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Lula relata falha em avião da FAB antes de viagem ao Marajó

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Brasília (DF) 13/09/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Dia E "Ebserh em Ação – Agora Tem Especialistas", no Hospital Universitário de Brasília (HUB)
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente Lula (PT) relatou ter enfrentado problemas em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) durante viagem ao arquipélago do Marajó, no Pará. A fala foi feita em entrevista à TV Liberal, nesta sexta-feira (3). Lula afirmou que a aeronave apresentou falha no motor antes da decolagem.

“Eu fui pegar o avião para a Ilha do Marajó e teve um problema no motor, um avião caça da Força Aérea Brasileira (FAB). Eu só tinha que agradecer a Deus porque poderia ter tido um problema quando estivesse no ar. E teve quando eu estava em terra. Nós tivemos que descer do avião com medo que pegasse fogo”, declarou.

Após o incidente, a comitiva presidencial seguiu viagem em uma aeronave. Lula contou que, depois da situação, esteve na Basílica de Nazaré, em Belém, para agradecer.

Agenda

O presidente cumpre agenda no Pará desde quinta-feira (2), a menos de um mês da realização da COP30, que ocorrerá em Belém. O evento internacional reunirá líderes mundiais para debater questões ambientais, mas a capital paraense tem sido alvo de críticas em razão da infraestrutura hoteleira.

Na entrevista, Lula também comentou sobre o Círio de Nazaré, maior manifestação religiosa do estado, marcada para 11 e 12 de outubro. O presidente afirmou que não deverá comparecer este ano devido a compromissos já assumidos. Em 2024, Lula participou do Círio Fluvial, uma das procissões que integram a festividade.

Análise: Direita sem rumo

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Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Três movimentos ocorridos na semana passada podem ser interpretados como sintomas da falta de rumo da oposição a um ano da sucessão presidencial:

1) A declaração da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) de que vai se “erguer como uma leoa para defender os valores conservadores”, admitindo a possibilidade de concorrer a presidente da República em 2026;

2) O surgimento de rumores de que o governador de São Paulo (SP), Tarcísio de Freitas (Republicanos), teria desistido de concorrer a presidente, reafirmado o desejo de tentar a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes e;

3) A possibilidade de o centrão dar andamento à candidatura do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), à Presidência, como alternativa a Tarcísio.

Embora seja visto por parte significativa do centrão e do setor produtivo como “o melhor” candidato da direita para concorrer com o presidente Lula (PT) nas eleições do próximo ano, Tarcísio enfrenta obstáculos desde julho, quando entrou em vigor o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, após articulações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) junto ao governo Donald Trump.

Tarcísio de Freitas, ao tentar uma aproximação com os Estados Unidos ao lado de setores do empresariado paulista, irritou Eduardo Bolsonaro. Além das divergências com Eduardo, Tarcísio transformou-se em alvo do Palácio do Planalto, que passou a explorar uma foto do governador paulista com o boné de campanha de Trump, em 2024.

Pressionado, Tarcísio optou por um gesto ao bolsonarismo no evento do dia 7 de setembro: criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e atuou em favor da anistia. Esses movimentos desgastaram Tarcísio, que, desde então, adotou um recuo tático. Além de preservar-se nacionalmente, o governador tem reafirmado sua posição de candidato à reeleição para evitar disputas em sua base.

Embora continue no jogo sucessório, Tarcísio passa por um momento adverso, em consequência da resistência a seu nome por parte de Eduardo Bolsonaro. Outro desafio de Tarcísio de Freitas é o posicionamento. Ainda que tenha uma relação política com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio é um quadro político de direita, mas não um bolsonarista raiz. Para conquistar o apoio de expoentes mais radicais como Eduardo Bolsonaro, precisa fazer gestos a esse núcleo. No entanto, ao realizar tais movimentos, pode distanciar-se do centro.

