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CPI do Crime Organizado será instalada nesta terça-feira (4) no Senado Federal

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Senado Federal instalará, nesta terça-feira (4), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O início dos trabalhos ocorre em meio a um ambiente político tenso, marcado, sobretudo, pela repercussão da operação conduzida pelo governo do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV) nos Complexos da Penha e do Alemão.

Diante da repercussão da operação e da crescente pressão da opinião pública, governo e oposição decidiram indicar senadores de destaque para compor a comissão. Em seguida, o grupo pretende investigar detalhadamente o modus operandi de facções como o PCC e o CV, além de analisar a atuação das milícias.

Nesse contexto, o colegiado terá como principal objetivo apurar a estrutura, a expansão e o funcionamento dessas organizações criminosas. Como resultado, espera-se que a comissão produza diagnósticos e recomendações concretas para o enfrentamento do crime organizado.

O relator deverá ser o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que propôs a criação do colegiado.

Por que a segurança voltou ao centro do debate?

A operação no Rio de Janeiro, o debate sobre a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e a narrativa bolsonarista centrada em “lei e ordem” reacenderam o debate público sobre segurança. Nesse contexto, a oposição aproveita a oportunidade para se aproximar de eleitores de centro, e pretende usar a CPI para reforçar sua ideia de enfrentamento ao crime.

Enquanto isso, o governo atua para impedir que a pauta seja politicamente capturada e busca oferecer uma resposta institucional, enviando o PL Antifacção e articulando-se com governadores.

Titulares e suplentes

A CPI contará com 11 titulares e sete suplentes. Entre os nomes indicados, destacam-se quadros experientes e figuras centrais na disputa entre governo e oposição.

Oposição:

Governo e aliados:

Nesse cenário, a composição da comissão evidencia o equilíbrio político e reflete a estratégia de cada lado para influenciar os trabalhos e o debate público.

Ibovespa ultrapassa 150 mil pontos pela primeira vez com nona alta seguida

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Ibovespa, Bolsa de Valores
Foto: Divulgação/B3

O índice Ibovespa da B3 fechou esta segunda-feira (3) em alta de 0,61%, atingindo 150.454 pontos, marcando a primeira vez na história que ultrapassou a marca dos 150 mil pontos. Essa foi a nona valorização consecutiva do índice, que acumula alta de 25,08% em 2025.

Durante o dia, o Ibovespa chegou a 150,7 mil pontos, registrando o sexto pregão seguido em alta recorde.

Cenários externos e internos

O dólar comercial fechou em queda, valendo R$ 5,357, com baixa de 0,42%. O valor da moeda norte-americana atingiu o menor patamar desde 8 de outubro, acumulando queda de 13,32% no ano. A expectativa de manutenção da taxa Selic em 15% e o desempenho econômico global, especialmente da China, contribuíram para o otimismo no mercado.

No cenário interno, a expectativa para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para 5 de novembro, influenciou a estabilidade da taxa de câmbio. No cenário externo, indicadores econômicos da China acima do esperado impulsionaram a valorização das commodities, beneficiando economias emergentes como o Brasil.

A redução recente da taxa básica de juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve também estimulou investimentos no mercado brasileiro.

Governo prepara expansão de TV digital pública com nova licitação

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Vista aérea da Flor do Cerrad, Torre Digital de Brasília TV digital, televisão
Foto: TV Brasil

O Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) publicou o Aviso de Licitação para o Pregão Eletrônico nº 90014/2025, visando adquirir sistemas completos de transmissão de TV digital padrão ISDB-Tb, incluindo entrega, instalação, configuração, ativação e treinamento técnico.

O processo atende à estratégia de fortalecimento e ampliação do sinal de rádio e TV da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) por meio da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), permitindo a adesão institucional de afiliadas e parceiros, inclusive da Rede Legislativa.​

Mega Ata de Registro de Preço

O novo instrumento cria uma Mega Ata de Registro de Preço, facilitando futuras aquisições para emissoras públicas e legislativas, com condições técnicas e comerciais unificadas conforme padrões de engenharia estabelecidos pela EBC. O edital já está disponível no Portal de Compras do Governo Federal, com abertura das propostas marcada para 17 de novembro, às 9h30.

