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Análise: Lula tem o pior apoio semestral na Câmara desde 2023

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Levantamento da Arko Advice mostra que, no primeiro semestre de 2025, o presidente Lula (PT) obteve o pior percentual de apoio semestral na Câmara dos Deputados desde que assumiu o seu terceiro mandato como presidente da República. Para essa pesquisa, foram analisadas 520 votações nominais e abertas de 2023 até julho de 2025.

No primeiro semestre do ano, a derrota mais simbólica do governo ocorreu durante a análise do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que derrubou o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O assunto foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF). Por decisão liminar do ministro relator, Alexandre de Moraes, o aumento do IOF foi restabelecido e o aumento voltou a vigorar. O episódio resultou em críticas de parlamentares ao STF.

Outra votação relevante no primeiro semestre foi a que envolveu o licenciamento ambiental. O governo tem mostrado resistência ao texto e deve sancionar o projeto com vetos, o que pode gerar novos atritos com o Congresso Nacional. O prazo de sanção do presidente Lula vai até 8 de agosto.

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Em julho, o apoio ao governo subiu em relação a junho, passando de 37,71% para 44,57%. Mesmo com essa alta, este foi o segundo menor percentual desde fevereiro de 2023.

Conforme tratamos no Política Brasileira 2267, o Executivo e o Legislativo fecharam o primeiro semestre do ano em clima de tensão. Clima que tende a permanecer desafiador para o Executivo no segundo semestre.

No primeiro semestre do ano, as legendas mais fiéis ao governo foram: PCdoB (85,57%); PT (80,44%); PV (78,52%); PDT (72,11%); e PSOL (71,97%).

Já os partidos que mais votaram contra o Palácio do Planalto foram: Novo (61,47%); PL (56,69%); PRD (31,88%); União Brasil (29,22%); e Cidadania (28,84%).

Quando se compara o atual apoio ao presidente Lula na Câmara dos Deputados com seus dois mandatos anteriores, verifica-se que a média de apoio em 2025 é a menor já obtida por Lula. Também é a menor dos primeiros dois anos do terceiro mandato. Tal resultado demonstra uma relação difícil com o Poder Legislativo.

Petrobras anuncia redução de 14% no preço do gás natural para distribuidoras

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Petrobras
Foto: Andre Ribeiro/Petrobras

A Petrobras informou nesta segunda-feira (28) que os preços de venda da molécula de gás terão uma redução média de 14%, em relação ao trimestre passado. A atualização entrará em vigor na próxima sexta-feira (1°), e valerá para os contratos firmados entre a companhia e as distribuidoras.

Os contratos com as distribuidoras incluem “atualizações trimestrais da parcela do preço relacionada à molécula do gás e vinculam esta variação, para cima ou para baixo, às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio”, diz a companhia em nota.

“Para o trimestre que inicia em agosto de 2025 a referência do petróleo Brent caiu 11,0% e o câmbio teve apreciação de 3,2% (isto é, a quantia em reais para se converter em um dólar reduziu 3,2%)”, afirma a petroleira.

Vale ressaltar que as variações entre distribuidoras dependem dos produtos contratados com a Petrobras. Com os mecanismos implementados pela companhia em 2024, como os prêmios por performance e os incentivos à demanda, há possiblidade de uma redução ainda maior no preço da molécula.

Desde dezembro de 2022 até o reajuste que entra em vigor em agosto, o preço médio da molécula vendido às distribuidoras caiu 32%. Além disso, a Petrobras afirmou que, considerando a aplicação integral dos prêmios, a redução acumulada média poderia ultrapassar 33%.

A companhia também destacou que o preço final do gás natural ao consumidor não depende apenas do preço de venda da molécula. Entram no cálculo o custo do transporte até a distribuidora, o portfólio de suprimento de cada distribuidora “assim como por suas margens (e, no caso do GNV – Gás Natural Veicular, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais”, completou.