Mesmo que Eduardo diga que será candidato a presidente se Jair Bolsonaro, seu pai, estiver fora da disputa, o deputado do PL teve quatro reveses significativos na última semana: 1) o gesto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao presidente Lula (PT) na Assembleia-Geral da ONU, abrindo espaço para um possível diálogo entre os dois países; 2) a denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Eduardo por coação à Justiça; 3) o indeferimento do nome de Eduardo como Líder da Minoria pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e; 4) a instauração de processo pelo Conselho de Ética da Casa contra Eduardo por quebra de decoro parlamentar.

Eduardo enfrenta críticas até mesmo no PL. Na semana passada, a imprensa noticiou que Jair Bolsonaro estaria contrariado com o fato de seu filho estar “falando demais”. A divisão na oposição também provoca divergências no debate em torno da anistia. A bandeira bolsonarista da “anistia ampla, geral e irrestrita” perdeu força após as novas sanções dos Estados Unidos contra o Brasil – na semana passada, Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF, foi incluída na Lei Magnitsky. Além de Viviane, o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, teve seu visto revogado.

As novas sanções e os obstáculos nas negociações em torno do texto com as bancadas e o Senado levaram o relator do PL da Anistia, deputado Paulinho da Força (SD-SP), a admitir que a votação do projeto pode ser adiada. O PL da Anistia, que deve ser transformado em PL da Dosimetria, deve abrir um novo foco de divisão na direita.

O impasse na direita não deve ser resolvido no curto prazo. Como Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar, é possível que postergue a escolha de seu sucessor para preservar o próprio capital político. Assim, é improvável que o candidato da direita à Presidência em 2026 seja definido antes do fim deste ano.

Mesmo que falte mais de um ano para a sucessão, o timing desafia a oposição. Para assumir o posto de candidato ao Palácio do Planalto, Tarcísio de Freitas precisaria: desincompatibilizar-se do cargo de governador em abril de 2026 para concorrer; obter o apoio do clã Bolsonaro; articular sua sucessão em São Paulo; unir a oposição para trocar uma reeleição relativamente tranquila no estado pelo projeto nacional. Caso essa construção não prospere, aumenta a possibilidade de a direita continuar dividida.

No entanto, a direita ainda tem tempo para buscar solucionar seus problemas internos. E não devemos descartar a possibilidade de, em algum momento, o pragmatismo prevalecer tendo como ponto de convergência a necessidade de viabilizar um nome que faça frente a Lula.

Reforma administrativa: proposta ataca supersalários extinguindo benefícios

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Esplanada dos Ministérios, reforma administrativa
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O pacote de projetos que tratam da reforma administrativa trazem uma nova tentativa de extinguir os supersalários no funcionalismo público. Além disso, é proposta uma tabela única salarial para a União, estados e municípios. Como forma de incentivo à produtividade, a proposição autoriza bônus de desempenho para os servidores.

O pacote, ao qual a Arko Advice teve acesso, é formado por uma PEC, um PL e um PLP, formulados por um grupo de trabalho que funcionou na Câmara sob a coordenação do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ).

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Veja os principais pontos:

Extinção de benefícios

O texto veda férias superiores a 30 dias, como também, acúmulo de férias por mais de dois períodos. O texto também proíbe o pagamento de adicionais por tempo de serviço, licença-prêmio, licença-assiduidade. A licença para capacitação segue sendo permitida.

Benefícios não utilizados

Férias, folgas e licenças, quando não usados, não poderão ser convertidos em benefícios financeiros. Da mesma maneira, aumento de remuneração ou de parcelas indenizatórias com efeitos retroativos, também serão impedidos. Por fim, no caso de mudança de carreira, o servidor não poderá aproveitar os direitos da carreira anterior. Novos benefícios só serão criados com aprovação do Congresso.

Padronização de salários

União, Estados, DF e Municípios deverão implementar uma tabela remuneratória única para todos os agentes públicos. Essa tabela deverá conter o número de “escadas” remuneratórias de cada cargo público, com valores entre o salário mínimo (R$ 1.518) e o teto do funcionalismo (R$ 46,4 mil). A remuneração inicial não poderá ser superior a 50% do valor da remuneração do último nível da mesma carreira – exceto carreiras com remuneração final de até 4 salários mínimos.

