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Setor de mineração articula exploração de terras raras com Alckmin

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Brasília (DF) 16/07/2025 - O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, fala durante entrevista coletiva após participar de reunião com Abrão Neto, Presidente da Câmara Americana de Comércio para Brasil - AMCHAM Brasil, para discutir medidas à tarifa de 50% dos EUA.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Jungmann, disse em conversa a jornalistas que a entidade articula com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), a exploração de terras raras brasileiras.

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Na segunda-feira (4), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disse em entrevista à Band que pretende conversar com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, sobre um possível acordo de cooperação com os Estados Unidos envolvendo minerais críticos e terras raras para produção de baterias.

Segundo Jungmann, esse acordo de cooperação com os EUA ainda não está definido, mas o espaço está aberto para articulação.

Tarifaço tem impacto parcial no setor mineral

Com o tarifaço anunciado por Donald Trump, 24,4% das exportações de minérios do Brasil para os Estados Unidos serão afetadas, estima o Ibram. Isso porque, segundo a entidade, 75,6% das exportações minerais do Brasil que vão para os Estados Unidos estão incluídas na lista de exceções do tarifaço imposto por Trump. Entre os produtos que não serão afetados estão o ferro, o ouro semimanufaturado e o nióbio.

Ainda segundo o Ibram, ficaram de fora da lista de exceções: pedras e rochas ornamentais (19,4%), caulim (1,2%), pentóxido de vanádio (1,0%), alumínio (0,3%), cobre (0,009%) e manganês (0,007%).

Governo lança estratégia nacional de Cibersegurança com foco em proteção e soberania digital

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Lula (PT) instituiu, por meio de decreto, a Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber), que estabelece diretrizes para fortalecer a proteção do ambiente digital no Brasil.

A estratégia está estruturada em quatro eixos centrais:

  • Proteção do cidadão e da sociedade — com atenção especial a grupos vulneráveis como crianças, idosos e pessoas neurodivergentes;
  • Segurança e resiliência das infraestruturas críticas — prevendo padrões mínimos de segurança para setores estratégicos como energia, saúde, telecomunicações e finanças;
  • Cooperação entre setor público e privado — buscando fortalecer parcerias, compartilhamento de informações e mecanismos ágeis de resposta a incidentes;
  • Soberania nacional e governança digital — promovendo o desenvolvimento tecnológico brasileiro e a redução da dependência de soluções estrangeiras.

Plano Nacional de Cibersegurançaㅤ

De acordo com o governo, as ações previstas serão detalhadas no Plano Nacional de Cibersegurança. A E-Ciber também define conceitos fundamentais para a atuação diante de ameaças cibernéticas, coordenada pelo Ministério da Defesa. O decreto ainda reconhece a importância da proteção de tecnologias da informação, essenciais para setores como energia, saúde e telecomunicações.
No campo social, a estratégia prioriza a proteção e conscientização dos cidadãos, especialmente de grupos vulneráveis como crianças, idosos e pessoas neurodivergentes. Entre as ações previstas estão a promoção do uso seguro da internet, apoio a vítimas de crimes digitais, capacitação de professores em cibersegurança e inclusão do tema nos currículos escolares.

São Paulo amplia uso da energia solar com financiamento para o campo

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Usina Fotovoltaica Flutuante Araucária, em São Paulo. energia solar, elétrica
Foto: Marcelo S. Camargo/Governo do Estado de SP

Com 5,8 gigawatts (GW) de potência instalada, São Paulo é o maior produtor de energia solar distribuída do país, segundo levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Nos últimos 12 meses, o estado adicionou 1,6 GW à sua capacidade, um crescimento de 38%.

Segundo a associação, isso se deve à popularização da energia solar no meio rural. Mais de 24 mil usinas fotovoltaicas já estão em operação em propriedades agrícolas paulistas, abastecendo cerca de 32 mil unidades em 607 municípios.

Financiamento público impulsiona painéis solares no agro

A expansão também vem após forte impulso governamental. O governo de SP oferece, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), uma linha específica para energias renováveis. O crédito é de até R$ 250 mil para pessoas físicas e até R$ 500 mil para pessoas jurídicas, com prazo de pagamento de até 84 meses e carência de até 12.

Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, a política energética busca apoiar a transição ecológica e reduzir os custos de produção. O secretário executivo do Feap, Felipe Alves, afirmou que o programa conta também com apoio técnico da CATI e do Itesp.

Programa federal pode ampliar impacto da energia solar no país

A nível federal, o Congresso também discute formas de aumentar a produção de energia solar. O Projeto de Lei 624/2023, que cria o Programa Renda Básica Energética (Rebe), já foi aprovado na Câmara e aguarda análise no Senado. A proposta prevê o uso de recursos já aplicados na Tarifa Social de Energia Elétrica para financiar a instalação de painéis solares em moradias de baixa renda, priorizando áreas rurais e o programa Minha Casa Minha Vida.

