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Análise: O que dizem as festas de aniversário de Dirceu e Barroso

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Duas festas de aniversário animaram a noite dos políticos em Brasília neste 11 de março. De um lado, José Dirceu (PT), ex-ministro e estrategista petista, continua sendo uma figura central no campo político, mantendo forte influência entre militantes e articuladores do governo. Sua festa foi quase um termômetro da força do PT nos bastidores, demonstrando que, apesar de estar oficialmente fora da linha de frente, sua presença ainda mobiliza a elite política.

Por outro lado, o evento de Luís Roberto Barroso reuniu a nata do mundo jurídico, reforçando o papel do STF como um dos principais centros de poder no Brasil atual. A presença de ministros da Suprema Corte e do STJ, além de advogados influentes e líderes do Senado, simboliza a importância da corte nas decisões políticas e institucionais do país. O prestígio de Barroso dentro dessa elite jurídica e política reflete o protagonismo que o STF assumiu nos últimos anos, em meio a crises institucionais e disputas de poder.

Moraes é recebido com festa

A saudação efusiva a Alexandre de Moraes por Randolfe Rodrigues na festa de Barroso é outro detalhe significativo. Moraes tornou-se uma das figuras mais centrais do embate político-jurídico recente, principalmente no enfrentamento ao bolsonarismo. O gesto de Randolfe, aliado próximo de Lula, indica que o governo mantém laços estreitos com ministros do STF, reforçando a influência mútua entre Executivo e Judiciário.

Esses eventos mostram que, mesmo em momentos de descontração, Brasília continua sendo um tabuleiro de xadrez onde alianças são reafirmadas e poderes se cruzam.

Setor do aço alega que diagnóstico dos EUA está equivocado, diz Haddad

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Foto: Agência CNI

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), se reuniu na manhã desta quarta-feira (12) com representantes da indústria do aço. Após o encontro, o ministro afirmou que o setor avalia que o diagnóstico do governo dos Estados Unidos está equivocado.

Haddad disse ainda que o setor apresentou sugestões de medidas de negociação para as exportações nacionais, além de medidas de defesa nacional para importações. O ministro afirmou que o governo irá avaliar as sugestões.

Indústria defende medidas protecionistas

Em nota publicada sobre a decisão dos Estados Unidos, o Instituto Aço Brasil ressaltou que “o mercado brasileiro também vem sendo assolado pelo aumento expressivo de importações de países que praticam concorrência predatória, especialmente a China”.

A entidade explica, então, que esse foi o motivo de solicitarem ao governo a implementação de medida de defesa comercial. Atualmente, está em vigência o regime de cota-tarifa para 9 NCMs (Nomenclatura Comum do Mercosul) de produtos de aço. “Assim, ao contrário do alegado na proclamação do governo americano de 10 de fevereiro, inexiste qualquer possibilidade de ocorrer, no Brasil, circunvenção para os Estados Unidos de produtos de aço oriundos de terceiros países”, concluem.

Na avaliação do ministro da Fazenda, os argumentos do setor são consistentes, e completou que a sobretaxação não é boa sequer para a industria americana.

Inflação cresce 1,31% em fevereiro, aponta IBGE

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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registrou o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), medidor oficial da inflação no país, em 1,31% em fevereiro. Dessa forma, o índice acumulado neste ano chegou a 1,47%, e está em 5,06% no acumulado dos últimos doze meses. A inflação deste mês ficou 1,15 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de janeiro.

O Instituto aponta que o aumento de 16,80% na energia elétrica influenciou principalmente a alta da inflação, impactando o índice em 0,56 ponto percentual (p.p.).

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, a maior variação foi registrada pelo grupo Educação, com alta de 4,70%. Em seguida, o grupo de Habitação, que cresceu 4,44%, responsável pelo maior impacto no índice do mês. Destacam-se, também, as altas nos grupos Alimentação e bebidas, de 0,70%, e Transportes, com 0,61%. Juntos, os quatro grupos respondem por 92% do IPCA de fevereiro.

