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Relator retira debêntures da alíquota de 5%, mas taxa estrangeiros

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Carlos Zarattini
Foto: Câmara dos Deputados

Em seu relatório à medida provisória (MP) que taxa investimentos isentos (MP 1.303/25), o relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), retirou as debêntures de infraestrutura da lista de papéis que teriam taxação no IR. Por outro lado, foi mantida a taxa de 17,5% nas debêntures de infraestrutura controladas por estrangeiros.

O relatório ainda diz que será reduzida para 5% “a atual tributação incidente sobre os rendimentos auferidos com as referidas debêntures pelos fundos isentos no resgate, amortização e alienação de cotas”.

Como a Arko Advice antecipou, Zarattini aumentou de 5 para 7,5% a proposta de taxação de LIG, LCD, LH, LCI e LCA, como forma de manter isentos CRI, CRA, CDA, WA e CPR. Após a leitura do relatório, a comissão adiou a votação para a próxima terça-feira (30).

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Ativos virtuais

Zarattini manteve a previsão de tributação de 17,5% sobre os rendimentos auferidos em operações com ativos virtuais, incluindo criptoativos e criptomoedas. Ele fez, porém, uma modificação criando o Regime Especial de Regularização de Ativos Virtuais (RERAV). A ideia é promover a regularização voluntária de ativos virtuais de origem lícita que não foram declarados até agora. Nesse caso, o contribuinte pagará 7,5% de IR sobre o valor de mercado dos ativos em 31 de dezembro de 2025.

A adesão ao programa de regularização extingue o crédito tributário relacionado a fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2025 e evita a aplicação de punições por falta de declaração dos bens.

Posicionamentos

O relatório de Zarattini foi mal recebido na bancada do agronegócio. Os parlamentares criticaram a elevação da taxação sobre LCA, de 5 para 7,5%, ainda que em contrapartida à isenção de CRI e CRA. O entendimento é que LCA tem maior impacto sobre o setor, servindo como ferramenta de financiamento alternativa ao Plano Safra.

Após a bancada do agro indicar que votaria contra o texto, Zarattini admitiu a possibilidade de reduzir a tributação sobre LCA. No relatório apresentado nesta quarta-feira (24), está prevista a taxação desse tipo de papel em 7,5%. Originalmente, a taxa seria de 5%, mas houve elevação após a decisão de isentar alguns títulos como debêntures, CRI e CRA.

“Temos espaço para negociar tudo. Queremos saber dos votos também. Precisamos aprovar”, disse Zarattini à Arko.

Brasil destaca diversificação da pauta exportadora em meio a investigação dos EUA

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Brasília (DF), 30/01/2024, A coordenadores brasileiros do Grupo de Trabalho (GT), Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), durante entrevista coletiva para apresentar um balanço da primeira reunião do GT, Grupo de Trabalho de Comércio e Investimentos do G20 – que integra a Trilha de Sherpas. MDIC, Estados Unidos, EUA
Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

O governo federal defendeu que o Brasil não representa um problema comercial para os Estados Unidos e reiterou a disposição em buscar uma solução negociada para o impasse aberto pela investigação norte-americana no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio.

A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, apresentou dados sobre a relação bilateral e ressaltou que, embora o Brasil tenha déficit com os EUA, a parceria beneficia os dois países.

De janeiro a agosto deste ano, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 26,6 bilhões, um aumento de 1,66% em relação a 2024. Já as importações alcançaram US$ 30 bilhões, alta de 11,44%. Prazeres destacou ainda que cerca de 10 mil empresas brasileiras vendem para o mercado americano, o que reforça a preocupação com possíveis barreiras adicionais.

Ela também mencionou o empenho do vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, nas negociações com o lado norte-americano.

Pressão por diálogo político

O Senado tem defendido a necessidade de diálogo em alto nível. O presidente da Comissão Temporária Externa para Interlocução sobre Relações Bilaterais com os Estados Unidos (CTEUA), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), avaliou que apenas a conversa direta entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump pode destravar o impasse.

Impactos no agro e na indústria

Representantes do setor produtivo destacaram prejuízos já em curso. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), exportações de açúcar caíram quase 60%, óleos vegetais 25% e amendoim 22%. Produtos como carne bovina industrializada, mel e pescados estão entre os mais expostos às tarifas.

