25.5 C
Brasília
Home Blog Page 90

Conab destina R$ 300 milhões para apoiar produtores de arroz na safra 2025/2026

0
arroz
Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou, nesta segunda-feira (1º), a destinação de mais R$ 300 milhões para operações de Contratos de Opção de Venda (COV) de arroz. A medida busca garantir preços mais justos ao produtor e viabilizar contratos para cerca de 200 mil toneladas da safra 2025/2026.

O presidente da estatal, Edegar Pretto, anunciou o investimento durante a 48ª Expointer, em Esteio (RS). Ele explicou que o mecanismo dos COV funciona como um seguro de preços ao produtor.

Segundo Edegar Pretto, o mecanismo funciona como uma “mão amiga” do governo federal. Ele destacou que a medida garante ao agricultor, antes mesmo da semeadura, a possibilidade de vender o arroz por um preço que torna o cultivo economicamente viável. Isso permite que o produtor planeje sua lavoura com a segurança de uma remuneração adequada.

“Caso ele opte por vender ao governo, o arroz irá para os estoques públicos e contribuirá para o abastecimento alimentar”, afirma Pretto.

O governo definirá em portaria interministerial os preços a pagar aos produtores, bem como as datas de negociação e de vencimento dos contratos. Depois, a Conab publicará os editais com os detalhes da nova operação.

Terceira rodada de COV

Em menos de um ano, a Conab já lançou três rodadas de Contratos de Opção de Venda (COV) para apoiar os produtores de arroz, mobilizando aproximadamente R$ 1,5 bilhão.

No final de 2024, a estatal anunciou quase R$ 1 bilhão em contratos de opção, que representaram até 500 mil toneladas da safra 2024/2025. Naquele momento, como medida preventiva diante da expectativa de oferta abundante, a Conab sinalizou um preço acima de R$ 87 por saca de 50 quilos de arroz em casca. Como resultado, os produtores negociaram 91 mil toneladas, das quais uma parte já integra os estoques públicos.

Em seguida, em junho deste ano, a companhia lançou a segunda rodada de COV para reagir à queda nos preços da safra atual. Entre outubro de 2024 e junho de 2025, a média estadual de mercado recuou mais de 42% e atingiu R$ 65,46 por saca de 50 quilos.

Nessa nova rodada, o governo sinalizou preços próximos de R$ 74. Dessa forma, houve forte adesão e os produtores venderam quase 100% dos contratos, o que equivale a 109,2 mil toneladas.

Sem acordo com governo, agro articula pela derrubada da MP alternativa ao IOF

0
02/09/2025 - Comissão Mista da Medida Provisória 1300/25 Apreciação de Relatório. Dep. Joaquim Passarinho (PL - PA) agro
Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

Com pouco mais de um mês de prazo antes que a medida provisória alternativa ao IOF (MP 1.303/25) perca a validade, ainda não há acordo entre o governo e a bancada do agronegócio sobre o texto. O principal ponto de impasse permanece sendo a tributação de letras de créditos, certificados de recebíveis e debêntures. Atualmente, todos esses títulos são isentos de Imposto de Renda. Com a medida provisória, eles passariam a ser taxados com uma alíquota de 5%.

Esta matéria foi publicada primeiro no Arko Alerta, exclusivo para clientes Arko Advice. Para saber como receber, CLIQUE AQUI.

Outras frentes

O movimento pela derrubada da MP deve ser adotado por outras frentes parlamentares. O deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) disse à Arko Advice que o grupo deve se juntar aos ruralista nessa demanda. Segundo ele, não faria sentido seguir com as propostas arrecadatórias depois que o STF reestabeleceu parcialmente o aumento do IOF promovido inicialmente pelo governo.

Governo se diz aberto a negociar

Em conversa com a Arko, o relator da matéria, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), afirmou que as próximas semanas serão de negociação, mas que provavelmente o governo terá que abrir mão de alguma coisa para que a matéria seja aprovada. O desejo do governo é que o texto seja mantido na íntegra, mas o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que estão dispostos a negociar com os setores para que a MP seja aprovada, tendo em vista a importância econômica para as contas públicas.

Fazenda em jogo

Segundo apuração da Arko, a Fazenda e a bancada do agronegócio tem se reunido para discutir a MP. De um lado, o setor argumenta que a taxação inviabiliza investimentos. Do outro, a Receita Federal aponta esses títulos não estão sendo efetivamente direcionadas para os setores que prometem e, portanto, devem ser taxados como os outros investimentos.

