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Em seis meses, Lula reverte cenário adverso e aprovação encosta na desaprovação

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Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva. - Foto: Ricardo Stuckert (PR)/Divulgação.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest divulgada hoje (08) aponta uma melhora na aprovação do governo Lula (PT). Em relação a setembro, a aprovação oscilou positivamente dois pontos percentuais, índice que está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A desaprovação, por outro lado, oscilou negativamente dois pontos.

Apesar da variação dentro da margem de erro, nos últimos seis meses, a aprovação de Lula cresceu oito pontos percentuais. Nesse mesmo período, a desaprovação caiu oito pontos. Com isso, o saldo negativo de popularidade do presidente, que era de 17 pontos em maio, caiu para apenas 1 ponto em outubro.

APROVAÇÃO DO GOVERNO LULA

Mês Jan Mar Mai Jul Ago Set Out
Desaprova 49 56 57 53 51 51 49
Aprova 47 41 40 43 46 46 48

Fonte: Genial/Quaest (02 a 05/10)

A melhora na aprovação do governo tem sido influenciada pela recuperação da popularidade de Lula entre os eleitores sem posicionamento político. Nesse público, a aprovação saltou 10 pontos (de 33% para 46%) desde maio. A desaprovação, por outro lado, caiu 13 pontos (de 61% para 48%) nesse mesmo período. Entre os “lulistas” e “esquerda não lulista”, a aprovação prevalece: 90% e 83%, respectivamente. Já entre a “direita não bolsonarista” e os “bolsonaristas”, prevalece a desaprovação ao governo: 89% nos dois segmentos.

Na divisão por regiões, a desaprovação supera a aprovação no Sudeste (52% a 44%); no Sul (56% a 41%) e no Centro-Oeste/Norte (55% a 44%). Embora a aprovação supere a desaprovação somente no Nordeste (62% a 36%), os índices cresceram no Sudeste (3 pontos) e também no Sul (41%). No Sudeste, a desaprovação caiu 3 pontos. No Sul, reduziu 4 pontos.

No recorte por faixas de rendas, a aprovação do governo supera a desaprovação entre quem ganha até 2 salários mínimos (54% a 43%). Nas demais faixas de renda, a desaprovação prevalece sobre a aprovação: mais de 2 a 5 salários (51% a 46%) e mais de 5 salários (52% a 45%). Merece destaque nesse segmento – mais de 5 salários – o fato da aprovação de Lula ter crescido 8 pontos em relação a setembro. A desaprovação, por outro lado, caiu 8 pontos. Esses números sugerem que a conversa entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Assembleia Geral da ONU, repercutiu positivamente.

A melhora na aprovação do governo pode ser atribuída a uma combinação de acontecimentos:

  1. a repercussão positiva da aproximação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

  2. o projeto que isenta do pagamento do imposto de renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil reais

  3. a rejeição a temas como a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, PL da Dosimetria, e a PEC da Blindagem.

Em relação ao encontro entre o presidente Lula (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Assembleia Geral da ONU, 49% dos entrevistados avaliam que Lula saiu politicamente mais forte do encontro. Apenas 27% acham que o presidente brasileiro saiu mais fraco. Também beneficiou Lula o fato de 52% terem considerado bom o discurso realizado por Lula na ONU.

Lula também está sendo beneficiado pelo apoio ao projeto que isenta do pagamento do IR quem ganha até R$ 5 mil reais. De acordo com a Quaest, 79% dos entrevistados são favoráveis à proposta. Apenas 17% se dizem contrários. Além disso, 64% concordam em aumentar o imposto dos mais ricos para compensar a isenção de quem recebe até R$ 5 mil. 29% discordam.

Temas políticos como a rejeição à anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, e o PL da Dosimetria, que busca redução de pena dos acusados de participação no processo de tentativa de golpe de Estado, e a PEC da Blindagem, também contribuíram para a melhora na aprovação do presidente.

Sobre a anistia, 47% são contrários. 35% afirmam que são favoráveis a uma anistia para todos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Quanto ao PL da Dosimetria, 52% são contrários, enquanto 37% se dizem favoráveis. Em relação à PEC da Blindagem, aprovada na Câmara e rejeitada pelo Senado, 63% são contrários e apenas 22% favoráveis.

Embora a percepção a relação à economia siga adversa ao governo, já que 42% acreditam que houve uma piora nos últimos 12 meses, esse índice caiu seis pontos em relação a setembro. O entendimento de que a economia ficou do mesmo jeito subiu seis pontos, atingindo 35%. Outros 21% dizem que melhorou, mesmo percentual do mês passado. Para 63%, o preço dos alimentos dos supermercados subiu, índice que está dois pontos acima do verificado em setembro. Apenas 15% enxergam uma redução no preço dos alimentos.

