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Programa Desenrola Rural começa a valer nesta segunda-feira

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Fotos:Jaelson Lucas / AEN

O Programa Desenrola Rural passa a valer a partir desta segunda-feira (24). Sancionada pelo presidente Lula por meio do Decreto 12.381/2025, a iniciativa permitirá que agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais renegociem créditos em situação de inadimplência. Com isso, os beneficiários poderão ter acesso ao crédito rural e ampliar a oferta de alimentos saudáveis para a mesa dos brasileiros. Quanto maior a produção, maior a oferta e menores os preços.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, os descontos oferecidos pelo Desenrola Rural podem chegar a 96% do valor das dívidas. A renegociação é válida para débitos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e outras dívidas, como aquelas contraídas por meio de cartões e empréstimos em instituições financeiras, além do Crédito de Instalação e débitos já inscritos na Dívida Ativa da União (DAU), como impostos e outros tributos federais, desde que estejam inadimplentes há mais de um ano.

Agricultores familiares com pequenas pendências, como contas de água, luz ou telefone, não serão impedidos de obter novos créditos.

Como vai funcionar

Os inscritos na Dívida Ativa da União poderão acessar, a partir de 24/02, o site do Regularize com seu CPF e selecionar a opção “Consultar Dívida” para verificar as condições de pagamento.

  • Para dívidas do Pronaf ou outras adquiridas junto a bancos, o interessado deve procurar a instituição financeira responsável.
  • Para dívidas relacionadas ao Crédito de Instalação, a regularização pode ser feita diretamente no Incra ou pela plataforma Sala da Cidadania.
  • O interessado em aderir ao programa também pode buscar sindicatos, associações e entidades representativas para obter auxílio na renegociação.

Focus: Pela 19ª semana seguida, mercado eleva previsão de inflação para 2025

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Banco Central do Brasil publica o Boletim Focus nesta segunda (14)
Foto: Raphael Ribeiro/BCB

Os agentes de mercado elevaram pela 19ª semana consecutiva a previsão de inflação para 2025. Segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (24), a projeção é que o IPCA acumulado deste ano seja de 5,65%. A estimativa é consideravelmente superior ao teto da meta de inflação, de 4,5%.

Para o próximo ano, o mercado também elevou a projeção da inflação, ficando em 4,4%. É a 9ª semana consecutiva de alta na previsão do indicador segundo a pesquisa do Banco Central. Entretanto, caso a estimativa se confirme, a inflação ainda ficaria dentro do intervalo superior da meta definida.

As previsões de crescimento econômico para 2025 e 2026 foram mantidas, em relação a pesquisa da semana passada. Neste ano, o PIB deve ficar em 2%, e em 2026, 1,7%, de acordo com o Focus.

Ainda de acordo com o documento, o mercado projeta queda na dívida liquida do setor público em relação ao PIB. Segundo o mercado, o indicador deve ficar em 65,95%, frente aos 66,10 projetados na semana anterior. Para o resultado primário, o mercado mantém a projeção de déficit de 0,6% do PIB, pela 9ª semana seguida.

Análise: Lula e Bolsonaro enfrentam desgastes

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Foto: Reprodução

As duas principais lideranças políticas do país, o presidente Lula (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), passam por seus piores momentos e, por essa razão, antecipam as discussões em torno da sucessão de 2026.

De um lado, Lula está vendo sua popularidade atingir o patamar mais baixo desde que assumiu a Presidência da República pela primeira vez, em 2003.

Foto: Datafolha

De outro lado, Bolsonaro tem visto sua situação jurídica ficar ainda mais complicada após a apresentação de denúncia pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento em suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. A expectativa é de que a análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF) seja concluída até o fim do ano.

Para recuperar a popularidade, Lula aposta na melhora da comunicação do governo e em algumas medidas para estimular a economia, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, o vale-gás e o crédito consignado para o setor privado. Também torce para um crescimento maior da economia este ano, ao contrário das projeções realizadas pelo mercado.

Já Bolsonaro tem se voltado para o Congresso Nacional, na tentativa de viabilizar a aprovação da anistia para os envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília, o que também poderia beneficiá-lo. Aposta ainda em mudanças na Lei da Ficha Limpa, entre as quais a redução da inelegibilidade de oito para dois anos. Por ter sofrido uma condenação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente está inelegível até 2030.

