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Lula consolida melhora da popularidade e lidera cenários de 2026, aponta o AtlasIntel

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Brasília (DF) 13/08/2025 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fala durante assinatura da medida provisória (MP) Brasil Soberano., no Palácio do Planalto
Foto: CanalGov/Reprodução

A nova rodada da pesquisa Latam Pulse Brasil divulgada hoje (24) aponta que a aprovação do presidente Lula (PT) oscilou positivamente 0,4 ponto percentual em relação a setembro, registrando, pelo segundo mês consecutivo, um índice superior à desaprovação, que oscilou negativamente 0,2 ponto.

Neste momento, Lula possui um saldo positivo de popularidade de 3,1 pontos percentuais. No mês anterior, esse saldo era de 2,5 pontos. Apesar da melhora na popularidade do presidente, o país segue polarizado, já que temos um contingente expressivo da opinião pública que desaprova Lula. A margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual para mais ou para menos.

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AVALIAÇÃO DO PRESIDENTE LULA

Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out
Aprova 45,9 45,7 44,9 46,1 45,4 47,3 50,2 47,9 50,8 51,2
Desaprova 51,4 53,0 53,6 50,1 53,7 51,8 49,7 51,0 48,3 48,1

Fonte: Latam Pulse Brasil/Atlas Bloomberg (15 a 19/10)

Em relação à avaliação do governo, pela primeira vez desde novembro de 2024, a avaliação positiva (ótimo/bom) está ligeiramente melhor que a negativa (ruim/péssima). Em relação a setembro, a avaliação positiva cresceu 1,8 pontos percentuais, enquanto a negativa oscilou negativamente 0,8 ponto.

AVALIAÇÃO DO GOVERNO LULA

Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out
Ótimo/Bom 37,8 37,6 37,4 40,2 41,9 41,6 46,6 43,7 46,2 48,0
Ruim/Péssimo 46,5 50,8 49,6 47,7 52,1 51,2 48,2 51,2 48,0 47,2
Regular 15,6 11,3 12,5 9,6 6,0 7,2 5,1 5,1 5,8 4,8

Fonte: Latam Pulse Brasil/Atlas Bloomberg (15 a 19/10)

A melhora na popularidade de Lula – e também do governo – tem relação com a agenda positiva que o Palácio do Planalto conseguiu emplacar, especialmente o projeto que isenta do pagamento do imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil.

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A pesquisa apontou que os entrevistados avaliam positivamente medidas como a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil (84%), descontos na conta de luz de famílias de baixa renda (69%), o fim da obrigatoriedade de autoescola para emissão da CNH (65%) e a distribuição de gás de cozinha para famílias de baixa renda (62%).

Sobre a isenção do imposto de renda, 52,4% dos entrevistados consideram que a principal motivação do governo é reduzir a desigualdade. 39,6% mencionam interesse eleitoral. 58,5% concordam totalmente com compensar a perda de arrecadação cobrando mais impostos de pessoas com renda acima de R$ 50 mil. Apenas 19,8% discordam totalmente dessa medida.

Caso a isenção para quem ganha até R$ 5 mil seja aprovada, 44,7% afirmam que não mudariam sua inclinação de voto, 40,3% responderam que teriam mais vontade de votar em Lula, e apenas 10,6% afirmam que teriam menos vontade de votar. O fato de mais de 40% manifestarem que a isenção aumentaria a vontade de votar em Lula mostra o impacto eleitoral significativo da proposta para 2026.

Chama atenção que, mesmo que a percepção dos entrevistados em relação à economia siga negativa – 48% entendem que a situação da economia é ruim. 38% entendem que é boa – a imagem de Lula está melhorando.

Além do impacto da agenda positiva nos segmentos de menor renda e junto à classe média, joga a favor de Lula o fato da oposição estar desmobilizada. Desde a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – e de sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) – a direita está sem um candidato natural para antagonizar com Lula.

Mais do que isso, as divergências internas na oposição têm se acentuado. Soma-se a isso a ofensiva publicitária do governo, que domina os principais meios de comunicação. E a cobertura simpática dos principais veículos de imprensa ao governo.

Lula lidera sucessão

Diante da conjuntura política favorável ao governo, o presidente Lula (PT) segue liderando as simulações de primeiro e segundo turno para 2026 realizadas pela pesquisa Latam Pulse
Brasil/Atlas Bloomberg.

