25.5 C
Brasília
Home Blog Page 108

Indústria química apoia Plano Brasil Soberano e alerta para impacto de tarifaço no setor

0
indústria química
Foto: José Paulo Lacerda/CNI

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) divulgou nesta sexta-feira (15) nota de apoio ao Plano Brasil Soberano, apresentado pelo governo federal na última quarta-feira (13). O plano prevê R$ 30 bilhões em crédito, ajustes tributários, prorrogação de prazos e medidas de proteção ao emprego para setores afetados pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos — que atualmente incide em 50% sobre produtos brasileiros após nova alta decretada pelo governo Trump.

A indústria química brasileira exporta cerca de US$ 2,5 bilhões por ano em insumos aos EUA.

“[O Plano] dialoga com demandas históricas do setor químico e de seus principais clientes – indústrias que transformam insumos químicos em produtos de maior valor agregado destinados ao mercado norte-americano, como plásticos, calçados, alimentos, vestuário, cosméticos e higiene pessoal”, afirma a entidade.

Exclusão de tarifaço

A nota da entidade destaca que, dos 700 produtos inicialmente listados na sobretaxa, cinco já foram excluídos, equivalendo a cerca de US$ 1 bilhão em exportações liberadas. A associação aponta que outros produtos químicos podem ser retirados da tarifação — o que pode significar mais US$ 500 milhões em vendas — mas que isso depende de avanços rápidos nas negociações entre Brasil e EUA.

Caso as tarifas persistam, a Abiquim informa que será necessário buscar novos mercados para compensar as perdas, especialmente diante do potencial impacto sobre empregos altamente qualificados.

Segundo a associação, os efeitos sobre o emprego devem ocorrer de forma progressiva e exigem monitoramento permanente. O tamanho do pacote do governo, avalia a Abiquim, é inédito e pode exigir nova rodada de medidas conforme a evolução do cenário e da pressão internacional.

“O setor, que emprega mão de obra altamente qualificada, tende a registrar impactos sobre o emprego de forma mais lenta, mas o cenário exige monitoramento constante. A dimensão inédita do pacote exige acompanhamento para avaliar se será suficiente ou se será necessária uma segunda fase”, completa a entidade.

Senado pode destravar votação do Novo Código Eleitoral na quarta-feira

0
Saulo Cruz/Agência Senado

A matéria do Novo Código Eleitoral pode ser destravada no Senado. Esse é um desejo do relator do Projeto de Lei Complementar (PLP) 12/2021, senador Marcelo Castro (MDB-PI). O parlamentar demonstrou que mobiliza a Casa para levar seu texto à votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima quarta-feira (20).

A expectativa do senador é de que a matéria ande o mais rápido, pois o projeto precisa ser sancionado e estar em vigor até 3 de outubro. Caso contrário não poderá ser aplicado nas eleições majoritárias de 2026. O último debate sobre o tema na CCJ ocorreu em 9 de julho, quando, após horas de discussões, não houve acordo para a deliberação do relatório.

Em fala feita à Agência Senado o parlamentar destacou: “Esse tema é muito importante para o Brasil. Queremos garantir a aprovação no Congresso até o fim de setembro, para que ele possa viger nas próximas eleições. Para isso, o Código precisa ser aprovado no Senado com tempo suficiente para ser novamente analisado pela Câmara”.

No ano de 2024, o parlamentar protocolou o primeiro relatório da matéria. Apesar dos avanços em diversos temas, há questões que continuam a gerar controvérsias entre os parlamentares, como a quarentena para integrantes de carreiras do Estado que pretendem se candidatar em eleições, o combate à desinformação e o voto impresso.

Números

A proposta do Novo Código tem quase 900 artigos que reúnem sete leis e jurisprudências e definem novas imposições às legislações eleitoral e partidária. A apresentação de quase 400 emendas contribuem para uma dificuldade no consenso entre os líderes partidários.

Estados Unidos cancelam vistos de familiares do ministro da Saúde Alexandre Padilha

0
Brasília (DF), 28/07/2025 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante apresentação de medida do programa Agora Tem Especialistas que possibilitará às operadoras de planos de saúde a conversão das dívidas que possuem com o SUS por meio de troca em atendimentos especializados para a rede pública de saúde.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Os Estados Unidos cancelaram nesta sexta-feira (15) os vistos da esposa e da filha de 10 anos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT). O próprio ministro, que participou da criação do Mais Médicos durante o governo Dilma Rousseff (PT), está com o visto vencido desde 2024 e, por isso, não foi alvo da medida.

