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Plenário da Câmara aprova reajuste salarial parcelado para servidores do Judiciário

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Brasília, Executivo, Legislativo, Judiciário, Três Poderes, Esplanada, Ministérios
Foto: Senado Federal

Nesta terça-feira (4), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o projeto que reajusta o salário de servidores do Judiciário (PL 4.750/2025). O texto estabelece reajuste escalonado em três parcelas anuais, sucessivas e cumulativas, de 8% cada, com vigência a partir de 1º de julho de 2026, 1º de julho de 2027 e 1º de julho de 2028, respectivamente. A matéria segue para o Senado Federal.

O projeto é de iniciativa do Supremo Tribunal Federal (STF) e foi subscrito pelos demais Tribunais Superiores. Os cargos mencionados são aqueles efetivos, em comissão e das funções comissionadas. Assim, o reajuste não alcança magistrados ou ministros.

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A previsão é que as despesas correrão por contas próprias dos tribunais. Segundo o relatório, o Poder Judiciário da União possui capacidade orçamentária para implementar a proposta nos exercícios de 2026, 2027 e 2028.

“O projeto, portanto, corrige parcialmente a defasagem inflacionária que vem corroendo o poder aquisitivo dos servidores do Judiciário da União, cujas remunerações, ainda que estáveis em termos nominais, perderam substancialmente em termos reais. Tal defasagem repercute diretamente na evasão de profissionais qualificados”, argumentou o relator deputado Rafael Prudente (MDB-DF).

MP do Plano Brasil Soberano pode ser votada em 2 semanas

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O presidente da Comissão Mista que analisa a Medida Provisória (MP) do Plano Brasil Soberano (MP 1.309/25), deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), sinalizou à Arko Advice que o texto pode ser votado no colegiado na segunda quinzena de novembro. A MP tem cerca de um mês para ser aprovada antes de perder a validade: a vigência vai até 10 de dezembro. O prazo inicial para votação, previsto no plano de trabalho, era de 14 de outubro. Porém, desde 8 de outubro a MP está parada na comissão. A MP chegou no Congresso em 13 de agosto e recebeu 365 propostas de alteração.

Líderes do Congresso ouvidos pela Arko refutaram a ideia de que o avanço das negociações entre Brasil e EUA faria a proposta perder força.

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Entre outras medidas, o texto autoriza a utilização de até R$ 30 bilhões do superávit financeiro do FGE em linhas de financiamento para os exportadores afetados pelo tarifaço. Permite também a renegociação de financiamentos no Pronampe com amparo do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e o uso do Fundo Garantidor de Crédito para Exportações (FGCE) na garantia de operações pré e pós-embarque.

Outras medidas

Vale recordar que o governo brasileiro já implementou normativas de cunho emergencial para buscar proteger, minimizando impactos, os setores afetados pelo aumento das tarifas impostas pelo governo americano. O governo, por exemplo, prorrogou os prazos de vigência dos regimes especiais do Recof (Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado); flexibilizou as regras do Pronampe; priorizou exportadoras no ressarcimento de créditos tributários e deu maior prazo para pagamento de tributos federais e de dívidas.

Produção da indústria brasileira recuou 0,4% entre agosto e setembro, aponta IBGE

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Foto: CNI/José Paulo Lacerda

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (4) os dados da Pesquisa Industrial Mensal, que indicam que a produção da indústria brasileira recuou 0,4% entre agosto e setembro. Esse resultado anula parte do crescimento de 0,7% registrado em agosto.

Por outro lado, na comparação com setembro de 2024, a produção industrial cresceu 2%. Além disso, no acumulado dos últimos 12 meses, o setor apresenta uma alta de 1,5%.

O desempenho de setembro coloca a indústria 2,3% acima do nível registrado antes da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020, mas permanece 14,8% abaixo do maior patamar já alcançado, registrado em maio de 2011.

Desempenho Industrial

O instituto apurou que, entre agosto e setembro, 12 das 25 atividades industriais pesquisadas registraram queda na produção. Entre os destaques negativos, estão:

  • Produtos farmoquímicos e farmacêuticos, com recuo de 9,7%;
  • Indústrias extrativas, que caíram 1,6%;
  • Veículos automotores, reboques e carrocerias, com queda de 3,5%.

