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Inflação desacelera para 0,16% em janeiro, menor taxa já registrada para o mês

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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A inflação no Brasil perdeu força e fechou janeiro com alta de 0,16%, após registrar 0,52% em dezembro de 2024. Esse foi o menor índice já registrado para o mês de janeiro na série histórica do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado mensalmente pelo IBGE, mas ainda assim ficou ligeiramente acima da projeção do mercado, que esperava um aumento de 0,15%.

A desaceleração foi influenciada principalmente pela queda nas tarifas de energia elétrica residencial, que ficaram 14,21% mais baratas no mês. No entanto, esse alívio foi limitado pelo aumento dos preços dos alimentos, que seguem pressionando o custo de vida da população.

IPCA segue acima do limite da meta

Apesar da desaceleração, o IPCA segue acima do limite da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta para 2025 é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que a inflação deveria oscilar entre 1,5% e 4,5%, mas as projeções indicam que o índice deve permanecer acima desse intervalo nos próximos meses.

O Banco Central (BC) já prevê que precisará se justificar pelo estouro da meta de inflação a partir de junho, devido às novas regras que exigem explicações formais sempre que o IPCA ultrapassar o teto da meta por seis meses consecutivos.

Alimentos continuam subindo e pressionam inflação

O grupo alimentos e bebidas registrou uma alta de 0,96% em janeiro, marcando o quinto mês seguido de inflação positiva nesse setor. O principal impacto veio do custo da refeição no domicílio, que subiu 1,07% no mês.

Entre os alimentos que apresentaram redução de preços, destacam-se:

  • Batata-inglesa: queda de 9,12%
  • Leite longa vida: queda de 1,53%

Por outro lado, alguns dos itens que mais pressionaram os preços foram:

  • Cenoura: alta de 36,14%
  • Tomate: alta de 20,27%
  • Café: alta de 8,56%

Conta de luz alivia o bolso dos consumidores

As faturas de energia elétrica mais baratas foram um dos principais fatores para a desaceleração da inflação em janeiro. As tarifas de eletricidade residencial caíram 14,2%, trazendo alívio ao bolso dos consumidores e compensando, em parte, a alta nos preços dos alimentos.

A redução foi possível graças à distribuição do saldo positivo da Hidrelétrica de Itaipu, que gerou um desconto significativo nas tarifas de energia. A medida faz parte de um ajuste no setor elétrico e ajudou a evitar uma inflação ainda maior no início de 2025.

Análise: Reforma ministerial mudou, mas segue no horizonte

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Esplanada dos Ministérios, reforma administrativa
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Apesar dos sucessivos adiamentos, a reforma ministerial continua nos planos da gestão Lula. De acordo com fontes do governo, o mais provável é que as mudanças sejam realizadas após a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA), o que está previsto para depois do Carnaval. Isso porque o acordo em torno das emendas parlamentares precisa estar encaminhado antes de uma repactuação do presidente Lula (PT) com os partidos que o apoiam.

Enquanto não coloca o plano para andar, o governo tem lançado mão de “balões de ensaio” para verificar a reação dos partidos, do mercado e da sociedade a respeito de eventuais mudanças. Com o avançar dos meses, a reforma vai perdendo o objetivo inicial de expandir a base de apoio a Lula, ficando apenas como uma forma de gerência dos apoios que já existem acrescidos de ajustes na comunicação com os parlamentares.

Por conta dessas reações, a possibilidade de demissão dos ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), e da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), acabou perdendo força. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, defendeu a permanência dos dois em seus respectivos postos, mas demandou a troca do terceiro ministério do partido, o da Pesca, que é considerado pequeno e que tem à frente André de Paula (PSD). Uma forma avaliada, em mais um balão de ensaio, seria transferir André de Paula para o Turismo, que hoje está com Celso Sabino (União). O União Brasil, porém, não reagiu bem: publicou um manifesto defendendo a permanência de Sabino. O posicionamento não impede a troca, mas cria mais uma camada de complexidade, dificultando a execução.

Outra forma de atender o PSD, gerando uma reação mais positiva, seria levar o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, chefiado atualmente pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB). O PSB, que perderia o cargo, reagiu por meio de seu líder na Câmara, que demonstrou aceitação apenas se a sigla receber algum cargo equivalente em troca. Uma possibilidade aventada seria dar o Ministério da Ciência e Tecnologia para a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). A atual ministra, Luciana Santos (PCdoB), seria remanejada para o Ministério das Mulheres, desalocando Cida Gonçalves.

