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Ministro quer mudar a Constituição para que o país tenha soberania nuclear

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Complexo nuclear de Angra, no litoral fluminense
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Em audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu a revisão do trecho da Constituição sobre energia nuclear tendo em vista incluir o seu uso para a defesa.

“A Constituição vedou, e a gente respeitou, mas só será respeitado no mundo aquele que tiver soberania nuclear. Então, vai chegar o momento em que a Constituição, eu acredito, vai ter que ser revista para que nós tenhamos a cadeia nuclear completa”, declarou o ministro.

Na quarta-feira passada (15), a Âmbar Energia, do grupo J&F, holding da JBS, adquiriu por R$ 535 milhões a fatia que a Eletrobras detinha na Eletronuclear. Para especialistas, a operação poderá destravar investimentos no setor nuclear, levando à conclusão da Usina Angra 3, em Angra dos Reis (RJ).

Silveira disse que ficou sabendo por terceiros da venda da fatia da Eletrobras na Eletronuclear ao Grupo J&F. Mas, segundo ele, a aquisição “não tem correlação direta” com a decisão que será tomada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sobre a conclusão de Angra 3.

O conselho vai avaliar três hipóteses: continuidade do projeto, suspensão da obra ou admissão de um parceiro privado no projeto. A data da reunião ainda não foi definida.

Silveira destacou que o setor nuclear é estratégico e precisa de reestruturação para a sua expansão. “Todos sabem da minha posição sobre o setor nuclear brasileiro desde que tomei posse como ministro. É um setor estratégico para a geração de energia, para a medicina nuclear”, disse.

Rodrigo Paz é eleito presidente da Bolívia

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Rodrigo Paz, Bolívia
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O senador de centro-direita Rodrigo Paz Pereira, do Partido Democrata Cristão (PDC), foi eleito presidente da Bolívia neste domingo (19), derrotando o ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga, com 54,5% dos votos no segundo turno. A vitória encerra quase duas décadas de hegemonia do Movimento ao Socialismo (MAS), fundado por Evo Morales.

O novo presidente tomará posse em 8 de novembro e precisará negociar alianças para governar, já que seu partido não obteve maioria legislativa.​

Reviravolta na Bolívia

A eleição de Paz, de 58 anos, marca uma guinada no cenário político boliviano. Economista e ex-prefeito de Tarija, o presidente eleito defende um modelo de “capitalismo para todos”, com foco em incentivos fiscais, apoio a pequenos empreendedores e descentralização fiscal.

“Estamos caminhando para uma nova etapa da democracia boliviana no século XXI”, afirmou em entrevista, dois dias antes das eleições.

Durante a campanha, prometeu estabilidade econômica, manutenção de programas sociais e atração de investimentos externos, especialmente dos Estados Unidos.​

Conciliação e cooperação

Após a vitória, o vice-presidente eleito Edman Lara pediu “reconciliação nacional” e diálogo com todos os setores. O país enfrenta uma das piores crises econômicas de sua história recente, com inflação anual acima de 20%, escassez de combustível e desvalorização cambial.

Em seu discurso de vitória, Paz prometeu cooperação com países ocidentais, incluindo os EUA.​

“Precisamos abrir a Bolívia para o mundo”, afirmou.

Anatel estabelece condições especiais para uso de radiofrequências na COP30

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Foto; André Luís Pires de Carvalho/Divulgação

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou, nesta quinta-feira (16), um ato normativo que define condições excepcionais para a autorização temporária do uso de radiofrequências durante a 30ª Conferência das Partes (COP30). Com essa iniciativa, a Anatel pretende assegurar o uso coordenado e eficiente dos recursos de radiocomunicação, facilitando a atuação dos diversos envolvidos na cobertura e na transmissão do evento.

Decisão

Ao tomar sua decisão, a Anatel reconheceu a COP30 como um grande evento internacional e, por isso, aprovou um prazo excepcional para a solicitação de autorizações temporárias de uso de radiofrequências destinadas às atividades vinculadas ao encontro.

