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Processo de renovação do contrato da FCA foi enviado à ANTT, diz secretário

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Ferrovia Centro-Atlântica
Foto: Roberto Rocha

Durante audiência pública no Senado, na quarta-feira passada (13), o secretário nacional de Transporte Ferroviário do Ministério dos Transportes, Leonardo Ribeiro, confirmou o envio da proposta de renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). 

A ferrovia é operada pela VLI Logística, que tem a Vale, BNDES, FGTS e grupos canadense e japonês como acionistas. Há mais de dez anos que a FCA negociava com o governo a prorrogação do contrato de concessão, que vence no ano que vem, por mais 30 anos. 

O secretário não forneceu detalhes da proposta, mas afirmou que a renovação terá “investimentos robustos”. Acrescentou que, “sem dúvida”, trata-se da prorrogação mais expressiva em termos de investimento em malha ferroviária, de todas que já foram feitas”. 

O Ministério dos Transportes cogitou a possibilidade de relicitar toda a concessão da ferrovia no Distrito Federal, Goiás, Minas, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Sergipe. As negociações avançaram., em relação ao trecho da Bahia. 

Após a aprovação técnica do acordo pela ANTT, o plano de outorga será submetido ao Ministério dos Transportes para aprovação final, antes de ser encaminhado ao TCU. O tribunal poderá pedir ajustes na proposta. 

A VLI permanecerá na administração da FCA por mais 30 anos. Um dos fatores decisivos que pesou na aceitação da proposta foi a garantia de continuidade da operação no trecho Minas-Bahia, entre Corinto (MG) a Campo Formoso (BA). A previsão de investimento é de R$ 30 bilhões, sendo R$ 12 bilhões em Minas, onde se encontra a extensão maior da ferrovia. 

Na audiência pública no Senado, Leonardo Ribeiro também abordou o processo da Malha Sul da Rumo (trecho nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Disse que o ministério tem estudos em andamento para fazer nova licitação para a ferrovia. Esse contrato da Rumo expira no fim de 2027. 

Número de aluguel cresce 25% em oito anos, mostra IBGE

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Foto: Caxeta/Melo

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra mudanças no perfil de moradia dos brasileiros nos últimos oito anos.

Embora a maioria ainda more em casa própria quitada, mais famílias passaram a pagar aluguel, com crescimento de 25% nesse período. Ao mesmo tempo, a proporção de residências totalmente quitadas caiu 8%.

Aluguel cresce, casas próprias caem

Em 2016, os brasileiros alugavam 12,3 milhões de domicílios, correspondendo a 18,4% do total de 66,7 milhões de residências. Em 2024, 7,8 milhões de lares passaram a ser alugados, ou 23% dos 77,3 milhões de domicílios do país.

Quanto às casas próprias quitadas, os brasileiros possuíam 47,7 milhões em 2024, representando 61,6% do total, uma queda em relação aos 66,8% registrados em 2016.

Em números absolutos, o total de moradores que pagavam aluguel subiu de 35 milhões para 46,5 milhões em oito anos. Ao mesmo tempo, o número de brasileiros que moravam em casa própria quitada caiu de 137,9 milhões para 132,8 milhões no mesmo período.

Brasileiros trocam casas por apartamentos

O IBGE registrou que, nos últimos anos, os brasileiros têm trocado casas por apartamentos. Em 2016, 13,7% dos domicílios eram apartamentos; em 2024, esse percentual subiu para 15,3% dos 77,3 milhões de residências.

Embora ainda representem a maioria, as casas perderam espaço, caindo de 86,1% para 84,5% do total. Nesse ano, 183,3 milhões de brasileiros moravam em casas, enquanto 28,2 milhões viviam em apartamentos.

O analista da pesquisa, William Kratochwill, afirma que o crescimento de moradores em apartamentos reflete a concentração urbana: “As pessoas querem morar perto do trabalho e dos serviços. Como o espaço é limitado, a solução é construir imóveis um sobre o outro.”

Além disso, ele destaca que a violência também influencia essa escolha.

“Condomínios investem em segurança e oferecem infraestrutura de lazer, o que incentiva a construção de apartamentos em vez de casas”, pontua.

Por fim, a Pnad identificou que 0,2% dos lares eram “habitação em casa de cômodo, cortiço ou cabeça de porco”, tanto em 2016 quanto em 2024.

Lula defende fundo global de US$ 125 bi para florestas tropicais

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada a Bogotá. Aeroporto Internacional El Dorado, Comando Aéreo de Transporte Militar – Bogotá (Colômbia)
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula (PT) chegou nesta sexta-feira (22) a Bogotá, Colômbia, para participar da 5ª Cúpula da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). O encontro reúne os países que compartilham a Floresta Amazônica, com o objetivo de atualizar compromissos de proteção do bioma e alinhar posições para a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), em 2026, em Belém (PA).

Um dos principais temas da cúpula será a aprovação de uma declaração conjunta em defesa do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (Tropical Forest Forever Fund – TFFF), a ser lançado na COP30. O mecanismo prevê mobilizar US$ 125 bilhões para financiar a preservação de florestas tropicais em cerca de 70 países, fundamentais para regular o regime de chuvas e capturar carbono da atmosfera.

