Suposto acordo gera guerra de versões; Ambiente de conflito na Câmara continua
Análise: Tarifaço vira combustível para disputa eleitoral
Além das claras consequências econômicas e comerciais, o tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos importados do Brasil dá sinais de que este será um tema de grande importância na disputa eleitoral de 2026. Já o real impacto sobre a opinião pública dependerá de diversos fatores. Embora a lista final apresentada pelo governo americano tenha preservado uma fatia relevante das exportações, com 694 produtos nas exceções, o efeito político dessa conquista dependerá dos impactos econômicos de longo prazo, sobretudo o que se refere ao emprego e à inflação, além da forma como a narrativa será construída e absorvida pelo eleitorado nos próximos meses.
Nessa disputa, a falta de unidade no discurso joga contra o governo brasileiro. De um lado, o presidente Lula (PT) explora a retórica da soberania e do enfrentamento direto a Donald Trump. De outro, a equipe econômica – com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) e o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB) – tenta preservar canais de negociação e conter danos econômicos. Essa ambiguidade pode enfraquecer a tentativa de capitalizar a vitória parcial representada pelas exceções, que correspondem a cerca de 43% do valor exportado aos EUA em 2024, segundo estimativas da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham).
É perceptível o impacto do tema na opinião pública. Pesquisas divulgadas na semana passada, mas com dados coletados em grande parte na semana anterior, apontam melhoria na popularidade do governo centrada na ideia de reação a um inimigo externo e no desgaste do bolsonarismo. Dados de pesquisas com frequência diária, às quais a Arko teve acesso, confirmam essa primeira tendência, mas mostram certa instabilidade nos dados, com reversão de tendências, provavelmente por conta da percepção de insucesso brasileiro nas negociações que tomava conta da mídia. Ou seja, o tema é sensível, volátil e tem seus efeitos na opinião pública dependentes das estratégias de comunicação do governo e da oposição.
A estratégia comunicacional deve importar mais ao eleitorado de centro, menos ideologizado e mais suscetível a resultados concretos. Entre eleitores cativos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), há o discurso irreversível de que as tarifas resultam da falta de abertura do governo Lula para com os Estados Unidos. Já no núcleo lulista, o tarifaço é atribuído à sabotagem de Bolsonaro e de seus aliados, em especial do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que tem atuado nos Estados Unidos a favor das tarifas. Assim, o tarifaço se torna combustível na disputa pelo menor índice de rejeição, o que, em 2022, foi o fator definidor das eleições presidenciais naquele ano.
Lula propõe resposta conjunta do BRICS à tarifaço
Em resposta ao início da vigência das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o presidente Lula (PT) declarou, em entrevista à Reuters, que buscará um alinhamento com líderes do BRICS para discutir uma resposta coletiva ao que classificou como uma medida unilateral de Donald Trump, cujo objetivo, em sua visão, seria enfraquecer o multilateralismo e impor pressões políticas sobre países emergentes.
“Vou tentar discutir com eles sobre como cada um está nesta situação, quais são as implicações para cada país, para que possamos tomar uma decisão”, afirmou.
Segundo o presidente, a prioridade é dialogar com primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, que também foi alvo de uma tarifa extra de 25% anunciada por Trump pelo fato de importar petróleo russo, o que elevou o total de tarifas à Índia para 50%. Depois, conversará com o presidente da China, Xi Jinping, a fim de entender os impactos e coordenar uma reação do bloco diante da escalada protecionista dos EUA. Além de Brasil, Índia e China, outros membros do BRICS também estariam sendo prejudicados pelas sanções de Washington. A África do Sul, no momento, está com tarifas de 30%.
“Ele [Trump] quer desmontar o multilateralismo, onde os acordos são feitos coletivamente dentro das instituições, e substituir pelo unilateralismo, no qual ele negocia individualmente com outros países”, disse Lula.
Brasil não pretende adotar reciprocidade
Lula destacou que, diferentemente de Trump, não pretende adotar tarifas recíprocas contra produtos norte-americanos, pois “não quer brigar” e quer mostrar que o Brasil aposta no diálogo e no multilateralismo.
“Não vou fazer porque não quero ter o mesmo comportamento do presidente Trump. Porque quando um não quer, dois não brigam. E eu não quero brigar com os Estados Unidos”, declarou.
O presidente afirmou que só ligará para Donald Trump se houver abertura real para negociação: “No dia em que minha intuição disser que ele quer conversar, vou ligar, mas não vou me humilhar”. Ele também comentou que a atual é a pior crise das relações Brasil-EUA em 200 anos, agravada por uma “atitude autoritária” dos norte-americanos ao comunicarem a taxação sem qualquer abertura para diálogo ou negociação.
“Nós acreditamos que um país que tem 201 anos de relação diplomática muito civilizada não vai jogar isso fora por causa, muitas vezes, de uma atitude destemperada de um presidente”, disse.
