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União e PP desembarcam do governo e dão ultimato a ministros

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Foto: Divulgação/PP

A federação partidária que une o União Brasil e o Progressistas decidiu deixar a base de apoio do governo Lula (PT). Os dois partidos emitiram um ultimato aos ministros filiados para que deixem essas posições até 30 de setembro. Caso contrário, serão expulsos do partido.

A definição vale também para filiados ocupantes de cargos de segundo e terceiro escalão em ministérios e estatais.

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Participação no governo Lula

O União tem participação na Esplanada com o ministro do Turismo, Celso Sabino (União). Já o Progressistas indicou o ministro do Esporte, André Fufuca (PP). A expectativa na bancada é que eles deixem a Esplanada, evitando a expulsão.

Já os ministros Frederico Siqueira (Comunicações) e Waldez Góes (Integração Nacional), indicados por Davi Alcolumbre (União-AP), não devem ser cobrados, já que não são filiados ao União ou ao PP. O mesmo vale para o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, indicado por Arthur Lira (PP-AL).

O governo, por sua vez, tem cobrado a entrega de estatais. A ideia é que os ministérios hoje ocupados por filiados aos dois partidos não possuem os maiores orçamentos da Esplanada, mas a situação muda com indicações de estatais.

Hoje o PP tem influência na já citada Caixa Econômica Federal, enquanto o União Brasil é relevante em indicações para os Correios e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Relator retira temas regulatórios da MP do Setor Elétrico e foca em Tarifa Social

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02/09/2025 - Comissão Mista da Medida Provisória 1300/25, MP do Setor Elétrico Apreciação de Relatório. Dep. Fernando Coelho Filho (UNIÃO - PE) e Dep. Joaquim Passarinho (PL - PA)
Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

O deputado Fernando Coelho Filho (União-PE) apresentou, nesta terça-feira (2), seu relatório à Medida Provisória (MP) do setor elétrico (MP 1.300/25). O relator optou por retirar do texto diversos trechos que traziam novas regulações para o setor elétrico.

Foram retiradas definições sobre Micro e Minigeração Distribuída, a regulação dos autoprodutores, o cronograma de abertura para o mercado livre de energia, a limitação de descontos em TUST/TUSD, e as regras de rateio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Esses temas devem ser tratados na MP 1.304/25, enviada ao governo ao Congresso para contornar benefícios considerados “jabutis” que encareceriam a conta de luz. A adição de um trecho sem relação com o objetivo original da proposta de lei é chamada, dentro da linguagem legislativa, de “jabuti”.

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Hidrelétricas

Por outro lado, o relatório traz a prorrogação por 30 anos de concessões de geração hidrelétrica, confere maior flexibilidade à ANEEL para definir modalidades de tarifas diferenciada por horário e local. A regra vale para usinas outorgadas antes de 11 de dezembro de 2003 em regiões metropolitanas de alta densidade populacional.

Consumidores de baixa renda em tarifas flexíveis

Embora o texto original já permitisse modalidades tarifárias flexíveis, o Projeto de Lei de Conversão incluiu explicitamente que essas modalidades deverão ser aplicadas resguardando a incidência dos descontos previstos para os consumidores da Subclasse Residencial Baixa Renda.

Haddad cobra mais agilidade na definição do marco legal de minerais críticos

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Brasília (DF), 28/08/2025 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante entrevista coletiva para detalhar duas operações da Polícia Federal para combater a atuação do crime organizado no setor de combustíveis.
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pediu mais agilidade na definição da política de exploração de minerais críticos. “Nós estamos com o marco regulatório da mineração muito atrasado”, disse ele em entrevista ao portal UOL. Para o ministro, a nova política do setor é tema “que precisa ser concluído este ano”.

Haddad afirmou que o assunto, em evidência no cenário geopolítico atual, foi tratado com o presidente Lula na quarta-feira passada (27/08). Informou ainda que, durante a reunião ministerial do dia anterior, o presidente havia dado prazo para que o marco regulatório fosse “finalmente estabelecido pelo Congresso”.

A corrida por minerais críticos e estratégicos decorre da exploração de matérias-primas essenciais para as indústrias de transição energética e de alta tecnologia. Entre os minerais listados nessa categoria, estão: lítio, cobalto, níquel, cobre e 17 elementos de terras raras.

