23.5 C
Brasília
Home Blog Page 56

CNI avalia conversa entre Lula e Trump como “avanço concreto”

0
CNI, SESI, SENAI, IEL, Sistema S
Foto: Divulgação/CNI

A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) avaliou como “avanço concreto” o diálogo por telefone entre Lula (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado nesta segunda-feira (6), apontando a retomada de canais institucionais como fundamental para a indústria brasileira.

“Para a indústria, é muito relevante esse avanço das tratativas. Desde o início, nós defendemos o diálogo, pautado pelo respeito e pela significância desta parceria bicentenária. Vamos acompanhar e contribuir com o que for possível”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Pedido de revogação de sobretaxas

Durante a conversa, Lula solicitou a Trump a revogação das tarifas adicionais aplicadas aos produtos brasileiros, e reforçou que tal medida é essencial para restabelecer a competitividade das exportações.

Caso os EUA aceitem a reivindicação, até US$ 7,8 bilhões em vendas brasileiras podem ser isentas, beneficiando o anexo “Potential Tariff Adjustments for Aligned Partners” (EO nº 14.346), que prevê isenções condicionadas a compromissos comerciais e de segurança, e abrange 18,4% das exportações para o mercado norte-americano em 2024.

“O que está em jogo não é um ganho extra para o Brasil, mas a recuperação de espaço comercial. A possibilidade de integrar o anexo significa devolver previsibilidade e competitividade às nossas exportações, corrigindo distorções que afetam diretamente a indústria e o emprego no país”, disse Alban.

O presidente da CNI também afirmou que corrigir as distorções tarifárias é vital para a indústria e o emprego nacionais, acrescentando que a entidade acompanhará e contribuirá com as negociações bilaterais. Os setores que podem ser mais beneficiados incluem café, cacau, frutas e produtos metálicos, além dos 26,2% já livres de sobretaxas.

Plenário do Senado vota projeto que transfere capital do Brasil para Belém durante a COP30

0
Parque da Cidade, em Belém, sediará atividades da 30ª Conferência do Clima da ONU, em novembro, COP 30 capital
Foto: Raphael Luz/Agência Pará

O Plenário do Senado analisa nesta terça-feira (7), a partir das 14h, o Projeto de Lei 358/2025, da deputada Duda Salabert (PDT-MG), que autoriza a transferência temporária da sede do governo federal para Belém durante a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), entre 11 e 21 de novembro de 2025.

O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, e prevê que os atos e despachos do presidente da República e dos ministros de Estado assinados nesse período sejam datados na cidade de Belém. O Poder Executivo deverá regulamentar as medidas administrativas, operacionais e logísticas para viabilizar essa transferência temporária.

Apoios

Os senadores pelo Pará, Beto Faro (PT) e Zequinha Marinho (Podemos), manifestaram apoio à proposta. A deputada Duda Salabert destacou que a medida simboliza o compromisso do Brasil com a agenda climática e o desenvolvimento sustentável.

“Transferir a capital para Belém é uma forma de colocar a região amazônica no centro das decisões políticas globais”, destacou.

O deputado José Priante (MDB-PA), relator da proposta, defendeu a aprovação do texto:, afirmando que a COP30 deixará o Brasil “na vanguarda da diplomacia climática e ambiental, posição historicamente ocupada desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92)

“Não é novidade no Brasil. Já aconteceu em 1992, quando a capital foi transferida para o Rio de Janeiro, numa sinalização nacional e internacional de que todas as atenções deveriam estar voltadas para aquele grande evento”, disse.

Em 1992, o então presidente Fernando Collor transferiu simbolicamente a capital brasileira para o Rio de Janeiro, a fim de acompanhar a conferência que acabou se consolidando como um marco para inserir o desenvolvimento sustentável na agenda global. A Eco-92, também chamada de Rio-92, ampliou o papel das ONGs nas negociações e lançou mecanismos de cooperação técnica e financeira entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Usina de Itaipu conclui montagem de “ilha solar” para geração de energia limpa

0
Foto: Elder Alejandro Baez Flores/Itaipu Nacional

A Usina Hidrelétrica de Itaipu, localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai, concluiu em 26 de setembro a primeira fase da montagem do projeto piloto de uma ilha solar flutuante. A empresa anunciou a conclusão na sexta-feira (3).