De acordo com o presidente, o objetivo é cobrar compromissos de países ricos:

“Quero ver qual país vai contribuir. Tem que manter a floresta em pé e os indígenas vivos.”

Carta de Bogotá

Além de apoiar o fundo global, os países da OTCA devem aprovar a Carta de Bogotá, documento que reforçará metas regionais em:

  • combate ao desmatamento;

  • proteção de povos indígenas;

  • desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Participação

Dois chefes de Estado confirmaram presença: Lula e o presidente colombiano Gustavo Petro, anfitrião da reunião. Os demais países amazônicos serão representados por seus ministros de Relações Exteriores.

O formato da cúpula retoma a prática adotada na edição de 2023, em Belém, com diálogo entre representantes dos governos, sociedade civil e comunidades indígenas.

Do lado brasileiro, acompanham Lula os ministros Márcio Macedo (Secretaria-Geral da Presidência), Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30.

Caiado, Ratinho e Tarcísio são os governadores mais bem avaliados

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Palácio dos Bandeirantes, governo de São Paulo, SP
Foto: Reprodução/Casa Civil SP

A pesquisa Genial/Quaest divulgada hoje (22) sobre a avaliação e intenção de voto para os governos da Bahia (BA), Goiás, Minas Gerais (MG), Paraná (PR), Pernambuco (PE), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Sul (RS) e São Paulo (SP), que concentram mais de 67% do eleitorado no país, aponta que Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Ratinho Júnior (PSD-PR) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) despontam como os governadores mais populares nos estados em que houve pesquisa. Vale lembrar que os três governadores mais bem avaliados do país são pré-candidatos ao Palácio do Planalto.

Embora tenham uma popularidade menor, os governadores Jerônimo Rodrigues (PT-BA), Romeu Zema e Eduardo Leite (PSD-RS) também aparecem bem avaliados. No entanto, conforme veremos a seguir, eles também carregam desgaste político que impõem desafios até 2026. Raquel Lyra (PSD-PE) e Cláudio Castro (PL-RJ), por sua vez, enfrentam situações mais difíceis.

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Avaliação dos governadores

Estados Governadores (as) Aprova (%) Desaprova (%)
Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil) 88 9
Paraná Ratinho Júnior (PSD) 84 12
São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) 60 29
Bahia Jerônimo Rodrigues (PT) 59 33
Minas Gerais Romeu Zema (Novo) 55 35
Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSD) 58 38
Pernambuco Raquel Lyra (PSD) 51 45
Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) 43 41

Fonte: Genial/Quaest (13 a 17/08)

Dos oito governadores mencionados, três podem concorrer à reeleição – Tarcísio, Jerônimo e Raquel. Os demais, como foram reeleitos em 2022, não podem buscar um novo mandato em 2026. Ao serem questionados se merecem um novo mandato ou eleger seu sucessor, Tarcísio, Caiado e Ratinho possuem um cenário eleitoral favorável em seus estados. Leite, apesar da aprovação de seu governo superar a aprovação, pode ter dificuldades no Rio Grande do Sul, já que a maioria dos gaúchos entendem que o governador não merece fazer o sucessor. Problema similar é enfrentado por Jerônimo na Bahia e Zema em Minas Gerais. Embora a aprovação de ambos supere a desaprovação, os eleitores da Bahia e Minas se dividem quando questionados se os atuais governadores merecem eleger o sucessor. Quem está em situação mais difícil é Raquel, que pode disputar a reeleição, em Pernambuco, e Castro, no Rio, já que além da desaprovação superar a aprovação, os eleitores desses dois estados consideram que Raquel não merece ser reeleita e Castro não merece fazer o sucessor.

O governador de seu estado merece ser reeleito ou fazer o sucessor?

Estados Governadores (as) Sim (%) Não (%)
São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) – R 56 36
Bahia Jerônimo Rodrigues (PT) – R 48 48
Pernambuco Raquel Lyra (PSD) – R 43 54
Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil) 73 21
Paraná Ratinho Júnior (PSD) 70 24
Minas Gerais Romeu Zema (Novo) 46 48
Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSD) 41 54
Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) 34 57

Fonte: Genial/Quaest (13 a 17/08)
R: Pode disputar a reeleição

Outro aspecto importante mostrado pela pesquisa é que, apesar da polarização nacional entre o lulismo e o bolsonarismo, nos estados em que a Quaest realizou pesquisa, a maioria dos eleitores quer que o próximo governador seja independente do presidente Lula (PT) ou do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). São estes os percentuais: SP (59%); MG (58%); RJ (58%); BA (49%); PR (58%); RS (60%); PE (44%); e GO (54%).

Os cenários de intenção de voto nos estados

Bahia
A eleição no maior colégio eleitoral do Nordeste será acirrada entre o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e o governador Jerônimo Rodrigues (PT), repetindo a disputa de 2022, vencida por Jerônimo. Na Bahia, Neto tentará evitar o sexto mandato consecutivo do PT no Estado. Neste momento, Neto possui uma vantagem de 7 pontos percentuais sobre Jerônimo. O pleito será polarizado entre eles, já que Neto e Jerônimo concentram 75% das intenções de voto.

