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Derrubada de MP é derrota imposta ao povo brasileiro, afirma Lula

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Brasília (DF), 30/09/2025 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de cerimonia de sanção dos projetos que formaliza PRONAF e Plano Safra como políticas de estado.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Na noite desta quarta-feira (8), o presidente Lula (PT) criticou abertamente a decisão do plenário da Câmara dos Deputados de retirar de pauta a Medida Provisória (MP) 1303/2025, que previa a tributação de rendimentos de aplicações financeiras e apostas esportivas para compensar a revogação do aumento do IOF.

“A decisão da Câmara de derrubar a medida provisória que corrigia injustiças no sistema tributário não é uma derrota imposta ao governo, mas ao povo brasileiro. Essa medida reduzia distorções ao cobrar a parte justa de quem ganha e lucra mais. Dos mais ricos. Impedir essa correção é votar contra o equilíbrio das contas públicas e contra a justiça tributária”, escreveu nas redes sociais.

Medida perdeu eficácia

Com a retirada de pauta aprovada por 251 votos a favor e 193 contra na Câmara, a MP perdeu a eficácia e não poderá ser votada pelo Senado. A proposta era considerada fundamental para o equilíbrio fiscal de 2026, projetando arrecadação extra de até R$ 20,8 bilhões e corte de despesas acima de R$ 10 bilhões. O texto final, negociado pelo relator Carlos Zarattini (PT-SP) com diferentes bancadas, excluía taxação sobre apostas e letras de crédito para tentar consenso, mas mesmo assim não prosperou.

O relator do texto destacou ter feito acordos e alterações para viabilizar a aprovação, mas líderes do centrão se manifestaram contra a proposta. Movimentos a favor da retirada da MP foram entendidos por parte do governo como uma tentativa de não dar mais uma grande vitória ao governo Lula, que deve buscar a reeleição em 2026 e tem se mantido na liderança das pesquisas eleitorais. Já opositores alegam que o foco deve ser na qualidade do gasto público e em reformas essenciais.

Governo culpa oposição

Lula afirmou que o resultado atende a interesses da oposição em inviabilizar a manutenção de programas sociais do governo

“O que está por trás dessa decisão é a aposta de que o país vai arrecadar menos para limitar as políticas públicas e os programas sociais que beneficiam milhões de brasileiros. É jogar contra o Brasil”, disse.

A ministra Gleisi Hoffmann (SRI) reforçou a crítica, dizendo que a decisão mantém privilégios da parcela mais abastada e restringe recursos para investimentos sociais.

“Hoje ficou claro que a pequena parcela muito rica do país não admite que seus privilégios sejam tocados. Não querem pagar impostos como a maioria dos cidadãos. E não querem que o governo tenha recursos para investir em políticas para a população. Quem votou na Câmara para derrubar a MP que taxava os super ricos votou contra o país e o povo”, afirmou.

Lula lidera disputa pela reeleição em Minas Gerais, aponta o instituto Paraná

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Brasília (DF) 13/09/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Dia E "Ebserh em Ação – Agora Tem Especialistas", no Hospital Universitário de Brasília (HUB)
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A pesquisa divulgada ontem (8) pelo instituto Paraná em Minas Gerais (MG) mostra que o presidente Lula (PT) lidera os dois cenários testados no segundo maior colégio eleitoral do país na corrida pelo Palácio do Planalto.

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No primeiro cenário, Lula lidera com 36,5% das intenções de voto. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que não será candidato, aparece com 31,5%. O governador de MG, Romeu Zema (Novo), tem 14,9%. O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), contabiliza 3,7%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), registra 2,1%. Brancos, nulos e indecisos somam 10,8%.

No segundo cenário, Lula lidera com 36,6%. Zema atinge 24,1%. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), contabiliza 17,9%. Na sequência aparecem Ratinho (4%) e Caiado (2,3%). Brancos, nulos e indecisos somam 14,5%.

Nas simulações de segundo turno, Lula empataria tecnicamente com Tarcísio (42,7% a 41,6%) por conta da margem de erro da pesquisa, que é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos. O presidente venceria Zema por 47,7% a 39,2%.