O ministro reconheceu que o Brasil, embora detenha grandes reservas de minerais críticos, não domina a tecnologia necessária para processar esses minerais, de modo a torná-los prontos para a venda no mercado internacional.

“No caso dos minerais críticos, nós não podemos correr o risco de não agregar valor. Mas nós não temos tecnologia”, admitiu, acrescentando que poucos países têm essa tecnologia e que o Brasil precisa fazer parcerias.

Regime de urgência

Deputados federais que integram a Frente Parlamentar da Mineração Sustentável (FPMin) querem o apoio de líderes partidários para aprovar a tramitação em regime de urgência da proposta de política nacional dos minerais críticos. Na quinta-feira passada (28/08) houve reunião nesse sentido.

Presidente da FPMin, o deputado Zé Silva (SD-MG) informou aos integrantes do grupo que, juntamente com o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), tratou do assunto com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Rep-PB).

Zé Silva é o autor do Projeto de Lei (PL) nº 2.780/24, que trata do marco legal, enquanto Arnaldo Jardim foi indicado relator do PL na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara, onde a proposta tramita.

Governo libera crédito extra de R$ 30 bi para Plano Brasil Soberano

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O governo Lula (PT) publicou nesta terça-feira (2) medida provisória (MP) que abre crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para a execução do Plano Brasil Soberano, criado para amparar empresas prejudicadas pela sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras.

Os recursos serão aplicados no Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para oferecer crédito com taxas acessíveis, especialmente para empresas sem alternativas ao mercado norte-americano, considerando porte, faturamento e tipo de produto.

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Linhas de crédito

Pequenas e médias empresas poderão acessar fundos garantidores para obter crédito, condicionado à manutenção do número de empregos. Além do FGE, o governo aportará R$ 1,5 bilhão no Fundo Garantidor do Comércio Exterior (FGCE), R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) do BNDES e R$ 1 bilhão no Fundo de Garantia de Operações (FGO) do Banco do Brasil, ampliando as opções para micro e pequenos exportadores.

Critérios para acesso aos benefícios

Podem participar pessoas jurídicas e físicas (incluindo MEIs e produtores rurais com CNPJ) que exportem bens afetados pelas tarifas americanas e estejam regulares com Receita Federal e Procuradoria da Fazenda Nacional. Não são elegíveis empresas em recuperação judicial, extrajudicial, falência ou liquidação sem plano judicial aprovado.

As empresas com ao menos 5% do faturamento entre julho de 2024 e junho de 2025 oriundo de produtos tarifados terão prioridade. As que atingirem 20% ou mais terão condições de financiamento mais vantajosas, com limite de faturamento bruto anual de até R$ 300 milhões para acesso ao PEAC-FGI Solidário.

O Plano Brasil Soberano prevê ainda prorrogação da suspensão de tributos para exportadores; aumento da restituição de tributos federais via Reintegra; e facilitação na compra de gêneros alimentícios por órgãos públicos.

Brasil atinge produção de 5 milhões de barris de petróleo e gás natural

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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador da indústria de óleo e gás, divulgou nesta segunda-feira (1º) que o Brasil atingiu um marco histórico em julho. Pela primeira vez, o país superou a produção de 5 milhões de barris de petróleo e gás natural por dia. Com isso, o país registrou um recorde de 5,16 milhões de barris diários.

Produções

Em relação apenas ao petróleo, o boletim mensal da ANP indica que a produção em julho atingiu 3,959 milhões de barris por dia, registrando aumento de 5,4% em relação a junho e crescimento de 22,5% na comparação com julho de 2024.

Ao mesmo tempo, a produção de gás natural alcançou 190,89 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), expandindo 5,1% em relação a junho e aumentando 26,1% frente a julho de 2024.

Além disso, os campos do pré-sal responderam por 79,1% da produção total, atingindo 4,077 milhões de barris por dia, o que representa alta de 5,6% em relação ao mês anterior e crescimento de 24,2% ante julho de 2024.