Gás Natural Veicular

O Gás Natural Veicular (GNV) é um combustível fóssil que se destaca como alternativa mais sustentável aos derivados do petróleo, pois é composto por uma mistura de hidrocarbonetos leves, que geram menos emissões na queima. Além disso, o uso do GNV oferece diversas vantagens aos motoristas: reduz o custo por quilômetro rodado, contribui para a diminuição da poluição ambiental e, por não deixar resíduos de carbono, ainda contribui para a vida útil do motor.

De acordo com a Naturgy, distribuidora de gás natural do Rio de Janeiro, a redução nos preços ocorre em razão da queda no custo do gás adquirido do Petrobras. A empresa repassara a diminuiçõaa aos segmentos residencial, comercial, industrial e de Gás Natural Veicular (GNV). Além disso, a distribuidora ressalta que o Rio de Janeiro lidera o uso de GNV no país, com cerca de 1,7 milhões de veículos leves convertidos e mais de 700 postos instalados.

“Com as novas tarifas, quem utiliza o combustível no estado chega a economizar cerca de 50% sobre o etanol e a gasolina. Além disso, quem opta pelo GNV tem direito a um desconto de 62,5% no IPVA”, observou em nota.

Estados Unidos sancionam Alexandre de Moraes às vésperas de tarifaço

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Brasília (DF), 24/10/2023 - O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, durante reunião com parlamentares para receber o relatório oficial da CPMI do 8 de Janeiro.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, aplicou nesta quarta-feira (30) sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a poucos dias do início da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, anunciada pelo governo Donald Trump. A medida é baseada na Lei Magnitsky e atinge magistrados brasileiros pela primeira vez.

O órgão acusa Moraes por “campanha opressiva de censura”, autorizar “prisões arbitrárias” e promover processos politizados — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O texto, assinado pelo Secretário do Tesouro, Scott Bessent, cita decisões do ministro contra empresas de redes sociais dos EUA, além dos julgamentos ligados à tentativa de golpe de Estado ocorrida após as eleições de 2022, da qual Bolsonaro é réu.

Lei Magnitsky

A Lei Magnitsky é um instrumento dos Estados Unidos para punir estrangeiros que eles acreditam serem acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos. No caso de Moraes, o OFAC determina o bloqueio imediato de bens e ativos nos Estados Unidos e proíbe qualquer transação entre cidadãos, empresas ou entidades norte-americanas e o ministro ou empresas controladas por ele (ou com 50% ou mais de participação indireta).

A legislação também veta a entrada do ministro em território estadunidense e pode afetar familiares próximos, como já ocorrera com a revogação dos vistos de Moraes e seus parentes no último dia 18. Os Estados Unidos também haviam revogado na ocasião vistos de outros ministros do STF, deixando de fora apenas Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques, os dois últimos indicados à Corte por Bolsonaro.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, e o blogueiro Paulo Figueiredo, neto do último presidente da ditadura militar, João Figueiredo, vinham cobrando do governo Trump por um endurecimento nas sanções contra Moraes.

Impactos imediatos

Caso Moraes detenha ativos ou controle de empresas nos Estados Unidos, todos serão bloqueados. As empresas ou pessoas americanas estão proibidas de interagir comercialmente com o ministro. A sanção tem efeito imediato e duração indeterminada.

Aprovação de urgências cai pela metade na Câmara sob presidência de Motta

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Hugo Motta, Câmara dos Deputados
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Com a promessa de dar mais importância às comissões, a gestão do atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) reduziu pela metade o número de urgências aprovadas em plenário. A queda leva em conta o primeiro semestre de Motta a frente da Casa em comparação ao primeiro semestre de Arthur Lira (PP-AL).

Na prática, o maior trâmite das matérias pelas comissões representa uma descentralização de poder na Casa, com maior delegação aos membros e presidentes de comissões, que são indicados pelos líderes partidários.

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Levantamento

A informação foi obtida em um levantamento da Arko Advice, que analisou requerimentos de urgência aprovados no período de fevereiro a julho, nos anos de 2021 e 2025. Eles tratam de projetos de lei, de resolução, de lei complementar e de decreto legislativo.

