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Comissão do Senado aprova proibição de contingenciamento de recursos do INPI

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INPI, Instituto Nacional de Propriedade Industrial
Foto: Senado Federal

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta terça-feira (7), o projeto de lei que texto proíbe o contingenciamento das despesas do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), o PL 143/19.

O órgão é responsável pela concessão de patentes, registro de marcas, desenhos industriais, indicações geográficas, programas e tecnologias de chips de computador.

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Para o relator, Mecias de Jesus (Republicanos-RR), a medida poderia acelerar a concessão de direitos de propriedade intelectual, favorecendo a atração de investimentos e a dinamização da economia. Já o governo, que promete vetar o PL, argumenta que o contingenciamento é uma ferramenta importante para garantir o cumprimento das metas fiscais.

O projeto ainda precisa ser votado no Plenário do Senado antes de ser remetida à Câmara.

Haddad: Tarifaço prejudicou mais do que beneficiou os EUA

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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou, nesta terça-feira (7), durante participação no programa Bom Dia Ministro que o Brasil apresentará argumentos econômicos sólidos aos Estados Unidos com o objetivo de reverter o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo ele, o principal argumento será que a medida adotada pelos EUA tem elevado o custo de vida da população americana.

“Eles estão com o café da manhã mais caro, eles estão pagando o café mais caro, eles estão pagando a carne mais cara, eles vão deixar de ter acesso a produtos brasileiros de alta qualidade no campo, também, da indústria”, disse Haddad.

O ministro destacou que, nos últimos dois meses, os Estados Unidos perceberam que as medidas adotadas mais prejudicaram do que ajudaram o país. Ele lembrou ainda que os EUA têm superávit comercial com o Brasil e amplas oportunidades de investimento em áreas como energia limpa, minerais críticos e transformação ecológica.

Imposto de renda

O ministro classificou a proposta de reforma do imposto de renda como inovadora e necessária, embora admita que enfrentou desafios durante sua elaboração. Segundo ele, a ideia ganhou espaço e o resultado da votação não foi uma surpresa, já que, antes mesmo da decisão, avaliava que seria difícil para um deputado votar contra a proposta. Por fim, Haddad disse ter expectativa de que o Senado vote o texto ainda em outubro.

“Tenho muita expectativa de votar ainda em outubro no Senado”, afirmou o ministro

Videoconferência entre Lula e Trump

Nesta segunda-feira (6), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou para o presidente Lula (PT).

Durante uma videoconferência de meia hora, Lula solicitou a retirada da sobretaxa de 40% que o governo norte-americano impôs aos produtos brasileiros, além de pedir o fim das medidas restritivas contra autoridades brasileiras.

O ministro afirmou que a estratégia definida por Lula trará os melhores resultados para o Brasil, independentemente de quem negociar em nome dos EUA.

Ao ser questionado sobre um encontro presencial entre o presidente Lula e Trump, Haddad explicou que, antes da reunião presencial, pode ocorrer um encontro em nível ministerial, assim como aconteceu por telefone. Além disso, ele ressaltou que, após a videoconferência, novas etapas deverão seguir.

“Talvez exista uma conversa em nível ministerial para preparar um encontro entre o presidente Lula e Donald Trump”, disse.

Vislumbrando desaquecimento da economia, Fazenda vê MP 1303 e revisão de benefícios como essenciais para meta fiscal de 2026

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Fachada do Ministério da Fazenda, atualmente liderado pelo ministro Fernando Haddad. Propag é regulamentado
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A medida provisória (MP) que taxa papéis isentos (MP 1.303/25) enfrenta um momento de dificuldades no Congresso. Porém, dentro do Ministério da Fazenda, essa pauta é vista como essencial para atingir as metas fiscais do ano que vem. Fonte ouvida pela Arko Advice coloca ainda outro projeto na lista dos prioritários para o cumprimento do arcabouço em 2026: a revisão dos benefícios fiscais (PLPs 41/19 e 182/25).

