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Câmara aprova urgência de projeto que isenta IR até R$ 5 mil

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16/07/2025 - Comissão Especial PL 1087/25 - Redução do Imposto Renda Discussão e votação do parecer do relator. Dep. Arthur Lira (PP - AL) e Dep. Rubens Pereira Júnior (PT - MA)
Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (21), por unanimidade, a urgência para análise do PL 1.087/2025, que isenta do Imposto de Renda pessoas com renda de até R$ 5 mil por mês. O texto também prevê redução parcial do imposto para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais.

De autoria do governo Lula (PT) e relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), o projeto tem potencial de aumentar de 10 para 20 milhões o número de brasileiros isentos do IR, segundo cálculos do Dieese. Outros 16 milhões de contribuintes na faixa até R$ 7,3 mil devem ser beneficiados pela redução parcial.

Justiça fiscal

Parlamentares de diferentes partidos elogiaram a votação. O líder do MDB, Isnaldo Bulhões Jr., classificou como “correção histórica” da tabela, que não era ajustada pela inflação há anos.

“É uma correção histórica. A tabela do Imposto de Renda vem há anos sem ser corrigida nem pela inflação. Agora, o presidente Lula, por intermédio desse projeto de lei, cumpre um compromisso de campanha e corrige as injustiças feitas pelo governo anterior”, defendeu.

Na tribuna, a deputada Jack Rocha (PT-ES) defendeu a medida como vitória dos trabalhadores:

“O verdadeiro investimento no Brasil é aprovar a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil”.

Até a oposição apoiou o texto — Cabo Gilberto Silva (PL-PB) declarou voto favorável em nome da bancada.

“Nós iremos votar favoráveis porque a gente não pode estar com um discurso e jogando para a plateia. Quando chega um projeto interessante para o povo brasileiro, nós votaremos sim”, disse o parlamentar.

Tributação sobre super-ricos

Para compensar a queda na arrecadação, o projeto cria uma alíquota extra progressiva de até 10%:

  • a partir de R$ 100 mil por mês (R$ 1,2 milhão ao ano), incide a cobrança adicional;

  • mantém também a tributação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior, com exceções para governos estrangeiros, fundos soberanos e fundos previdenciários.

Atualmente, dividendos pagos a acionistas são isentos desde a década de 1990.

Compensações a estados e municípios

O projeto prevê ainda mecanismos de compensação para estados, municípios e o Distrito Federal, caso haja perda de arrecadação de IR sobre servidores.

Cálculos do governo estimam que, entre 2026 e 2028, haverá superávit de R$ 12,27 bilhões, recursos que poderão ser usados para ressarcir eventuais perdas regionais.

Indiciamento de Jair e Eduardo Bolsonaro por coação, e busca e apreensão contra Malafaia, aumentam o desgaste do bolsonarismo

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Brasília (DF), 26/03/2025 - Ex-presidente Jair Bolsonaro durante declaração a imprensa após virar Réu no STF.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) indiciou ontem (20) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por coação na ação penal da tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Além deles, o pastor Silas Malafaia foi alvo de busca e apreensão e teve a detenção do passaporte. Malafaia também está proibido de manter contato com Jair Bolsonaro.

Durante a investigação, com a restauração de dados salvos em backup, a PF constatou intensa atividade de Jair Bolsonaro na produção e propagação de mensagens destinadas às redes sociais, contrariando à medida cautelar anteriormente imposta. A PF informou que foram extraídos do celular de Jair Bolsonaro áudios e conversas com Malafaia e Eduardo Bolsonaro que haviam sido apagados.

Nas mensagens, a PF encontrou mensagens de Jair Bolsonaro planejando um pedido de asilo político na Argentina, presidido por Javier Milei, aliado político de Bolsonaro.

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O indiciamento de Jair e Eduardo Bolsonaro por coação agrava a situação jurídica de ambos. No campo político, as rejeições de ambos seguirão elevadas. Além disso, o processo da cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro poderá avançar na Comissão de Ética da Câmara.

Silas Malafaia também fica com a situação jurídica agravada. Em um primeiro momento, Malafaia deverá utilizar sua capacidade de mobilização nas redes sociais junto ao público evangélico para reforçar a narrativa sobre perseguição à direita por parte do STF, tendo como alvo o ministro Alexandre de Moraes.