No início deste ano, Motta afirmou que pretendia reduzir o número de aprovação de requerimentos de urgência no Plenário, para retomar o fluxo de projetos nas comissões. De fato, de janeiro a julho de 2025, ele aprovou 51 requerimentos. Já na gestão de Lira, em 2021, foram aprovados 101 requerimentos, com parte relacionada a projetos que tratavam da mitigação dos desdobramentos da pandemia do covid-19.

Ao destrinchar as 51 urgências aprovadas no primeiro semestre deste ano, observa-se que 25 delas ocorreram em julho, com 15 delas concentradas em três dias da semana anterior ao recesso. Destaca-se a aprovação da urgência de projetos como o do Acredita Exportação, dos restos a pagar, do Presiq e do aumento do número de deputados, como também, o da reciprocidade ambiental e tarifária, da tabela progressiva do IRPF e o PDL que susta o decreto do aumento do IOF.

Benefícios tributários

Em meio a crise fiscal deste primeiro semestre, os deputados aprovaram seis requerimentos que concedem ou prorrogam benefícios tributários ao setor empresarial, agrícola, químico e naval. Por outro lado, apenas três urgências de propostas de revisão ou retirada de benefícios fiscais foram aprovadas.

Perspectivas na Câmara

Com a urgência aprovada, a matéria não depende da apreciação nas comissões temáticas e segue diretamente para análise no Plenário da Casa. Assim, o aumento de projetos nas comissões permite uma maior previsibilidade sobre a pauta da Casa, como também, sobre a possibilidade de alterações no rumo do texto.

Minas e Energia discute metodologia para instalação de usinas eólicas ‘offshore’

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eólica offshore, energia
Foto: Unsplash

O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, no dia 18 de julho, um evento on-line (webinar) sobre a proposta de metodologia de seleção de áreas para a instalação de usinas eólicas offshore no país.

Na ocasião, foram apresentados os principais pontos da metodologia da Consulta Pública nº 191/25 e os próximos passos do processo de desenvolvimento da geração eólica offshore no país. A consulta encontra-se aberta até o dia 4 de agosto (próxima segunda-feira) para contribuições do setor produtivo e das instituições.

“Estamos todos diante de um grande potencial para a transição energética por meio do aproveitamento do potencial eólico offshore no Brasil. No ministério, discutiremos os procedimentos relativos à regulamentação da lei, seguindo diretrizes do Conselho Nacional de Política Energética em relação a responsabilidades das instituições, prazos e condições”, disse, no evento, Gustavo Cerqueira, secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento do ministério.

Durante o webinar, foi destacada a estruturação de instrumentos que viabilizam os projetos offshore, incluindo o Decreto nº 10.946/22, que definiu etapas de acesso aos prismas marítimos e a instituição do Grupo de Trabalho das Eólicas Offshore. A instituição do Marco Legal no início do ano, com a sanção da Lei nº 15.097/25, responsável por articular iniciativas com diferentes instituições, definiu as regras para o funcionamento da geração eólica offshore.

A metodologia proposta pela EPE está organizada em três etapas que visam promover a ocupação ordenada do espaço marinho:

Etapa 1: identificação de regiões para instalação dessas usinas, com base em critérios legais e tecnológicos;

Etapa 2: seleção de áreas de interesse, incluindo avaliações e restrições energéticas, ambientais e socioeconômicas; e

Etapa 3: definição das áreas que poderão ser ofertadas em futuros leilões.

Análise: Contas públicas melhoram no 3º bimestre, mas cumprimento da meta ainda é desafiador

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Lula e Fernando Haddad, governo
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasi

O governo federal anunciou, na última semana, o descontingenciamento de R$ 20,7 bilhões do Orçamento de 2025. O congelamento promovido no último relatório de receitas e despesas primárias foi de R$ 31,3 bilhões, sendo R$ 20,7 bilhões em contingenciamento e R$ 10,6 bilhões em bloqueio. Vale explicar que o contingenciamento ocorre devido à frustração de receitas e também para cumprimento da meta fiscal. Já o bloqueio se dá devido ao inesperado aumento de despesas, acima do limite da regra fiscal.