Na primeira simulação, que espelha o cenário de 2022, Lula tem uma vantagem de 7,5 pontos percentuais sobre Jair Bolsonaro.

CENÁRIO DE INTENÇÃO DE VOTO – 1º TURNO

Candidatos Percentual
Lula (PT) 48,8
Jair Bolsonaro (PL) 41,3
Ciro Gomes (PSDB) 3,1
Simone Tebet (MDB) 2,3
Branco/Nulo 2,7
Indecisos 0,4

Fonte: Latam Pulse Brasil/Atlas Bloomberg (15 a 19/10)

Nos demais cenários estimulados, a intenção de voto em Lula supera a soma das intenções de voto dos possíveis candidatos da centro-direita nas duas simulações em que o presidente aparece como o candidato do PT.

No cenário 1, Lula teria 51,32% das intenções de voto contra 41,9% das alternativas de oposição – Tarcísio de Freitas (Republicanos); Ronaldo Caiado (União Brasil); Ratinho Júnior (PSD); e Romeu Zema (Novo). No cenário 2, o presidente teria 51,0 % contra 45,0% dos demais candidatos de oposição – Michelle Bolsonaro (PL); Caiado; Ratinho; e Zema. No cenário 3, Lula aparece com 51,0% contra 36,3% dos demais adversários – Zema, Ratinho e Caiado.

Sem Lula na disputa e o PT sendo representado por Fernando Haddad, o ministro da Fazenda registra 43,1% contra 43,2% dos demais adversários – Tarcísio, Caiado, Ratinho e Zema.

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Chama atenção nas simulações realizadas que a pulverização da direita favorece Lula hoje. Matematicamente, o presidente poderia até mesmo vencer em primeiro turno, embora isso seja improvável diante da polarização existente no país. Também merece destaque a perda de tração da pré-candidatura do governador de São Paulo (SP), Tarcísio de Freitas (Republicanos), que hoje seria derrotado por Lula tanto no primeiro como no segundo turno. No campo da direita, merece menção o desempenho do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que ultrapassou os dois dígitos.

CENÁRIOS DE INTENÇÃO DE VOTO – 1º TURNO

Candidatos Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Cenário 4
Lula (PT) 51,3 51,0 51,0
Fernando Haddad (PT) 43,1
Tarcísio de Freitas 30,4 30,1
Michelle Bolsonaro (PL) 26,2
Romeu Zema (Novo) 2,5 4,6 10,6 2,6
Ratinho Júnior (PSD) 3,0 5,1 10,4 3,5
Ronaldo Caiado (União) 6,0 9,1 15,3 7,0
Branco/Nulo/Indecisos 6,9 4,0 12,8 13,7

Fonte: Latam Pulse Brasil/Atlas Bloomberg (15 a 19/10)

Nas simulações de segundo turno, Lula venceria todos os possíveis adversários. Interessante observar que o presidente tem hoje uma intenção de voto nos cenários de primeiro e segundo turno muito similares. Os nomes da oposição mais bem posicionados são Tarcísio de Freitas e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

CENÁRIOS DE INTENÇÃO DE VOTO – 2º TURNO

Candidatos Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Cenário 4 Cenário 5 Cenário 6
Lula (PT) 52,0 52,0 52,0 52,0 52,0 51,0
Jair Bolsonaro (PL) 44,0
Tarcísio de Freitas 44,0
Michelle Bolsonaro (PL) 43,0
Ratinho Júnior (PSD) 37,0
Romeu Zema (Novo) 35,0
Ronaldo Caiado (União Brasil) 36,0
Branco/Nulo/Indecisos 5,0 5,0 4,0 14,0 12,0 12,0

Fonte: Latam Pulse Brasil/Atlas Bloomberg (15 a 19/10)

Apesar da vantagem registrada por Lula, que melhorou sua aprovação e também a posição nas simulações de primeiro e segundo turno, a sucessão de 2026 está em aberto. Além de o país seguir polarizado, a oposição ainda não definiu seu candidato. A tendência é que, quando isso ocorrer, a vantagem de Lula seja reduzida. Assim como ocorreu em 2022, novamente teremos um pleito bastante acirrado, que deve ser decidido por uma pequena margem de votos.