Apesar das dificuldades enfrentadas por ambos, Lula e Bolsonaro continuam registrando os maiores índices de intenção de voto em relação a outros possíveis candidatos à Presidência, conforme mostram as pesquisas de opinião. Entretanto, começam a surgir especulações em torno de nomes alternativos para 2026.

No entorno de Lula, os debates a respeito de um possível sucessor são mais contidos. Mas os nomes de Fernando Haddad (Fazenda), Camilo Santana (Educação) e Jaques Wagner (senador) são lembrados. No campo bolsonarista, o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é o mais forte. Mas há outros, como o do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL).

Considerando o quadro atual, o mais provável é que Lula concorra (o PT não tem um nome melhor) e Bolsonaro tenha de buscar um nome para substituí-lo, dado que a chance de reversão de sua inelegibilidade é pequena.

Haddad descarta candidatura em 2026: “Já falei para Lula que não tenho intenção”

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou na última sexta-feira (21) que não pretende concorrer a nenhum cargo nas eleições de 2026. Em entrevista ao ICL Notícias, ele declarou já ter comunicado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sua decisão.

“Já falei para o presidente Lula que não tenho intenção de ser candidato no ano que vem”, afirmou Haddad, reforçando que seu foco está na condução da política econômica.

O ministro também destacou que Lula estará forte para a disputa presidencial. “Ele goza de muita saúde, está apto a governar o país e vai chegar competitivo”.

Cenário político e legado do PT

Haddad mencionou sua experiência em eleições anteriores, como a disputa presidencial de 2018, quando substituiu Lula, e a candidatura ao governo de São Paulo em 2022. Ele ressaltou que aceitou a missão de concorrer à presidência para defender o legado do Partido dos Trabalhadores (PT) e denunciar o que considerava irregularidades na Operação Lava Jato.

“Aquilo ficou gritante depois que vazaram todas aquelas mensagens, de que havia uma orquestração contra líderes políticos”, afirmou, referindo-se às conversas vazadas entre membros do Ministério Público e o então juiz Sergio Moro.

Críticas à Fazenda e defesa do governo

O ministro também comentou sobre uma reunião na Granja do Torto, onde aliados de Lula teriam discutido problemas na gestão econômica. Haddad, que estava em viagem ao Oriente Médio, minimizou os rumores de críticas à sua atuação:

“Não quero crer que na minha ausência alguém tenha feito críticas a mim numa reunião com o presidente Lula.”

Ele ainda ironizou polêmicas recentes, como a falsa informação de que a Fazenda estaria propondo taxação do Pix:

“Se essa for a crítica à Fazenda, estou bem na foto. Uma fake news de um moleque que, por acaso, é deputado, não pode abalar um governo.”

Ministra Cida Gonçalves será julgada hoje pela Comissão de Ética do Planalto

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Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP) analisará nesta segunda-feira (24) um processo envolvendo a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves. A investigação apura gravações que indicam que a ministra teria oferecido uma saída negociada antes de demitir uma ex-secretária da pasta, que, segundo denúncias de servidores, supostamente teria sido vítima de racismo no exercício do cargo.

As gravações, obtidas pelo Estadão, sugerem que o acordo incluía o aumento de repasses para entidades no Pará – estado da ex-secretária – e a busca de financiamento internacional para apoiar sua campanha eleitoral em 2026. Além disso, Cida Gonçalves teria cogitado realocar a ex-secretária em um cargo relacionado à COP-30, conferência climática da ONU que ocorrerá em Belém (PA), no mês de novembro.

Possíveis mudanças no governo

O caso levanta questionamentos sobre a conduta da ministra e o possível uso de recursos para fins políticos. Fontes do Palácio do Planalto indicam que Cida Gonçalves pode ser substituída na reforma ministerial.

A ministra entrou no cargo no primeiro dia do governo Lula, em janeiro de 2023, após a recriação do Ministério das Mulheres.

Análise: Quitação de restos a pagar pode destravar emendas

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O Senado Federal aprovou um projeto que permite ao governo quitar os chamados restos a pagar não processados. O PLP nº 22/25, apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso Nacional, estende até o fim de 2026 o prazo para o pagamento de recursos empenhados que não tenham sido liquidados entre 2019 e 2024. O texto inclui a permissão de pagamento de empenhos vigentes em dezembro de 2024 e cancelados.