Mudança na articulação do governo

Contudo, talvez a mudança mais discutida no Congresso seja a do ministro da Secretaria de Relações Institucionais. As lideranças partidárias têm insistido na demissão de Alexandre Padilha (PT), considerado inábil e acusado de não ter conseguido organizar sua pasta. A reclamação chegou aos presidentes da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, senador Davi Alcolumbre (União-AP), e foi repassada ao presidente Lula (PT).

Haddad desmente taxação de empresas de tecnologia em resposta a Trump

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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), usou as redes sociais para negar que o governo Lula planeja taxar empresas de tecnologia caso os Estados Unidos imponham tarifas ao Brasil. A declaração veio após especulações sobre possíveis medidas de retaliação diante das novas políticas comerciais anunciadas pelo presidente norte-americano Donald Trump.

“Para não deixar dúvida, não é correta a informação de que o governo Lula deve taxar empresas de tecnologia se o governo dos Estados Unidos impuser tarifas ao Brasil. No mais, o governo brasileiro tomou a decisão sensata de só se manifestar oportunamente com base em decisões concretas e não em anúncios que podem ser mal interpretados ou revistos. Vamos aguardar a orientação do presidente”, afirmou Haddad em postagem nas redes sociais.

Taxação dos EUA e impactos para o Brasil

O posicionamento de Haddad ocorre em meio a incertezas sobre a política comercial dos Estados Unidos, que tem ampliado a taxação de produtos importados. No último domingo (9), o presidente Donald Trump anunciou que pretende impor uma tarifa de 25% sobre as importações de aço e alumínio, o que pode afetar diretamente o Brasil. Além disso, já foram divulgadas medidas tarifárias contra produtos do México, Canadá e China.

O governo brasileiro vem adotando uma postura cautelosa, aguardando decisões concretas antes de anunciar eventuais medidas de resposta. A negativa de Haddad também surge em meio a críticas sobre a comunicação do governo federal, que tem enfrentado desafios para esclarecer informações e evitar especulações que possam gerar instabilidade no mercado.

Próximos passos do governo brasileiro

Até o momento, o Palácio do Planalto não anunciou qualquer medida oficial em relação às tarifas dos EUA. A tendência é que a equipe econômica acompanhe os desdobramentos das decisões norte-americanas antes de definir eventuais estratégias de resposta.

A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é de grande importância para a economia nacional, especialmente para setores como indústria siderúrgica, agronegócio e tecnologia. Qualquer medida de taxação pode impactar diretamente os investimentos e exportações brasileiras.

Bancada do agro ameaça travar pautas do governo se leis do setor não forem regulamentadas

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Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A bancada ruralista no Congresso Nacional ameaça obstruir votações no Congresso caso o governo federal não regulamente três leis essenciais para o setor: a Lei do Autocontrole (Lei 14.515/2022), a Lei dos Pesticidas (Lei 14.785/2023) e a Lei dos Bioinsumos (Lei 15.070/2024). O alerta foi feito pelo deputado federal Sérgio Souza (MDB-PR), ex-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em entrevista à Arko. Segundo ele, a mais antiga dessas normas foi sancionada há dois anos e ainda não foi regulamentada, o que prejudicaria os produtores rurais, e travaria investimentos no agronegócio.

Além da regulamentação dessas leis, Souza destacou que o setor está preocupado com os vetos do presidente Lula a dispositivos que protegiam os Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagros) e Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) na regulamentação da reforma tributária. Segundo ele, se não houver acordo para derrubar os vetos, a Bancada do Agro usará sua força política para destacá-los e votar separadamente no plenário.

“Não havendo acordo para derrubar esses vetos, que são caros ao setor político rural, vamos destacar e votar em separado para derrubar em plenário. Temos força, já fizemos isso em outros vetos no passado”, afirmou Souza.

Pautas prioritárias para o agronegócio em 2025

O deputado ressaltou que a principal preocupação do setor é o custo de produção, que vem sendo impactado pela inflação, câmbio e juros elevados. Ele argumenta que o governo precisa entender que o produtor rural não determina os preços dos alimentos, já que os custos de produção subiram significativamente nos últimos anos.

“O alimento que chega à mesa do brasileiro está na metade do preço para o produtor em relação a três ou quatro anos atrás. O produtor está gastando mais para produzir e vendendo mais barato. A diferença está nos impostos, principalmente nos combustíveis e na energia”, explicou Souza.

Entre as pautas prioritárias, a bancada ruralista defende:

  • Plano Safra, Pronaf e seguro rural para garantir previsibilidade aos produtores;
  • Juros compatíveis com a realidade do setor agrícola;
  • Regulamentação das leis já sancionadas para evitar insegurança jurídica;
  • Oposição a qualquer tentativa de taxação das exportações.

