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Governo vai enviar projeto de regulação das redes nesta semana, diz Jaques Wagner

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Brasília (DF) 20/06/2024 Senador Jaques Wagner durante coletiva após reunião de líderes no Senado.
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Como o tema do processo de regulação das redes sociais mais em alta do que nunca, o senador e líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA) defendeu, nesta segunda-feira (18), a urgência na regulação do ambiente digital. O parlamentar declarou que quando se trata do assunto, o Brasil “não pode continuar como terra sem lei”.

Na publicação, o parlamentar continuou: “Esse é um tema urgente! Já foi aprovado um Projeto de Lei no Senado e que está na Câmara (PL 2628), apoiado por nós, que protege nossas crianças e adolescentes. Ainda assim, até o final dessa semana, o governo Lula deve encaminhar ao Congresso novas medidas de regulação”.

STF

No mês de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 8 votos a 3, que as plataformas que operam as redes sociais devem ser responsabilizadas diretamente pelas postagens ilegais feitas por seus usuários.

A Corte decidiu pela inconstitucionalidade parcial do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), norma que estabeleceu os direitos e deveres para o uso da internet no Brasil. É importante lembrar que o dispositivo estabelecia que, “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura”, as plataformas só poderiam ser responsabilizadas pelas postagens de seus usuários se, após ordem judicial, não tomarem providências para retirar o conteúdo ilegal.

Haddad: EUA impõem solução “constitucionalmente impossível” para tarifaço

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Fernando Haddad em evento do Fórum "Futuro Sustentável". Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), considerou que as negociações sobre o tarifaço entre os Estados Unidos e o Brasil estão travadas devido aos norte-americanos demandarem uma “solução constitucionalmente impossível”, se referindo a interferência do Executivo ao Judiciário. Diante desse cenário, ele avaliou que “o comércio bilateral vai cair ainda mais”.

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Segundo o ministro, a parceria brasileira com os Estados Unidos é muito importante para o Brasil, e as tarifas de 50% resultam de uma situação específica que cabe constitucionalmente a outro Poder. Na carta enviada por Donald Trump, há duras críticas à Justiça brasileira e defesas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu em uma ação penal no Supremo Tribunal Federal que investiga uma possível tentativa de golpe de Estado.

A fala de Haddad ocorreu em evento de abertura do Fórum “Futuro Sustentável” – Financial Times & Times Brasil da CNBC, realizado em São Paulo nesta segunda-feira (18).

Plano de contingência

Segundo o ministro, não há, atualmente, perspectiva de ampliação das medidas de contingenciamento publicadas na última quarta-feira (13). O pacote, criado para socorrer os setores afetados pelas tarifas, conta com a liberação de uma linha de crédito através do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), adiamento de tributos, permissão de compras governamentais de produtos afetados e a prorrogação do regime de Drawback.

“Além das medidas conjunturais, nós reestruturamos todo o FGE, o que foi elogiado por especialistas”, contou.

Meta fiscal

O ministro garantiu que o governo seguirá a meta fiscal do arcabouço fiscal em 2026. “Nós vamos cumprir o que está pactuado”, enfatizou.

Para este ano, a meta é de déficit zero, ou seja, com receitas e despesas equilibradas. Por outro lado, em 2026, a meta é de um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

“Não há a menor chance de recuar”, diz Alexandre de Moraes

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Roda de conversa I -Influência responsável, liberdade de expressão e democracia com ministro Alexandre de Moraes.
Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator das ações relacionadas à suposta tentativa de golpe de Estado que teria tentado manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder, afirmou que não há “a menor possibilidade de recuar nem mesmo um milímetro” na tramitação do caso. A declaração foi dada em entrevista publicada nesta segunda-feira (18) pelo jornal norte-americano The Washington Post.

“Vamos fazer o que é certo: vamos receber a denúncia, analisar as evidências, e quem tiver de ser condenado vai ser condenado, e quem tiver de ser absolvido vai ser absolvido”, afirmou o ministro.

Segundo Moraes, o Brasil enfrenta uma “doença autoritária”, e cabe ao STF “aplicar a vacina” para preservar a democracia.

Jornal destaca atuação de Moraes

O perfil na publicação destaca a postura combativa de Moraes, que assume a máxima “nunca desista, sempre avance” em seus embates com poderosos. A reportagem descreve o ministro como um “xerife da democracia”, conhecido mundialmente por seus despachos decisivos em meio a um cenário global polarizado sobre liberdade de expressão, tecnologia e poder estatal.