Na próxima semana, será publicada a Ata de Rádio, no mesmo modelo, permitindo adesão para atualização ou expansão de sistemas de radiodifusão. A expectativa é que afiliadas em todo o país iniciem o processo de adesão à Ata em dezembro, fortalecendo a infraestrutura da comunicação pública.​

Perfuração do 1º poço na Margem Equatorial vai demorar cinco meses, segundo a Petrobras

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Magda Chambriard, presidente da Petrobras.
Foto: Rafael Pereira/Agência Petrobras

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou, na terça-feira passada (28/10), que a perfuração do primeiro poço de petróleo da foz do rio Amazonas, na Margem Equatorial, deve demorar cinco meses para ser concluída.

A presidente da petroleira lembrou que o pedido de licença feito ao Ibama inclui três outros poços contingentes (auxiliares) ao primeiro, chamado de pioneiro: “Quando pedimos a licença lá atrás, solicitamos a perfuração de um poço pioneiro e de mais três contingentes.”

Durante sua participação no evento OTC Brasil – Offshore Technology Conference, no Rio de Janeiro, Magda Chambriard falou em democratizar o acesso ao petróleo. “O Brasil é um país continental, com potencial petrolífero de norte a sul, com Pelotas fazendo parte desse esforço.”

Estima-se que a Bacia de Pelotas possa conter até 15 bilhões de barris de petróleo, o que representa potencial para uma nova fronteira petrolífera. Conforme a edição mais recente do Relatório Mensal de Produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o Brasil ocupa hoje a sétima posição entre os maiores produtores, com 3,89 milhões de barris/dia, à frente de tradicionais produtores, como o Irã e os Emirados Árabes Unidos. Na semana passada, o campo de Búzios, na Bacia de Santos, ultrapassou a marca de 1 milhão de barris/dia.

Durante o OTC Brasil, o diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Roberto Ardenghi, afirmou que, se não fosse a descoberta do pré-sal na década de 2000, “seríamos hoje importadores”. Ele acrescentou que, hoje, 75% da produção nacional é proveniente do pré-sal.

A presidente da Petrobras classificou o preço atual do petróleo como desafiador para a indústria. O alerta ocorre em meio à fase final de elaboração do novo plano de negócios da companhia para os anos de 2026 a 2030, que será divulgado no dia 27, após a realização da COP30. “É um momento diferente do passado, quando o barril estava acima de US$ 100. Estamos vendo um momento de queda dessa commodity.” Atualmente, o preço está em torno de US$ 64.

Oferta permanente

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que se encontram disponíveis oito blocos exploratórios no edital da Oferta Permanente de Partilha de Produção. As 15 empresas inscritas poderão abrir um novo ciclo de licitação, ao declararem interesse em um ou mais blocos acompanhando a solicitação com garantia de oferta.

O edital contempla os blocos Jade, Ágata, Amazonita, Safira Leste e Safira Oeste, na Bacia de Santos, e Larimar, Turmalina e Ônix, na Bacia de Campos. Mais dois blocos já aprovados pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) – Cruzeiro do Sul e Mogno – poderão ser incluídos na Bacia de Santos.

Há 16 áreas adicionais na Bacia de Santos aguardando manifestação dos ministérios, o que pode elevar o total de blocos ofertados para 26 no próximo edital, previsto para o ano que vem.

Fachin busca celeridade no júri popular em crimes contra a vida

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Brasília (DF) 09/12/2024 O ministro do STF, Edson Fachin, relator do recurso que trata da relação entre motoristas e plataformas digitais de transporte, preside audiência pública para tratar do tema
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Em evento no Recife nesta segunda-feira (3), o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ressaltou que o Judiciário trabalha para agilizar os tribunais do Júri em todo o país, visando acelerar julgamentos de crimes dolosos contra a vida.

’É uma resposta do Poder Judiciário ao interesse legítimo da sociedade brasileira, que almeja confiança [na Justiça]”, afirmou o ministro.

A mobilização anual, chamada Mês Nacional do Júri, ocorre durante novembro, priorizando casos contra mulheres, menores, policiais e processos antigos.