Candidatos Intenção de voto (%)
ACM Neto (União Brasil) 41
Jerônimo Rodrigues (PT) 34
João Roma (PL) 4
Kleber Rosa (PSOL) 2
José Aleluia (Novo) 1
Indecisos 4
Branco/Nulo 14

Fonte: Genial/Quaest (13 a 17/08)

A eleição na Bahia será desafiadora para o PT. Apesar de Jerônimo Rodrigues ser mais aprovado que desaprovado entre os baianos, existe uma divisão no eleitorado sobre se o governador merece um novo mandato, o que potencialmente poderá ajudar ACM Neto.

Goiás
Governador mais bem avaliado entre os estados pesquisados, Ronaldo Caiado (União Brasil), embora não possa disputar a reeleição, será o grande cabo eleitoral do vice-governador Daniel Vilela (MDB). Apesar de Vilela estar em situação de empate técnico em função da margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), o vice-governador é o favorito.

Candidatos Intenção de voto (%)
Daniel Vilela (MDB) 26
Marconi Perillo (PSDB) 22
Wilder Morais (PL) 10
Adriana Accorsi (PT) 8
Telêmano Brandão (Novo) 1
Indecisos 14
Branco/Nulo 19

Fonte: Genial/Quaest (13 a 17/08)

Joga a favor de Daniel Vilela o controle da máquina, além de a maioria do eleitorado goiano aprovar Ronaldo Caiado e entender que o governador merece fazer o sucessor. Apesar do favoritismo de Vilela, o pleito pode ter dois turnos.

Minas Gerais
A disputa no segundo maior colégio eleitoral do país está em aberto. Caso seja candidato, o senador Cleitinho (Republicanos) deve estar no segundo turno. No entanto, há dois nomes com potencial de crescimento: o senador Rodrigo Pacheco (PSD), que poderá ter o apoio do presidente Lula (PT), e o vice-governador Mateus Simões (Novo). O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (Sem partido), que no pleito de 2022 foi derrotado pelo governador Romeu Zema (Novo), aparece bem posicionado. No entanto, neste momento está com os direitos políticos suspensos por cinco anos.

Candidatos Intenção de voto (%)
Cleitinho (Republicanos) 28
Alexandre Kalil (Sem partido) 16
Rodrigo Pacheco (PSD) 9
Mateus Simões (Novo) 4
Indecisos 17
Branco/Nulo 26

Fonte: Genial/Quaest (13 a 17/08)

Como a aprovação de Zema supera a desaprovação, Mateus Simões, sobretudo se Cleitinho não for candidato, tem boas chances de chegar ao segundo turno. No entanto, será uma eleição difícil para o governo Zema, já que os mineiros se dividem quando questionados se o governador merece eleger o sucessor. Outro aspecto a ser observado é o elevado número de eleitores “sem candidato” (brancos, nulos e indecisos): 43%.

Paraná
Apesar do senador Sergio Moro (União Brasil) ter uma folgada vantagem neste momento, a eleição no Paraná deve dividir a direita, já que o ex-secretário estadual do Planejamento Guto Silva (PSD), se for candidato, contará com o governador Ratinho Júnior (PSD) como seu grande cabo eleitoral, independentemente do cargo que venha a disputar – presidência ou Senado. Os demais candidatos não devem ser competitivos no pleito de 2026. Chama atenção o elevado percentual de eleitores “sem candidato” (brancos, nulos e indecisos): 41%.

Candidatos Intenção de voto (%)
Sergio Moro (União Brasil) 38
Paulo Eduardo Martins (Novo) 8
Enio Verri (PT) 7
Guto Silva (PSD) 6
Indecisos 13
Branco/Nulo 28

Fonte: Genial/Quaest (13 a 17/08)

Apesar de Moro ser um nome competitivo, Guto Silva deverá crescer, já que Ratinho Júnior é o segundo governador mais popular do país. Além disso, a ampla maioria dos paranaenses entende que Ratinho merece eleger seu sucessor.

Pernambuco
O prefeito de Recife (PE), João Campos (PSB), que precisará se desincompatibilizar do cargo em abril de 2026 para concorrer a governador, desponta como o grande favorito. Neste momento, João tem boas chances de vencer a eleição em primeiro turno.

Candidatos Intenção de voto (%)
João Campos (PSB) 55
Raquel Lyra (PSD) 24
Gilson Machado (PL) 6
Eduardo Moura (Novo) 4
Indecisos 4
Branco/Nulo 7

Fonte: Genial/Quaest (13 a 17/08)

Apesar de Raquel Lyra controlar a máquina estadual no pleito em que deve disputar a reeleição, o fato da maioria dos pernambucanos desaprovarem o governo estadual e entenderem que Raquel não merece ser reeleita beneficia João Campos. Além disso, João terá o apoio do presidente Lula (PT).

Rio de Janeiro
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que deverá se desincompatibilizar do cargo para concorrer a governador em 2026, desponta como o grande favorito. Paes tem neste momento uma vantagem de 26 pontos percentuais sobre o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), que deve ser o candidato do governador Cláudio Castro (PL). Outra incógnita envolve Washington Reis (MDB), que apesar de ter sido exonerado da secretaria dos Transportes quando Bacelar assumiu o governo como governador interino, ainda pode ser candidato.