Por outro lado, o governo permanece com desafios pela frente. Além da desaprovação do governo permanecer elevada, o que indica uma desaprovação consistente a Lula, 56% dos entrevistados entendem que o Brasil está na “direção errada”. 36% acreditam que o país está na “direção certa”. Para 63%, Lula não está conseguindo cumprir as promessas de campanha. Outros 32% acreditam que sim.

Quanto à avaliação do governo Lula, também observamos, no limite da margem de erro, uma igualdade entre as avaliações negativa (ruim/péssimo) e positiva (ótimo/bom). No entanto, nesse momento, o saldo é negativo para o governo em 4 pontos percentuais. Em setembro, era de 8 pontos, indicando uma melhora na avaliação de Lula.

AVALIAÇÃO DO GOVERNO LULA

Mês Jan Mar Mai Jul Ago Set Out
Ruim/Péssimo 37 41 43 40 39 38 37
Ótimo/Bom 31 27 26 28 31 31 33
Regular 29 29 28 28 27 28 27

Fonte: Genial/Quaest (02 a 05/10)

Os números da pesquisa Genial/Quaest podem ser comemorados pelo Palácio do Planalto. Apesar do país continuar polarizado, Lula conseguiu, nos últimos seis meses, reverter a conjuntura adversa que enfrentava.

Mesmo que a percepção da economia e o rumo do país permaneçam ruins, a repercussão positiva do encontro com Donald Trump, a aprovação do projeto que isenta do pagamento do IR para quem ganha até R$ 5 mil e a rejeição da opinião pública ao projeto da anistia, ao PL da Dosimetria e à PEC da Blindagem, que foi derrubada pelo Senado após protestos, beneficiam Lula. Também merece destaque o fato de Lula ter melhorado consideravelmente sua popularidade entre os eleitores sem posicionamento político, segmento que deve ser decisivo em 2026.

Soma-se a isso as dificuldades encontradas pela oposição, que desde o tarifaço imposto contra o Brasil e a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está mais dividida, com dificuldades de estabelecer um consenso interno quanto ao seu candidato para 2026, além de faltar agenda.

CNPE define índices mínimos de conteúdo local para embarcações de apoio marítimo

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Foto: Reprodução

Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (8) a resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que define os índices mínimos de conteúdo local para embarcações de apoio marítimo novas, desde que sejam produzidas no Brasil.

Essas embarcações devem ser destinadas ao ativo imobilizado de pessoa jurídica, e estarem sujeitas a desgaste pelo uso.

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A norma também estabelece diretrizes para a mensuração e fiscalização do cumprimento desses índices pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Entre as diretrizes, a ANP deve privilegiar a previsibilidade para os fornecedores de bens e serviços nacionais por meio da divulgação clara e transparente dos cronogramas e especificações, além de estabelecer e divulgar relatórios periódicos de mensuração.

Para fins de acompanhamento, a ANP deverá encaminhar ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDICS) as informações de mensuração e fiscalização em um prazo de até três meses após a finalização de cada etapa de construção. As etapas de construção das embarcações serão definidas por ato do próprio MDICS.

Além disso, em outra resolução, o CNPE determina que as regras não vale para navios-tanque acima de 15.000 TBP (Toneladas de Porte Bruto), e navios gaseiros de qualquer porte.

Bancada do União na Câmara tenta ganhar tempo para Sabino participar da COP

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O ministro do Turismo, Celso Sabino, com o boné azul estampado com a frase "O Brasil é dos brasileiros", slogan do governo Lula |
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O União Brasil discute hoje (8) se aplica ou não sanções contra o ministro do Turismo, Celso Sabino (União). Apesar do ultimato do partido, que deixou a base aliada de Lula (PT), Sabino ainda não deixou o cargo. Por isso, a cúpula partidária abriu um processo interno contra ele, pedindo expulsão e que ele seja retirado do comando do diretório paraense do União.

A continuidade no ministério foi decidida por Celso Sabino ao ser informado de que teria o apoio da bancada do partido na Câmara.

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O processo

Hoje, às 10h, o deputado Fabio Schiochet (União-SC) apresentou seu relatório à Executiva do partido. Deputados do União pressionam para que o processo de expulsão seja remetido ao comitê de ética, órgão do partido que é responsável por analisar casos de infidelidade partidária.

O objetivo é ganhar tempo. Com o trâmite burocrático, Sabino ainda poderia permanecer no cargo e participar da COP30 como ministro de Lula.

