18.5 C
Brasília
Home Blog Page 38

STF decide que substituição temporária no Executivo não conta como mandato para efeitos de reeleição

0
Cachoeira dos Índios, Paraíba, prefeito, prefeitura
Foto: Divulgação/Cachoeira dos Índios

Em uma decisão apertada, o STF decidiu não tornar inelegível um prefeito por ele ter assumido por oito dias em 2016 o cargo de prefeito no período anterior, quando ele era vice e o titular tirou licença do cargo. Nas eleições de 2016 ele se elegeu a prefeito, mas não poderia se candidatar novamente em 2020 se os oito dias em que assumiu configurassem realização do mandato de prefeito.

Isso porque a Constituição proíbe que o chefe do Executivo exerça três mandatos consecutivos.

Esta matéria foi publicada primeiro no Arko Alerta, exclusivo para clientes Arko Advice. Para saber como receber, CLIQUE AQUI.

O tema tem repercussão geral. Ou seja, a decisão do STF valerá para todos os casos semelhantes em prefeituras, governos estaduais ou no governo federal. Apesar da maioria do STF ter concordado em manter o prefeito do caso concreto elegível para um terceiro mandato, uma regra geral ainda não foi estabelecida porque não se formou maioria em relação às condições necessárias para que a assunção do cargo não conte como um mandato.

O relator, Nunes Marques, defendeu que para não contar como exercício do cargo, o vice pode ficar no máximo 90 dias na cadeira de titular. André Mendonça defendeu o prazo de 15 dias. Já Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin votaram para que não exista um prazo máximo quando o afastamento do titular ocorrer por motivo de saúde ou ordem judicial.

Dessa forma, o tema deve voltar a ser julgado para que uma regra nacional seja estabelecida.

Análise: Governo vai buscar apoio no varejo

0
Praça dos Três Poderes, governo, Legislativo, Câmara dos Deputados, Congresso Nacional, Senado Federal
Foto: Tony Winston/Agência Brasília

A derrubada da Medida Provisória (MP) nº 1.303/25, que tributava aplicações financeiras isentas, fez o governo assimilar a realidade da relação com os partidos de centro/direita que possuem cargos na estrutura federal. Até então, mesmo com vários episódios de traição, o Palácio do Planalto insistia em trata-los como integrantes da base aliada e cobrar fidelidade.

União Brasil, PP, PSD, MDB e Republicanos, com níveis diferentes de adesão, não deveria ser considerados parceiros da atual gestão, uma vez que seus suportes ao governo se mostraram inconsistentes. Esses partidos possuem alas oposicionistas expressivas (amplamente majoritárias no caso de União e PP) e contribuem apenas com frações de apoio. Os ministros filiados a esses partidos conseguem entregar somente uma pequena parcela dos votos de seus correligionários, embora atendam a pleitos de toda a bancada. Além disso, alguns parlamentares, mesmo assumindo abertamente postura de oposição, desfrutam de benefícios da administração federal.

Entretanto, com a queda do decreto do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e agora da MP nº 1.303, a articulação política do Planalto resolveu mudar a forma de relacionamento. Após as derrotas, iniciou uma limpa na folha de cargos para retirar indicados de parlamentares considerados traidores e redistribuir esses espaços a deputados e senadores mais comprometidos com a agenda governista. A ideia é, simultaneamente, punir os infiéis e valorizar os que se mostrarem dispostos a apoiar o governo de forma consistente daqui em diante.

Essa estratégia de busca de apoio no varejo se revela mais compatível com o quadro atual, visto ser improvável obter o apoio institucional dessas legendas. Esse cenário adverso se aprofunda ainda mais com a aproximação das eleições e as manifestações de preferência por projetos eleitorais distintos. Com esse ajuste, o custo da manutenção de apoios pode ser otimizado. Mas, para funcionar, é preciso manter uma gestão bastante cuidadosa, em formato “butique”, para manter esse grupo alinhado aos interesses do governo.

