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Governo instala GTs para revisar política mineral e impulsionar sustentabilidade

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Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Política Mineral - CNPM. (16/10/2025) - Foto: Ricardo Botelho/MME
Foto: Ricardo Botelho/MME

O presidente Lula (PT) participou, nesta quinta-feira (16), da primeira reunião do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM). Foram instalados quatro Grupos de Trabalho (GTs), que terão como missão:

1- fazer um diagnóstico sobre a fiscalização das atividades do setor com foco na atuação da ANM;

2- reavaliar as taxas de fiscalização e outros encargos pagos pelo setor;

3 – estruturar políticas para desenvolver a extração e beneficiamento local dos minerais críticos e estratégicos;

e 4- analisar e propor medidas para integrar a mineração às políticas ambientais, sociais, territoriais e de desenvolvimento sustentável.

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O CNPM é presidido pelo ministro do Ministério de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira (PSD). Segundo o governo, o órgão aprovou as prioridades da Política Mineral Brasileira, para definir as diretrizes para elaboração do Plano Nacional de Mineração (PNM-2050) e para o Plano de Metas e Ações do setor mineral.

Câmara votará urgência de projeto que proíbe cobrança extra para bagagem de mão em voos

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São Paulo (SP), 05/03/2025 - Movimentação de passageiros no Aeroporto de Congonhas, em Campo Belo, zona sul da capital. bagagem de mão, viagem, turismo
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Nesta quinta-feira (16), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que pautará o requerimento de urgência do projeto que proíbe cobrança de taxas para bagagem de mão em voos no Brasil (PL 5.041/25).

“Um recado às companhias aéreas que querem cobrar até pela mala de mão nas viagens”, afirmou nas redes sociais.

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A matéria foi apresentada há oito dias pelo deputado Da Vitória (PP-ES) e ainda não foi despachada para as comissões temáticas. Na justificativa, ele argumentou que as cobranças adicionais “retiram um direito que sempre foi reconhecido ao passageiro e transformam um serviço essencial em produto opcional”.

Se o requerimento de urgência for aprovado, o projeto pode ser apreciado diretamente em plenário, sem depender da análise das comissões.

Governo quer acordo sobre MP e PL antes de votação dos vetos do licenciamento ambiental

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21/08/2025 - Plenário - Sessão Solene Congresso Homenagem aos 100 anos do Grupo Globo e 60 anos da Rede Globo.Senador, Randolfe Rodrigues (PT - AP), licenciamento ambiental
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Nesta quinta-feira (16), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que o governo tentará “equacionar” o assunto do licenciamento ambiental nos textos da Medida Provisória (MP 1.308/25) e do Projeto de Lei (PL 3834/2025), em tramitação no Congresso.
“É melhor equacionar termos nas duas matérias que ainda vão à apreciação, do que fazer isso em veto”, defendeu.
Porém, Randolfe assumiu que nem todo o conteúdo será negociado. “Tem veto que as opiniões são tão antagônicas que não terá conciliação. Teremos que ir ao voto”, destacou.
Inicialmente, a sessão conjunta para análise dos vetos presidenciais à Lei do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025) estava prevista para hoje (16), mas foi adiada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), a pedido do governo.

Análise: Reconfiguração da Arsae-MG passa por entraves na Assembleia Legislativa

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Romeu Zema, Minas Gerais, MG
Foto: Dirceu Aurélio/ Imprensa MG

Faltando cerca de 6 meses para findar o prazo máximo (04/04/2026) para a desincompatibilização de governadores que não podem se reeleger e pretendem concorrer a outros cargos eletivos, como é o caso de Romeu Zema em Minas Gerais, a tensão em torno da entrega de pautas estratégicas vem aumentando exponencialmente.

Além do imbróglio já sinalizado no Política Brasileira que envolve as propostas de desestatização de empresas estratégicas, o Projeto de Lei que trata da reconfiguração da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG) também vem enfrentando obstáculos.

Os obstáculos observados não se dão somente por conta de uma atuação sistemática da oposição na Assembleia Legislativa, pois o próprio governo tem errado na mão de suas propostas e, mais uma vez, a base governista na Casa Legislativa precisou negociar fragmentação para conseguir avançar com a pauta.

O cerne da tensão técnica e política é que a reconfiguração da Agência precisa ser aprovada para adequá-la a possível perda de controle do Estado sobre a Copasa, Cemig e Gasmig, caso o governo consiga autorização para privatizá-las ou mesmo decida optar pela federalização no âmbito do Propag. No entanto, como equívoco de forma, o projeto exorbita ao tratar, simultaneamente, de adequações ao Novo Marco Legal do Saneamento Básico ao propor a regionalização dos serviços de saneamento básico.