Por outro lado, algumas atividades apresentaram crescimento, sendo as maiores influências positivas:

  • Produtos alimentícios, com alta de 1,9%;
  • Produtos do fumo, que avançaram 19,5%;
  • Produtos de madeira, com aumento de 5,5%.

Taxa de juros elevada

Entre abril e setembro, a indústria registrou quatro resultados negativos, sendo que o recuo de agosto foi o mais intenso desde maio, com queda de 0,5%. Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, o desempenho mais fraco da indústria nos últimos meses pode ser explicado pelos elevados patamares da taxa de juros.

“O juro alto dificulta o crédito e tende para aumentar a inadimplência”, explica o gerente.

Ao esfriar a economia, a taxa de juros alta reduz a procura por bens e serviços, contribuindo para frear a inflação. No entanto, seu efeito colateral é dificultar a geração de empregos e o crescimento econômico.

Taxa básica de juros

A taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006, quando alcançou 15,25%. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) define a taxa, defendendo seu nível elevado como forma de combater a inflação, que acumula 5,17% nos últimos doze meses. Além disso, desde setembro de 2024, a inflação supera o teto da meta do governo, que é de 4,5%.

Randolfe sobre CPI do Crime Organizado: não será de governo ou de oposição

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CPI do Crime Organizado (CPICRIME) realiza reunião de instalação. O objetivo é eleger presidente, vice-presidente e relator. A finalidade da comissão é apurar a atuação, expansão e o funcionamento de organizações criminosas no território brasileiro, em especial de facções e milícias, de modo a permitir a identificação de soluções adequadas para o seu combate, especialmente por meio do aperfeiçoamento da legislação atualmente em vigor. Bancada: senador Fabiano Contarato (PT-ES); ; senador Alessandro Vieira (MDB-SE); senador Rogério Carvalho (PT-SE); senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), em pronunciamento.
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), considera que a CPI do Crime Organizado — instalada nesta terça-feira (4) — “não pode e não será de governo ou de oposição”. Segundo ele, a eleição do senador Fabiano Contarato (PT-ES) para a presidência da Comissão e a indicação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para a relatoria mostram que há entendimento sobre o tema.

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Projetos sobre o tema

O senador acredita que a CPI pode contribuir no avanço de projetos sobre o tema da segurança pública. Entre eles, a PEC da Segurança Pública (PEC 18/25), que aguarda parecer do relator na Comissão Especial, e o PL Antifacção, enviado pelo governo ao Congresso na última semana.

União Europeia negocia nova meta climática às vésperas da COP30

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COP30, Belém, Pará
Foto: Roni Moreira/Ag Pará

Para não chegar de mãos vazias à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), os ministros da União Europeia responsáveis pelas questões climáticas farão uma última tentativa de aprovar uma nova meta de mudança climática nesta terça-feira (4).

A ausência de um acordo poderia enfraquecer a liderança da União Europeia nas negociações da COP30, que testarão a determinação das principais economias em continuar a lutar contra as mudanças climáticas. Nesse contexto, países como:

  • China
  • Reino Unido
  • Austrália

já apresentaram novas metas climáticas antes da conferência.

Políticas de redução de CO2

A União Europeia, que possui algumas das políticas de redução de CO₂ mais ambiciosas do mundo, tem se esforçado para conciliar suas metas climáticas com as prioridades industriais e de defesa, enfrentando a resistência de indústrias e governos céticos. Em setembro, os membros não conseguiram chegar a um acordo sobre a meta climática para 2040.

“A união Europeia continuará a fazer o máximo, mesmo nessas circunstâncias, em BeléM, para manter seu compromisso com o multilateralismo e com o Acordo de Paris”, disse o responsável pela política climática da UE, Wopke Hoekstra.