Modernização e maior frequência nos julgamentos

Fachin afirmou que o foco atual é incluir mais sessões de júri nas pautas, reduzir o tempo entre denúncia e julgamento e modernizar o processo. Embora reconheça críticas sobre imperfeições do Tribunal do Júri, destaca ser um instituto constitucional que deve ser valorizado e aprimorado.

“Entre o cometimento de um ato o oferecimento da denúncia e seu julgamento tem que decorrer cada vez mais um tempo menor”, disse.

Cumprimento de pena

Em 2024, o STF decidiu que, após condenação por júri popular, o cumprimento da pena deve ser imediato, mesmo com recursos pendentes em tribunais superiores. A decisão gerou controvérsia, pois advogados alegam violação do princípio da presunção da inocência, já que recursos podem anular a decisão do júri.

Lula reforça importância da Amazônia antes da COP30

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

Neste domingo (2), o presidente Lula (PT) visitou a comunidade do Jamaraquá, que abriga mais de mil famílias de extrativistas e ribeirinhos, localizada na Floresta Nacional (Flona) do Tapajós, no Oeste do Pará. Durante a visita, ele conversou diretamente com os moradores.

Além disso, a agenda faz parte de uma série de compromissos preparatórios para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorrerá de 10 a 21 de novembro, em Belém, no Pará.

Nos próximos dias, 6 e 7 de novembro, Lula presidirá a Cúpula do Clima na capital do Pará, um evento que, por sua vez, reunirá dezenas de chefes de Estado. Por essa razão, ele passará a semana seguinte no estado.

Durante o encontro com os ribeirinhos, o presidente destacou que a cúpula oferece uma oportunidade não apenas de dar visibilidade à Amazônia, mas também de estimular o mundo a adotar uma visão que vai além da simples preservação da natureza.

“Essa COP30 é um momento único na história do Brasil, porque é um momento em que a gente está obrigando o mundo a olhar a Amazônia com os olhos que deve olhar para a Amazônia”, declarou.

Turismo e preservação

Localizada próxima a Alter do Chão, a comunidade do Jamaraquá se destaca pelo turismo de base comunitária, oferecendo trilhas pela floresta e pelos igarapés, além da produção de biojóias.

“Aqui existem extrativistas, artesãos e artesãs, seringueiros e seringueiras; são muitas as atividades que eles combinam ao longo do ano”, disse a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede).

Segundo a ministra, o estilo de vida das famílias da região contribui para proteger a floresta. Os ribeirinhos respeitam o ciclo da floresta e mantêm a mata em pé por gerações, garantindo dignidade às famílias. Além disso, a Flona do Tapajós abriga cerca de 1,2 mil famílias distribuídas em mais de 500 mil hectares preservados.

Análise: Megaoperação contra o crime coloca Lula na defensiva e remobiliza a direita

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O impacto da megaoperação policial de combate ao crime organizado realizada na terça-feira passada (28) no Rio de Janeiro, que resultou em cerca de 120 mortos, tornou-se o mais letal enfrentamento à criminalidade no país e mudou o curso da agenda política nacional. Como a segurança pública é considerada a prioridade número 1 dos eleitores, a megaoperação, sob o comando do governador fluminense, Cláudio Castro (PL), transformou-se em tema nacional.

Nas primeiras horas após a operação, o foco da imprensa – e da opinião pública –, esteve direcionado para as críticas ao embate, devido sobretudo ao elevado número de mortos. Essa abordagem, porém, foi mudando nos dias posteriores. Ainda que o número de mortes permaneça nas manchetes dos noticiários, ganharam espaço a problemática do terror imposto pelo crime organizado às comunidades, a necessidade de o Estado retomar o território sob o comando das facções e o impressionante número de fuzis apreendidos na ocasião – mais de 90.

A mudança no clima da opinião pública contribui para fortalecer a posição de Cláudio Castro. Mais do que agendar o tema da segurança pública como a pauta do país, Castro recebeu o respaldo declarado dos seguintes governadores, todos opositores do governo Lula: Romeu Zema (Novo-MG); Jorginho Mello (PL-SC); Ronaldo Caiado (UB-GO); Eduardo Riedel (PP-MS); e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Em um encontro no Rio de Janeiro, eles anunciaram a criação de um Consórcio da Paz.