Na base social bolsonarista também deverá ser reforçada a narrativa da suposta “perseguição política” contra Jair Bolsonaro. Nos Estados Unidos, como tem indicado sua movimentação e a narrativa construída em lives, Eduardo Bolsonaro continuará insistindo em mais sanções contra o Brasil, principalmente contra ministros do STF.

O presidente Lula (PT) não deve melhorar sua popularidade com o episódio. No entanto, Lula poderá beneficiar-se do aumento do desgaste de Jair Bolsonaro, seu principal antagonista. Entre os partidos do centrão, tende a haver um maior distanciamento de Jair e Eduardo Bolsonaro. Além disso, as articulações dos governadores de direita que são pré-candidatos ao Palácio do Planalto tendem a crescer.

O indiciamento de Jair e Eduardo Bolsonaro também divide os holofotes do noticiário com a polêmica decisão tomada pelo ministro do STF, Flávio Dino, de que empresas podem ser punidas no Brasil caso apliquem sanções contra Moraes, consequência de sua inclusão na Lei Magnitsky. A decisão de Dino provocou o aumento da insegurança jurídica, gerando uma perda de R$ 41 bilhões nas ações dos bancos.

Deputados paulistas criticam expansão do pedágio automático “free flow”

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Foto: Reprodução

Durante a 106ª Sessão Ordinária da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), realizada nesta quarta-feira (20), parlamentares usaram a tribuna para manifestar preocupação com o avanço da instalação de pedágios e radares nas rodovias estaduais. O principal alvo das críticas foi o sistema de pedágio automático conhecido como free flow, que tem sido implementado pelo governo estadual.

O modelo, que dispensa a existência de praças físicas de pedágio, realiza a cobrança por meio de pórticos com sensores que identificam placas ou tags eletrônicas instaladas nos veículos. Embora prometa fluidez no trânsito e redução de congestionamentos, o sistema tem gerado forte resistência por parte de deputados estaduais e prefeitos do interior paulista, especialmente devido à quantidade de pórticos instalados em curtos trechos de rodovias.

Pedágio

A ampliação do free flow tem sido motivo de atrito. Segundo os parlamentares, o excesso de pontos de cobrança está onerando os motoristas e penalizando, principalmente, os moradores de cidades pequenas que dependem diariamente das rodovias para deslocamentos curtos.

Além da polêmica sobre os pedágios, a sessão também abordou temas como segurança nas estradas, fiscalização eletrônica e os impactos socioeconômicos da política de concessões viárias adotada pelo governo estadual.

O tema gerou críticas transversais, envolvendo deputados de diferentes partidos — União, PT, PSD, PL, PSOL, PSB e PP — que alertaram para a necessidade de revisar e debater publicamente o modelo e a expansão dos sistemas automáticos de cobrança e fiscalização.

São Paulo lança projeto com R$ 1,1 bi para agricultura sustentável

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Foto: Arquivo/Agência Brasi

O Governo do Estado de São Paulo aprovou o Projeto Agro Paulista Mais Verde, um dos maiores programas de fomento ao desenvolvimento rural sustentável no Brasil. Serão R$ 1,1 bilhão em investimentos — dos quais R$ 800 milhões financiados pelo Banco Mundial e R$ 300 milhões em contrapartida estadual. A iniciativa foi validada pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), ligada ao governo federal.

Coordenado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), o projeto terá duração de seis anos e deve beneficiar mais de 120 mil produtores rurais paulistas, com foco especial na agricultura familiar. Entre os principais objetivos está o aumento da renda dos agricultores por meio da melhoria na infraestrutura produtiva de agroindústrias, cooperativas e associações. O projeto também busca ampliar a adoção de tecnologias sustentáveis no campo, recuperar áreas degradadas, promover inclusão produtiva e fortalecer a economia local e regional.

Foco no produtor familiar

O programa traz metas com impacto direto na produtividade e na preservação ambiental. Entre os compromissos assumidos a partir do financiamento estão:

  • a recuperação de 1 milhão de hectares com sistemas produtivos sustentáveis;
  • capacitação de 15 mil produtores para uso de tecnologias que respeitem o meio ambiente;
  • apoio à gestão econômica e ambiental de 20 mil propriedades rurais;
  • investimentos em infraestrutura hídrica e saneamento rural em 500 propriedades;
  • fortalecimento de 420 cooperativas e associações de produtores;
  • inclusão produtiva de 5 mil mulheres e jovens no campo;
  • apoio a 80 projetos comunitários voltados a povos tradicionais;
  • capacitação de 400 extensionistas rurais;
  • elaboração de 200 planos de negócios coletivos e 200 individuais;
  • criação de 300 redes de comunidades solidárias em diversas regiões do estado;
  • e ampliação da conectividade e da geolocalização no campo.

