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Câmara deve votar dois projetos para pequenos exportadores na semana que vem

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Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Os líderes partidários da Câmara do Deputados decidiram em reunião nesta quinta-feira (20), que dois projetos para facilitar a exportação produtos de pequenas empresas devem ser votados na semana que vem: o PL 4043/24, que reduz tributos para o pequeno exportador; e o PLP 167/24, que facilita a devolução de crédito de impostos já pagos de produtos exportados. “São dois projetos que foram encaminhados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio”, explica o líder do governo, José Guimarães (PT-CE).

A líder da Minoria, deputada Caroline de Toni (PL-SC), avalia que a votação desses projetos será por consenso. “Tudo o que tem a ver com valorizar o pequeno e micro empreendedor é importante, porque representa a maior parte do empreendedorismo no país”, observou.

Pauta

O líder do governo informou que a pauta da próxima semana também deve incluir projetos remanescentes desta semana. “Nós vamos ter uma pauta razoavelmente leve até o Carnaval, com sessões terça, quarta e quinta-feira. Depois, só após o feriado. É uma pauta leve, sem estresse”, comentou.

Guimarães afirmou que serão retirados da pauta dois projetos considerados mais polêmicos:

  • PL 6980/17 – autoriza o saque do FGTS em caso de nascimento ou adoção de filho;
  • PL 3035/20 – institui a educação especial para pessoas com transtorno mental, transtorno do espectro autista, deficiência intelectual e deficiências múltiplas

Comissões

Os líderes devem se reunir em 13 de março para discutir a distribuição das comissões permanentes e os procedimentos de funcionamento do Plenário. Entre as discussões sobre as comissões, há a possibilidade de os presidentes serem indicados pelos líderes, e não mais eleitos.

A deputada Caroline de Toni rejeita a sugestão: “Entendo que o presidente da comissão deve ser eleito e ter mandato de um ano. Se o presidente desagradar o líder ou a bancada e for retirado do colegiado, isso vai prejudicar o mandato parlamentar, gera uma insegurança muito grande”, declarou a líder da Minoria.

Governo irá abrir crédito extrordinário para retomar Plano Safra, diz Haddad

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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que o governo irá abrir um crédito extraordinário para retomar os financiamentos do Plano Safra. Segundo o ministro, o governo irá editar uma Medida Provisória, em torno de R$ 4 bilhões. A afirmação foi feita nesta sexta-feira (21), em São Paulo.

O chefe da pasta disse ainda que as linhas serão retomadas na próxima semana, e até segunda-feira (24) a MP deve ser publicada no Diário Oficial da União. Ainda segundo Haddad, o crédito será incluido nos limites do arcabouço fiscal.

Suspensão do Plano Safra

Nesta quinta-feira (20), o Tesouro Nacional determinou a suspensão de novas contratações de financiamentos no âmbito do Plano Safra 2024/2025. De acordo com o governo, a decisão ocorreu devido à não aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2025.

“Vale reforçar que os recursos para as operações de Custeio para a agricultura familiar estão mantidos em todo o Brasil. A medida também não afeta as novas operações do Pronaf (Custeio, Investimento e Industrialização) nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste realizadas respectivamente pelo BASA, BNB e BB, cujos recursos para contratação do Pronaf são dos Fundos Constitucionais”, disse o governo em nota.

A preocupação do governo envolve ainda um outro vilão que tenta combater: a inflação. A falta de financiamento para o setor pode encarecer ainda mais o preço dos alimentos. A aprovação do governo tem sido fortemente afetada pelo aumento nos preços, segundo pesquisas divulgadas recentemente.

Intenção de investimento na construção cai, mas expectativa segue positiva para 2025

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O índice que mede a intenção de investimento dos empresários da indústria da construção registrou queda de 3,1 pontos em fevereiro, passando de 45,1 para 42 pontos, conforme divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) nesta sexta-feira (21). Apesar do recuo, o indicador segue acima da média histórica de 37,9 pontos, sinalizando que o interesse em investir ainda está acima do normal.

Empresários seguem cautelosos

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da construção também sofreu leve queda de 0,3 ponto, chegando a 49,3 pontos em fevereiro. Este é o segundo mês consecutivo abaixo da linha de 50 pontos, indicando que o pessimismo predomina no setor. Segundo os empresários, o cenário econômico atual é considerado pior do que há seis meses, e as projeções para a economia nacional seguem negativas. No entanto, há otimismo em relação ao futuro dos próprios negócios.

