conclusão das obras varia de 42 a 60 meses, dependendo da complexidade da construção. Mais informações, no link Folder do leilão.

Competência estadual

O deputado federal Lafayette de Andrada (Republicanos-MG) articula a apresentação de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para atribuir a exploração dos serviços de distribuição de energia elétrica aos estados. Hoje, as concessões são de competência federal.

“Essa concentração de atribuições e competências da União tem se mostrado incompatível com a realidade federativa e com as transformações do setor elétrico, especialmente diante do avanço da geração distribuída (GD), das microrredes, do armazenamento de energia e da crescente descentralização da matriz energética nacional”, afirma-se na justificativa da proposta.

Segundo o deputado, a PEC vai aproximar a regulação “do contexto local”, ao atribuir aos estados a fiscalização da distribuição, permitindo que “peculiaridades regionais” sejam consideradas nas decisões.

Essa proposta surge no Legislativo quando o Ministério de Minas e Energia e a Aneel colocam em andamento a renovação das concessões de 19 distribuidoras de energia por mais 30 anos. São necessárias as assinaturas de 171 deputados para que a proposta comece a tramitar. PECs exigem votações em dois turnos na Câmara e no Senado antes da promulgação.

Isenção do IR: Alcolumbre pretende votar texto no mesmo dia ou no dia seguinte a aprovação na comissão

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Brasília (DF) 20/05/2025 O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, participa da abertura 26ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manifestou o desejo de votar o projeto da isenção do IR (PL 1.087/25) em plenário na semana que vem. Ele afirmou que pretende levar o projeto ao plenário no mesmo dia em que for aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), ou no dia seguinte.

Há perspectiva do relatório ser apresentado na próxima terça-feira (4).

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Além disso, segundo o presidente, os líderes do Senado deverão se reunir na semana que vem para tratar sobre o IR, mas também sobre o projeto que contém trechos da MP 1303, derrubada pela Câmara. As medidas foram inseridas no projeto que cria o Rearp (Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial), o PL 458/21.

Leilão da BR-381 (BH-SP) será em dezembro; Investimentos chegarão a R$ 15 bilhões

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Foto: DNIT

Os termos do novo contrato de concessão do trecho da BR-381 (Fernão Dias) entre Minas Gerais e São Paulo foram oficializados, na quarta-feira passada (22), pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, e pelo presidente do TCU, Vital do Rêgo, durante evento no tribunal.

O leilão, pelo processo competitivo de concessão da rodovia, está previsto para 11 de dezembro. O novo contrato será válido até 2040, com mais de R$ 15 bilhões em investimentos, conforme o cronograma de intervenções estabelecido para os próximos dez anos.

O programa desenhado pelo Ministério dos Transportes prevê novo leilão no caso de contratos com inadimplência e que deveriam ser ajustados às novas condições do tráfego. Assim, o acerto entre o ministério e a concessionária, sob a supervisão do TCU, promove o reequilíbrio contratual de trechos que enfrentam dificuldades financeiras, condição que compromete a realização de obras de expansão e melhorias.

A expectativa é atrair mais de R$ 110 bilhões em investimentos logísticos até o fim do atual governo. “Pegamos os novos parâmetros, prazos, tarifas e obras e levamos à Bolsa de Valores. Perguntamos à iniciativa privada se alguém oferece uma proposta mais vantajosa do que a otimização que estamos apresentando junto à atual concessionária”, contou o ministro.

Com 569 quilômetros de extensão, a Fernão Dias é parte do conjunto de rodovias (BRs 381, 116 e 040) que conecta as três maiores cidades do Brasil. Operado pela Arteris, o trecho da BR-381 entre Minas e São Paulo registra tráfego médio superior a 61 mil veículos por praça, sendo 37% desse volume composto por caminhões, o que mostra o papel estratégico desse corredor logístico para a economia e a mobilidade entre os dois principais polos do Sudeste.

Serão construídos 108 quilômetros de faixas adicionais, além de faixas laterais. A rodovia foi inteiramente duplicada nos anos 1990, mas o intenso fluxo de veículos demanda melhorias.

Câmara aprova novas regras de proteção aos acionistas minoritários

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Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Após 13 relatórios e muito vai-e-vem, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que cria novas regras de proteção aos acionistas minoritários (PL 3.899/12). Apesar do objetivo inicial de tratar sobre reciclagem e economia circular, o texto, que reúne 22 outros projetos apensados, traz regras que alteram a Lei das SAs facilitando que os majoritários sejam denunciados e responsabilizados por prejuízos em companhias abertas. Originalmente, essas medidas estavam no PL 2.925/23, que acabou absorvido pelo texto da economia circular.