Além disso, para agentes com remuneração igual ou superior a 90% do limite remuneratório, os auxílios relacionados à alimentação, saúde e transporte não poderão ultrapassar 10% da respectiva remuneração ou subsídio.

Planejamento estratégico para resultados

O presidente da República, governadores e prefeitos deverão divulgar, no prazo máximo de 180 dias após a posse, um planejamento estratégico com objetivos e metas para todo o mandato. É obrigatória a realização de avaliação periódica de desempenho dos agentes públicos, com base em objetivos e metas individuais alinhados ao acordo de resultados.

Bônus e concursos públicos

O texto permite que seja instituído por lei um bônus de desempenho para agentes públicos em atividade, exceto aqueles em mandato eletivo. Esse valor do bônus não deve exceder 90% dos limites de despesa de pessoal. Além disso, o valor total anual pago é limitado ao gasto do órgão no ano anterior com gratificações. Para oferecer novos concursos, o governo deverá fazer um “dimensionamento do quadro de pessoal”, para identificar necessidades e priorizar carreiras que não se restringem a um órgão específico e dependem de maior qualificação.

Fim da aposentadoria compulsória como punição

Magistrados e membros do Ministério Público que praticarem infrações não serão sancionados com aposentadoria compulsória, devendo ser aplicada a penalidade de perda do cargo, demissão ou equivalente. Além disso, a vitaliciedade só será adquirida após dois anos de exercício.

RioGaleão assina termo de ajuste na concessão do Aeroporto Internacional/RJ

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Rio de Janeiro (RJ), 02/10/2023 - Movimento de passageiros no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, após migração de voos operados no Aeroporto Santos Dumont.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A concessionária RioGaleão, controlada pelo grupo Changi (Singapura), assinou no último dia 25 o termo para o ajuste do contrato de concessão do Aeroporto Internacional do Rio. O ativo passará por teste de mercado (leilão na Bolsa B3) para identificar se outras operadoras têm interesse em disputar o terminal, quando será oferecido 100% das ações da concessionária.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) abriu, há duas semanas, consulta pública para discutir os termos do sobre o edital, durante 45 dias, medida que funcionará como teste de mercado. O certame será realizado no ano que vem.

Para a disputa simplificada com o reforço de um parceiro, a empresa de Cingapura – que controla o aeroporto desde 2014 com 51% das ações – fechou acordo para o fundo da Vinci Compass assumir 70% das ações que a operadora tem na concessão.

Além da Changi, a estatal Infraero detém 49% das ações da concessão. No entanto, na repactuação, ficou acordada a saída da estatal da Sociedade de Propósito Específico (SPE – RioGaleão), que administra o aeroporto.

Pelo processo competitivo, a concessionária atual precisará ofertar pelo menos lance mínimo de R$ 932,8 milhões. Se mais alguém apresentar proposta, ela participa da fase em viva-voz do leilão, somente se estiver entre as três melhores propostas ou 90% do maior valor ofertado.

A entrada da Vinci Compass na operação foi vista como forma de a Changi se fortalecer financeiramente para essa disputa. Se tiver sucesso no leilão, a nova parceira vai ampliar sua participação via aumento de capital pela compra da fatia da Infraero.

Situação em Brasília

Os entendimentos relativos à repactuação do contrato do Aeroporto Internacional de Brasília (JK) incluem a possibilidade de concessionária (Inframerica) assumir a administração de terminais aéreos regionais e construir novo píer internacional no aeroporto da capital.

Essas discussões ocorrem âmbito da Secretaria de Consenso (SecexConsenso) do TCU.  O prazo para fechamento da proposta consensual expira em 19 de novembro. O aeroporto de Brasília tem enfrentado dificuldades financeiras.

Mas, encontra-se adimplente com aportes de acionistas. Tanto a concessionária como o poder concedente justificam a remodelagem do contrato, assinado em 2012. A estatal Infraero também participa da SPE, responsável pela concessão.

Receita da indústria de máquinas soma R$ 200,8 bi até agosto

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) divulgou, nesta quarta-feira (1), dados que mostram que a receita de vendas da indústria de máquinas e equipamentos atingiu R$ 200,8 bilhões nos oito primeiros meses do ano (janeiro a agosto).

