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Fiesp e Polícia Federal assinam acordo inédito de combate aos crimes cibernéticos

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Foto: Divulgação/Polícia Federal

Com o intuito de combater os crimes cibernéticos, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Polícia Federal (PF) assinaram um acordo de cooperação técnica que tem como objetivo lançar a terceira edição da Pesquisa de Maturidade em Cibersegurança, e do inédito Guia de Proteção Digital de Crianças e Adolescentes. Dessa maneira, se torna possível que empresas compartilhem, de forma voluntária e anônima, dados relevantes para a prevenção de crimes cibernéticos, com garantia de confidencialidade e respaldo legal.

De acordo com dados do Senado Federal e da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o custo total dos crimes cibernéticos no Brasil já ultrapassa R$ 1,5 trilhão. O país ocupa atualmente o topo do ranking global de ataques virtuais, com 1.379 tentativas de golpe por minuto.

Para ter uma ideia, durante o VII Congresso de Cibersegurança, Proteção de Dados e Governança de Inteligência Artificial, o presidente do Ciesp e 1º vice-presidente da Fiesp, Rafael Cervone, afirmou que segurança cibernética não pode ser tratada como opcional, justificando que, apenas no Brasil, o número de crimes digitais aumentou 45% no último ano, resultando em mais de 5 milhões de fraudes, atingindo diretamente carca de 80 milhões de brasileiros, com perdas financeiras estimadas em mais de R$ 40 bilhões.

No Congresso Nacional

O tema também é debatido no Congresso Nacional. Em entrevista à Arko Advice, o senador Esperidião Amin (PP-SC), presidente da recém-instalada Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança e Defesa Cibernética, defendeu a criação de uma agência de regulação que trate sobre o tema. De acordo com o parlamentar, os ataques cibernéticos causam hoje prejuízos trilionários.

“Os focos de ataque são, principalmente, os jogos e as criptomoedas, e estamos preocupados. É importante destacar que o Exército Brasileiro realiza exercícios de defesa cibernética. Eu mesmo apresentei, no ano passado, um relatório que recomenda que o governo crie uma agência de regulação, acompanhamento e integração de esforços. Ninguém vai evoluir se não houver uma grande interface público privada. Precisamos criar uma agência que possa ser a grande intermediária disso”, avaliou o senador.

Petrobras registra lucro de R$ 26,7 bilhões no segundo trimestre de 2025

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Foto: Andre Ribeiro/Petrobras

A Petrobras apurou um lucro líquido de R$ 26,7 bilhões no segundo trimestre de 2025. Embora o valor represente uma queda de 24,3% em relação ao trimestre anterior, supera o resultado do mesmo período em 2024, quando a companhia teve prejuízo de R$ 2,6 bilhões.

O aumento da produção de óleo compensou os efeitos negativos da queda de 10% no preço do Brent ao longo do trimestre. Ao excluir eventos não recorrentes, a estatal apresentou um desempenho financeiro compatível com o trimestre anterior, com o lucro ajustado de R$ 23,2 bilhões (US$ 4,1 bilhões).

Investimentos na Petrobras

No segundo trimestre de 2025, a Petrobras apresentou:

  • Um EBITDA Ajustado de R$ 57,9 bilhões (US$ 10,2 bilhões), indicador amplamente utilizado na tomada de decisões financeiras.
  • Em seguida, o fluxo de caixa operacional (FCO) atingiu R$ 42,4 bilhões (US$ 7,5 bilhões), impulsionado principalmente pelo aumento da produção de óleo e gás.
  • Por fim, os investimentos (Capex) somaram R$ 25,1 bilhões (US$ 4,4 bilhões) no período, com foco maior em projetos no pré-sal.

“Estamos acelerando nossos investimentos em projetos de alta atratividade. Nos primeiros seis meses do ano, investimos R$ 48,8 bilhões, um crescimento de 49% em relação ao mesmo período do ano passado”,  afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Além disso, no aspecto operacional, a Petrobras alcançou excelentes resultados: no segundo trimestre, produziu 2,3 milhões de barris de óleo por dia. Esse volume representa um aumento de 5% em relação ao primeiro trimestre e cerca de 8% comparado ao mesmo período do ano anterior”, completou a presidente.