Análise: As cartas de Lula a um ano da eleição

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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Se há alguns meses o governo parecia perdido, sem uma pauta que pudesse ser usada como marca, agora, a um ano das eleições de 2026, o presidente Lula (PT) tem uma clara agenda de propostas com forte apelo popular e busca construir uma plataforma para a reeleição. A estratégia combina conquistas concretas com a sinalização de políticas sociais futuras.

Lula já tem em mãos duas cartas fortes. A primeira é a isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil, uma das promessas centrais da campanha de 2022. Se confirmada pelo Senado, a medida terá impacto direto no bolso de milhões de trabalhadores e será um pilar da propaganda eleitoral. A segunda é a ampliação da Tarifa Social de Energia, que agora isenta totalmente o consumo de até 80 kWh/mês para famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico. Embora o custo seja diluído entre os demais consumidores, o benefício foca um eleitorado sensível.

Vale citar que o ambiente geopolítico deu de presente a Lula um discurso eleitoral de defesa da soberania do Brasil. Lula não hesitará em usar o discurso de defensor dos interesses nacionais frente a uma direita que será pintada como subserviente. Além disso, há uma investida significativa no ramo do crédito habitacional. Além do lançamento da faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida, que focaliza a classe média, está prestes a ser lançado um programa de reforma de moradias com crédito subsidiado.

Outras cartas no baralho do governo, se não virarem entregas até outubro de 2026, podem se converter em promessas para um novo mandato. A ideia de zerar as tarifas de ônibus em âmbito nacional, embora complexa e sem prazo definido, já movimenta o governo, que elabora estudos para avaliar a viabilidade. O tema é discutido também no Congresso, por meio de projetos como a PEC nº 25/23, da deputada Luiza Erundina (PSOL-SP). Da mesma forma, a proposta de acabar com a obrigatoriedade da autoescola para obter a CNH, atualmente em consulta pública, dialoga diretamente com o eleitor mais jovem.

Impulsionada por movimentos populares, a pauta pelo fim da escala de trabalho 6×1 e pela redução da jornada avança lentamente no Congresso, enfrentando forte resistência do setor empresarial. Apesar da incerteza sobre sua aprovação, o tema mantém a base governista mobilizada e pode ser explorado como compromisso de campanha.

No entanto, o impacto eleitoral das cartas na mão de Lula depende de diversos fatores, como o ritmo de entregas. Se um assunto se torna “velho” na mente do eleitor, o impacto eleitoral se esvai. A capacidade de comunicação, antigo calcanhar de aquiles do governo Lula, também é essencial para avaliar esses impactos. E a posterior propaganda eleitoral em rádio, TV e internet terá papel crucial. O desafio de Lula será manter essas pautas econômicas e sociais no centro do debate público, evitando que novas crises ou temas ofusquem a construção do conjunto de cartas a ser colocado na mesa em 2026.

Senado aprova projeto que estabelece direitos para os usuários de serviços financeiros e prevê crédito com juros reduzidos

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Foto: Reprodução

O plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (7), o projeto que dá direitos aos usuários de serviço financeiro, e prevê a concessão de crédito com juros reduzidos (PL 4.871/24). Segundo o relatório do senador Eduardo Braga (MDB-AM), o trabalhador poderá escolher em qual banco receberá o salário.

O projeto agora segue para sanção do presidente Lula (PT).

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Portabilidade salarial automática

Essa medida permite que qualquer pessoa transfira seu salário, aposentadorias e similares para a conta do banco de sua escolha, sem a necessidade de autorização do empregador. As instituições financeiras serão obrigadas a oferecer essa opção por canais digitais e acatar a solicitação em até dois dias úteis, promovendo maior liberdade e concorrência no mercado.

Débito automático entre instituições

O projeto garante também ao tomador de crédito a prerrogativa de solicitar que parcelas de operações de crédito sejam debitadas diretamente de contas em diferentes bancos.

Crédito com juros reduzidos

O texto cria ainda uma modalidade especial de crédito com juros reduzidos. Para acessar essa opção, os consumidores poderão aceitar condições que ampliam os direitos do credor, como a prova de mora e a citação via mensagens eletrônicas, e a irrevogabilidade do débito automático até a quitação da dívida.

Direito à informação e transparência

O projeto exige das instituições financeiras a comunicação prévia de, no mínimo, 30 dias sobre alterações nas taxas de juros de modalidades de crédito pré-aprovadas e rotativas, além da disponibilização de mecanismos digitais para cancelamento contratual.