Sobre a Arsae, especificamente, a proposta de alteração do nome, que passará a se chamar Agência Reguladora de Saneamento e Energia de Minas Gerais, já sinaliza a ampliação do seu escopo. Isso significa ampliar sua competência de regulação para além dos serviços de abastecimento de água potável e esgotamento sanitário, incluindo os serviços de energia, gás canalizado e, saneamento básico. Na reconfiguração, sua vinculação sairá da estrutura da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e passará para a Secretária-Geral do Estado.

Zema espera que a reconfiguração, além de transformar a Arsae em uma agência multissetorial, favoreça políticas integradas de infraestrutura e, fortaleça seu papel administrativo e sancionatório ao vislumbrar tanto um aumento da transparência e previsibilidade nos processos tarifários, com ajustes dos mecanismos de proteção ao usuário, quanto da profissionalização dos quadros técnicos e da sustentabilidade financeira.

O projeto aguarda relatoria na Comissão de Constituição e Justiça e, também deve ser apreciada pelas comissões de Administração Pública e de Fiscalização Financeira e Orçamentária, antes de seguir ao Plenário.

Desenvolvimento sustentável das cidades apresenta melhora em 2025

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Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC-BR) de 2025 mostra que os municípios brasileiros avançaram na erradicação da pobreza e na proteção do planeta. Este ano, a média nacional subiu para 49,9 pontos em uma escala de zero a 100.

Apesar de o país ainda permanecer em uma classificação baixa, o resultado representa um progresso em relação a 2024, quando a média era de 46,7 pontos.

O índice considera 100 indicadores nacionais para acompanhar o progresso em relação aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Com base nesses dados, os municípios são classificados em cinco níveis de desempenho:

  • muito baixo
  • baixo
  • médio
  • alto
  • muito alto.

Cidades avançam pouco

Em 2025, o índice apresentou melhora, com 47% das cidades alcançando a classificação média, um avanço em relação a 2024, quando 51,3% dos 5.570 municípios avaliados estavam no nível baixo. Ainda assim, 45,7% das cidades permanecem nessa faixa inferior.

Por outro lado, nenhuma cidade brasileira atingiu o nível muito alto neste ano. Apenas 3% dos municípios receberam a classificação alta, enquanto 3,8% ainda aparecem na categoria muito baixa.

Segundo Jorge Abrahão, diretor-presidente do Instituto Cidades Sustentáveis, os dados revelam uma desigualdade territorial significativa.

“Observamos que o Norte e o Nordeste do país enfrentam grandes desafios”, destaca.

Cidades em ritmos diferentes

Entre as maiores cidades do país, São José dos Campos (SP), São Paulo e Brasília lideram em desenvolvimento sustentável, com pontuações de 58,3, 57,9 e 57,6, respectivamente. Em contraste, Belém, Maceió e São Luís registram os piores desempenhos, com índices de 40,1, 41,7 e 42,2.

Segundo Jorge Abrahão, é justamente esse tipo de diagnóstico que permite avançar.

“Dessa forma, conseguimos entender como as cidades estão e estimular a troca de experiências entre elas”, afirma.

Transportes lançou na B3 programa de sustentabilidade para rodovias e ferrovias

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Rodovia BR-230/PA (18/06/2021) estrada
Foto: Ricardo Botelho/MInfra

O Ministério dos Transportes lançou na sexta-feira (10), durante evento na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), o Programa de Sustentabilidade para Infraestrutura de Rodovias e Ferrovias (PSI).

Pelos cálculos do ministério, o programa, que tem potencial para atrair até R$ 21,5 bilhões em novos investimentos, busca promover práticas de resiliência climática e inovação regulatória nas concessões rodoviárias e ferroviárias.

O modelo permite que as concessionárias dos setores rodoviário e ferroviário destinem até 2% das novas receitas a investimentos sustentáveis. O PSI foi concebido com base em duas portarias baixadas pelo Ministério dos Transportes (nº 622/24 e nº 689/24) que vinculam a emissão de debêntures de infraestrutura ao cumprimento de parâmetros ESG.

“É essencial destinar entre 1% e 2,5% da receita dos projetos a uma infraestrutura resiliente, voltada para a transição climática e energética. Isso nos torna elegíveis para fundos de infraestrutura. Essa agenda é estratégica para atrair investidores e para que os projetos incorporem essa cultura de responsabilidade em todas as esferas governamentais”, afirmou durante o evento o secretário-executivo do ministério, George Santoro.