Entre os exemplos de sua atuação está a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada no início de agosto e com forte repercussão internacional.

O jornal também buscou conversar com colegas de Moraes. Enquanto a maioria vê suas decisões como essenciais para a defesa da democracia, críticos argumentam que ele pode exceder suas funções, afetando a legitimidade do STF. Bolsonaro, por sua vez, alega sofrer “perseguição política”.

“É o devido processo legal”, rebateu Moraes. “Cento e setenta e nove testemunhas já foram ouvidas”, assegurou.

Sanções dos Estados Unidos

Moraes comentou ainda as sanções impostas a ele pelo governo do presidente Donald Trump, atribuídas pelo ministro a “fake news” disseminadas nas redes sociais e pelo deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente. Entre as punições contra Moraes estão a revogação de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky, que busca punir supostos violadores de direitos humanos, na visão dos Estados Unidos.

“O que precisamos fazer, e o que o Brasil está fazendo, é esclarecer as coisas”, pontuou Moraes.

O ministro diz compreender que é difícil para a cultura norte-americana que é “difícil entender a fragilidade da democracia”, já que os Estados Unidos nunca sofreram um golpe de Estado. Moraes relembrou que o Brasil passou por “anos de ditadura sob [Getúlio] Vargas, outros 20 anos de ditadura militar e inúmeras tentativas de golpe”.

“Quando você é muito atacado por uma doença, você forma anticorpos mais fortes, e busca uma vacina para se prevenir”, afirmou o ministro.

Julgamento de Bolsonaro

A Procuradoria Geral da República (PGR) acusa Bolsonaro de ser “principal articulador, maior beneficiário e autor” dos atos visando a ruptura do Estado Democrático de Direito para se manter no poder após a derrota nas eleições de 2022.

O julgamento da ação penal contra Jair Bolsonaro e outros sete aliados foi marcado para começar no dia 2 de setembro, na Primeira Turma do STF.

O colegiado é formado pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Flávio Dino e Cármen Lúcia.

Brasil caminha para ter menos partidos, mas polarização continuará, diz Fachin

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Edson Fachin, IBMEC
Foto: Nathalia Kuhl/Política Brasileira

O ministro Edson Fachin, que assumirá a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 29 de setembro, afirmou que o Brasil está no caminho de uma redução significativa no número de partidos políticos, mas advertiu que a polarização política continuará a marcar o cenário nacional, ainda que sob novas formas.

A declaração foi feita durante o curso Master em Políticas Públicas e Governo, promovido pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC) e pela Escola de Governo de Brasília (EGB). As aulas são coordenadas por Murillo de Aragão, CEO da Arko Advice, sócio fundador da MDA Advogados.

Segundo Fachin, embora o número de siglas esteja diminuindo, o debate político permanece intensamente polarizado. “As polarizações atualmente existentes estão menos em torno de partidos políticos, mas sim mais em torno de determinadas pessoas e programas”, avaliou o ministro, citando temas como a liberação de armas e a interrupção voluntária da gravidez como exemplos de pautas que dividem a sociedade.

Para ele, a personalização do debate, é vista como uma “polarização fulanizada”, conforme denominada pelo ministro, e reflete uma tendência global, especialmente visível na América Latina e em partes da Europa continental.

“A ascendência do populismo tem protagonizado uma polarização fulanizada. Se observarmos alguns países da Europa continental, e mesmo aqui na América Latina, em alguns países, a polarização deriva da entronização de um grande líder”, alertou.

Redução do número de partidos

A fala de Fachin ocorre em meio a uma nova fase de reorganização do sistema partidário brasileiro. Duas importantes movimentações recentes, a federação entre União Brasil e PP, e a fusão entre PSDB e Podemos, impulsionam uma tendência de enxugamento que já vem sendo observada desde 2015. Naquele ano, o país contava com 35 legendas ativas. Com as novas uniões, esse número deve cair significativamente.

A mudança será ainda mais visível no Congresso Nacional. Em 2019, 30 partidos estavam representados na Câmara dos Deputados; agora, a projeção é que esse número caia para quase 50%. O fenômeno é reflexo de projetos aprovados pelo Congresso entre 2015 e 2021, que buscaram racionalizar o sistema político e combater a fragmentação excessiva.