Receita exigirá dados de fintechs de forma retroativa

0
Brasília (DF), 03/09/2025 - Comissão de Finanças e Tributação da Câmara durante audiência pública para debater o tema Operação Carbono Oculto: justiça fiscal e regulação. Participou o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Receita Federal determinou que as fintechs brasileiras deverão repassar ao Fisco, de forma retroativa a janeiro de 2025, informações sobre movimentações financeiras de seus clientes, igualando as obrigações às dos bancos tradicionais.

A exigência foi anunciada pelo secretário Robinson Barreirinhas, em audiência na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara nesta quarta-feira (3), após a publicação da Instrução Normativa RFB 2.278/25, editada para coibir crimes como lavagem de dinheiro e evasão fiscal no setor financeiro—especialmente após operações recentes que revelaram o uso dessas startups por organizações criminosas.

“As mentiras, sim, ajudaram o crime organizado. A gente corrigiu agora na sexta-feira e vamos pedir os dados retroativamente a janeiro. A partir dessas informações, eu tenho certeza de que mais coisas serão encontradas relacionadas a esse tipo de problema”, disse Barreirinhas.

Como funcionam as novas regras

A partir de agora, as fintechs passam a enviar dados trimestralmente à Receita por meio do sistema e-Financeira, informando saldos e movimentações de contas de pessoas físicas (a partir de R$ 2 mil) e jurídicas (de R$ 6 mil em diante).

A obrigação inclui totais mensais de débitos e créditos por contribuinte, sem detalhar cada operação individual (como Pix). O objetivo é aumentar a capacidade de rastreamento do Fisco e permitir que autoridades identifiquem movimentações atípicas ou suspeitas, mantendo preservado o sigilo bancário.

A decisão veio após tentativas anteriores de fiscalização terem sido revogadas por conta de desinformação sobre cobrança de impostos no Pix. A nova regra, publicada após megaoperação contra o crime organizado usando fintechs e postos de combustíveis, busca tapar lacunas regulatórias e separar, segundo o secretário, “o joio do trigo” no setor.

Impacto para clientes

Na prática, para clientes comuns, não há mudança: não há nova tributação sobre operações instantâneas.

Para as fintechs, a adequação pode elevar custos administrativos e exigir investimentos em compliance, com possíveis impactos em taxas ou oferta de serviços. O setor, no entanto, ganha maior transparência e tende a ser visto como mais seguro pelo mercado.

Governo prorroga alíquota de importação da borracha natural por 2 anos

0
borracha, seringueira
Foto: Reprodução/AgênciaGov

Em reunião do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), o Governo Federal decidiu prorrogar por mais 24 meses, até agosto de 2027, a alíquota de 10,8% sobre a importação de borracha natural.

A medida atende às reivindicações de produtores e entidades do setor, como a Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha Natural (APABOR) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (SPA/Mapa), ressaltou que a decisão valoriza a borracha nacional e fortalece a autossuficiência do setor.

“Essa é uma ação estratégica que oferece mais segurança e previsibilidade ao setor”, afirmou.

Valorização da produção nacional

A prorrogação da alíquota reforça a produção nacional, garantindo melhores preços ao produtor e estimulando a produção interna até que o país atinja a autossuficiência. No momento, o Brasil ainda depende de 40% a 50% da borracha importada para suprir a demanda interna.

Além disso, a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa (SCRI) aponta que o país produz, em média, mais de 370 mil toneladas anuais de borracha natural. São Paulo lidera a produção, respondendo por mais de 60% do total, seguido por outros estados:

  • Minas Gerais
  • Goiás
  • Bahia
  • Mato Grosso do Sul
  • Mato Grosso
  • Espírito Santo

Nos últimos cinco anos, a produção nacional cobriu, em média, 57% da demanda interna. Paralelamente, Indonésia, Tailândia, Costa do Marfim e Malásia permaneceram como os principais fornecedores externos, reforçando a importância de políticas que estimulem a produção interna.

Ampliação da Tarifa Social de energia avança; mudanças regulatórias ficam para depois

0
Conta de energia elétrica. luz, eletricidade, tarifa social
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Medida Provisória (MP 1300/25), que amplia os benefícios da Tarifa Social de Energia Elétrica, foi aprovada em comissão mista nesta quarta-feira (3), após o relator suprimir do texto temas regulatórios que não tinham relação direta com o programa. Esses assuntos devem ser tratados na MP 1.304/25, enviada ao governo ao Congresso para contornar benefícios considerados “jabutis” que encareceriam a conta de luz. Com a aprovação, a proposta segue para análise do plenário da Câmara dos Deputados.

