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Fundo de transição energética será discutido já na próxima reunião do CNPE

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Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), em reunião do CNPE, para discutir sobre a politica energética brasileira. No lado direito, está o vice-presidente da República, Geraldo Alckimin (PSB). Foto:
Foto: Tauan Alencar/MME

O governo Lula (PT) levará já para a próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a proposta de criação de um fundo para custear o processo transição energética.

A ideia foi levantada pelo presidente durante a COP30. Em discurso, ele cobrou os países para que direcionem parte dos lucros da exploração de petróleo para energias limpas.

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Já nesta segunda-feira (10), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), defendeu que os recursos do fundo não devem vir apenas do petróleo, mas também de outras fontes não renováveis, como a mineração. Ele argumentou que, estruturando o fundo, o Brasil quer ser um exemplo para o mundo.

“Qualquer exploração de fontes não renováveis, seja de petróleo, seja de minerais, sejam críticos ou estratégicos, ou outros minérios, pode ser uma grande fonte de receita para acelerar a transição no mundo. Então o Brasil pode dar exemplo também na criação desse fundo”, disse.

Análise: Segurança pública afetará a vantagem de Lula em 2026?

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

O apoio da opinião pública à megaoperação de combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, mesmo diante de sua elevada letalidade, levou o tema da segurança pública a assumir o protagonismo na agenda política, fornecendo à direita uma narrativa.

Também têm ajudado a oposição os equívocos cometidos pelo governo. Além da demora do presidente Lula (PT) em se posicionar, ele deu declarações politicamente equivocadas, como classificar a operação de “desastre” e “matança”, colocando-se no campo oposto a cerca de 65% da sociedade.

Ainda que o presidente tenha enviado ao Congresso o PL Antifacção, essa pauta poderá ser apropriada pela oposição, com indicação do secretário estadual de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP-SP), que se desincompatibilizou do cargo, reassumindo o mandato de deputado, como relator do PL. Além de beneficiar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Derrite pode ganhar força como candidato a senador ou governador.

Embora o Palácio do Planalto tenha conseguido eleger o senador Fabiano Contarato (PT-SE) como presidente da CPI do Crime Organizado, bem como adiar a votação do projeto que equipara facção a terrorismo, é possível que as próximas pesquisas apontem um aumento da desaprovação a Lula, o que não ocorria desde o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.

O desgaste do governo na segurança pública, com a provável perda de popularidade do presidente, traz a seguinte questão: a megaoperação de combate ao crime tem o potencial de reverter a vantagem de Lula na sucessão presidencial de 2026?

Apesar de a oposição ter conseguido construir um discurso que gerou ressonância na sociedade, ainda é cedo para sabermos se essa pauta terá fôlego. Com o Planalto apostando na repercussão da COP30, na aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais e na negociação com os Estados Unidos sobre o tarifaço, manter a pauta da segurança pública “aquecida” desafiará a oposição.

Por ora, mesmo com o desgaste de Lula, a direita continua dividida. Além de a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ter marcado o julgamento da denúncia contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação, o que poderá torná-lo inelegível, o clã Bolsonaro resiste a abrir mão de seu protagonismo na cena política. Na semana passada, Eduardo voltou a atacar Tarcísio, referindo-se a ele como “o candidato do sistema”.

Mesmo que a agenda da segurança perca intensidade, o tema continuará pressionando o governo. Como a segurança é a principal preocupação dos eleitores, Lula terá de encontrar um discurso nessa área para além da “asfixia financeira” aos grupos criminosos. A direita, por sua vez, não poderá se manter refém somente dessa agenda, sob o risco de ficar com uma narrativa monotemática.

Minas e Energia lança consulta pública para o primeiro leilão de baterias do país

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bateria, energia elétrica
Foto: Reprodução

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, nesta segunda-feira (10), a consulta pública que define as diretrizes e a sistemática para a realização do primeiro leilão de baterias do Brasil. O objetivo é contratar potência elétrica a partir de novos sistemas de armazenamento de energia.

A consulta pública receberá contribuições até 29 de novembro e servirá de base para a portaria que definirá as regras do leilão.