Além disso, a decisão atende à solicitação da Secretaria Extraordinária para a COP30, que destacou a importância do evento. A Secretaria também enfatizou a necessidade de uso intensivo dos recursos de radiocomunicação por diversos setores, entre eles:

  • Emissoras;
  • Agências de notícias;
  • Delegações estrangeiras;
  • Órgãos de segurança;
  • Operadoras de telecomunicações.

Prazo de solicitação

Com a nova regra, o prazo mínimo para solicitar a autorização passou de 15 para apenas dois dias antes do início da operação das estações transmissoras de radiocomunicação. A medida, portanto, também se aplica aos casos de uso temporário de radiofrequências associadas a satélites que ainda não possuem direito de exploração concedido.

Vinícius Caram, superintendente de Outorga e Recursos à Prestação, reconheceu a importância da decisão tomada pelo Conselho Diretor. Ele destacou o compromisso da área em atender às demandas da Conferência das Partes:

“A equipe da SOR está de prontidão para atender às demandas de Uso Temporário do Espectro da COP30 e para viabilizar a transmissão deste evento para o mundo todo sem ocorrência de interferências prejudiciais no âmbito das radiocomunicações”, declarou.

Além disso, a Anatel manteve as demais condições relativas à autorização de uso temporário do espectro, conforme a regulamentação vigente. A íntegra do ato publicado pela Anatel pode ser consultada aqui.

Mercado reduz previsão de inflação para 2025 pela quarta semana seguida

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banco central, inflação, dólar, câmbio
Foto: Reprodução

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), aponta que o mercado financeiro reduziu sua projeção para o IPCA de 2025 pela quarta semana consecutiva. A expectativa para o índice agora está em 4,70%.

Para o câmbio, a projeção para o dólar se manteve estável em R$ 5,45. Para o PIB de 2025, o número teve leve alta, chegando a 2,17%, indicando uma manutenção de cenário de crescimento econômico moderado.

Próximos anos

Para os anos seguintes, as expectativas de inflação tiveram reduções:

  • IPCA de 2026: 4,27% (era 4,28%)

  • IPCA de 2027: 3,83% (era 3,90%)

  • IPCA de 2028: 3,60% (era 3,68%)

No caso do IGP-M, principal referência para reajustes de contratos de aluguel:

  • 2025: 0,87% (era 0,95%)

  • 2026: 4,20% (estável há 3 semanas)

  • 2027: 4,00% (estável há 40 semanas)

  • 2028: 3,91% (era 3,98%)

PIB e dólar

As expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) se mantiveram estáveis, mas com uma leve redução em 2027:

  • 2025: 2,17% (era 2,16%)

  • 2026: 1,80% (estável há 5 semanas)

  • 2027: 1,82% (era 1,83%)

  • 2028: 2,00% (estável há 84 semanas)

Já com o dólar, estabilidade:

  • 2025: R$ 5,45 (estável há 2 semanas)

  • 2026: R$ 5,50 (estável)

  • 2027: R$ 5,51 (estável)

  • 2028: R$ 5,56 (estável há 3 semanas)

Taxa Selic

A projeção para a taxa básica de juros permanece inalterada, refletindo consenso sobre estabilidade no cenário de política monetária:

  • 2025: 15% (mesmo valor há 17 semanas)

  • 2026: 12,25% (mesmo valor há 4 semanas)

  • 2027: 10,50% (mesmo valor há 36 semanas)

  • 2028: 10,00% (mesmo valor há 43 semanas)

Termômetro das expectativas

Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central, e reúne projeções de economistas, analistas e operadores do mercado financeiro. Ele serve como um termômetro das expectativas econômicas, e influencia decisões de empresas, investidores e do próprio governo.

Como será a semana – 20/10 a 24/10

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Como será a semana, agenda

No final da semana, o presidente Lula viaja para Indonésia e Malásia. Há expectativa, nessa viagem, de encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Continua a expectativa em torno da nomeação de novo ministro para o Supremo Tribunal Federal. O governo pode anunciar medidas para compensar a queda da MP 1303/25. No STF, expectativa sobre o julgamento quanto à constitucionalidade da desoneração da folha.

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AGENDA POLÍTICA DA SEMANA

Próxima semana

  • O presidente Lula pode definir a escolha do substituto de Luis Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal.