O Rebe pretende reduzir a dependência de subsídios tarifários por meio da autogeração de energia renovável, com economia estimada de até 95% na conta de luz das famílias beneficiadas. A gestão do programa caberá à estatal ENBPar, com financiamento do BNDES e exigência de conteúdo nacional mínimo em equipamentos e serviços.

Cade oferece ao TCU expertise para o leilão do terminal de contêineres em Santos

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Porto de Santos.
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Durante o painel de referência sobre o arrendamento do terminal de contêineres no Porto de Santos, realizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na quarta-feira passada (30), o presidente interino do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Gustavo Augusto de Lima, colocou-se à disposição do tribunal para ajudar na definição do modelo do leilão.

“Temos uma equipe técnica preparada para apoiar com estudos, inclusive durante a execução, caso haja necessidade de aprofundamento técnico”, disse, dirigindo-se ao relator do processo no tribunal de contas, ministro Antonio Anastasia.

Segundo o relator, o TCU vai buscar garantir segurança jurídica ao processo e “pavimentar o caminho de relacionamento harmônico entre o setor privado e o público”. A previsão é de que o processo possa ser submetido ao plenário dos ministros no mês que vem, após avaliação do Ministério Público Federal junto ao TCU.

O presidente do Cade indicou que há outros meios que podem ser usados no leilão. São menos gravosos do que impedir a participação de empresas que já atuam no porto. Um deles seria condicionar a atuação dos grupos interessados na disputa, como exigir “que não haja catividade, que a empresa não se recuse a contratos com terceiros, ou até obrigá-la a vender ativos”.

Nota técnica da equipe da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) não recomendava em duas fases o certame do terminal. A disputa poderia ser aberta, desde que o vencedor desfizesse de ativos que operassem na mesma atividade no porto.

A diretoria da agência vetou essa possibilidade. Operadores que já atuam no porto só poderiam participar se, na primeira etapa do leilão, não houvesse interessados.

A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do governo de São Paulo, Natália Resende, observou que “reduzir a verticalização (participação, no certame, de empresas que já operam no porto no certame) não elimina o risco de fechamento de mercado e que, necessariamente, ela não é um problema”.

Disse que a verticalização é tendência mundial que pode resultar na redução de custos operacionais e administrativos. Acrescentou que é importante discutir a concentração, mas apenas quando houver impactos concretos na operação do porto. Atualmente, já existem empresas verticalizadas atuando no porto.

Dez interessados

A Folha publicou na edição de sexta-feira (1º) que, entre operadores portuários e armadores internacionais, dez empresas manifestaram interesse em disputar o leilão do terminal de contêineres Tecon 10, no porto de Santos.

A maior parte dessas companhias procurou a agência reguladora (Antaq), em busca de mais informações sobre o certame. Entre os interessados, estão a brasileira CPN, que atua no setor portuário nacional, e a TCP, operadora do terminal de Paranaguá controlada pela chinesa China Merchants Port.

Oposição ocupa plenários do Congresso e paralisa indicações às agências reguladoras

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Plenário da Câmara dos Deputados ocupado por parlamentares contra a decretação de prisão domiciliar a Jair Bolsonaro. oposição
Foto: Daniel Marques Vieira/Arko Advice
Em meio à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, a Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado não deve convocar a sessão para analisar as indicações do governo às agências reguladoras, em meio a um cenário de obstrução declarado pelo presidente do colegiado, senador Marcos Rogério (PL-RO), vice-líder da oposição. Diferente de outras comissões, não houve indicação dos relatores. A comissão analisa as indicações para a ANEEL, ANP, Antaq, Anac e ANTT.

“Sem condições de votar”, disse Rogério à Arko Advice

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse a lideranças ouvidas pela Arko que buscaria solução e entrou em contato com lideranças, mas Marcos Rogério negou ter sido procurado diretamente. A obstrução impede o andamento de indicações, o que pode afetar o funcionamento das agências reguladoras justamente quando enfrentam cortes orçamentários e ampliam desafios operacionais.

Oposição ocupa plenários

Além do bloqueio nas comissões, a oposição promove neste momento uma ocupação física das mesas diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado, numa estratégia para evitar a realização de sessões deliberativas. O movimento tem como alvo direto os presidentes das Casas, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre, criticados por não avançar em pautas sensíveis à direita, como a anistia aos presos do 8 de janeiro e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

Como a Arko Advice publicou mais cedo, na Câmara, o vice-presidente Altineu Cortês (PL-RJ) afirmou que pautará a anistia caso Motta se ausente. Questionado se a ação poderia ser compreendida por Motta como uma traição, uma liderança oposicionista disse à Arko que a ausência de Motta após a prisão de Bolsonaro é justificativa suficiente para a ação.