Desempenho do setor

Em janeiro de 2025, o índice de atividade da construção ficou em 43,7 pontos, abaixo dos valores registrados em dezembro e janeiro do ano anterior, indicando uma desaceleração no ritmo do setor.

O número de empregados na construção praticamente se manteve estável na comparação mensal, passando de 45,7 para 45,6 pontos. Já a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) do setor ficou em 67% em janeiro, apresentando uma leve queda de um ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.

Expectativas para os próximos meses

Apesar do cenário atual desafiador, as projeções para o setor permanecem positivas. Em fevereiro, o índice de expectativa para o nível de atividade manteve-se estável, enquanto os índices de expectativa para o número de empregados e para novos empreendimentos tiveram aumentos de 0,6 e 0,5 ponto, respectivamente. Já o índice de compra de insumos e matérias-primas apresentou queda de 1,2 ponto.

A pesquisa, realizada entre 3 e 12 de fevereiro de 2025, consultou 302 empresas da construção civil, sendo 107 de pequeno porte, 133 de médio porte e 62 de grande porte.

Indústria de alimentos: faturamento cresce 10% em 2024

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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Últimos dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) apontam que o faturamento da indústria brasileira de alimentos alcançou R$ 1,277 trilhão em 2024, um aumento de 9,98% em relação ao ano anterior. Os índices ainda apontam ainda que o resultado representa 10,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

A associação detalhou que a maior parte do faturamento, 72%, ou R$ 918 bilhões, foi proveniente do mercado interno; 28% do comércio exterior (US$ 66,3 bilhões). O ano de 2024 também teve sucesso em relação às vendas, já que apresentaram expansão de 6,1% e a produção, 3,2%, alcançando 283 milhões de toneladas de alimentos.

Investimentos

O resultado foi possível, de acordo com a associação, devido também ao investimento. A indústria de alimentos investiu em 2024 aproximadamente R$ 40 bilhões. Foram direcionados R$ 24,9 bilhões  para inovações e R$ 13,80 bilhões, para fusões e aquisições.

Segundo a Abia, os investimentos acumulados em 2023 e 2024 já somam R$ 74,7 bilhões, correspondendo a 62% dos R$ 120 bilhões projetados para o período de 2023 a 2026.

Brasil mantém liderança global na exportação

Desde 2022, o Brasil ocupa a liderança mundial na exportação de alimentos industrializados em volume. Em 2024, foram exportadas 80,3 milhões de toneladas, um crescimento de 10,4% em relação ao ano anterior. A receita com essas vendas alcançou o recorde de US$ 66,3 bilhões, alta de 6,6% frente aos US$ 62,2 bilhões registrados em 2023.

Os principais mercados para os produtos brasileiros foram a Ásia (38,7% das exportações, com destaque para a China, que representa 14,9%), a Liga Árabe (18,9%) e a União Europeia (12,6%). Os itens mais exportados foram carnes (US$ 26,2 bilhões), produtos do açúcar (US$ 18,9 bilhões), produtos de soja (US$ 10,7 bilhões), óleos e gorduras (US$ 2,3 bilhões), além de sucos e preparações vegetais (US$ 3,7 bilhões).

Regulamentação do lobby volta a ser discutida no Senado

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Senador Davi Alcolumbre (União-AP), senador Efraim Filho (União-PB) e senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A regulamentação do lobby (PL 2914/2022) deve voltar a andar neste ano no Senado. O projeto espera análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) mas deve ganhar andamento em breve. Segundo fontes ouvidos pela Arko, o tema terá a atenção do presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA). Além disso, o senador Efraim Filho (União-PB) assumirá a relatoria. O termo “lobby” designa a intermediação profissional de interesses de empresas ou da sociedade civil (pessoas jurídicas) com o mundo político.

O projeto começou a tramitar em 2019 após pressão da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Brasil negociava se juntar ao grupo. Preocupada com possíveis retrocessos nessa área no Brasil, a organização chegou a criar um subgrupo para monitorar o estado atual do combate à corrupção no país.

O projeto já foi aprovado na Câmara, que deve ter a palavra final, após o fim da tramitação no Senado. O projeto também já passou pela Comissão de Transparência, Governança e Fiscalização (CTFC) do Senado, mas precisa passar pela CCJ antes de chegar ao Plenário.

O que diz o projeto do lobby

O projeto do lobby regulamenta a representação de interesses do setor privado e entidades junto aos Três Poderes. Entre outras medidas, prevê medidas de transparência, como a criação de um cadastro público de representantes de interesses. Também são estabelecidos limites claros para a atuação desses profissionais.