O texto agora segue para a análise do Senado Federal.

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Fortalecimento dos minoritários

Pelo texto, é reduzido de 5% para 2,5% o percentual mínimo de ações para que acionistas proponham ação de responsabilidade contra administradores e pedido de reparação contra o acionista controlador por danos causados à companhia. Para companhias fechadas, o percentual continua em 5%. Esses percentuais mínimos poderão ser alterados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Além disso, pelo texto, os procedimentos arbitrais que tratarem da responsabilização de administradores, membros do conselho fiscal ou acionistas por prejuízos causados à companhia deverão ser públicos.

Transações de alto valor

Nas companhias abertas, passa a ser competência da Assembleia Geral, quando se tratar de companhias abertas, deliberar sobre a celebração de transações com partes relacionadas ou a alienação/contribuição de ativos cujo valor corresponda a percentual superior a 50% dos ativos totais.

Congresso aprova que maior faixa de isenção do IR possa durar mais de 5 anos

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Geraldo Foto: Magela/Agência Senado

O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (30) a medida que permite que a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, prevista no PL 1.087/25, não tenha limite de cinco anos (PLN 1/2025). Para isso, a medida altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025.

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Atualmente, a LDO determina que propostas que concedam, renovem ou ampliem benefícios tributários tenham vigência máxima de cinco anos. Assim, o PLN adiciona uma exceção a essa regra, permitindo que essas propostas do Executivo federal tenham validade por tempo indeterminado, e não mais apenas por cinco anos.

Comissão mista aprova substitutivo da MP que limita subsídios da CDE

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Foto: Reprodução

A comissão mista que analisa a medida provisória que limita os subsídios da CDE (MP 1.304/25) aprovou o substitutivo apresentado pelo relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM). A aprovação ocorreu após um acordo em que foram retirados os trechos do relatório que tratavam da contratação de usinas termelétricas movidas a gás natural, prevista na lei de capitalização da Eletrobras.

O relator acatou o acordo sugerido pelo líder do MDB na Câmara, o deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), e apoiado pelo líder do governo no Congresso Nacional, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). A matéria agora segue para ser discutida na Câmara.

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Baterias

O novo relatório traz mudanças na tributação de sistemas de baterias, inserindo os sistemas no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi), mantendo um limite para a concessão de benefícios fiscais em R$ 1 bilhão, mas alterando a vigência da isenção até 2030. Além disso, o texto propõe um rateio de custos da contratação de reserva de capacidade apenas entre os geradores de energia.

O relator isentou ainda o PIS/Cofins de importação de sistema de armazenamento de energia em baterias recarregáveis. Além disso, o texto autoriza o Poder Executivo a reduzir a zero a alíquota do Imposto sobre a Importação desses produtos. No entanto, essa renúncia fiscal ao setor se limitará a R$ 1 bilhão em 2026. Caberá a Receita Federal emitir relatórios bimestrais de acompanhamento desse valor para que, o benefício seja extinto no mês seguinte ao esgotamento de recursos.

Microgeração com autoconsumo local

Houve um ajuste para excetuar a microgeração com autoconsumo local — aquela com até 75 kW consumidos localmente — da cobrança de R$ 20 para cada 100 kWh de energia elétrica ativa compensada, a ser aplicada até 31 de dezembro de 2028, desde que o gerador invista em Sistemas de Armazenamento de Energia (BESS).

Sudam/Sudene

O texto mantém a previsão de benefícios fiscais para distribuidoras que atuam nas áreas da Sudam/Sudene, mas determina que esses benefícios sejam integralmente repassados aos consumidores na forma de redução tarifária. “Entendendo que não houve tempo hábil para esclarecer a matéria para todos. Estamos apresentando um projeto autônomo para tratar da remuneração do capital da região Sudam/Sudene”, afirmou o relator. Segundo o texto anterior, a ANEEL deveria utilizar, no cálculo do custo de capital regulatório aplicável aos processos tarifários das concessionárias de distribuição de energia elétrica, as alíquotas de IRPJ e de CSLL, incluindo nesse cálculo os benefícios tributários concedidos a cada concessionária ou permissionária.