A execução do programa será viabilizada dentro de ambiente de sandbox regulatório (projeto piloto), com duração mínima de dois anos. Nesse modelo, será possível testar e aperfeiçoar os instrumentos regulatórios em ambiente controlado. O PSI oferece segurança jurídica e previsibilidade às concessionárias participantes.

“Estamos diante de um setor em plena expansão, fundamental para o crescimento do país. Esta é alavanca para superar a falácia de que desenvolvimento e conservação ambiental não podem andar conjuntamente. Eles devem, e podem, avançar juntos”, afirmou o diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Felipe Queiroz. A agência é o agente do ministério para pôr em funcionamento o programa.

As concessionárias deverão apresentar planos de investimento que atendam aos 470 requisitos técnicos definidos por comissões compostas por representantes do governo e do setor privado. Ao final, os resultados serão avaliados e ajustados conforme a necessidade de aprimoramento do modelo.

O programa incorpora o projeto Corredores Logísticos Verdes, conectando rodovias, ferrovias e portos em planos integrados de sustentabilidade. A ação busca reduzir emissões e aumentar a resiliência climática nas infraestruturas de transporte, por meio de medidas coordenadas entre diferentes modais.

SpiN-TEC, primeira vacina 100% brasileira contra covid-19, chega ao SUS em 2026

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Brasília (DF) 16/10/2025 - A Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, no programa Bom Dia, Ministra. vacina
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A primeira vacina contra a covid-19 totalmente nacional, chamada SpiN-TEC, deverá estar disponível para a população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) no primeiro semestre de 2026. A informação foi divulgada pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB), nesta quinta-feira (16), durante o programa Bom Dia, Ministra da EBC.

“Já vamos dar entrada na Anvisa para poder fazer a validação dessa vacina. Quem está fazendo a compra tecnológica é uma empresa também brasileira, a Libbs. Estive ontem (15) com eles, em São Paulo. Vão fazer o IFA. E quem vai envasar é outra empresa brasileira de Minas Gerais. É um orgulho nacional”, afirmou Luciana.

Vacina

Desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a vacina contou com investimento de R$ 140 milhões do Ministério da Ciência, por meio da RedeVírus, apoiando desde ensaios pré-clínicos até fases clínicas 1, 2 e 3.

Luciana Santos destacou que a vacina está em fase final de estudos e que o Brasil publicou recentemente o primeiro artigo científico comprovando sua segurança. A próxima etapa será a submissão da documentação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para validação.

A vacina é 100% produzida no Brasil, desde a compra do insumo farmacêutico ativo (IFA), realizado pela empresa brasileira Libbs, até o envase em uma unidade em Minas Gerais, o que representa um marco para a autonomia tecnológica do país e a superação da dependência da importação de insumos.

Brasil lança “Compromisso de Belém” para quadruplicar combustíveis sustentáveis até 2035

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Pré-COP30
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesta terça-feira (14), durante o segundo e último dia de negociações da Pré-COP em Brasília, o Brasil apresentou a iniciativa “Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis”, também chamada de “Belém 4x”. Com essa proposta, o país busca mobilizar esforços para quadruplicar a produção e o uso de combustíveis sustentáveis até 2035.

Além disso, o Brasil está negociando o texto da iniciativa com países parceiros, como Índia, Itália e Japão. Nesse sentido, o Palácio Itamaraty anunciou que publicará o documento nos próximos dias. Assim, o governo espera que os países participantes endossem a iniciativa durante a Cúpula do Clima, que acontecerá em Belém, nos dias 6 e 7 de novembro.

Nessa ocasião, chefes de Estado e de governo estarão reunidos para iniciar oficialmente as negociações da COP30, que terá início três dias depois.

Metas

A meta de quadruplicar a produção de combustíveis sustentáveis se fundamenta no relatório da Agência Internacional de Energia (AIE), intitulado Delivering Sustainable Fuels – Pathways to 2035, publicado recentemente. Nesse documento, a AIE destaca alternativas como o hidrogênio e seus derivados. Além disso, aponta os biocombustíveis, biogases e combustíveis sintéticos como caminhos eficazes para ampliar o uso e a disseminação de fontes energéticas mais limpas.

“Países como o Brasil têm todas as condições de dar uma contribuição para além de si mesmo, porque temos fontes renováveis e diversificadas de energia, mas é possível fazer um mutirão para que a gente aumente, na matriz energética global, as energias renováveis”, declarou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede).