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Desaquecimento da atividade e arrecadação

Na visão da Fazenda, a atividade econômica está desaquecendo. Isso tem sido percebido na arrecadação de ICMS dos estados e na arrecadação federal, que tem vindo abaixo do projetado. Esse ambiente de dificuldades deve se prolongar para 2026.

A Selic em patamar elevado também é citada como um elemento relevante para esse cenário. A menor atividade econômica deve impactar diretamente a arrecadação tributária.

Justiça do Rio condena Cabral, Pezão e Hudson Braga a pagar R$ 4 bilhões por improbidade administrativa

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Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Justiça do Rio de Janeiro responsabilizou os ex-governadores Sérgio Cabral (Sem Partido) e Luiz Fernando Pezão (MDB), além do ex-secretário Hudson Braga, por praticarem atos de improbidade administrativa. Essas ações, por sua vez, causaram enriquecimento ilícito e geraram prejuízos aos cofres públicos.

Em decisão recente, a 15ª Vara de Fazenda Pública da Capital julgou parcialmente procedentes os pedidos e reconheceu a existência de um esquema de corrupção. De acordo com a sentença, houve concessão ilegal de benefícios fiscais em troca de doações eleitorais não declaradas, os chamados caixas 2 e 3.

Condenações bilionárias

A Justiça condenou Sérgio Cabral ao pagamento de mais de R$ 2,5 bilhões, valor que inclui a devolução de recursos acrescidos ao patrimônio, a reparação de danos e o pagamento de multa. Da mesma forma, Luiz Fernando Pezão foi condenado a pagar mais de R$ 1,4 bilhão. Por sua vez, Hudson Braga deverá arcar com mais de R$ 35 milhões. Além disso, os três tiveram seus direitos políticos suspensos.

A condenação decorre de uma ação civil pública ajuizada em 2018 pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Com base em documentos, depoimentos e colaborações premiadas, o MPRJ demonstrou a existência de esquemas complexos de favorecimento empresarial e de financiamento ilícito da campanha eleitoral de 2014.

Nesse contexto, o órgão também apontou o desvio da finalidade da política estadual de fomento, além do abuso de poder político.

Propinas

O tribunal condenou Pezão ao pagamento de R$ 15 milhões por receber propina dissimulada em doações eleitorais e por priorizar os interesses do grupo J&F. Em contrapartida, Cabral foi condenado a pagar R$ 30 milhões. Além disso, Hudson Braga, que atuou como operador financeiro do esquema, recebeu multa de R$ 5 milhões.

Por fim, no caso das doações irregulares da Odebrecht, o tribunal aplicou multas de R$ 15,6 milhões a ambos, Cabral e Pezão.

Condenações por benefícios irregulares

Ao conceder financiamento irregular ao Grupo Petrópolis via Funds, Pezão praticou improbidade administrativa ao receber, como contrapartida, doações não contabilizadas, operadas ilegalmente pela Odebrecht (caixa 3). Por isso, a Justiça condenou-o a ressarcir os cofres públicos e a pagar multa de R$ 1,3 bilhão.

Além disso, Cabral concedeu benefícios irregulares à Federação de Transportes do Rio (Fetranspor), o que resultou em renúncia fiscal e multas. Como consequência, ele foi condenado a pagar mais de R$ 2,5 bilhões para reparar os danos causados. Por sua vez, Pezão recebeu uma condenação de R$ 1,2 milhão nesse esquema.

A Justiça condenou os ex-governadores a pagar indenização por danos morais coletivos:

  • Cabral deverá pagar R$ 25 milhões;
  • Pezão, R$ 10 milhões.

Além disso, a decisão judicial suspendeu os direitos políticos de Cabral por 10 anos, de Pezão por 9 anos e de Hudson Braga por 8 anos.

