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Acesso à educação avança no Brasil, mas país segue longe das metas do PNE

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Rio de Janeiro (RJ), 04/06/2025 – Alunos em sala de aula no Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) 001, no Catete, na zona sul da capital fluminense.
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O acesso de crianças e adolescentes à escola no Brasil continuou avançando em 2024, mas o país ainda está distante de cumprir a maioria das metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação (PNE), de 2014. Segundo dados da PNAD Educação divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (13), apenas o grupo de 6 a 14 anos atingiu a universalização do acesso, com 99,5% das crianças e adolescentes frequentando a escola.

O PNE é a lei que estabelece as diretrizes, metas e estratégias para a política educacional no Brasil ao longo de dez anos, envolvendo União, estados e municípios. Seu objetivo central é melhorar a qualidade da educação, promover a inclusão e a equidade, ampliar o acesso e a permanência em todos os níveis de ensino, valorizar os profissionais da educação e reduzir desigualdades regionais e sociais.

Metas não cumpridas para creches, pré-escola e ensino médio

  • Crianças de 4 e 5 anos: A taxa de escolarização chegou a 93,4% em 2024, abaixo da meta de universalização prevista no PNE.

  • Adolescentes de 15 a 17 anos: 93,4% estavam na escola em 2024, mas o país ainda não atingiu a universalização para essa faixa etária.

  • Crianças de 0 a 3 anos (creches): Apenas 39,8% estavam matriculadas, muito abaixo da meta de 50% para 2024. O avanço foi lento: em 2016, o índice era de 30,3%.

O IBGE destaca que a principal razão para a baixa matrícula em creches é cultural: 63,6% das famílias com crianças de até 1 ano fora da creche alegam que é por opção dos pais; entre 2 e 3 anos, 53,3% não frequentam creche por decisão familiar, e 39% por falta de vagas ou ausência de creche na região.

Frequência líquida e atraso escolar

A taxa de frequência líquida — proporção de alunos na idade e série adequadas — também revela desafios:

  • 6 a 14 anos: Após atingir 97,1% em 2019, caiu para 94,5% em 2024, abaixo da meta de 95%. O IBGE atribui a queda aos efeitos da pandemia, que dificultou o acompanhamento escolar presencial.

  • 15 a 17 anos: Subiu de 68,2% em 2016 para 76,7% em 2024, ainda distante da meta de 85%.

  • 18 a 24 anos: Apenas 31,2% frequentavam o ensino superior em 2024, aquém da meta de 33% do PNE.

Analfabetismo em queda, mas desigualdade persiste

A taxa de analfabetismo para pessoas com 15 anos ou mais caiu para 5,3% em 2024, abaixo do teto de 6,5% fixado pelo PNE. No entanto, ainda há cerca de 9,1 milhões de analfabetos no país, com taxas muito mais altas entre idosos (14,9% entre pessoas com 60 anos ou mais).

Vietnã é anunciado como o décimo país parceiro do BRICS

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o Primeiro-Ministro do Vietnã, Pham Minh Chinh. Palácio do Governo - Vietnã.
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo brasileiro anunciou, nesta sexta-feira (13), o ingresso formal do Vietnã como país parceiro do BRICS, grupo formado originalmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Em nota divulgada à imprensa, o governo brasileiro saudou a decisão do governo vietnamita em entrar no grupo.

Com a ação, o Vietnã torna-se o décimo país parceiro do BRICS, juntamente com Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão. No ano de 2024 foi criada a categoria de país parceiro, durante a XVI Cúpula do BRICS, em Kazan, com o objetivo de ampliar a cooperação do grupo com economias emergentes e relevantes no cenário internacional.

Vietnã

De acordo com o governo Brasileiro, o Vietnã compartilha com os membros e parceiros do BRICS o compromisso com uma ordem internacional mais inclusiva e representativa. Sua atuação em prol da cooperação Sul-Sul e do desenvolvimento sustentável reforça a convergência com os interesses do agrupamento.

O novo integrante do BRICS, conta com uma população de quase 100 milhões de habitantes. O Brasil ainda ressalta que lá há uma economia dinâmica fortemente integrada às cadeias globais de valor, o Vietnã destaca-se como um ator relevante na Ásia.