É evidente que essa mudança de postura envolve riscos. O governo se expõe a críticas de fisiologismo e reforça a percepção de fragilidade no Congresso. No entanto, a alternativa seria assistir passivamente à perda definitiva da condução da agenda. De outro lado, há de se considerar que, embora o advento das emendas impositivas tenha trazido menor dependência dos congressistas ao Executivo, o impacto eleitoral de benesses estatais adicionais ainda é considerável, especialmente a menos de um ano do próximo pleito.

A estratégia também dialoga com o planejamento eleitoral para 2026, quando o presidente Lula (PT) buscará a reeleição. A tática é preservar grupos aliados em legendas que tendem a marchar na oposição – vide a manutenção de Celso Sabino (União) e André Fufuca (PP) como ministros – para ampliar o leque de apoios além da esquerda.

Setor mineral fatura R$ 76,2 bilhões no terceiro trimestre de 2025

0
Foto: José Cruz/Agencia Brasil

Nesta terça-feira (21), o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) apresentou os principais resultados do setor mineral no terceiro trimestre de 2025.

Ao todo, o setor faturou R$ 76,2 bilhões no período, o que representa um aumento de 34% em relação aos R$ 56,7 bilhões obtidos no mesmo trimestre de 2024.

Estados

Minas Gerais, Pará e Bahia lideraram a participação no faturamento do setor, com 39%, 35% e 4%, respectivamente. Paralelamente a esses estados, o minério de ferro sobressaiu como a principal substância mineral, respondendo por 52% do total faturado. Ademais, em comparação com o terceiro trimestre de 2024, o faturamento desse mineral cresceu 27%, alcançando R$ 39,8 bilhões.

Exportações

No comércio exterior, o setor mineral exportou aproximadamente 121 milhões de toneladas de produtos, o que representa um aumento de 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Desse total, o minério de ferro respondeu por 65%, consolidando-se como o principal item da pauta exportadora.

Igualmente, a China manteve sua posição como principal destino, absorvendo 69,3% das exportações minerais brasileiras.

Importações

Em relação às importações, o faturamento em dólares aumentou 3,3%, totalizando US$ 2,5 bilhões. Nesse cenário, os Estados Unidos lideraram as vendas ao Brasil, com 20,8% de participação. Em seguida, vieram a Rússia (19,3%), o Canadá (14,3%) e a Austrália (11,4%).

Além disso, o país concentrou suas compras principalmente em potássio (57%), seguido por carvão mineral (24%) e enxofre (6%), evidenciando a forte demanda por essas substâncias.

Investimentos

O setor prevê investir US$ 68,4 bilhões em projetos entre 2025 e 2029. Embora o minério de ferro concentre o maior volume absoluto de investimentos, com US$ 19,6 bilhões, as terras raras devem registrar o maior crescimento percentual.

De fato, a variação positiva estimada para essas substâncias é de 49% em relação ao período de 2024 a 2028.

“O que justifica esse aumento é a expectativa de demanda pelas terras raras. Quando a gente vê os estudos de demanda da União Europeia e dos Estados Unidos, por exemplo, vê projeções elevadas”, declarou o diretor de Assuntos Minerários do Ibram, Julio Cesar Nery Ferreira.

Terras raras

Fernando Azevedo, vice-presidente do Ibram, afirmou que, segundo levantamentos geológicos mundiais, o Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo.

Recentemente, o Congresso criou uma comissão parlamentar específica para tratar desse tema. Além disso, esse avanço representa um importante fator geopolítico que o Brasil pode explorar.

Além das terras raras, o setor monitora as projeções de demanda por minerais críticos e estratégicos, como:

  • cobre
  • lítio
  • níquel
  • cobalto
  • nióbio
  • zinco e
  • grafita.

Mirando 2026, MDB publica plano político defendendo responsabilidade fiscal, atuação do BNDES e PPPs

0
MDB, Caminhos para o Brasil
Foto: Divulgação/MDB

O MDB lançou nesta quarta-feira (22) uma espécie de reedição do “Ponte para o Futuro”, manifesto publicado em 2015 e que definiu as balizas de políticas do governo Michel Temer, como a Reforma da Previdência, o Teto de Gastos e o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Agora, dez anos depois, o partido divulgou o “Caminhos para o Brasil”, defendendo o fortalecimento do centro político, e uma série de políticas econômicas. Esses pontos devem ser defendidos na negociação de alianças em 2026.