  • Equipe econômica pode anunciar medidas fiscais em substituição à MP 1303/25 (tributação de bets e títulos isentos), que perdeu validade no último dia 8 de outubro.

Segunda-feira (20/10)

  • O presidente Lula (PT) lança, às 15h30, o programa denominado “Reforma Casa Brasil”, que visa oferecer crédito facilitado e apoio técnico para reformas e melhorias em moradias em todo o país.

  • O Ibama pode conceder licença ambiental para a Petrobras explorar a Margem Equatorial brasileira em frente ao Amapá, na bacia da Foz do Amazonas.

  • A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga Sondagem Industrial.

Terça-feira (21/10)

  • A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado realiza audiência pública para discutir o projeto de lei que trata da isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, com o Secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, e outros.

  • A Comissão Mista de Orçamento pode votar o parecer do relator, deputado Gervásio Maia (PSB-PB), ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias.

  • A Comissão de Legislação Participativa da Câmara promove audiência pública sobre Bandeiras Tarifárias de Energia Elétrica e Renda das Famílias com a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e outros.

  • As Comissões de Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais e de Minas e Energia da Câmara realiza audiência pública sobre Política Nacional de Minerais Estratégicos, com ênfase na Amazônia, com Antonio Denarium, Governador de Roraima, Mauro Henrique Moreira Sousa, Diretor-Geral da Agência Nacional de Mineração – ANM, e outros.

  • A Comissão de Relações Exteriores promove audiência pública sobre as perspectivas para assinatura, ratificação e entrada em vigor do Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia com Eva Bisgaard Pedersen, Embaixadora do Reino da Dinamarca no Brasil, Marian Schuegraf, Embaixadora da União Europeia no Brasil, e Pedro Miguel da Costa e Silva, Embaixador do Brasil junto à União Europeia.

  • A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma julgamento da Ação Penal (AP) 2694, contra o Núcleo 4 da tentativa de golpe de estado, acusados de espalhar notícias falsas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas e atacar instituições e autoridades.

Quinta-feira (23/10)

  • O presidente Lula viaja para Indonésia e Malásia, onde participa como convidado do encontro de líderes da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático), em Kuala Lumpur.

  • A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado realiza audiência pública para discutir o projeto de lei que trata da isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais com Manoel Pires, Coordenador do Observatório da Política Fiscal da FGV, Guilherme Melo, Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, e outros.

  • A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara realiza seminário para debater reforma administrativa com representantes de entidades de servidores públicos.

  • O Supremo Tribunal Federal (STF) julga ação movida pelo Psol que aponta omissão do Congresso por deixar de editar uma lei de taxação de grandes fortunas.

Sexta-feira (24/10)

  • O Supremo Tribunal Federal (STF) pode concluir, por meio do plenário virtual, o julgamento de ação sobre a prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e de municípios com até 156 mil habitantes.

  • IBGE divulga IPCA-15 de outubro.

  • A CNI divulga relatório setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial.

Análise: Divisão na União-Progressista fragiliza a direita

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Federação União Brasil e Progressistas.
Foto: Reprodução

Em abril, quando foi anunciada a criação da superfederação União-Progressista (UPb), entre União Brasil e PP, o Política Brasileira já alertava para as dificuldades que a nova agremiação enfrentaria diante das divergências internas que a permeiam. Na época, reproduzimos a visão de membros dos dois partidos de que a parceria fora construída com base nos interesses das cúpulas dos dois partidos. Os episódios recentes envolvendo atores da federação refletem essa percepção.

A atuação de Antônio Rueda e Ciro Nogueira, presidentes, respectivamente, do União e do PP, vem contrariando importantes integrantes do grupo. A defesa intransigente do rompimento total com o governo Lula (PT) e uma condução centralizada nos rumos eleitorais eram, até então, motivos de insatisfação de bastidor. Agora, a insatisfação tornou-se pública.

Os dois dirigentes foram desafiados pelos ministros Celso Sabino (União-PA) e André Fufuca (PP-MA), que se recusaram a atender à imposição de deixar a Esplanada dos Ministérios. Punidos com o afastamento de suas funções partidárias, ambos calcularam permanecer ao lado do presidente Lula (PT), cuja tentativa de reeleger-se eles devem apoiar, contando com o suporte do presidente em suas pretensas candidaturas ao Senado.