Tributos pagos à União

A Petrobras pagou um total de R$ 66 bilhões em tributos à União, estados e municípios. Além disso, foram aprovados R$ 8,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio.

Segundo o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Fernando Melgarejo, “tivemos uma excelente performance operacional no segundo trimestre, impulsionada pela implementação de novos sistemas de produção e pela melhoria na eficiência dos campos em operação. Esses fatores aumentaram o volume de óleo e gás, o que impactou positivamente os resultados financeiros e compensou a queda no preço do Brent.”

A dívida bruta da companhia atingiu US$ 68,1 bilhões em junho de 2025, um crescimento de 5,5% em relação ao final do trimestre anterior. Esse aumento decorre principalmente do crescimento do arrendamento de plataformas, com a entrada em operação dos navios-plataforma Alexandre de Gusmão e Almirante Tamandaré, que adicionaram 270 mil barris por dia à capacidade de produção da Petrobras.

PGR recorre ao STF para limitar ampliação do foro privilegiado

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) protocolou recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando restrições à decisão da Corte que ampliou o foro privilegiado de deputados federais e senadores, permitindo que ações penais permaneçam sob análise do Supremo mesmo após o término do mandato parlamentar.

No entendimento do STF, válido desde março, o foro permanece para crimes praticados durante o exercício da função, independentemente de renúncia, não reeleição ou cassação.

Gonet defende restrições

No pedido encaminhado à Corte na terça-feira (5), o procurador-geral Paulo Gonet argumentou que a decisão não deve ser aplicada automática e irrestritamente, sobretudo para processos que já se encontram em fase final – ou seja, que já encerraram a instrução e estão na etapa de alegações finais. Nesses casos, Gonet defende a permanência dos processos nas instâncias inferiores, preservando o andamento e evitando atrasos:

“As persecuções penais que já se encontravam com a instrução encerrada, com a abertura de prazo para apresentação de alegações finais, deverão permanecer sob a jurisdição dos órgãos que lhes vinham conferindo regular andamento, assegurando-se, assim, desfecho compatível com as garantias do devido processo legal”, afirmou.

De acordo com Gonet, a aplicação irrestrita do novo entendimento pode provocar “retrocesso investigativo, morosidade e de inefetividade jurisdicional”, ampliando os riscos de prescrição e ineficácia dos julgamentos.

Movimentação política

O debate sobre mudanças no foro privilegiado ganhou força nessa semana, em meio à articulação de parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela aprovação de propostas que limitem o alcance do STF sobre o julgamento de crimes políticos, como o que o ex-presidente é réu. O processo de Bolsonaro está na etapa final, com as alegações das defesas previstas para a próxima semana e julgamento marcado para setembro.

A ala bolsonarista defende que esses crimes sejam julgados em primeira instância, o que os levariam a tribunais de suas regiões eleitorais.

Ainda não há data definida para análise do recurso da PGR pelo Supremo.

Produção de veículos no país recua 3,6% em julho, segundo Anfavea

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Foto: Divulgação/Hyundai

A produção de veículos no Brasil somou 237.835 unidades em julho, o que representa uma queda de 3,6% em relação ao mesmo mês de 2024. No entanto, na comparação com junho deste ano, o setor registrou um aumento expressivo de 15,7% na fabricação, que inclui carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus.

Divulgado nesta quinta-feira (7), o balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) também mostra que, no acumulado de janeiro a julho, a indústria montou 1,47 milhão de veículos, alta de 6,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Por sua vez, as vendas no mercado interno, permaneceram praticamente estáveis em julho, com uma leve alta de 0,8%.

Exportações

As montadoras brasileiras exportaram 47,9 mil veículos em julho, um aumento de 22,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Apesar do avanço anual, o volume recuou 5,8% na comparação com junho deste ano. No acumulado de 2025, as exportações já somam 312,1 mil unidades, o que representa uma expressiva alta de 52,7% frente aos primeiros sete meses do ano passado.

A Argentina segue como principal destino dos veículos brasileiros com um aumento de 156,5% nas compras entre janeiro e julho deste ano, influenciando positivamente os resultados. Além disso, o desempenho reflete o fortalecimento da presença internacional da indústria, especialmente em mercados da América Latina e de outras regiões.