Pelo tom crítico adotado em relação ao governo federal, a centro-direita, aproveitando a repercussão da megaoperação de combate ao crime organizado, deve reverberar o tema para desgastar o presidente Lula (PT) na segurança pública. Note-se que, embora a cartada de Cláudio Castro tenha sido de alto risco político, ele conseguiu remobilizar a direita.

Tal reviravolta também tem sido possível pelos erros cometidos pelo Palácio do Planalto. Lula, nas horas seguintes à megaoperação, optou por submergir. Mesmo estando em viagem ao exterior, quando ocorrem eventos de grande impacto espera-se que o presidente, como líder máximo do país, mostre sua liderança e se comunique diretamente com a população. O que se viu foi Lula sem timing e seus interlocutores escolhendo o caminho da isenção de responsabilidade. O governo federal, equivocadamente, procurou restringir o tema à competência do governador do Rio de Janeiro, quando o assunto já dominava a agenda do país.

Após ficar na ofensiva, o governo federal recuou. Somente na quarta-feira (29/10), um dia após a megaoperação, Lula divulgou uma mensagem no X defendendo o combate ao crime organizado. Paralelamente, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, ao lado de Cláudio Castro, anunciou a criação do Escritório de Emergência de Combate ao Crime Organizado. Em outro movimento institucional, o governo federal publicou, nas redes sociais, um vídeo mencionando suas ações na Operação Carbono Oculto, que foi deflagrada em agosto e atingiu o coração financeiro do Brasil – a Faria Lima, em São Paulo. No entanto, até o momento, não está prevista uma ida do presidente ao Rio, nem mesmo um pronunciamento em cadeia nacional.

Buscando reagir à crise, Lula sancionou (30/10) a lei, de autoria do senador Sergio Moro (UB-PR), que promove mudanças na legislação penal com o intuito de fortalecer o combate ao crime organizado. No âmbito do Congresso será apresentado, nesta semana, o projeto do deputado federal licenciado, atual secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), que equipara facções criminosas a grupos terroristas. Também será instalada a CPI do Crime Organizado nesta terça-feira (04).

A repercussão da megaoperação no Rio de Janeiro deixa ainda mais evidente a forte politização em torno do tema da segurança pública, devido à proximidade com as eleições de 2026. Tais embates devem permanecer e escalar. Por ora, o momento é desfavorável a Lula, que viu a repercussão positiva do encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ficar em segundo plano em termos de exposição midiática e social.

A depender da intensidade sobre a percepção do sentimento que questiona as respostas até então dadas pelo governo federal, o presidente poderá ter sua popularidade impactada negativamente. O problema central de Lula é que a esquerda possui uma visão crítica da ocupação de território por parte da polícia, enquanto a visão preponderante da sociedade pende para a chamada “política linha-dura” de combate ao crime.

A alavancagem da agenda da segurança se desdobra, portanto, num novo desafio para Lula, que, a partir de agora, terá de recalcular a rota da narrativa e de projetos setoriais para buscar distensionar as pressões que incidem sobre o governo federal.

Pesquisas mostram recuperação da popularidade de Cláudio Castro e desgaste de Lula no Rio

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Brasília (DF), 20.03.2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, se reúne com Governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no Palácio do Planalto.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Além da pesquisa do instituto Atlasintel na última sexta-feira (31), três institutos – Quaest, Datafolha e Paraná – divulgaram pesquisas sobre a avaliação da população do Rio de Janeiro (RJ) sobre a megaoperação de combate ao crime organizado realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na terça-feira passada (28).

A pesquisa Quaest apontou que a ampla maioria da população do Rio aprova a operação da polícia (ver tabela abaixo).

Aprovação da megaoperação policial

Avaliação Percentuais (%)
Aprova 64
Desaprova 27
Não aprova, nem desaprova 6

*Fonte: Genial/Quaest (30 a 31/10)

Números similares foram trazidos pelo Datafolha no último sábado (1º). Segundo o Datafolha, 57% dos moradores do Rio consideraram que a megaoperação de combate ao crime organizado foi um sucesso. 39% entendem o contrário. Para 48% dos fluminenses ouvidos, a operação foi também bem executada. Já 21% viram uma ação com falhas e 24% reprovaram. Outros 7% disseram não saber.