Outro aspecto importante é que as últimas eleições têm sido caracterizadas por uma elevada abstenção, que tem girado em torno de 20%. A abstenção tem sido maior entre os segmentos de menor renda e escolaridade, o que potencialmente pode tirar votos de Lula.

Apesar do jogo não estar definido para Lula, a oposição precisará correr contra o tempo, pois além do desafio de construir seu candidato, necessita evitar ir dividida para o pleito de 2026. Soma-se a isso o desafio de construir um projeto alternativo ao lulismo.

Silveira sobre o leilão de baterias: “Será fundamental para assegurar a eficiência do nosso sistema elétrico”

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Foto; Antônio Cruz/Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), afirmou nesta sexta-feira (24) que o primeiro leilão de baterias do Brasil será fundamental para a estabilidade do sistema elétrico nacional. “Esse é um passo histórico rumo a uma matriz ainda mais limpa”, destacou o ministro, durante reuniões bilaterais com empresários chineses das empresas Huawei Digital Power, BYD, CATL, Envision, Sungrow, HyperStrong e Hithium Energy Storage.

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Silveira ressaltou que a iniciativa abre uma nova fronteira tecnológica, capaz de gerar inovação, empregos e maior segurança energética para o país. O leilão será realizado no âmbito do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) e integrará um produto específico voltado ao armazenamento de energia.

O ministro também reforçou o compromisso do Governo Federal com uma transição energética justa, baseada em industrialização verde e inovação tecnológica. Segundo ele, o leilão de baterias deve ocorrer ainda em dezembro deste ano, marcando um novo ciclo no setor elétrico brasileiro.

CMN aprova mudanças para simplificar crédito rural a comunidades tradicionais

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Foto: PointImages

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta quinta-feira (23), mudanças no Manual de Crédito Rural (MCR) para agilizar a concessão de financiamentos a essas comunidades. Assim, populações tradicionais, extrativistas e pescadores artesanais passarão a obter crédito rural de maneira mais simplificada.

Principais ajustes

Entre os principais ajustes, o CMN estabeleceu que o órgão responsável pela gestão da unidade de conservação deve emitir o recibo de inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Além disso, o documento deve incluir o nome do solicitante como integrante das famílias beneficiárias da área protegida, permitindo assim que ele solicite o crédito de forma adequada.

Além disso, o CMN dispensou a exigência de inscrição no CAR para comunidades que vivem ou utilizam regularmente unidades de conservação, como Reserva Extrativista, Floresta Nacional e Reserva de Desenvolvimento Sustentável, desde que o nome do solicitante conste na relação oficial de famílias beneficiárias divulgada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e que esteja acessível às instituições financeiras.

Ministério da Fazenda

O Ministério da Fazenda informou em nota que as alterações têm como objetivo ajustar as exigências do crédito rural à realidade das comunidades, considerando suas formas de ocupação e o uso sustentável dos recursos naturais, de acordo com a legislação ambiental e a Política Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável.

Além disso, o CMN, presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), inclui também o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB).

Ministério de Minas e Energia autoriza edital para primeiro Leilão de Áreas Não Contratadas do pré-sal

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Nova plataforma chega ao pré-sal e pode aumentar produção em 20%
Foto: Divulgação/Petrobras

O Ministério de Minas e Energia (MME) autorizou a publicação do edital e dos demais instrumentos legais para a realização do primeiro Leilão de Áreas Não Contratadas, que recebeu o aval do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

O edital, publicado pela estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA), estabeleceu as regras para a alienação de direitos e obrigações da União decorrentes de Acordos de Individualização da Produção (AIPs) das jazidas compartilhadas de Mero, Tupi e Atapu.

“O ministério reforça seu papel estratégico na condução das políticas que fortalecem a soberania energética do país e segue trazendo benefícios reais para brasileiras e brasileiros por meio desses recursos”, afirmou o ministro Alexandre Silveira.

O certame será realizado no dia 4 de dezembro. As participações da União a serem leiloadas representam volume significativo em campos de alta produtividade no pré-sal. Os percentuais ofertados são de 3,5% em Mero, 0,551% em Tupi e 0,950% em Atapu, com valor mínimo total de R$ 10,2 bilhões.