Nesse primeiro estágio, a equipe instalou e ancorou 1.568 painéis fotovoltaicos diretamente no leito do reservatório do Rio Paraná, o mesmo que alimenta as 20 turbinas responsáveis pela geração de energia elétrica da usina.

Ilha solar

A ilha solar ocupa 7,6 mil metros quadrados, área equivalente a quase um campo de futebol. Nas próximas duas semanas, a equipe técnica dará continuidade ao projeto com a instalação dos últimos equipamentos e a conexão dos cabos de energia e comunicação. Em seguida, iniciará os testes operacionais, começando pelos testes frios (sem geração de energia) e, logo depois, pelos testes quentes (com energização).

Segundo a empresa, a previsão é que a operação comece em novembro. A usina deverá gerar 1 megawatt-pico (MWp), medida que representa a capacidade máxima de produção de energia. Essa geração limpa, suficiente para abastecer cerca de 650 casas, será utilizada exclusivamente para o consumo interno da própria usina.

Análise

Após o início da operação, a ilha solar entrará em um período de avaliação que durará um ano. Durante esse período, técnicos da usina irão analisar a viabilidade técnica do sistema, bem como identificar benefícios e possíveis impactos ambientais. Com base nesses dados, a equipe poderá tomar decisões futuras sobre a expansão do projeto.

Além disso, estimativas da Itaipu indicam que a cobertura de apenas 1% da área do reservatório com painéis solares poderia gerar até 3,6 terawatts-hora (TWh) por ano. Para efeito de comparação, esse volume corresponde a aproximadamente 4% da produção anual da hidrelétrica registrada em 2023.

“Não foram identificados impactos significativos na literatura especializada, o que encorajou a realização do projeto”, segundo a empresa.

Como parte do projeto-piloto, a usina monitorará continuamente os impactos ambientais, como mudanças no habitat, qualidade da água e floração de algas.

Usina de Itaipu

Itaipu fornece cerca de 9% do consumo de energia elétrica do Brasil. Além disso, Brasil e Paraguai dividem igualmente toda a produção da usina. Pelo tratado que regula o funcionamento, o país que não consome toda a energia gerada vende o excedente ao parceiro estratégico.

No dia 5 de setembro, a Usina Hidrelétrica de Itaipu, no Rio Paraná, atingiu a marca histórica de 3,1 bilhões de megawatts-hora (MWh) gerados desde o início da operação, em 1984.

Antes mesmo de alcançar esse recorde, Itaipu já era a usina hidrelétrica que mais produziu energia elétrica no mundo. Para dimensionar essa conquista, a geração acumulada é suficiente para abastecer o planeta inteiro por 44 dias ou suprir a demanda do Brasil por seis anos e um mês.

Além da geração hidrelétrica, o empreendimento investe em pesquisas para expandir a produção de energia renovável, como hidrogênio verde e biocombustíveis. Nesse sentido, uma das iniciativas inovadoras transforma apreensões de contrabando em biogás, aproveitando resíduos que, de outra forma, seriam descartados.

Beto Faro diz que anistia será um “tema de intenso debate”

0
Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Beto Faro (PT-PA) disse em entrevista exclusiva à Arko Advice que o tema da anistia será de intenso debate no Congresso Nacional. De acordo com ele, “trata-se de uma pauta que busca aliviar a situação de quem atentou contra a nossa democracia. O Supremo já se posicionou de forma clara, mostrando o caminho a seguir. Será um tema de intenso debate, mas acredito que, como em outros casos, haverá espaço para buscarmos um ponto de equilíbrio. Somos contrários a uma anistia geral, mas reconhecemos que algumas penas podem ser revistas”.

Veja a entrevista na íntegra: 

O senhor é autor do PL que estabelece que empresas sediadas no Brasil, mas que transfiram investimentos para o exterior a fim de escapar do “tarifaço”, não poderão receber benefícios tributários. Quais as expectativas para a tramitação?

Esse projeto de lei foi inspirado no tarifaço do presidente Donald Trump. Mas não é uma resposta direcionada especificamente a essa medida, porque não podemos criar uma lei mirando apenas um país. O ponto é que, se Trump conseguiu aplicar esse tarifaço burlando todas as regras do comércio mundial, amanhã a China, a Rússia ou a Índia podem fazer o mesmo, já que a Organização Mundial do Comércio está praticamente inoperante. Assim, precisamos reagir para proteger os investimentos e impedir a saída dessas companhias, já que pode acontecer de outros países adotarem medidas contra o Brasil que prejudiquem nosso comércio e incentivem empresas a deixar o país. A espinha dorsal da proposta é justamente a retirada de todos os benefícios tributários das empresas que optarem por essa saída. A matéria tem grande relevância porque trata da defesa da economia nacional.