A meta de quadruplicar a produção de combustíveis sustentáveis se soma a outros compromissos globais já estabelecidos. Entre eles, destacam-se a meta de triplicar a capacidade mundial de geração de energia renovável e a de dobrar a taxa de eficiência energética até 2030. Os países aprovaram essas metas durante a COP28, realizada em 2023, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Na mesma ocasião, eles também tomaram uma decisão inédita: iniciar a transição para longe dos combustíveis fósseis. Além disso, assumiram o compromisso de ampliar de forma significativa o uso de fontes limpas e sustentáveis, com prioridade para a energia solar, eólica, hidrelétrica, de biomassa e geotérmica.

Alcolumbre cancela sessão que analisaria vetos do licenciamento ambiental

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Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia. Na pauta, PLP 235/2019 que institui o Sistema Nacional de Educação (SNE). Obs: PL 1.707/ 2025, que dispõe sobre medidas excepcionais destinadas ao enfrentamento de impactos decorrentes de estado de calamidade pública aplicáveis às parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil foi retirado da pauta. Mesa: presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP); diretor de Assuntos Jurídicos da Presidência do Senado Federal (DATJUR), Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho; secretário-geral da Mesa do Senado Federal, Danilo Augusto Barboza de Aguiar.
Foto: Jonas Pereira/Agência Senado
O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), cancelou a sessão conjunta, marcada para esta quinta-feira (16), que analisaria os vetos ao projeto de lei do licenciamento ambiental e o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO 2026).
Segundo comunicado, a decisão ocorreu após pedido da liderança do governo no Congresso.

Licenciamento ambiental

O governo busca afastar um possível enfraquecimento das regras de licenciamento ambiental, às vésperas da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que acontecerá em Belém no próximo mês. Em agosto, o presidente Lula (PT) vetou 63 pontos do texto que havia sido aprovado pelo Congresso, que é chamado pelos ambientalistas de “PL da Devastação”.
Entre os pontos vetados pelo Executivo estão trechos que simplificam a obtenção de licença por meio de uma autodeclaração dos empreendimentos com médio potencial poluidor, como no caso de uma barragem de rejeitos sólidos.

Análise: Popularidade em alta reduz rumores sobre desistência de Lula de candidatura

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Todas as pesquisas de opinião recentes mostram dois pontos comemorados pelo governo e por aliados: a recuperação da popularidade do presidente Lula (PT); e sua liderança na corrida pelo Palácio do Planalto tendo em vista 2026. Assim, nos últimos meses, reduziram drasticamente os rumores e as especulações sobre a possibilidade de Lula desistir de disputar um novo mandato.

A melhora de Lula nas pesquisas de opinião tem até aumentado a divisão no campo da direita. União Brasil e PP, que formalizaram uma federação, chegaram a obrigar seus ministros a deixar os cargos. As legendas, que votam divididas no Congresso em projetos de interesse do governo, sinalizam apoio à candidatura de oposição a Lula.

Os ministros do Turismo, Celso Sabino (União), e do Esporte, André Fufuca (PP), ignoraram solenemente a determinação de suas legendas. Celso Sabino é do Pará e André Fufuca do Maranhão, estados em que o governo conta com uma boa avaliação. Para seus projetos políticos futuros, permanecer no governo é, portanto, positivo.

E Lula continua com uma agenda capaz de alavancar um pouco mais seu capital eleitoral. Na última quarta-feira (07), sancionou a lei que institui a Tarifa Social de Energia, que deve beneficiar 4,5 milhões de famílias.

A isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais deve começar a valer em janeiro de 2026. No total, a expectativa é de beneficiar 15 milhões de pessoas. E, ao longo de outubro, o governo deve anunciar outro programa para estimular a economia. Trata-se de uma nova linha de crédito para reforma de moradias.

Em entrevista na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disse que a equipe econômica está realizando, a pedido do presidente Lula, uma “radiografia” do setor de transportes públicos brasileiro para avaliar a possibilidade de implementar a chamada tarifa zero para a população. Ainda que seja uma medida que demore a ser implementada, pode se tornar um compromisso de campanha, assim como foi a questão do Imposto de Renda.

A retomada de diálogo com os Estados Unidos, ainda que não traga uma solução no curto prazo, reduz as críticas de isolamento internacional do Brasil.

A agenda de Lula é de candidato. O discurso de Lula é de candidato. Ministros próximos anunciam sua candidatura. Pesquisas o colocam bem posicionado. Apenas algo extraordinário faria Lula desistir.