Articulação no Congresso e possíveis travas em votações

Segundo Souza, a bancada do agronegócio tem força para influenciar o andamento das votações no Congresso. Caso o governo não avance na regulamentação das leis ou tente aumentar a carga tributária sobre o setor, a obstrução de pautas será uma estratégia utilizada pelos parlamentares do agro.

“O governo precisa regulamentar a lei do autocontrole, a lei dos pesticidas e a lei dos bioinsumos, sancionadas há dois anos, mas ainda não regulamentadas. Para pressionar o Executivo, podemos travar pautas e não votar em determinada situação enquanto o governo não regulamentar essas leis de interesse do agro”, reforçou.

Além disso, há preocupação com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a reforma do Imposto de Renda e o imposto sobre patrimônio, temas que devem ser amplamente debatidos neste ano.

A expectativa é que a bancada siga pressionando o governo e articulando com o Congresso para garantir avanços nas demandas do setor agropecuário ao longo de 2025.

Análise: “Dá um Hoogle”: Hugo Motta repagina a imagem de presidente da Câmara

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Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Hugo Motta (Republicanos-PB), de 35 anos, chegou à presidência da Câmara inovando. Ele decidiu colocar a seu favor o fato de ser o mais jovem deputado a assumir o cargo. Está investindo em comunicação digital, em vídeos que miram os mais jovens e em uma linguagem descontraída.

Essa escolha parece refletir uma leitura cuidadosa do cenário político atual, no qual a conexão com a população e a construção de uma imagem de proximidade são cada vez mais valorizadas. Além de produzir vídeos curtos e cortes rápidos, Hugo Motta também criou um quadro denominado “Dá um Hoogle”, com o objetivo de tirar dúvidas sobre a Casa.

O primeiro vídeo foi publicado no dia em que ele venceu as eleições, com 444 votos – o segundo maior número de votos desde a redemocratização. No vídeo, que já tem quase 600 mil visualizações, o dono da página afirma: “Você também foi no Google ver quem é Hugo Motta? Nada contra o Google, mas como agora a gente vai se encontrar aqui nas redes todos os dias, resolvi fazer meu próprio buscador. Bem-vindos ao Hoogle.”

Nesta primeira semana no cargo, a mudança de postura também foi observada nos bastidores por quem cobre a Câmara dos Deputados. Hugo Motta percorreu a Casa acompanhado por videomakers, mas tem circulado pelo local como se fosse qualquer outro deputado, evitando elevadores privativos.

Governo define regras para Leilão de Reserva de Capacidade 2025

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Ministério de Minas e Energia (MME) regulamentou as diretrizes do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência de 2025 (LRCAP 2025). A medida, publicada nesta segunda-feira (10) no Diário Oficial da União, estabelece critérios para a contratação de potência elétrica a partir de usinas termelétricas movidas a gás natural e biocombustíveis, além da ampliação da capacidade de hidrelétricas.

A portaria busca garantir a segurança energética do país e a estabilidade do sistema elétrico nos próximos anos. Além de definir os requisitos para participação, o documento atualiza normas anteriores, promovendo ajustes em exigências para empreendimentos termelétricos e hidrelétricos.

Como será o Leilão de Reserva de Capacidade 2025

O leilão será dividido em nove produtos, que contemplam tanto usinas térmicas quanto hidrelétricas. A contratação ocorrerá da seguinte forma:

  • Produto Potência Termelétrica 2025 a 2030: Inclui usinas já existentes ou novos empreendimentos movidos a gás natural e biocombustíveis. O contrato prevê fornecimento sem inflexibilidade operativa, garantindo maior flexibilidade ao sistema.
  • Produto Potência Hidrelétrica 2030: Destinado à ampliação da capacidade instalada de hidrelétricas que não tenham sido prorrogadas ou licitadas sob regimes especiais.

Com essas medidas, o governo pretende fortalecer a matriz energética nacional e incentivar investimentos no setor elétrico. A expectativa é que o leilão de potência assegure uma oferta mais robusta de energia, prevenindo oscilações na demanda e garantindo o abastecimento seguro para consumidores e indústrias.

Hugo Motta defende diálogo para resolver impasse das emendas e descarta impeachment de Lula

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Hugo Motta, PEC da Segurança Pública
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o impasse sobre as emendas parlamentares será resolvido por meio do diálogo entre os Poderes. Segundo ele, a transparência é fundamental, mas o Congresso também tem o direito de definir a forma de distribuição dos recursos. A declaração foi dada em entrevista à rádio Arapuan.

O embate começou em dezembro de 2024, quando o ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares que não atendiam aos critérios de rastreabilidade e transparência. Desde então, há um impasse entre Legislativo e Judiciário sobre a liberação dos recursos.