O texto também prevê uma lista de pessoas politicamente expostas, que servirá de referência para a regulamentação da fiscalização de operações financeiras, como no combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. A lista segue parâmetros já adotados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e pelo Banco Central, mas não menciona parentes ou colaboradores próximos dessas pessoas.

Moraes nega pedido de Bolsonaro para ampliar prazo de defesa no STF

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Brasília (DF), 22/08/2024 - O ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante a solenidade comemorativa ao Dia do Soldado, no Quartel-General do Exército, em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nessa quinta-feira (20) um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para estender o prazo da defesa para 83 dias, na denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro julgou que a solicitação “carece de qualquer previsão legal”, visto que a legislação estabelece um prazo de 15 dias para a manifestação dos denunciados.

Defesa alega “paridade de armas”

Os advogados de Bolsonaro argumentaram que a acusação teve mais tempo para analisar os documentos da investigação e, por isso, deveriam ter o mesmo tempo para preparar suas resposta. Além disso, a defesa alegou que ainda não teve acesso completo aos elementos do inquérito, incluindo a delação premiada de Mauro Cid.

O ministro negou o pedido, afirmando que o acesso aos autos foi devidamente garantido e que o prazo previsto na legislação deve ser respeitado. Além disso, ressaltou que todos os denunciados terão o mesmo prazo para se manifestar, e que a defesa já teve acesso a todos os documentos e mídias da investigação.

“Os requerimentos alternativos formulados para a concessão de 83 (oitenta e três) dias de prazo ou prazo em dobro carecem de qualquer previsão legal, pois a legislação prevê o prazo de 15 (quinze) dias, nos termos do art. 4º da Lei 8.038/90 e no art. 233 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal”, diz trecho da decisão.

Crimes que Bolsonaro responde

A denúncia da PGR acusa o ex-presidente de cinco crimes relacionados à tentativa de golpe e atos antidemocráticos. São os crimes:

  • Organização criminosa armada
  • Abolição violenta do Estado democrático de Direito
  • Golpe de Estado
  • Dano qualificado
  • Deterioração de patrimônio tombado

O ex-presidente foi notificado da denúncia na quarta-feira (19) e, a partir desta data, a defesa tem 15 dias para apresentar sua resposta por escrito ao STF. a chamada defesa prévia. Após essa fase, o ministro encaminhará os argumentos à PGR, que dará seu parecer antes de Moraes decidir sobre o prosseguimento da ação penal.

O que acontece agora

A defesa de Bolsonaro tem até o início de março para apresentar sua manifestação ao STF. Após essa etapa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisará o caso e irá emitir um parecer sobre a denúncia. Em seguida, caberá ao ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso, decidir se encaminha o processo para julgamento, o que pode levar à abertura de uma ação penal contra o ex-presidente.

Jair Bolsonaro já está inelegível até 2030. Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que Bolsonaro cometeu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, para espalhar desinformação sobre o sistema de votação brasileiro, durante as eleições de 2022, em que foi derrotado nas urnas pelo atual presidente Lula (PT).

Análise: Recado da indústria reforça insatisfação do setor privado

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

O esvaziado evento em comemoração ao primeiro ano do programa Nova Indústria Brasil, representou mais um sinal de descontentamento do setor privado com o governo Lula.

A ausência de representantes da indústria chamou atenção, já que parte do setor apoiou o então candidato Lula (PT) nas eleições de 2022. Mas não é somente a indústria que está enviando recados ao governo. O mercado financeiro, por exemplo, também está descontente com os rumos da política fiscal. Some-se a isso a dificuldade de diálogo entre o presidente Lula e parte do agronegócio, mesmo com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, mantendo uma relação positiva com o segmento.

Nem mesmo o bom trânsito do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), tem sido suficiente para convencer o setor privado. Existe uma falta de confiança generalizada em relação ao governo, que revela a sua falta de credibilidade.

Os sinais emitidos pela indústria, o mercado e o agronegócio servem de alerta para o governo, já que esvaziam a Frente Ampla constituída por Lula em 2022. Embora tenham apoiado o presidente no início, os principais formuladores do Plano Real também se afastaram.

Na semana passada, por exemplo, o ex-presidente do Banco Central (BC) no governo FHC, o economista Armínio Fraga, que apoiou Lula no segundo turno de 2022, afirmou que o Brasil apresenta sintomas de “paciente que está na UTI”. Arminio defendeu que o presidente do BC, Gabriel Galípolo, precisa de ajuda na área fiscal.