Governo consegue presidência da CPI do Crime Organizado

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CPI do Crime Organizado (CPICRIME) realiza reunião de instalação. O objetivo é eleger presidente, vice-presidente e relator. A finalidade da comissão é apurar a atuação, expansão e o funcionamento de organizações criminosas no território brasileiro, em especial de facções e milícias, de modo a permitir a identificação de soluções adequadas para o seu combate, especialmente por meio do aperfeiçoamento da legislação atualmente em vigor. Bancada: senador Fabiano Contarato (PT-ES); senador Alessandro Vieira (MDB-SE); senador Jaques Wagner (PT-BA).
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O governo Lula (PT) conseguiu um cargo estratégico na CPI do Crime Organizado, instalada nesta terça-feira (4) no Senado. O senador Fabiano Contarato (PT-ES) foi eleito presidente da Comissão e a relatoria ficou com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A CPI deve atuar por 4 meses, com possibilidade de prorrogação.

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A CPI vai investigar a estrutura, a expansão e o modo de operação de organizações criminosas em todo o território nacional, com foco em facções e milícias. Após a operação no Rio, o tema passou a polarizar direita e esquerda, que possuem visões conflitantes.

“Essa não deve ser uma CPI de esquerda ou de direita. O que o povo brasileiro espera de nós é altivez, seriedade e compromisso com o bem mais precioso que deve ser protegido: a vida. Precisamos virar a página deste modelo de segurança pública que é marcado pelo improviso, pela desarticulação entre os entes federativos e pela ausência de coordenação nacional”, disse Contarato.

Votação de projeto que sobretaxa bets e fintechs deve ficar para quarta-feira (5)

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Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) realiza reunião deliberativa para decidir sobre a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil (PL 1.087/2025). Também está em pauta o aumento da participação do governo na arrecadação líquida das apostas de quota fixa, as chamadas bets (PL 5.473/2025). Mesa: presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), conduz reunião; senador Laércio Oliveira (PP-SE). bets, fintechs
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A votação do projeto que aumenta a tributação sobre fintechs e bets (PL 5473/2025) irá ocorrer nesta quarta-feira (5). O relatório chegou a ser lido e discutido na reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado desta terça-feira (4), mas teve um pedido de vista de 24h concedido.

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Vale pontuar que o projeto tramita em decisão terminativa, ou seja, caso seja aprovado na comissão, pode seguir direto para a Câmara, sem precisar passar pelo plenário.

Imposto de Renda

Na mesma sessão, o relator da isenção do Imposto de Renda (IR), senador Renan Calheiros (MDB-AL) para quem ganha até 5 mil reais mensais apresentou seu relatório.

Gestora Pátria vence leilão do Lote 05 das rodovias integradas do Paraná

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Foto: Arquivo/Agência Brasil

A gestora Pátria Investimentos venceu o leilão do Lote 05 de rodovias integradas do Paraná, na quinta-feira (30/10), na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). O lote totaliza 427 quilômetros de estradas federais e estaduais (BRs 163/369/467 e PRs 158/317/467/977/978), com previsão de receber R$ 11,6 bilhões em investimentos – R$ 6,68 bilhões de Capex (para obras) e R$ 5,18 bilhões de Opex (custos de operação), ao longo de 30 anos.

A concorrência foi definida pelo maior desconto no valor da tarifa de pedágio – a vencedora ofereceu 23,83%, contra os 16,70% ofertados pela Way Brasil. Apenas as duas empresas disputaram a concessão e o certame não chegou à fase de viva-voz. Em 2023, a gestora Pátria já havia arrematado o Lote 01, com deságio de 18,25% sobre a tarifa básica de pedágio.

O Lote 05 conecta o Paraná aos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina, além do Paraguai. A série de leilões dessa malha rodoviária do Paraná “consolida-se como o maior programa de concessões rodoviárias da América Latina”, afirmou o ministro dos Transportes, Renan Filho. Para ele, “a marca desse conjunto de leilões é a confiança”.

Esse foi o último lote dos seis em que a malha rodoviária foi dividida e transferida ao setor privado. São 3,2 mil quilômetros, com mais de 1,8 mil quilômetros de duplicação e 500 quilômetros de faixa adicional. A previsão de investimento nos seis lotes é de R$ 96,2 bilhões.