No pré-sal, 169 poços extraíram óleo e gás, e o campo de Tupi, na Bacia de Santos, liderou a produção, gerando praticamente 800 mil barris de petróleo por dia.

Variações na produção

A ANP explica que as variações na produção ocorrem devido a diversos fatores, incluindo paradas programadas de plataformas para manutenção, entrada de novos poços em operação, limpeza ou manutenção de poços existentes e início da instalação de novas plataformas.

Em julho, 97,7% do petróleo produzido no Brasil veio de campos marítimos, enquanto 86,1% da produção de gás natural também teve origem nos mares.

Além disso, a Petrobras, atuando sozinha ou em consórcio com outras empresas, responsabilizou-se por 89,78% da produção total de petróleo e gás natural, consolidando sua liderança no setor.

Segundo o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), que representa empresas do setor, o Brasil ocupa a 8ª posição entre os maiores produtores de petróleo do mundo. Em contraste, os cinco maiores produtores, Estados Unidos, Rússia, Arábia Saudita, Canadá e Irã, respondem por metade da produção global, evidenciando a dimensão do mercado internacional.

Paes lidera disputa no Rio; Flávio Bolsonaro é o favorito para uma das vagas ao Senado, aponta o AtlasIntel

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Rio de Janeiro (RJ), 01/01/2025 - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes durante cerimônia de posse no Palácio Pedro Ernesto, no centro da capital fluminense.
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O instituto AtlasIntel divulgou hoje (2) uma pesquisa de intenção de voto sobre as eleições de 2026 no Rio de Janeiro (RJ). O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que para ser candidato a governador tem que renunciar ao cargo até abril do próximo ano, lidera os cenários estimulados, sendo o favorito na pesquisa. Na disputa pelo Senado, Flávio Bolsonaro (PL), que pode tentar um novo mandato, é o favorito para uma das vagas. Quanto à eleição presidencial no RJ, temos um empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o governador de São Paulo (SP), Tarcísio de Freitas (Republicanos).
No primeiro cenário, Eduardo Paes lidera com 43,9% das intenções de voto. O presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), é o segundo colocado com 12,4%. O ex-secretário estadual dos Transportes, Washington Reis (MDB), que está inelegível, registra 9,8%. A vereadora Mônica Benício (PSOL) atinge 6,6%. Outros nomes atingem 16,4%. Brancos, nulos e indecisos somam 10,9%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
No segundo cenário, Paes lidera com 40%. O senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 32,8%. O ex-prefeito de Maricá (RJ) Fabiano Horta (PT) soma 5,6%. Rodrigo Bacellar aparece com 5,2%. Washington Reis tem 4%. Mônica Benício atinge 3,6%. O ex-governador Wilson Witzel (PSDB) atinge 0,6%. Outros nomes somam 3,1%. Brancos, nulos e indecisos somam 5%.
Para a eleição ao Senado foram testados dois cenários. Na primeira simulação, Flávio Bolsonaro lidera com 22,6%. A deputada federal Benedita da Silva (PT) registra 17%. O ex-deputado Alessandro Molon (PSB) soma 16,1%. O senador Carlos Portinho (PL) atinge 14,1%. A ex-deputada Clarissa Garotinho (Republicanos) tem 4,1%. O deputado federal Otoni de Paula (MDB) soma 2,2%. Outros nomes contabilizam 11,4%. Brancos, nulos e indecisos somam 19,6%.
No segundo cenário estimulado, Flávio Bolsonaro lidera com 23,1%. Benedita registra 17,2%. Molon soma 16,5%. O governador Cláudio Castro (PL) aparece com 12,4%. O ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) atinge 2,5%. Otoni de Paula aparece com 1,7%. Outros nomes somam 12,2%. Brancos, nulos e indecisos atingem 14,4%.
Sobre a eleição ao Palácio do Planalto no RJ, Lula divide a liderança com Tarcísio de Freitas. Lula aparece com 35% das intenções de voto. Tarcísio registra 33,5%. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) tem 8,4%. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), registra 3%. O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), aparece com 2,9%. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), tem 2,5%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), soma 2,1%. Outros nomes atingem 9%. Brancos, nulos e indecisos contabilizam 3,2%.
De acordo com o AtlasIntel, o presidente Lula é desaprovado por 57% dos eleitores no RJ. A aprovação do presidente é de 39%. O governador Cláudio Castro é desaprovado por 64% e aprovado por 29%.
Segundo o Atlas, 73,9% dos eleitores querem que o próximo governador seja “alguém que faça uma gestão diferente da atual”. Apenas 23,7% preferem “alguém que dê continuidade à gestão atual”. Esses números combinado com a desaprovação de Cláudio Castro indica que o governador terá dificuldades para eleger o sucessor, o que beneficia Eduardo Paes, o nome mais forte da oposição.