Como senador do Pará, qual a expectativa para a COP30? E como o senhor avalia as preocupações em relação aos altos preços, especialmente na rede hoteleira?

Nossa expectativa é a melhor possível, principalmente diante dos investimentos que tanto o governo do estado quanto o governo federal estão realizando para que Belém receba todos da melhor forma. Claro que ainda há muito a ser feito, mas nosso povo é hospitaleiro e já está acostumado a acolher grandes eventos, como o Círio de Nazaré, que atrai mais de 3 milhões de pessoas todo ano. Tenho certeza de que faremos um grande esforço para receber todos muito bem. Sobre os altos preços na rede hoteleira, reconhecemos que há alguns excessos, mas o governo está atuando para garantir a normalização e evitar abusos.

Análise: A encruzilhada financeira e política do Estado do Rio de Janeiro

0
Palácio Guanabara, Rio de Janeiro, RJ
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A adesão do Estado do Rio de Janeiro no Regime de Recuperação Fiscal, no ano de 2021, não trouxe os resultados esperados – de reequilíbrio das contas públicas. Ao contrário, vem representando uma “bola de neve” na acumulação da dívida estadual.

A União chegou a estabelecer punições, alegando descumprimentos das regras do Regime, que foram contestadas no Supremo Tribunal Federal. Como decisão proferida ainda no final de 2024, o ministro Dias Toffoli (STF) concedeu liminar que não só manteve o Estado no Regime como suspendeu, em destaque, uma das punições impostas pela União, que incorria no aumento do valor da dívida – em termos numéricos, reduziu de R$ 11,5 bilhões para R$ 4,9 bilhões o valor que o Estado deveria desembolsar no ano de 2025 como pagamento de parcela da dívida com a União.

Essa decisão, junto a nova possibilidade de adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) – que traz horizontes mais factíveis para o cumprimento da dívida -, gerou comemoração do governo local.

Como é de praxe, no dia 30/set, o governador Cláudio Castro (PL) enviou à Assembleia Legislativa o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual), que estima a receita e fixa a despesa do Estado para o exercício financeiro de 2026. A medida prevê um déficit de R$ 18,935 bilhões.

Neste contexto, sob a legítima necessidade de aumentar a receita estadual – visto que medidas de redução dos gastos não parecem ser um horizonte firmemente perseguido pelo governo – o governador apresentou à Alerj um pacote de medidas fiscais, as quais vêm sendo duramente criticadas tanto pelos deputados quanto pelo setor empresarial.

Na ala dos deputados as críticas mais contundentes alinham-se a desproporcionalidade das medidas. Na visão destes, além de onerar significativamente diferentes setores que contribuem com o Fundo Orçamentário Temporário (FOT) oferta um Programa Especial de Parcelamento de Créditos Tributários (REFIS) que pode tanto beneficiar grandes devedores históricos do Estado quanto reduzir, abruptamente, um importante ativo (débitos inscritos em dívida ativa) do Estado na negociação de adesão ao Propag. A ala empresarial, no entanto, refuta o FOT e apoia o Refis.

As tensões técnicas e políticas no Estado, assim com sua dívida, seguem em ascensão e, não se espera estagnação ou retrocesso, visto que no horizonte estão as eleições de 2026 – a própria ruptura que vem sendo sinalizada na base governista é um fator determinante, mas não será aprofundado aqui por ser um ponto que merece tratamento cuidadoso e especial.

O fato é que as medidas do FOT e do Refis serão desidratadas, pela Alerj, frustrando as expectativas iniciais do governo, de incremento na arrecadação, mesmo este tendo, a priori, maioria na Casa – basta confirmar quais das alternativas que estão postas na mesa serão, ao final, ratificadas.