Vistos cancelados

A decisão amplia as sanções do Departamento de Estado norte-americano, que nesta semana já havia revogado os vistos de funcionários do governo brasileiro ligados à implementação do programa.

A medida havia sido justificada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, sob alegação de que os servidores brasileiros foram cúmplices de um “esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano”, usando o programa Mais Médicos como instrumento. Os Estados Unidos chegaram a classificar a ação como “golpe diplomático inconcebível”.

O Mais Médicos foi lançado em 2013 para atender regiões remotas com escassez de profissionais, por meio de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Até 2018, cerca de 605 mil médicos cubanos atuaram em 165 países, segundo Cuba.

Reação

Padilha, que também liderou o Ministério da Saúde durante a criação do Mais Médicos, reagiu às sanções defendendo que o programa “sobreviverá aos ataques injustificáveis de quem quer que seja”, e classificou a medida como “absurda” e um exemplo da postura hostil do governo Trump, que tem tentado constranger países que recebem médicos cubanos desde o início de seu segundo mandato.

A exportação de profissionais de saúde é fundamental para Cuba, principalmente diante do bloqueio econômico imposto pelos EUA há mais de 60 anos, e representa uma das fontes de recursos mais importantes para a ilha. Países europeus, africanos e latino-americanos também arcaram com sanções e restrições similares por aderirem a programas de cooperação cubana.

Em 2018, após a eleição de Jair Bolsonaro (PL), Cuba deixou o programa.  Relançado em 2023, o Mais Médicos hoje conta com cerca de 24,700 profissionais em atividade e prioriza médicos com habilitação no Brasil. Atualmente o programa também tem vagas para outras áreas da saúde, como dentistas, enfermeiros e assistentes sociais.

Desemprego cai em 18 estados no segundo trimestre de 2025

0
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que a taxa de desocupação do país no primeiro trimestre de 2025 atingiu 5,8%, a menor desde o início da série histórica, em 2012. Além disso, em comparação ao mesmo período de 2024, essa taxa caiu em 18 das 27 unidades da federação e permaneceu estável nas outras nove.

Entre os estados, Pernambuco (10,4%), Bahia (9,1%) e Distrito Federal (8,7%) registraram as maiores taxas de desocupação. Por outro lado, Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%) apresentaram os índices mais baixos, reforçando a desigualdade regional no mercado de trabalho brasileiro.

Neste trimestre, 1,3 milhão de pessoas procuraram trabalho por dois anos ou mais, representando queda de 23,6% em relação ao segundo trimestre de 2024.

Segundo William Kratochwill, analista da pesquisa, os dados indicam que o mercado de trabalho continua aquecido e resiliente, pois a redução da taxa de desocupação reflete o aumento das oportunidades.

“há mais oportunidades que estão absorvendo os trabalhadores, mesmo aqueles que apresentavam mais dificuldade em conseguir um trabalho”, disse.

Taxa de desemprego

No segundo trimestre de 2025, a taxa de desocupação da população em idade de trabalhar chegou a 5,8%. Entre os homens, ficou em 4,8%, enquanto as mulheres registraram 6,9%. Por cor ou raça, a taxa ficou abaixo da média nacional para os brancos (4,8%) e acima para pretos (7,0%) e pardos (6,4%).

Além disso, a desocupação foi maior entre pessoas com ensino médio incompleto (9,4%). Para aqueles com nível superior incompleto, a taxa caiu para 5,9%, mas ainda ficou quase o dobro da registrada para quem completou o ensino superior (3,2%).

Estados com menor nível de desocupação

No segundo trimestre de 2025, 12 das 27 unidades da federação registraram o menor nível de desemprego da série histórica do IBGE, iniciada em 2012.

Os estados com mínimas históricas de desocupação foram:

  • Amapá (6,9%);
  • Rio Grande do Norte (7,5%);
  • Paraíba (7%);
  • Alagoas (7,5%);
  • Sergipe (8,1%);
  • Bahia (9,1%);
  • Minas Gerais (4%);
  • Espírito Santo (3,1%);
  • São Paulo (5,1%);
  • Santa Catarina (2,2%);
  • Rio Grande do Sul (4,3%);
  • Mato Grosso do Sul (2,9%).

Além disso, o IBGE já havia divulgado que a média nacional caiu para 5,8%, também a menor já registrada.