Túnel Santos-Guarujá será leiloado na próxima sexta-feira (5)

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

O leilão para a construção do túnel que ligará Santos e Guarujá, no litoral paulista, acontecerá na próxima sexta-feira (5), a partir das 16h, na B3, sede da bolsa de valores de São Paulo. Na disputa, dois grupos estrangeiros irão concorrer: a espanhola Acciona e a portuguesa Mota-Engil. A concessionária vencedora assumirá a construção, operação e manutenção do túnel por 30 anos.

Além disso, a Acciona atualmente executa as obras da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo, enquanto a Mota-Engil assinou recentemente contrato com a Petrobras para realizar serviços nos sistemas submarinos de plataformas offshore.

O projeto tem investimento estimado em R$ 6,8 bilhões. O governo de São Paulo e o governo federal fornecerão até R$ 5,14 bilhões como aporte público, dividindo igualmente o valor, enquanto a iniciativa privada cobrirá o restante do investimento.

Primeira travessia submersa do Brasil

O túnel Santos-Guarujá será a primeira travessia submersa do Brasil e terá 1,5 km de extensão, sendo que 870 metros serão instalados no leito do canal portuário por módulos de concreto pré-moldados.

Além disso, a obra contará com três faixas de rolamento em cada sentido, incluindo uma para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de:

  • ciclovia;
  • espaço para pedestres;
  • galeria de serviços.

O projeto já recebeu a licença ambiental prévia da Cetesb, emitida em agosto de 2025.

Redução no tempo de tráfego

Atualmente, a travessia entre Santos e Guarujá ocorre de duas formas:

  • Pelo trajeto de 43 km via Rodovia Cônego Domênico Rangoni, usado principalmente por veículos comerciais, com tempo médio de 60 minutos;
  • Pelo sistema de balsas e barcas, que transporta pedestres, ciclistas e veículos leves, com tempos de travessia entre 18 e 60 minutos, dependendo das condições do porto.

Com a construção do túnel, espera-se desafogar o tráfego, reduzir a pressão sobre a Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP-055) e aumentar a capacidade de escoamento do Porto de Santos, que atualmente enfrenta congestionamentos frequentes.

Lula aparece tecnicamente empatado com Tarcísio, Michelle e Bolsonaro, aponta a pesquisa Real Time Big Data/Record

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Técnicos do TRE-DF realizam a conferência e a lacração de urnas eletrônicas para o 1º turno das Eleições 2022. sucessão
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A pesquisa Real Time Big Data/Record divulgada em 1º de setembro sobre a sucessão de 2026 aponta que o presidente Lula (PT) aparece tecnicamente empatado com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL); e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível e em prisão domiciliar. Embora Lula esteja numericamente à frente de Tarcísio, Michelle e Bolsonaro, o quadro é de empate técnico em função da margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

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Nos cenários em que Tarcísio, Michelle e Bolsonaro não aparecem nas simulações, Lula lidera. O presidente supera os governadores do Paraná, Ratinho Júnior (PSD); do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil). Lula também está à frente do ex-presidente Michel Temer (MDB), que embora não seja pré-candidato foi incluído nas simulações, e de Renan Santos, ativista ligado ao partido Missão, criado pelo Movimento Brasil Livre (MBL). Em um dos cenários testados, com o candidato do PT sendo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ocorre um empate técnico com Michel Temer.