Ministro anuncia leilão de concessão de ferrovia ES-RJ para até o fim do ano

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Foto: Alberto Ruy/MTPA

O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou durante o evento de inauguração da usina térmica a gás natural, junto ao Porto do Açu, em São João da Barra (norte fluminense) a realização do leilão de concessão da EF-118 no fim deste ano.

Com 500 km, a ferrovia vai ligar a malha da Vitória-Minas no Espírito Santo, à malha de São Paulo. Segundo o ministro, a ferrovia vai conectar 10 portos, garantindo a competitividade e aumento do fluxo entre eles. Trata-se de projeto incluído na nova versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Durante evento para apresentação do Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 na quarta-feira, na Fiesp, em São Paulo, o ministro disse que o governo defende a saída da Bahia Mineração S/A (Bamin) da concessão do primeiro trecho da Ferrovia da Integração Oeste-Leste (FIOL), entre Ilhéus e Caetité, na Bahia. Renan Filho defende a negociação para que as obras nesse trecho possam ser concluídas.

“Eu espero que nós tenhamos uma solução. E, com essa solução dada, nós esperamos fazer no ano que vem o leilão de concessão da Ferrovia da Integração Leste-Oeste” (até Barreiras, no oeste baiano).

O leilão de concessão do primeiro trecho da ferrovia foi feito em 2021, vencido pela Bamin. A empresa deveria entregar a ferrovia em operação até 2026. No entanto, executou percentual abaixo do previsto no contrato e, em março deste ano, anunciou a paralisação das obras.

Obras paradas

Na sessão plenária do Tribunal de Contas da União (TCU) de quarta-feira (30), o presidente do tribunal, Vital do Rêgo, apresentou dados atualizados do Painel de Obras Paralisadas, sistema criado em 2020 para dar transparência à situação das obras financiadas com recursos federais.

Até abril deste ano, das 22.621 obras mapeadas, 11.469 estão paralisadas, o que representa 50,7% do total. As áreas mais afetadas continuam sendo educação e saúde, que concentram 70% das paralisações. No total, 8.053 obras desses setores estão inacabadas.

Para Vital Rêgo, apesar dos esforços para a retomada das obras, o resultado ainda é preocupante. O TCU destaca os resultados do Maranhão, Bahia, Pará e Minas Gerais. Juntos, esses estados somam quase quatro mil obras inacabadas. “Isso mostra que, para melhorar o cenário nacional, é necessário concentrar esforços especialmente nessas regiões”, disse.

Oposição pressiona por anistia e apresenta “Pacote da Paz”

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Discussão e Votação de Propostas Legislativas. Dep. Altineu Côrtes (PL - RJ) Vice-presidente da Câmara dos Deputados
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A temperatura aumentou com a oposição nesta terça-feira (5), com a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) , sob decisão de descumprimento de medidas cautelares relacionadas ao uso de redes sociais. A decisão provocou reação imediata da oposição e está mexendo com a pauta do Congresso.

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Altineu Côrtes (PL-RJ), que é do partido de Bolsonaro, declarou que, na ausência do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), pretende pautar a anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. A oposição, liderada pelo PL e por Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), anunciou obstrução total dos trabalhos legislativos até que o tema avance.

“Não vamos recuar enquanto não houver caminhos para a pacificação […] Estamos prontos para a guerra”, afirmou o líder da bancada.

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Anistia, impeachment e foro privilegiado

Mais cedo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou o chamado “Pacote da Paz”, um conjunto de propostas encabeçadas pela oposição:

  • anistia “ampla, geral e irrestrita” aos condenados pelo 8 de janeiro;
  • impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes;
  • e aprovação da proposta de emenda à constituição (PEC) que extingue o foro privilegiado parlamentar.

Flávio e outros oposicionistas afirmaram que é hora de “virar a página” e “reequilibrar a independência dos Poderes”.

Desafios à tramitação

A oposição alega que o projeto da anistia não avança por pressões e ameaças de inconstitucionalidade, apontando uma “necessidade de resgatar a autonomia do Congresso” para decidir sobre o tema e “devolver ao Legislativo protagonismo institucional”.

O clima é de alta tensão, com a mobilização travando votações e sessões na Câmara e no Senado.