Adiamento da MP que tributa títulos isentos ocorre a pedido de Davi Alcolumbre

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Brasília (DF) 20/05/2025 O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, participa da abertura 26ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Antes marcada para esta manhã (7), a votação da MP que tributa títulos isentos (MP 1.303/25) foi adiada para 15h30. Segundo membros da comissão, o adiamento ocorreu a pedido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Isso porque os termos do novo relatório foram discutidos anteriormente com lideranças da Câmara, mas não com os senadores.

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Prazo apertado

O adiamento coloca ainda mais pressão sobre o governo, já que o prazo de votação desse projeto vai até amanhã (8). Se passar disso, o texto perde a validade. Questionado pela Arko Advice, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse ainda acreditar na aprovação a tempo. Segundo ele, há possibilidade de que Câmara e Senado votem a MP no mesmo dia, amanhã (8).

Títulos isentos

Como antecipado pela Arko, em seu relatório, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) recuou da taxação de LCAs e LCIs, atendendo o principal pleito da bancada do agronegócio. Também não serão taxadas as LCDs, LIGs e LHs.

Fintechs

No complemento de voto, o relator manteve a uniformização da CSLL sobre entidades financeiras e fintechs, de 9% para 15%. Porém, ele retirou a previsão de que a alíquota valha para “pessoas jurídicas que venham a ser consideradas instituições financeiras pelo CMN”.

Apostas online

Zarattini também recuou do aumento da taxa sobre as apostas online, as bets. Na versão anterior de seu relatório, o imposto sobre o Gross Gaming Revenue (GGR) seria elevado de 12 para 18%. Em contrapartida, a MP passa a contar com a criação de um programa de regularização tributária para empresas do setor. O Regime Especial de Regularização de Bens Cambial e Tributária (RERCT Litígio Zero Bets) permitirá a declaração voluntária de recursos, bens ou direitos decorrentes da exploração de apostas de quota fixa dentro de 90 dias, que terão condições especiais de tributação.

STF retoma nesta quarta julgamento da ação do PSOL envolvendo a Ferrogrão

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Foto: Alberto Ruy/MTPA

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta quarta-feira (8), o julgamento da ação impetrada pelo PSOL que questiona a construção da Ferrogrão (EF-170). O partido contestou a validade da lei que alterou a demarcação do Parque Nacional do Jamanxim, no sul do Pará, para que parte de sua área fosse cedida à construção da ferrovia de quase mil quilômetros entre Sinop (MT) e o porto fluvial de Miritituba (PA).

O Supremo iniciou o julgamento da ação na quinta-feira (2), quando a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu que a lei, alterando a demarcação do parque, é inconstitucional. A AGU, no entanto, não condenou a construção da ferrovia, desde que o projeto observe as exigências legais e socioambientais.

Segundo o advogado Antonio Neto, da AGU, as obras têm o potencial de reduzir custos e a emissão de gases de efeito estufa, além de gerar empregos. Neto citou estudos recentes indicando que a construção da ferrovia dentro da faixa de domínio da BR-163, fora dos limites do parque, poderia ser uma alternativa para viabilizar o projeto sem impactar a área de conservação.

Na retomada do julgamento nesta quarta, o ministro Alexandre de Moraes deve apresentar seu voto, na condição de relator. Na quinta-feira passada, o ministro leu o relatório do processo (resumo dos trâmites) mas não deu indicação de qual deve ser sua posição final.

Em 2021, Moraes concedeu liminar ao pedido do PSOL e suspendeu a ação, travando avanços para a estruturação da ferrovia. Em 2023, autorizou que o governo retomasse os estudos do projeto, mas a execução ficou pendente dessa nova avaliação pelo Supremo.

Investimentos em ferrovias

Durante o evento IX Brasil nos Trilhos – Sustentabilidade em Movimento, realizado na quarta-feira e na quinta (1º e 2/10) em Brasília, o ministro dos Transportes, Renan Filho, mencionou os vultosos investimentos que o país vem fazendo no setor ferroviário.