O Brasil, de acordo com Lula, está focado em ajudar empresas a buscar novos mercados e alternativas para manter o nível de emprego, ao mesmo tempo em que o governo já acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre o tarifaço, apesar de reconhecer que a chance de sucesso do contencioso seja baixa.
Questão de Jair Bolsonaro
Lula também reforçou que parte da responsabilidade pela retaliação dos EUA reside na “atuação da família Bolsonaro”, especialmente do ex-presidente e de Eduardo Bolsonaro, que, segundo ele, teriam incitado Trump a adotar sanções políticas e econômicas contra o Brasil. Lula chamou tal conduta de “traição à pátria”, e afirmou que Jair Bolsonaro e seu filho deveriam responder por novos processos judiciais, já que teriam influenciado Trump a aplicar sanções por motivações políticas e pessoais.
“Ele [Trump] que cuide dos Estados Unidos. Do Brasil, cuidamos nós. Só tem um dono nesse país. E só um dono: o mandato do presidente da República é do povo. O povo que elegeu, o povo que pode tirar”, declarou.
Por fim, Lula destacou que o Supremo Tribunal Federal age de forma soberana e independente, sem qualquer interferência estrangeira, e avaliou que Trump tenta, com as tarifas, interferir “inadmissivelmente” na soberania nacional. O presidente destacou que não tem “nada contra” o colega estadunidense, e que pode se encontrar com o mesmo na Assembleia Geral da ONU, em setembro.
Lucro líquido da Eletrobras cresce 43% no 2° trimestre de 2025
A Eletrobras divulgou nessa quarta-feira (6) que aumentou seu lucro líquido ajustado para R$ 1,469 bilhão no segundo trimestre de 2025. O resultado apresenta um crescimento de 43% em relação ao mesmo período de 2024, quando o lucro foi de R$ 1,025 bilhão.
Empresa aprova R$ 4 bilhões em dividendos extras
Com o resultado, a Eletrobras aprovou o pagamento de R$ 4 bilhões em dividendos extras, que serão creditados aos mais de 240 mil acionistas no dia 28. No início do ano, a companhia já havia distribuído R$ 4,1 bilhões referentes ao desempenho de 2024, o terceiro maior pagamento da história da empresa.
Segundo o presidente da Eletrobras, Ivan Monteiro, o resultado reflete o foco contínuo da companhia “em eficiência e disciplina de capital, e nossos resultados na comercialização de energia foram positivos”.
Prioridade em investimentos para expansão
Monteiro afirmou que a empresa prioriza a previsibilidade e o crescimento dos investimentos, com o objetivo de garantir a resiliência dos ativos e avançar na expansão inorgânica por meio dos leilões de transmissão.
“Estamos reforçando as bases para tornar a Eletrobras mais competitiva, apostando na inovação e na qualidade dos serviços”, afirmou.


Após ocupação, Hugo Motta retoma sessão da Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), abriu a sessão plenária na noite desta quarta-feira (6), por volta das 22h30, após um período de forte obstrução e ocupação física do plenário por parlamentares bolsonaristas, em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Motta criticou duramente a ação dos colegas, destacando que manifestações políticas têm de respeitar as regras do Regimento Interno e da Constituição.
“Não vamos permitir que atos como esse possam ser maiores que o Plenário e do que a vontade dessa Casa”, afirmou.
Anistia e impeachment
Os protestos da parcela bolsonarista, deflagrados desde terça-feira, buscavam pressionar a presidência da Casa para pautar a anistia geral e irrestrita aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, além do impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes. O grupo, formado por parlamentares do PL e Novo, só permitiu a entrada de Motta na Mesa Diretora após negociações.
“Nesta casa mora a solução das construções para o nosso país, que tem que estar sempre em primeiro lugar, e não deixarmos que projetos individuais, pessoais ou até eleitorais possam estar à frente daquilo que é maior que todos nós, que é nosso povo que tanto precisa das nossas decisões”, disse Hugo Motta.
Ao reassumir sua cadeira, Motta destacou que interesses pessoais e eleitorais não podem se sobrepor ao funcionamento da Câmara e à prioridade do interesse nacional. O presidente também pediu respeito entre as partes, e garantiu que exercerá suas funções com firmeza e diálogo.
“O que aconteceu entre o dia de ontem e hoje com a obstrução dos trabalhos não faz bem a esta casa”, ressaltou.
Conselho de Ética pode ser acionado
A Secretaria-Geral da Mesa divulgou nota lembrando que condutas destinadas a impedir ou dificultar a atividade legislativa podem resultar em suspensão cautelar do mandato parlamentar por até seis meses, por quebra de decoro. A representação pode ser enviada ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, seguindo o Regimento Interno da Câmara.