Prisão domiciliar de Bolsonaro divide as redes sociais: 53% favoráveis e 47%, contrários, aponta a Quaest

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Jair Bolsonaro
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Uma pesquisa realizada pelo instituto Quaest nas redes sociais e divulgada hoje (5) aponta que 53% das menções foram favoráveis à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto 47% foram contrárias. A Quaest realizou a coleta dos dados às 21h de ontem (4).
O levantamento indica que o episódio divide a opinião pública e fortalece a polarização. Embora numericamente haja um posicionamento mais favorável à prisão domiciliar do ex-presidente, o episódio fortaleceu entre os bolsonaristas a narrativa da “perseguição política”. Como consequência, a mobilização em favor de Jair Bolsonaro e contrários ao Supremo Tribunal Federal (STF) poderá crescer.
Além do tema mobilizar a oposição após o recesso parlamentar – o Congresso retomou os trabalhos ontem – buzinaços a favor de Bolsonaro estão sendo organizados para hoje.

Governo não pode prescindir de receita se quiser investimentos, diz ministra

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Brasília (DF) - 08/07//2025 - A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, participar de audiência pública na Comissão Mista de Orçamento do Congresso.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

No evento de apresentação do Plano de Logística 2050 na última quarta-feira, na sede da Fiesp, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse que o governo não pode prescindir de “nenhuma receita”, se quiser fazer investimentos.

A ministra reagiu ao ser questionada se o orçamento do ano que vem contará ou não com a taxação das debêntures incentivadas, prevista em medida provisória ainda não aprovada pelo Congresso.

Simone Tebet evitou aprofundar-se sobre o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, que o governo deve enviar ao Congresso até o fim deste mês. Mas, afirmou: “vamos colocar na LOA alguns detalhes”, disse.

No evento, Simone Tebet disse que o governo aborda o assunto transporte de forma abrangente, incluindo rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e navegação de cabotagem, dentro de estrutura nacional de planejamento, com a proposta de um Plano Nacional de Logística para os próximos 25 anos.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que o país vive momento inédito de crescimento dos investimentos em infraestrutura. Ele manifestou-se a favor da modernização das regras de licenciamento ambiental, tema que voltou ao centro dos debates após a aprovação de projeto polêmico na Câmara, que tem impactos sobre projetos de infraestrutura.

O texto ainda depende de sanção presidencial, cujo prazo termina na sexta-feira (8). O Ministério Público Federal (MPF) recomendou o veto a mais de 30 dispositivos da Lei Geral do Licenciamento Ambienta. Segundo o MPF, a norma contém trechos que “comprometem a proteção ambiental e violam preceitos constitucionais e tratados internacionais”.

Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos, disse no evento da Fiesp que 2024 foi o melhor ano de concessões no país e que o objetivo é buscar agentes internacionais. Para ele, o Brasil tem capacidade de oferecer o que o mundo busca: projeto em diálogo com sustentabilidade.

Costa Filho destacou a prioridade que o governo tem dado às hidrovias como modal estratégico para aumentar a competitividade do país em uma corrida por ampliar mercados, em especial na Ásia. “Pela primeira vez na história do país, estamos tratando a questão hidroviária como prioridade.”

Entre os projetos em curso, o ministro anunciou que ainda neste ano será realizada a primeira concessão hidroviária do país, no trecho entre os rios Paraguai e Paraná, com foco no escoamento de celulose e minérios.

Tarifaço: Impacto fiscal de ajuda a exportadores será pequeno, diz Haddad

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado dos ministros de Indústria e Comércio, vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta semana que o impacto primário das medidas em estudo para mitigar os efeitos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos deve ser pequeno. Segundo ele, as propostas apresentadas ao presidente Lula (PT) já estão orçadas e incluem o uso de instrumentos financeiros que não afetam o resultado primário.

“Há um orçamento financeiro que permite, em uma situação como essa, criar linhas de crédito que não impactam as contas primárias, mas podem ser um instrumento importante”, declarou o ministro, em entrevista à BandNews.

Estados pedem autorização para comprar excedente da produção

Haddad revelou ainda que o governo federal recebeu pedidos para viabilizar compras públicas dos produtos que deixarão de ser exportados. O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), solicitou uma medida provisória que autorize os estados a redirecionar parte dessa produção para programas de alimentação escolar e da população carcerária.

Apesar disso, o ministro ponderou que nem todos os produtos poderão ser absorvidos por políticas públicas. “Não temos condição de comprar determinadas mercadorias porque não têm função em políticas públicas. Então vamos ter que dar outro tipo de ajuda”, explicou, citando que algumas empresas precisarão de crédito para adaptar a produção a novos mercados.

Programa de incentivo à exportação pode ser expandido

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o governo analisa a ampliação do programa “Acredita Exportação” para médias e grandes empresas atingidas pelas novas tarifas. Atualmente, o programa devolve 3% do valor exportado apenas para pequenos exportadores.

Alckmin também confirmou que o plano de contingência para enfrentar os efeitos do tarifaço está em fase final de elaboração e deve incluir medidas de crédito e alterações nas regras de compras governamentais.