CENÁRIOS DE INTENÇÃO DE VOTO

Candidatos Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Cenário 4 Cenário 5 Cenário 6 Cenário 7
Lula (PT) 42 43 43 42 45 45
Fernando Haddad (PT) 22
Tarcísio de Freitas 40
Michelle Bolsonaro (PL) 37
Jair Bolsonaro (PL) 43 39
Romeu Zema (Novo) 4 5 4 10 11 14
Ratinho Júnior (PSD) 21
Eduardo Leite (PSD) 17
Ronaldo Caiado (União Brasil) 4 5
Michel Temer (MDB) 11 22
Renan Santos (Missão) 2 2 1 2 3 3
Branco/Nulo 7 8 6 5 8 9 12
Indecisos 5 5 3 3 10 10 20
Fonte: Real Time Big Data (28 a 30/09)

Quando comparamos as intenções de voto em Lula com a soma dos demais candidatos da oposição, constatamos que a eleição de 2026 será bastante acirrada. No primeiro cenário, Lula tem 42% contra 46% de seus adversários. Nas demais simulações, os percentuais são: 43% a 44% (cenário 2); 43% a 48% (cenário 3); 42% a 50% (cenário 4); 45% a 37% (cenário 5); e 45% a 36% (cenário 6).

Na véspera do julgamento de Jair Bolsonaro, que poderá levar o ex-presidente a cumprir uma longa pena em regime fechado, o capital político de Bolsonaro permanece elevado. Neste momento, Jair Bolsonaro aparece tecnicamente empatado com Lula em todas as simulações.

Como mostram pesquisas divulgadas por outros institutos na semana passada, o candidato mais competitivo contra Lula permanece sendo Tarcísio de Freitas, que vem ganhando força como pré-candidato, ampliando sua exposição no cenário nacional.

De acordo com a pesquisa, Jair Bolsonaro é rejeitado por 40% dos entrevistados. Na sequência aparecem Lula (39%); Temer (37%); Michelle (34%); Haddad (30%); Tarcísio (29%); Caiado (25%); Leite (25%); Zema (21%); Ratinho (19%); e Renan Santos (15%). Os baixos índices de rejeições dos governadores, principalmente de Tarcísio, Caiado, Ratinho, Leite e Zema indicam que eles terão um peso importante no jogo de 2026, sendo fundamentais na construção do antagonista de Lula.

Outro dado interessante é que, apesar de Lula (29%) e Jair Bolsonaro (21%) concentrarem 50% das intenções de voto na menção espontânea, 31% dos eleitores estão indecisos. Esse índice elevado aponta, de um lado, um desgaste da polarização do lulismo contra o bolsonarismo, e de outro, espaço para o surgimento de uma nova alternativa de poder.

STF ignorará “pressões internas ou externas”, afirma Moraes em julgamento de Bolsonaro

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Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1 (Manhã) - 02/09/2025 Alexandre de Moraes
Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete acusados pela tentativa de golpe de Estado, iniciou o julgamento nesta terça-feira (2) afirmando que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará todos os réus com imparcialidade, sem ceder a pressões internas ou externas.

“Esse é o papel do Supremo Tribunal Federal, julgar com imparcialidade e aplicar a Justiça a cada um dos casos concretos, independentemente de ameaças ou coação, ignorando pressões internas ou externas”, afirmou.

Moraes destacou que as provas serão analisadas e que, em caso de dúvida razoável, os réus serão absolvidos.

O relator afirmou que a polarização política tem seus conflitos, mas reiterou que a pacificação só acontecerá com o cumprimento das leis e da Constituição, nunca pela covardia e a impunidade.

“A história nos ensina que a impunidade, a omissão e a covardia não são opções para a pacificação, pois o caminho aparentemente mais fácil – e só aparentemente –, que é o da impunidade, deixa cicatrizes traumáticas na sociedade e corrói a democracia, como lamentavelmente o passado recente no Brasil demonstra”, sustentou Moraes.

Resposta à ataques contra soberania

Sem citar diretamente o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Moraes denunciou “condutas dolosas e conscientes” que tentam submeter o Judiciário ao controle de um Estado estrangeiro, em referência às sanções impostas pelos Estados Unidos a ministros do STF, incluindo ele próprio, sob a Lei Magnitsky.

“Essa tentativa de obstrução não afetará a imparcialidade e a independência dos juízes deste Supremo Tribunal Federal”, reiterou.