Quando se elegeu presidente pela primeira vez, em 2002, Lula contou com o apoio do setor produtivo, por meio da aliança com o empresário José Alencar, seu vice. A dobradinha com Alencar foi repetida nas eleições de 2006. Em 2022, mesmo sem ter um empresário como vice, Alckmin contribuiu para quebrar a desconfiança do setor privado. Mas isso não tem sido suficiente.

Reverter a desconfiança do mercado, da indústria e do agronegócio se impõe como um desafio nos próximos dois anos de gestão do presidente Lula. Além do impacto econômico que essa questão representa para o país, ter o capital privado com uma postura crítica em relação ao governo prejudica Lula para 2026.

Câmara: Líderes apresentam indicações para comissões depois do Carnaval

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Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

As articulações entre os partidos políticos para definir as presidências das comissões da Câmara dos Deputados devem avançar apenas após o Carnaval. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), agendou para o dia 13 de março uma reunião de líderes para discutir as indicações e também o calendário fixo de votações no Plenário.

A definição das comissões é um ponto estratégico, já que elas têm papel fundamental na análise e aprovação de projetos de lei antes de seguirem para o Plenário. No entanto, a negociação está travada enquanto não houver um acordo entre os Três Poderes sobre a liberação das emendas parlamentares, que passaram a ser controladas pelas comissões após o fim das emendas de relator, conhecidas popularmente como “orçamento secreto”.

Reivindicações

Conforme apurou a Arko, os principais partidos apresentam pretensões específicas em relação aos cargos mais cobiçados nas comissões permanentes:

  • MDB e União Brasil: Disputam a presidência da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e a relatoria do Orçamento de 2026. O acordo prevê que o partido que conquistar um desses cargos abrirá mão do outro.
  • PP (Progressistas): Busca comandar as comissões de Viação e Transportes (CVT) e de Agropecuária (CAPADR), áreas estratégicas para sua base de apoio.
  • PL (Partido Liberal): Embora também tenha interesse na CCJC, usa essa reivindicação como forma de barganhar a presidência de pelo menos três comissões relevantes. Suas prioridades incluem as áreas de Saúde, Educação, Relações Exteriores e Segurança Pública.
  • PT (Partido dos Trabalhadores): Quer a presidência das comissões de Saúde e de Educação, em disputa direta com o PL, além de pleitear a Comissão de Meio Ambiente, considerada estratégica para as pautas do governo Lula.
  • PSD (Partido Social Democrático): Prioriza as comissões de Minas e Energia, e de Turismo, áreas de interesse econômico e com potencial de influenciar políticas públicas relevantes.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, sinalizou que pretende retomar o fluxo normal de tramitação dos projetos de lei pelas comissões temáticas. Nos últimos anos, a maior parte das propostas mais relevantes foi encaminhada diretamente para votação em Plenário por meio de pedidos de urgência, o que reduziu o papel deliberativo das comissões.

Emendas parlamentares

O principal entrave para a definição das presidências das comissões está relacionado à questão das emendas parlamentares. Após a extinção das emendas de relator – conhecidas como “orçamento secreto” – o controle desses recursos passou a ser exercido pelas comissões temáticas, tornando sua presidência ainda mais estratégica para os partidos.

Uma audiência de conciliação entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário está marcada para o dia 27 de fevereiro, com o objetivo de encontrar uma solução para a liberação das emendas. A expectativa é que um novo acordo permita a retomada do pagamento desses recursos, destravando, assim, as negociações pelas presidências das comissões.

 

CADE debate concorrência em sistemas operacionais móveis

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) realizou, na última quarta-feira (19), uma audiência pública para discutir os aspectos concorrenciais dos ecossistemas digitais de sistemas operacionais móveis. O encontro reuniu representantes de gigantes do setor, como Apple, Google, FS Security e Epic Games, além de entidades como a Zetta, do setor financeiro, e a Associação Brasileira de Internet (Abranet).

O debate revelou a divisão de opiniões entre as big techs, que defendem seus modelos fechados e centralizados, e as empresas concorrentes, que apontam práticas anticoncorrenciais e barreiras artificiais no mercado de aplicativos móveis.