A PNAD Contínua Trimestral referente ao terceiro trimestre de 2025, será divulgada no dia 14 de novembro.

Conselho de Ética recebe 20 pedidos de abertura de processos contra 11 deputados

0
Brasília (DF) 19/11/2024 Deputado Eduardo Bolsonaro durante entrevista a imprensa. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou nesta sexta-feira (15) ao Conselho de Ética 20 pedidos para abertura de processos por quebra de decoro parlamentar contra 11 deputados. Entre eles, destacam-se quatro pedidos que solicitam a cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Eduardo Bolsonaro está sob investigação por obstrução à Justiça e coação no curso de processo judicial no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele se licenciou do mandato e foi para os Estados Unidos, onde passou a defender sanções econômicas contra o Brasil e autoridades nacionais, o que gerou denúncias de atentado à soberania do país.

As representações afirmam que Eduardo Bolsonaro buscou “coagir, intimidar ou retaliar membros do Poder Judiciário brasileiro”, especialmente o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator dos processos contra Jair Bolsonaro e demais réus pela tentativa de golpe de Estado.

O deputado, no entanto, afirma ser “perseguido político” e chegou a admitir que só cessaria a pressão contra o Brasil mediante “anistia geral e irrestrita” aos envolvidos no golpe.

Entre os demais deputados alvo de representação estão: André Janones (Avante-MG); Gustavo Gayer (PL-GO); Lindbergh Farias (PT-RJ); Gilvan da Federal (PL-ES); delegado Éder Mauro (PL-PA); Guilherme Boulos (PSOL-SP); José Medeiros (PL-MT); Sargento Fahur (PSD-PR); Kim Kataguiri (União-SP) e Célia Xakriabá (PSOL-MG), por diferentes condutas consideradas incompatíveis com o decoro parlamentar.

Anistia

A pauta da anistia mobilizou parte da oposição, que chegou a paralisar temporariamente os trabalhos do Congresso no início de agosto. Contudo, Hugo Motta indicou que não fará concessão:

“Não há ambiente na Casa para uma anistia ampla, geral e irrestrita. Não é razoável anistiar quem planejou matar pessoas”, afirmou, em entrevista à GloboNews.

O ex-presidente Jair Bolsonaro segue acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por liderar tentativa de golpe contra o resultado das eleições de 2022, inclusive com planos para prender e matar autoridades, segundo investigações da Polícia Federal (PF). O julgamento de Bolsonaro no STF foi marcado para 2 de setembro.

PEC dos precatórios municipais irá voltar à pauta do Senado

0
dinheiro, moeda, real
Foto: Marcello Casal Jr/EBC

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informou nesta quarta-feira (13) que deve pautar a PEC dos precatórios municipais (PEC 66/23) na próxima semana no plenário da Casa. Os senadores votaram a PEC em primeiro turno antes do recesso, restando a análise em segundo turno e os destaques. Otto Alencar (PSD-BA) e Ângelo Coronel (PSD-BA) se manifestaram e pediram, então o plenário falou em sessão deliberativa.

O texto aprovado na Câmara promoveu uma mudança em relação aos precatórios da União. Um trecho prorroga a excetuação dos precatórios da União das despesas do arcabouço fiscal. Em contrapartida, promove uma incorporação gradual desse gasto nos limites da regra fiscal. A PEC não foi votada completamente antes do recesso porque havia chance de derrubada desse trecho, que beneficia o Governo Federal.

Alívio nas contas públicas

O trecho define que os custos dos precatórios deverão ser integralizados ao limite do arcabouço em 10%, anualmente, a partir de 2027. Apesar de provocar um aumento claro das despesas, a forma gradual a ser adotada dará um pouco mais de fôlego para o governo acertar as contas públicas. Entretanto, a própria ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), sinaliza que o dever de casa tem de continuar sendo feito, já que a medida não vai surtir efeito se houver um aumento robusto e contínuo de despesas. Assim, as medidas de contenção de aumento das despesas com precatórios devem persistir, a fim de se evitar uma nova bomba fiscal nos próximos anos.

Impacto para estados e municipios

O texto final amplia a abrangência da regra de limitação do pagamento de precatórios, permitindo que mais municípios tenham suas despesas com dívidas judiciais restringidas. Além disso, no formato aprovado, os estados também passam a ter a limitação, que libera espaço para gastos.