Candidatos Intenção de voto (%)
Eduardo Paes (PSD) 35
Rodrigo Bacellar (União Brasil) 9
Washington Reis (MDB) 5
Monica Benicio (PSOL) 4
Italo Marsili (Novo) 2
Indecisos 15
Branco/Nulo 30

Fonte: Genial/Quaest (13 a 17/08)

A divisão da base de Castro somada à desaprovação do governo estadual e a avaliação de que o governador não merece fazer o sucessor são vantagens importantes para Eduardo Paes. No entanto, temos 35% do eleitorado fluminense ainda “sem candidato” (brancos, nulos e indecisos). Mesmo que Paes seja o favorito, o pleito deve ter dois turnos. Rodrigo Bacellar, caso tenha o apoio do bolsonarismo, tende a ser o principal adversário do prefeito.

Rio Grande do Sul
A eleição no maior colégio eleitoral da região Sul está em aberto. Neste momento, temos a ex-deputada Juliana Brizola (PDT) e o deputado federal Tenente Coronel Zucco (PL) dividindo a liderança. No entanto, Edegar Pretto (PT), que ficou em terceiro lugar nas eleições de 2022, assim como o vice-governador Gabriel Souza (MDB), que terá o apoio do governador Eduardo Leite (PSD), devem crescer.

Candidatos Intenção de voto (%)
Juliana Brizola (PDT) 21
Tenente Coronel Zucco (PL) 20
Edegar Pretto (PT) 11
Gabriel Souza (MDB) 5
Felipe Camozzato (Novo) 4
Indecisos 19
Branco/Nulo 20

Fonte: Genial/Quaest (13 a 17/08)

O fato da aprovação de Eduardo Leite superar a aprovação é um ponto importante em favor de Gabriel. No entanto, a eleição será difícil para o governo estadual, já que a maioria dos gaúchos entende que Leite não merece eleger o sucessor, o que poderá abrir espaços para alternativas à direita (Zucco) e à esquerda (Juliana e Edegar). Outro aspecto a ser observado é o elevado número de eleitores “sem candidato” (brancos, nulos e indecisos): 39%.

São Paulo
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que pode ser o candidato da direita ao Palácio do Planalto em 2026, aparece como favorito caso seja candidato à reeleição em São Paulo. Tarcísio possui uma vantagem de 22 pontos percentuais sobre o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que é cotado para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes caso não seja novamente o vice de Lula. Apesar da deputada federal Erika Hilton (PSOL) aparecer próximo aos dois dígitos das intenções de voto, ela não deve ser protagonista no maior colégio eleitoral do país.

Candidatos Intenção de voto (%)
Tarcísio de Freitas (Republicanos) 43
Geraldo Alckmin (PSB) 21
Erika Hilton (PSOL) 8
Paulo Serra (PSDB) 3
Felipe D’Ávila (Novo) 2
Indecisos 7
Branco/Nulo 16

Fonte: Genial/Quaest (13 a 17/08)

Chama atenção que, apesar de estar em posição politicamente difícil no tema do tarifaço do Brasil contra os Estados Unidos (o tarifaço é atribuído às articulações de Eduardo Bolsonaro), Tarcísio de Freitas não teve seu favoritismo atingido na disputa estadual. Embora siga como um dos principais nomes da direita para a sucessão presidencial, Tarcísio precisará lidar com o desafio de manter a lealdade ao bolsonarismo sem ser atingido negativamente com o aumento da rejeição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A resolução desse dilema estratégico deve definir o futuro político de Tarcísio – concorrer a governador ou presidente. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas tem um cenário eleitoral de relativa tranquilidade, já que sua aprovação é bem maior que a desaprovação. Além disso, a maioria dos paulistas entendem que Tarcísio merece um novo mandato.

Preços da batata caem pelo segundo mês seguido

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Os preços da batata continuam em queda nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país pelo segundo mês consecutivo. Segundo o 8º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta quinta-feira (21) pela Conab, a média ponderada das cotações nos 11 mercados atacadistas caiu 31,61%, refletindo a oferta abundante, a maior registrada no ano.

Além disso, o aumento da quantidade de cebola no mercado também contribuiu para a queda dos preços. Em julho, as cotações da média ponderada da cebola ficaram 25,57% abaixo de junho e cerca de 60% inferiores às registradas no mesmo período de 2024.

Dessa forma, tanto batata quanto cebola registraram quedas significativas nas Ceasas, refletindo a maior oferta e condições de mercado favoráveis aos consumidores.

Tomate, cenoura e alface

Os preços de tomate e cenoura apresentaram comportamentos distintos nas Centrais analisadas. No caso do tomate, a Ceasa do Paraná registrou queda de 16,68%, enquanto Santa Catarina apresentou alta de 4,68%. Apesar dessas variações, a Conab apontou redução de 5,68% na média ponderada de preços, resultado explicado pela capacidade do produtor de ajustar, dentro do possível, a oferta do produto nos mercados. Já a cenoura teve aumento na oferta, mas as cotações oscilaram pouco, mantendo os preços praticamente estáveis.