O projeto foi apresentado como forma de tentar destravar o pagamento de emendas e outros empenhos. Restos a pagar não processados são despesas empenhadas, mas ainda não pagas até o fim do exercício financeiro ao qual pertenciam. Já o cancelamento ocorre quando uma despesa empenhada em um exercício não é liquidada dentro do prazo estabelecido. Caso não haja o desbloqueio até o fim do exercício financeiro, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) providencia o cancelamento do saldo desses restos a pagar.

O projeto estende justamente o prazo para a liquidação desses recursos não processados. Segundo o relatório apresentado pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), não é possível determinar com precisão o valor do impacto orçamentário e financeiro da proposta. Contudo, devido às restrições estabelecidas no substitutivo e às informações da STN, a projeção é de que o impacto seja, no máximo, de R$ 4,67 bilhões. O texto define ainda os tipos de despesas que poderão ser liquidadas, como empenhos em que o processo licitatório tenha sido iniciado, e proíbe o pagamento para obras e serviços que estejam sob investigação ou com indícios de irregularidades.

Por mais que os recursos não sejam liberados imediatamente, o projeto traz certa previsibilidade para deputados e senadores. O principal incômodo dos parlamentares com suspensões e não pagamentos desses recursos se dá pela quebra do compromisso firmado por eles com suas bases. De acordo com deputados e senadores consultados pela Arko, a liberação de emendas promete destravar o andamento das pautas do governo no Congresso, inclusive as prioridades econômicas do Executivo. Os recursos funcionam como uma moeda de troca, ou seja, são vistos por parlamentares como uma contrapartida ao apoio dado a essas pautas.

Além disso, com a aprovação do projeto na Câmara e a sanção pelo Executivo, as negociações entre o Legislativo e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino ganham mais fôlego para acontecer. Ainda não há previsão de deliberação do PLP na Câmara e o projeto não consta da pauta do plenário desta semana.

Crédito rural e regularização fundiária estão entre prioridades da nova presidência da CRA

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Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
O presidente recém-eleito da CRA (Comissão de Agricultura e Reforma Agrária) do Senado, Zequinha Marinho (Podemos-PA), definiu algumas pautas prioritárias para o colegiado debater neste ano. Entre as matérias destacadas, Zequinha listou como prioridades: a regularização fundiária (PL 2633/2020), o crédito rural (PL 1861/2022), o licenciamento ambiental (PL 2159/2021).
Atualmente, a comissão conta com 75 projetos que aguardam votação. O novo presidente também está focado em “limpar” a lista de projetos em tramitação, avançando na discussão deles.
  • Crédito Rural

Busca institucionalizar a modalidade de crédito rural no país, e fortalecer o uso dos recursos pela agricultura familiar. Segundo despacho da presidência do Senado, a matéria irá tramitar primeiro na CRA, e depois na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos). O relator da proposta na CRA é o senador Alan Rick (União-AC).
  • Regularização fundiária

O texto tramita simultaneamente na CRA e na CMA (Comissão de Meio Ambiente), e trata da regularização fundiária de terras da União ocupadas por proprietários rurais e assentados da reforma agrária. O projeto está sem andamento desde 2023, quando foram definidos os relatores em cada Comissão. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) relata na CMA, e o senador Marcos Rogério (PL-RO) na CRA.
  • Licenciamento ambiental

Flexibiliza normas para o licenciamento ambiental de atividades e empreendimentos que utilizam recursos ambientais. A matéria também tramita simultaneamente na CRA e na CMA, estando mais avançado no colegiado de Meio Ambiente. O senador Confúcio Moura (MDB-RO) é o relator da proposta na CMA e já apresentou o relatório da proposta. Já na CRA, o texto e relatado pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), mas ainda não teve andamento desde a definição da relatoria.
  • Recomposição de áreas degradadas

Nesta semana, o novo presidente da CRA apresentou no Senado o projeto (PL 514/2025) que altera a política agrícola brasileira e estabelece entre suas diretrizes o estímulo a conversão de pastagens degradadas em sistemas de produção agropecuários e florestais sustentáveis. A proposta modifica também um artigo da Lei nº 8.171/1991, dessa forma, estabelecendo que o crédito rural tenha condições favorecidas para projetos de recomposição de áreas degradadas.