O ministro também afirmou que o trabalho da Corte é soberano, dizendo que “a história deste Supremo Tribunal Federal demonstra que jamais faltou ou jamais faltará coragem aos seus membros para repudiar as agressões dos inimigos da soberania nacional, da democracia, do Estado de Direito ou da independência do Poder Judiciário.”

Crimes em julgamento

Bolsonaro, ex-ministros, generais e outros aliados respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado.

A denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) separou os 32 acusados em cinco núcleos de atuação, levando em conta a separação já feita pela investigação da Polícia Federal (PF). O julgamento que se iniciou hoje é composto pelo primeiro núcleo, chamado “núcleo crucial”, onde estão oito pessoas acusadas de comandarem toda a tentativa de golpe de Estado.

Apenas Alexandre Ramagem responde por três dos cinco crimes, devido à prerrogativa de função parlamentar. O deputado continua respondendo pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

São os réus:

  • Alexandre Ramagem (PL-RJ): ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e atual deputado federal;
  • Almir Garnier: almirante e ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres: ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno: general da reserva e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Jair Bolsonaro (PL): ex-presidente da República, atualmente em prisão domiciliar;
  • Mauro Cid: tenente-coronel, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e delator do esquema;
  • Paulo Sérgio Nogueira: general e ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto: general da reserva, ex-ministro da Casa Civil, ex-ministro da Defesa e candidato à vice na chapa de 2022 (PL), atualmente preso.

Análise: Agendas possíveis e as improváveis no Legislativo

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Congresso Nacional, Poder Legislativo
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Em meio a um cenário político conturbado, marcado pela crise comercial com os Estados Unidos, pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pela CPMI do INSS, o Congresso Nacional tem pela frente uma agenda extensa até o fim do ano. Contudo, nem todos os itens devem prosperar. Há propostas com maior chance de avanço, sobretudo as de interesse do governo, enquanto a oposição encontra mais dificuldade para aprovar a sua pauta prioritária.

A agenda do Executivo reúne medidas de forte apelo eleitoral, pouco suscetíveis à resistência parlamentar. Entre elas, está a redução nas contas de energia elétrica. A Medida Provisória (MP) nº 1.300/25, que pode ser votada em Comissão Mista esta semana, amplia a tarifa social de energia para famílias de baixa renda. Apesar de envolver questões regulatórias, a ampliação do benefício, uma prioridade do governo, encontra respaldo no Legislativo. Paralelamente, a MP nº 1.304/25 busca reduzir os impactos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para o consumidor e também deve contar com apoio suficiente.

Nesta semana será lançado ainda o programa Gás do Povo, que garantirá o acesso de famílias em situação de vulnerabilidade ao gás de cozinha. O tema será tratado por MP com aprovação praticamente certa. Bem como o Projeto de Lei (PL) nº 1.087/25, que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil mensais, que será votado nos próximos dias na Câmara.

Essas propostas trazem, no entanto, impacto fiscal. Para compensar os custos, o governo aposta em aumento de arrecadação. O próprio projeto do Imposto de Renda prevê novas tributações sobre setores específicos. Além disso, a MP nº 1.303/25 estabelece regras para a tributação de aplicações financeiras e ativos virtuais. Apesar das críticas, a expectativa é de que essas medidas avancem no Congresso, por estarem atreladas ao financiamento das promessas de maior apelo social.

Já a segunda parte da pauta governista encontra maiores entraves. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, área dominada pela “bancada da bala”, enfrenta resistências e deve seguir tramitação lenta, assim como a regulação do ambiente digital. O PL nº 2.338/23, que trata do uso da Inteligência Artificial, e os projetos para disciplinar as big techs no Brasil são alvos de forte oposição e dificilmente terão avanço significativo este ano.

A oposição, por sua vez, tampouco deve obter êxito em suas propostas. O projeto de anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 (PL nº 2.858/22), que incluiria Bolsonaro, é considerado politicamente inviável no momento. Outras iniciativas, como a PEC da Blindagem (PEC nº 3/21), que busca limitar ações do Judiciário contra parlamentares, e a PEC do fim do foro privilegiado (PEC nº 333/17) também não contam com apoio suficiente e tendem a ficar pelo caminho.