Análise: A nacionalização de João Campos

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João Campos
Foto: PSB/Divulgação

O prefeito de Recife, João Campos (PSB), assumiu a presidência nacional de seu partido substituindo Carlos Siqueira, que comandava o PSB desde o precoce falecimento do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pai de João, ocorrido na pré-campanha presidencial de 2014. Embora o discurso de João Campos tenha como foco a manutenção de Geraldo Alckmin (PSB) como vice do presidente Lula (PT) nas eleições presidenciais de 2026, o movimento realizado por João visa à nacionalização do próprio nome, de olho em 2030.

Reeleito prefeito de Recife com 77,48% dos votos válidos nas eleições de 2024, João Campos é o favorito para conquistar o governo de Pernambuco em 2026. Segundo pesquisa realizada pelo instituto Real Time Big Data (8 e 9/04), João lidera a disputa com 67% das intenções de voto, superando a governadora Raquel Lyra (PSD), que deverá buscar a reeleição e registra 22% das preferências.

A reconquista do governo de Pernambuco é fundamental para o projeto do PSB. Os socialistas comandaram o estado por 16 anos, tendo perdido o Palácio das Princesas em 2022. Ao mesmo tempo, João Campos é visto como o principal nome do espectro da esquerda para o futuro. Como o PT não obteve sucesso em construir um nome natural para o pós-Lula, e o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) vem de duas derrotas consecutivas nas disputas pela prefeitura de São Paulo, João pode se credenciar como a alternativa da esquerda para a sucessão presidencial de 2030.

João Campos tem atributos políticos importantes. Filho de Eduardo Campos e neto de Miguel Arraes, possui uma trajetória política ascendente. É o representante de uma esquerda arejada, que dialoga com o centro e estabelece parcerias com o setor privado. Em seu discurso, ao assumir o comando nacional do PSB, também demonstrou estar sintonizado com as transformações ocorridas no mundo do trabalho. Destacou o crescimento do empreendedorismo, assim como o da influência da religião. Outra credencial do prefeito de Recife é sua forte atuação nas mídias digitais, setor que os líderes do PT, por terem construído sua trajetória política no sindicalismo, não dominam com tanta facilidade.

Ainda assim, João Campos poderá enfrentar obstáculos para viabilizar um projeto nacional no campo progressista em função da postura hegemônica do PT, que dificilmente abrirá mão de seu protagonismo. No curto prazo, João Campos contará com o PT, afinal de contas Lula e o partido precisarão do apoio do prefeito em 2026. João, por sua vez, necessitará da influência política de Lula em Pernambuco na eleição para governador. Entretanto, para o pós-2026, PSB e PT podem enfrentar conflitos, como já ocorreu na relação com Eduardo Campos em um passado não tão distante.

Fazenda aponta que aprovação da isenção do IR sem compensação pode gerar impacto fiscal negativo

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Bras’lia (DF) 24/07/2023 - Fachada do ministŽrio da fazenda, nesta segunda feira o CEO da Braskem, Roberto Bischoff se reuniu no ministŽrio com o ministro da pasta, Fernando Haddad. Ministério da Fazenda
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Nesta sexta-feira (13), o ministério da Fazenda, por meio da Secretaria de Política Econômica (SPE), publicou um estudo que aponta os impactos da proposta da reforma do Imposto de Renda – enviada ao Congresso Nacional no PL 1.087/2025 – na desigualdade de renda do Brasil. Segundo o material, a aprovação da medida, sem compensações, pode gerar impacto fiscal negativo.

O estudo combinou dados divulgados publicamente pela Receita Federal do Brasil da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF), com informações sobre as rendas da população adulta brasileira da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual (PNADC-A).

O que diz o estudo

Como resultado, o estudo apontou que a isenção do IR e a taxação dos 0,7% mais ricos amplia a justiça fiscal, e cumpre a responsabilidade fiscal. Se não houver compensação, há possibilidade desta medida gerar relevante impacto fiscal negativo nas contas públicas. Por fim, o material também defende que, por mais que os parlamentares apresentem uma forma de compensação alternativa a já apresentada pela Fazenda, “não estaria alinhada aos princípios de justiça fiscal, justiça social e pode contribuir para a ampliação da desigualdade”.

Em coletiva no Ministério da Fazenda, nesta sexta-feira (13), o secretário da SPE, Guilherme Mello, defendeu que as medidas tomadas pela pasta, até então, não buscam aumento da carga tributária, mas uma redução das distorções de benefícios indevidos que “beneficiam apenas uma pequena parcela da população”. A proposta do IR, segundo ele, seria neutra e não geraria arrecadação para o Estado.