Como será a semana – 24 a 28/2

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Como será a semana, agenda

Semana pré-carnaval, com atividade reduzida em Brasília. O principal evento é a reunião de conciliação conduzida pelo Supremo Tribunal Federal sobre as emendas parlamentares. A Câmara pode votar projeto de lei complementar (PLP) que resgata restos a pagar desde 2019 que tiverem sido cancelados em 2024.

AGENDA POLÍTICA DA SEMANA

Próxima semana
• O presidente do Lula (PT) pode anunciar duas indicações para o Superior Tribunal de
Justiça (STJ).

Segunda-feira (24/02)
• O presidente Lula participa de assinatura do primeiro contrato do Programa de
Renovação e Ampliação da Frota do Sistema Petrobras (TP 25), no Rio Grande do Sul.
• O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, viaja para Cidade do Cabo, na África
do Sul, para participar da reunião de Ministros da Fazenda e Presidentes de Bancos
Centrais do G20, bem como das Bimonthly Meetings, promovidas pelo Banco de
Compensações Internacionais – BIS. Ele retorna dia 3.
• A Confederação Nacional da Indústria divulga os resultados setoriais do Índice de
Confiança do Empresário Industrial (ICEI).

Terça-feira (25/02)

• A Câmara pode votar dois projetos para facilitar a exportação produtos de pequenas
empresas: o PL 4043/24, que reduz tributos para o pequeno exportador, e o PLP 167/24,
que facilita, para o pequeno empresário, a devolução de crédito de impostos já pagos de
produtos exportados. Os dois projetos são de autoria do Poder Executivo.
• A Câmara também pode votar projeto de lei complementar (PLP) que resgata restos a
pagar desde 2019 que tiverem sido cancelados em 2024.
• BTG Pactual promove CEO Conference com participação dos ministros da Fazenda,
Fernando Haddad, e de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
• IBGE divulga IPCA-15 de fevereiro.

Quarta-feira (26/02)

• O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma julgamento sobre a incidência do
Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) em operação de industrialização de
aço por encomenda.
• O Ministério do Trabalho e Emprego divulga dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) de janeiro

Quinta-feira (27/02)

• O presidente Lula participa do lançamento do Edital de Concessão do Túnel SantosGuarujá, em Santos (SP).
• Reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).
• O ministro do Supremo Tribunal Federal Flavio Dino promove audiência de conciliação
sobre emendas parlamentares com representantes da Advocacia-Geral da União (AGU),
do Senado, da Câmara dos Deputados, da Procuradoria-Geral da República (PGR), do PSol
(autor da ação) e do Tribunal de Contas da União (TCU).
• Prevista licitação da chamada Rota Agro Norte, que inclui o trecho da BR-364 entre Porto
Velho e Vilhena (RO), com obras estimadas em cerca de R$ 6,5 bilhões.
• O IBGE divulga dados do emprego (Pnad Contínua Mensal) no último trimestre encerrado
em janeiro.

Sexta-feira (28/02)

• Termina o prazo da Comissão de Conciliação do Supremo Tribunal Federal que busca um
acordo sobre a Lei do Marco Temporal.
• O Supremo Tribunal Federal julga, por meio do plenário virtual, denúncia contra os
deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa
(PL-SE) por suposto uso indevido de emendas parlamentares. O julgamento vai até o dia
11.
• O Banco Central divulga o resultado das contas do Setor Público em janeiro.

Sábado (01/03)

• O presidente Lula participa da posse do presidente do Uruguai, Yamandú Orsi.

Chefe do Exército previa ditadura de 30 anos, delata Mauro Cid

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O Comandante do Exército, Marco Freire Gomes, participa de cerimônia alusiva ao primeiro aniversário da Escola Superior de Defesa

O ex-ajudante de ordens Mauro Cid, em sua delação à Polícia Federal, revelou detalhes sobre a percepção dos então comandantes das Forças Armadas em 2022, diante da possibilidade de Jair Bolsonaro assinar uma minuta golpista para se manter no poder.

Segundo Cid, o então comandante do Exército, general Freire Gomes, alertou Bolsonaro de que um decreto para permanecer no cargo resultaria em um regime autoritário de “20, 30 anos”. O militar explicou que tal medida comprometeria a relação com a comunidade internacional, o funcionamento do Congresso Nacional e levaria o ex-presidente à prisão após deixar o governo.

