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Silveira anuncia decreto para endurecer regras do RenovaBio

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- Foto: Divulgação

O ministro Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), afirmou que o governo federal editará um decreto que altera a lei do RenovaBio. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (10) durante reunião com a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe).

A iniciativa endurece as penalidades para distribuidoras que não cumprem as metas do programa. Além disso, buscará assegura a repartição justa das receitas dos créditos de descarbonização (CBIOs) entre produtores de cana-de-açúcar e biocombustíveis. Por fim, proíbe a compra de combustíveis por distribuidores que descumprirem os mandatos de biocombustíveis.

Objetivos do RenovaBio

O RenovaBio é a Política Nacional de Biocombustíveis, instituída pela Lei nº 13.576/2017, com os seguintes objetivos:

– Fornecer uma importante contribuição para o cumprimento dos compromissos determinados pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris;
– Promover a adequada expansão dos biocombustíveis na matriz energética, com ênfase na regularidade do abastecimento de combustíveis;
– Assegurar previsibilidade para o mercado de combustíveis, induzindo ganhos de eficiência energética e de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa na produção, comercialização e uso de biocombustíveis.

O ministro falou ainda sobre a ampliação do uso do etanol no Brasil e a importância da transição energética para a economia do país. “Estamos avançando na regulamentação do E30, a mistura de etanol à gasolina a 30%, que representa mais eficiência energética e menor emissão de poluentes. Pernambuco tem uma das cadeias produtivas mais longevas do etanol no Brasil e será um protagonista nesse processo”, disse.

A regulamentação do E30 — um dos pilares do programa Combustível do Futuro (Lei 14.993/2024) — e o novo decreto do RenovaBio integram a estratégia do governo a fim de impulsionar os biocombustíveis e garantir um mercado mais transparente e competitivo.

Durante a visita ao estado, Silveira também falou sobre os investimentos do setor de energia em Pernambuco. Segundo o ministro, os valores devem somar R$ 14 bilhões até 2030 e gerar 100 mil empregos. Entre os projetos em andamento estão a construção da primeira indústria de e-metanol do Brasil, no Porto de Suape, bem como uma nova planta de biometano em Igarassu.

Em cinco anos, AGU recuperou R$ 244 bilhões aos cofres públicos

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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) recuperou um total de R$ 244,2 bilhões aos cofres públicos nos últimos cinco anos. O valor corresponde à recuperação de créditos tributários e não tributários, com efeito de uma melhora progressiva na Taxa de Sucesso Judicial da instituição. Portanto, entre 2020 e 2024, a arrecadação total registrou um crescimento de 129,18%, passando de R$ 30,5 bilhões para aproximadamente70 bilhões.

No mesmo período, a Taxa de Sucesso Judicial da AGU aumentou de 58,7% para 68,8%, indicando o percentual de vitórias da instituição em processos judiciais. Segundo o órgão, medidas que vêm sendo implementadas nos últimos anos pela gestão são responsáveis pelo sucesso. Dentre elas, ampliação do investimento em tecnologia da informação, assim como a adoção de novas diretrizes para atuação dos membros e servidores da instituição.

A maior parte do montante foi obtido em processos tributários, totalizando R$ 194 bilhões. Em 2024, a recuperação de créditos tributários realizada pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), referente a contribuintes inscritos na dívida ativa da União, alcançou R$ 58,2 bilhões. A dívida ativa consiste em um banco de dados que reúne todos os créditos públicos não quitados e devidos por pessoas físicas e jurídicas.

Já a recuperação de créditos não tributários ficou em R$ 11,7 bilhões no ano passado. Esses valores se referem, por exemplo, à cobrança de multas e débitos com a União, além de ações de ressarcimento ao erário e ações regressivas trabalhistas.