Argumentos da Apple e do Google

Durante a audiência, os representantes da Apple e do Google defenderam a legalidade e a competitividade de seus modelos de negócio, destacando os seguintes pontos:

  • Ecossistema inovador e dinâmico: Argumentam que o mercado de sistemas operacionais móveis é vibrante, com ampla concorrência e constante inovação
  • Código aberto do Android: Segundo o Google, o sistema Android, por ser open source, permite maior personalização e reduz os custos para fabricantes e desenvolvedores
  • Distribuição de aplicativos: Alegam que o Android permite side loading (instalação de apps fora da loja oficial), enquanto a Apple adota um modelo mais fechado para garantir segurança e privacidade
  • Benefícios aos desenvolvedores: Destacam que a Google Play Store e a App Store fomentam a economia digital, gerando bilhões em receita para desenvolvedores em todo o mundo
  • Segurança do sistema fechado: A Apple afirma que seu controle rígido impede a distribuição de aplicativos fraudulentos e reforça a segurança do usuário
  • Concorrência global: Ambas as empresas destacam que enfrentam competição intensa em nível mundial e alertam que regulamentações excessivas podem prejudicar a inovação e aumentar custos para os consumidores.

Críticas

Em contraponto, representantes de empresas como a Epic Games e associações do setor criticaram duramente as práticas das big techs, argumentando que suas políticas:

  • Limitam a concorrência: Acusam Apple e Google de controlarem a maior parte dos dispositivos móveis e determinarem quais aplicativos podem ser distribuídos em suas plataformas.
  • Cobram taxas abusivas: Desenvolvedores são obrigados a usar os sistemas de pagamento interno (in-app purchase) e arcar com taxas que chegam a 30% por transação.
  • Impedem inovação: Afirmam que o modelo fechado da Apple restringe a concorrência, inviabilizando alternativas como o Pix por aproximação em dispositivos iOS.
  • Exclusão de concorrentes: A Epic Games argumenta que a Apple impede a entrada de lojas alternativas como a Epic Games Store, configurando uma prática anticoncorrencial.
  • Insegurança jurídica: A falta de transparência nas políticas de ambas as empresas gera insegurança para os desenvolvedores, que ficam sujeitos a mudanças unilaterais nas regras das plataformas.
  • Modelo fechado prejudica o consumidor: O controle da Apple sobre seu sistema operacional cria um “efeito bloqueio”, tornando onerosa a migração para outras plataformas.
  • Regulamentação internacional: Defendem que o Brasil siga o exemplo de países como Japão, Coreia do Sul e União Europeia, que já adotaram regras para garantir maior abertura no mercado de aplicativos móveis.

Por que esse debate é importante?

A discussão entre Apple, Google e seus críticos tem impactos diretos no mercado de tecnologia e na experiência do consumidor. No Brasil, as decisões do CADE podem:

  • Garantir maior competitividade no setor de aplicativos móveis
  • Reduzir taxas e custos para desenvolvedores e consumidores
  • Estimular a inovação com a entrada de novas plataformas e serviços
  • Proteger os consumidores de práticas consideradas abusivas

Próximos passos e perspectivas

A discussão sobre o controle dos ecossistemas móveis está em curso em diversos países. No Brasil, a expectativa é que o CADE aprofunde a análise e, se necessário, adote medidas regulatórias para garantir um ambiente mais justo e competitivo.

Com a crescente pressão de empresas concorrentes e o aumento da análise global sobre as responsabilidades das big techs na sociedade, o desfecho dessa disputa pode redefinir as regras do jogo no mercado digital brasileiro.

PEC da Segurança Pública: Lula busca ajustes e maior participação na segurança dos estados

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Foto: Pedro Guerreiro/Agência Pará

O presidente Lula (PT) afirmou nessa quinta-feira (20), em entrevista à Rádio Tupi FM, que o governo pretende reajustar a PEC da Segurança Pública com base nas considerações apresentadas pelos governadores na reunião realizada no ano passado. A proposta será encaminhada ao Congresso Nacional para apreciação, assim que as modificações forem concluídas.

Reestruturação da segurança pública

Segundo Lula, a PEC da Segurança Pública permitirá uma definição mais clara das responsabilidades de cada ente federativo na gestão da segurança. “Queremos reestruturar todo o sistema de segurança do país”, declarou o presidente, reforçando o compromisso do seu governo em ter uma participação mais ativa na segurança dos estados.

O objetivo do governo é garantir maior integração entre União, estados e municípios, alinhando as estratégias para combater a criminalidade de forma mais eficaz.

Entenda a PEC da Segurança Pública

Em 2023, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) elaborou a PEC da Segurança Pública com o objetivo de conferir status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), criado em 2018 por lei ordinária.

A proposta estabelece que a União tenha a responsabilidade de definir diretrizes gerais de política de segurança pública e defesa social, ampliando a autonomia do governo federal. Além disso, a PEC atualiza as competências da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), fortalecendo assim suas atribuições no combate ao crime organizado e às infrações de competência federal.