Esse valor representa um aumento de 10,6% em relação ao mesmo período de 2024. No entanto, o resultado também indica uma desaceleração no crescimento das vendas em 2025, pois até julho a elevação acumulada era de 13,6%, comparado ao ano anterior.

Tarifaço

No mês de agosto, já com o início do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, a receita de vendas recuou 5,6% em relação ao mesmo mês de 2024 e atingiu R$ 26,5 bilhões.

A entidade afirmou, em nota, que “esse desempenho na receita do setor veio em linha com as expectativas”. Além disso, ela alertou que, para os próximos meses, a tendência é manter a desaceleração, devido à política monetária contracionista e agravada pelo tarifaço sobre os produtos da indústria de máquinas e equipamentos.

Vendas internas e exportações

Nos oito primeiros meses do ano, a receita das vendas internas do setor somou 153,2  bilhões, crescente 12,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Por outra lado, as exportações totalizaram US$ 8,3 bilhões nos oito primeiros meses de 2025, apresentando uma leve queda de 0,1% em comparação com o ano passado.

“Apesar da estabilidade, houve, entre os grupos de produtos exportados, incremento nas vendas de máquinas agrícolas, de máquinas para bens de consumo não duráveis e de componentes”, apontou a entidade.

Além disso, destacou que o maior crescimento ocorreu nas vendas para os países da América do Sul, especialmente na Argentina, Chile e Peru.

Mudanças

De acordo com a associação, as exportações brasileiras de máquinas e equipamentos passaram por mudanças significativas no acumulado de 2025. Enquanto as vendas para a América do Norte recuaram 9%, as exportações para a Europa e América do Sul avançaram 11,6% e 17,2%, respectivamente.

Na América do Sul, a Argentina se destacou, registrando um aumento expressivo de 47,2% nas importações do setor. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela alta nas compras de máquinas agrícolas (+82,8%) e para a construção civil (+80,1%).

Por outro lado, as exportações para os Estados Unidos, que responderam por 25,9% do total exportado até agosto de 2025, caíram 7,5%. Esse recuo refletiu, sobretudo, a queda na demanda por máquinas voltadas à construção civil, que encolheu 14,9%. Para efeito de comparação, em 2024, os EUA representaram 26,9% das exportações do setor.

Importações

As importações continuaram em trajetória de crescimento, totalizando US$ 21,1 bilhões entre janeiro e agosto de 2025, um aumento de 9,1% em comparação ao mesmo período de 2024.

Em agosto, a China se manteve como principal país de origem das importações, respondendo por 30,6% do total. Em relação a julho, as compras brasileiras de produtos chineses cresceram 12,9%.

No acumulado do ano, até agosto, a China também liderou tanto em participação (31,8% das importações totais) quanto em ritmo de crescimento, com alta de 18,0% frente ao mesmo período de 2024.

Arthur Lira pretende se candidatar ao Senado e nega possibilidade de presidência da Câmara

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Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Arthur Lira (PP - AL)
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Em entrevista à GloboNews, nesta quinta-feira (2), o deputado Arthur Lira (PP-AL) afirmou que há grandes chances de se candidatar para senador nas eleições de 2026. Pela articulação que comandou na Câmara para a aprovação unânime da isenção do IR (PL 1.087/25), houveram especulações de que ele tentaria a presidência da Casa pela segunda vez. Em resposta, ele reforçou que “em hipótese alguma” se candidataria a deputado federal novamente para assumir a presidência.

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Trajetória

Arthur Lira construiu sua trajetória política em Alagoas, herdeiro de uma tradição familiar fortemente ligada ao poder local. Filho do ex-deputado e ex-senador Benedito de Lira, popularmente conhecido como Biu de Lira, iniciou sua carreira política como vereador de Maceió em 1993, cargo que ocupou por dois mandatos. Em 1999 assumiu como deputado estadual de Alagoas, onde permaneceu por três mandatos.