“Não vamos votar mais nada que taxe a população”, diz líder do Solidariedade

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Deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ). Foto: Yuri Alvetti/Câmara dos Deputados

O governo pode encontrar dificuldades para aprovar a reforma do imposto de renda, que deve tributar os lucros e dividendos. Segundo líder do Solidariedade, Aureo Ribeiro (RJ), o clima não é positivo para novas tributações. “Na concepção do Solidariedade, não vamos votar mais nada que taxe a população, que aumente impostos ou que caia na conta do contribuinte. As medidas que tinham de ser votadas já foram votadas”, disse.

Leia a entrevista completa:


O governo tem uma lista de prioridades com itens polêmicos, como a taxação de lucros de dividendos. Isso pode avançar na Câmara?

Acho que todas as medidas de taxação que a gente tinha que fazer a gente já fez. Demos dois anos de crédito ao ministro [da Fazenda] Fernando Haddad para votar as matérias, a fim de criar o ambiente necessário para uma economia forte, para que o país voltasse a gerar emprego, gerar renda, oportunidade para as pessoas. Votamos todas essas matérias. Então, na concepção do Solidariedade, não vamos votar mais nada que taxe a população, que aumente impostos ou que caia na conta do contribuinte. As medidas que tinham de ser votadas já foram votadas.

E a elevação da faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil deve avançar? Como compensar?

Acho que é uma proposta importantíssima e que precisa ser votada. Agora, o governo tem de apresentar como vai compensar. Mas o governo também não pode apertar, apertar, apertar e depois, na hora de fazer uma benéfica, querer compensar tirando mais de quem produz neste país. Ninguém aguenta mais pagar essa conta. Isso tem que ser proposto pelo governo, que precisa se entender internamente. Eles não conseguem ter união nas propostas prioritárias. Então, primeiro, o governo tem que fazer uma reunião, chamar todo mundo e alinhar as propostas a serem enviadas ao Congresso.

O governo apresentou suas propostas. E quais devem ser as prioridades da Câmara, na sua avaliação?

A ausência de algumas matérias na agenda do governo mostra uma desconexão com a sociedade. Vivemos um momento em que a criminalidade tem roubado os empregos, tem tirado o acesso à educação e tem aumentado o gasto público. Temos ambientes totalmente vulneráveis, bairros sendo esvaziados, um número muito grande de roubos e de furtos. Há também um ambiente de impunidade no Brasil: o cara é preso hoje e solto amanhã. Isso tira a credibilidade de qualquer governo. O governo criou o Ministério dos Povos Originários, o Ministério da Cultura, do qual eu sou defensor, o Ministério do Esporte, mas falta o Ministério da Segurança Pública. Será que isso não é importante? Então, defendo que a Câmara vote medidas claras e objetivas para a segurança pública.

COP30: presidência chama “mutirão” contra mudanças climáticas

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Embaixador Corrêa do Lago é secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do MRE. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Nesta segunda-feira (10), foi divulgada a Carta da Presidência da COP30 com um chamado global contra os impactos socioeconômicos das mudanças climáticas. O texto defende três princípios: o fortalecimento do multilateralismo, a conexão com a sociedade civil e os impactos no cotidiano dela, além da aceleração da implementação do Acordo de Paris.

A carta transmite à comunidade internacional as primeiras ideias da presidência brasileira e convoca países negociadores centrais e outros atores do setor público e privado para as negociações. “Precisamos ir além da Convenção do Clima e do Acordo de Paris”, destacou o presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, reforçando a importância de agora acelerar a implementação das medidas debatidas nas reuniões.

O presidente também destacou o papel do Brasil na liderança do “Mapa do Caminho de Baku a Belém para 1,3T”, juntamente com a presidência da COP29, para aumentar o financiamento para pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano até 2035. A saída dos Estados Unidos (EUA) do Acordo de Paris, válida a partir de 2026, e o estilo protecionista do governo de Donald Trump “terá grande impacto”.