A assinatura dos contratos com as empresas vencedoras está prevista para acontecer até 4 de março do próximo ano.

Cerca de 2,5 milhões de pessoas inscritas no CadÚnico se tornaram MEI

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), realizou um levantamento que revelou um dado significativo: cerca de 2,5 milhões de pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) se formalizaram como microempreendedores individuais (MEI) após o registro no programa.

Como resultado, esse grupo representa 55% do total de MEIs presentes no CadÚnico.

Inclusão produtiva e empreendedorismo avançam

O estudo mostra que o Cadastro Único (CadÚnico) impulsiona a inserção produtiva e fortalece a autonomia dos beneficiários de programas sociais do governo federal.

Atualmente, entre os 95,3 milhões de cadastrados, 4,6 milhões já se formalizaram como microempreendedores individuais (MEI). Além disso, mais de um terço desse grupo (34,1%) procurou e recebeu atendimento do Sebrae entre janeiro de 2020 e julho deste ano.

Os dados também comprovam a eficácia do apoio do Sebrae. Entre os empreendedores atendidos, 78,9% mantêm suas empresas ativas. Por outro lado, entre os que não receberam apoio, apenas 61,5% continuam com seus negócios em funcionamento. Esses números reforçam o papel do Sebrae na sustentação e crescimento dos pequenos empreendimentos.

Dados do levantamento

Segundo o levantamento, a maioria dos MEIs inscritos no CadÚnico atua nos seguintes setores:

  • Serviços: 53,1%
  • Comércio: 26,5%
  • Indústria: 10,1%
  • Construção: 9,7%
  • Agropecuária: 0,5%

Além disso, entre esses microempreendedores:

  • 41,7% recebem o Bolsa Família
  • 6,4% recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC)

Por fim, os estados com maior percentual de MEIs inscritos no CadÚnico são:

  • Amazonas: 56,3%
  • Acre: 54,8%
  • Piauí: 54,6%

Acordo de Cooperação Técnica (ACT)

O levantamento integra as ações do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que o Sebrae e o MDS firmaram em 2023. Assim, eles buscam promover a integração de políticas públicas voltadas para a inclusão produtiva e, consequentemente, para a geração de renda entre famílias em situação de vulnerabilidade.

O acordo estabelece o compartilhamento de informações do CadÚnico e do Programa Bolsa Família para que órgãos envolvidos desenvolvam estudos e pesquisas sobre pequenos negócios. Assim, ele ajuda a aprimorar as políticas públicas direcionadas ao setor.

Lula sobre encontro com Trump: “Não existe veto a nenhum assunto. Será uma reunião livre”

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira (24) que não há temas que não possam ser discutidos durante a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para o próximo domingo (26). Segundo ele, poderão entrar em pauta assuntos como materiais críticos, minerais e terras raras. A declaração foi feita durante conversa com a imprensa na Indonésia.

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Lula também adiantou que vai contestar as taxas impostas ao Brasil, argumentando que as medidas não têm base sustentável. “Tenho todo o interesse em mostrar que houve equívoco nas taxações. A tese não tem sustentação”, declarou.

O chefe de Estado destacou ainda que um eventual acordo entre os dois países pode não ser firmado de imediato, ficando a cargo dos negociadores, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). O presidente, no entanto, disse esperar que as negociações aconteçam o mais rápido possível.

Análise: Tendência ao continuísmo nos estados

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Urna eletrônica, eleições, título de eleitor
Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE

Levantamento realizado pela Arko Advice, tendo como base pesquisas do instituto Real Time Big Data realizadas nos 26 estados e no Distrito Federal (DF), indica que os 17 governadores que encerrarão seus mandatos em dezembro de 2026 mostram competitividade caso optem por concorrer ao Senado. Além disso, têm boas possibilidades de fazer o sucessor, fruto de suas altas popularidades.

13 governadores lideram a disputa ao Senado em seus estados. Três aparecem em segundo lugar. Apenas uma governadora apresenta dificuldade no pleito ao Senado. Como em 2026 serão eleitos dois senadores em cada estado, os governadores têm boas possibilidades de conquistar um mandato na Câmara Alta.

A posição favorável dos governadores que estão encerrando o segundo mandato tem relação com a boa avaliação de seus governos. Hoje, 21 dos 27 governadores possuem um saldo de popularidade positivo.