No grupo Habitação, a energia elétrica residencial foi o subitem com o maior impacto positivo no índice, após a queda observada em janeiro, em função da incorporação do Bônus de Itaipu. Também no grupo de Habitação, o resultado da taxa de água e esgoto, que teve alta de 0,14%, reflete os reajustes de 6,84% nas tarifas em Campo Grande, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Já no grupo de alimentos e bebidas, a alimentação no domicílio subiu 0,79% em fevereiro, mostrando uma desaceleração em relação a janeiro. Segundo o IBGE, as altas no preço do ovo de galinha e do café influenciaram o crescimento. Em contrapartida, a batata, o arroz e o leite registraram queda nos preços.

 

Análise: Para reverter a baixa popularidade, Lula tem agenda rotineira com Sidônio

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

Desde que Sidônio Palmeira assumiu a Secretaria de Comunicação Social (Secom), em 14 de janeiro, houve uma mudança no status do chefe da Secom. Até então um cargo de gerência das contas institucionais do governo, o posto tornou-se estratégico, elevando o prestígio do chefe da Secom a ministro de primeira linha. Um levantamento feito pela Arko Advice apontou que, em 23 dias com agenda em Brasília, o presidente Lula (PT) teve, pelo menos, 25 encontros com o marqueteiro, uma média de mais de um encontro diário. O recorte vai desde quando Sidônio assumiu o posto até o feriado do Carnaval.

Essa agenda requisitada do marqueteiro se dá porque o presidente Lula tem buscado uma reestruturação profunda em sua comunicação, sobretudo no campo digital. A mudança não se resume à atualização das estratégias de mídia, refletindo um reposicionamento político e estratégico com o objetivo de reverter a baixa popularidade do presidente, especialmente nas redes sociais, onde a disputa por narrativas políticas se intensificou.

A mudança de postura também se deve à necessidade de enfrentar o crescimento das forças bolsonaristas nas redes sociais. Um exemplo da atuação do marqueteiro no combate à oposição foi o gerenciamento da crise gerada pelo vídeo do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre mudança no Pix. Nos bastidores, especula-se que a sugestão de recuar tenha partido de Sidônio.

O novo rumo da comunicação de Lula

Sidônio tem projetado uma comunicação mais jovem e dinâmica nas redes sociais. A escolha por plataformas como Instagram e TikTok, populares entre o público jovem, revela a tentativa de o governo não só se adaptar aos novos tempos, como também se reconectar com as gerações mais engajadas nas discussões digitais. Um exemplo emblemático dessa estratégia foi a adoção dos bonés, que deram espaço à campanha “O Brasil é dos brasileiros”, uma resposta ao mesmo acessório usado por alguns políticos de direita com o slogan trumpista “Make America Great Again”.

Sidônio também implementou mudanças significativas na estrutura da Secom, nomeando pessoas ligadas à comunicação digital do prefeito de Recife, João Campos (PSB). À época, Sidônio classificou essa nova fase como uma busca por uma comunicação mais espontânea, menos polida e mais autêntica, quebrando as formalidades típicas da comunicação governamental.

No entanto, para que esse tipo de estratégia seja bem-sucedido, será necessário equilibrar a informalidade com a clareza e a profundidade das mensagens políticas, sem perder a credibilidade perante os mais críticos.

Câmara e do Senado buscam acordo para liberar emendas e votar orçamento

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Reunião de líderes partidários para discutir o relatório final do senador Angelo Coronel (PSD-BA) ao projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O relator do orçamento de 2025, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), se reuniu nesta terça-feira (11/03) com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tentar destravar a votação do PLOA 2025 (Projeto de Lei Orçamentária Anual) na quinta-feira da próxima semana (20).

O processo está travado porque a decisão do ministro do STF Flávio Dino liberou as emendas parlamentares, mas demandou a mudança de procedimentos do Legislativo. Para adequar o procedimento, uma sessão do Congresso Nacional deverá ser convocada para esta quinta-feira (13) para oficializar as novas regras.

Porém, os parlamentares também atuam para manter nas lideranças partidárias a decisão sobre a destinação de emendas. Com o fim das emendas de relator, a maior parte dos recursos acabou concentrada nas comissões. Para que o controle das emendas ainda precise passar pelos líderes partidários, é articulada uma resolução que dá poder para que eles substituam os indicados para as presidências das comissões a qualquer momento. A substituição já é possível com os demais membros dos colegiados.