Isso porque os EUA devem direcionar os recursos para outras finalidades, como defesa, o que pode impactar o financiamento climático. Segundo o embaixador, não é possível prever qual será a atuação do Trump nos próximos meses, mas as expectativas é de os norte-americanos participem ativamente das reuniões.

As circunstâncias podem impactar o financiamento, explicou o embaixador, já que no momento alguns dos maiores “doadores” mostram que vão drenar recursos para outras finalidades (a defesa, no caso da Europa) ou parecem não ter intenção de injetar dinheiro em clima (caso dos EUA).

Vale ressaltar que a carta também fala em um afastamento gradual dos combustíveis fósseis e da aceleração da transição energética global.

COP30

Em novembro de 2025, o estado do Pará, especificamente na cidade de Belém, receberá a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30). O evento é um encontro global anual que reúne governantes, estudiosos e representantes da sociedade civil para discutir as mudanças climáticas.

CMO pode votar orçamento em 19 de março

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Congresso Nacional
Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

Está marcada para a próxima quarta-feira (19) a votação do Projeto de Lei Orçamentária de 2025, na CMO (Comissão Mista de Orçamento). A data foi definida após um longo período de acordo e debates entre o presidente da CMO, deputado Júlio Arcoverde (PP-PI), e o relator do PLN 26/2024, senador Angelo Coronel (PSD-BA).

A nova data surge, após um impasse em torno das emendas parlamentares, que foi resolvido no final de fevereiro, momento em que o ministro Flávio Dino, do STF, homologou um plano de trabalho apresentado pelo Senado em conjunto com a Câmara dos Deputados e o Poder Executivo.

Com a decisão de Dino, agora o programa prevê medidas para aumentar a transparência e a rastreabilidade na execução das emendas parlamentares. Inicialmente era para a proposta orçamentaria ter sido votada em dezembro.

Agenda

No dia 18 de março há expectativa que seja feita a leitura do relatório final. Também há a previsão de uma reunião dos líderes partidários na comissão para esta terça-feira (11). Se aprovada no dia 19, na CMO, a proposta orçamentária precisa ir à votação em plenário no Congresso Nacional.

Agências e tribunais: Vacâncias possibilitam indicações estratégicas

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A vacância em cargos de autarquias federais pode garantir um respiro à governabilidade do presidente Lula (PT). Até 2026, 20 assentos estarão disponíveis em órgãos do Executivo para a indicação de nomes estratégicos de aliados do Planalto. Será o momento de sinalizar prioridades e articular compromissos políticos que serão importantes pavimentadores da trajetória para as eleições de 2026. As renovações ocorrerão no Executivo e no Judiciário, abrangendo desde agências reguladoras até órgãos como o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal de Contas da União (TCU), o Superior Tribunal Militar (STM) e o Banco Central do Brasil (BCB). Vacâncias possibilitam indicações estratégicas.

Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC)

O presidente Lula indicou para a presidência da Anac o atual diretor comercial da Infraero, Tiago Chagas Faierstein. Com isso, foi retirada a indicação anterior, de Tiago Pereira. Faierstein é indicado do provável novo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Também foi indicado ao cargo de diretor o brigadeiro do ar Rui Chagas Mesquita

Nome Cargo Término do Mandato
Vago Diretor-presidente
Ricardo Bisinotto Catanant Diretor 19/03/2025
Mariana Olivieri Caixeta Altoé Diretora 03/02/2025
Luiz Ricardo Nascimento Diretor 19/03/2026
Tiago Sousa Pereira Diretor 19/03/2026
Tiago Chagas Faierstein Diretor-presidente (Indicado)
Rui Chagas Mesquita Diretor (Indicado)

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)

O presidente Lula escolheu Leandro Pinheiro Safatle, do Ministério da Saúde, para ocupar o cargo de diretor-presidente da Anvisa. E indicou Daniela Marreco Cerqueira e Diogo Penha Soares para compor a diretoria da agência. 