Com a PEC, fica obrigatória a inclusão no orçamento de verba para pagamento de precatórios apresentados até 1º de fevereiro, com pagamento até o final do exercício seguinte, e valores atualizados monetariamente.

O IPCA foi adotado como principal indexador, no lugar da Selic. No caso das dívidas previdenciárias, o IPCA será acrescido de juros reais escalonados de 0% a 4%. Esses juros irão variar de acordo com o percentual de quitação antecipada da dívida (20%, 10% ou 5%) realizada em até 18 meses.

BB tem lucro de R$ 11,2 bilhões no primeiro semestre de 2025

0
banco do brasil, bb,
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Banco do Brasil (BB) divulgou nesta quinta-feira (14) seu balanço do primeiro semestre, e revelou que o lucro líquido ajustado caiu 40,7% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 11,2 bilhões. Essa redução foi pressionada pelas novas regras contábeis e pelo aumento da inadimplência.

BB registra queda de 60% no lucro

No segundo trimestre, de abril a junho, o Banco do Brasil (BB) lucrou R$ 3,8 bilhões, registrando queda de 60% em relação ao mesmo período de 2024. Em nota, o BB comunicou ainda que passa por um momento de ajuste para possibilitar expansão futura.

Segundo a presidenta Tarciana Medeiros, o ano de 2025 é de ajuste para acelerar o crescimento.

“Projetamos lucro entre R$ 21 e R$ 25 bilhões e seguimos com investimentos estruturantes para geração de riqueza aos nossos acionistas, oferecendo a melhor experiência e soluções mais adequadas aos nossos clientes”, destacou.

Mesmo que o lucro de 2025 alcance a projeção máxima de R$ 25 bilhões, ele continuará abaixo do recorde de R$ 37,9 bilhões registrado em 2024.

Conselho Monetário Nacional

No inicio de 2025, entrou em vigor uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que alterou a contabilidade das instituições financeiras, impactando os resultados do Banco do Brasil. Embora aprovada em 2021, a norma só passou a valer neste ano.

A resolução substituiu o modelo de provisões pelo sistema de perda esperada, baseado em estimativas. Desse modo, a forma de registrar despesas e receitas foi modificada.

Além disso, o banco deixou de contabilizar R$ 1 bilhão em receitas de crédito referentes aos juros de operações em estágio 3, aquelas com atrasos superiores a 90 dias, devido ao regime de caixa.

Esse regime contabiliza receitas apenas quando o dinheiro entra efetivamente no caixa da instituição, o que contribuiu para a redução do lucro reportado neste ano.

Empréstimos crescem no segundo trimestre

Apesar da queda do lucro, o Banco do Brasil ampliou os empréstimos no segundo trimestre. Ao final de junho, a carteira de crédito ampliada somava R$ 1,3 trilhão, alta de 1,3% no trimestre e de 11,2% em 12 meses.

Por segmento, os números foram os seguintes:

  • Pessoa Física: R$ 342,6 bilhões, com crescimento de 2% no trimestre e 8% em um ano.
  • Pessoa Jurídica: R$ 468 bilhões, alta de 1,8% no trimestre e 14,7% em 12 meses.
  • Agronegócios: R$ 404,9 bilhões, crescimento de 8% em um ano, impulsionado pelas linhas de custeio e investimento.
  • Carteira de Crédito Sustentável: R$ 396,5 bilhões, apoiando atividades com impactos sociais e ambientais positivos, com alta de 10,6% em 12 meses.

Redução nos dividendos

O Banco do Brasil decidiu reduzir de 40% para 30% a parcela do lucro destinada aos acionistas, em razão da queda nos lucros da instituição.

Além disso, em julho, o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, que orienta a execução do Orçamento, revisou para baixo a projeção de dividendos das estatais em 2025, passando de R$ 43,4 bilhões para R$ 41,9 bilhões.

Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, destacou que a redução ocorreu principalmente devido à menor distribuição de dividendos do Banco do Brasil ao governo, seu maior acionista.

Diretoria da ANTT aprova edital para nova concessão do trecho da BR-101/RJ

0
BR-101, Rio de Janeiro, estrada, rodovia
Foto: Divulgação/DNIT

A diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou a publicação do edital do certame que definirá a transferência do controle acionário da Concessionária Arteris (Autopista Fluminense), responsável pela administração do trecho da BR-101/RJ, desde Niterói até a divisa com o estado do Espírito Santo, com 322 km de extensão.