A Anfavea estima que as exportações de veículos em 2025 atinjam 552 mil unidades, frente à projeção inicial de 428 mil, representando uma alta de 38,4% na comparação anual.

Por outro lado, a empresa reduziu a projeção de avanço das vendas no mercado interno, que caiu de 6,3% para 5% em relação a 2024, totalizando 2,76 milhões de veículos vendidos. Esse ajuste se deve à desaceleração no segmento de caminhões, que enfrenta dificuldades causadas pelo aumento das taxas de juros, afetando principalmente os modelos pesados destinados ao transporte de longa distância.

Carros sustentáveis

Os chamados “carros sustentáveis”, modelos que atendem aos critérios ambientais, técnicos e produtivos definidos pelo governo para obter isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), puxaram as vendas de veículos leves em julho, segundo a Anfavea. Apesar do programa ter começado apenas no dia 11, esse segmento cresceu 16,7% no mês, impulsionado pela redução dos preços devido à isenção do IPI.

“O programa impactou positivamente as vendas no varejo. Queremos que ele continue avançando e ofereça maior acesso às pessoas. O número de modelos ainda é limitado”, afirmou Calvet, destacando que a iniciativa vai vigorar até 2026.

No acumulado do ano, a produção de veículos alcançou 1,46 milhão de unidades, alta de 6,1% sobre os 1,384 milhão registrados no mesmo período de 2024. As vendas acumuladas somam 1,44 milhão em 2025, um crescimento de 4,1% em comparação ao ano passado, que contabilizou 1,38 milhão de unidades vendidas.

O levantamento da Anfavea mostra que as montadoras criaram 390 novos empregos em junho, elevando o total de trabalhadores do setor para 109,1 mil.

Senado pretende terminar de sabatinar indicados às agências em duas semanas

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Brasília (DF) 20/06/2024 Senador Jaques Wagner durante coletiva após reunião de líderes no Senado.
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, disse, em conversa com jornalistas nesta quinta-feira (7), que o Senado pretende terminar de sabatinar os indicados às agências reguladoras, no prazo de duas semanas, contando a partir da semana que vem.

A agenda de indicações foi definida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP).

Esta matéria foi publicada primeiro no Arko Alerta, exclusivo para clientes Arko Advice. Para saber como receber, CLIQUE AQUI.

Sabatinas

Segundo apuração da Arko Advice, as sabatinas devem ser iniciadas pelas indicações que já tiveram relatório lido.

Já as sabatinas da Comissão de Infraestrutura (CI) devem atrasar uma semana, sendo a leitura de relatórios na próxima semana, e a sabatina é votação devem ocorrer na semana subsequente. O cronograma do colegiado foi impactado pela obstrução da oposição na Casa. A comissão é presidida pelo senador Marcos Rogério (PL-RO), apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que ainda não divulgou quando dará andamento às sabatinas. O colegiado é responsável por sabatinar nomes para órgãos como ANEEL, ANP, Antaq, Anac e ANTT.

Processo de indicações

O presidente da República envia ao Senado Federal quais são as indicações, que por sua vez são encaminhadas às comissões temáticas, onde relatores são escolhidos. Após a aprovação dos nomes, a lista segue para o plenário, onde precisam ser aceitos pela maioria absoluta dos senadores, ou seja, por pelo menos 41 votos.

ANTT estuda incluir nos contratos recuperação do pavimento das rodovias

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Foto: Andrew Aragão/Ascom Prefeitura de Lucas do Rio Verde

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) quer incluir obras de reconstrução do pavimento entre as obrigações dos Programas de Exploração de Rodovias (PERs) dos Contratos de Concessão de Rodovias Federais. O superintendente de Infraestrutura Rodoviária, Fernando Bezerra, afirmou que “a agência traz novo conceito de reconstrução dos pavimentos” dessas rodovias, durante reunião para discutir o assunto.

A proposta de mudança contratual e regulatória para incluir nas concessões a reconstrução dos pavimentos rodoviários foi apresentada na semana passada às concessionárias. Atualmente são feitos remendos no asfalto, em pontos onde havia buracos, sem melhoria do pavimento das estradas. As empresas terão novas obrigações; em troca, os contratos serão reequilibrados.