Nome Cargo Término do Mandato
Vago Diretor-presidente
Daniel Meirelles Fernandes Pereira Diretor da 2ª e da 5ª Diretorias 24/07/2027
Danitza Passamai Rojas Buvinich Diretora da 3ª Diretoria Provisório
Leandro Pinheiro Safatle Diretor-presidente (Indicado)
Daniela Marreco Cerqueira Diretora da 2ª Diretoria (Indicado)
Diogo Penha Soares Diretor da 5ª Diretoria (Indicado)

Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)

Apesar de a Aneel ter uma vaga aberta e outra para abrir em maio, o pacote de indicações do presidente Lula não contemplou a agência. A chance de indicar um nome é disputada tanto pelo PT como por senadores. É ventilado o nome de Gentil Nogueira, atual secretário de Energia Elétrica do MME, para a composição da diretoria. Trata-se de uma indicação do próprio ministro Alexandre Silveira (PSD), que visa conquistar maioria no colegiado. O cargo, porém, também é demandado pelo MDB e pelo PT. Nos bastidores, as críticas ao modo de funcionamento da agência embaralham ainda mais o cenário. 

Nome Cargo Término do Mandato
Sandoval Feitosa Diretor-Geral 13/08/2027
Ricardo Lavorato Tili Diretor 24/05/2025
Fernando Mosna Diretor 13/08/2026
Agnes Maria da Costa Diretora 02/12/2028
Vago Diretor

Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL)

Outra agência com cadeiras vagas na diretoria é a Anatel. Circula nos bastidores o nome do gerente jurídico da Telebras, Edson Holanda, como indicado do ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União), para uma das vagas de conselheiro.

Nome Cargo Término do Mandato
Carlos Manuel Baigorri Presidente 04/11/2026
Alexandre Freire Conselheiro 04/11/2027
Vicente Bandeira Neto Conselheiro 04/11/2025
Vago Conselheiro
Vago Conselheiro

Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ)

Havia a expectativa de que o presidente Lula indicasse, no final de 2024, o substituto do diretor da Antaq, Eduardo Nery, cujo mandato chega ao fim em 18 de fevereiro. Existe articulação nos bastidores para que a vaga seja ocupada por Frederico Carvalho Dias, secretário-geral da presidência do TCU, hoje ocupada por Bruno Dantas.

Nome Cargo Término do Mandato
Eduardo Nery Machado Filho Diretor-Geral 18/02/2025

Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)

O presidente Lula indicou Guilherme Theo Rodrigues da Rocha Sampaio, atual diretor do órgão, para o cargo de diretor-geral. Sampaio, ex-chefe de gabinete da Confederação Nacional do Transporte (CNT), é aliado político do atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e do futuro presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Como Sampaio já ocupa cargo de diretoria, com a mudança de posição uma vaga nova se abre. 

Nome Cargo Término do Mandato
Rafael Vitale Rodrigues Diretor-Geral 18/02/2028
Lucas Asfor Rocha Lima Diretor 18/02/2028
Guilherme Theo Rodrigues da Rocha Sampaio Diretor 18/02/2026
Luciano Lourenço da Silva Diretor 18/02/2025
Felipe Fernandes Queiroz Diretor 18/02/2027
Guilherme Theo Rodrigues da Rocha Sampaio Diretor-Geral (Indicado)

Agência Nacional do Cinema (ANCINE)

O presidente Lula indicou Patrícia Barcelos para compor a diretoria da agência. Atualmente, Patrícia ocupa o cargo de diretora de Políticas de Educação Profissional e Tecnológica na Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC). 

Nome Cargo Término do Mandato
Alex Braga Muniz Diretor-Presidente 19/10/2026
Vinicius Clay Diretor 14/05/2026
Paulo Xavier Alcoforado Diretor 24/06/2027
Vago Diretor
Patrícia Barcelos Diretora (Indicado)
Vago Diretor substituto
Pietro Adamo Sampaio Mendes Diretor substituto (Indicado)
Artur Watt Neto Diretor-Geral (Indicado)

Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)

O presidente Lula indicou Larissa de Oliveira Rêgo, Cristiane Collet Battiston e Leonardo Góes Silva para posições na diretoria, que hoje tem três cargos vagos. 

