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Em primeiro teste como ministra, Gleisi articula vitória para o governo no Orçamento 2025

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Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman (PT), teve o primeiro teste a frente do cargo com a votação da LOA 2025 (Lei Orçamentária Anual). Na articulação política, ela foi responsável por uma importante vitória para o governo dentro da peça orçamentária, em relação aos créditos suplementares. Esses créditos são um tipo de ferramenta que o Executivo possui para reforçar alguma despesa do orçamento público.

Inicialmente, o texto indicava que para a suplementação orçamentária, poderiam ser utilizados recursos de anulação de verbas. Contudo, limitados a 10% do valor objeto anulado, no caso de despesas discricionárias. Entretanto, a regra limitaria de forma significativa os remanejamentos do governo ao longo do exercício.

Após telefonemas para autoridades parlamentares, como Hugo Motta (Republicanos-PB) e Randolfe Rodrigues (PT-AP), a ministra obteve a ponte que precisava para convencer o relator do orçamento, senador Angelo Coronel (PSD-BA), a promover a alteração. No fim, o texto aprovado permite que o cancelamento entre 25% e 30% do valor objeto da anulação, para abertura de crédito suplementar, a depender do tipo de despesa.

Vale ressaltar ainda que o governo deve utilizar a ferramenta de suplementação orçamentária de forma relevante ao longo de 2025. Isso porque o Executivo também conseguiu ampliar a lista dos casos que poderá abrir crédito suplementar, como é o caso do Pé-de-Meia, por exemplo. Recursos para COP 30, para a presidência do Brasil no Brics, além de subvenções economicas, também poderão ter suplementação.

Elogios públicos à articulação política

O trabalho da ministra foi reconhecido ainda pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Ainda no púlpito, Alcolumbre agradeceu “a atores importantes do Poder Executivo”.

“A ministra construiu um entendimento maduro e honesto com o Congresso Nacional, mostrando onde o Executivo e o governo poderiam ceder na construção desta peça orçamentária, que pudesse privilegiar o parlamento brasileiro, as obras estruturantes do governo federal. Mas ao tempo, reconheceu a todo instante, a importência do parlamento brasileiro participar efetivamente da construção do orçamento do Brasil”.

BNDES aprova 10 bilhões de reais para o Fundo Clima

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou mais de R$ 10 bilhões de crédito para financiamentos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, o chamado Fundo Clima.

  • Sudeste: R$ 4,1 bilhões
  • Centro-Oeste: R$ 2 bilhões
  • Nordeste: R$ 1,8 bilhão
  • Sul: R$ 1,6 bilhão
  • Norte: R$ 460 milhões

Segundo o banco, no somatório das regiões, o aporte de recursos em 2024 foi “quase dez vezes superior” ao registrado em 2022. Na comparação dos dois períodos (2022 e 2024), o Nordeste foi a região onde o volume de recursos mais cresceu proporcionalmente. Em 2024, o total de recursos aprovados – R$ 1,8 bilhão – foi 36 vezes superior ao registrado em 2022 (R$ 51 milhões).

No Nordeste, os recursos do Fundo Clima servirão para a expansão de projetos de fontes renováveis de energia, como eólica e solar, gerando mais 450 megawatts (MW) ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

“O Fundo Clima nos permite aprofundar essa estratégia de fortalecimento da economia verde, da descarbonização e da sustentabilidade ambiental, principalmente neste cenário de crescimento global do negacionismo climático”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ao apresentar o resultado.

Senado debate em audiência projeto sobre devedor contumaz

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devedores contumazes
Moeda Nacional, Real, Dinheiro, notas de real

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 164/22 propõe a criação de normas gerais para identificar e controlar devedores contumazes, ou seja, aqueles que deixam de pagar tributos de forma sistemática e injustificada, com o objetivo de evitar desequilíbrios na concorrência entre empresas. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve debater o tema em audiência pública nesta terça-feira (25).

O texto estabelece uma série de medidas para o controle dos devedores contumazes, incluindo regimes especiais de fiscalização e tributação, além da possibilidade de responsabilização de terceiros.

O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), relator da proposta, considera devedor contumaz quem deve mais de 15 milhões de reais, ou 30% do faturamento do ano anterior, desde que esse valor seja igual ou superior a um milhão de reais, e a inadimplência persista por mais de um ano. Para essa caracterização, a inadimplência será considerada injustificada quando não houver motivo plausível.