Segundo a Secretaria de Agricultura, o projeto reforça o compromisso do estado com a produção sustentável, a segurança alimentar e a redução das desigualdades no campo. A expectativa é que a iniciativa não apenas eleve a renda e melhore as condições de vida no meio rural, mas também sirva de modelo para outras regiões do país. O Microbacias III é considerado uma evolução dos programas anteriores voltados ao desenvolvimento rural em São Paulo, agora com ênfase mais forte em tecnologia, inclusão social e preservação ambiental.

Competição leva a desconto de 19,7% no pedágio em leilão das BRs-060 e 364/GO-MT

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Foto: DNIT

O consórcio Rota Agro Brasil, da Azevedo e Travassos, em disputa concorrida, venceu o leilão de concessão rodoviária dos trechos das BRs-060 e 364 (denominada Rota Agro), entre Goiás e Mato Grosso, com oferta de 19,7% de desconto sobre a tarifa básica de pedágio fixada no edital.  

A licitação foi realizada na quinta-feira, na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). O grupo vencedor tem como sócios o Camaçari Fundo de Investimento em Participações; a Azevedo & Travassos Infraestrutura I Fundo de Investimento em Participações; a Sobrado Construção e a GAE Construção & Comércio. 

Os investimentos previstos no ativo são de R$ 4,4 bilhões nos 490 km entre Rondonópolis (MT) e Rio Verde (GO). Também estão previstos custos operacionais de R$ 2,8 bilhões ao longo do contrato de 30 anos. 

Houve disputa por viva-voz, que teve 22 lances, contra a Way Concessões, que ofereceu desconto de 16,10%. Além desses dois grupos, outros três concorrentes participaram da licitação de quinta-feira:  Consórcio Rota do Cerrado, formado pela XP e por construtoras, deu lance de 10,55% de desconto sobre o pedágio; a EPR fez oferta de 10,8% de deságio; e a VF Gomes que não fez oferta.  

A participação de cinco grupos no leilão fez o deságio chegar a 19,7%, segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, o maior desde 2023. O futuro concessionário terá que implantar 46 km de duplicação; 150 km de faixas adicionais; 11 travessias para animais silvestres; quatro passarelas para pedestres e duas paradas para descanso de transportadores de carga. 

O grupo da Azevedo e Travasso havia conquistado, em dezembro do ano passado, a concessão da Rota Verde, em Goiás, que é uma continuação da Rota Agro. Esse corredor, arrematado em 2024 inclui dois trechos: um deles entre Rio Verde e a capital Goiânia (BR-060) e outro também entre Rio Verde e Itumbiara (BR-452/GO). 

Senado cria Frente Parlamentar em Defesa das Terras Raras Brasileiras

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Senador Nelsinho Trad preside sabatina CRE 22-04-25
Foto: Sheyla Leal

O Senado Federal aprovou nessa quarta-feira (20) a criação da Frente Parlamentar em Defesa das Terras Raras Brasileiras. A iniciativa, proposta pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), foi formalizada por meio do Projeto de Resolução do Senado (PRS 31/2025), aprovado pelo Plenário após parecer favorável da Comissão de Relações Exteriores (CRE), presidida pelo próprio parlamentar.

Com caráter suprapartidário, a frente parlamentar terá como missão promover o debate estratégico sobre a exploração sustentável de terras raras no Brasil. Entre os objetivos estão o fortalecimento da soberania nacional sobre recursos minerais críticos, o estímulo à agregação de valor no país, da extração à industrialização,  e a formulação de um marco regulatório para o setor. A proposta também prevê a criação de um Plano Nacional de Terras Raras e diretrizes voltadas à segurança jurídica e à governança da cadeia produtiva.

As terras raras são insumos essenciais para tecnologias de ponta, como ímãs permanentes, baterias recarregáveis, turbinas eólicas, painéis solares, semicondutores e equipamentos médicos. Segundo o senador Nelsinho Trad, o Brasil possui depósitos significativos desses minerais, mas ainda ocupa uma posição secundária na cadeia global de produção e refino. “Queremos mudar esse cenário conectando o potencial geológico do país com riqueza, inovação e desenvolvimento sustentável”, afirmou o parlamentar.