Nome Cargo Término do Mandato
Veronica Sánchez da Cruz Rios Diretora-Presidente 15/01/2026
Ana Carolina Argolo Diretora 05/07/2026
Vago Diretor
Vago Diretor
Vago Diretor
Cristiane Collet Battiston Diretora (Indicado)
Larissa De Oliveira Rêgo Diretora (Indicado)
Leonardo Góes Silva Diretor (Indicado)

Agência Nacional de Mineração (ANM)

O presidente Lula apontou José Fernando de Mendonça Gomes Júnior para o cargo de diretorgeral. Próximo do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), Júnior é o atual presidente da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) e também já foi chefe da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) no estado. Ele é lembrando por ter ocupado o cargo de gerente de Relações Institucionais da mineradora Vale de 2006 a 2021, além de ter presidido o Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral). 

Nome Cargo Término do Mandato
Mauro Henrique Moreira Sousa Diretor-Geral 04/12/2026
Caio Mário Trivellato Seabra Filho Diretor 04/12/2026
Roger Romão Cabral Diretor 05/12/2025
Tasso Mendonça Junior Diretor 04/12/2025
Vago
José Fernando de Mendonça Gomes Júnior Diretor (Indicado)

 

Agências reguladoras

Até o fim do mandato, o presidente Lula terá direito à indicação de 22 nomes para a composição das agências reguladoras até 2026. Atualmente, mais da metade delas estão com diretorias incompletas, sendo que 12 das 13 autarquias contam com cadeiras vagas, ou porque ainda não
houve indicação do Palácio do Planalto ou porque o indicado aguarda a sabatina no Senado Federal.

As vacâncias prevalecem em meio ao cenário de insatisfação do Executivo e do Legislativo com a atuação das agências. Autoridades argumentam empoderamento político por parte das autarquias e coordenam iniciativas para aumentar o controle e a fiscalização sobre a sua atuação. Assentos vagos prejudicam a governança das agências, já que a formatação incompleta propicia situações de empate, adiando decisões importantes para a regulação dos setores Em dezembro, o presidente Lula (PT) submeteu ao Senado 17 indicações para cargos de direção em nove agências. Mas as indicações ainda precisarão ser avaliadas e aprovadas pelos senadores.

A disputa pelos tribunais

Dois assentos estão vagos no STJ após as aposentadorias das ministras Laurita Vaz, em outubro de 2023, e Assusete Magalhães, em janeiro de 2024. O tribunal encaminhou uma lista com seis nomes (três homens e três mulheres) para apreciação da Presidência da República.

Agora, cabe ao Planalto decidir os nomes que serão enviados ao Senado para sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Uma vez aprovados pela CCJ e pelo plenário do Senado, os indicados serão nomeados e empossados como ministros. O STJ é composto por 33 ministros e, atualmente, conta com apenas duas vacâncias, que são reservadas a candidatos da magistratura federal e do Ministério Público.

TCU no centro de negociações políticas

No TCU, os ministros Aroldo Cedraz e Augusto Nardes deverão se aposentar em 2026 e 2027, respectivamente, ao atingirem 75 anos, idade-limite para a aposentadoria compulsória na Corte de Contas. As duas vagas são indicações exclusivas da Câmara dos Deputados e já estão sendo discutidas nas tratativas para a sucessão da Casa.

No acordo para a sucessão do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), uma das cadeiras foi prometida ao PT em troca do apoio do partido para que Hugo Motta (Republicanos-PB) ocupe a presidência da Casa. Essa sinalização gerou uma disputa interna na sigla, que deve se decidir entre os deputados Gleisi Hoffmann (PT-PR), atual presidente do PT, e Odair Cunha (PT-MG), atual líder da bancada na Câmara. Mesmo com o acordo feito com Arthur Lira, o nome escolhido precisará passar pelo crivo da maioria do plenário.