Esta matéria foi publicada primeiro no Arko Alerta, exclusivo para clientes Arko Advice. Para saber como receber, CLIQUE AQUI.

Veja algumas das medidas defendidas pelo partido:

  • Responsabilidade fiscal: Garantir a responsabilidade fiscal, o cumprimento de metas de resultado primário, reduzir a Selic melhorando os “fundamentos das contas públicas”, e equilíbrio previdenciário.
  • Mercado de crédito: O partido defende que o BNDES deve ampliar o uso de fundos de aval para democratizar o crédito a novos setores (urbanos, serviços, turismo) e a produção rural. O banco também deve apoiar grandes projetos de Parcerias Público-Privadas (PPPs) em infraestrutura, em conjunto com agências reguladoras.
  • Segurança Institucional e Jurídica: Para garantir a estabilidade e atrair investimentos, o MDB defende o fortalecimento das garantias do Banco Central (BC) e das agências reguladoras. Redução da judicialização da política, estimulando a busca por decisões negociadas entre Executivo e Legislativo.
  • Mineração e logística: O partido defende ancorar a exploração de minerais estratégicos (como terras raras) em critérios de sustentabilidade ambiental e geração de valor agregado no território nacional.
  • Logística: Para o escoamento da produção, defende a integração logística com o Pacífico. O documento fala em criar um sistema de financiamento mais acessível para construção e operação de infraestrutura de armazenamento (silagem) e logística e em ampliar as condições logísticas, incluindo o sistema de “Ferrovias Verdes” nos eixos Centro-Oeste e Oeste-Sul.

Lula afirma que será candidato à reeleição em 2026

0
Jacarta, 23/10/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada no Palácio Merdeka.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula (PT) anunciou nesta quinta-feira (23), durante discurso ao lado do presidente indonésio Prabowo Subianto, em Jacarta, que pretende disputar um quarto mandato à Presidência da República em 2026. Lula destacou estar “com a mesma energia de quando tinha 30 anos”, reafirmando que seu atual mandato termina no final de 2026, mas está preparado para disputar “outras eleições”.​

“Eu vou completar 80 anos, mas pode ter certeza que eu estou com a mesma energia de quando eu tinha 30 anos de idade. E vou disputar um quarto mandato no Brasil”, afirmou.

Esta é a primeira vez que Lula afirma abertamente e sem condicionantes sua intenção de concorrer, encerrando meses de especulação sobre sua participação nas eleições.

Agenda na Indonésia

O anúncio ocorre após assinatura de importantes acordos de cooperação entre Brasil e Indonésia nas áreas de agricultura, mineração, energia, ciência e defesa. Lula enfatizou a relevância estratégica da parceria no contexto Sul Global, e destacou ações conjuntas em defesa da reforma do Conselho de Segurança da ONU e de soluções diplomáticas para conflitos internacionais como o de Gaza.​

Conselho de Ética da Câmara arquiva representação que poderia cassar mandato de Eduardo Bolsonaro

0
Eduardo Bolsonaro
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

O Conselho de Ética da Câmara arquivou, nesta quarta-feira (22), a representação que poderia levar à cassação do mandato do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O parlamentar está autoexilado nos Estados Unidos e com faltas registradas na Casa desde agosto.

O arquivamento da representação atende à recomendação do relator, deputado Delegado Marcelo Freitas (União Brasil-MG), e impede o andamento da ação, descartando a possibilidade de cassação do mandato.

Esta matéria foi publicada primeiro no Arko Alerta, exclusivo para clientes Arko Advice. Para saber como receber, CLIQUE AQUI.