Ainda nesse sentido, o secretário defendeu a tributação de offshores e fundos de investimento dos “super ricos” como um meio para o país se desenvolver e construir maior justiça social. Outro caminho classificado como essencial seria a aprovação da reforma do Imposto de Renda (PL 1.087/2025), enviada ao Congresso Nacional. Segundo ele, não haverá melhoria na distribuição de renda no Brasil, se a isenção de quem ganha até R$ 5 mil mensais não for acompanhada pela tributação dos chamados “super-ricos”.

Entenda o projeto de isenção do IR,

O projeto enviado ao Congresso estabelece que, a partir de 2026, passa a vigorar a isenção do Imposto de Renda para aqueles que recebem mensalmente até R$ 5 mil. A partir disso, haveria uma tributação progressiva para aqueles que recebem entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. Lucros e dividendos em valores superiores a R$ 50 mil mensal receberiam uma alíquota de 10%.

Para aqueles que tem rendimento anual de mais de R$ 600 mil e menos que R$ 1,2 milhão, a alíquota varia de 0% a 10%. Para rendimentos superiores a R$ 1,2 milhão, será de 10%.

ANM amplia lista de minerais garimpáveis e define novas regras para permissão de lavra

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Garimpo de ouro, minerais
Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Mineração (ANM) publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (13) novas regras de permissão para extração de minerais garimpáveis e ampliou a lista dessas substâncias.

Os limites de área permitida para garimpo será de 50 hectares para pessoas físicas ou firma individual, e 1.000 hectares para cooperativa de garimpeiros.

O texto também prevê que um mesmo titular pode juntar duas ou mais permissões de lavra garimpeira em uma só, desde que as áreas sejam vizinhas e respeitem os limites máximos de tamanho estabelecidos.

Substâncias minerais garimpáveis

Segundo a nova regulamentação, são considerados minerais garimpáveis:

  • Ouro, diamante, cassiterita, columbita, tantalita e wolframita (nas formas aluvionar, eluvionar e coluvial);

  • Scheelita, demais gemas, rutilo, quartzo, berilo, muscovita, espodumênio, lepidolita, feldspato, mica;

  • Ilmenita, zircão e monazita (exclusivamente nas formas aluvionar, eluvionar e coluvial);

  • Outras substâncias minerais presentes em ocorrências irregulares ou com alta variabilidade, a critério da ANM.

A criação ou ampliação de áreas de garimpagem depende de licença ambiental e não pode abranger terras indígenas. A permissão de lavra garimpeira (PLG) é concedida pela ANM, por até cinco anos, renováveis.

Portos brasileiros batem recorde de movimentação em abril e acumulado do ano

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Porto de Santos
Foto: Porto de Santos/Divulgação

A movimentação nos portos brasileiros atingiu novo recorde em abril de 2025, com 107,6 milhões de toneladas de cargas transportadas, um crescimento de 1,12% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esse resultado marca o segundo mês consecutivo de recorde na série histórica do setor, segundo dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

No acumulado de janeiro a abril, a movimentação portuária alcançou 412 milhões de toneladas, consolidando o melhor desempenho já registrado para o período. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que o resultado reflete o fortalecimento da infraestrutura portuária e a boa performance do agronegócio, da indústria e do comércio exterior brasileiro.

“Este foi o melhor abril da série histórica, e pelo 2º mês consecutivo estamos batendo recorde de movimentação de cargas nos portos brasileiros. O que reforça o trabalho do Governo Federal e do Ministério de fortalecimento da infraestrutura portuária, alinhado à boa performance da produção e do comércio exterior brasileiro”, destacou, em nota.

Detalhamento por tipo de navegação e instalações

  • Navegação de longo curso (exportação e importação): 76,6 milhões de toneladas em abril, alta de 1,71% sobre 2024.

  • Cabotagem (entre portos nacionais): 23,3 milhões de toneladas.

  • Navegação interior (rios e hidrovias): 7,6 milhões de toneladas.

Nos terminais privados (TUPs), o crescimento em abril foi de 4%, com movimentação de 69,8 milhões de toneladas. Já nos portos públicos, o volume ficou em 37,8 milhões de toneladas no mês.

Destaques por tipo de carga

  • Granéis sólidos: 65,1 milhões de toneladas (+2,27%)

  • Granéis líquidos: 25,7 milhões de toneladas (+1,94%)

  • Carga geral: 5,2 milhões de toneladas (+6,8%)

Apesar do desempenho positivo geral, a movimentação de contêineres apresentou queda de 8,54% em abril, totalizando 11,5 milhões de toneladas.