Forças Armadas atuarão na segurança da COP30 em Belém

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Foto: Carlos Grillo/Istock

O governo federal autorizou a atuação das Forças Armadas na segurança da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorrerá de 10 a 21 de novembro, em Belém, no Pará. O decreto nº 12.704, publicado nesta segunda-feira (3) no Diário Oficial da União (DOU), prevê ações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) até o dia 23 de novembro.

Efetivos da Aeronáutica, Exército e Marinha vão atuar na capital paraense e em cidades estratégicas, como Altamira e Tucuruí. Em Belém, as operações incluirão o entorno do Parque da Cidade, o aeroporto internacional, portos e instalações críticas de energia e abastecimento de água.

As vias de deslocamento de autoridades e acessos fluviais também receberão reforço de segurança. Em Altamira, os militares protegerão o entorno da Usina de Belo Monte, e em Tucuruí, o perímetro externo da hidrelétrica de mesmo nome.

Coordenação e importância do evento

A operação ocorre em articulação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O decreto foi assinado pelo presidente Lula (PT) e pelos ministros da Defesa, da Justiça e do Gabinete de Segurança Institucional. A COP30, presidida pelo Brasil, contará com mais de 170 delegações estrangeiras e pelo menos 143 chefes de Estado e de governo na Reunião da Cúpula de Líderes, marcada para 6 e 7 de novembro.

Análise: Novo relatório da Reforma do IR

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Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

A perspectiva é que o relatório do projeto que isenta ganhos de até R$ 5 mil mensais do Imposto de Renda (PL nº 1.087/25) seja apresentado esta semana na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), já sinalizou que pretende fazer uma série de mudanças no texto, mas de forma que as alterações não levem a matéria de volta à Câmara dos Deputados.

Calheiros considera que o projeto possui inconstitucionalidades que ocasionam uma perda de receita sem compensação, e que elas podem ser suprimidas. Com relação ao conteúdo, ele criticou, especialmente, a alteração feita na Câmara que permite que dividendos aprovados em 2025 possam ser distribuídos até 2028. Também já houve sinalizações pela revisão da isenção dada aos rendimentos de fundos de investimentos, letras de crédito e certificados. Por fim, outro ponto também criticado foi a regra de compensação de estados e municípios. Vale lembrar que as mudanças na Câmara ocorreram, segundo o deputado Arthur Lira (PP-AL), de comum acordo com a Fazenda.

Com relação à questão fiscal, a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado constatou que a neutralidade fiscal buscada no projeto saído da Câmara é incerta e dependerá do desempenho efetivo das compensações previstas. De acordo com as estimativas da IFI, o texto aprovado na Câmara implicaria um impacto fiscal negativo de, aproximadamente, R$ 1 bilhão por ano, enquanto a Consultoria de Orçamentos (Conorf) do Senado projeta perda próxima de R$ 4 bilhões anuais. A conclusão da instituição é que as estimativas apresentadas são suscetíveis às premissas adotadas, e, em cenários plausíveis, o resultado pode ser levemente superavitário, neutro ou ligeiramente deficitário.

Diante desse panorama, Calheiros avalia três alternativas principais: 1) aprovar o projeto apenas com emendas supressivas ou de redação, o que, caso não mude o mérito, permite que o texto siga para a sanção presidencial; 2) fatiar o projeto, mandando a parte da isenção e da progressão para sanção e devolvendo mudanças à Câmara; 3) levar à votação o texto vindo da Câmara e apresentar outro projeto paralelo para compensar as perdas de arrecadação, o que conta com o apoio da Fazenda.

O que se sabe é que o relator fará o possível para que o texto não retorne à Câmara e seja logo sancionado pelo presidente Lula (PT), já que Calheiros se comprometeu a encerrar a tramitação da matéria no Senado até o dia 8 de novembro. Além disso, a questão fiscal também tende a ser levada em conta pelo relator, que vem defendendo a importância da neutralidade fiscal da proposta.