No relatório apresentado ao Conselho de Ética, Marcelo Freitas justificou a recomendação de arquivamento. “O exercício de críticas, mesmo severas, dirigidas a autoridades, ao Supremo Tribunal Federal, ou à condução da política interna, insere-se na esfera do debate democrático. Não constitui afronta às instituições”, sustentou.

Apesar do arquivamento da ação no Conselho de Ética, o mandato de Eduardo Bolsonaro não está protegido. Ele ainda pode sofrer cassação por faltas no plenário. A licença de 120 dias concedida a ele pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), se esgotou em julho.

Governo espera que países anunciem investimentos ao TFFF durante a COP 30

0
Brasília (DF), 14/10/2025 - Indígenas fazem protesto em frente ao prédio onde está sendo realizada a Pré-Cop30.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A expectativa do governo brasileiro é que o anúncio dos aportes financeiros de nações estrangeiras ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) ocorram durante a COP30, que começa no dia 10 de novembro em Belém (PA). Até o momento, apenas o Brasil anunciou investimentos ao fundo, que totalizam US$ 1 bilhão.

Apesar do governo brasileiro querer lançar o Fundo na COP 30, ele não espera que os US$ 125 bilhões em investimentos estejam garantidos até lá. A ideia é que esses recursos sejam arrecadados enquanto o Brasil presidir a Conferência até dezembro de 2026.

Ontem (21), o Banco Mundial anunciou que administrará e hospedará interinamente o secretariado do TFFF, sinalizando positivamente a iniciativa. Os países que têm participado, junto ao Brasil, das discussões e estruturação do fundo são Noruega, Alemanha, Reino Unido, França e Emirados Árabes Unidos. Além disso, o Brasil estaria em contato com União Europeia, Colômbia, Gana, República do Congo, Indonésia e Malásia.

Esta matéria foi publicada primeiro no Arko Alerta, exclusivo para clientes Arko Advice. Para saber como receber, CLIQUE AQUI.

Como funcionará

A ideia é que o fundo remunere países que preservam florestas tropicais e reduzam o desmatamento no seu território. A iniciativa pretende conquistar US$ 125 bilhões em financiamento híbrido, com 20% oriundo de países soberanos e 80% de fontes privadas/filantrópicas.

O TFFF captará os valores no mercado a juros reduzidos como um ativo de baixo risco. Esses recursos serão reinvestidos em papéis que paguem taxas de juros mais altas. Com o lucro, anualmente, os países investidores serão remunerados com taxas de mercado pelo valor emprestado e, por fim, a diferença seria direcionada para países que comprovem via imagem de satélite a preservação das florestas tropicais.

CCJC aprova PEC das Agências Reguladoras, que fortalece prerrogativa de fiscalização da Câmara

0
Fachada do Palácio do Congresso Nacional. O Palácio do Congresso Nacional é um dos pilares da arquitetura monumental de Niemeyer que dão forma à capital inaugurada em 1960. Construído em terreno elevado, é visto de longe como culminância da avenida Eixo Monumental, que abriga a Esplanada dos Ministérios e atravessa a cidade de norte a sul. Sede das duas Casas do Poder Legislativo e um dos mais famosos cartões postais do Brasil, o Palácio do Congresso Nacional é composto por duas cúpulas e duas torres de 28 andares, que abrigam a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Em destaque, início da floração de ipê-amarelo, espécie nativa do cerrado. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado câmara dos deputados, senado federal
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Em votação nesta quarta-feira (22), a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou a PEC das Agências Reguladoras (PEC 42/2024). O texto concede competência aos deputados para que fiscalizem essas autarquias.

Pelo texto, as comissões da Câmara também poderão exigir e definir prazo para aplicação de providências para os problemas que forem identificados. Em caso de descumprimento, a Câmara poderia pedir à AGU e ao TCU a responsabilização civil ou criminal dos responsáveis.

A proposta deve ser enviada agora para comissão especial. Depois disso, será analisada em Plenário da Casa.

Esta matéria foi publicada primeiro no Arko Alerta, exclusivo para clientes Arko Advice. Para saber como receber, CLIQUE AQUI.