A iniciativa consolida o novo modelo de governança regulatória desenvolvido pela agência e que já foi aplicado na própria BR-101, no Espírito Santo, e na BR-163, em Mato Grosso do Sul.

Com a publicação do edital, inicia-se o processo competitivo com a realização do leilão previsto para 11 de novembro, na Bolsa de São Paulo (B3). O recebimento dos envelopes com a proposta ocorrerá no dia 6 de novembro.

No processo competitivo ocorre a oferta da alienação de 100% das ações da Autopista Fluminense. Mas a própria concessionária poderá participar do certame em condições de igualdade com eventuais interessados, ou mesmo disputando sem concorrentes.

Assim ocorreu com o trecho da BR-101 no Espírito Santo, tendo a EcoRodovias permanecido na rodovia e com a o trecho da BR- 163 em Mato Grosso do Sul, quando concessionária Motiva (ex-CCR, que arrematou a rodovia em 2012) continuou com a rodovia.

O novo modelo de transferência atende às determinações do TCU, que recomendou ajustes para garantir mais equilíbrio e previsibilidade nesses processos. A concessionária deverá seguir um cronograma de obras mais realista.

Conforme a agência reguladora, a remodelagem permitirá a entrada de novos investidores e a retomada dos investimentos, assegurando a melhoria da infraestrutura e a qualidade dos serviços prestados ao usuário.

Rota dos Sertões

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, na quarta-feira, a proposta apresentada pelo Ministério dos Transportes para concessão de 502 quilômetros da Rota dos Sertões, entre Feira de Santana (BA) e Salgueiro (PE) – BRs 324 e 116.

O tribunal condicionou a aprovação a mudanças no modelo proposto, como nos segmentos compartilhados com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O modelo prevê que o Dnit realize obras na concessão como forma de reduzir a necessidade de investimentos, de modo a ter pedágio com valor mais baixo.

A fiscalização da Corte de contas também apontou fragilidades nos Estudos de Viabilidade Técnica e Econômico-Financeira do projeto, determinando a realização de ajustes em vários itens. O relator foi o ministro Augusto Nardes.

O mecanismo de segmentos compartilhados prevê divisão entre o poder concedente, representado pelo Dnit e a futura concessionária.

Senado busca criar Frente Parlamentar em Defesa das Terras Raras

0
terras raras, minerais críticos
Foto: Wikimedia Commons

Começou a tramitar no Senado Federal o Projeto de Resolução 31/2025, que institui a Frente Parlamentar em Defesa das Terras Raras Brasileiras. A proposta é liderada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

Objetivos da Frente Parlamentar

O grupo terá caráter suprapartidário e busca:

  • Fortalecer a soberania nacional sobre recursos minerais estratégicos, garantindo que a exploração, beneficiamento e industrialização sigam o interesse público e a proteção das riquezas de alto valor geopolítico e tecnológico.

  • Promover debates estratégicos entre Legislativo, Executivo, cientistas, empresas e sociedade sobre o papel das terras raras no desenvolvimento tecnológico e econômico do Brasil.

  • Estimular a agregação de valor no país, propondo políticas públicas para incentivar toda a cadeia produtiva das terras raras, da extração à exportação.

  • Apoiar políticas de pesquisa, inovação e capacitação, focando em ciência e tecnologia aplicada a produtos como baterias, ímãs, semicondutores, turbinas eólicas e painéis solares.

  • Sugerir aprimoramentos regulatórios na mineração, incluindo incentivos fiscais, regulação da exportação e estímulo a investimentos em ciência, tecnologia e inovação (CT&I).

  • Consolidar a inserção estratégica do Brasil na cadeia global de fornecimento, diminuindo a dependência de mercados monopolizados e fortalecendo parcerias internacionais.

  • Garantir segurança jurídica e criar ambiente atrativo para investimentos nacionais e estrangeiros responsáveis.

  • Acompanhar ações de governança e fiscalização do setor junto a órgãos como ANM, Ibama, CGU e TCU, assegurando a correta utilização dos recursos públicos e a conformidade ambiental.

  • Articular a criação de um Plano Nacional de Terras Raras, com diretrizes para desenvolvimento sustentável a curto, médio e longo prazos.

Por que os minerais críticos são estratégicos?

Esses minerais são considerados estratégicos porque são insumos essenciais para a transição energética, indústria de defesa e tecnologia de ponta, além de serem vitais para mercados industriais emergentes.