INSS: AGU pede autorização ao STF para ressarcir aposentados por fora do arcabouço fiscal

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Advocacia-Geral da União (AGU)
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou nesta quinta-feira (12) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de autorização para que o governo abra crédito extraordinário no orçamento para garantir o ressarcimento dos valores descontados indevidamente em benefícios do INSS. Na ação enviada ao Supremo, nesta quinta-feira (12), a AGU solicita que os valores utilizados na devolução não entrem no teto de gastos da União para os anos de 2025 e 2026, a fim de não comprometer as metas fiscais e garantir a sustentabilidade das contas públicas..

Ao mesmo tempo que pede a abertura de crédito extraordinário, o governo pede que seja declarada a inconstitucionalidade das decisões judiciais que determinaram a responsabilização da União e do INSS pelos descontos associativos indevidos — atualmente, há cerca de 4 milhões de processos sobre o tema em tramitação no país, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para o AGU, Jorge Messias, a ideia é evitar insegurança jurídica “gerada pelo julgamento de milhões de ações no País” com prováveis resultados diferentes.

“É muito importante que seja conferida uma solução célere e definitiva pelo STF, a fim de proteger nossos aposentados, permitir a restituição administrativa de forma eficaz e segura e evitar que milhões de ações sejam ajuizadas para tramitarem por anos e anos no Judiciário”, destaca.

Bloqueios de investigados

A Justiça Federal já determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens de empresas e investigados envolvidos nas fraudes em descontos irregulares nos benefícios. No mês passado, a AGU pediu o bloqueio de R$ 2,5 bilhões contra 12 entidades associativas e 60 dirigentes.

As fraudes são investigadas na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura um esquema nacional de descontos de mensalidades associativas não autorizadas. Estima-se que cerca de R$ 6,3 bilhões foram descontados de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. As ações judiciais fazem parte do trabalho do grupo especial montado pela AGU para buscar a recuperação do dinheiro descontado irregularmente dos aposentados.

O objetivo do governo é garantir ressarcimento célere e seguro aos aposentados, protegendo-os de prejuízos e evitando que milhões de ações tramitem por anos no Judiciário, além de preservar a capacidade operacional e orçamentária do INSS.

Governo regulamenta transição entre estatais dependentes e não dependentes

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Brasília (DF) 27/08/2024 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado de vários ministros, visita o Centro de Operações Espaciais Principal (Cope-P) da Telebras.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O governo federal publicou nesta quinta-feira (12) um decreto que regulamenta o processo de transição entre empresas estatais federais dependentes — aquelas que recebem recursos do Tesouro Nacional para custeio e pessoal — e não dependentes. A medida, prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025, busca dar mais autonomia financeira a essas companhias e permitir que, ao atingirem metas de sustentabilidade, deixem de depender de repasses públicos para operar.

Como funciona a transição

O decreto estabelece que empresas estatais dependentes que apresentarem um Índice de Sustentabilidade Financeira (ISF) igual ou superior a 0,4, calculado com base na média dos três últimos exercícios financeiros, poderão propor um plano de sustentabilidade econômica e financeira ao governo. Esse plano deve ser acompanhado de um contrato de gestão, com duração de até cinco anos, metas, indicadores e mecanismos de monitoramento.

Durante o período de transição, as empresas continuam classificadas como dependentes, mantendo restrições como o teto salarial do funcionalismo e a proibição de contrair empréstimos.

Se, ao final do contrato, a empresa atingir um ISF superior a 1,05 (ou seja, receitas próprias superando despesas operacionais), poderá ser reclassificada como não dependente, ganhando flexibilidade para investir e operar fora dos limites de gastos impostos à União. Atualmente, das 17 estatais federais dependentes, apenas a Telebras e a Imbel já cumprem os requisitos para aderir ao novo regime.

Impacto e monitoramento

A medida é vista como alternativa para recuperar a sustentabilidade financeira das estatais, incentivando a geração de receitas próprias e reduzindo a necessidade de aportes do Tesouro Nacional. O governo ressalta que a mudança não afetará serviços essenciais prestados por empresas como Embrapa e Ebserh, mas busca eficiência e transparência na gestão pública. A execução financeira das empresas será monitorada por sistemas oficiais, com divulgação periódica de resultados e balanços.