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O instituto Paraná também convergiu com a Quaest e o Datafolha. De acordo com o Paraná, 69,6% da população do Rio de Janeiro (RJ) aprova às operações policiais realizadas na cidade nos últimos dias. 25,8% são contrários. Questionados quanto a posição em relação a mais megaoperações policiais como as realizadas nos últimos dias na cidade, 67,9% são favoráveis. 26,6% se dizem contrários.

Na pesquisa Quaest, outro aspecto importante a ser observado é que a aprovação ultrapassou a bolha da direita. Quem se posicionou como independente, também aprovou a operação da polícia no RJ. Somente os eleitores lulistas e esquerda não lulista desaprovam a operação.

Avaliação da megaoperação policial por posicionamento político

Avaliação Lulista (%) Esquerda não lulista (%) Independente (%) Direita não bolsonarista (%) Bolsonarista (%)
Aprova 35 27 61 92 93
Desaprova 59 70 24 6 3

*Fonte: Genial/Quaest (30 a 31/10)

Na Quaest, o apoio à megaoperação é maior entre que homens (79%), na faixa etária de 31 a 50 anos (68%) e quem possui renda mensal de mais de 2 a 5 salários (69%).

Avaliação da megaoperação policial

Avaliação Percentuais (%)
Um sucesso 58
Um fracasso 32
Não sabe 10

*Fonte: Genial/Quaest (30 a 31/10)

A Quaest também revelou que 73% defendem que a polícia realize novas operações nas comunidades. 22% entendem que não. Questionados sobre qual deveria ser a reação de um policial que está trabalhando e se depara com uma pessoa com um fuzil na mão, 50% defendem “a prisão sem atirar”. 45% preferem que o policial “atire logo de cara”. Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos, temos um quadro de empate técnico.

Em relação à situação da segurança pública no Rio, 87% afirmam que o Estado vive uma situação de guerra. 13% acreditam que não. De acordo com a Quaest, 52% afirmam que estão se sentindo menos seguros após a operação. 35% dizem que estão mais seguros. A pesquisa apontou também que 74% da população do Rio teme uma reação do tráfico. 25% dizem que não.

Na eventualidade de um conflito armado, 48% acreditam que as forças policiais estão mais preparadas. 44% dizem que as facções estão mais preparadas. A pesquisa também revela que 62% acham que o governo do Rio não tem capacidade sozinho de combater o crime organizado. 36% afirmam que o governo fluminense tem capacidade.

Sobre quem está melhor preparado para combater o crime organizado, temos uma divisão: 31% mencionam a força nacional do governo federal. Na sequência aparecem as forças policiais dos estados (30%); e o Exército (28%).

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A Quaest aponta que a crise da segurança pública no Rio está desgastando o governo federal e também o presidente Lula (PT). Segundo a pesquisa, 53% afirmam que o governo federal não tem ajudado os estados no combate às organizações criminosas. 24% afirmam que o governo federal ajuda pouco. Apenas 14% entendem que o governo federal tem ajudado muito.

Apesar da desaprovação de Lula no RJ ser majoritária no Estado, a variação nos percentuais “desaprova” e “aprova” ficaram dentro da margem de erro.

Aprovação de Lula

Avaliação Fevereiro (%) Agosto (%) Outubro (%)
Desaprova 64 62 64
Aprova 35 37 34
Não sabe 1 1 2

*Fonte: Genial/Quaest (30 a 31/10)

No entanto, de acordo com a Quaest, 60% dos entrevistados avaliam negativamente a atuação de Lula na segurança pública. Apenas 18% acham positiva. 22% consideram regular.

Outro dado negativo para o presidente é que 60% dos entrevistados consideram que o presidente foi sincero ao afirmar que “traficantes são vítimas dos usuários”, frase cunhada por Lula antes da megaoperação de combate ao crime organizado. 33% consideraram a frase um mal entendido. De acordo com a Quaest, 84% discordam da fala de Lula. Apenas 13% concordam.

O trabalho do presidente Lula (PT) no combate ao tráfico é avaliado negativamente por 56,1% da população do Rio. Apenas 14,2% têm uma avaliação positiva. O índice regular é de 26,5%.