Agora, no terceiro bimestre, o descontingenciamento foi completamente revertido depois de o governo observar uma elevação de receitas de R$ 25,4 bilhões em relação à previsão feita no segundo bimestre. Assim, o governo cumpre o limite inferior da meta fiscal, de déficit de R$ 31 bilhões, com uma “sobra” de R$ 4,7 bilhões, segundo o próprio secretário do Orçamento federal, Clayton Montes.

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Entretanto, apesar da elevação observada nas receitas, a maior parte delas pode não ser perene, como as advindas da exploração de recursos naturais, que ainda dependem do resultado de futuros leilões. Além disso, o governo espera uma maior sustentabilidade nas receitas por meio dos recursos propostos na Medida Provisória nº 1.303/25, que depende de aprovação pelo Congresso Nacional. O ritmo de crescimento das despesas obrigatórias preocupa. No relatório bimestral, por exemplo, o governo foi obrigado a elevar de R$ 10,6 bilhões para R$ 10,7 bilhões o bloqueio efetuado no segundo bimestre devido ao crescimento acima do esperado com Benefícios de Prestação Continuada (BPC).

O caminho ideal para a sustentabilidade das contas públicas, conforme apontado por diversos especialistas, seria a redução das despesas obrigatórias, além da geração de receitas perenes. Vale lembrar que o governo tentou fazer um ajuste no BPC por meio do endurecimento das regras para a concessão do benefício, que tem sido liberado de forma não criteriosa pela Justiça. O Congresso, no entanto, rejeitou a medida, que poderia dar mais controle sobre o BPC.

Não ter espaço para novas despesas inesperadas pode colocar o governo em uma situação delicada neste segundo semestre, caso tenha de discutir, por exemplo, a liberação de crédito ou a isenção de impostos para setores afetados pela tarifa imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros importados pelos americanos. O governo precisará lidar ainda com a inserção dos gastos com precatórios dentro do limite de despesas a partir de 2027, o que reduzirá o espaço para gastos primários.

Lula veta redução de pena para lavagem de dinheiro em jabuti sobre furto de cabos

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Brasília (DF), 23/07/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do evento Transformação Digital: um governo para cada pessoa, no Palácio do Planalto.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Lula (PT) vetou nesta terça-feira (29) o trecho do projeto de lei aprovado pelo Congresso que reduzia a pena mínima para crimes relacionados à ocultação de origem, localização ou movimentação de patrimônio, condutas que são ligadas à lavagem de dinheiro. A mensagem aos parlamentares foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Atualmente, a pena nesses casos varia de 3 a 10 anos de prisão. A proposta do Congresso Nacional reduziria o mínimo para 2 anos e aumentaria o máximo para 12 anos, mas foi vetada por recomendação do Ministério da Justiça. O governo considerou que a mudança enfraqueceria o combate às atividades ilícitas de ocultação de bens e recursos.

O trecho havia sido incluído na Câmara dos Deputados, em um projeto de lei que aumenta as penas para furtos de cabos de energia e telefonia. A adição de um trecho sem relação com o objetivo original da proposta de lei é chamada, dentro da linguagem legislativa, de “jabuti”.

Furto de cabos agora é crime qualificado

A lei sancionada por Lula aumenta de forma significativa as penas para furto e roubo de cabos, fios e equipamentos usados na transmissão de energia elétrica, telefonia e dados, além de materiais ferroviários e metroviários. Antes, tais crimes eram tratados no Código Penal como furto comum, com pena de 1 a 4 anos de prisão e multa. Agora, são enquadrados como furto qualificado, com pena de 2 a 8 anos de prisão e multa.

O crime de roubo desses equipamentos ganha agravante: a pena, antes de 4 a 10 anos e multa, será aumentada em um terço até a metade. Para receptação, a pena sobe de 1 a 4 anos para 3 a 8 anos de prisão e multa.

Punição dobrada em casos de calamidade

A nova legislação também dobra as penas se o crime for cometido durante estado de calamidade pública ou se houver dano, destruição ou roubo de equipamentos essenciais aos serviços de telecomunicações. Também foram criadas agravantes para delitos que comprometam a operação de órgãos públicos ou estabelecimentos prestadores de serviços essenciais. Nesses casos, a pena por roubo pode chegar de 6 a 12 anos de reclusão mais multa, enquanto o furto segue punido com 1 a 4 anos de prisão, a mesma que já valia para furto simples.