Encargo para geradores solares

O texto cria um encargo temporário para pequenos geradores solares, como forma de limitar a expansão da microgeração e minigeração distribuída (MMGD). Pelo texto, haverá uma cobrança de R$ 20 para cada 100 kWh de energia elétrica ativa no Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE). Esse sistema é o que garante que o consumidor gere sua própria eletricidade e injete o excesso na rede da distribuidora em troca de créditos para abater o consumo futuro na conta de luz – o que é muito utilizado pelos geradores solares em indústrias e comércios. Esse novo encargo valerá para novas solicitações de acesso e de aumento de potência. Os valores arrecadados conforme serão integralmente revertidos em benefício da modicidade tarifária. Esse novo encargo valerá até 31 de dezembro de 2028.

Rateio da CDE

O texto segue prevendo que a CDE deve prover recursos para compensar os benefícios tarifários associados ao sistema de compensação da MMGD. Porém, é definido um limite ao valor total dos recursos arrecadados para a CDE por meio de quotas, baseado no valor das despesas do orçamento de 2025, atualizado pelo IPCA, a partir de 2027. Para cobrir eventuais custos que extrapolem esse teto, é criado o ECR (Encargo de Complemento de Recursos), que será custeado pelos beneficiários dos próprios subsídios, na proporção do benefício que foi obtido. Programas sociais (como Tarifa Social de Energia Elétrica e Luz Para Todos) e o custeio de irrigação/aquicultura foram excluídos do limite da CDE, garantindo sua continuidade sem risco de contingenciamento pelo ECR.

Compensação a eólicas e solares

O substitutivo de Eduardo Braga (MDB-AM) à MP 1.304/25 incluiu a previsão de pagamento de compensação para geradoras eólicas e solares por cortes de geração (curtailment) realizados desde 1º de setembro de 2023. Para receber a compensação, as empresas precisariam assinar um termo desistindo das ações que apresentaram à Justiça pedindo compensações. As geradoras brigam por compensações que poderiam passar de R$ 3 bilhões. Os valores para esse ressarcimento serão pagos utilizando os valores devidos e ainda não liquidados (ou, se necessário, de períodos futuros) por agentes de geração eólica e solar em Contratos de Energia de Reserva (CER) e Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR).

Curtailment

Os cortes de geração são realizados são feitos pelo ONS por conta de excesso de geração em momentos em que há pouco consumo. As solares, por exemplo, geram mais energia em momentos de alta incidência solar, quando nem sempre há muito uso de energia.

Tribunal cobra plano de ação para autonomia financeira das agências reguladoras

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Fachada Tribunal de Contas da União - TCU
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Por determinação do ministro Jorge Oliveira, do Tribunal de Contas da União (TCU), o governo deverá criar um plano de ação para garantir a autonomia financeira das agências reguladoras. A decisão foi tomada no processo sobre a estrutura organizacional dessas autarquias do qual o ministro é relator.

O ministro Bruno Dantas, também do TCU, pediu vistas para realizar estudos adicionais. Assim, a decisão final da corte foi adiada para a sessão plenária marcada para 3 de dezembro.

“Existe legislação suficiente para que essas instituições públicas possam exercer o seu mandato com autonomia necessária”, afirmou Bruno Dantas. “Nesse prazo [pedido de vista] pretendo fazer um estudo com olhar complementar, tentando extrair da Lei das Agências Reguladoras interpretação que viabilize desde já algumas medidas mais concretas.”

Segundo o ministro Jorge Oliveira, o governo pediu a retirada de pauta do processo, alegando impactos orçamentários nas possíveis determinações do tribunal.

A auditoria do TCU analisou a situação de quatro casos: Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional do Petróleo (ANP), Agência Nacional de Mineração (ANM) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A conclusão apontou que limitações orçamentárias e contingenciamentos têm comprometido as atividades das agências.

A auditoria apontou ainda atrasos no cumprimento das agendas regulatórias, longos períodos de vacância nas diretorias, paralisação de processos decisórios e redução significativa dos quadros de pessoal nas entidades.

Fiscalização da Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou, na quarta-feira passada (22), Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca atribuir aos deputados competência privativa para fiscalizar as atividades das agências reguladoras.

As agências, que têm autonomia administrativa e financeira, são vinculadas ao Poder Executivo e estão sujeitas à fiscalização do TCU, do Congresso Nacional, do Ministério Público e da Controladoria-Geral da União (CGU).

A nomeação de seus diretores é feita pelo presidente da República, mas depende de aprovação pelo Senado. A Câmara quer papel de destaque nesse processo. O projeto foi aprovado por 33 votos a favor, oriundos de partidos da oposição, e 13 votos contrários, de partidos governistas e de esquerda. O governo tentou adiar a votação, sem êxito.