Ao aderir à proposta, a concessionária terá de seguir um conjunto de responsabilidades contratuais específicas a cumprir, como a adoção do pedágio eletrônico (free flow), HS-WIM (pesagem dinâmica), metodologia iPAVe para caracterização de pavimentos rodoviários, entre outros aspectos.

Outra obrigação relevante, a partir do aceite, será a renúncia expressa e irrevogável pela concessionária a qualquer pleito ou litígio administrativos, judiciais ou arbitrais, presentes ou futuros, relacionados ao tema pavimento, incluindo alegações de vício oculto ou de desgaste prematuro decorrente de excesso de carga”.

Padronização

A agência trabalha em resolução para padronizar as obrigações que são impostas às concessionárias durante a vigência dos contratos, hoje de 30 anos. A proposta mira o Programa de Exploração Rodoviária (PER), documento com a programação do que deve ser feito durante o prazo de concessão.

O objetivo da ANTT, com a resolução, é estabelecer referência nacional para temas técnicos e operacionais de futuras concessões federais, atacando um problema identificado pela própria agência: ausência de uniformidade nas regras contratuais e nos parâmetros de desempenho exigidos das concessionárias.

Até agora, cada programa definido em contrato com as concessionárias é feito de forma diferente, com a estruturação dos projetos realizada por diferentes órgãos federais, como a estatal do Ministério dos Transportes – Infra – e o BNDES. Cada um utiliza seus próprios modelos, critérios e níveis de exigência.

A resolução que será editada fixará normas para os futuros contratos de concessão. Não há definição de como sua aplicação se dará nos contratos que já estão em vigor, mas a tendência é de que a adesão seja opcional, desde que haja interesse das concessionárias e viabilidade técnica por parte da agência.

A intenção, segundo a agência, é “promover a uniformização técnica e regulatória dos contratos de concessão rodoviária, com foco na simplificação, padronização e maior transparência dos documentos contratuais, em especial do Programa de Exploração da Rodovia (PER)”.

Preços da indústria caem 1,25% em junho, marcando quinta queda consecutiva

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Foto: Reprodução

Os preços da indústria nacional recuaram 1,25% em junho na comparação com maio, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (7) pelo IBGE. Essa foi a quinta queda consecutiva do Índice de Preços ao Produtos (IPP), que entrou em trajetória de baixa após registrar 12 altas seguidas entre fevereiro de 2024 e janeiro de 2025.

Apesar do recuo no mês, o índice ainda acumulou alta de 3,24% nos últimos 12 meses. No entanto, o resultado acumulado no ano ficou negativo em 3,11%, o segundo pior desempenho registrado desde o ínicio da série histórica, em 2014.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação acompanha quanto as indústrias cobram pelos seus produtos diretamente na “porta das fábricas”, sem considerar impostos e fretes, e abrange as principais categorias econômicas do setor.

Setores em destaque

Em junho de 2025, o movimento de queda atingiu 13 das 24 atividades industriais, em relação a maio, o que reforça a trajetória de recuo já registrada no índice geral. No mês anterior, 17 atividades haviam apresentado redução nos preços médios em relação a abril.

Os alimentos lideraram a queda em junho, com recuo de -3,43%, seguidos por refino de petróleo e biocombustíveis (-2,53%) e produtos de metal (-1,85%). Por outro lado, a indústria farmacêutica avançou 2,23%.

Alimentos

O setor de alimentos se destacou como o principal responsável pelo resultado agregado da indústria na comparação entre junho e maio. Essa atividade respondeu por -0,88 ponto percentual (p.p.) da variação negativa de -1,25% no índice geral. Além disso, outras atividades que também exerceram influência significativa foram:

  • refino de petróleo e biocombustíveis (-0,25 p.p.);
  • metalurgia (-0,07 p.p.);
  • e farmacêutica (0,06 p.p.).