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O leilão será realizado no âmbito do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) e integrará um produto específico voltado ao armazenamento de energia. A iniciativa permitirá a instalação e operação de grandes sistemas de baterias, capazes de armazenar eletricidade e liberá-la conforme a necessidade.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), afirmou que a medida é inédita e reforça o protagonismo do Brasil no planejamento energético. “Essa iniciativa contribui para a modernização do setor, ampliando sua capacidade de resposta às novas demandas”, destacou.

STF tem placar de 3 a 2 para permitir tributação de subsidiárias no exterior

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STF, Supremo Tribunal Federal
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram a favor da tributação de subsidiárias de empresas brasileiras no exterior. O caso concreto avalia se a Vale deve computar, para tributação no Brasil, os lucros auferidos por suas empresas controladas na Bélgica, Dinamarca e Luxemburgo. Porém, a votação estabelece um precedente que pode ser aplicado em outros casos.

O governo estima que estão em jogo R$ 22 bilhões em tributos. Após o julgamento receber novos votos, Dias Toffoli pediu vista.

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Votaram a favor da tributação: Gilmar Mendes, Nunes Marques, e Alexandre de Moraes. Para esses ministros, é válida a incidência de IRPJ e CSLL sobre as subsidiárias estrangeiras. Eles divergiram do relator, André Mendonça, acompanhado por Luiz Fux.

Para eles, deve ser mantida a decisão do STF que protegia a mineradora da taxação de lucros no exterior quando o Brasil tem acordos internacionais contra dupla tributação nos países onde foram instaladas as subsidiárias.

Governo indica advogado paraibano para completar quadro da diretoria da ANTT

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Agência Nacional de Transportes Terrestres, ANTT
Foto: Reprodução

O governo indicou o advogado paraibano Severino Medeiros Ramos Neto para uma vaga existente na diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), conforme publicado no Diário Oficial da União (DOU) de 31 de outubro. O mandato vai até 18 de fevereiro do ano que vem. Severino Medeiros ocupará a vaga deixada por Guilherme Sampaio, alçado a diretor-geral da agência em setembro.

O nome de Severino Medeiros foi acertado durante as negociações em torno do pacote de sabatinas para agências reguladoras aprovado em agosto. O padrinho político de Severino é o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Rep-PB), com quem o indicado tem proximidade.

Severino Medeiros informa ter experiência nas áreas de direito administrativo, direito tributário, gestão pública e agências reguladoras, além de atuar na recuperação de créditos de diversas empresas e entes públicos em todo o país, incluindo entidades do “Sistema S”.

Segundo divulgado pela Agência Infra, o nome de Severino Medeiros aparece na lista de doadores da campanha de Motta a deputado federal em 2022, de acordo com o site de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Severino passará por sabatina na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado e será submetido a votação no plenário da Casa. Com a aproximação do recesso de fim de ano, o Senado só deverá apreciar a indicação do nome para diretor da ANTT a partir de fevereiro do próximo ano.

Outras vagas devem ser abertas nos próximos meses na Antaq, na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e na Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

Banco Central publica resoluções que regulamentam ativos virtuais e instituições desse setor

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Foto: Divulgação/Banco Central

O Banco Central (BC) publicou, nesta segunda-feira (10), resoluções que estabelecem o marco regulatório para o setor de ativos virtuais. As normas disciplinam a constituição e o funcionamento das sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (PSAV), bem como a prestação desses serviços por outras instituições já autorizadas a funcionar pelo BC.

As normas classificam as sociedades PSAV em três modalidades principais, de acordo com os serviços prestados: intermediárias de ativos virtuais, custodiantes de ativos virtuais e corretoras de ativos virtuais.

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As prestadoras de serviços de ativos virtuais têm a obrigação de manter os seus recursos financeiros e os ativos virtuais próprios segregados dos recursos financeiros e dos ativos virtuais de seus clientes e usuários, utilizando contas de pagamento ou de depósito individualizadas para os recursos financeiros.

O processos de autorização para o funcionamento das sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais exige o cumprimento de requisitos como: capacidade econômico-financeira; origem lícita dos recursos; viabilidade econômica do empreendimento; e reputação ilibada de administradores e controladores.