Pedidos de impeachment de Lula não avançarão, diz Motta

Hugo Motta também minimizou os pedidos de impeachment do presidente Lula (PT) que tramitam na Câmara. Para ele, apenas um pedido de “extrema relevância” teria chances de avançar, e este não é o foco do Congresso no momento.

“Não é instabilidade que vai resolver o problema do país”, declarou Motta, indicando que o tema não será prioridade em sua gestão.

A declaração reforça a postura do presidente da Câmara de priorizar a estabilidade política e a negociação institucional para solucionar os desafios no Congresso.

Indústria de transformação tem maior crescimento desde 2010, aponta CNI

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Foto: Daniel Costa / CNI

O faturamento da indústria de transformação cresceu 5,6% em 2024 na comparação com o ano anterior, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgados nesta sexta-feira (7). Esse foi o maior crescimento do setor desde 2010. Apesar do bom desempenho ao longo do ano, o faturamento teve uma queda de 1,3% entre novembro e dezembro.

O levantamento foi realizado com 12 federações da indústria, que juntas representam 93,9% do PIB industrial brasileiro.

Emprego e produção também cresceram em 2024

O número de horas trabalhadas na produção subiu 4,2% em relação a 2023, embora tenha registrado um recuo de 1,3% em dezembro. Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) caiu 0,8 ponto percentual no último mês do ano, encerrando 2024 em 78,2%. A média anual da UCI foi 0,6% superior à de 2023.

O emprego na indústria teve um avanço de 2,2% no ano, enquanto a massa salarial cresceu 3% e o rendimento médio dos trabalhadores aumentou 0,8%. Em dezembro, porém, houve queda de 0,5% na massa salarial e nos rendimentos.

Mesmo com a oscilação nos últimos meses do ano, os dados apontam um cenário positivo para a indústria de transformação, impulsionado pelo aumento da produção e do emprego no setor.

STF adia julgamento sobre tributação de lucros no exterior após novo pedido de vista

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O STF adiou novamente o julgamento sobre a tributação de lucros de empresas brasileiras no exterior, após o ministro Kassio Nunes Marques pedir vista do processo. O placar está em 2×1 a favor do Fisco, com o ministro Alexandre de Moraes votando a favor da tributação, acompanhando a divergência aberta por Gilmar Mendes.

Moraes argumentou que a cobrança do Imposto de Renda e CSLL sobre os lucros no exterior não viola tratados internacionais contra a bitributação. “Os tratados firmados pelo Brasil evitam a dupla tributação jurídica, mas não impedem a tributação de acréscimos patrimoniais obtidos por empresas controladoras sediadas no Brasil”, declarou.

Impacto bilionário e incerteza jurídica

A decisão do STF tem grande impacto fiscal, já que uma eventual vitória da Vale, empresa envolvida no caso, poderia resultar na devolução de R$ 142,5 bilhões em tributos arrecadados entre 2017 e 2021, além de reduzir em R$ 28,5 bilhões anuais a arrecadação federal no futuro.

Embora o caso não tenha repercussão geral, o resultado poderá influenciar outras empresas brasileiras que operam no exterior e enfrentam disputas semelhantes. O julgamento, iniciado em maio de 2023, já foi interrompido três vezes, ampliando a incerteza sobre o desfecho da disputa tributária.

Orçamento de 2025 precisará de ajustes para incluir programas sociais e reajuste salarial, diz relator

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Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Angelo Coronel (PSD-BA) afirmou que o Orçamento da União de 2025 precisa de ajustes antes de sua aprovação. Entre as prioridades estão a viabilização do reajuste salarial dos servidores públicos e a destinação de recursos para programas sociais como Vale-Gás e Pé-de-Meia. A declaração foi feita em entrevista à Rádio Senado.

Como relator da Lei Orçamentária Anual (LOA), Coronel explicou que o atraso na votação do Orçamento — que deveria ter ocorrido ainda em 2024 — ocorreu devido a ajustes fiscais necessários após a mudança no salário mínimo e a inclusão de novos programas do governo federal.

“O governo enviou o Orçamento em agosto, mas estava defasado: o salário mínimo era um valor, e em dezembro foi alterado, então precisamos corrigir”, justificou o senador.

Ele garantiu que qualquer despesa que sofra atraso será paga retroativamente, evitando prejuízos aos beneficiários e servidores. Vale lembrar que, enquanto a LOA 2025 não for aprovada, o governo federal só pode executar gastos essenciais ou obrigatórios.

A expectativa é que o Orçamento da União de 2025 seja votado até meados de março. A tramitação do texto no Congresso será fundamental para definir o impacto fiscal das medidas propostas e garantir a alocação eficiente dos recursos públicos.