STM: Mudança histórica

No STM, Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha se tornará a primeira mulher a assumir a presidência da autarquia, além de ser a única mulher entre os 15 ministros que compõem a Corte. Com 64 anos, ela deverá tomar posse em março de 2025, quando o ministro Francisco Joseli Parente Camel, atual presidente, assumirá a vice-presidência.

Guido Amin Naves, comandante militar do Sudeste, aguarda sabatina pelo Senado Federal. Se aprovado, ocupará, no fim de dezembro, o cargo do ministro Lúcio Mário de Barro Góes, que se aposentará ao completar 75 anos.

A corte do STM é composta por 15 ministros vitalícios, indicados pelo presidente da República e aprovados pelo Senado. Nos próximos meses, o presidente Lula deverá indicar mais um nome para integrar o órgão, que ainda possui uma vaga pendente.

Arko Conference será realizada em 28 de março

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Arko Conference 2023

A Arko Conference, promovida pela Galápagos Capital e pela Arko Advice, acontecerá no dia 28 de março na sede da Galápagos Capital, em São Paulo. O evento será restrito a sessenta convidados presenciais, mas será transmitido ao vivo pelos canais oficiais da Arko Advice e da Galápagos no YouTube, ampliando o acesso ao público interessado.

A conferência reunirá importantes nomes do cenário político e econômico do país. Entre os palestrantes confirmados estão:

André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF);
Jorge Messias, advogado-geral da União;
Pedro Lupion, deputado federal e líder da Frente Parlamentar da Agricultura;
Fernando Haddad, ministro da Fazenda;
Ciro Nogueira, senador e presidente do Partido Progressista (PP);
Gilberto Kassab, presidente do Partido Social Democrático (PSD);
Tarcísio de Freitas, governador do estado de São Paulo.

Além das palestras, o evento contará com painéis de discussão sobre os principais desafios econômicos e institucionais do Brasil em 2025, oferecendo uma plataforma valiosa para o debate de políticas públicas, governança e desenvolvimento econômico.

Os interessados em acompanhar a transmissão ao vivo poderão acessar os canais do YouTube da Arko Advice e da Galápagos Capital.

Comissão de Infraestrutura do Senado analisa PL que regula securitização

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A Comissão de Infraestrutura (CI) iniciará os trabalhos do ano na terça-feira (11), com 13 itens em pauta. Entre as matérias que serão analisadas, destaca-se o projeto de lei que regula a securitização de ativos ambientais, permitindo transformar créditos e direitos ambientais em recursos financeiros. O PL 3.433/2024 tem como objetivo incentivar o financiamento de empresas de infraestrutura que promovam inovações tecnológicas sustentáveis. A autoria é do senador Fernando Dueire (MFB-PE), e o relator da matéria, senador Fernando Farias (MDB-AL), incluiu emendas ao texto.

Segundo o projeto, poderão ser financiados, por meio da emissão e negociação de Certificados de Recebíveis Ambientais, projetos que atendam a critérios de sustentabilidade, com foco em reflorestamento, energia renovável e manejo sustentável de recursos naturais.

A proposição também estabelece que as empresas que desejam securitizar créditos ativos devem criar uma sociedade de propósito específico (SPE), a qual será a titular dos ativos e responsável pela emissão dos títulos.

Loteria

Outro projeto de autoria do senador Fernando Dueire é o PL 2.688/2024, que destina a arrecadação de um concurso anual da loteria de prognósticos numéricos ao Fundo Nacional para Calamidades Públicas, Proteção e Defesa Civil (Funcap). A proposta foi motivada pelas intensas chuvas que ocorreram no Rio Grande do Sul em 2024, resultando em uma grande calamidade pública com perdas humanas e danos bilionários.