Em relação à alface, a média ponderada dos preços avançou 9,93%, com maior alta registrada na Ceasa do Paraná. No entanto, essa valorização não foi uniforme: como a produção da folhosa ocorre próxima aos centros consumidores, cada mercado atacadista reage de acordo com a intensidade da oferta, a qualidade do produto e a demanda local.

Frutas

A laranja registrou queda de 9,8% na média ponderada das cotações observadas pela Conab, principalmente devido à menor demanda durante as férias escolares, à concorrência com a mexerica poncã e ao clima mais frio.

De forma semelhante, a maçã apresentou redução de 1,92%, impactada pelas baixas temperaturas e pelo recesso escolar, segundo a Conab.

Enquanto isso, a melancia teve aumento da produção em Goiás e no Tocantins, mas enfrentou menor demanda; mesmo assim, os preços subiram 3,92% na média ponderada.

Além disso, banana e mamão também registraram alta. A banana avançou 10,48% devido à menor oferta da variedade nanica, enquanto o mamão cresceu 21,65%, influenciado pelas condições climáticas. Conforme a Conab:

“Se por um lado as baixas temperaturas reduzem a demanda, por outro, o clima frio também diminui a oferta do produto”.

Entre janeiro e julho de 2025, o Brasil exportou 641,5 mil toneladas de frutas, registrando crescimento de 30% em relação ao mesmo período de 2024. Ao mesmo tempo, o faturamento alcançou U$S 755,2 milhões (FOB), superando em 19% o valor de 2024 e em 25% o de 2023.

Análise: A pré-candidatura de Zema ao Planalto

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Romeu Zema
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O 9º Encontro Nacional do partido Novo na Amcham Business Center, ocorrido em São Paulo (SP) no sábado passado (16), marcou o lançamento oficial da pré-candidatura do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), ao Palácio do Planalto para as eleições de 2026.

Em seu discurso, Zema classificou os seguidores do lulismo, os “parasitas do Estado” e as facções criminosas como os “três maiores inimigos” do Brasil. Prometeu “varrer o PT do mapa” e acabar com “os abusos e as perseguições” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).  Também criticou a “casta de privilegiados do setor público”.

No ato político em que oficializou sua pré-candidatura, Zema explorou sua trajetória empresarial, posicionou-se como outsider e apostou em uma mensagem que combinou o antipetismo a acenos à direita no campo da segurança pública. Na economia, a aposta é na agenda liberal. Entre os itens propostos, estão cortes de gastos e privatizações.

Zema foi o segundo governador a lançar pré-candidatura ao Palácio do Planalto tendo em vista as eleições do ano que vem. Em maio, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), lançou seu nome ao Planalto em evento em Salvador.

Além deles, estão posicionados no tabuleiro, embora não tenham tido pré-candidaturas oficializadas, os governadores Ratinho Júnior (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSD-RS). Apesar de o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sustentar que será candidato à reeleição, também ele figura como pré-candidato à Presidência.

Os movimentos dos governadores de oposição ao governo Lula (PT) têm relação com a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o principal nome da direita no país. Como Bolsonaro está inelegível, os governadores com pretensões presidenciais anteciparam o lançamento das pré-candidaturas com o objetivo de marcar posição no tabuleiro.

No lançamento da pré-candidatura de Romeu Zema chamou atenção o fato de ele ter escolhido São Paulo como o local do ato político, ainda que seja governador de Minas Gerais. É possível que essa tenha sido uma sinalização a Tarcísio de Freitas, de olho em uma eventual composição que poderia unir os governadores dos dois maiores estados da Federação.

Enquanto se movimentam no cenário nacional, Tarcísio, Zema e os demais governadores aguardam o posicionamento de Jair Bolsonaro. Mesmo praticamente fora da disputa de 2026, o ex-presidente terá grande peso no rumo que a direita tomará diante da sucessão presidencial, no próximo ano. Um eventual apoio de Bolsonaro a Tarcísio, por exemplo, teria o potencial de unir a direita. Por outro lado, caso esse apoio não ocorra, a direita, ao menos no primeiro turno, deve se dividir em mais de uma candidatura.

Arrecadação federal bate recorde com R$ 254,2 bi, maior valor desde 1995

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Receita Federal, arrecadação, imposto
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal informou nesta quinta-feira (21) que a arrecadação federal atingiu R$ 254,2 bilhões em julho, impulsionada pelo crescimento da economia e pelo aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O valor é o maior registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995, e representa crescimento real de 4,57% em relação a julho de 2024.

Além disso, de janeiro a julho a arrecadação soma R$ 1,679 trilhão, alta de 4,41% em valores corrigidos pela inflação, também o maior total para o período desde o início da série histórica.

Aumento do IOF

Um dos principais fatores para o recorde foi o aumento do IOF. Em julho, a arrecadação com o tributo chegou a R$ 6,5 bilhões, alta de R$ 756 milhões, ou 13,05% acima da inflação em relação a 2024. No acumulado do ano, o tributo já soma R$ 43,5 bilhões, crescimento de 9,42% acima da inflação.

No entanto, a Receita Federal destacou que o impacto em julho foi residual, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) só restabeleceu o decreto que elevou o IOF na metade do mês.