Além disso, antes de votar o orçamento, os parlamentares querem analisar o projeto que desbloqueia recursos dos restos a pagar (PLP 22/25). No pacote, estão emendas parlamentares canceladas nos últimos anos.

CMA aprova requerimento para acompanhar preparativos da COP30

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Roni Moreira/Ag Pará

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (11), requerimento para a criação de Subcomissão Temporária, com o objetivo de acompanhar os preparativos para realização da COP 30, na cidade de Belém (PA). De acordo com o requerimento, a Subcomissão Temporária será composta por sete membros titulares e igual número de suplentes, e terá um prazo de funcionamento de 300 dias.

Durante a semana passada, o embaixador André Correa do Lago, declarou nesta quarta-feira (5), que a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA), deve representar uma transição decisiva da fase de negociação para esforços efetivos na ação e implementação.

O embaixador ainda afirmou que espera que a COP30 possa fornecer um impulso decisivo em três dimensões: proteger e expandir o legado institucional da Convenção do Clima, conectar as negociações e decisões políticas à vida real e acelerar a implementação do Acordo de Paris através de soluções estruturais e de iniciativas que vão além da ação climática multilateral, incluindo governança global e arquitetura financeira.

 

Marcos Rogério defende ampliação da infraestrutura do setor elétrico

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Presidente da CI, senador Marcos Rogério (PL-RO), em pronunciamento. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado.

Nesta terça-feira (11), o presidente da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), senador Marcos Rogério (PL/RO), afirmou que o setor elétrico tem chances de vivenciar um estrangulamento, tendo em vista o aumento de produção de energia perante a falta de infraestrutura para comportar a matriz diversificada brasileira. Segundo ele, não houve, até o momento, planejamento e projetos estruturantes vindos do Ministério de Minas e Energia (MME).

De acordo com o presidente, o governo age de forma contraditória por, primeiro, estimular medidas renováveis, mas depois taxar carros elétricos e placas solares, por exemplo. “O Brasil está vivendo um período de revisão da sua cultura de estímulo às renováveis”, destacou.

Na opinião dele, os problemas do setor elétrico devem ser analisados em conjunto, sobretudo olhando para a infraestrutura. “A questão é encontrar um meio para equacionar. Do jeito que está hoje não está bom para ninguém”, reforçou. “O Brasil tem que conciliar a agenda ambiental com o desenvolvimento de políticas eficientes”.

Na sexta-feira (6), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), deu uma nova previsão do envio do projeto de reforma do setor elétrico ao Congresso Nacional. O novo prazo é da apresentação acontecer nos próximos 60 dias.

CMA: Marina é convidada para explicar prioridades do ministério

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Marina Silva
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (11), um requerimento para convidar a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), para prestar informações sobre as metas e prioridades da pasta para o ano de 2025. A data para o encontro ainda não foi definida.

O presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou durante comissão que a participação de ministra é uma oportunidade para mostrar os planos e avanços da pasta e esclarecer à sociedade os desafios enfrentados na implementação das políticas públicas voltadas à preservação ambiental.

Marina terá desafios principalmente quando o assunto é participação do Brasil na COP 30. O evento ratifica o papel do país como protagonista nas discussões globais sobre clima e sustentabilidade e destaca a necessidade de ações coletivas para mitigar os efeitos do aquecimento global.

 

Análise: Relação difícil com o agro dificulta mudança na Agricultura

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Os ministros do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e da Agricultura, Carlos Fávaro
Os ministros do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e da Agricultura, Carlos Fávaro, durante evento comemorativo ao Dia Mundial da Alimentação e lançamento dos planos nacionais de abastecimento alimentar e de agroecologia e produção orgânica. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mesmo com a continuidade das negociações, a Reforma Ministerial do governo Lula enfrenta dificuldades, em especial na relação com o agronegócio. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), viu sua posição fragilizada após uma série de decisões do governo que não agradaram ao setor.

O fator mais recente de atrito foi a decisão de zerar impostos de importação para produtos da agricultura e pecuária com produção nacional, como milho, óleo de girassol, café, carnes e açúcar. Apesar de o objetivo anunciado ser a contenção da inflação no preço dos alimentos, membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) interpretaram a decisão como uma forma de pressionar os produtores brasileiros a reduzir preços. Isso porque, segundo o grupo, não há escassez de oferta interna.