Estratégia nacional

A criação da frente insere-se em uma estratégia mais ampla de fortalecimento da cadeia nacional de minerais estratégicos, com foco na agregação de valor, sustentabilidade e segurança jurídica. O objetivo é reduzir vulnerabilidades em cadeias críticas e atrair investimentos para o refino e a industrialização dentro do território brasileiro.

Governo anuncia compra pública de perecíveis que iriam aos Estados Unidos

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São Paulo (SP), 19/06/2023 - Refeição escolar oferecida aos alunos da EMEF Espaço de Bitita, no Canindé. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil comida, alimento, escolar, criança, merenda, escola
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira (PT), afirmou na noite de quarta-feira (20), em entrevista à Voz do Brasil, que o governo federal passará a comprar produtos perecíveis — como frutas, peixes, carnes, mel e açaí — para merenda escolar, hospitais, Forças Armadas, restaurantes universitários e programas contra insegurança alimentar.

Segundo Teixeira, a medida será incorporada em editais de compras públicas, a fim de garantir escoamento da produção e evitar desperdícios, em meio ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos.

“O governo vai incluir em todos os seus editais a aquisição para que não haja perda de alimentos”, destacou.

Proteção à cadeia produtiva

O ministro explicou que, em setores cuja produção pode ser estocada — como castanha e carne congelada —, os exportadores têm maior flexibilidade para redirecionar a comercialização. Mas, no caso de alimentos perecíveis, a estratégia será absorver a produção internamente.

“O governo vai estimular que estados e municípios possam adquirir esses produtos pelos programas públicos da alimentação escolar”, afirmou Teixeira, defendendo que a medida também melhoraria a qualidade da merenda e garantiria renda a agricultores familiares.

Preços e exportações

Teixeira frisou que o governo pagará o valor praticado no mercado interno, abaixo do patamar do dólar usado no comércio exterior. Ele reconheceu que produtores de commodities valorizadas, como café, mantêm espaço no mercado externo, mas defendeu que itens de maior fragilidade logística precisem ter espaço garantido nos programas nacionais.

Análise: Agenda econômica avança pouco e deve mudar a rota

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

Em fevereiro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), entregou aos então recém-eleitos presidentes da Câmara e do Senado uma lista de prioridades econômicas do governo para o biênio 2025-2026. A relação continha 25 itens, entre os quais 11 eram projetos de lei e o restante consistia em medidas administrativas. Até agora, o assunto pouco progrediu no Congresso. Das 11 propostas legislativas, apenas duas tiveram movimentação em 2025, ambas na Câmara.

O PL nº 1.087/25, que concede isenção de Imposto de Renda a quem ganha até R$ 5 mil mensais, obteve aprovação parcial na Câmara. A matéria, relatada pelo ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), foi aprovada por Comissão Especial na véspera do recesso parlamentar. Segundo o atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em breve o texto deverá ser votado no plenário.

Outro projeto que avançou foi o PL nº 7.063/17, que moderniza a legislação sobre concessões e parcerias público-privadas, aprovado pela Câmara após ficar mais de cinco anos parado. No entanto, desde que chegou ao Senado, no fim de maio, não iniciou tramitação.

Há outros cinco projetos da lista que já passaram por uma das Casas e aguardam a análise da outra. Já foram aprovados na Câmara e esperam por revisão no Senado: PLP nº 108/24 (Comitê Gestor do IBS); PL nº 2.721/21 (regulamentação dos supersalários); PL nº 3/24 (reforma da Lei de Falências); e PL nº 2.926/23 (Sistema de Pagamentos Brasileiro). Já o PL nº 2.338/23, que cria o marco legal da Inteligência Artificial, teve origem no Senado e está sob exame dos deputados.

Os demais projetos se encontram na Câmara sem avanço. O PL nº 4.920/24, sobre aposentadoria dos militares, está parado. O projeto do devedor contumaz (PL nº 15/24) aguarda análise em comissão, mas sem perspectiva de andamento no curto prazo. Estão à espera de inclusão na pauta do plenário o PLP nº 281/19, sobre resolução bancária, e o PL nº 2.925/23, que visa proteger os acionistas minoritários contra prejuízos causados por controladores de companhias abertas.

Embora mais da metade das propostas legislativas da lista de Haddad já tenha superado uma das etapas do trâmite bicameral, a tendência é de pouco progresso neste segundo semestre. Com um cenário político conturbado devido ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos e ao acirramento dos embates com a oposição, o governo deverá rever suas prioridades.