As novas regras incluem ainda as atividades das PSAV no mercado de câmbio, englobando operações como pagamento ou transferência internacional com ativos virtuais. Parte das resoluções começam a vale em 2 de fevereiro de 2026, e outra parte em 4 de maio do mesmo ano.

Análise: Discussão do IR segue em projeto que sobretaxa bets

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Foto; Marcello Casal JrAgência Brasil

Para que fosse possível aprovar sem modificações o projeto de lei que isenta o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para ganhos até R$ 5 mil mensais (PL nº 1.087/25), governo e oposição firmaram um acordo para rediscutir o projeto que eleva as alíquotas da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de alguns tipos de instituições financeiras e o imposto sobre bets (PL nº 5.473/25). Já foram apresentadas mais de 70 emendas. O projeto original dobra a cobrança sobre o GGR (Receita Bruta de Jogos) líquido, que passaria de 12% para 24%. Além disso, o texto reproduz o conteúdo da MP nº 1.303/25, incluindo as fintechs no grupo de entidades que pagam 15% de CSLL.

Sobre a Reforma do IR, há emendas apresentadas pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) que sugerem um mecanismo de transição fiscal gradual na tributação de dividendos enviados ao exterior. A ideia seria uma progressividade das alíquotas ao longo de cinco anos – partindo de 2% em 2026 e atingindo 10% a partir de 2030. Outra emenda propõe a isenção do imposto mínimo dos lucros distribuídos por pessoas jurídicas optantes pelo Simples Nacional.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) apresentou emenda que trata dos profissionais liberais que atuam por meio de pessoas jurídicas uniprofissionais, como médicos, advogados e engenheiros, entre outros. A ideia é que os valores do imposto sobre a renda já recolhidos mensal ou trimestralmente pelas pessoas jurídicas uniprofissionais sejam vinculados à pessoa física do sócio profissional, na proporção dos recolhimentos efetuados e dos lucros ou dividendos distribuídos, com a devida apuração de eventuais diferenças.

O senador também sugeriu mudanças na legislação do IR que busca proteger empresas que investem em leis de incentivos desportivos e culturais. A emenda define que quando os gastos realizados a título de investimentos, doações ou patrocínios que resultem em benefício tributário serão considerados como imposto pago para fins de apuração da alíquota efetiva da pessoa jurídica. A ideia é evitar distorção jurídica quando for aplicado o redutor destinado a impedir que a soma da carga tributária incidente sobre os lucros da pessoa jurídica e sobre os dividendos distribuídos à pessoa física ultrapasse a carga nominal combinada de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e CSLL.

Outras sugestões de alteração na legislação do IR foram apresentadas, como atualizar também a parcela isenta dos rendimentos dos aposentados e pensionistas que tenham 65 anos ou mais. O valor proposto está sendo o mesmo apresentado pelo governo para a isenção da primeira faixa da tabela progressiva. Outras sugestões: restabelecer a dedução do Imposto de Renda referente à contribuição patronal paga à Previdência Social pelo empregador doméstico; e ampliar as deduções permitidas no IRPF para incluir as despesas com aluguéis.

Várias emendas tratam da criação de uma Alíquota Efetiva Mínima Total (AET), que corresponderia à soma da CSLL e do IRPJ, totalizando 17,5%, e seria aplicável a todas as instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional e do Sistema de Pagamentos Brasileiro. A medida busca assegurar um patamar mínimo de tributação sobre o lucro, promovendo maior equilíbrio concorrencial e neutralidade tributária no setor financeiro. Há também a proposta de uma alíquota única para rendimentos financeiros e Juros sobre Capital Próprio (JCP), recuperando a proposta da MP nº 1.303/25 de uma alíquota única de 20%, a fim de promover uniformização e isonomia tributária.