O desconforto, porém, vem de embates anteriores. De forma semelhante, o governo autorizou a importação de arroz, em meio às enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024. A medida, ainda que envolta na ideia de uma compra emergencial, não foi bem recebida pelos produtores, que, naquele momento, já tinham colhido 80% da produção. A situação foi agravada com o congelamento da liberação de recursos do Plano Safra, que libera crédito para a agricultura, que o governo colocou na conta da falta de aprovação do Orçamento de 2025. Outro ponto de atrito ocorreu em fevereiro, quando o governo congelou o aumento da mistura de biodiesel, frustrando os produtores de soja.

A possível substituição de Fávaro, no entanto, esbarra na falta de um nome de consenso e na dificuldade efetiva de se resolver a relação – adiantaria apenas mudar o ministro? questionam os parlamentares. Entre os cotados, esteve o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que negou à Arko a possibilidade de assumir o cargo. O afastamento do Progressistas do governo dificulta esse arranjo. Outro nome considerado foi o do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que também negou qualquer convite para assumir o cargo.

Mesmo com o desgaste, a FPA diz manter o diálogo com o Planalto e com o Ministério da Agricultura, indicando que não rompeu completamente a relação. No entanto, como alertou o ex-presidente da bancada, Sérgio Souza (MDB-PR), em entrevista recente ao Política Brasileira, caso as demandas do setor continuem sendo ignoradas, o grupo avalia bloquear as pautas do governo. Diante da possibilidade de encontrar dificuldades com a bancada mais forte do Congresso, o Palácio do Planalto precisará encontrar um equilíbrio se quiser avançar com sua agenda legislativa prioritária.

Balança comercial brasileira tem déficit de US$ 324 milhões em fevereiro

Gleisi Hoffmann e Alexandre Padilha tomam posse como ministros

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de transmissões de cargos e posses do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da Ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Palácio do Planalto, Brasília - DF Foto: Ricardo Stuckert / PR

Em cerimônia realizada no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (10), Alexandre Padilha (PT) assumiu o Ministério da Saúde, enquanto Gleisi Hoffmann (PT) tomou posse como ministra da Secretaria de Relações Institucionais.

Em seu discurso, Gleisi afirmou que pretende manter uma relação respeitosa, franca e solidária com os presidentes da Câmara e do Senado. Para ela, o trabalho conjunto deve garantir a consolidação de uma base de apoio estável já na votação do Orçamento de 2025, permitindo avanços na agenda legislativa deste ano.

Entre as prioridades, a ministra destacou a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. “Essa medida vai beneficiar milhões de brasileiras e brasileiros, com absoluta neutralidade fiscal”, declarou.

Gleisi tem um perfil combativo e um discurso fortemente alinhado à esquerda. Sua nomeação foi recebida com ceticismo entre parlamentares de outros partidos, que esperam um ajuste de tom para que ela possa comandar a articulação política de forma eficaz. Internamente, a escolha é vista como uma recompensa pelo trabalho dela na presidência do PT nos últimos anos, além de uma tentativa de reequilibrar a presença feminina no governo, reduzida após ajustes anteriores.

Já Alexandre Padilha, que antes comandava a Secretaria de Relações Institucionais, afirmou que sua prioridade no Ministério da Saúde será reduzir o tempo de espera para quem precisa de atendimento especializado no país. Segundo ele, não há solução mágica para um gargalo que se arrasta há décadas e que se agravou com a pandemia.

Nísia deixa o Ministério da Saúde

Em seu discurso de despedida, a ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade, fez um balanço de seus dois anos à frente da pasta. Ela afirmou que assumiu o ministério em um cenário de desmonte e destacou os esforços para reconstruir programas que foram marcas das gestões do presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff.

Nísia também denunciou ter sido alvo de ataques machistas durante sua gestão. “Não posso esquecer que, durante os 25 meses em que fui ministra, houve uma campanha sistemática e misógina para desvalorizar meu trabalho, minha capacidade e minha idoneidade. Não aceito e acho que não devemos aceitar como natural um comportamento político dessa natureza”, declarou.