Esta matéria foi publicada primeiro no Arko Alerta, exclusivo para clientes Arko Advice. Para saber como receber, CLIQUE AQUI.

“Para evitar tumulto na tramitação da Tarifa Social, que é a pauta prioritária dessa matéria, entendemos, nessas últimas 24 horas, a necessidade de enxugar ainda mais o texto e focar na questão tarifária, principalmente na Tarifa Social, para levar uma versão mais objetiva ao plenário da Câmara e do Senado”, disse o relator, Fernando Coelho Filho (União-PE).

Com a MP focada no benefício social, o governo articula a votação no plenário da Câmara para a próxima semana, entre os dias 9 e 10 de setembro. De acordo com o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), o cronograma é necessário para que a matéria seja aprovada a tempo no Senado, uma vez que a MP perde a validade em 17 de setembro. Rodrigues afirmou que a pauta já está acordada com as presidências da Câmara e do Senado.

O que foi retirado do texto

Para agilizar a tramitação, o relator da matéria retirou do parecer a proposta de prorrogação por 30 anos de concessões de geração hidrelétrica em regiões metropolitanas. Também foi excluído um trecho que tratava da atribuição de responsabilidades a pessoas contratadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em atividades relacionadas à formação de preços. Segundo o relator, as supressões foram feitas para facilitar a aprovação das novas regras da Tarifa Social.

Entre os temas regulatórios suprimidos, estão o cronograma de abertura do mercado livre de energia elétrica para consumidores de baixa tensão e a criação de critérios mais rígidos para equiparação de consumidores como autoprodutores. O texto do governo também tratava da limitação dos descontos nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão (TUST) e de distribuição (TUSD) e o rateio dos custos da mini e microgeração distribuída (MMGD). Tudo isso ficou para ser discutido posteriormente.

Benefícios para Norte e Nordeste

Apesar da retirada de outros temas, o relator incluiu no texto um mecanismo para a redução das contas de luz nas regiões Norte e Nordeste. A proposta prevê a repactuação de valores de Uso do Bem Público (UBP) de hidrelétricas, com a destinação exclusiva dos recursos obtidos para a modicidade tarifária nas áreas de abrangência da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) durante o biênio 2025-2026. O governo se posicionou favoravelmente à mudança.

Como vai funcionar a nova Tarifa Social

A proposta altera a estrutura de descontos e isenções do programa. Veja os principais pontos:

  • Desconto no consumo: Famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) terão desconto de 100% na fatura para a parcela de consumo de até 80 kWh/mês. Para o consumo que exceder essa faixa, não haverá desconto. O modelo atual prevê um escalonamento, com 65% de desconto para consumo até 30 kWh/mês. Esta regra entrará em vigor 45 dias após a publicação da lei.
  • Famílias indígenas e quilombolas: Integrantes desses grupos que estejam inscritos no CadÚnico também terão direito ao desconto de 100% para o consumo de até 80 kWh/mês, com o benefício custeado pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
  • Isenção da CDE: A partir de 1º de janeiro de 2026, famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal per capita entre meio e um salário mínimo ficarão isentas do pagamento das quotas da CDE em sua conta de luz. A isenção será aplicada para um consumo mensal de até 120 kWh em uma única unidade consumidora.

Produção industrial recua 0,2% em julho, segundo IBGE

0
indústria
Foto: Miguel Ângelo/CNI

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (3) os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), que revelam uma queda de 0,2% na produção industrial em julho em relação a junho. O setor mantém um desempenho predominantemente negativo desde abril, quando registrou perda acumulada de 1,5%.

Apesar da retração recente, a produção industrial ainda está 1,7% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020), embora permaneça 15,3% abaixo do recorde histórico atingido em maio de 2011. Na comparação anual, com julho de 2024, o setor apresentou ligeira alta de 0,2%.

O gerente da pesquisa, André Macedo, destaca que a indústria mostra menor intensidade de crescimento desde abril e registra apenas 0,3% acima do patamar de dezembro de 2024.

“[…] um sinal importante da menor intensidade que marca o comportamento da indústria desde abril é evidenciado pelo pequeno saldo positivo em relação ao patamar de dezembro de 2024″

Queda na produção

Houve queda na produção em 13 das 25 atividades industriais, com destaque para:

  • Metalurgia: recuo de 2,3%, interrompendo dois meses consecutivos de avanço, quando acumulou ganho de 1,6%;
  • Outros equipamentos de transporte: -5,3%;
  • Impressão e reprodução de gravações: -11,3%;
  • Bebidas: -2,2%;
  • Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos: -3,7%;
  • Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos: -2,0%;
  • Produtos diversos: -3,5%;
  • Produtos de borracha e de material plástico: -1,0%.