Apesar da desaprovação do governo Lula superar a aprovação – 51,8% a 45,2% – o presidente consegue ter um desempenho positivo de MG, que além de ser o segundo estado do país com mais eleitores, têm um peso simbólico importante: desde 1989, quem venceu a eleição no estado se elegeu presidente.

Com MP 1303 em risco, Lula e Motta entram em campo

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rasília (DF), 29/09/2025 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presidente da câmara dos deputados, Hugo Motta, durante posse do novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, ele foi eleito para suceder o ministro Luís Roberto Barroso, cujo mandato terminou ontem (28). Também assume o cargo o novo vice-presidente, Alexandre de Moraes. Os dois ministros comandarão o Supremo pelos próximos dois anos (2025-2027).
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Após a votação apertada na comissão mista, o governo está receoso de sair derrotado na votação na Câmara da MP que taxa títulos isentos (MP 1.303/25). Para desenhar uma reação, o presidente Lula (PT) convocou líderes governistas para um almoço de alinhamento. Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman (PT), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) também participaram. Motta teria se comprometido a ajudar na articulação.

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Decisão no voto

Nesse cenário, a orientação dada por Lula foi insistir na votação, segundo relatos de participantes ouvidos pela Arko Advice. Isso porque havia a possibilidade de deixar a MP caducar, evitando uma possibilidade de derrota.

A ideia é usar o argumento de que a MP também realiza mais de R$ 4 bi em corte de gastos, como o centro tem demandado.

Chance de derrota

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), admitiu hoje (8) mais cedo que há chance de derrota. Líderes dos partidos de centro tem relatado ao governo que suas bancadas estão rachadas, não havendo garantia dos votos necessários para aprovação. No União e PP, que se aproximam cada vez mais da oposição, há chance de haver maioria contra o projeto.

Acerto de contas

A mobilização contrária à MP é vista pelo PT como um acerto de contas pela oposição do partido à PEC das Prerrogativas, que protegeria parlamentares de ações judiciais. Além disso, lideranças da oposição argumentam que a arrecadação extra turbinaria as ações do governo justamente em ano eleitoral. Em entrevista à GloboNews, o relator, Carlos Zarattini (PT-SP) acusou a bancada do agro e os partidos de centro de descumprimento de acordo.

Cleitinho lidera em Minas Gerais, mas disputa está indefinida

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Cleitinho Azevedo
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A pesquisa divulgada hoje (8) pelo instituto Paraná sobre as eleições de 2026 ao governo de Minas Gerais (MG) aponta que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) lidera a pesquisa. Sem Cleitinho no páreo, nomes como o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-prefeito de Belo Horizonte (MG) Alexandre Kalil (PDT), o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), aparecem bem posicionados.

Embora apareça em desvantagem, o vice-governador Mateus Simões, que trocará o Novo pelo PSD, é competitivo.

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No primeiro cenário estimulado, Cleitinho lidera com 40,6% das intenções de voto. Na sequência aparecem Kalil (13,5%), Pacheco (13%) e Simões (5,9%). Brancos, nulos e indecisos somam 16,3%. Como a margem de erro é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos, Pacheco e Simões estão empatados na vice-liderança.

No segundo cenário, Kalil aparece com 19,1% das intenções de voto. Na sequência estão Pacheco (17%), Marília (15%) e Mateus (12,2%). Brancos, nulos e indecisos atingem 36,7%. Em função da margem de erro, Kalil, Pacheco e Marília estão tecnicamente empatados na liderança. Mateus aparece um pouco mais atrás, mas também está em situação de empate técnico com Marília.

No terceiro cenário, Aécio Neves lidera com 21,4%. Na sequência estão Kalil (17,8%), Marília (14,7%) e Mateus (11,2%). Brancos, nulos e indecisos somam 35%.

Apesar da liderança de Cleitinho, a eleição em Minas Gerais está indefinida, pois o senador do Republicanos ainda não definiu se será candidato. Com a provável filiação de Mateus Simões ao PSD, o vice-governador tende a crescer. Com Mateus no PSD, Rodrigo Pacheco, caso queira concorrer a governador, precisaria trocar de partido.

Temos ainda nomes como Aécio, Kalil e Marília que podem entrar na disputa. Outro aspecto importante é o elevado percentual de eleitores “sem candidato” (brancos, nulos e indecisos), que supera os 30%.

Após audiência pública, projeto que limita dívida consolidada da União deve ter alterações, mas pode avançar

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Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal — Rádio Senado, dívida pública
Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado promoveu, nesta quarta-feira (8), uma audiência pública com integrantes do governo e especialistas para debater o projeto que limita a dívida consolidada da União (PRS 8/25).

Estavam presentes o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, o secretário especial de análise governamental da Casa Civil, Bruno Moretti, o presidente da IFI (Instituição Fiscal Independente), Marcus Pestana, e economistas.

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Durante a discussão, foram apontados ajustes que devem ser necessários para que o texto que não incorra em inconstitucionalidade e para que a ferramenta seja efetiva no auxílio ao equilíbrio fiscal, e não restritiva ou impossível de ser cumprida.

Uma das sugestões é fazer uma diferenciação entre dívida fiscal e dívida monetária, já que o projeto impões restrições no caso de descumprimento do limite, como proibição da realização de operações de crédito, ressalvadas exceções. Além disso, operações para recomposição da reserva de liquidez da dívida precisariam de autorização da CAE.

Dessa forma, as conversas entre a equipe técnica do governo e o relator devem continuar ocorrendo. A tendência é que ajustes sejam feitos no texto, além de uma harmonização com as regras da LRF e do arcabouço fiscal.

Senado aprova transferência simbólica da capital para Belém durante COP30

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Belém (PA) 14/12/2024 – Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré. religião
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (7), o projeto de lei (PL 358/2025), que transfere simbolicamente a capital do Brasil para Belém durante a COP 30, entre os dias 11 e 21 de novembro. Agora, o presidente da República avaliará a sanção da proposta.

A deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) apresentou o projeto, que atribui a Belém, de forma simbólica, o título de capital do país durante o evento. Desde 1960, Brasília exerce oficialmente essa função.

Três Poderes em Belém

O texto também autoriza os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário a se instalarem temporariamente na cidade. Além disso, determina que o presidente da República e os ministros de Estado registrem Belém como local de emissão em todos os atos e despachos assinados nesse período. O projeto encarrega o Poder Executivo de organizar as medidas administrativas, operacionais e logísticas necessárias para a transferência temporária da sede do governo federal.

O senador Jader Barbalho destacou que o projeto:

“homenageia não apenas o grande evento internacional sediado no Brasil, mas também a Amazônia e a cidade de Belém, além disso, permite que o Congresso Nacional dê destaque à importância dos temas que serão debatidos durante a COP 30”.

Por sua vez, o senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) manifestou apoio à proposta. Segundo ele, a iniciativa representa um chamado à responsabilidade, especialmente diante dos desafios históricos e estruturais da Amazônia.

COP 30

A COP 30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, acontecerá em Belém e, pela primeira vez, o Brasil sediará o evento. Além disso, durante a conferência, líderes de diversos países se reunirão para debater soluções conjuntas para a crise climática global. Nesse contexto, entre os principais temas estão a redução das emissões de gases de efeito estufa e a proteção da Amazônia.

Análise: O recuo necessário de Zema na concretização da sua política de desestatização

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Brasília (DF), 25/10/2024 - O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, durante cerimônia de assinatura do novo acordo de repactuação da reparação dos danos da tragédia de Mariana (MG).
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A desestatização de empresas estratégicas é um projeto político do governador Romeu Zema desde o início do seu primeiro mandato (2019).

O tema ganhou impulso em 2023, quando o governador encaminhou à Assembleia Legislativa (ALMG) uma proposta de emenda constitucional (PEC 24/2023) que previa a revogação de dispositivos da Constituição Estadual com o objetivo de viabilizar a privatização de empresas públicas (Gasmig – gás, Cemig – energia elétrica e, Copasa – saneamento) tanto sem a exigência de referendo popular quanto com aprovação por quórum não qualificado.

De lá para cá, muitos debates foram realizados e a incerteza política de apoio aliada a falta de popularidade da proposta foram fatores inviabilizadores do avanço do processo – Cemig e Copasa, de longe, lideraram as críticas.

Em 2025 estabeleceu-se novo capítulo, quando a base de apoio do governador na ALMG fez um recorte e apresentou outra proposta (PEC 55/2025) que exclui somente o serviço de distribuição de gás canalizado da necessidade de referendo popular para a autorização da desestatização – mantendo geração, transmissão e distribuição de energia elétrica ou de saneamento básico.

Acreditou-se que a PEC ganharia tração. Ato falho. A base se esqueceu de alinhar com o governo o entendimento jurídico sobre a operação. 

Como a participação acionária da Gasmig está dentro da Cemig, antes de qualquer movimento de desestatização, que pode vir a ser individualizado, seria necessário estruturar juridicamente a operação, cisão, alienação direta de participação ou outra modelagem societária. Além disso, os modelos possíveis esbarram em entraves burocráticos complexos que coexistem com a resistência política.

A opção, então, foi fazer nova fragmentação textual, qual seja: tratar somente da Copasa, e sua subsidiária (Copanor), com a retirada de referendo popular, mas mantendo o quórum qualificado. A alteração, contudo, não seria diretamente aplicada à Constituição Estadual, estaria vinculada ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT).

Mesmo com muita morosidade, a primeira etapa foi concluída dada a recente aprovação da Comissão de Constituição e Justiça (15/09).

No momento a PEC encontra-se em análise de Comissão Especial, que já trouxe outro avanço, resta aprová-lo: amplia o entendimento que a federalização ou a desestatização possa ocorrer não só para fins de pagamento da dívida do Estado com a União no âmbito do Propag, mas também para cumprimento de outras obrigações assumidas em virtude de renegociação do passivo – após a Comissão Especial, a proposta ainda precisa ser encaminhada ao Plenário para votação em dois turnos. Paralelamente, o projeto que pede a autorização para a privatização da Copasa, também foi enviado e está sendo analisado pelos deputados.

A conclusão é que Zema não vai levar o que queria, da forma como queria, o que vem sendo visto como uma derrota, muito embora a narrativa governista ancore-se na mediação e atendimento aos anseios e críticas daqueles se colocaram contrariamente – adotando um viés democrático de pacificação.

O tema é sensível e precisa ser conduzido com bastante cautela, especialmente com a proximidade das eleições de 2026. Recuar para avançar se faz preciso.

União Brasil encaminha expulsão de Celso Sabino e PP afasta André Fufuca

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Celso Sabino, André Fufuca
Foto: Ronaldo Caldas/MEsp

Na manhã desta quarta-feira (8), o União Brasil encaminhou a expulsão do partido do ministro do Turismo, Celso Sabino (União), ao Conselho de Ética. O processo pode durar até 60 dias e possibilita que o ministro participe da COP 30, prevista para novembro.

Ainda na Executiva Nacional do partido, os integrantes decidiram pela afastamento dele das atividades do partido e pela dissolução do diretório da sigla no estado do Pará, comandado por Sabino. As sanções ocorrem após a recusa de Sabino de sair do ministério, mesmo após ultimato do partido.

Vale lembrar que, em setembro, a legislatura anunciou o desembarque da base do governo e, por isso, a cúpula partidária abriu um processo interno contra Sabino, pedindo expulsão e que ele seja retirado do comando do diretório paraense do União.

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André Fufuca

Nesta quarta-feira (8), o Progressistas afastou o ministro do Esporte, André Fufuca (PP), da vice-presidência nacional da sigla e das demais decisões partidárias. Em nota oficial, o partido informou que não integra a base do atual governo e, portanto, não nutrirá qualquer identificação ideológica.

O partido também anunciou em setembro o desembarque da base do governo Lula, e deu um ultimato para que o ministro deixasse o governo. No entanto, Fufuca se manteve no cargo.

Lula sanciona MP que cria o programa Agora Tem Especialistas no SUS

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Lula (PT) sancionou, nesta terça-feira (7), a Medida Provisória (MP) 1301/2025, que cria o Programa Agora Tem Especialistas, tornando-a lei federal. O Congresso Nacional aprovou o texto no fim de setembro, e, segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), o presidente validou integralmente a versão final aprovada pelos parlamentares, sem realizar nenhum veto.

Programa Agora Tem Especialistas

Em julho, o governo anunciou um programa que pretende ampliar o número de médicos especialistas nas regiões com maior carência desses profissionais. Além disso, o programa busca reduzir o tempo de espera para atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS) ao oferecer serviços de prestadores privados, em troca da redução de tributos federais.

A partir de 2026, o governo estima uma renúncia fiscal de R$ 2 bilhões por ano. Embora os procedimentos possam começar ainda este ano, as deduções no imposto a pagar ou em débito só terão início em 2026.

Com essa iniciativa, os estabelecimentos que aderirem ao programa poderão oferecer atendimento especializado a pacientes do SUS. Dessa forma, o programa contribui diretamente para diminuir o tempo de espera por cirurgias, exames e consultas na saúde pública. Por fim, o texto estabelece que o programa funcionará até 31 de dezembro de 2030.

“Colocamos mais de 300 médicos especialistas para atuar em várias regiões do país através de uma ação direta do governo federal. Tudo isso era permitido pela Medida Provisória, agora ela virando lei, tem mais força, mais segurança”, destacou Padilha.

Devido à preocupação com a má distribuição dos profissionais pelo país, o governo decidiu criar o programa.

Novas contratações

O programa contratará novos profissionais que atuarão em policlínicas e laboratórios especializados. Além disso, a proposta permite que os atendimentos sejam realizados total ou parcialmente por telemedicina, desde que respeitem os princípios do SUS, garantam a confidencialidade das informações e obtenham o consentimento expresso do paciente.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a maior concentração de médicos especialistas ocorre em três unidades da Federação:

  • Distrito Federal
  • Rio de Janeiro
  • São Paulo

No total, o país possui:

  • 244.141 médicos generalistas (40,9%)
  • 353.287 especialistas (59,1%)

No entanto, os especialistas costumam não atuar em regiões mais distantes e permanecem concentrados na iniciativa privada.

Ministro anuncia leilão de terminal de contêineres do porto de São Sebastião

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Porto de São Sebastião
Foto: Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística-SP

Após participar de evento na Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), na última quarta-feira (1º), em Brasília, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o governo pretende realizar no primeiro trimestre do próximo ano a licitação do novo terminal de contêineres do porto de São Sebastião, no litoral norte do estado de São Paulo.

O ministro disse que São Sebastião será um porto de multipropósito e que terá operação de contêineres: “Essa é uma medida estratégica. As duas concessões, incluindo o Tecon 10, em Santos, vão resolver definitivamente o crescimento do setor portuário do estado de São Paulo.”

O ministro acrescentou que a iniciativa envolvendo São Sebastião vai ampliar a capacidade dessas operações no porto de Santos, onde está sendo preparado o leilão do maior terminal de contêineres do país. Segundo Costa Filho, a previsão é realizar o leilão do Tecon 10 na segunda quinzena de dezembro.

Costa Filho destacou a preocupação com a concentração de mercado no certame do Tecon 10 – o que pode levar à proibição de participação de quem já detenha terminal no porto. Mas ressaltou que a posição do ministério será a mesma do Tribunal de Contas da União, que, este mês, deve analisar o processo e definir o modelo do leilão.

“Precisamos atrair mais players internacionais para ampliar a democratização do porto de Santos. Tenho dúvidas se é saudável manter a grande concentração nas mãos de poucos operadores, quando temos a oportunidade de ampliar a participação de quem deseja atuar no porto”, disse o ministro.

Costa Filho anunciou a realização de roadshow para atrair investidores ao leilão do Tecon 10. “Nossa ideia é promover, no início do próximo mês, um grande roadshow com empresas internacionais e brasileiras interessadas em participar do certame do terminal de Santos.”

Modelo contestado

O diretor de Investimentos da APM Terminals para as Américas, Leonardo Levy, afirmou, em entrevista publicada na Folha de S.Paulo, na sexta-feira (dia 3), que a multinacional dinamarquesa Maersk não está sozinha na briga pelo direito de participar da concorrência no megaterminal Tecon 10. A Maersk já possui terminais em Santos.

Leonardo Levy alega que, caso seja adotado o modelo com restrições, ou seja, que impeça a participação de armadores que já possuem terminal no porto, a empresa reivindicará a realização de nova audiência pública para debater o assunto. E não descarta tentar impedir o leilão na Justiça. Ele disse que o grupo planeja investir R$ 30 bilhões em seus projetos no Brasil nos próximos anos.