Essa matéria também conta com a relatoria favorável de Fernando Farias, que acrescentou emendas, incluindo uma que determina que a arrecadação será destinada ao custeio de ações de resiliência em cidades e agrupamentos urbanos, com foco na preparação para eventos climáticos extremos.

Ministros

Presidida pelo senador Marcos Rogério (PL-RO), a CI terá, ainda, nove requerimentos em pauta, incluindo aqueles que propõem audiências públicas com os ministros de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e dos Transportes, Renan Filho.

Os requerimentos foram apresentados pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO) para que os ministros informem seus planos de trabalho para os próximos dois anos.

Os senadores Marcos Rogério e Jaime Bagattoli (PL-RO) também apresentaram requerimentos relacionados à BR-364, em Rondônia. O primeiro solicita uma audiência pública para discutir o processo licitatório de concessão da rodovia, enquanto o segundo requer ao Tribunal de Contas da União (TCU) a realização de inspeções e auditoria contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial sobre o processo licitatório.

 

Governadores de direita miram 2026

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Três governadores alinhados à direita são citados como alternativas presidenciais: Ratinho Júnior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Os três têm apostado em privatizações para criar uma agenda favorável ao mercado e atrair os segmentos mais moderados da direita. Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Quaest, em dezembro de 2024, revelou que Ratinho, Zema, Tarcísio e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), são bem avaliados em seus estados (ver tabela abaixo). Esse capital político pode impulsionar suas ambições em nível nacional, além de consolidar suas posições como cabos eleitorais para eleger seus sucessores nos estados.

Análise: O labirinto da oposição

Romeu Zema

Desde 2019, quando iniciou seu primeiro mandato em Minas Gerais, Romeu Zema tem buscado privatizar estatais, mas sem sucesso. Ele chegou a propor a venda da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), porém o projeto foi arquivado pela Assembleia Legislativa do estado.

No mesmo ano, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) concluiu, em seu relatório final, que a gestão Zema contribuiu para o enfraquecimento da companhia, com o objetivo de facilitar sua privatização, o que gerou resistência aos movimentos em defesa da desestatização da empresa. Apesar dos obstáculos, recentemente Zema enviou à Assembleia propostas de venda da Cemig e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), mas essas propostas não foram bem recebidas pelos parlamentares governistas.

Para privatizar as empresas estatais em Minas Gerais, o governo precisaria de um referendo, pois a Constituição exige consulta pública antes da venda. Desde o ano passado, o governo tenta aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para retirar essa exigência, mas a PEC está emperrada na Assembleia. No Paraná, o governador Ratinho Júnior também enfrenta dificuldades para avançar com as privatizações. Embora tenha conseguido privatizar a Companhia Paraense de Energia (Copel) e aprovar a venda da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), a terceirização de escolas ainda não avançou. Embora tenha sido aprovada pela Assembleia, a proposta depende de uma consulta pública à população sobre quais unidades serão transferidas para entidades privadas e também de uma investigação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR).

Tarcísio de Freitas

Em São Paulo, Tarcísio de Freitas tem avançado nas privatizações. Neste ano, seu governo concluiu a venda de 32% da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), arrecadando R$ 14,8 bilhões. Além disso, vendeu o controle da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), arrecadando mais de R$ 1,04 bilhão. O governo paulista também avançou em concessões, como o Trem Intercidades São Paulo-Campinas e o lote de rodovias do litoral paulista. Apesar da oposição de setores da esquerda, alguns governadores têm conseguido avançar na agenda de privatizações, modernizando estatais e gerando recursos para os cofres públicos. Essa agenda tem ajudado os governadores a manter a popularidade e a fortalecer seus projetos para 2026.