Mais do que nomes fortes ao Senado, pelo menos cinco governadores dentre eles são postados como pré-candidatos ao Palácio do Planalto: Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP); Romeu Zema (Novo-MG); Ratinho Júnior (PSD-PR); Ronaldo Caiado (UB-GO); e Eduardo Leite (PSD-RS).

Dos atuais governadores, nove podem disputar um novo mandato no próximo pleito: Clécio Luís (SD-AP); Jerônimo Rodrigues (PT-BA); Elmano de Freitas (PT-CE); Eduardo Riedel (PP-MS); Raquel Lyra (PSD-PE); Rafael Fonteles (PT-PI); Jorginho Mello (PL-SC); Tarcísio de Freitas (Rep-SP); e Fábio Mitidieri (PSD-SE).

Esse número poderá chegar a 21, pois temos 12 vice-governadores que poderão assumir os governos em seus estados a partir de abril de 2026, concorrendo à reeleição. São eles: Daniel Vilela (MDB-GO); Otaviano Pivetta (Rep-MT); Mateus Simões (PSD-MG); Gabriel Souza (MDB-RS); Celina Leão (PP-DF); Ricardo Ferraço (MDB-ES); Felipe Camarão (PT-MA); Hana Ghassan (MDB-PA); Edilson Damião (Rep-RR); Lucas Ribeiro (PP-PB); Laurez Moreira (PSD-TO); e Felicio Ramuth (Rep-SP).

Entre esses 21 nomes, 14 seriam favoritos hoje: Elmano (CE); Riedel (MS); Fonteles (PI); Jorginho (SC); Tarcísio ou Ramuth (SP); Mitidieri (SE); Daniel (GO); Pivetta (MT); Gabriel (RS); Simões (MG); Celina (DF); Ferraço (ES); Ghassan (PA).

Se todos forem candidatos e conquistarem um novo mandato, o índice de reeleição atingirá 62%. Conforme podemos observar, esse percentual seria o quarto maior índice de reeleição desde 2006, ficando atrás somente de 2002 (90%), 2006 (70%) e 2010 (65%).

Esse ambiente favorável ao continuísmo, como mostram as pesquisas de avaliação dos governos estaduais, têm relação com a alta popularidade dos governadores. Não por acaso, temos mais de 70% dos governadores com um saldo positivo de popularidade.

Aumento do IOF impulsionou pico de arrecadação em setembro

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Superintendência da Receita Federal, em Brasília.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo a Receita Federal, o governo teve um pico de arrecadação em setembro devido à elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A elevação chegou a ser derrubada pelo Congresso, mas foi reestabelecida parcialmente pelo STF.

O aumento do IOF gerou arrecadação de R$ 8,4 milhões, um crescimento real de 33,42% em comparação a setembro de 2024. Ou seja, o aumento é uma repercussão do decreto publicado em junho, que elevou a alíquota do imposto.

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Além disso, também houve aumento na arrecadação com o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), que chegou a R$ 10,5 milhões, um acréscimo real de 10,21% em comparação ao mesmo período do ano passado. Esse desempenho decorre dos aumentos nominais de 15,04% na arrecadação da Renda Fixa, e de 12,57% na arrecadação dos Fundos de Renda Fixa e de 154,59% na arrecadação dos JCP (Juros sobre Capital Próprio).

Arrecadação total

A arrecadação federal atingiu o valor de cerca de R$ 216 milhões no mês de setembro de 2025 e registrou um crescimento de 1,43% em relação a 2024. Segundo a RFB, esse foi o melhor resultado para o mês desde o ano 2000. No acumulado do ano, a arrecadação alcançou R$ 2,1 trilhões, um crescimento de 3,5%.

Por fim, a receita previdenciária totalizou uma arrecadação de R$ 58,1 milhões, com acréscimo real de 1,49%, impulsionados pelo crescimento real de 6,66% da massa salarial e de 20,89% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária.