STF mantém alta do IOF

O aumento do IOF, que gerou disputas entre Executivo, Congresso e Supremo Tribunal Federal (STF), deve acrescentar cerca de R$ 12 bilhões neste ano. Com isso, o STF, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, manteve o reajuste, porém excluiu a incidência sobre o risco sacado, um tipo de antecipação de receitas usada por comerciantes e descartou a cobrança retroativa.

Ainda assim, outros fatores contribuíram para reforçar os cofres públicos em julho:

  • Taxação das apostas online e loterias: arrecadação de R$ 928 milhões no mês;
  • Receita atípica: cerca de R$ 3 bilhões de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), vindos dos setores de mineração, financeiro e petróleo;
  • Arrecadação da Previdência Social: alta de 3,4% acima da inflação em relação a julho do ano passado, impulsionada pela recuperação do emprego formal;
  • PIS e Cofins: crescimento de 2,9% acima da inflação em julho, motivado pelo aumento do consumo de serviços.

No desempenho acumulado do ano, a expansão da economia brasileira também se reflete nos números: a massa salarial subiu 10,6% acima da inflação e as importações avançaram 3,3% em dólares.

Déficit zero

A equipe econômica estima que o crescimento da arrecadação aumenta as chances de cumprir a meta de déficit zero neste ano. Até o momento, o governo pode registrar um déficit de até R$ 31 bilhões (0,25% do PIB), sem descumprir a regra, além de excluir R$ 44,1 bilhões em precatórios. Para 2026, será necessário alcançar um superávit primário equivalente a 0,25% do PIB, cerca de R$ 31 bilhões.

Contudo, o desempenho das contas públicas depende da medida provisória de junho, que busca reforçar a arrecadação em R$ 10,5 bilhões em 2025 e R$ 20,87 bilhões em 2026. Lançada para compensar a redução do decreto que elevou o IOF, a MP ainda está em discussão no Congresso Nacional.

Coaf aponta movimentações de R$ 30,5 milhões em contas de Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro participa da cerimônia oficial de chegada ao país do coração de Dom Pedro I
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), usado pela Polícia Federal (PF) no inquérito que indiciou Jair Bolsonaro (PL) e seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), aponta que o ex-presidente movimentou cerca de R$ 30,5 milhões entre março de 2023 e junho de 2024 em suas contas bancárias.

No período, foram registrados R$ 30.576.801,36 em créditos e R$ 30.595.430,71 em débitos. Apesar de não apontar ilegalidade na origem dos recursos, o relatório identificou 50 comunicações de operações atípicas, sendo quatro diretamente ligadas a Bolsonaro, quatro a Eduardo e 42 envolvendo terceiros próximos à família.

Operações suspeitas

Entre as movimentações que chamaram atenção da PF:

  • R$ 2 milhões transferidos por Bolsonaro para Eduardo Bolsonaro, destinados a bancar sua estadia nos Estados Unidos, no último dia 13 de maio;

  • R$ 2 milhões repassados a Michelle Bolsonaro, omitidos em depoimento do ex-presidente;

  • R$ 1,6 milhão em câmbio transferido por Eduardo para uma conta no Wells Fargo nos Estados Unidos, declarado como doação realizada pelo pai;

  • R$ 6,6 milhões gastos por Bolsonaro com escritórios de advocacia desde 2023.

Grande parte dos valores que alimentaram essas operações, segundo a PF, vieram dos R$ 19 milhões recebidos em doações via Pix por Bolsonaro entre 2023 e 2024.

Conexão com o tarifaço dos EUA

As informações financeiras foram usadas no inquérito que apura a suposta atuação de Bolsonaro para tentar condicionar a política comercial com os Estados Unidos à sua própria agenda política, incluindo trocas de mensagens em que vinculava a retirada das tarifas americanas à aprovação de anistia para condenados da trama golpista de 2022.

Áudios e conversas interceptadas entre Bolsonaro, Silas Malafaia e Eduardo indicam articulações nesse sentido.

A defesa do ex-presidente disse ter sido “surpreendida com o indiciamento”, e negou descumprimento das medidas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo os advogados, “jamais houve qualquer descumprimento de cautelares”, e o caso será esclarecido no prazo dado por Alexandre de Moraes, relator do inquérito no Supremo.

Moraes cobra explicações

Diante do relatório, Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro se manifeste em 48 horas sobre três pontos:

  • O documento pedindo asilo político na Argentina, encontrado no celular;

  • Os contatos com o general Braga Netto, proibidos pela cautelar;

  • A continuidade das supostas condutas ilícitas, que indicariam risco concreto de fuga.

Consumo em supermercados cresce 4% em julho e atinge maior ritmo em 2025

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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgado nesta quinta-feira (21), mostra que o consumo nos lares brasileiros em supermercados aumentou 4% em julho, em comparação com o mesmo mês de 2024.

Na comparação com junho, o consumo avançou 2,4%. Além disso, no acumulado do ano até julho, o indicador registrou alta de 2,6%.