A megaoperação, por outro lado, fortaleceu politicamente o governo Cláudio Castro. Em relação ao mês de agosto, a aprovação de Castro cresceu 10 pontos percentuais enquanto a desaprovação ficou estável.

Aprovação de Cláudio Castro

Avaliação Fevereiro (%) Agosto (%) Outubro (%)
Aprova 42 43 53
Desaprova 48 41 40
Não sabe 10 16 7

*Fonte: Genial/Quaest (30 a 31/10)

No instituto Paraná, o trabalho de Cláudio Castro no combate ao tráfico de drogas é avaliado positivamente (ótimo/bom) por 33,4% dos entrevistados. A avaliação negativa (ruim/péssima), por outro lado, registra 32,5%. O índice regular é de 30,6%.

De acordo com o Datafolha, comparado a setembro de 2022, quando ocorreu o último levantamento do instituto na capital fluminense, a avaliação positiva (ótimo/bom) de Castro cresceu nove pontos percentuais, atingindo 40%. A negativa (ruim/péssima), por outro lado, também subiu nove pontos, ficando 34%.

A Quaest, por sua vez, também apontou que o desempenho positivo do governo Cláudio Castro na segurança pública em relação a agosto cresceu 17 pontos, chegando aos 39%. A negativa, por outro lado, caiu 9 pontos, ficando em 34%. O índice regular baixou seis pontos, ficando em 27%.

Outro dado que fortalece Castro é que 54% acreditam que a principal motivação do governador para ordenar a operação é o combate ao crime organizado. 40% avaliam que o objetivo de Castro foi fazer uma ação para ganhar popularidade.

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As pesquisas dos institutos Quaest, Datafolha e Paraná confirmam que a megaoperação de combate ao crime organizado teve expressivo apoio popular, principalmente no Rio. A popularidade da ação policial, oferecendo uma resposta na segurança pública, a principal preocupação dos eleitores, fortaleceu o governador Cláudio Castro e trouxe desgaste para o presidente Lula (PT), que ainda segue sem discurso na área de segurança.

O fato de maioria da população do Rio avaliar que o governo federal não estar ajudando nos estados na segurança pública, avaliar negativamente a atuação de Lula na segurança e ter uma postura crítica em relação a recente manifestação do presidente, posteriormente corrigida, de que “os traficantes seriam vítimas dos usuários de drogas”, colocam o Palácio do Planalto na defensiva.

Mesmo que as pesquisas do Quaest, Datafolha e Paraná sejam restritas ao Rio, a repercussão da megaoperação policial, invertendo a pauta do debate político, por envolver um tema de preocupação nacional, sugere que a popularidade de Lula poderá ser afetada nas próximas pesquisas nacionais. Outro aspecto a ser considerado é que o Rio é um colégio eleitoral estratégico para 2026. Assim, o desgaste do presidente, se não revertido, poderá trazer consequências sobre sua votação na disputa do próximo ano ao Planalto.

Em relação a Cláudio Castro, o respaldo da sociedade fluminense à operação, e a percepção de que sua principal motivação com a operação policial é combater o crime organizado, muda a conjuntura estadual. Com a melhora de sua popularidade, Castro é um dos favoritos para a conquista de uma das vagas ao Senado em 2026. Além disso, sua aprovação pode afetar o favoritismo do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), na disputa pelo Palácio Guanabara.

Desde 2023, 16 leilões de rodovias somam 7,9 mil km e demandam R$ 176 bilhões

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Rodovia BR-230/PA (18/06/2021) estrada
Foto: Ricardo Botelho/MInfra

O Ministério dos Transportes realizou, desde 2023, 16 leilões de rodovias, somando 7,9 mil quilômetros de malha federal concedida e R$ 176 bilhões em investimentos contratados. Com a meta de atingir 45 certames até o fim de 2026, os aportes privados devem ultrapassar R$ 350 bilhões, impulsionando obras estruturantes e gerando mais de 700 mil empregos diretos e indiretos.

“O Brasil hoje tem a maior carteira de concessões rodoviárias do mundo. Cada leilão atrai um novo player e cada vez mais isso trará fundos de outros países. E isso é muito bom”, afirmou o secretário-executivo do ministério, George Santoro, durante evento sobre o setor de logística realizado em Brasília, na quarta-feira passada (22).