A posição de Sabino e Fufuca encontra respaldo em mais membros da federação, contrários ao estilo impositivo da cúpula. Assim, outras lideranças com cargos no governo também resistem a romper com o Planalto. O ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e o atual comandante do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por exemplo, não demonstram entusiasmo pela ideia de desembarque.

Embora a postura de oposição ao governo – decisiva para a derrubada recente da MP da tributação de aplicações financeiras – detenha ampla adesão no interior das legendas, a discussão sobre uma candidatura presidencial alternativa não une a federação. As recentes declarações de Ciro Nogueira sobre nomes viáveis no campo da direita provocaram nova reação pública. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), criticou Ciro duramente, acusando-o de impor seu interesse em ser vice numa eventual chapa presidencial com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), ao descartar sua pré-candidatura e atropelar a liderança do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Além das divergências nacionais, a UPb terá de lidar com arranjos regionais. Em muitos estados, a nova configuração gerou submissão entre antigos rivais, e a expectativa é de que União Brasil e PP sofram desfiliações na janela partidária do próximo ano. Mesmo com o PL como principal força da direita, a federação é peça-chave para o êxito do projeto sucessório de oposição. Mas a divisão interna tende a minar as chances de vitória frente à atual gestão.

Número de trabalhadores por aplicativos cresceu 25% em 2024, aponta IBGE

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (17), os dados do módulo sobre trabalho por meio de plataformas digitais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Esses dados mostram que o número de pessoas que trabalham por aplicativos cresceu 25,4% em 2024, em comparação com 2022.

Nesse período, o total de trabalhadores nessa modalidade aumentou de 1,3 milhão para quase 1,7 milhão, ou seja, 335 mil pessoas a mais. Além disso, a participação desses trabalhadores no total da população ocupada, pessoas com 14 anos ou mais que trabalham, também cresceu.

Em 2022, os trabalhadores por meio de aplicativos representavam 1,5% dos 85,6 milhões de ocupados. Já em 2024, essa proporção subiu para 1,9% dos 88,5 milhões de ocupados.

“Essa possibilidade de a pessoa escolher os dias em que vai trabalhar, a jornada de trabalho, o local de trabalho, isso pode ser um fator”, disse o analista responsável pela pesquisa, Gustavo Fontes.

Quatro tipos de aplicativos

O IBGE identificou os quatro tipos de aplicativos mais utilizados por trabalhadores de plataformas digitais, destacando o transporte particular como a modalidade mais recorrente. Segundo os dados, a distribuição dos trabalhadores por tipo de aplicativo ficou da seguinte forma:

  • Aplicativos de transporte particular de passageiros (exceto táxi): utilizados por 53,1% dos trabalhadores;
  • Aplicativos de entrega de comida, produtos e similares: adotados por 29,3%;
  • Aplicativos de prestação de serviços gerais ou profissionais: escolhidos por 17,8%;
  • Aplicativos de táxi: utilizados por 13,8% dos trabalhadores.

Além disso, o IBGE revelou outro dado relevante: 72,1% dos 1,7 milhão de trabalhadores têm sua atividade classificada como operadores de instalações, máquinas e montadores. Essa categoria, de acordo com o instituto, inclui principalmente motoristas e motociclistas.

Informalidade cresce nas plataformas

Enquanto 44,3% dos trabalhadores da população brasileira ocupada atuam na informalidade, esse número é ainda mais expressivo entre os chamados plataformizados. Nesse grupo, a informalidade atinge 71,1%.

Além disso, os pesquisadores mapearam os vínculos empregatícios na seguinte distribuição:

  • 86,1% atuam por conta própria;
  • 6,1% são empregadores;
  • 3,9% trabalham como empregados sem carteira assinada;
  • 3,2% são empregados com carteira assinada.

Outro dado relevante mostra que a proporção de trabalhadores por conta própria entre os plataformizados é quase três vezes maior do que na população ocupada em geral, que registra 28,1% nessa condição. Em 2024, entre todos os trabalhadores por conta própria, 5,7% atuavam por meio de plataformas digitais.