Com relação a lucros e dividendos, há propostas com mecanismo de redução para evitar a bitributação, como também restrições à não incidência de IRPF em resultados apurados até 2025, distribuídos por empresas do Simples Nacional, ou de entidades no exterior vinculadas a investimentos produtivos realizados no país. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), autor do texto, apresentou emenda sugerindo que, com relação ao IRPF, apenas 25% dos rendimentos do trabalho assalariado pagos por repartições do governo brasileiro situadas no exterior, em moeda estrangeira, integram a base de cálculo do imposto.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou diversas emendas que sugerem alterações na CSLL de determinados setores. Para sociedades de capitalização e de crédito, financiamento e investimento, ele propõe que a alíquota seja elevada para 25%. Com relação ao percentual sobre Instituições de Pagamento (IPs), sugere uma elevação para 15%, pois, segundo ele, 9% não condizem com o volume e a relevância do setor na economia digital. Para o setor de apostas de cota fixa, a elevação seria de 9% para 25%. Por outro lado, o senador Angelo Coronel (PSD-BA) sugere que fintechs e IPs que não captem depósitos e utilizem capital próprio tenham uma alíquota intermediária de 12%.

Apesar de abordar temas que impactam diversos setores, a continuidade da discussão da Reforma do IR no PL nº 5.473/25 pode dar forças à tramitação da matéria. Temas como a tributação de bets e a elevação da tributação sobre fintechs enfrentam resistência dentro do Congresso, contando com parlamentares que fazem oposição a medidas arrecadatórias por parte do Executivo. Entretanto, eventuais mudanças ou aprimoramento no texto da Reforma do IR que sejam de interesse até da oposição podem dar maior relevância ao texto.

Até o momento, a tendência é que o projeto seja aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, onde está em decisão terminativa. Ou seja, a tendência é que não precise ser apreciado pelo plenário da Casa, podendo ir direto para a Câmara dos Deputados. Entretanto, na Casa Baixa, a existência de um maior número de parlamentares faz com que as opiniões sejam mais heterogêneas, o que pode dificultar uma possível análise ou andamento desse projeto na Câmara ainda este ano.

Way Concessões arremata Rota Sertaneja (GO-MG); nesta terça-feira haverá outro leilão

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BR-050, todovia, estrada, Minas Gerais, Goiás
Foto: Grupo EcoRodovias/Ecovias Minas Goiás

Com a oferta de desconto de 24,8% sobre a tarifa básica do pedágio, a Way Concessões arrematou, na quinta-feira (06), a Rota Sertaneja – BRs 153/262, entre Goiânia-Uberaba e a divisa de Minas com São Paulo, em leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo (B3).

Foi o segundo certame em duas semanas consecutivas. No dia 30 de outubro, o Ministério dos Transportes concluiu a transferência ao setor privado de seis lotes de rodovias no Paraná.

A rodada da Rota Sertaneja registrou disputa entre quatro grupos. A proposta da Way Concessões superou os valores oferecidos pelo Consórcio Rota do Cerrado (Fundo XP Infra V), de 20,36%, e pela francesa Vinci Highways, de 20,11%. O quarto interessado, o Consórcio Construcap, ofereceu 14% de desconto.

A concessão prevê R$ 5,53 bilhões em Capex (investimentos em obras) e R$ 4,95 bilhões em Opex (custos de operação) em 530 quilômetros de rodovia, ao longo de 30 anos de contrato. A concessão terá cinco praças de pedágio: duas em Goiás, em Piracanjuba e Itumbiara; e três em Minas Gerais, em Prata, Fronteira e Campo Florido.

O projeto inclui: mais de 42 quilômetros de duplicação; 4 quilômetros de contornos; 31,8 quilômetros de faixas adicionais; mais de 4 quilômetros de vias marginais; 6 passarelas; 132 acessos; 146 pontos de ônibus; e 5 passagens para fauna.

O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio, que estruturou o certame, festejou: “Este é o nosso 39º leilão na B3. São mais R$ 600 bilhões de valores privados já contratados.” Conforme disse, a agência acompanhará a execução do contrato “com rigor no monitoramento, na fiscalização e na garantia e qualidade das entregas”.

O ministério prevê mais dois certames este ano, ambos na modelagem de leilões simplificados (contratos renegociados): nesta terça-feira (11), será realizado o leilão da Autopista Fluminense (BR-101/RJ); no dia 12 de dezembro, o da Autopista Fernão Dias (BR-381/MG/SP).