Refino de petróleo e biocombustíveis

Entre maio e junho de 2025, o refino de petróleo e biocombustíveis registrou queda de 2,53% e exerceu a segunda maior influência negativa sobre o índice (-0,25 p.p.). Embora tenha sido o quarto recuo mensal consecutivo, a redução foi menos intensa do que a observada em maio (-2,77%). Como resultado, tanto o acumulado no ano (-5,43%) quanto o acumulado em 12 meses (-1,99%) permaneceram no campo negativo. Vale destacar que essa variação negativa em 12 meses não ocorria desde novembro de 2024 (-3,42%).

Metalurgia

A metalurgia, que recuou 1,07% no período, apresentou o sexto resultado negativo seguido e foi a terceira principal influência na queda geral da indústria (-0,07 p.p. em -1,25%). No acumulado do primeiro semestre de 2025, a atividade retraiu 9,52%, configurando a segunda maior variação negativa e a terceira principal influência no indicador semestral (-0,66 p.p. em -3,11%).

Bens de consumo

Sob a ótica das grandes categorias econômicas, os preços caíram 0,46% em bens de capital, 0,98% em bens intermediários e 1,78% em bens de consumo. Dentro deste último grupo, os bens de consumo duráveis recuaram 0,04%, enquanto os semiduráveis e não duráveis apresentaram queda mais expressiva, de 2,11%.

Consequentemente, os bens de consumo exerceram a maior influência no IPP de junho, com -0,68 p.p. De acordo com o gerente da pesquisa, os bens de consumo semiduráveis e não duráveis foram os que mais impactaram o resultado. Produtos como carnes, café, gasolina e álcool, que também influenciaram fortemente os setores de alimentos e de refino de petróleo, puxaram essa retração.

A próxima divulgação do IPP, referente a julho, será em 5 de setembro.

Petrobras prevê aproximação da autossuficiência em diesel até 2029

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Rio de Janeiro (RJ) 19/06/2024 – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia de posse da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, no Cenpes.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou em entrevista à CNN, nesta quinta-feira (7), que o Brasil está no caminho para reduzir significativamente sua dependência das importações de óleo diesel, aproximando-se da autossuficiência até 2029.

Atualmente, a estatal atende entre 75% e 80% da demanda interna com produção nacional, com o restante sendo suprido por importações, sobretudo da Rússia, que responde por 61% das compras externas brasileiras desse combustível.

Investimentos para ampliar a capacidade de refino

A empresa projeta investimentos que poderão ampliar sua capacidade de refino em cerca de 200 mil barris por dia até 2029. Entre os principais empreendimentos estão:

  • Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima (Ipojuca, PE): Com capacidade prevista de 88 mil barris por dia, esse projeto é visto como fundamental para aumentar a produção de derivados no Nordeste, reduzindo gargalos logísticos e fortalecendo a indústria local.

  • Complexo de Energias Boaventura (Itaboraí, RJ): Com capacidade projetada em 76 mil barris por dia, esse complexo é considerado estratégico para diversificar a matriz energética e integrar inovações tecnológicas ao processo de refino.

Além dos investimentos em infraestrutura, a Petrobras vem ampliando o uso de fontes renováveis no seu portfólio de combustíveis. A expectativa da estatal é de que 100% da sua produção resulte em diesel S10, que performa melhor, polui menos e tem menor teor de enxofre do que o S500.

Crescimento da demanda

Magda Chambriard ressaltou que, apesar dos esforços para ampliar a produção, a demanda interna por diesel tende a crescer nos próximos anos, acompanhando a recuperação econômica e a expansão do transporte rodoviário e industrial. Por isso, a expectativa é de que o país “se aproxime” da autossuficiência, mas sem garantir equilíbrio absoluto entre oferta e consumo até 2029.

A medida é vista como estratégica também do ponto de vista da soberania nacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem ameaçando tarifar países que compram petróleo e derivados da Rússia, como é o caso do Brasil.