Presença de criança leva caso ao Conselho Tutelar
Durante a ocupação, um episódio chamou atenção: a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) esteve no plenário acompanhada de sua filha, um bebê de colo. O presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Reimont (PT-RJ), levou o caso ao Conselho Tutelar, citando suposto risco à segurança da criança em um ambiente “de instabilidade, risco físico e tensão institucional”. Zanatta respondeu: “Fui chamada pelos colegas e tive que vir com a minha bebê. Será que vão tirar a gente à força?”
Senado adota sessão remota para driblar bloqueio
Enquanto isso, no Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) determinou que as sessões deliberativas sejam realizadas remotamente a partir desta quinta-feira (7), para garantir o funcionamento da Casa diante da obstrução física promovida por senadores apoiadores de Bolsonaro no plenário.
Ministério discute política nacional para setor da borracha
O ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA), Carlos Fávaro (PSD), reuniu-se nesta terça-feira (5) com representantes da cadeia produtiva da borracha natural para discutir a construção do decreto que instituirá a Política Nacional da Borracha Natural. O novo marco regulatório, aguardado há mais de duas décadas, busca garantir maior equilíbrio à produção nacional e isonomia tarifária para os produtos fabricados no país.
Segundo Fávaro, o diálogo com o setor é essencial para assegurar uma política de preços mínimos mais justa e estável.
“Proteger essa cadeia produtiva é essencial para assegurar empregos, segurança no fornecimento, sustentabilidade e desenvolvimento tecnológico”, afirmou.
Texto do decreto está em fase final de tramitação
A proposta da política pública será elaborada de forma interministerial, com participação dos Ministérios da Agricultura e Pecuária; Fazenda; Meio Ambiente e Mudança do Clima; Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. O texto já foi aprovado pelo MAPA e aguarda a validação final dos demais ministérios. A previsão é que o decreto seja publicado até o fim de agosto.
O setor da borracha comemora a iniciativa como um marco histórico. Após mais de uma década de articulação junto ao Governo Federal, a proposta foi oficialmente apresentada pelo secretário de Política Agrícola do MAPA, Guilherme Campos Júnior, durante a Expo Coopercitrus 2025, em Bebedouro (SP).
Diretrizes incluem estímulo à produção e combate à concorrência desleal
A nova política estabelece diretrizes voltadas ao crescimento sustentável da heveicultura brasileira. Entre os principais pontos estão a estruturação de uma política de preços mínimos mais previsível, estímulo à inovação tecnológica, valorização dos produtores e expansão da cultura da seringueira.
Outro foco é a proteção contra práticas desleais de comércio internacional, com destaque para as importações de látex asiático com preços artificialmente baixos, que afetam a competitividade do setor nacional.
Produtores pedem fortalecimento da cadeia
Durante a reunião com o ministro, representantes da Associação Brasileira de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Abrabor), da Cooperativa dos Heveicultores de Guaraçaí e Região e produtores independentes apresentaram demandas e sugestões sobre os desafios enfrentados.
“O Brasil não produz nem metade da borracha natural que consome, mas tem potencial produtivo expressivo. Esta política é um passo concreto para mudar esse cenário”, afirmou Fábio Tonus, diretor executivo da Apabor (Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores da Borracha).
São Paulo lidera atualmente a produção nacional. A expectativa do setor é que o novo marco amplie a previsibilidade ao produtor e fortaleça a competitividade frente ao mercado internacional.
Com pressão para desembarque do governo, Federação União-Progressista será oficializada em 15 dias
Pouco antes de terem a federação partidária votada em suas convenções nacionais, os partidos União Brasil (União) e Progressistas (PP) discutem nos bastidores como se posicionar em relação ao governo. A votação para referendar a união está marcada para 19 de agosto. Nas bancadas, há quem defenda o desembarque após essa data, ou até antes.
Ainda não está certo se esses partidos devem se declarar de oposição ou se passarão a adotar uma posição de independência, que também permitiria votação mais livre, sem preocupação de desagradar o Planalto.
Parlamentares ouvidos pela Arko Advice contam que os presidentes das duas siglas têm cada vez mais fortalecido sua posição em prol de um rompimento formal, com entrega de cargos e ministérios. Haveria a possibilidade, inclusive, de expulsão dos membros que resistirem. “Claro que ministros podem querer manter o cargo, mas podem precisar deixar o partido para isso”, disse um parlamentar próximo à cúpula da federação.
Histórico de desgaste
Um rompimento não seria surpresa, visto que já houve uma elevação de tom do grupo em relação ao governo. Na última segunda-feira (4), os presidentes do União, Antônio Rueda, e do Progressistas, Ciro Nogueira, publicaram uma carta criticando Lula (PT) pelo tom que o presidente tem adotado em relação aos Estados Unidos.