Maioria dos paulistas aprova Tarcísio e desaprova Lula, aponta o Real Time

0
São Paulo SP 23/10/2023 . Ataque a tiros na Escola Estadual Sapopemba na zona leste da cidade, deixa um morto e dois feridos. Governador Tarcisio de Freitas, durante entrevista coletiva em frente a escola.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
A pesquisa Real Time Big Data divulgada hoje (6) em São Paulo (SP) mostrou que a maioria dos paulistas aprova o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e desaprova o presidente Lula (PT).
Segundo a pesquisa, 61% aprovam Tarcísio e 33% desaprovam. De acordo com o levantamento, 40% avaliam positivamente (ótimo/bom) a gestão de Tarcísio. A avaliação negativa (ruim/péssimo), por outro lado, registra 27%. O índice regular é de 31%.
O Real Time mostrou que 54% dos paulistas desaprovam Lula. A aprovação do presidente é de 42%. A avaliação negativa do presidente em SP é de 42%. A avaliação positiva, por outro lado, atinge 31%. O índice regular é de 24%.

Reunião autoriza resolução para retomada de obras da Usina Nuclear de Angra 3

0
Complexo nuclear de Angra, no litoral fluminense
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O ministro Alexandre Silveira defendeu que a retomada das obras da Usina Nuclear de Angra 3, em Angra dos Reis, no sul do estado do Rio de Janeiro, é fundamental para o fortalecimento do Programa Nuclear Brasileiro.

“Angra 3 reforçará o sistema integrado nacional com energia limpa, firme e de base, fortalecendo a segurança energética do país”, afirmou o ministro durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), na quarta-feira (1º).

Na reunião, o CNPE aprovou resolução que determina que a Eletronuclear e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atualizem e complementem os estudos relativos à modelagem econômico-financeira para a conclusão da usina.

Os estudos deverão considerar a manutenção dos termos do acordo com investimentos firmado entre a Eletrobras e a ENBPar, com a participação de sócio privado. Deverão também avaliar a conclusão do empreendimento com recursos exclusivamente públicos (ENBPar e União).

Ao mesmo tempo, deverá ser analisado o detalhamento do custo de abandono do projeto, com avaliação dos impactos para todas as partes envolvidas.

Bandeira Vermelha patamar 1

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a bandeira vermelha patamar 1 para este mês. Os consumidores receberão as contas de energia elétrica com adicional de R$ 4,46 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A medida representa uma redução no preço para os consumidores em relação aos meses, quando a bandeira vermelha patamar 2, mais cara, estava em vigor. Na bandeira vermelha patamar 2, cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos custa R$ 7,87; na bandeira amarela, custa R$ 1,88. Não há acréscimo na bandeira verde.

Petrobras e Amazon Brasil firmam parceria para combustíveis de baixa emissão

0
Foto: Ricardo Lopes / Agência Petrobras

A Petrobras e a Amazon Brasil assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para explorar oportunidades de colaboração no desenvolvimento e na implementação de soluções de combustíveis de baixa emissão de carbono voltadas às atividades logísticas no Brasil.

Memorando de Entendimento (MoU)

O Memorando de Entendimento (MoU) estabelece diretrizes para que Petrobras e Amazon Brasil identifiquem oportunidades que combinem a expertise da estatal em energia com o compromisso da empresa de tecnologia com a descarbonização de suas operações logísticas.

Além disso, o acordo ocorre em um momento em que empresas de diferentes setores aceleram a adoção de práticas sustentáveis e reforçam compromissos com a agenda climática do país. O objetivo é claro: reduzir as emissões de carbono e, ao mesmo tempo, impulsionar o crescimento econômico por meio de operações ambientalmente responsáveis.

Por meio do MoU, a Amazon Brasil e a Petrobras vão avaliar oportunidades, incluindo:

  • Desenvolver combustíveis de baixa emissão de carbono certificados, priorizando matérias-primas residuais;
  • Adotar programas-piloto para integrar esses combustíveis à rede de transporte da Amazon;
  • Implantar mecanismos de mercado, como Book and Claim e Mass Balance, para tornar os combustíveis mais acessíveis e econômicos para pequenas e médias empresas do setor logístico.

Setor de transportes

O setor de transportes oferece uma grande oportunidade para reduzir emissões de carbono por meio de combustíveis mais sustentáveis e maior eficiência operacional.

“A Petrobras reforça o compromisso de investir em alternativas de descarbonização inovadoras, competitivas e acessíveis. A parceria com a Amazon busca gerar oportunidades relevantes para ambas as empresas”, afirmou Claudio Schlosser, diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras.