Em 2011 chegou à Câmara dos Deputados, onde acumula até o momento quatro mandatos como deputado federal. Em 2021 foi eleito presidente da Casa, se consolidando como um dos principais articuladores do bloco chamado Centrão.

O atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) é apadrinhado político de Lira.

Câmara pode votar urgência de projeto que amplia limite do MEI na próxima semana

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Discussão e Votação de Propostas Legislativas. Dep. Domingos Sávio (PL - MG)
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O plenário da Câmara dos Deputados pode votar, na próxima semana, a urgência do projeto que amplia o limite do MEI para R$ 144 mil anuais (PLP 108/21). Com a urgência aprovada, o texto não precisa ser apreciado nas comissões e pode ser deliberado diretamente no plenário.

O presidente da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços (FCS), deputado Domingos Sávio (PL-MG), se reuniu ontem com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para pedir andamento à matéria. Segundo o deputado, Motta se comprometeu a pautar a urgência na próxima semana. Agora, o deputado está buscando apoio dos líderes.

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Atualmente, para se enquadrar no MEI, é necessário que a receita bruta anual da empresa seja igual ou inferior a R$ 81 mil. Com a proposta, o limite seria ampliado para até R$ 144.913,41. Além disso, esse valor seria atualizado anualmente de acordo com o IPCA.

O texto também estabelece novas regras para a contratação. O MEI poderá manter contrato com até 2 empregados, sendo que cada um deverá receber a quantia equivalente a um salário-mínimo ou a do piso salarial da categoria profissional.

Gastos com viagens nacionais crescem 11,7% em 2024

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Foto; Rovena Rosa/Agência Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (2), uma edição especial sobre turismo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. De acordo com os dados, os brasileiros gastaram R$ 22,8 bilhões em viagens nacionais com pernoite em 2024. Esse valor representa um aumento de 11,7% em comparação com 2023.

Assim, o resultado reforça a tendência de recuperação do setor de turismo, que continua em expansão após os impactos causados pela pandemia de covid-19.

Em 2023, os brasileiros gastaram R$ 20,4 bilhões em viagens nacionais, o que representou um salto de 77,7% em comparação com 2021. Importante destacar que os valores são reais, ou seja, já corrigidos pela inflação do período.

Viagens estáveis em 2024

Apesar do recorde nos gastos com turismo, o IBGE constatou que o número de viagens realizadas em 2024 não cresceu. A quantidade permaneceu estável, com 20,6 milhões de deslocamentos.

Além disso, o instituto verificou que o número de domicílios onde ao menos um morador relatou ter viajado nos três meses anteriores à pesquisa também se manteve em 15 milhões. No entanto, como houve aumento no total de residências em comparação ao ano anterior, a proporção de lares com pelo menos uma viagem caiu de 19,8% para 19,3%.

Despesas por região

Os pesquisadores calcularam que, em 2024, o gasto médio por viagem nacional com pernoite alcançou R$ 1.843, superando os R$ 1.706 registrados em 2023. Além disso, o gasto diário por pessoa foi de R$ 268, valor maior que os R$ 243 de 2021 e os R$ 253 de 2023.

Ao analisar os destinos, o Nordeste lidera nos gastos, com média de R$ 2.523 por viagem. O Sul também ultrapassou a média nacional, com R$ 1.943.

Por outro lado, alguns destinos ficaram abaixo da média nacional:

  • Sudeste: R$ 1.684 (abaixo da média nacional)
  • Centro-Oeste: R$ 1.704 (abaixo da média nacional)
  • Norte: R$ 1.263 (abaixo da média nacional)

Os estados com os maiores gastos médios por viagem estão todos na região Nordeste:

  • Alagoas: R$ 3.790
  • Ceará: R$ 3.006
  • Bahia: R$ 2.711

Por outro lado, os estados com os menores gastos médios se concentram na região Norte:

  • Rondônia: R$ 930
  • Acre: R$ 1.019
  • Amapá: R$ 1.061
  • Pará: R$ 1.085

Características das viagens

A pesquisa também revela que 96,7% das viagens realizadas em 2024 foram nacionais. Dentre essas, 80,9% das 19,9 milhões de viagens tiveram a mesma região como origem e destino — por exemplo, uma viagem que sai do Nordeste e termina em outro estado nordestino.