Produção industrial avançou

Na comparação com julho de 2024, a produção industrial avançou 0,2% em julho de 2025. O resultado positivo ocorreu em uma das quatro grandes categorias econômicas, 12 dos 25 ramos, 39 dos 80 grupos e 47,8% dos 789 produtos pesquisados. Vale destacar que ambos os meses tiveram 23 dias úteis.

Entre as atividades, as principais influências positivas vieram de:

  • Indústrias extrativas: +6,3%, puxadas pela maior produção de óleos brutos de petróleo e gás natural;
  • Produtos alimentícios: +2,2%;
  • Produtos farmoquímicos e farmacêuticos: +12,0%;
  • Máquinas e equipamentos: +5,2%;
  • Produtos químicos: +1,9%;
  • Produtos têxteis: +9,9%;
  • Celulose, papel e produtos de papel: +3,8%;
  • Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos: +8,7%.

André Macedo, explica que o setor extrativo apresentou comportamento positivo em todas as comparações, sendo o principal impacto favorável no resultado geral da indústria. Ele destaca o crescimento contínuo de óleos brutos de petróleo e gás natural.

“Nessa atividade, também vale destacar os resultados positivos no ano de 2025 dos produtos minérios de ferro, manganês e cobre”, explica Macedo.

Textos da reforma administrativa ainda não têm previsão de serem apresentados

0
Pedro Paulo, reforma administrativa
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados promoveu, nesta quarta-feira (3), uma sessão de debates no plenário para tratar da reforma administrativa. Apesar da sinalização de apoio à proposta institucionalmente, ainda não há previsão de apresentação dos textos que irão compôr a reforma.

O coordenador do Grupo de Trabalho (GT) destinado ao tema, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), ainda precisa apresentar o texto para algumas bancadas de partidos e, após essa fase, deve aguardar o aval do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) para publicizar os projetos.

Esta matéria foi publicada primeiro no Arko Alerta, exclusivo para clientes Arko Advice. Para saber como receber, CLIQUE AQUI.

Revisão anual de gastos

A sessão especial contou com a fala de diversas entidades representativas do setor privado e também de servidores públicos. O coordenador do GT afirmou que deve apresentar uma proposta que obrigue o Poder Público a fazer uma revisão anual de gastos. Pela proposta, o governo seria obrigado a enviar ao Congresso um relatório com avaliações de programas, subsídios e uma série de gastos do Executivo. O impacto fiscal dessas medidas, cenários e projeções teriam de ser, segundo o projeto, considerados na análise das leis orçamentárias da União.

“Vamos trazer uma proposta, dos companheiros do PSDB e que foi concebida lá atrás pelo senador José Serra, que é ter um relatório, uma revisão anual de gastos e isso ser obrigatório para todos os entes”, disse o deputado.

O parlamentar reforçou ainda a intenção de revisar as chamadas verbas indenizatórias do Poder Judiciário.

União Europeia analisa acordo de livre comércio com o Mercosul sob forte pressão da França

0
Lula, Ursula von der Leyen, Mercosul, União Europeia, UE
Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Comissão Europeia apresenta nesta quarta-feira (3) para aprovação o acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, beneficiando países como a Alemanha, que buscam novos mercados para compensar as tarifas impostas por Trump. No entanto, a iniciativa enfrenta resistência da França e de seus aliados, principais críticos do acordo.

Formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, o Mercosul concluiu as negociações com a UE em dezembro passado, cerca de 25 anos após o início das conversações.

Atualmente, o acordo será submetido à aprovação da União Europeia, passando por votação no Parlamento Europeu e exigindo maioria qualificada entre os governos do bloco, ou seja, 15 dos 27 membros que representam 65% da população da UE. Apesar disso, não há garantia de que será aprovado em nenhum dos casos.

Novas alianças comerciais

Em resposta à reeleição de Trump, em novembro do ano passado, a União Europeia intensificou seus esforços para firmar novas alianças comerciais, acelerando negociações com Índia, Indonésia e Emirados Árabes Unidos, enquanto aprofundava os laços com parceiros de livre comércio já existentes, como Reino Unido, Canadá e Japão.

Segundo o executivo da UE, o acordo com o Mercosul é o maior já firmado em termos de reduções tarifárias e representa uma etapa crucial para diversificar os laços comerciais do bloco.

Oposição ao acordo

A França, maior produtora de carne bovina da União Europeia e principal crítica do acordo, classificou-o como “inaceitável”.