Ratinho Júnior

Ratinho, por sua vez, é um nome popular no Paraná, mas depende da decisão do PSD em apoiar uma candidatura própria. Embora o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tenha afirmado que Ratinho será o candidato a presidente, a resistência nos estados onde o partido mantém proximidade com o governo Lula pode representar um obstáculo. Já Zema, embora governe o segundo maior estado do país, está filiado a um partido com estrutura partidária fraca e sem acesso garantido ao tempo de TV, o que pode dificultar seus planos de uma candidatura presidencial. Portanto, apesar do bom desempenho dos governadores e do potencial para liderar um movimento de renovação na direita, o ano de 2025 promete ser complexo para todos eles.

Desafios para os governadores

No entanto, esses governadores enfrentam desafios. Ronaldo Caiado, por exemplo, foi condenado por abuso de poder político e perdeu seus direitos políticos por oito anos, após decisão liminar da Justiça Eleitoral de Goiás. Embora ainda caiba recurso ao TRE-GO e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Caiado terá de lidar com essa pendência jurídica e política. Ratinho Júnior, apesar de ser apontado como um potencial presidenciável pelo PSD, provavelmente não contará com o apoio do bolsonarismo, já que o PL tende a lançar uma candidatura própria. Ainda assim, Ratinho poderá ser uma aposta do PSD, caso o partido decida lançar um candidato em 2026.

Romeu Zema, em Minas Gerais, também enfrenta dificuldades em sua relação com o bolsonarismo. Após lançar o vice-governador, Mateus Simões (Novo), como pré-candidato ao Palácio da Liberdade, a aliança com o bolsonarismo local pode ser rompida, com o apoio a nomes como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ou o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) para o governo mineiro. Nesse cenário, Zema dificilmente será o candidato bolsonarista à Presidência, embora permaneça uma figura importante em uma possível composição de candidaturas na direita, considerando sua liderança no segundo maior estado do país.

Embora Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Romeu Zema sejam protagonistas no cenário de 2026, o contexto é marcado por incertezas. Com Jair Bolsonaro ainda insistindo em ser candidato, apesar de sua inelegibilidade, Tarcísio terá dificuldades para avançar na construção de um projeto nacional. No final de 2024, ele afirmou ser pré-candidato à reeleição em São Paulo. Caiado também enfrenta problemas jurídicos e políticos, já que está inelegível no momento. Mesmo que recorra da decisão, sua situação pode gerar divisões dentro do União Brasil, especialmente com a possível candidatura presidencial do empresário Pablo Marçal (PRTB).

Código eleitoral será discutido em Comissão Especial

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Câmara dos Deputados
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil/ARQUIVO

A Câmara deve instaurar uma Comissão Especial para tratar do PL 9212/2017 que institui o voto distrital misto nas eleições proporcionais, que elegem os deputados federais. Porém, ainda não há data definida para a instalação. No ano de 2017, o PL foi aprovado no Senado.

A matéria debatida é de autoria do ex-senador José Serra e desde o ano de 2017 tramita na Câmara. A ideia é alterar a regra para eleger deputados federais, estaduais, distritais e vereadores. Atualmente, o sistema proporcional seria alterado para o distrital misto, que combina regras do voto distrital (majoritário) com o voto em listas fechadas (proporcional).

“Ficou decida a criação de uma comissão especial, com amplo debate sobre a proposta. Ela deve ser criada pelo presidente [da Câmara] nos próximos dias”, comentou o líder do PSD, Antonio Brito.

O que é o sistema distrital misto

O esquema distrital misto, discutido no projeto, pretende combinar dois sistemas: metade das vagas seria preenchida pelo sistema distrital, quando a cadeira vai para quem tem mais votos no. A outra metade seria definida pelo sistema proporcional, em que as cadeiras são distribuídas conforme a proporção de votos recebidos.

Em um estado com nove cadeiras de deputado federal, por exemplo, quatro serão escolhidos na modalidade do voto distrital. Os distritos seriam demarcados pela Justiça Eleitoral de acordo com o número de habitantes.