O leilão simplificado prevê a oferta ao mercado de contrato previamente acertado com a atual concessionária da via. Se houver outro proponente oferecendo proposta melhor, a concessão pode trocar de dono. Houve dois casos nesse modelo: na BR-101/ES e na BR-163/MS. Em ambos, a concessionária original (ou controladora) venceu a disputa e continua com os ativos.

MP do Brasil Soberano: comissão deve apreciar relatório na próxima terça (11)

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Brasília (DF) 13/08/2025 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fala durante assinatura da medida provisória (MP) Brasil Soberano., no Palácio do Planalto
Foto: CanalGov/Reprodução

Consta na pauta da próxima terça-feira (11), a apreciação do relatório da Medida Provisória do Brasil Soberano (MP 1.309/25) pela comissão mista. A matéria precisa ser aprovada na comissão e no plenário das duas Casas até 10 de dezembro para não perder a vigência.

O prazo inicial para votação, previsto no plano de trabalho, era 14 de outubro. Porém, desde 8 de outubro a MP está parada na comissão. Líderes do Congresso ouvidos pela Arko Advice refutaram a ideia de que o avanço das negociações entre Brasil e Estados Unidos faria a proposta perder força.

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Sobre a medida

O texto autoriza a utilização de até R$ 30 bilhões do superávit financeiro do FGE (Fundo de Garantia à Exportação) em linhas de financiamento para os exportadores afetados pelo tarifaço. Permite também a renegociação de financiamentos no Pronampe com amparo do FGO (Fundo Garantidor de Operações) e o uso do FGCE (Fundo Garantidor de Crédito para Exportações) na garantia de operações pré e pós-embarque.

Mercado mantém previsão de inflação para 2025

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Brasília (DF), 26/10/2023, Prédio do Banco Central em Brasília.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central (BC), aponta que o mercado financeiro manteve sua projeção para o IPCA de 2025, após seis semanas consecutivas de queda. A expectativa para o índice está em 4,55%.

Para o câmbio, a projeção para o dólar se manteve a R$ 5,41. Para o PIB de 2025, o número também permaneceu como na semana passada, a 2,16%, indicando uma manutenção de cenário de crescimento econômico moderado.

Próximos anos

Para os anos seguintes, as expectativas de inflação se mantiveram estáveis:

  • IPCA de 2026: 4,20% (estável há 2 semanas)

  • IPCA de 2027: 3,80% (estável)

  • IPCA de 2028: 3,50% (estável)

No caso do IGP-M, principal referência para reajustes de contratos de aluguel:

  • 2025: -0,22% (era -0,20%)

  • 2026: 4,08% (estável)

  • 2027: 4,00% (estável há 43 semanas)

  • 2028: 3,86% (estável há 2 semanas)

PIB e dólar

As expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) se mantiveram estáveis, com leves alterações:

  • 2025: 2,16% (estável há 2 semanas)

  • 2026: 1,78% (estável há 2 semanas)

  • 2027: 1,88% (era 1,90%)

  • 2028: 2,00% (estável há 87 semanas)

Já com o dólar, estabilidade:

  • 2025: R$ 5,41 (estável há 2 semanas)

  • 2026: R$ 5,50 (estável há 4 semanas)

  • 2027: R$ 5,50 (estável há 2 semanas)

  • 2028: R$ 5,50 (estável há 2 semanas)

Taxa Selic

A projeção para a taxa básica de juros permanece inalterada, refletindo consenso sobre estabilidade no cenário de política monetária:

  • 2025: 15% (mesmo valor há 20 semanas)

  • 2026: 12,25% (mesmo valor há 7 semanas)

  • 2027: 10,50% (mesmo valor há 39 semanas)

  • 2028: 10,00% (mesmo valor há 46 semanas)

Termômetro das expectativas

Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central, e reúne projeções de economistas, analistas e operadores do mercado financeiro. Ele serve como um termômetro das expectativas econômicas, e influencia decisões de empresas, investidores e do próprio governo.