Fortalecimento da Câmara

A medida é vista como uma forma de fortalecimento do Poder Legislativo sobre as agências que hoje tem maior vinculação ao Executivo, já que cabe ao Presidente da República indicar os diretores. “Embora tangencie aspecto atinente à organização dos Poderes, a referida proposição não promove, em nosso entendimento, o fortalecimento ou esvaziamento desmesurado de um Poder em relação a outro”, argumenta o relator, Lafayette de Andrada (Republicanos-MG).

Além disso, a Câmara busca maior valorização em relação ao Senado. São os senadores os responsáveis por aprovar o nome dos dirigentes indicados pelo Executivo. “Hoje, nem a convocação de presidente de agência, para prestação de contas à sociedade, o Legislativo pode fazer. Autonomia não significa fazer o que quer sem prestar contas. O que queremos é aumentar a transparência e modernizá-las”, afirmou o autor da PEC, Danilo Forte (União-CE).

Comissão aprova requerimento de urgência de projeto que aumenta tributação sobre bets

0
bets, jogos de azar, apostas esportivas
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Nesta quarta-feira (22), a Comissão de Finanças e Tributação (CFT) aprovou o requerimento de urgência do projeto que aumenta alíquota de tributação sobre apostas de quota fixa para 24% (PL 5.076/2025). Atualmente, a alíquota é de 12%.

Esta matéria foi publicada primeiro no Arko Alerta, exclusivo para clientes Arko Advice. Para saber como receber, CLIQUE AQUI.

O regimento interno permite que a comissão de mérito peça regime de urgência de uma matéria para o plenário da Casa. A comissão espera que haja sensibilidade do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) em levar o tema ao plenário rapidamente.

O projeto ainda propõe que o valor arrecadado seja destinado para seguridade social e ações na área da saúde. Para que haja um aumento de recursos destinados a essas áreas, o texto reduz de 82% para 76% a quantidade destinada à cobertura de custeio e manutenção do agente operador da loteria de apostas.

Petrobras e Britto-Macelog vencem leilões portuários na B3

0
Porto, Rio de Janeiro
Foto: Divulgação

Nesta quarta-feira (22), a Petrobras e o consórcio Britto-Macelog II foram declarados vencedores em dois leilões portuários realizados na B3, a bolsa de valores de São Paulo. Os certames, promovidos pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e pelo Ministério dos Portos e Aeroportos, contaram com a presença do ministro Silvio Costa Filho.​

Rio de Janeiro

A Petrobras arrematou o arrendamento do terminal portuário RDJ07, localizado no Porto do Rio de Janeiro (RJ), com oferta de outorga de R$ 104 milhões. O arrendamento tem prazo de 25 anos, com previsão de investimentos na ordem de R$ 99,4 milhões ao longo desse período.

O projeto inclui a demolição de estruturas antigas, construção de novo galpão com área mínima de 3,5 mil metros quadrados, implantação de áreas administrativas e operacionais, novos equipamentos como guindastes, empilhadeiras, carretas, sistema anti-incêndio e subestação elétrica.​

Maceió

O consórcio Britto-Macelog II, formado pelas empresas Irmãos Britto Representações e Comércio Ltda. e Macelog Maceió Logística e Serviços Portuários Ltda. EPP., venceu o leilão do Terminal Marítimo de Passageiros (TMP) do Porto de Maceió, com proposta de outorga de R$ 50 mil e investimentos previstos de R$ 3,7 milhões ao longo de 25 anos.

O terminal atende mais de 100 mil passageiros por temporada e deverá ampliar gradativamente sua capacidade, que atualmente é de 612 passageiros por dia, com melhorias estruturais e ampliação do estacionamento para 112 vagas.​

Próximo leilão

Ainda nesta quarta-feira, está prevista a realização do leilão da concessão do canal de acesso aquaviário do Porto de Paranaguá (PR), um marco inédito para o setor portuário brasileiro. O projeto prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão ao longo de 25 anos, com possibilidade de prorrogação contratual por até 70 anos.​