Apesar da reconfiguração partidária, Fachin defende que o debate democrático precisa amadurecer para além de posicionamentos radicais. “Eu vejo que a polarização, de um lado, é bastante temática. Logo, de novo, é preciso estabelecer limites nacionais. Não limites emotivos, plebiscitários, do tudo ou nada, do oito ou oitenta”, afirmou.

Futuro

A fala de Fachin, que ficará no posto máximo do STF até 2027, aponta para um momento de transição institucional. Ele substituirá Luís Roberto Barroso no comando do tribunal, e deverá liderar a Corte durante um período de desafios democráticos intensos, incluindo as eleições municipais de 2026 e a preparação para o pleito presidencial de 2027.

Enquanto o Brasil reestrutura seu sistema partidário, as palavras do ministro reforçam que o desafio da democracia não é apenas reduzir o número de siglas, mas também promover um debate político mais racional, representativo e menos centrado em figuras individuais ou extremos ideológicos.

Análise: Julgamento de Jair Bolsonaro

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Jair Bolsonaro
Foto: Ton Molina/STF

As datas do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus acusados de integrar o “núcleo 1” da tentativa de golpe de Estado em 2022 foram definidas pelo presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. Integram o colegiado: Alexandre de Moraes (relator), Luiz Fux, Flávio Dino e Carmen Lúcia. As sessões extraordinárias foram marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro, das 9h às 12h. Nos dias 2, 9 e 12, haverá também sessão das 14h às 19h. Algumas considerações importantes merecem ser feitas, já que a definição das datas mostra que:

Primeiro: integrantes da Corte não estão dispostos a paralisar o julgamento do ex-presidente, independentemente da pressão exercida pelos apoiadores dele, seja por meio do governo dos Estados Unidos, seja por meio do Congresso Nacional.

Segundo: a definição das datas pode intensificar a articulação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) com o governo americano por mais ações contra o país e/ou integrantes da Corte.

Terceiro: a oposição aumentará a pressão no Congresso para que temas como o fim do foro privilegiado e a anistia sejam colocadas em pauta. E continuará pressionando para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), abra processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.

Quarto: em paralelo às pressões no Legislativo, deverá haver articulações a favor de mobilizações contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Vale ressaltar que o julgamento acontece em setembro, e 7 de setembro (Dia da Independência) é uma data simbólica para os apoiadores de Jair Bolsonaro.

Embora haja possibilidade de pedido de vista, especialmente se considerarmos a complexidade do julgamento, a tendência continua sendo que o julgamento seja concluído ainda neste ano. O pedido de vista está relacionado a três fatores: distribuição antecipada do voto do relator; tamanho do processo (são quase 3 mil páginas); e discussão sobre a dosimetria das penas.

Terminou na semana passada o prazo para as alegações finais dos réus – são centenas de páginas. Aliados de Bolsonaro dizem que não houve tempo hábil para que o material fosse analisado pelo relator, o que sinalizaria que Alexandre de Moraes já teria seu voto pronto e, com isso, ficaria claro que o ex-presidente não teria tido direito a um julgamento justo por ser alvo de perseguição. O argumento será explorado política e eleitoralmente.

De qualquer forma, Bolsonaro fica cada vez mais distante de concorrer à Presidência em 2026. E a pressão para que ele aponte seu candidato só deverá aumentar.

Brasil apresenta defesa em investigação que cita o Pix nos EUA nesta segunda

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Foto: Reprodução
O Brasil enviará nesta segunda-feira (18) a Washington sua defesa na investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Além do prazo para apresentação da defesa, o governo brasileiro deve enviar um representante à Washington no início de setembro para audiência no Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, abreviação em inglês para United States Trade Representative).

Investigação

A investigação, aberta em julho, foca em práticas “relacionadas ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas injustas e preferenciais; interferência em políticas anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”, segundo o informe divulgado pela Casa Branca.
O texto cita como motivações também o Pix e a venda de produtos falsificados na 25 de Março, no centro de São Paulo.

Governo evita novas sanções

Segundo a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiane Prazeres, o foco do governo brasileiro será evitar novas sanções.
“O governo está mobilizado para preparação de seus argumentos. Fizemos reuniões com o setor privado, para que os argumentos do setor privado sejam levados em conta”, disse, em audiência na Câmara.