Participação no governo
O União tem participação na Esplanada com o ministro do Turismo, Celso Sabino, mas também foi responsável pela indicação dos ministros Frederico Siqueira (Comunicações) e Waldez Góes (Integração Nacional). Esses dois, porém, são vistos como indicados pessoais do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e não da bancada como um todo. Já o Progressistas indicou o ministro do Esporte, André Fufuca.
Além disso, os partidos possuem uma quantidade relevante de cargos de segundo escalão, em estatais e autarquias.
STF valida federações partidárias e define prazo para registro do estatuto junto ao TSE
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) validou, nesta quarta-feira (6), o instrumento das federações partidárias. Uma ação impetrada pelo PTB questionava a constitucionalidade da norma, que foi, então, reconhecida pelo Supremo. Os ministros, entretanto, fixaram um prazo de até seis meses antes das eleições para que o estatuto da federação seja registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo é o mesmo dado para o registro dos estatutos de partidos políticos.
O plenário tomou a decisão por maioria, sendo voto vencido apenas o ministro Dias Toffoli.
Superávit da balança comercial é de US$ 7 bilhões em julho
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,07 bilhões em julho de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta quarta-feira (6). O saldo positivo representa crescimento de 8,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. As exportações somaram US$ 32,31 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 25,23 bilhões.
No acumulado do ano, o comércio exterior brasileiro movimentou US$ 359,04 bilhões, com saldo comercial de US$ 36,98 bilhões — 24,7% a menos que no mesmo período de 2024 (US$ 49,1 bilhões).
O mês também foi marcado por queda de 6,3% no saldo comercial em relação a julho de 2024, atingindo o menor superávit para meses de julho desde 2022.
Principais destaques das exportações:
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Agricultura: US$ 5,02 bilhões
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Indústria extrativa: US$ 4,03 bilhões
Exportação e importação por região em julho:
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Exportações para a Ásia: US$ 13,87 bilhões; América do Norte: US$ 5,13 bilhões; América do Sul: US$ 4,17 bilhões
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Importações da Ásia: US$ 9,20 bilhões; América do Norte: US$ 5,20 bilhões; América do Sul: US$ 2,39 bilhões
Déficit com os Estados Unidos aumenta antes e após tarifaço
Julho trouxe também a ampliação do déficit comercial brasileiro com os Estados Unidos, que chegou a US$ 559 milhões no mês, acumulando US$ 2,23 bilhões negativos até julho — um aumento de 600% frente ao mesmo período em 2024. As exportações para os EUA somaram US$ 3,71 bilhões e as importações, US$ 4,26 bilhões. O Brasil não registra superávit nas trocas com os americanos desde dezembro do ano passado.
A escalada do déficit ocorre em um contexto de crescente tensão comercial. As tarifas de 50% impostas por Donald Trump a cerca de 36% das exportações brasileiras aos EUA entraram em vigor nesta quarta-feira, afetando setores importantes como café e carne. A proximidade da entrada em vigor das taxas levou empresas a anteciparem embarques em julho, mas o impacto negativo já começa a ser percebido no saldo mensal.
Reação brasileira
O governo brasileiro anunciou que prepara medidas de proteção para os setores mais afetados pelo tarifaço, como linhas de crédito e ações emergenciais. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que as medidas já foram encaminhadas e devem ser anunciadas em breve.
Além disso, o Brasil acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) para questionar a legalidade das tarifas impostas pelos EUA, mas reconhece que o trâmite é longo e incerto. As entidades setoriais seguem calculando prejuízos e demandando apoio oficial para enfrentar o cenário adverso.
Casa Civil cria grupo para aprimorar gestão e controle de obras federais
A Casa Civil instituiu, por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (6), um Grupo de Trabalho (GT) responsável pela elaboração do Plano Central de Gestão de Obras do Governo Federal. De acordo com o governo, a medida visa aprimorar o controle, o monitoramento e a execução de obras financiadas com recursos do orçamento da União.
O GT será coordenado pela Casa Civil e terá integrantes de onze ministérios, entre eles Saúde, Educação, Transportes e Planejamento. Suas atribuições incluem:
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Levantamento e diagnóstico detalhado de todas as obras em andamento viabilizadas pelo orçamento federal;
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Definição de critérios e indicadores para aprimorar a gestão, priorização, fiscalização e transparência dos investimentos;
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Formulação de propostas para evitar a interrupção de projetos estratégicos, garantir sua retomada ou, em caso extremo, sugerir a suspensão definitiva de obras consideradas inviáveis.
A proposta final deverá ser apresentada em até 90 dias após a primeira reunião, podendo haver prorrogação única por mais três meses. As reuniões ocorrerão mensalmente e poderão contar com especialistas e representantes da sociedade civil, sem direito a voto. A participação no grupo será considerada serviço público relevante, sem remuneração.
A Secretaria Especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) será responsável pela Secretaria-Executiva do grupo de trabalho.