Em 2022, segundo o ministro, foram R$ 7,7 bilhões; em 2023, os valores passaram para R$ 10,9 bilhões; no ano passado, chegaram a R$ 13,7 bilhões. “Isso ocorre exatamente quando o Brasil bate recordes na safra agrícola, na exportação de minério e na produção industrial. Todo esse crescimento exige mais trilhos, mais logística e mais competitividade.”

O desempenho do setor ferroviário confirma a tendência de expansão. No ano passado, as ferrovias brasileiras transportaram 540,26 milhões de toneladas úteis (TU), o maior volume dos últimos 20 anos.

Este ano, apenas entre janeiro e julho, o modal movimentou 302,95 milhões de toneladas. O transporte de carga conteinerizada tem aumentado, mas o do minério de ferro lidera, com 72,1%, seguido pelo agronegócio (18,6%) e por combustíveis e derivados de petróleo (6,5%).

O significado da filiação de Mateus Simões ao PSD

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Mateus Simões
Foto: Divulgação/Governo de Minas Gerais

A filiação do vice-governador de Minas Gerais (MG), Mateus Simões, ao PSD – ele estava no Novo – representa mais um movimento estratégico do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, visando as eleições de 2026.

Com a ida ao PSD, Mateus Simões, que será o candidato do governador Romeu Zema (Novo) ao Palácio da Liberdade, fortalece seu potencial eleitoral. Com Matheus no PSD, fica inviabilizada a candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) a governador, que é um desejo do presidente Lula (PT). Agora, para concorrer a governador, Pacheco teria que trocar de partido.

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No PSD, Mateus terá mais estrutura partidária, tempo de TV e recursos dos fundos partidário e eleitoral para a campanha, além de contar com o apoio de Zema. O próximo movimento da base de Zema deve ser a busca pela unidade da direita, já que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) aparecem como pré-candidatos a governador. Se ambos apoiarem Matheus Simões, cresce as chances da direita vencer no primeiro turno em MG.

Gilberto Kassab, ao garantir a filiação de Mateus Simões e se aproximar de Romeu Zema, leva o PSD mais à direita. Vale lembrar que em São Paulo (SP), Kassab estará ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), caso ele concorra à reeleição. Ou seja, nos dois maiores colégios eleitorais do país, Kassab, faz movimentos à direita.

Se Tarcísio concorrer ao Palácio do Planalto, Kassab já garantiu que o PSD apoiará o governador paulista. Por outro lado, se Tarcísio desistir do projeto nacional, Kassab constrói pontes importantes para uma eventual candidatura do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), a presidente, já que terá os governadores dos dois maiores estados do país ao seu lado.

Análise: Aprovação do IR é vitória do governo e de Arthur Lira

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São José da Tapera (AL), 09.05.2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a Cerimônia de Assinatura da Ordem de Serviço do Trecho V do Canal do Sertão Alagoano. - Arthur Lira.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Aprovou, na última semana, o projeto de lei que isenta de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) os salários até R$ 5 mil mensais (PL nº 1.087/25). Apesar da pressão contrária, o texto final inclui a taxação de até 10% sobre altas rendas e dividendos. Durante a discussão no plenário, foi rejeitada uma emenda que criaria uma atualização automática da faixa de isenção do IR. O trecho chegou a ser destacado para votação em separado pelo PSB, mas não foi admitido por conta do potencial de gerar renúncia de receita adicional a cada ano. No lugar, o relator incluiu a sugestão de que o governo envie um novo projeto com uma política de atualização anual da tabela do IRPF.

O texto foi aprovado por unanimidade, com 493 votos a favor e nenhum contra. Além de o placar ser uma vitória para o governo federal, o relator, deputado Arthur Lira (PP-AL), sai fortalecido da votação. Importante destacar a efetividade da estratégia do governo ao escolher Lira como relator da proposta. Ex-presidente da Câmara, durante os quatro anos em que presidiu a Casa tornou-se conhecido por promover grandes acordos e por cumprir sua palavra. No período, Lira sempre contou com prestígio por parte da grande maioria dos deputados da Casa – de esquerda, centro ou direita.