A audiência pública contará com representantes do Governo Federal, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), da indústria e do setor de combustíveis.

De acordo com o requerimento apresentado pelo senador Veneziano, os convidados para participar do debate na CCJ são:

  • Representante do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
  • Representante do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom).
  • Representante do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP).
  • Presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), Alexandre Cordeiro Macedo.
  • Igor Nascimento de Souza, membro da Diretoria Jurídica da FIESP e vice-presidente do Comitê de Investimento do FI-FGTS.

Esse projeto também está entre as 25 propostas apresentadas ao Legislativo pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Servidores do Meio Ambiente rebatem Silveira e defendem presidente do Ibama

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Rodrigo Agostinho, presidente do Ibama. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Os servidores do meio ambiente do governo federal criticaram publicamente o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, após suas declarações sobre o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho. Em nota divulgada na última quinta-feira (20), a Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema) afirmou que o processo de licenciamento ambiental da Petrobras na Foz do Amazonas deve seguir critérios técnicos, sem interferências políticas.

A reação veio depois de Silveira insinuar que faltaria “coragem” a Agostinho para autorizar a exploração de petróleo na região. A Ascema classificou as declarações do ministro como uma “pressão pública indevida” sobre o Ibama, e alertou para tentativas de enfraquecer o órgão ambiental.

Acusações

“O ministro tem invadido de maneira inaceitável as atribuições de um órgão de Estado, exercendo pressão pública indevida sobre o Ibama, que é uma autarquia federal com competência técnica e autonomia para decidir sobre processos de licenciamento ambiental”, afirmou a entidade.

A associação também destacou que Silveira já fez repetidas declarações sobre o tema, ignorando o fato de que o Ibama está vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, e não a Minas e Energia. Para os servidores, essas falas configuram uma tentativa de “constrangimento institucional” e demonstram “total desrespeito às normas que regem o processo de licenciamento ambiental no Brasil”.

Histórico

A crise entre o Ibama e o Ministério de Minas e Energia ocorre em meio à pressão do governo para ampliar a exploração de petróleo na margem equatorial brasileira. No ano passado, o órgão ambiental negou o pedido de licença da Petrobras para perfuração na região, alegando riscos ambientais e falta de estudos aprofundados. A decisão gerou reações dentro do governo, inclusive do presidente Lula (PT), que já criticou publicamente a atuação de Agostinho.

Diante desse cenário, a Ascema reforçou que seguirá vigilante contra qualquer tentativa de interferência política no licenciamento ambiental, defendendo a autonomia técnica do Ibama.

PEC da Segurança Pública deve ser enviada ao Congresso em abril

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Ministra da SRI, Gleise Hoffmann. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Nesta sexta-feira (21), a ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann (PT), adiantou que a PEC da Segurança Pública provavelmente será enviada ao Congresso Nacional no mês de abril. Em entrevista à CNN, Gleisi afirmou que o governo pretende se reunir com o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para apresentar a proposta aos líderes dos partidos assim que o presidente Lula (PT) voltar da viagem ao Japão e Vietnã.

Lula, acompanhado dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), estará entre os dias 24 e 29 deste mês em visita oficial ao Japão e ao Vietnã. Um dos objetivos da viagem é avançar nas negociações sobre a exportação de carne bovina e suína para o mercado japonês.

PEC da Segurança Pública

Elaborada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a PEC da Segurança Pública tem como principal objetivo reforçar o papel da União na formulação da política nacional de segurança. A proposta também atualiza a legislação que rege as forças policiais federais.

Um dos pontos centrais da proposta é a elevação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), criado por lei ordinária em 2018, a um status constitucional. Com isso, o sistema se tornaria uma política de Estado, com maior estabilidade e força normativa.

Autonomia

A PEC também amplia a competência da União, que passará a ter o papel de definir diretrizes gerais sobre segurança pública e defesa social no país. A mudança visa fortalecer o governo federal na articulação e coordenação das ações entre os entes federativos.

Além disso, a proposta prevê a atualização das atribuições da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

No último dia 13, o presidente Lula se reuniu com o ministro Ricardo Lewandowski para finalizar os ajustes no texto da proposta. Segundo o ministro, a PEC já está pronta para ser enviada ao Congresso Nacional.