Na indústria, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula que 74% das exportações brasileiras para os EUA estão sujeitas a sobretaxas, o que pode resultar em perdas de R$ 26 bilhões e 57 mil empregos.

Análise: Os significados da indicação de Boulos para o Ministério

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Lula, Guilherme Boulos
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

No retorno da viagem a Nova York, a expectativa é que o presidente Lula (PT) confirme a indicação do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) para o Ministério da Secretaria Geral em substituição a Márcio Macêdo (PT). A troca não chega a ser uma novidade, já que a ida de Boulos a Esplanada vem sendo cogitada há meses.

A escolha de Guilherme Boulos é natural, já que a Secretaria Geral tem como uma de suas atribuições a articulação com os movimentos sociais. Após as forças sociais de esquerda terem dado uma demonstração de força nas manifestações contra a PEC das Prerrogativas e o PL da Anistia no último final de semana, a provável indicação de Boulos – que é o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), tendo base política nas periferias de São Paulo (SP) – indica que Lula poderá intensificar a mobilização dos movimentos sociais de olho na sucessão de 2026.

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Com Guilherme Boulos no Ministério, o presidente também sinaliza com a construção de uma aliança à esquerda para 2026. Como União Brasil e PP já anunciaram formalmente seu desembarque da base aliada, antecipando um movimento para 2026, e o PSD deverá apoiar o governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ou lançar candidatura própria – Ratinho Júnior (PR) ou Eduardo Leite (RS) – Lula começa a viabilizar a união das esquerdas para 2026.

Além da federação PT, PCdoB e PV, o presidente deverá manter Geraldo Alckmin (PSB) como vice-presidente, além de atrair o PSOL e possivelmente o PDT. Com o centrão mais distante de Lula, resta ao Palácio do Planalto aglutinar o campo da esquerda e negociar acordos estaduais com partidos como o União Brasil, PP, PSD e MDB, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Com a ida de Guilherme Boulos para a Esplanada, ele não deve ser candidato a deputado federal, o que poderá beneficiar os candidatos do PT à Câmara em São Paulo, já que Boulos foi o deputado federal mais votado em 2022. Além disso, ao atrair Boulos para o Ministério, o PSOL deve estar aliado ao PT em São Paulo.

Mesmo que a escolha de Guilherme Boulos para o Ministério não agregue além da esquerda, sua indicação pode mobilizar os movimentos sociais e manter a esquerda unida em torno de Lula.

Os sinais emitidos por Lula indicam uma aposta em um governo mais à esquerda. Além de mobilizar as ruas e construir uma aliança de esquerda, o governo aposta em medidas sociais como a isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 salários mínimos, o programa Gás do Povo, a isenção da conta de luz para os mais pobres e o programa mais especialistas no SUS.

Governo retira urgência do projeto do licenciamento ambiental e libera pauta do plenário da Câmara

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Brasília - 22.05.2023 - Foto da Fachada do Palácio do Planalto em Brasília. governo federal
Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

O governo retirou a urgência constitucional do projeto do licenciamento ambiental (PL 3834/2025) nesta quarta-feira (24), liberando a pauta do plenário da Câmara dos Deputados.

Essa categoria de urgência tranca a pauta da Casa em que está tramitando, caso não tenha sido analisada após 45 dias do envio.

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Sobre o texto

Vale lembrar que a matéria ainda aguarda despacho da Presidência da Câmara, que já designou o deputado Zé Vitor (PL-MG) como relator. O deputado também está relatando a MP sobre o mesmo tema (MP 1.308/25) na comissão mista. Segundo ele, algumas questões do projeto do governo serão incorporadas no relatório da medida provisória.

O governo justificou o envio desse projeto “pelo risco iminente de judicialização de dispositivos da Lei Geral do Licenciamento Ambiental”.

Camex aprova redução das tarifas de importação para 15 produtos

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bateria íon lítio, Importação
Foto: Reprodução

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), aprovou, nesta terça-feira (23), a redução das tarifas de importação para 15 produtos que o Brasil não produz.