A exemplo do poder de influência de Lira sobre os colegas, enquanto o parecer de plenário da proposta do IR era lido por ele, pelo menos oito destaques ao texto foram apresentados. Depois, ao longo da discussão da matéria, por meio de diálogo e de acordos, Lira conseguiu que todos os destaques fossem retirados. Assim, a sessão que aprovou a matéria durou apenas cerca de três horas. Vale pontuar que, usualmente, quando se trata de matéria sem consenso ou favorável ao governo, a oposição bolsonarista e de direita costuma usar ferramentas de obstrução que fazem a sessão adentrar a madrugada. Era o caso do IR, já que nem todos concordavam com a forma de compensação que envolvia a tributação de altas rendas.

Assim, Arthur Lira se reafirma como um grande articulador e reforça seu prestígio entre os pares. Quando deixou a presidência da Câmara, alguns parlamentares teceram críticas à sua gestão, citando a falta de previsibilidade da discussão das matérias e até certo atropelo do regimento interno em determinadas ocasiões. Caso decida não concorrer ao Senado por Alagoas, parece que Lira tem condições favoráveis para cumprir mais um mandato como deputado e retornar à cadeira que o alçou como o político poderoso que é hoje.

Banco Mundial projeta crescimento de 2,4% para a economia brasileira em 2025

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Banco Mundial, World Bank
Foto: Getty Images

A economia brasileira deve crescer 2,4% em 2025, segundo o relatório divulgado nesta terça-feira (7) pelo Banco Mundial. A projeção para os anos seguintes é de 2,2% para 2026 e 2,3% para 2027, mantidas as mesmas estimativas do relatório de junho deste ano.

Essas projeções estão acima das divulgadas pelo Banco Central (BC) e do mercado financeiro.

Crescimento maior do que da América Latina

O Relatório de Política Monetária do Banco Central indica crescimento de 2% para 2025 e 1,5% para 2026. Já o Boletim Focus do BC projeta alta do PIB de 2,16% em 2025 e 1,8% em 2026. O Ministério da Fazenda, por sua vez, apresenta previsões mais otimistas, com 2,3% em 2025 e 2,4% em 2026.

O Banco Mundial destaca que a América Latina e o Caribe terão crescimento de 2,3% em 2025, com leve aumento para 2,5% no ano seguinte, indicando o ritmo mais lento entre as regiões globais, devido a fatores externos e internos, como desaceleração da economia global, queda dos preços das commodities, política monetária restritiva, baixo investimento e limitação fiscal.

O relatório sugere a necessidade de reformas estruturais em áreas como educação, infraestrutura, regulação e política tributária para melhorar o crescimento sustentável da região.

Gilmar Mendes estabelece prazo de 15 dias para PGR se pronunciar sobre marco temporal

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Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu o prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se pronuncie sobre as cinco ações que discutem o marco temporal para a demarcação de terras indígenas.

Além disso, autorizou a entrada da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do governo de Santa Catarina e de outras entidades como partes interessadas nos processos.

Adicionalmente, todas as partes envolvidas poderão apresentar suas opiniões sobre o texto final aprovado pela comissão especial que debateu a proposta de alteração legislativa sobre o tema. Concluída essa etapa, o ministro deverá liberar as ações para julgamento no STF.

Validade do marco temporal

Em setembro de 2023, o STF declarou inconstitucional o marco temporal para a demarcação de terras indígenas. Logo em seguida, o presidente Lula (PT) vetou o projeto de lei que pretendia validar esse marco.

No entanto, em dezembro, o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial e restaurou a validade do marco temporal.

Como consequência, consolidou-se o entendimento de que os povos indígenas têm direito apenas às terras que estavam em sua posse em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial naquela época.

Debate judicial sobre o marco

Após o Congresso derrubar o veto presidencial, os partidos PL, PP e Republicanos protocolaram ações para garantir a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

Além disso, entidades que representam os povos indígenas e partidos governistas também recorreram ao STF para contestar novamente a constitucionalidade dessa tese.