Análise: Governo enfrenta os desafios do presente com a agenda do passado

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

Pressionado pelo aumento da inflação, já que o IPCA subiu 1,31% em fevereiro – a maior elevação para o mês desde 2003 – e pela queda de popularidade, o governo Lula (PT) aposta na injeção de recursos na economia para enfrentar o cenário adverso.

Na semana passada, foi anunciada uma linha de crédito consignado para os
trabalhadores com carteira assinada do setor privado justamente com o objetivo de estimular a economia. Antes disso, já haviam sido anunciadas as seguintes medidas: 1) o programa Pé-de-Meia; 2) o aumento do número de remédios gratuitos na Farmácia Popular; 3) e a liberação do saldo bloqueado do FGTS.

Nesta semana, o governo enviará ao Congresso Nacional o projeto que isenta do pagamento de Imposto de Renda (IR) quem recebe salário até R$ 5 mil. Outra pauta central do governo é a ampliação do Vale-Gás.

Também foram anunciadas medidas para amenizar o impacto da inflação sobre os alimentos. Foram zerados, por exemplo, os impostos de importação sobre carne, café, açúcar, milho, óleo de cozinha, azeite, massas, bolachas e biscoitos, óleo de girassol e açúcares de cana.

Lula buscar recuperar a popularidade junto à sua base mais fiel – os segmentos mais pobres da população. Na semana passada, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), reforçou a opção política do governo de tentar reconquistar o apoio
a Lula entre os mais pobres afirmando que novos ajustes fiscais não serão uma pauta do governo nas negociações com o Congresso.

Trata-se de um cenário bastante desafiador. Segundo a pesquisa Ipsos-Ipec divulgada na última quinta-feira (13), a avaliação negativa (“ruim/péssimo”) do governo subiu
para 41%. A avaliação positiva (“ótimo/bom”), de outro lado, caiu para 27%. O índice “regular” ficou em 30%.

Na divisão por renda, a aprovação é maior que a desaprovação apenas entre quem recebe até um salário mínimo: 50% a 45%. Nas demais faixas de renda, a desaprovação do presidente é majoritária: mais de um a dois salários (54% a 42%); mais de dois a cinco salários (59% a 36%); e mais de cinco salários (72% a 27%).

Por ora, Lula continua apostando em enfrentar os complexos desafios do presente com uma agenda econômica do passado, olhando mais para os governos Lula 1 e 2 do que para o futuro. Perdendo popularidade em segmentos expressivos do eleitorado, trata-se de uma aposta de elevado risco.

Novo crédito consignado para trabalhadores do setor privado já está disponível

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Lula, Crédito do Trabalhador
Foto: Ricardo Stuckert/PR

A partir desta sexta-feira (21), trabalhadores do setor privado já podem contratar a nova linha de crédito consignado conhecida como Crédito do Trabalhador. A modalidade permite que profissionais com carteira assinada utilizem a Carteira de Trabalho Digital para obter empréstimos com juros reduzidos, tendo como garantia o saldo do FGTS.

O programa foi instituído por uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula no último dia 12. A iniciativa busca beneficiar trabalhadores que, até então, tinham acesso limitado ao crédito consignado, como empregados domésticos, trabalhadores rurais registrados e funcionários de microempreendedores individuais (MEIs).

Como funciona?

A contratação será feita diretamente pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital). O trabalhador poderá solicitar propostas de crédito junto a instituições financeiras habilitadas, autorizando o acesso a dados como nome, CPF, margem consignável disponível e tempo de empresa. As ofertas serão enviadas em até 24 horas, permitindo que o usuário compare as condições e escolha a melhor opção.

As parcelas serão descontadas diretamente da folha de pagamento, por meio do eSocial, reduzindo os riscos para os bancos e, consequentemente, diminuindo as taxas de juros. A margem consignável permitida é de até 35% do salário.

Quem pode solicitar o crédito?

Estão aptos a contratar o Crédito do Trabalhador:

  • Trabalhadores com carteira assinada, incluindo empregados domésticos e rurais;
  • Assalariados de microempreendedores individuais (MEIs);
  • Profissionais que possuam saldo no FGTS, que pode ser usado como garantia do empréstimo

Vantagens e impactos do novo consignado

De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a nova linha de crédito pode reduzir os juros pagos por milhões de brasileiros. Atualmente, cerca de 47 milhões de pessoas utilizam crédito pessoal com taxas superiores a 5% ao mês. Com o Crédito do Trabalhador, essa taxa pode cair pela metade ou mais.