Perfis e faixa etária

Ao traçar o perfil do trabalhador plataformizado, a PNAD identificou que 83,9% são homens, uma proporção bem acima da verificada na população ocupada em geral, onde 58,8% dos trabalhadores são do sexo masculino.

Em contrapartida, as mulheres representam apenas 16,1% dos plataformizados, enquanto somam 41,2% da população ocupada brasileira.

Quanto à faixa etária, os pesquisadores constataram que a maior parte dos trabalhadores por aplicativo está na fase adulta. Cerca de 47,3% têm entre 25 e 39 anos, enquanto 36,2% estão na faixa de 40 a 59 anos.

STF

No Brasil, existe um debate institucional sobre a relação entre motoristas e plataformas digitais. Atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá se há vínculo empregatício entre as partes.

Enquanto representantes dos trabalhadores denunciam a precarização das condições laborais, as empresas negam a existência desse vínculo, posição que a Procuradoria-Geral da República (PGR) também apoia.

Além disso, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, prevê que a votação sobre o tema ocorrerá no início de novembro.

BNDES destina R$ 12 bilhões para apoiar produtores rurais em situação de perdas

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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) iniciou, nesta quinta-feira (16), o recebimento de pedidos de crédito por meio do Programa BNDES para Liquidação de Dívidas Rurais, que conta com um orçamento de R$ 12 bilhões.

Com essa iniciativa, o banco busca impulsionar a recuperação econômica dos produtores rurais e, além disso, oferecer apoio direto àqueles que enfrentaram perdas significativas de safra.

“O BNDES atua como principal agente do governo federal na execução de políticas públicas de crédito de longo prazo no país”, afirmou Maria Fernanda Coelho, diretora de Crédito Digital e Gestão do Fundo Rio Doce.

Segundo ela, assim como ocorreu no Rio Grande do Sul, onde o banco apoiou empresas afetadas por eventos climáticos extremos, o programa atual visa garantir a continuidade da atividade produtiva no campo.

BNDES apoia produtores rurais

Os produtores poderão contratar as operações por meio da rede de instituições financeiras parceiras credenciadas pelo BNDES. O financiamento oferecerá um prazo de até nove anos, incluindo um ano de carência para início do pagamento.

Além disso, o programa beneficiará produtores rurais, associações, condomínios rurais e cooperativas agrícolas situados em municípios que, entre 2020 e 2024, tiveram o estado de calamidade pública ou a situação de emergência reconhecidos pelo governo federal, em função de eventos climáticos adversos.

Do total de recursos disponíveis, o BNDES reservou 40% exclusivamente para produtores atendidos pelos seguintes programas, que são considerados os segmentos mais vulneráveis aos impactos das perdas de safra:

  • Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf)
  • Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp)

Fundo do BNDES e de banco chinês terá US$ 1 bilhão para investimentos no Brasil

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BNDES
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O BNDES e o Export-Import Bank of China (Cexim) estruturam um fundo de investimento no valor de até US$ 1 bilhão voltado para projetos no Brasil em áreas como transição energética ecológica e desenvolvimento verde, infraestrutura, bioeconomia e comércio, mineração, agricultura, economia digital e inteligência artificial.

O modelo será implantado por meio de fundos de investimento que comprarão títulos de dívida ou participações societárias. A intenção é que o Cexim aporte US$ 600 milhões e o BNDES entre com cerca de US$ 400 milhões no fundo, que deve começar a operar no próximo ano.

A iniciativa busca promover o desenvolvimento sustentável bilateral Brasil-China e contribuir para a transição energética, conforme anúncio feito pelo diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa. No mês passado, BNDES e Cexim assinaram Termo de Compromisso e Declaração de Intenção de Cooperação para a estruturação do fundo.

“A gente assinou o acordo de cooperação de fazer um fundo [de investimento China-Brasil] de até US$ 1 bilhão. Esse fundo vai ser estruturado para financiar investimentos em mercado de capitais no Brasil”, afirmou Nelson Barbosa.