Para garantir a precisão dos resultados, a Abras deflacionou os dados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O vice-presidente da Abras, Marcio Milan, afirmou que o crescimento interanual de 4% foi sustentado pela melhora da renda e do mercado de trabalho. Segundo ele, o efeito das férias escolares em julho, foi menos intenso, tanto em relação a junho quanto ao mesmo período de 2024.

De acordo com a entidade, a alta do consumo em julho está diretamente ligada ao desempenho do mercado de trabalho. Além do aumento da renda, a taxa de desemprego recuou para 5,8% no trimestre encerrado em junho, o menor nível desde 2012, contra 6,9% no mesmo período do ano passado.

Redução no Bolsa Família

Em julho, o levantamento da Abras mostra que a redução no número de beneficiários do Bolsa Família, impulsionada pelo aumento da renda familiar e pela queda do desemprego, não provocou retração no consumo das famílias. Nesse período, quase 1 milhão de lares deixaram de receber o benefício. Além disso, foram destinados R$ 13,16 bilhões a 19,6 milhões de beneficiários, contra R$ 14,2 bilhões pagos a 20,83 milhões em julho de 2024.

Ao analisar os resultados, o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, ressaltou que a migração de famílias para a renda exclusivamente do trabalho não reduziu o consumo.

“O menor volume de recursos destinados ao programa de transferência de renda indica que essas famílias mantiveram a autonomia financeira e até fortaleceram o poder de compra no varejo alimentar”, afirmou.

Preços recuam

A Abras registrou em julho uma queda de 0,44% na cesta de 12 produtos básicos, em comparação a junho. Com isso, o preço médio nacional passou de R$ 353,42 para R$ 351,88.

No mês, seis itens apresentaram recuos mais expressivos:

  • Arroz (2,89%);
  • Feijão (2,29%);
  • Café torrado e moído (1,01%);
  • Queijo muçarela (0,91%);
  • Macarrão sêmola de espaguete (0,59%);
  • Farinha de trigo (0,37%).

Além disso, quatro produtos tiveram quedas residuais:

  • Carne bovina (0,06%);
  • Farinha de mandioca (0,01%);
  • Margarina cremosa (0,06%);
  • Leite longa vida (0,11%).

Por outro lado, apenas dois produtos registraram alta:

  • Açúcar refinado (0,63%);
  • Óleo de soja (0,46%).

Lula amplia vantagem para 2026 e venceria todos os possíveis adversários

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Lula
Foto: Ricardo Stuckert

A pesquisa Genial/Quaest divulgada hoje (21) sobre a sucessão de 2026 aponta que o presidente Lula (PT) ampliou a vantagem e venceria todos os possíveis adversários caso a eleição presidencial ocorresse hoje.

Nos cenários de primeiro turno, Lula aparece em vantagem contra todos os possíveis adversários da direita mais bem postados na pesquisa. Lula tem seis pontos percentuais de vantagem sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidente aparece com 14 pontos de vantagem sobre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL); 18 pontos em relação a Tarcísio; 19 pontos em relação ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP); e 21 pontos em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Se somarmos as intenções de voto dos candidatos da direita nas simulações, os nomes da oposição superam Lula somente nos cenários 1 (41% a 34%) e 2 (37% a 35%). Por outro lado, Lula supera ou empata com os oposicionistas nos cenários 3 (35% a 33%), 4 (34% a 34%) e 5 (35% a 34%).

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Outra observação importante nos cenários de primeiro turno é que Jair Bolsonaro, mesmo inelegível, ainda é o nome da direita com melhor desempenho. Entre os nomes da família Bolsonaro, Michelle é a segunda mais bem colocada nas simulações de primeiro turno contra Lula. Tarcísio, Flávio e Eduardo têm um desempenho similar. Sobre os candidatos de oposição a Lula, mas não totalmente vinculados à família Bolsonaro, chama atenção o desempenho de Ratinho Júnior, que registra cerca de dois dígitos das intenções de voto.

Intenção de voto 1º turno (cenários estimulados – %)

Candidatos Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Cenário 4 Cenário 5
Lula (PT) 34 35 35 34 35
Jair Bolsonaro (PL) 28
Michelle Bolsonaro (PL) 21
Tarcísio de Freitas 17
Eduardo Bolsonaro (PL) 15
Flávio Bolsonaro (PL) 14
Ciro Gomes (PDT) 8 9 11 10 10
Ratinho Júnior (PSD) 7 8 10 9
Ronaldo Caiado (União Brasil) 3 4 6 5 5
Romeu Zema (Novo) 3 4 4 4 6
Indecisos 4 5 6 6 5
Branco/Nulo 13 14 21 16 16

Fonte: Genial/Quaest

Nas simulações de segundo turno, Lula venceria todos os possíveis adversários, até mesmo Tarcísio de Freitas, que no levantamento anterior estava em situação de empate técnico com Lula. A melhora do desempenho do presidente nas simulações de segundo turno pode ser atribuída à percepção, principalmente entre os eleitores de menor renda, em relação ao preço dos alimentos nos supermercados, e também ao tema do tarifaço, já que Lula, conforme mostrou a pesquisa Genial/Quaest de ontem sobre a avaliação do governo, é mais bem avaliado nessa questão em relação aos demais líderes políticos avaliados.