“E o general falou: tudo que acontecer aqui vai ser um regime autoritário durante os próximos 20, 30 anos. O sr. manda fazer uma eleição, o sr. ganha uma eleição na força e aí como fica a comunidade internacional? O Congresso como é que vai ser? Em 2026 quando o sr. sair? Vai acabar o sr. vai estar preso no outro dia”, diz trecho do depoimento de Mauro Cid.

Posições dos comandantes militares

De acordo com Cid, Freire Gomes representava uma postura “intermediária”. Embora tivesse discordâncias sobre a vitória de Lula, reconhecia que não houve fraude e alertou Bolsonaro sobre as consequências de um golpe.

Já o então comandante da Marinha, Almir Garnier, teria afirmado que a frota estava pronta para agir, mas dependia do apoio do Exército para avançar com qualquer ação.

O comandante da Força Aérea Brasileira (FAB) à época, Carlos de Almeida Baptista Júnior, foi o mais enfático ao desaconselhar a iniciativa. Segundo Cid, ele disse a Bolsonaro:

“Presidente, o sr. entrou no jogo, o sr. quis jogar, o sr. perdeu. (…) o sr. tem que ir pra casa, o sr. tem que fazer oposição.”

Reação de Bolsonaro

Durante um evento do PL nesta quinta-feira (20) em Brasília, Bolsonaro minimizou as acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e ironizou o caso, chamando-o de “denúncia Disney”. Ele também disse:

“Desde 2019, [eu] articulava ao desacreditar o sistema eleitoral e dar um golpe. O golpe da Disney, porque eu tava lá com o Pato Donald e o Mickey.”

Imposto seletivo: disputa entre elétricos e biocombustíveis deve voltar

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Carro elétrico sendo carregado em ponto recarga em Brasília. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O governo deve enviar ao Congresso neste ano um projeto de lei para definir as alíquotas do Imposto Seletivo (IS), previsto na reforma tributária. O projeto deve reativar no Congresso a disputa entre as montadoras de carros elétricos e à combustão, já que a Lei Complementar 214/2025 prevê que o imposto incidirá sobre a venda de veículos. A maior parte dos critérios já está definida na Lei Complementar, mas o peso de cada item ficará a cargo do novo regramento.

Fontes ouvidas pela Arko no Congresso avaliam que a pressão do setor dos biocombustíveis e do agronegócio deve ser grande, e que a tendência atual é de que esses veículos tenham menos impostos do que aqueles totalmente elétricos. A análise é de que, por terem origem renovável, o etanol e o biodiesel podem ser privilegiados, em um contexto em que a energia elétrica no Brasil tem cada vez mais participação das usinas movidas a gás ou a carvão, que são combustíveis fósseis.

Além disso, o critério da “reciclabilidade veicular” e “reciclabilidade de materiais” deve ser usado para privilegiar os carros movidos a biocombustíveis, uma vez que o processo de reciclagem das baterias dos elétricos ainda não está totalmente desenvolvido.

Reforma Tributária: Veja o que falta ser definido pelo Congresso

Disputa no Congresso

A disputa entre as montadoras de carros elétricos e as montadoras de carros à combustão foi motivo de intensos debates no Congresso Nacional quando a regulamentação da reforma estava sendo discutida.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) demandava que veículos elétricos ou híbridos nacionais não fossem tributados com o Seletivo. Na impossibilidade de isenção, a associação defendia uma gradação de alíquotas. “A legislação deve acompanhar a evolução tecnológica, e os veículos que descarbonizam mais ou têm maior eficiência energética deveriam ter uma alíquota mais baixa, ou até mesmo serem isentos”, afirmou na época Márcio de Lima Leite, presidente da associação.

Critérios da tributação de veículos

De acordo com a lei que regulamentou a reforma tributária, as alíquotas do Imposto Seletivo sobre os veículos serão graduadas conforme o enquadramento nos seguintes critérios:

  • Potência do veículo;
  • Eficiência energética;
  • Desempenho estrutural e tecnologias assistivas à direção;
  • Reciclabilidade de materiais;
  • Pegada de carbono;
  • Densidade tecnológica;
  • Emissão de dióxido de carbono (eficiência energético-ambiental),considerado o ciclo do poço à roda;
  • Reciclabilidade veicular;
  • Realização de etapas fabris no País;
  • Categoria do veículo.