STF mantém aplicação do fator previdenciário para aposentadorias de transição pós-reforma de 1998

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Foto: Reprodução

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou para manter a aplicação do fator previdenciário sobre aposentadorias concedidas pelas regras de transição da reforma da Previdência de 1998. O julgamento, realizado no plenário virtual, tem repercussão geral e deve servir de orientação a todos os tribunais do Brasil.

A decisão do STF, caso não haja pedido de vista ou de destaque até o final da sessão nesta segunda-feira (18), preserva o entendimento de que o redutor — que leva em conta idade, tempo de contribuição e expectativa de vida — incide também sobre os benefícios concedidos por meio das regras de transição.

Segundo estimativa da Advocacia-Geral da União (AGU), a medida evita um impacto fiscal de R$ 131,3 bilhões aos cofres públicos, valor referente à revisão de benefícios pagos entre 2016 e 2025.

Dupla incidência

Muitos aposentados recorreram à Justiça ao alegar terem sido prejudicados por uma dupla incidência de regras: a da transição e mais o fator previdenciário, especialmente porque a transição em tese garantiria condições mais vantajosas. No caso analisado pela Corte, uma aposentada do Rio Grande do Sul contestou a aplicação acumulada desses critérios, argumentando ter confiança legítima nas regras em vigor à época do requerimento.

No voto da maioria, porém, prevaleceu o argumento de que a criação do fator previdenciário, em 1999, teve como objetivo garantir o equilíbrio atuarial da Previdência e preservar o princípio contributivo: quem contribui mais, recebe mais. O relator, ministro Gilmar Mendes, afirmou que a adequação atuarial é compatível com a Constituição, e não viola a confiança legítima dos beneficiários.

“Ao vincular o valor da renda mensal inicial à expectativa de vida e ao tempo de contribuição do segurado, o fator não viola a confiança legítima, mas realiza uma adequação atuarial compatível com o modelo contributivo estabelecido pela Constituição”, escreveu Gilmar em seu voto.

Até o momento, o entendimento foi seguido por Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, André Mendonça e Luiz Fux, formando maioria.

Suíça pode cancelar compra de aviões por causa do tarifaço

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Foto: Senior Airman Alexander Cook/U.S. Air Force
O governo da Suíça confirmou que pode cancelar a compra dos caças norte-americanos F-35 a qualquer momento antes da entrega das aeronaves, sem sofrer penalidades contratuais. No entanto, o país teria de arcar com os custos de rescisão do contrato, o que representa um peso financeiro significativo.
Segundo informações oficiais, já foram realizados pagamentos de aproximadamente 700 milhões de dólares, valor que não será reembolsado caso a aquisição seja interrompida.
A compra dos F-35 tem sido alvo de críticas e polêmicas dentro do país. De acordo com o Le Monde, os principais questionamentos envolvem os frequentes estouros de orçamento, o alcance limitado do armamento e a crescente dependência da Suíça em relação aos Estados Unidos.
Além dos custos de cancelamento, o governo suíço enfrentaria ainda desafios logísticos para a aquisição de aeronaves de combate alternativas, sobretudo no caso de optar por caças de quinta geração, informou a emissora pública suíça RTS.
A pressão contra o contrato ganhou força após a apresentação de uma petição com mais de 40 mil assinaturas, entregue ao governo e solicitando formalmente o cancelamento da compra.
Apesar da possibilidade legal de interromper a operação, analistas destacam que as implicações financeiras e estratégicas tornam a decisão complexa para o governo suíço, que busca equilibrar segurança nacional, autonomia militar e responsabilidade fiscal.

Mercado reduz previsão de inflação para 2025 pela 12ª semana seguida

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Banco Central
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Banco Central (BC), aponta que o mercado financeiro voltou a revisar para baixo, pela décima segunda semana consecutiva, a projeção para o IPCA de 2025. A expectativa para o índice recuou de 5,05% para 4,95%.

Já para o câmbio, a projeção para o dólar permaneceu em R$ 5,60. Para o PIB de 2025, o número permaneceu em 2,21%, mesmo valor da última semana, indicando ainda uma manutenção de cenário de crescimento econômico moderado.