Além disso, o comitê destacou que esses produtos desempenham papel fundamental em diversas cadeias produtivas do país e contribuem para fortalecer a competitividade da indústria nacional.

Principais destaques

Entre os itens que tiveram a alíquota de importação reduzida, destacam-se:

  • Um tipo específico de bateria de íons de lítio, cuja taxa caiu de 18% para zero;
  • Um sistema de ressuscitação que realiza compressões torácicas automáticas, com a alíquota reduzida de 12,6% para zero;
  • Um conector elétrico específico para soldagem de cabos em placas de circuito impresso, que teve a tarifa diminuída de 16% para zero;
  • Tubos de aço cromo-molibdênio de alta temperabilidade, cuja alíquota caiu de 14,4% para zero.

Renovação das medidas de proteção

O Comitê Executivo renovou as medidas de proteção à indústria nacional para combater surtos de importação provocados pela atual conjuntura internacional. Por isso, manteve, por mais 12 meses, o aumento do imposto de importação para 30 tipos de produtos químicos, dois tipos de papel cartão e um tipo de pneus para automóveis de passeio.

Além disso, o Gecex decidiu renovar as medidas de defesa comercial que protegem os seguintes produtos:

  • laminados planos de baixo carbono;
  • laminados planos de aço inoxidável;
  • alhos frescos ou refrigerados.

Comissão do Senado aprova projeto alternativo que isenta ganhos até R$ 5 mil do IR

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Senador Eduardo Braga (MDB-AM).
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (24), um projeto alternativo que isenta do IR ganhos até R$ 5 mil (PL 1.952/19). O relator da matéria incorporou propostas do PL 1.087/25 – enviado pelo governo e que tramita na Câmara – como a tributação de altas rendas para compensar a renúncia fiscal da isenção. Além disso, o senador sugere um programa de regularização tributária para quem ganha até R$ 7.350.

A matéria tem caráter terminativo, e deve ser votada novamente em turno suplementar.

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O texto inicial, de autoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM), sugeria alterar a tabela progressiva do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF), tributar lucros e dividendos pagos por pessoas jurídicas (incluindo microempresas), eliminar a dedutibilidade do Juros sobre Capital Próprio (JCP), e reduzir a alíquota do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ). Esses trechos, entretanto, foram completamente retirados da proposta.

Durante a discussão da matéria, o relator afirmou que acolheu uma emenda que exclui da base de cálculo do IR os dividendos recebidos de instituições privadas de ensino durante o período de adesão e vinculação ao Programa Universidade para Todos (ProUni), incluindo as situações em que tais dividendos são recebidos por meio de outras pessoas jurídicas. A justificativa é que essas instituições já pagam 34% de alíquota efetiva de IRPJ e CSLL através das bolsas de ensino.

Redução mensal

Para rendimentos tributáveis de até R$ 5 mil por mês, a redução será de até R$ 312,89, de forma que o imposto devido seja zerado. Para rendimentos entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00, a redução será decrescente e calculada por uma fórmula linear, zerando para quem ganha a partir de R$ 7 mil. A redução também se aplica ao cálculo do imposto sobre o 13º salário.

Tributação sobre lucros e dividendos

O substitutivo propõe também a tributação de lucros e dividendos, que hoje são isentos para pessoas físicas domiciliadas no país. A isenção é mantida para pagamentos de até R$ 50 mil por mês, por uma mesma empresa a uma mesma pessoa física, assim como o projeto do governo. Para valores que ultrapassem R$ 50 mil mensais, haverá uma retenção de 10% de IRPF na fonte sobre o valor total pago ou creditado no mês. É vedada qualquer dedução da base de cálculo.

Remessas ao exterior

Dividendos remetidos ao exterior passam a ser tributados na fonte com uma alíquota de 10%, alinhando o Brasil a práticas internacionais. Para evitar a bitributação, o texto prevê um mecanismo de crédito caso a carga tributária total (no Brasil e no exterior) ultrapasse as alíquotas nominais do IRPJ e da CSLL.

Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM) para altas rendas

O substitutivo cria o IRPFM, uma tributação mínima para quem tem rendimentos elevados. O público-alvo são pessoas físicas com rendimentos anuais superiores a R$ 600 mil. A base de cálculo considera todos os rendimentos recebidos no ano, incluindo os isentos e os de tributação exclusiva (com algumas exceções, como heranças, doações, poupança, e indenizações). Para rendimentos anuais de R$ 600 mil a R$ 1,2 milhões, a alíquota cresce linearmente de 0% a 10%, conforme uma fórmula específica. Para rendimentos acima de R$ 1,2 milhão, a alíquota é fixada em 10%. Do valor calculado, podem ser deduzidos o IRPF já pago na declaração de ajuste anual e outros impostos retidos na fonte, para evitar dupla tributação.

Redutor

O substitutivo cria um redutor que limita a carga tributária total, da empresa e da pessoa física, sobre os lucros distribuídos. A tributação somada do IRPFM e do IRPJ/CSLL não poderá ultrapassar as alíquotas nominais desses tributos corporativos, que variam de 34% a 45% dependendo do setor da empresa. Se o limite for ultrapassado, um redutor será aplicado para ajustar o valor do IRPFM devido pela pessoa física. O cálculo considera a “alíquota efetiva” de tributação da empresa.

Programa de Regularização Tributária para Pessoas Físicas de Baixa Renda (Pert-Baixa Renda)

O substitutivo institui um programa para que pessoas físicas de baixa renda possam regularizar seus débitos com a RFB (Receita Federal) e a PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional). Pessoas físicas com rendimentos mensais de até R$ 7.350,00, no ano-calendário de 2024, poderão aderir ao programa. Estão abrangidos débitos de natureza tributária e não tributária, vencidos até a data de publicação da lei, incluindo os que já estão em parcelamentos ou em discussão administrativa/judicial. A adesão implica a confissão da dívida e a desistência de recursos judiciais ou administrativos. As parcelas terão valor mínimo de R$ 200.

Comissão Especial vai analisar a política de minerais estratégicos

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Zé Silva
Foto: Reprodução/Agência Câmara

O Projeto de Lei nº 2.780/24, que institui o marco legal da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, passou por uma reviravolta na quinta-feira passada (18), quando a Mesa Diretora da Câmara aprovou a criação de Comissão Especial para analisar e discutir o assunto com a sociedade civil antes de o tema ser levado à votação em plenário.

Mais cedo, no entanto, em sessão conduzida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o plenário havia aprovado requerimento de regime de urgência para a tramitação do projeto. Com isso, o assunto seria levado diretamente ao plenário, sem tramitar por comissões. Foram 369 votos a favor do regime de urgência e 38 pela rejeição.

A decisão da Mesa Diretora teve como justificativa a necessidade de se apensar ao PL nº 2.780/24 oito propostas legislativas diferentes que tratam do mesmo tema: PL nº 3.659/25; PL nº 3.699/25; PL nº 3.829/25; PL nº 4.404/25; PL nº 4.428/25; PL nº 4.429/25; PL nº 4.430/25; e PL nº 4.442/25.

O autor do PL nº 2.780/24, Zé Silva (Solidariedade-MG), reagiu à decisão. “Nossa expectativa era de que a votação, com a urgência aprovada, ocorresse direto no plenário. Não queremos correr o risco de perder a corrida pelos minerais críticos no cenário internacional”, declarou. Nas últimas semanas, ele havia mobilizado os parlamentares para requerer urgência ao plenário.

Senado aprova acesso facilitado ao Garantia-Safra

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Colheita de feijão. Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux

O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (23), o projeto que amplia o acesso de produtores rurais ao Benefício Garantia-Safra. O texto, voltado aos agricultores familiares, reduz de 50% para 40% a perda mínima da produção necessária para que o Garantia-Safra possa ser acionado. As culturas incluídas são: feijão, milho, arroz, mandioca, algodão ou outras a serem definidas pelo órgão gestor. O projeto segue para sanção presidencial.

De acordo com a relatora, senadora Augusta Brito (PT-CE), essas medidas são importantes para aprimorar as estratégias de seguro para os pequenos produtores rurais.