Leilão no Paraná

O Consórcio Infraestrutura PR, composto pelo EPR Participações e pelo fundo de investimento Perfin, venceu o leilão do lote de quatro de rodovias no Paraná oferecendo desconto de 21,30% no valor do preço de pedágio.

No certame, realizado na quinta-feira (23) na B3, houve concorrência entre quatro grupos. A disputa com o segundo colocado, Reue Rodovias Holding, foi decidida em lance de viva-voz. A Motiva (ex-CCR) ofereceu um desconto de – 9,14%; e a portuguesa Mota-Engil ofereceu – 6,23%.

Com 672,52 quilômetros, o Lote 04 foi o penúltimo a ser leiloado do total de seis, incluindo concessões de rodovias federais e estaduais. Nesta quinta-feira (30) será leiloado o último dos seis lotes, o Lote 05, com 430 quilômetros de rodovias e investimentos previstos de R$ 11,7 bilhões em obras e manutenção.

No lote leiloado na quinta-feira passada, estão previstos investimentos de R$ 18 bilhões pelos 30 anos de contrato. Serão 231 quilômetros de duplicações, 87 quilômetros de faixas adicionais e 39 quilômetros de contornos, além de correções de traçados, construções de passarelas, caixas de contenção de produtos perigosos, barreiras acústicas e passagens de fauna.

A previsão é que o contrato seja assinado até fevereiro próximo. O pacote inclui trechos das rodovias federais BR-272, BR-369 e BR-376, além das estaduais PR-182, PR-272, PR-317, PR-323, PR-444, PR-862, PR-897 e PR-986.

As estradas leiloadas conectam as regiões norte, oeste e noroeste do Paraná, ligando a fronteira com o Paraguai de um lado, e a divisa com São Paulo de outro.

Taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% no trimestre

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (31), os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Segundo o levantamento, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em setembro, igualando a menor marca da série histórica, iniciada em 2012.

Com esse desempenho, o número de pessoas desempregadas no país chegou a 6,045 milhões, o menor contingente desde o início da série. Em comparação com o trimestre anterior, houve redução de 3,3%, enquanto, em relação ao mesmo período de 2024, a queda foi ainda mais expressiva, de 11,8%.

Desemprego atinge menor nível histórico

O mercado de trabalho brasileiro manteve-se estável, com a população empregável permanecendo acima de 102 milhões de pessoas e em nível recorde. Enquanto isso, o nível de ocupação alcançou 58,7%. Além disso, o número de empregados com carteira assinada voltou a bater recorde, atingindo 39,2 milhões de trabalhadores.

A pesquisa também revelou que a renda média real do trabalhador chegou a R$ 3.507 no trimestre encerrado em setembro. Esse valor representa um aumento de 4% em comparação ao mesmo período de 2024, reforçando a recuperação do poder de compra dos brasileiros.

O IBGE estimou que o contingente de pessoas na força de trabalho, incluindo ocupadas e desocupadas, atingiu 108,5 milhões no trimestre de julho a setembro de 2025. Em relação ao trimestre anterior, o número manteve-se estável. Além disso, em comparação com o mesmo período de 2024, a força de trabalho cresceu 0,5%, incorporando 566 mil pessoas.

Grupamentos de atividade

A análise por grupamentos de atividade revela mudanças importantes no número de ocupados. Em relação ao trimestre anterior, houve aumento em:

  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,4%, ou mais 260 mil pessoas)
  • Construção (3,4%, ou mais 249 mil pessoas)

Por outro lado, o número de trabalhadores diminuiu em:

  • Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (queda de 1,4%, ou menos 274 mil pessoas)
  • Serviços domésticos (recuo de 2,9%, ou menos 165 mil pessoas)

Enquanto isso, os demais setores permaneceram estáveis.

Na comparação com o mesmo trimestre de julho a setembro de 2024, o número de ocupados cresceu em:

  • Transporte, armazenagem e correio (6,7%, ou mais 371 mil pessoas)
  • Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,9%, ou mais 724 mil pessoas)

No entanto, o único recuo significativo ocorreu em:

  • Serviços domésticos (queda de 5,1%, ou menos 301 mil pessoas)

Por fim, os demais grupamentos não apresentaram variações relevantes.