Para as estatais já classificadas como não dependentes, como a Petrobras, permanecem as regras anteriores. O decreto também disciplina a inclusão dessas empresas nos diferentes orçamentos federais, conforme sua classificação, e obriga a prestação de contas detalhada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

Brasil registra queda de homicídios dolosos, mas feminicídio e estupro batem recorde

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Ministro Ricardo Lewandowski, segurança justiça
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O Brasil registrou queda de 6,3% nos homicídios dolosos em 2024, segundo dados do Mapa de Segurança Pública, divulgado nesta quarta-feira (11) pelo governo federal. No ano passado, 35.365 pessoas foram vítimas do crime. Em 2023 o número foi de 37.754 vítimas. 

Em evento de lançamento do levantamento, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, argumentou que a queda é resultado de políticas públicas que estão no “caminho certo”. 

“Essa queda reafirma que as políticas públicas estão no caminho certo para garantir mais segurança à população. Também obtivemos reduções importantes nos crimes patrimoniais, além da diminuição da violência letal por intervenção de agentes do Estado”, destacou. 

Como citado pelo ministro, houve queda relevante nos crimes patrimoniais: roubo a instituições financeiras (-22,5%), roubo de carga (-13,6%), roubo de veículos (-6%) e furto de veículos (-2,6%).

Os latrocínios (roubo seguido de morte) caíram de 972 para 956 casos. As mortes por intervenção policial também recuaram 4%, de 6.391 para 6.134 casos.

Crimes contra a mulher

Em contrapartida, os crimes de feminicídio tiveram um aumento de 0,69%. Entre 2023 para 2024 o número saltou de 1.449 para 1.459, o equivalente a quatro vítimas por dia.

Os crimes de estupro também aumentaram, saíram de 71.759 (em 2023) para 71.834 vítimas, no ano seguinte. A média é de 196 mulheres violentadas por dia.

Brasil deve bater novo recorde na produção de grãos em 2024/25, aponta Conab

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Soja, agricultura
Foto: Reprodução

O Brasil deverá alcançar um novo recorde na produção de grãos, com estimativa de 336,1 milhões de toneladas para a safra 2024/25, segundo o 9º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado nesta quinta-feira (12). O volume representa um aumento de 38,6 milhões de toneladas, ou 13%, em relação à temporada anterior, impulsionado pelo crescimento da produtividade média das lavouras e aumento de 2,3% na área cultivada, que chega a 81,8 milhões de hectares.

Soja e milho puxam o desempenho

A soja segue como principal destaque, com produção estimada em 169,6 milhões de toneladas, resultado de incremento de 21,9 milhões de toneladas frente à safra anterior, que já havia sido recorde. O bom desempenho é atribuído à adoção de tecnologias e condições climáticas favoráveis das regiões produtoras.

O milho, principal cultura da segunda safra, deve atingir 128,3 milhões de toneladas. Apenas neste ciclo, a expectativa é colher 101 milhões de toneladas, alta de 12,2% sobre a segunda safra do ano passado. A colheita já começou em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins, Maranhão e Paraná, beneficiada pelo clima e manejo adequado.

A cultura da segunda safra, popularmente conhecida como “safrinha”, é aquela que vem logo após a safra principal, para aproveitar o mesmo ciclo agrícola e condições climáticas que ainda estejam favoráveis. A rotação de culturas é recomendada para manter a saúde do solo e controlar pragas.

Algodão, arroz e feijão também avançam

O algodão tem produção estimada em 3,9 milhões de toneladas, crescimento de 5,7% frente à safra anterior, impulsionado pelo aumento de 7,1% da área cultivada. Apesar das chuvas irregulares, a produtividade tem se mantido suficiente para garantir o desenvolvimento das lavouras.

A produção de arroz, importante para o mercado interno, deve crescer 14,9%, chegando a 12,15 milhões de toneladas, com colheita praticamente finalizada. O feijão, cultivado em três ciclos anuais, deve alcançar 3,17 milhões de toneladas, garantindo o abastecimento nacional. A primeira safra já foi colhida (1,1 milhão de toneladas), a segunda está em andamento e a terceira em fase de plantio.

O levantamento da Conab aponta que o bom desempenho da safra 2024/25 resulta da combinação entre produtividade média de 4.108 quilos por hectare e a ampliação da área plantada. O clima favorável e o uso de tecnologia avançada têm sido determinantes para os resultados positivos, com exceção de algumas áreas do Rio Grande do Sul, que enfrentaram estiagem.