Governo amplia Rotas de Integração Sul-Americana, incluindo todos os estados e novas formas de financiamento

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A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e o secretário de Articulação Institucional, João Villaverde
Foto: MPO

O Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) publicou o relatório 2025 do projeto Rotas de Integração Sul-Americana. O relatório detalha o estado de obras estratégicas para a integração do Brasil com os países vizinhos, incentivando o comércio intrarregional. À Arko Advice, o secretário de Articulação Institucional do MPO, João Villaverde, destacou que a proposta sinaliza uma nova forma de financiamento, por meio dos Fundos Constitucionais de Financiamento (FCFs), o que pode aliviar o orçamento federal e permitir maior agilidade na execução de obras.

Segundo Villaverde, o envolvimento de governos estaduais, setor produtivo e órgãos federais, com previsão de monitoramento da execução, mostra um esforço por uma governança mais coordenada e orientada por resultados.

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Inclusão de todos os estados

Pela primeira vez, os 16 estados que não fazem fronteira com os países da América do Sul — como São Paulo, Minas Gerais e Ceará, por exemplo — foram incorporados à estratégia, ampliando o escopo para todo o território nacional. A inclusão amplia o alcance do projeto, acrescentando cerca de 150,9 milhões de habitantes, 73% do PIB nacional e regiões responsáveis por 87% das exportações e 84% das importações brasileiras intrarregionais, principalmente com a América do Sul

Os estados agora incorporados correspondem a cerca de um terço do território brasileiro, o que já alcança uma área superior a qualquer país sul-americano.

O relatório destaca o objetivo de conectar diferentes regiões produtivas do Brasil a rotas terrestres e portos do Oceano Pacífico, favorecendo exportações para a Ásia e promovendo a integração completa do território. No Sudeste, o foco está em cadeias de valor como industrial, automotiva e farmacêutica, enquanto Nordeste, Norte e Centro-Oeste contribuem em potencial logístico, turismo e produção agropecuária. De acordo com o ministério, cada uma das 16 unidades não-fronteiriças apresentaram propostas que são alinhadas à suas vocações locais.

Senadores brasileiros nos EUA descartam uso da Lei da Reciprocidade neste momento

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Senador Nelsinho Trad preside sabatina CRE 22-04-25
Foto: Sheyla Leal

Em meio a missão do Senado Federal nos Estados Unidos (EUA) para tratar sobre as tarifas americanas, o líder do grupo, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), afirmou que a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122) não é cogitada neste momento. A informação foi dada em entrevista à GloboNews nesta terça-feira (29).

Ainda segundo o senador, ao decorrer desta tarde, eles pretendem se reunir com senadores americanos republicanos, sendo um deles próximo do presidente Donald Trump. O objetivo é continuar apresentando aos parlamentares as consequências econômicas da medida para os EUA e para o Brasil. “Algo que aqui conseguimos: a relação está distensionada”, afirmou.

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Nesta manhã, os participantes da missão se encontraram com senadores democratas e a previsão é que nesta quarta (30) ocorra novos encontros com republicanos. Com relação a possibilidade do presidente Lula (PT) entrar em contato com Trump para tratar sobre as tarifas, o senador considerou que não seria um “demérito de Lula”, e avaliou que chegará o momento em que a relação de alto nível precisará intervir.

Trad tem destacado a abordagem multipartidária do grupo — unindo opositores e aliados do governo Lula. A estratégia tem como foco convencer os norte-americanos de que o tarifaço é prejudicial para ambos os lados.

Além de Nelsinho Trad, integram a missão os senadores Tereza Cristina (PP‑MS), Jaques Wagner (PT‑BA), Fernando Farias (MDB‑AL), Astronauta Marcos Pontes (PL‑SP), Esperidião Amin (PP‑SC), Rogério Carvalho (PT‑SE) e Carlos Viana (Podemos‑MG). A missão segue até quarta-feira (30), com reuniões no Congresso dos EUA e com lideranças empresariais e institucionais.