Além disso, o IBGE aponta que, de cada quatro viagens, três (75,5%) são consideradas curtas, com duração de até cinco pernoites.

No ranking da proporção de domicílios com pelo menos uma viagem, o Distrito Federal lidera. Enquanto a média nacional é de 19,4%, no DF essa parcela chega a 26,7%.

Para William Kratochwill, essa liderança vai além da alta renda per capita da região.

“É uma área com muitas pessoas que vêm de outras regiões para trabalhar e, geralmente, esse alto número de viagens está relacionado à visita a familiares em outras unidades da Federação”, avalia.

Análise: O momento é favorável a Lula

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Desde o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil, observamos uma mudança na conjuntura política. Até então, o presidente Lula (PT) passava por um momento adverso, iniciado em janeiro, com a polêmica envolvendo a fiscalização do Pix e o escândalo no INSS. Esses dois eventos haviam elevado a desaprovação do presidente e deixado o governo nas cordas.

No entanto, com as sanções impostas pelo governo americano, Lula construiu uma marca para seu terceiro governo: a defesa da soberania. Mais do que isso, apropriou-se da narrativa nacionalista que até então era hegemonizada pela direita. Favorecem o presidente a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra o Brasil, colocando em contradição o discurso do bolsonarismo em defesa da pátria, principalmente após o 7 de Setembro, quando foi aberta uma bandeira dos Estados Unidos no ato em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Lula também foi beneficiado pela condenação de Bolsonaro no julgamento da trama golpista, reativando a narrativa da defesa da democracia paralelamente à defesa da soberania.

No campo econômico, apesar de a percepção sobre o rumo da economia ainda ser negativo, os números positivos no emprego e a queda da inflação de alimentos reduziram a insatisfação dos segmentos de menor renda – base histórica do lulismo – com o governo. Some-se a isso o avanço da agenda social, por meio de programas como o Gás do Povo e a isenção da conta de luz para os mais pobres.

Na semana passada, houve uma vitória simbólica de grande peso na política externa. Durante a Assembleia-Geral da ONU, Lula foi surpreendido com o gesto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que falou em “química boa” entre os dois, abrindo as portas para um diálogo. A repercussão positiva do discurso de Lula e a sinalização de Trump comprometeram a narrativa do bolsonarismo de que o governo brasileiro não teria interlocução com a Casa Branca.

Lula também pode celebrar a reativação dos movimentos sociais governistas nas ruas. A mobilização gerou efeito, já que o Senado enterrou a PEC das Prerrogativas, proposta que Lula criticou publicamente. Além disso, a mobilização do bolsonarismo em favor do PL da Anistia perde força.

O bom momento de Lula foi confirmado pela pesquisa Ipespe do último dia 25, que apontou um crescimento na aprovação de Lula de 7 pontos em relação a julho, atingindo 50%. A desaprovação caiu 3 pontos, ficando em 48%.

O governo, além de ter um forte candidato, narrativa e um programa para defender, vê a oposição dividida e sem um nome natural para antagonizar com Lula nas urnas. Ainda temos um longo caminho até a sucessão, mas os ventos da política sopram a favor de Lula neste momento.

Comissão de Trabalho aprova incentivo fiscal para empresas que oferecem creche

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Rio de Janeiro (RJ), 15/08/2024 - Espaço de Desenvolvimento Infantil(EDI) Claudio Cavalcanti, em Botafogo. creche, escola, criança, infantil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
A Comissão de Trabalho (CTRAB) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (1º), o projeto que concede benefícios tributários às empresas que proporcionam vagas em creche para os filhos dos seus empregados.
O principal incentivo é a redução de 40% na contribuição previdenciária patronal para empresas que garantam essa assistência, seja diretamente ou por meio de reembolso, a crianças de até seis anos (PL 2.605/24).
O texto é de autoria do deputado federal Nelson Padovani (União-PR), e pontua que creches de qualidade são essenciais para o desenvolvimento das crianças, a empregabilidade dos pais e a produtividade.