Guerra comercial impulsiona soja brasileira na China

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Soja
Foto: CNA

A guerra comercial entre Estados Unidos e China impulsionou a soja brasileira no mercado chinês. De junho a agosto de 2025, a China suspendeu praticamente todas as compras da soja norte-americana, preferindo fornecedores como Brasil e Argentina, segundo levantamento da American Farm Bureau Federation, que representa 6 milhões de produtores rurais dos EUA.

Queda de quase 80% nas compras chinesas

Entre janeiro e agosto deste ano, a China importou apenas 5,8 milhões de toneladas de soja dos EUA, queda de quase 80% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto o Brasil exportou mais de 77 milhões de toneladas ao gigante asiático. A Argentina também ampliou suas vendas, depois de suspender temporariamente o imposto de exportação.

Este redirecionamento das compras faz parte de uma estratégia chinesa de diversificação de fornecedores, iniciada em 2018 durante a primeira guerra comercial entre os dois países. O impacto das tarifas se estende também a outros produtos exportados como milho, trigo e algodão, cujas importações chinesas dos EUA caíram a zero em 2025.

EUA tenta conter déficit

Como resposta, o governo norte-americano prepara um novo pacote de apoio financeiro aos produtores rurais, semelhante ao concedido em 2019, além de estudar medidas para conter o déficit comercial agrícola.

“Usaremos os recursos das tarifas para apoiar nossos agricultores”, afirmou o presidente Donald Trump nas redes sociais.

Ainda assim, os agricultores dos EUA enfrentam desafios como queda no preço das commodities e altos custos logísticos decorrentes do baixo nível do rio Mississippi.

Votação da MP 1303 na Câmara fica para hoje (8), último dia do prazo

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Senador Izalci Lucas (PL-DF), vice-presidente da comissão da MP 1303 e o deputado Carlos Zarattini, relator do texto
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Com prazo apertado, deputados e senadores pretendem votar a MP que tributa títulos isentos (MP 1.303/25) em plenário nesta quarta-feira (8), dia em que encerra o prazo de vigência.

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Em uma votação acirrada, a matéria foi aprovada na comissão mista com 13 votos à favor e 12 contrários na tarde de ontem (7). Havia uma expectativa da MP ser votada ainda nesta terça no plenário da Câmara, mas fontes apontaram à Arko Advice que não havia garantia de aprovação em plenário.

Mais cedo, o relator da MP na comissão mista, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), afirmou que houve uma ampla negociação com a Câmara para a aprovação. “Vamos trabalhar para ter maioria expressiva”, contou.

A medida enfrenta forte resistência da bancada do agronegócio e de partidos de oposição. “Atendemos a eles e eles não corresponderam em números de votos. Nós não dependemos da bancada do agro, vencemos sem eles”, declarou o relator.

Em nota, STF defende que reforma administrativa garanta salários “compatíveis com o serviço à República”

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STF, Supremo Tribunal Federal
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou uma nota de apoio à reforma administrativa nesta terça-feira (7). A Corte defendeu uma reforma “ampla e genuinamente republicana, que alcance, de modo abrangente e simultâneo, todos os Poderes e instituições do Estado”.

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Entre outros pontos, a nota defende que o objetivo da reforma deve ser “assegurar a retenção de talentos por meio de remuneração justas, transparentes e compatíveis com o serviço à República”. O pacote de projetos que tratam da reforma administrativa trazem uma nova tentativa de extinguir os supersalários no funcionalismo público a partir do corte de benefícios. É proposta uma tabela única salarial para a União, estados e municípios, além de limitar “penduricalhos” a 10% para salários muito altos. Os principais afetados pelo corte de benefícios seriam juízes e desembargadores.

A nota vem depois da repercussão negativa da fala do presidente do STF, Edson Fachin, que afirmou que a Corte não aceitará uma reforma administrativa do Judiciário, que impeça a autonomia e a independência do Poder. “Não concordamos com circunstâncias eventualmente abusivas, mas é fundamental que todos os Poderes sejam chamados”, afirmou.

Análise: A imprevisível e acirrada disputa ao Senado no RS

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Bandeira do RS é hasteada em diferentes pontos do Estado como símbolo de força e recomeço, Rio Grande do Sul
Foto: Reprodução

A configuração do tabuleiro da disputa ao Senado no Rio Grande do Sul (RS) é marcada pela imprevisibilidade neste momento, faltando um ano para as eleições de 2026. Como a possibilidade do governador Eduardo Leite (PSD) concorrer ao Palácio do Planalto diminuiu, uma das dúvidas gira em torno da candidatura ou não de Leite ao Senado. 