Nesse sentido, a Amazon, cofundadora do The Climate Pledge, comprometeu-se a alcançar emissões líquidas zero até 2040, tornando a descarbonização da sua rede de transporte essencial.

Diesel R

O Diesel R oferece mais sustentabilidade e atende aos motores mais exigentes, além dos sistemas de tratamento de gases de escapamento, sem exigir mudanças na cadeia logística ou no armazenamento. Como um produto de alta qualidade, ele proporciona maior durabilidade e reduz o risco de falhas nos motores.

Atualmente, a Petrobras produz e comercializa o Diesel R com 5% de conteúdo renovável, utilizando o processo de coprocessamento nas refinarias Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Presidente Bernardes (RPBC), em São Paulo.

Lula fala por telefone com Trump e ambos se dispõem a encontro presencial

0
lula biden telefone
Foto: Reprodução
O presidente Lula (PT) recebeu, nesta segunda-feira (6), um telefonema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em tom amigável, ambos os líderes acordaram de se encontrar pessoalmente em breve. Lula sugeriu a possibilidade de reunião na Cúpula da Asean, na Malásia, e também se dispôs a viajar aos Estados Unidos.
Os dois líderes trocaram números de telefones para conversar de forma direta e avaliaram positivamente o encontro que tiveram em Nova York na Assembleia Geral da ONU. Durante o telefone, Lula também solicitou a retirada da sobretaxa de 40% imposta a produtos nacionais e das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras. Ele considerou o contato uma oportunidade de restauração das relações amigáveis entre os dois países.
O presidente Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT).

Tarcísio lidera disputa em São Paulo; sem Tarcísio no páreo, eleição fica em aberto, aponta o Real Time Big Data

0
Palácio dos Bandeirantes, São Paulo, SP
Foto: Reprodução
Caso seja candidato à reeleição, o governador de São Paulo (SP), Tarcísio de Freitas (Republicanos), desponta como o grande favorito, liderando os dois cenários estimulados em que seu nome aparece nas simulações.
Já se Tarcísio disputar o Palácio do Planalto, teríamos uma eleição acirrada em SP, principalmente se o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), for candidato. É o que aponta os números da pesquisa Real Time Big Data divulgada hoje (6). A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
No primeiro cenário, Tarcísio de Freitas lidera com 52% das intenções de voto. O ministro da Micro e Pequena Empresa, Márcio França (PSB), registra 16%. A deputada federal Erika Hilton (PSOL) aparece com 10%. O ex-prefeito de Santo André (SP) Paulo Serra (PSDB) contabiliza 8%. O cientista político Felipe D’Ávila (Novo) soma 3%. Brancos, nulos e indecisos somam 11%.
No segundo cenário, Tarcísio lidera com 47%. Na sequência aparecem Alckmin (26%), Erika (10%), Serra (7%) e D’Ávila (2%). Brancos, nulos e indecisos somam 8%.
No terceiro, o prefeito de SP, Ricardo Nunes (MDB), que para e ser candidato a governador, precisaria renunciar ao cargo até abril de 2026, lidera com 34%. Depois, aparecem França (20%), Erika (10%), Serra (9%) e D’Ávila (4%). Brancos, nulos e indecisos somam 23%.
No quarto cenário, Márcio França lidera com 27%. O ex-governador Rodrigo Garcia (Sem partido) registra 14%. Na sequência aparecem Erika (10%), Serra (9%) e D’Ávila (5%). Brancos, nulos e indecisos somam 35%.
No quinto, Alckmin (31%) e Nunes (30%) dividem a liderança. Em seguida, aparecem Erika (10%), D’Ávila (7%) e Serra (4%). Brancos, nulos e indecisos somam 18%.
A candidata mais rejeitada é Erika Hilton, com 38%. Depois, Tarcísio (28%), Alckmin (26%), Nunes (24%), Garcia (22%), França (22%), D’Ávila (17%) e Serra (15%).
Apesar do favoritismo de Tarcísio de Freitas, a sucessão ao Palácio dos Bandeirantes seguirá indefinida até a decisão do futuro político do governador, que poderá disputar a reeleição ou concorrer à Presidência. A eventual ausência de Tarcísio em SP poderá provocar mudanças importantes no tabuleiro, já que alternativas como Ricardo Nunes e Geraldo Alckmin ou Márcio França podem se lançar na disputa.