Intenção de voto 2º turno (cenários estimulados – %)

Candidatos Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Cenário 4 Cenário 5 Cenário 6 Cenário 7 Cenário 8 Cenário 9
Lula (PT) 47 43 47 44 46 47 46 47 48
Jair Bolsonaro (PL) 35
Tarcísio de Freitas 35
Michelle Bolsonaro (PL) 34
Ratinho Júnior (PSD) 34
Eduardo Leite (PSD) 30
Flávio Bolsonaro (PL) 32
Eduardo Bolsonaro (PL) 32
Romeu Zema (Novo) 32
Ronaldo Caiado (União Brasil) 31
Indecisos 3 4 3 4 4 3 4 4 3
Branco/Nulo 15 18 16 18 20 18 18 18 17

Fonte: Genial/Quaest

O adversário mais competitivo contra Lula ainda é Tarcísio. Nessa simulação, a vantagem do presidente é de 8 pontos percentuais. Contra os demais adversários, a vantagem de Lula em um eventual segundo turno é maior: Jair Bolsonaro (12 pontos); Michelle Bolsonaro (13 pontos); Ratinho Júnior (10 pontos); Eduardo Leite (16 pontos); Eduardo Bolsonaro (16 pontos); Romeu Zema (15 pontos); Ronaldo Caiado (16 pontos); e Flávio Bolsonaro (16 pontos). Mesmo com o aumento da vantagem de Lula nas simulações, tais números indicam que a disputa de 2026 será novamente bastante acirrada.

A pesquisa também aponta um “cansaço” com a polarização do lulismo contra o bolsonarismo. De acordo com o Quaest, 58% dos entrevistados entendem que Lula não deveria disputar à reeleição. 38% defendem que o presidente dispute à reeleição.

Quanto a Jair Bolsonaro, 65% entendem que o ex-presidente deve abrir mão de concorrer e apoiar outro candidato. Apenas 26% querem que Bolsonaro seja novamente candidato. Outro sintoma do “cansaço” da polarização é o fato de a menção espontânea, 66% disseram que ainda estão indecisos.

Apesar da maioria dos entrevistados entenderem que Jair Bolsonaro não deve ser candidato, a opinião pública se divide quando questionada quem deveria ser a opção “anti-Lula”. A novidade em relação a julho é o fato de Michelle Bolsonaro aparecer numericamente à frente de Tarcísio de Freitas. Novamente destacamos Ratinho Júnior, que mesmo não sendo ligado à família Bolsonaro, é o terceiro mais mencionado como opção de candidato da direita caso Jair Bolsonaro não possa concorrer.

Quem deve ser o candidato da direita se Bolsonaro não pode concorrer?

Candidatos Percentuais (%)
Michelle Bolsonaro (PL) 16
Tarcísio de Freitas (Republicanos) 14
Ratinho Júnior (PSD) 10
Pablo Marçal (PRTB) 6
Eduardo Leite (PSD) 5
Eduardo Bolsonaro (PL) 4
Ronaldo Caiado (União Brasil) 4
Romeu Zema (Novo) 3
Flávio Bolsonaro (PL) 2
Outros 2
Nenhum 21
Não sabe/ Não respondeu 13

Fonte: Genial/Quaest

Faltando cerca de um ano e dois meses para a sucessão de 2026, Lula está em vantagem. Além de liderar todas as simulações de primeiro e segundo turno, quando os entrevistados são questionados do que têm mais medo, 47% citam o retorno de Jair Bolsonaro ao poder. Outros 39% apontam a continuidade de Lula como presidente.

O impacto negativo do tarifaço na opinião pública; a percepção de leve melhora da economia, sobretudo entre os eleitores de menor renda; e o aumento do desgaste político e jurídico de Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro somados à pulverização de pré-candidaturas de oposição favorecem Lula neste momento, já que o presidente tem o anti-bolsonarismo como seu principal cabo eleitoral.

Outro aspecto importante é que, neste momento, o maior prejudicado com a mudança na conjuntura é a família Bolsonaro. Segundo a Quaest, Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, com 57%, são os nomes mais rejeitados. Na sequência aparecem Flávio Bolsonaro (55%); Michelle Bolsonaro (51%); Lula (51%); Ciro Gomes (50%); Tarcísio de Freitas (39%); Eduardo Leite (36%); Ratinho Júnior (33%); Romeu Zema (33%); e Ronaldo Caiado (33%).

Como a rejeição será uma variável importante para 2026, os índices mais baixos dos governadores que aparecem como presidenciáveis, sobretudo Tarcísio e Ratinho, chamam atenção, principalmente em função da alta rejeição dos nomes ligados à família Bolsonaro.

Apesar de Lula ter recuperado a vantagem para 2026, temos um cenário sucessório complexo. Mesmo que Lula lidere todas as simulações, seu governo é mais desaprovado que aprovado (51% a 46%). Entretanto, essa vulnerabilidade não consegue ser capitalizada pela oposição pela ausência de candidato que unifique a direita. Mais do que isso, a oposição tem um dilema estratégico. Ao mesmo tempo em que necessita dos votos do bolsonarismo, não pode associar-se integralmente à família Bolsonaro, pois o beneficiado seria Lula.