O foco do Planalto deverá se concentrar na aprovação da medida provisória de enfrentamento aos efeitos da guerra comercial com os Estados Unidos, no PL da isenção de IR até R$ 5 mil mensais e nas MPs de regras tributárias, da redução de tarifas de energia elétrica e do novo programa de gás de cozinha.

Câmara aprova projeto que cria “ECA Digital” e demanda que plataformas digitais monitorem acesso de crianças a conteúdos nocivos

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Brasília (DF), 26/03/2025 - O ministério dos Direitos Humanos e Instituto Maurício de Souza lançam gibi da Turma da Mônica sobre intergeracionalidade em escola no Itapuã, região administrativa do Distrito Federal. criança, leitura, ECA
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (20), o projeto que cria o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital, chamado de “ECA Digital” (PL 2.628/22). A matéria determina que plataformas digitais devem prevenir e mitigar o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos que tratem de exploração sexual, violência física, pornografia, promoção de jogos de azar, de bebidas alcoólicas e de cigarros.

Agora, o texto retorna ao Senado Federal.

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Retirada de conteúdo

Segundo o projeto, caso sejam identificados os conteúdos citados acima, caberá às plataformas notificarem as autoridades nacionais e internacionais competentes.

Quando as plataformas forem notificadas pelos usuários sobre determinado conteúdo, estas deverão retirar o material e oficiar às autoridades competentes para instauração de investigação. Esta denúncia poderá ser feita apenas pela vítima, seus representantes, Ministério Público ou entidades representativas de defesa das crianças e adolescentes.

Órgão regulador

O texto anuncia uma autoridade reguladora autônoma, que será criada por Lei e será responsável pela proteção dos direitos da criança e dos adolescentes no ambiente digital. Este órgão poderá fiscalizar o cumprimento das cláusulas do projeto e editar normas complementares, desde que não resultem em mecanismos de vigilância massiva e genérica.

Penalidades

As multas e advertências serão aplicadas por essa autoridade administrativa, enquanto a suspensão temporária e a proibição de atividades serão aplicadas pelo Poder Judiciário.

O texto não impõe monitoramento prévio generalizado de conteúdos, no entanto, determina que as plataformas avaliem o conteúdo disponibilizado para menores de idade de acordo com a faixa etária.

Uso de dados

O texto proíbe a utilização de técnicas de perfilamento, uma espécie de análise do comportamento do usuário, para direcionamento de publicidade comercial voltada para crianças e adolescentes. Os dados obtidos nos processos de verificação de idade para permitir a criação de contas nas redes sociais devem ser de uso exclusivo desta etapa de confirmação.

Aviação brasileira atinge recorde com 11,6 milhões de passageiros em julho

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São Paulo (SP), 05/03/2025 - Movimentação de passageiros no Aeroporto de Congonhas, em Campo Belo, zona sul da capital. turismo, viagem, viagens
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O setor aéreo brasileiro atingiu um marco histórico em julho, com o maior número de passageiros transportados em um único mês desde o início da série histórica, iniciada em janeiro de 2000. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), foram movimentados 11,6 milhões de passageiros nos mercados doméstico e internacional somados.

O relatório aponta que tanto o transporte interno quanto o internacional bateram recordes. No segmento doméstico, 9 milhões de passageiros foram transportados, o que representa um aumento de 5,9% em relação a julho de 2024. Já no mercado internacional, o volume foi de 2,6 milhões de viajantes, crescimento de 13,6% na comparação anual.

A demanda doméstica por transporte aéreo, medida pela quantidade de passageiros pagantes multiplicada pela distância percorrida, cresceu 8,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. A oferta de assentos no mercado interno também apresentou alta, de 6,2%.

No mercado internacional, tanto a demanda quanto a oferta registraram aumento de 12,2%. Considerando os dois segmentos em conjunto, a demanda total cresceu 10,6%, enquanto a oferta aumentou 9,7% na comparação com julho de 2024.

Movimentação de cargas apresenta leve recuo

Apesar do desempenho expressivo no transporte de passageiros, o setor de cargas aéreas apresentou resultados mistos. A movimentação doméstica somou 39,1 mil toneladas, uma queda de 3,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já no transporte internacional, foram movimentadas 76 mil toneladas, o que representa um leve aumento de 0,8%.

Ao todo, a movimentação de cargas totalizou 115,1 mil toneladas em julho de 2025, com uma variação negativa de 0,8% em comparação a julho do ano anterior.