 

Presença da Arko em Washington é destacada

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Casa Branca, Estados Unidos, EUA
Foto: Getty Images

Donald Trump iniciou seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos reacendendo tensões políticas e econômicas com diversos parceiros globais. No Brasil, o impacto mais forte até agora veio em 9 de julho, quando Trump anunciou a taxação de 50% sobre exportações brasileiras aos EUA, medida prevista para vigorar a partir dessa próxima sexta-feira, 1º de agosto.

O anúncio gerou efeito imediato: exportadores brasileiros viram contratos cancelados por empresas norte-americanas, e setores como resinas e químicos já foram fortemente afetados, com interrupções nas encomendas e financiamento cortado. Nesse cenário, a busca pelos serviços da Arko International vêm aumentando a cada dia. O trabalho da consultoria foi destacado em reportagem do Estadão desta terça-feira (29).

“Ao contrário do Brasil, nos EUA é difícil falar com os congressistas”, diz Thiago de Aragão, diretor de estratégia da Arko. “O acesso se dá por meio das equipes de cada um deles, e é importante passar uma mensagem clara e pelo caminho correto do motivo daquela empresa ou daquele setor merecer ser ouvido, porque o mundo inteiro está disputando a atenção deles.”

Arko Advice ganha protagonismo

Diariamente, Aragão recebe dezenas de contatos de empresas e entidades setoriais brasileiras buscando orientação, acesso e caminhos nos Estados Unidos para tentar negociar exceções, isenções ou alternativas à nova tarifa. O aumento na demanda reflete o ambiente de competição intensa, já que, no modelo norte-americano, o acesso aos congressistas é restrito e disputado, onde um contato institucional se torna um diferencial crucial.

A Arko vem se destacando não só pela ampla rede de contatos nos EUA, mas pela experiência em negociações internacionais: atuou diretamente em estratégias que ajudaram o México a articular, em bloco, uma resposta coordenada diante das investidas comerciais de Trump.

“Lá, a presidente mexicana lidava diretamente com Trump, o ministro da Economia conversava com a área técnica do governo norte-americano, um grupo de empresários grandes lidava com senadores e parlamentares, e um grupo de associações, via pessoas como eu, tinha interlocução com outros formadores e tomadores de decisão”, afirma Aragão.

O caso mexicano é citado como modelo, estruturando uma mobilização convergente entre governo, setor privado e especialistas em relações institucionais. “É uma estratégia de árvore, de pirâmide, que funciona muito bem, coordenada e num comitê de crise permanente”, pontua.

No Brasil, entretanto, a resposta ainda é fragmentada, com múltiplas empresas e setores buscando acordos paralelos, o que pode enfraquecer a posição do país como um todo. Thiago de Aragão diz que o exemplo da situação mexicana “quebrou o aspecto político e ideológico, porque havia empresários contra o governo, mas que, na emergência, pausaram essa tendência e agiram em conjunto.”

Busca por influenciadores e canais diretos

A demanda por consultorias e escritórios especializados nos EUA, sobretudo com vínculo ao entorno trumpista, explodiu. A própria Arko expandiu sua atuação em Washington e junto a parceiros locais, sendo contratada para criar departamentos de geopolítica dentro das empresas clientes e assessorando estratégias adaptadas ao cenário volátil imposto por Trump. O objetivo é garantir que, durante as renegociações e eventuais aberturas para isenções, a empresa brasileira já esteja reconhecida, conte com apoiadores regionais (em cidades, condados e estados norte-americanos) e argumente sobre a importância local de suas operações — exatamente como ocorreu no México.

Thiago de Aragão enxerga que, de um lado, o governo vai buscar negociar em bloco, e do outro empresas brasileiras buscarão isenções específicas para seus setores:

“O governo brasileiro busca uma solução para o País como um todo, que é baixar a tarifa de 50% para 25% ou 20%”, diz. “Mas há inúmeros setores com justificativas para estarem fora dessa taxação extraordinária, e o governo não vai negociar a favor de alguns em detrimento de outros.”