Segundo Barbosa, o instrumento é marco por ser o primeiro fundo bilateral entre uma instituição brasileira e outra chinesa sendo operado por investimentos basicamente em reais. “Essa nova parceria entre as duas instituições fortalecerá a relação comercial e econômica entre Brasil e China”, completou.

Barcaça para minérios

Com a presença do presidente Lula (PT) e da diretora de Infraestrutura do BNDES, Luciana Costa, o Estaleiro Enseada entregou, na quinta-feira (9/10), em Maragogipe, no Recôncavo Baiano, uma barcaça destinada ao projeto da LHG Logística. A barcaça será usada no escoamento de minérios pela hidrovia do rio Paraguai.

A embarcação é a primeira das 80 a serem produzidas pelo Enseada, com investimento de R$ 611 milhões financiados pelo BNDES e com recursos de R$ 3,7 bilhões do Fundo da Marinha Mercante.

O projeto da LHG Logística prevê a construção de 400 balsas e 15 empurradores para transporte hidroviário de minério de ferro e manganês, extraídos em Corumbá (MS), até o terminal marítimo de Nova Palmira, no Uruguai.

Após percorrer 2,5 mil quilômetros de hidrovia, é feito o transbordo de carga para navios de longo curso voltados para a exportação, em Nova Palmira. Lá são carregados navios graneleiros de até 45 mil toneladas.

Lula diz que “possivelmente” será candidato à reeleição em 2026

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Rio de Janeiro (RJ), 15/10/2025 – O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva durante evento comemorativo do Dia do Professor, no Ginásio Educacional Olímpico (GEO) Isabel Salgado, no Rio de Janeiro.
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Nesta quarta-feira (16), durante o 16º Congresso do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o presidente Lula (PT) afirmou que “possivelmente” será candidato à reeleição em 2026, condicionando a decisão à sua saúde.

“Eu possivelmente, possivelmente serei candidato a presidente outra vez, se eu estiver com saúde. Mas eu vou ser candidato para quê? Para continuar falando de Bolsa Familia, de Luz para Todos, de água para todos. É preciso pensar um pais maior, mas um país que o povo seja capaz de compreender que país a gente está propondo para ele. Não pode ser um país que o povo não queira conhecer e não queira construir. Tem que ser um país em que as pessoas acreditem que é possível ser construído”, afirmou o presidente.

Esquerda e democracia

Em seu discurso, Lula fez uma análise crítica sobre a atuação da esquerda, ressaltando a necessidade de reconectar o discurso progressista à realidade das pessoas e de melhorar a comunicação para combater o crescimento da extrema direita, que, segundo ele, se fortaleceu porque a democracia deixou de cumprir promessas como garantir direitos sociais, participação das mulheres e combate ao preconceito racial.​

“Todo mundo sabe que a democracia foi derrotada. E por que foi derrotada? Porque deixou de cumprir o que prometeu. Não há democracia sem comida na mesa, sem salário, sem universidade, sem direitos humanos, sem participação das mulheres, sem combate ao preconceito racial”, disse.

Ataques

O presidente fez críticas ao Congresso, destacando a baixa qualidade e a falta de foco de alguns parlamentares.

“Quem é deputado sabe que o Congresso nunca esteve tão ruim como está hoje. Com gente que não está qualificada para ser deputado, a não ser fazer provocação, e para fazer pergunta com o desgraçado do celular na mão, só pra fazer propaganda na rede dele. Não está preocupado com a resposta, não está preocupado com o debate”, afirmou.

Lula também falou sobre a derrota da esquerda nas redes digitais para a direita, vendo as redes digitais como um espaço hostil devido à desinformação e ataques a pessoas progressistas. O presidente afirmou que a esquerda precisa buscar o diálogo com a população em geral, e deixar de lado disputas internas.

“É preciso que a gente saiba porque a direita está crescendo. Muitas vezes nossos discursos são discursos que atendem pequena parte da sociedade mais ativista, mas a gente esquece de falar para milhões de pessoas”, disse.

Lula também discursou sobre a dificuldade da esquerda para angariar votos de evangélicos, afirmando que “evangélico não é contra nós, nada. Nós é que não sabemos conversar com eles”.