Próximos anos

Para os anos seguintes, as expectativas de inflação também recuaram ou foram mantidas:

  • IPCA de 2026: 4,40% (era 4,41% na semana passada)

  • IPCA de 2027: 4,00% (estável há 26 semanas)

  • IPCA de 2028: 3,80% (estável há 4 semanas)

No caso do IGP-M, principal referência para reajustes de contratos de aluguel:

  • 2025: 1,13% (era 1,28%)

  • 2026: 4,32% (era 4,40%)

  • 2027: 4,00% (estável há 31 semanas)

  • 2028: 3,96% (estável há 3 semanas)

PIB e dólar

As expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permanecem moderadas:

  • 2025: 2,21% (estável)

  • 2026: 1,87% (estável)

  • 2027: 1,87% (era 1,93%)

  • 2028: 2,00% (estável há 75 semanas)

Já com o dólar:

  • 2025: R$ 5,60 (estável há 3 semanas)

  • 2026, 2027 e 2028: R$ 5,70 (estáveis)

Taxa Selic

A projeção para a taxa básica de juros permanece inalterada há semanas, refletindo consenso sobre estabilidade no cenário de política monetária:

  • 2025: 15% (mesmo valor há 8 semanas)

  • 2026: 12,50% (mesmo valor há 29 semanas)

  • 2027: 10,50% (mesmo valor há 27 semanas)

  • 2028: 10,00% (mesmo valor há 34 semanas)

Termômetro das expectativas

Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central, e reúne projeções de economistas, analistas e operadores do mercado financeiro. Ele serve como um termômetro das expectativas econômicas, e influencia decisões de empresas, investidores e do próprio governo.

Como será a semana – 18/8 a 22/8

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Como será a semana, agenda

O governo pode enviar ao Congresso projeto sobre regulação de big techs. No Senado, destaque para a votação da PEC dos Precatórios e de indicações para agências reguladoras. Pode ser instalada CPMI do INSS. União Brasil e PP formalizam federação partidária entre as duas siglas.

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AGENDA POLÍTICA DA SEMANA

Próxima semana

  • O governo deve encaminhar ao Congresso, até quarta-feira, projeto de lei que regula as redes sociais.

  • Prevista instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar desvio de recursos de aposentados do INSS (CPMI do INSS).

  • O presidente dos EUA, Donald Trump, pode estabelecer tarifas sobre as importações de aço.

Segunda-feira (18/08)

  • O Banco Central divulga o IBC-Br (Prévia do PIB) de junho.

Terça-feira (19/08)

  • União Brasil e PP devem oficializar a formação da federação União Progressista.

  • Termina o prazo de apresentação de emendas à MP 1309/25, sobre medidas para mitigar os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos aos exportadores brasileiros.

  • O Senado pode votar, em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC 66/2023) que altera regras sobre o pagamento de precatórios.

  • A Comissão de Infraestrutura do Senado realiza sabatina de 16 autoridades indicadas para assumir cargos na diretoria das agências de Energia Elétrica (Aneel), do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), e da Agência Nacional de Mineração (ANM).

  • A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, participa de audiência pública, às 10h, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado sobre incentivos fiscais.

  • A Comissão de Viação e Transportes da Câmara realiza audiência pública, às 10h, sobre Infraestrutura do Sistema Portuário Brasileiro com Alex Sandro de Ávila, Secretário Nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos, entre outros.

Quarta-feira (20/08)

  • A Comissão Mista que discute a MP 1303/25, que trata da tributação das bets e aplicações financeiras, realiza audiência pública com o Wolney Queiroz Maciel, Ministro de Estado da Previdência Social, e outros.

  • A Comissão de Constituição e Justiça do Senado pode votar PEC 65/23, que trata da autonomia financeira do Banco Central.

  • A Comissão de Assuntos Sociais sabatina Lenise Barcellos de Mello Secchin, indicada para a diretoria da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS.

  • A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara realiza audiência pública sobre reserva estratégica soberana de bitcoins com representantes do Banco Central, Febraban e outros.

  • A Comissão de Viação e Transportes da Câmara ouve, às 10h, o ministro dos Transportes, Renan Filho, sobre prioridades da pasta.

  • A Subcomissão Permanente de Regulação de Apostas Esportivas da Câmara debate o panorama da regulação e combate às apostas ilegais, às 14h, com Giovanni Rocco Neto, secretário nacional de Apostas Esportivas de Desenvolvimento Econômico do Esporte do Ministério do Esporte, e outros.

  • A Confederação Nacional da Indústria divulga Sondagem Industrial.

Sexta-feira (22/08)

  • O Supremo Tribunal Federal (STF) conclui, por meio do plenário virtual, julgamento sobre a repactuação dos acordos de leniência firmados na Lava-Jato entre empreiteiras, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU).