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Decreto cria a Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono

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Foto: Andreas Habich
Foi publicado decreto no Diário Oficial da União (DOU) criando a Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono. De acordo com o decreto, compete à Secretaria, entre outras atribuições, elaborar estudos, projeções e cenários de descarbonização e de impacto econômico de normativos associados ao Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE).
O texto diz ainda que a Secretaria exercerá, de forma extraordinária, até a data de entrada em vigor de ato do Poder Executivo federal que disponha sobre a criação do órgão gestor do SBCE.

Mauro Vieira se reúne com Marco Rubio em Washington para negociar tarifaço e sanções

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O ministro de Relações Exteriores, embaixador Mauro Vieira. Itamaraty
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reúne nesta quinta-feira (16) em Washington com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. O principal tema da reunião será a negociação do tarifaço de 50% imposto pelos EUA sobre produtos brasileiros, além das sanções aplicadas a autoridades do país.

Esse encontro ocorre após uma conversa telefônica entre o chanceler brasileiro e Rubio, que convidou Vieira para esse diálogo presencial. A expectativa é que o diálogo facilite a revisão das tarifas, possibilite negociações de isenções e reative canais de cooperação econômica.

Reunião bilateral

Rubio foi escolhido por Donald Trump para liderar as negociações com o Brasil, após a conversa por telefonema entre o presidente norte-americano e Lula (PT) no início do mês. Trump havia antes se encontrado com o presidente brasileiro na abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU.

A reunião entre Vieira e Rubio também prepara o terreno para um possível futuro encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump, na cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) na Malásia, ainda sem data definida.

TCU suspende exigência de déficit zero e libera governo para trabalhar com meta fiscal flexível

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TCU, Tribunal de Contas da União
Foto: Evelynne Gubert/TCU

O ministro Benjamin Zymler, do Tribunal de Contas da União (TCU), suspendeu, em decisão monocrática nesta quarta-feira (15), a exigência de que o governo busque o centro da meta fiscal — déficit zero — em 2025.

A decisão atende a um recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) e representa alívio imediato para o Executivo, afastando o risco de um bloqueio adicional de até R$ 31 bilhões no Orçamento deste ano.​

Na prática, a decisão permite à União operar dentro da banda de tolerância do arcabouço fiscal, foco defendido pela equipe econômica, e trabalhar com déficit de até R$ 31 bilhões, valor correspondente a 0,25% do PIB. Zymler justificou o despacho pela impossibilidade prática de impor novos contingenciamentos, e pelo “grave risco” que um bloqueio representaria às políticas públicas e à execução de programas sociais essenciais.​

Implicações fiscais e políticas

O impasse teve início quando o plenário do TCU entendeu, em setembro, que a busca pelo piso da meta — e não pelo centro — feria as normas de responsabilidade fiscal. A AGU defendeu que a meta deve considerar a faixa de tolerância prevista em lei, que permite variação para superávit ou déficit dentro do intervalo de 0,25% do PIB.

A decisão também ocorre em meio às negociações da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e ao esforço do governo para preservar programas prioritários sem cortes adicionais. Apesar de temporária, a medida tem peso político sobre a credibilidade do novo arcabouço fiscal, devendo ser revisada pelo plenário do TCU em 2026.​

Setor elétrico discute limitação na geração distribuída para reduzir cortes

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Rio de Janeiro - Consumo de energia elétrica, lâmpada e interruptor de luz. eletricidade
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em audiência no Senado, entidades do setor elétrico divergiram sobre como contornar o problema dos cortes na geração (curtailment) por sobrecarga no sistema. A Associação Brasileira dos produtores Independentes de Energia Elétrica (APINE) e a Acende Brasil defenderam a limitação e os cortes da Micro e Minigeração Distribuída (MMGD). A primeira associação ainda defendeu que as geradoras MMGD sejam incluídas no mecanismo de rateio dos cortes, discutido atualmente pela Aneel.

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Na minuta da Aneel é prevista a criação de uma ordem de prioridade para os cortes (organizada em blocos) na operação em tempo real e a implementação de um mecanismo de rateio na etapa de pós-operação, que funciona como um ajuste contábil. No entanto, as MMGD não foram incluídas.

Já as entidades ligadas às eólicas e solares se posicionaram contrariamente a essa posição. Na visão deles, os custos devem ser absorvidos pelo sistema e que as geradoras sejam integralmente compensadas pelos cortes. Uma emenda nesse sentido foi apresentada pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES).

Baterias

Durante a audiência pública, representantes da ONS e da Aneel defenderam a implementação de baterias no sistema para reduzir os curtailments. “Já sinalizamos que a Aneel está pronta para fazer a licitação dessas baterias caso o planejamento assim decida. Contratar baterias por meio de licitação é mais socialmente justa, porque o custo é pago pelo segmento consumo e pela geração”, disse o diretor da Aneel, Sandoval Feitoza.

Aprovação de Lula na cidade de São Paulo cresce para 48,8%; desaprovação cai para 48%, aponta o instituto Paraná

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Lula
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A pesquisa divulgada hoje (15) pelo instituto Paraná na cidade de São Paulo (SP) mostra uma melhora na popularidade do presidente Lula (PT). Em relação à pesquisa realizada em agosto, a aprovação de Lula cresceu 6,9 pontos percentuais – 41,9% para 48,8%.

A desaprovação, por outro lado, caiu 7,1 pontos – 55,1% para 48%. A margem de erro do levantamento é de 3,3 pontos percentuais para mais ou para menos, o que indica um empate técnico entre os índices de aprovação e desaprovação.

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A avaliação positiva (ótimo/bom) do governo Lula cresceu 6,8 pontos (28% para 34,8%) entre agosto e outubro. A avaliação negativa (ruim/péssima), por outro lado, caiu 6,5 pontos (44,6% para 38,1%). O índice regular oscilou negativamente de 25,8% para 25,3%.

A melhora da popularidade de Lula na capital paulista é uma notícia positiva para o presidente, já que a cidade é um dos estudos estratégicos para a disputa de 2026.

Vale recordar que, no segundo turno de 2022, Lula venceu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na cidade por 53,54% a 46,46%, apesar de ter ficado atrás de Bolsonaro no Estado. No pleito de 2018, Jair Bolsonaro tinha vencido Fernando Haddad (PT) por 60,38% a 39,62% na capital paulista.

A reversão do resultado adverso de 2018 por parte do PT na eleição presidencial teve grande peso na vitória de Lula em 2022, já que São Paulo é a maior capital do país.

Minas e Energia conclui anteprojeto de decreto do Plano Mineração 2025-2050

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Ministério de Minas e Energia (MME) fechou o texto do decreto que define as etapas de aprovação do Plano Nacional de Mineração 2025-2050. O plano será levado a sessão pública após ser submetido ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), em reunião prevista para ser realizada nesta quinta-feira (16).

A consulta pública terá duração de 60 dias, incluindo o prazo para recebimento de contribuição da sociedade civil. Após essa etapa, haverá outra reunião do CNPM para analisar a proposta e sua aprovação final.

A minuta do decreto trata da possibilidade de criação de “comitês técnicos”, alguns de caráter especial para tratar de “temas sensíveis à soberania nacional, à segurança estratégica ou ao interesse nacional”.

A pauta da reunião desta semana do CNPM inclui a política nacional de minerais críticos e estratégicos prometida pelo governo. Há possibilidade de que o presidente Lula (PT) participe da reunião.

CPI na ANM

O deputado Max Lemos (PDT-RJ) pediu aos colegas da Câmara que assinem o pedido de abertura de CPI que pretende analisar as irregularidades que levaram a prisões no setor de mineração da Agência Nacional de Mineração (ANM), após operação deflagrada pela Polícia Federal.

“Quero fazer um apelo a todos os parlamentares, principalmente dessa comissão, para assinarem essa CPI, que está subscrita pela deputada Duda Salabert (PDT-MG). Não é possível que a gente não tenha número suficiente para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar uma questão gravíssima como essa”, disse Max Lemos, em audiência pública da Comissão de Minas e Energia, na quarta-feira passada (8/10).

A operação Rejeito levou à prisão, no mês passado, do então diretor da ANM Caio Trivellato. Na ocasião, houve o bloqueio de R$ 1,5 bilhão em ativos ligados a uma organização criminosa que agia no setor mineral.

Comissão da Câmara susta decreto que eliminou avaliação financeira das estatais

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Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

A Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (15), um projeto de decreto legislativo que susta os efeitos de um decreto que eliminou a avaliação financeira de estatais para inclusão no Programa Nacional de Desestatização (PND) (PDL 178/23).

A matéria foi apresentada ainda em 2023, quando o decreto foi editado, e estava sob relatoria da deputada Bia Kicis (PL-DF). Segundo despacho da mesa diretora da Câmara, o PDL ainda deve ser deliberado pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC) antes se seguir para votação no Plenário.

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O texto do PDL susta os efeitos do Decreto nº 11.580 que dispensou o Conselho Nacional de Desestatização (CND) de fazer a avaliação periódica econômico-financeira de empresas estatais com o objetivo de verificar a possibilidade de inclusão destas em processos de desestatização.

“Essa mudança simboliza um grande retrocesso na administração pública federal e na economia brasileira, tendo em vista que essa demonização dos processos de desestatização é completamente prejudicial para o povo brasileiro”, aponta o autor, deputado Junio Amaral (PL-MG).

Governo promulga Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos com a Índia

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Diário Oficial da União publicou nesta terça-feira (14) dois decretos e uma mensagem presidencial, assinados na véspera pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que exercia a presidência interinamente. Esses atos implementam importantes instrumentos de cooperação jurídica e econômica entre o Brasil e a Índia.

Além disso, o governo brasileiro publicou os atos pouco antes de a comitiva oficial partir para a Índia, também nesta terça-feira. Liderado por Alckmin, o grupo tem como objetivo ampliar o comércio bilateral e atrair novos investimentos.

Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI)

Um dos decretos promulgou o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI), aprovado pelo Congresso Nacional em setembro. O acordo entrará em vigor em 21 de dezembro de 2025 e tem como objetivo:

  • promover a cooperação
  • facilitar os investimentos bilaterais e
  • incentivar o ambiente de negócios

Estimulando, assim, a atividade empresarial e o desenvolvimento econômico sustentável.

Dupla tributação do imposto de renda

O outro decreto, assinado por Alckmin, busca eliminar ou reduzir a dupla tributação do imposto de renda, situação em que uma mesma atividade econômica é tributada simultaneamente nos dois países. Além disso, o texto visa prevenir a evasão e a elisão fiscal, beneficiando investidores e fortalecendo a cooperação entre as administrações tributárias do Brasil e da Índia.

Análise: Ações de intervenção na segurança pública: o ensaio da disputa observado nos projetos dos principais postulantes ao governo do Estado do Rio de Janeiro

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Há tempos o tema da Segurança Pública é caro para a população brasileira, por isso ocupa posição estratégica na agenda política, tanto no âmbito federal quanto estadual e municipal. A (in)capacidade dos governos em lidar de forma efetiva com o tema é alvo de críticas constantes.

Dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (jul/25), divulgados no Anuário da Violência de 2024, demonstram que o Estado do Rio de Janeiro apresentou aumentos significativos nos índices de violência contra a mulher (incluindo feminicídio, estupro e violência psicológica) e, figura no top 3, quando não lidera, o aumento dos índices de roubos de celulares, de rua e de carga.

Até a violência política tem ocupado um espaço preocupante: pesquisa divulgada pelo Observatório das Favelas e pela Universidade Federal Fluminense (14/out), identificou 79 casos entre julho de 2024 e junho de 2025. A maior incidência dos casos é observada em período eleitoral.

Neste contexto perturbador, Rodrigo Bacellar (União) e Eduardo Paes (PSD), que poderão estar em lados opostos nas eleições de 2026 para o posto de governador, concordam que o tema precisa de atenção e, acumulam críticas na direção do atual governador, Cláudio Castro (PL). Em linhas gerais, ambos vêm, respeitadas suas competências, propondo ações de intervenção que dialogam, especialmente, com o eleitorado mais conservador.

Bacellar protagonizou a nova legislação estadual (Lei nº 10.994 de 09/10/2025) que fortalece a atividade policial e reforça a efetividade penal e a Lei que cria o Estatuto das Biltzes e estabelece regras para as ações de fiscalização no estado (Lei nº 10.900 de 21/07/2025), enquanto Paes protagonizou a nova legislação municipal (Lei Complementar nº 282 de 12/06/2025) que autoriza o uso de armas por uma divisão de elite da Guarda Municipal. 

Numa escala menos estruturante, no mês de outubro, tanto estado quanto município tiveram sancionadas leis que vedam a fabricação, a venda, a comercialização, o transporte e a distribuição de brinquedo, réplicas ou simulacros de armas de fogo, que com elas possam se confundir – no centro de ambas as armas de “gel blasters”, que pulverizaram nacionalmente. 

No âmbito das casas legislativas, propostas que proíbem os órgãos públicos contratarem artistas que façam “apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas” para a realização de eventos, também estão sendo debatidas.

Por óbvio, sem querer esgotar a pauta ou mesmo negligenciar a existência de outras ações governamentais ou legislativas, o que se pretende evidenciar é que o aumento dos índices de violência provocou um movimento contraofensivo, uma vez que, além de ferir a direito à vida e o patrimônio da população fluminense, a escalada da insegurança também traz reflexos na saúde econômica do Estado.

Brasil amplia em 279 km a malha hidroviária economicamente navegável em dois anos

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Foto: DNIT

A extensão total das vias hidroviárias economicamente navegáveis no Brasil cresceu 279 km entre 2022 e 2024, passando de 20,1 mil km para 20,4 mil km, um aumento de 1,39%. Os dados fazem parte do Estudo de Vias Aquaviárias Interiores Economicamente Navegáveis (VEN), realizado bienalmente pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e aprovado em reunião da diretoria da agência em 9 de outubro.​

O levantamento atualiza as informações da matriz de transporte hidroviário de carga e passageiros, com base em dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A região Norte apresentou o maior aumento percentual na malha hidroviária, com acréscimo de 3,56%.​

Sustentabilidade e infraestrutura

O transporte hidroviário é considerado um dos modais mais sustentáveis, emitindo entre quatro e cinco vezes menos poluentes que o rodoviário, e 1,5 vez menos carbono que o ferroviário. Além de custos mais baixos de implantação e operação, as hidrovias reduzem acidentes fatais e roubos de carga.

Com a expansão da malha, o aproveitamento das hidrovias economicamente navegáveis atingiu quase 49% do total previsto no Plano Nacional de Viação (PNV), que estima 41,7 mil km para 2024. O investimento previsto para o setor portuário e hidroviário entre 2023 e 2026 é de R$ 30 bilhões, com destaque para hidrovias estratégicas como a do Rio Paraguai, com edital previsto para o primeiro semestre de 2026.​