Até o próximo ano, Eduardo Leite decidirá qual a melhor estratégia a ser adotada para eleger seu sucessor: o vice-governador Gabriel Souza (MDB). Mesmo sendo desconhecido de parte do eleitorado gaúcho, Gabriel tem um baixo desempenho nas pesquisas – menos de dois dígitos – para quem ocupa o segundo cargo mais importante do Estado, participando ativamente das agendas do governo Eduardo Leite. 

Assim, Gabriel Souza depende do prestígio de Eduardo Leite para alavancar sua candidatura a governador. Caso Leite concorra a senador, Gabriel terá um importante cabo eleitoral em sua chapa. No entanto, Leite também carrega desgastes após sete anos comandando o Palácio Piratini. 

Vale lembrar que a pesquisa do instituto Quaest realizada em agosto, mesmo apontando que 58% dos gaúchos aprovam o governador Eduardo Leite contra 38% que desaprovam, 54% acreditam que Leite não merece eleger o sucessor – 41% entendem que sim. Caso esse desgaste não seja revertido, Leite poderá repensar sua candidatura a senador. 

A decisão a ser tomada por Eduardo Leite causará impacto no tabuleiro da eleição ao Senado, pois teremos um cenário com Leite sendo candidato e outro sem ele entrar na disputa. 

Caso concorra ao Senado, Eduardo Leite é o favorito para uma das vagas em jogo, podendo repetir o feito de Pedro Simon (PMDB), em 1990, quando renunciou ao governo estadual, concorreu a senador e foi eleito. 

Neste hipotético cenário, com Leite concorrendo ao Senado, a outra vaga seria disputada entre as pré-candidaturas de esquerda – o deputado federal Paulo Pimenta (PT) e a ex-deputada Manuela D’Ávila (Sem partido), embora não deva ser descartada ainda a possibilidade de Paulo Paim (PT) tentar a reeleição – e de direita – os deputados federais Marcel Van Hattem (Novo) e Sanderson (PL). No campo da direita, não deve ser totalmente desconsiderada a possibilidade do senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) tentar um novo mandato. 

Já se Eduardo Leite não disputar a eleição ao Senado, Pimenta, Manuela, Van Hattem e Sanderson, que neste momento são prováveis pré-candidatos, disputariam as duas vagas em jogo. Embora não deva ser desconsiderada a possibilidade de as duas vagas ficarem com um mesmo espectro político, o mais provável neste cenário é que a esquerda faça um senador (a) e a direita eleja outro. 

Desde as eleições de 1994, o RS nunca elegeu dois senadores do mesmo espectro ideológico. Em 94, foram eleitos José Fogaça (PMDB) e Emília Fernandes (PTB). Em 2002, os vitoriosos foram Sergio Zambiasi (PTB) e Paulo Paim (PT). Em 2010, os eleitos foram Paulo Paim (PT) e Ana Amélia Lemos (PP). Na eleição de 2022, os vitoriosos foram Luiz Carlos Heinze (PP) e Paulo Paim (PT).

Conforme podemos observar, nesse histórico eleitoral das disputas ao Senado, tivemos vitórias do centro (Fogaça) e centro-direita (Emília) em 1994. Centro-direita (Zambiasi) e esquerda (Paim) em 2002. Esquerda (Paim) e direita (Ana Amélia) em 2010. E direita (Heinze) e esquerda (Paim) em 2022. 

Independente da configuração do tabuleiro gaúcho ao Senado – com ou sem Eduardo Leite no jogo – teremos novamente uma eleição acirrada no Estado. 

Além de pré-candidatos fortes, contribui para o equilíbrio da eleição ao Senado o fato da abstenção no RS ter sido elevada, girando em torno de 20%. Soma-se a isso a decisão tardia de voto, assim como o fato de a eleição para senador ficar num plano secundário quando comparado aos demais pleitos majoritários – presidente e governador, que costumam dominar a cobertura da imprensa e a atenção do mercado eleitoral.

MP 1303: Em meio a impasse, lideres se reúnem para negociar texto

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Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Segundo apuração da Arko Advice, o relator da medida provisória que tributa títulos isentos (MP 1.303/25), deputado Carlos Zarattini (PT-SP), está reunido na Residência Oficial da Câmara com líderes da base governista para negociar a aprovação do texto. A reunião da comissão mista que analisa o tema estava marcada para às 15h30.

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O principal impasse, segundo fontes ouvidas, é a supressão do trecho que aumentava a tributação sobre bets, trazida no novo relatório. Para obter a aprovação, o relator também recuou na taxação de LCI e LCA.

Após esse encontro, está marcada a reunião de líderes oficial da Câmara, que tratará da pauta do plenário da Casa. Inclusive, se a MP será votada ainda hoje ou amanhã pelos deputados.