Eles são indispensáveis para fabricar baterias, mísseis, veículos elétricos, turbinas eólicas, aviões de caça, semicondutores e outros sistemas avançados, mercados estratégicos para qualquer economia.

O termo “crítico” se refere tanto à importância econômica desses materiais, quanto à limitação de fornecedores: a produção está altamente concentrada em alguns poucos países, particularmente a China, que detém mais de 80% do processamento global de terras raras, lítio e cobalto.

Potencial brasileiro

Além de deter cerca de 98% das reservas mundiais de nióbio, o Brasil possui grandes jazidas de grafite, lítio, cobre, cobalto e, sobretudo, terras raras – 17 elementos químicos indispensáveis para produtos eletrônicos, defesa e energias renováveis. O domínio desses recursos torna o país estratégico não só para os EUA, mas também para a União Europeia e outros blocos interessados em reduzir a dependência da China.

Exemplos recentes mostram que o tema tornou-se peça-chave na geopolítica mundial. Os Estados Unidos chegaram a condicionar apoio militar à Ucrânia à assinatura de um acordo para acesso a terras raras do país do leste europeu. Também há interesse em regiões como Groenlândia, local em que Trump já insinuou que os Estados Unidos deveriam “anexar” ao seu território.

Furtos em dutos de combustível crescem 36% em 2025, após anos de queda

0
Renata Mello/Petrobras

Desde 2019 com números em queda, os furtos de combustíveis em dutos da Transpetro, subsidiária da Petrobras e maior operadora de dutos do país, voltaram a crescer em 2025.

Segundo dados divulgados pela companhia, até 30 de junho foram registrados 17 casos, o que representa média de 2,83 ocorrências por mês. No ano passado, houve 25 casos no total, com média de 2,08. Dessa forma, a média mensal aumentou 36% neste ano.

A Transpetro chama essa prática de “derivação clandestina” de combustíveis, que ocorre quando criminosos perfuram as tubulações subterrâneas para desviar produtos líquidos. Nesse contexto, em fevereiro, uma operação no Rio de Janeiro revelou o envolvimento do contraventor Vinícius Dumond, apontado como líder de uma quadrilha que, além disso, atuava de forma organizada para realizar esses furtos.

Furto em dutos gera prejuízo

A Transpetro opera uma malha logística de 8,5 mil quilômetros de dutos espalhados pelo país. Para se ter uma ideia, essa distância equivale a uma linha reta de Porto Alegre a Natal, ida e volta. Por meio dessas estruturas, a empresa transporta petróleo e derivados, como gasolina e diesel. Nesse cenário, os oleodutos representam a principal forma de levar o petróleo até as refinarias.

Além do impacto financeiro, o furto em dutos provoca outros efeitos negativos, como o desabastecimento de regiões, danos ambientais e riscos à segurança tanto dos envolvidos quanto das comunidades vizinhas.

Segundo a companhia, o maior número de ocorrências foi registrado em 2018, com 261 casos. Em seguida, os registros caíram para cerca de 200 nos dois anos posteriores e, em 2021, despencaram para 102. Apesar disso, a Transpetro não divulga o valor total das perdas.

Investimentos para a segurança

A Transpetro investe, em média, cerca de R$ 100 milhões por ano para garantir a segurança dos 8,5 mil quilômetros de dutos que transportam petróleo e derivados em todo país.

Esses investimentos incluem:

  • Tecnologias avançadas de monitoramento;
  • Soluções de detecção sofisticadas;
  • Equipes de campo especializadas, supervisionadas continuamente por um centro de controle dedicado à proteção dos dutos.

Para o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, esse aporte é expressivo para o setor de óleo e gás e demonstra o compromisso da empresa com a integridade das estruturas, a prevenção de acidentes e a segurança do abastecimento do mercado.

“Monitoramos nossos dutos 24 horas por dia com tecnologia de ponta e atuamos rapidamente para evitar danos, mantendo ainda parcerias com comunidades e órgãos de segurança pública”, ressalta Bacci.

Ligue 168

A Transpetro oferece o Disque 168 para que cidadãos denunciem atividades suspeitas próximas às faixas de dutos, como movimentações atípicas ou presença de máquinas pesadas. O serviço é gratuito, garante anonimato e funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Além disso, o número faz referência ao dia 16 de agosto (16/8), data em que a Transpetro realiza ações de conscientização em diversas localidades.