Paulistanos aprovam Tarcísio e Ricardo Nunes, mas desaprovam Lula, aponta o instituto Paraná

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Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes, São Paulo, SP
Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
O instituto Paraná divulgou hoje (7) uma pesquisa de avaliação dos governos Lula (PT), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ricardo Nunes (MDB) na cidade de São Paulo (SP). A margem de erro da pesquisa é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos.
Segundo o levantamento, o presidente Lula (PT) é avaliado negativamente (ruim/péssimo) por 44,6% dos paulistanos. A avaliação positiva (ótimo/bom), por outro lado, registra 28%. O índice regular é de 25,8%. De acordo com o instituto Paraná, a desaprovação é de 55,1%. A aprovação contabiliza 41,9%.
O governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é avaliado positivamente (ótimo/bom) por 45% dos entrevistados. A avaliação negativa (ruim/péssimo) é 23%. O índice regular registra 29,1%. A aprovação de Tarcísio é de 62,4%. Já a desaprovação, 32,3%.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) é avaliado positivamente (ótimo/bom) por 46,9%. Por outro lado, a avaliação negativa (ruim/péssimo) atinge 24,5%. O índice regular registra 27%. A aprovação é de 62,2% e a desaprovação, 34,3%.
Conforme podemos observar, Tarcísio e Nunes são bem avaliados pelos paulistanos, enquanto em relação a Lula prevalece a desaprovação. Tais números sugerem que Lula poderá ter dificuldades em 2026 na capital paulista. Vale recordar que, no pleito de 2022, Lula derrotou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em SP, resultado que teve grande peso naquela vitória.
Interessante observar que Tarcísio de Freitas ganhou capital político em SP, já que na eleição de 2022 ele havia sido derrotado na capital paulista pelo hoje ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).

Pix é estratégico e deve continuar sob gestão pública, diz Galípolo

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Brasília (DF) 26/06/2025 O presidente do BC, Gabriel Galípolo, durante coletiva para comentar o Relatório de Política Monetária do 2ª trimestre pix
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, reafirmou nesta quarta-feira (6) que o Pix tem importância estratégica para o Brasil, destacando que o sistema deve permanecer sob gestão pública para garantir segurança, evitar conflitos de interesse e preservar sua função social.

Durante evento do setor de criptoativos, realizado no Rio de Janeiro, Galípolo lamentou que o Pix tenha virado alvo de fake news e falsas narrativas que buscam prejudicar essa infraestrutura digital fundamental para o país.

Segundo o presidente do BC, manter o Pix como um sistema público, desenvolvido e administrado pelo Banco Central, é crucial para evitar conflitos que poderiam surgir se empresas privadas assumissem a gestão, como decisões parciais para inclusão ou exclusão de participantes.

“É muito importante que o Pix permaneça e vai permanecer como uma infraestrutura pública digital que foi desenvolvida pelo Banco Central. Se a gente tivesse qualquer tipo de incumbente sendo gestor do Pix, vocês imaginam os conflitos de interesse que a gente poderia ter a cada decisão de se incluir ou retirar um novo participante do sistema?”, afirmou.

Atualmente, o Pix conta com 858 milhões de chaves cadastradas e realiza uma média diária de 250 milhões de transações, desempenhando papel na inclusão financeira ao ampliar o acesso da população aos serviços bancários.

Falsa concorrência com cartões

Galípolo destacou que o Pix não concorre com os cartões de crédito e débito, contrariando narrativas que apontam “canibalização” entre esses meios.

“Os cartões de débito, pré-pago e, em especial, os de crédito, apresentam uma taxa de crescimento maior do que antes do advento do Pix. O que elimina qualquer ideia de rivalidade ou de que um estaria canibalizando o outro, a partir de alguma lógica que possa tentar ser apresentada”, destaca.

Ele ressaltou que as transações com cartões cresceram até mais rápido desde o lançamento do Pix em 2020. Por exemplo, as transações com cartões de crédito aumentaram 20,9% entre 2020 e 2024, contra uma taxa média anual de 13,1% na década anterior.

EUA alegam barreiras comerciais relacionadas ao Pix

O Pix está incluído desde julho na investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, que solicita esclarecimentos ao Brasil sobre possíveis barreiras e práticas discriminatórias ligadas ao comércio digital e tarifas preferenciais associadas ao sistema.

O órgão norte-americano avalia se essas práticas afetam a competitividade de empresas e instituições financeiras dos EUA no mercado brasileiro. A medida é vista como meio de chantagem e ataque à soberania nacional por autoridades brasileiras.