Devedor contumaz e Presiq irão constar na pauta da próxima semana na Câmara

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Fachada do Palácio do Congresso Nacional. O Palácio do Congresso Nacional é um dos pilares da arquitetura monumental de Niemeyer que dão forma à capital inaugurada em 1960. Construído em terreno elevado, é visto de longe como culminância da avenida Eixo Monumental, que abriga a Esplanada dos Ministérios e atravessa a cidade de norte a sul. Sede das duas Casas do Poder Legislativo e um dos mais famosos cartões postais do Brasil, o Palácio do Congresso Nacional é composto por duas cúpulas e duas torres de 28 andares, que abrigam a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Os projetos que definem o devedor contumaz (PLP 125/22) e o que cria o Presiq (Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química) (PL 892/25) devem constar na extensa pauta da Câmara dos Deputados da próxima semana.

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A decisão foi tomada após a reunião de líderes desta quinta-feira (23). Entretanto, não há um compromisso ou data definida para votação. Como as matérias são prioridade para o governo, foram incluídas na pauta para discussão.

Presiq

O Presiq é uma iniciativa voltada a modernizar a indústria química brasileira, promovendo a produção de produtos mais eficientes e com menor impacto ambiental. O programa busca alinhar o setor às demandas globais por sustentabilidade, inovação e responsabilidade socioambiental, além de fortalecer a competitividade do Brasil no mercado internacional de químicos.

Devedor Contumaz

De acordo com o projeto, devedor contumaz é aquele inadimplente com débitos tributários acima de R$ 15 milhões e correspondentes a 100% dos ativos totais da empresa. Também se enquadra na categoria aqueles que tenham registrado inadimplência em, pelo menos, quatro períodos de apuração consecutivos, ou em seis períodos de apuração alternados em um período de 12 meses.

The Economist destaca o Brasil como exemplo de sucesso na preservação da Amazônia

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Belém (PA), 14/02/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva acompanhado da ministra do Meio Ambiente Marina Silva, durante Cerimônia de divulgação dos investimentos do Governo Federal para a COP30 e seu legado, realizado no Mercado São Brás. Amazônia
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Um editorial da revista The Economist publicado nesta quinta-feira (23) elogia a estratégia adotada pelo governo brasileiro para preservar a floresta amazônica, recomendando que seja replicada por outros países com florestas tropicais.

Segundo a publicação, o Brasil demonstrou que políticas públicas eficazes, que combinam punição e incentivos, podem reduzir significativamente o desmatamento e proteger o meio ambiente.​

Avanços sob governo Lula

O editorial lembra que durante os mandatos de Lula (PT) entre 2003 e 2011, o desmatamento foi reduzido em 80%, e voltou a cair após seu retorno em 2023. Diferentemente da gestão anterior de Jair Bolsonaro, que via o ambientalismo como um obstáculo, o governo Lula reconhece que destruir a floresta prejudica diretamente a agricultura brasileira, de acordo com o texto. O esforço inclui proteção de terras indígenas e regularização fundiária para sanar conflitos e assegurar direitos de posse.​

A revista inglesa pontuou que “em contraste [ao governo Jair Bolsonaro], seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, junto com uma ministra do Meio Ambiente resoluta, Marina Silva, aplicam uma combinação equilibrada de punição e incentivo. Agentes federais fortemente armados prendem madeireiros ilegais e destroem garimpos clandestinos. Propriedades onde ocorre desmatamento ilegal são impedidas de receber crédito subsidiado”.

Tecnologia e governança

The Economist destaca que saber quem é dono da terra possibilita punir ou recompensar conforme a política ambiental adotada. O uso de imagens digitais e satélites permite à fiscalização agir rapidamente no combate a infrações, método que deveria ser adotado por outros países para proteger suas florestas tropicais.​

“Felizmente, com o avanço da tecnologia de imagens digitais, as infrações podem ser detectadas e relatadas em poucos dias, permitindo que as autoridades ajam rapidamente. Todas essas lições deveriam ser aplicadas em outros países que possuem florestas tropicais”, reforça o editorial.

Desafios globais

A revista ressalta que a preservação das florestas é “um bem público global” e deveria ser financiada pelos países ricos, embora admitam a dificuldade de efetivação desse apoio.

“Os mercados de créditos de carbono ainda não decolaram, em parte porque é difícil comprovar se o dinheiro destinado a projetos de conservação realmente resulta em árvores preservadas”, afirma.

A forma mais simples, de acordo com a revista, seria pagar diretamente governos regionais que comprovem a redução do desmatamento.​

“O Brasil vem tentando despertar interesse por essa ideia”, pontua o editorial.