Flexibilização no pagamento

Em outra frente, o projeto torna mais flexíveis as regras de pagamento do seguro. Agora, o valor do benefício será definido pelo órgão gestor, de acordo com a disponibilidade orçamentária, e pago em até três parcelas mensais por família. Em casos de decretação nacional de “situação de emergência”, “estado de calamidade pública”, pandemia ou epidemia, o pagamento do benefício será realizado em uma única parcela.

A proposta também regulamenta os critérios de acesso dos municípios da região Nordeste ao Fundo Garantia-Safra. O projeto prevê que recursos do Fundo Garantia-Safra possam ser aplicados em ações de convivência com o semiárido, aumento da capacidade produtiva e enfrentamento das mudanças climáticas.

CCJ do Senado rejeita PEC das Prerrogativas

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PEC das Prerrogativas, PEC da Blindagem
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou, nesta quarta-feira (24), a PEC das Prerrogativas (PEC 3/21). O projeto sofreu críticas por parlamentares, e foi motivo de protestos em diversas capitais no último domingo (21).

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O relator considera que a proposta não seria de interesse da população, mas sim de figuras públicas que pretendem retardar investigações criminais: “A PEC que formalmente aponta ser um instrumento de defesa do Parlamento é na verdade um golpe fatal na sua legitimidade, posto que configura portas abertas para a transformação do Legislativo em abrigo seguro para criminosos de todos os tipos”.

A matéria foi rejeitada por unanimidade, o que retiraria a necessidade de deliberação em plenário. Entretanto, o texto deve ser levado ao plenário pois, segundo o presidente da CCJ, há um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Análise: Anistia e PEC abrem gap de oportunidade na agenda legislativa

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Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A aprovação da urgência ao projeto de anistia e a PEC das Prerrogativas destravaram, momentaneamente, a pauta da Câmara. A expectativa é de que haja um intervalo de ao menos 15 dias na agenda da Casa e que outros temas possam ser analisados. Com essa abertura, a pauta do governo deve começar a avançar.

Havendo desobstrução da agenda da Câmara, o Senado também será impactado. Um passo importante já foi dado na semana passada: logo após a votação da PEC, foi aprovada a medida provisória que amplia o alcance da Tarifa Social de Energia Elétrica para famílias carentes com baixo consumo. A MP foi ratificada pelo Senado e segue para sanção presidencial.

Nesta semana, espera-se que a Reforma do Imposto de Renda (PL nº 1.087/25) seja analisada pelos deputados. O texto, que tem como objeto central a isenção de imposto para os rendimentos mensais de até R$ 5 mil, é prioridade para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A matéria será o item principal a ser debatido na reunião de líderes de amanhã (23). Some-se a isso, a pressão vinda do Senado, onde a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) vai analisar projeto semelhante (PL nº 1.952/19).

Outra matéria a ser tratada na reunião de líderes com chance de ser incluída na pauta é o PL nº 3.899/12, que institui o Plano de Economia Circular, proposta de grande complexidade que atinge diversos setores.

Também nesta semana pode chegar à Câmara a MP nº 1.303/25, que altera regras para a tributação de aplicações financeiras e ativos virtuais. A proposta é crucial para que o Executivo consiga cumprir a meta fiscal de 2025. A MP será votada em Comissão Mista e enviada para o exame dos deputados.

Da mesma forma, pode chegar à Câmara nos próximos dias o PLP nº 108/24, que é parte regulamentadora da Reforma Tributária e cria o Comitê Gestor do IBS. O projeto já foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado e será votado nesta semana. Tão logo seja votado, retorna à Câmara para deliberação final antes de ir a sanção.

A depender da celeridade da análise, os parlamentares poderão avançar em outros temas, como a redução dos incentivos fiscais. Há, ao menos, quatro projetos em tramitação na Câmara sobre o assunto. Mas a matéria pode não avançar, dada a proximidade com as eleições, pelo temor de parcela dos parlamentares de dificultar o acesso a financiamento eleitoral privado.

Ocorre o mesmo com o PLP nº 125/22, que trata das medidas de combate ao devedor contumaz. A intenção do governo é aprovar o projeto no embalo dos desdobramentos da Operação Carbono Oculto, sobre fraudes e sonegação fiscal. Já aprovada no Senado, a proposta conta com requerimento de urgência apresentado pelo líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), mas a votação ainda é incerta.