Além disso, agricultores europeus têm protestado repetidamente, alegando que o acordo permitiria a entrada de commodities sul-americanas baratas, principalmente carne bovina, que, segundo eles, não cumpririam os padrões de segurança alimentar e ambiental da UE.

A Comissão Europeia, contudo, rejeita essas críticas, afirmando que o acordo respeita todos os requisitos do bloco.

Como consequência, críticos esperam que o Parlamento Europeu bloqueie o acordo, onde os Verdes e a extrema direita se opõem, ou que os governos da UE o rejeitem, caso países como Polônia e Itália se unam à França na resistência, impedindo a obtenção da maioria necessária.

Benefícios

Os defensores do acordo na União Europeia consideram o Mercosul um mercado em expansão para carros, máquinas e produtos químicos europeus, além de uma fonte confiável de minerais essenciais para a transição verde, como o lítio metálico para baterias, do qual a Europa atualmente depende da China.

Além disso, eles ressaltam os benefícios para o setor agrícola, já que o acordo ampliaria o acesso a produtos europeus e reduziria tarifas sobre queijos, presunto e vinho.

Governo prorroga prazo do drawback suspensão para exportadores afetados por tarifaço

0
importação, exportação, comércio, navio, embarcação
Foto: Reprodução

O governo federal anunciou a prorrogação, por mais 12 meses, do prazo do regime de drawback suspensão para exportadores brasileiros prejudicados pelas medidas tarifárias impostas unilateralmente pelos Estados Unidos. A decisão foi formalizada em portaria da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Drawback suspensão

O drawback suspensão permite que empresas adquiram, no Brasil ou no exterior, insumos destinados à produção de bens exportados sem a cobrança de tributos. Com a prorrogação, companhias que tiveram contratos afetados pelo tarifaço norte-americano terão um ano adicional para cumprir suas exportações, sem risco de cobrança de impostos, juros ou multas. Nesse período, as mercadorias poderão ser vendidas tanto aos EUA quanto a outros mercados.

A medida integra o Plano Brasil Soberano, lançado em 13 de agosto por meio da Medida Provisória nº 1.309, que busca proteger a atividade produtiva nacional, preservar empregos e diversificar destinos de exportação diante das barreiras comerciais impostas pelos EUA.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), destacou que a decisão atende a uma demanda do setor produtivo.

“A prorrogação do drawback vai impedir que exportadores prejudicados tenham de arcar com impostos ou multas. Eles terão mais um ano para buscar novos mercados ou exportarem para os próprios Estados Unidos”, afirmou.

Em 2023, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram mais de US$ 40 bilhões, das quais US$ 10,5 bilhões, cerca de 26%, foram realizadas sob o regime de drawback suspensão, envolvendo quase mil empresas.

Como solicitar

Os exportadores interessados na prorrogação devem enviar correspondência ao Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex/Secex), com a documentação exigida na portaria, por meio do módulo de Anexação Eletrônica de Documentos do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex).

Entrevista vai avaliar satisfação dos consumidores de energia elétrica

0
energia elétrica, conta de luz, eletricidade
Foto: Valdenir Daniel Cavalheiro/Copel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou, na quinta-feira passada (28/08), a relação dos 636 municípios sorteados nos quais serão aplicadas 28.958 entrevistas, na forma de questionário, para avaliar o grau de satisfação dos consumidores residenciais em relação aos serviços prestados por 103 distribuidoras de energia elétrica.

A pesquisa, que visa melhorar a qualidade dos serviços oferecidos e está em sua 26ª edição, vai gerar o Índice Aneel de Satisfação do Consumidor (IASC). As empresas que obtiverem as melhores avaliações, segundo a percepção dos clientes, serão premiadas e estarão autorizadas a utilizar o Selo de Qualidade como ferramenta de divulgação institucional.

Os pesquisadores estarão identificados por crachá e uniforme institucional, e utilizarão veículos caracterizados com a logomarca da empresa Qualitest Inteligência em Pesquisa, contratada pela agência para o trabalho. A relação dos municípios pode ser vista aqui, e o questionário que será aplicado pode ser lido aqui.

A agência aprovou, na semana passada, a abertura da consulta pública sobre proposta de indicadores e metas de desempenho para o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), entidade responsável pela coordenação e pelo controle da operação do sistema elétrico, que envolve transmissão, distribuição e consumidores.

A consulta traz uma lista com 14 indicadores. Destes, seis foram mantidos conforme o ciclo anterior, cinco foram mantidos com ajustes e três foram acrescentados. A Consulta Pública nº 029/2025 está disponível para contribuições até 29 de setembro pelo e-mail cp029_2025@aneel.gov.br.