Além de oferecer uma opção mais barata de crédito, o novo sistema também permite a migração de dívidas mais caras. Trabalhadores que já possuem consignado privado poderão transferir seus contratos para a nova linha a partir de 25 de abril de 2025.

E se o trabalhador for demitido?

Em caso de demissão, o pagamento das parcelas poderá ser abatido das verbas rescisórias. Além disso, o trabalhador pode utilizar até 10% do saldo do FGTS e 100% da multa rescisória como garantia para quitação do saldo devedor.

Cronograma de implementação

  • 21 de março: Início da operação do Crédito do Trabalhador pelos bancos oficiais e privados;
  • 25 de abril: Trabalhadores poderão migrar contratos de consignado já existentes para a nova linha;
  • 6 de junho: Portabilidade entre bancos estará disponível, permitindo a transferência do crédito para instituições com taxas mais vantajosas.

Como solicitar?

Para contratar o Crédito do Trabalhador, basta acessar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital e seguir os seguintes passos:

  1. Autorizar a consulta dos dados pelas instituições financeiras habilitadas;
  2. Aguardar as propostas de crédito, que serão enviadas em até 24 horas;
  3. Comparar as ofertas e escolher a mais vantajosa;
  4. Fechar o contrato pelo próprio aplicativo ou no canal digital do banco escolhido.

Farmacêuticos poderão prescrever medicamentos, incluindo os de receita controlada

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) publicou uma resolução autorizando farmacêuticos a prescrever medicamentos, inclusive aqueles que exigem receita médica. A norma foi divulgada no Diário Oficial da última segunda-feira (17), e entrará em vigor em abril.

A medida permite que o farmacêutico atue de forma semelhante a uma consulta médica, podendo realizar exames, solicitar e interpretar resultados para acompanhar o tratamento dos pacientes.

Prescrição será restrita a farmacêuticos especializados

Segundo o conselho, a prescrição de medicamentos de tarja preta ou que exijam receita será restrita ao farmacêutico que possuir o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em Farmácia Clínica. O registro, criado esse ano pelo CFF, será concedido a profissionais que concluírem cursos de qualificação específicos na área clínica.

Além disso, os farmacêuticos poderão renovar receitas médicas e realizar exames físicos e clínicos para garantir a efetividade dos tratamentos.

Limites da atuação farmacêutica

Em nota, o CFF esclarece que os farmacêuticos não terão liberdade total para prescrever qualquer medicamento. Estão vedados:

  • Medicamentos que exigem notificação de receita (como os de tarja preta);
  • Substâncias com uso sem comprovação científica;
  • Indicações fora das diretrizes clínicas ou com doses fora do padrão

A norma não permite prescrições baseadas em “achismos” ou interesses comerciais. A atuação do farmacêutico seguirá rigorosamente os princípios da ciência e da boa prática clínica. O conselho destaca em sua nota que o farmacêutico “atuará sempre baseado em protocolos clínicos e evidências científicas robustas, garantindo a segurança e eficácia dos tratamentos”.

Respaldo legal

Ainda em sua nota, o CFF alega que a prescrição farmacêutica tem respaldo:

  • Pela Lei Federal nº 13.021/2014, que obriga o farmacêutico a estabelecer o perfil farmacoterapêutico do paciente;
  • Pela Resolução CES/CNE nº 6/2017 do Ministério da Educação, que exige formação em prescrição, anamnese e interpretação de exames na graduação em Farmácia;
  • Pela Anvisa (RDC nº 768/2022), que atualizou a rotulagem dos medicamentos para “Venda sob Prescrição”, retirando a exclusividade médica.

Além disso, o conselho pontua que o veto presidencial à Lei do Ato Médico (Lei 12.842/2013) deixou “claro que a prescrição de medicamentos não é ato privativo dos médicos”.

Histórico de disputa judicial

Esta é a segunda tentativa do CFF de ampliar a atuação dos farmacêuticos na prescrição de medicamentos. Em decisão recente, a Justiça Federal do Distrito Federal declarou ilegal uma norma anterior (Resolução 586/2013) que autorizava a prescrição de medicamentos sem necessidade de receita médica.

Na nova versão da resolução, publicada nesta segunda, o conselho amplia a permissão, mas restringe o ato aos farmacêuticos com especialização e registro específico.

Congresso pode votar proposta orçamentária de 2025 ainda nesta quinta

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Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O Congresso Nacional pode votar ainda nesta quinta-feira (20) a proposta orçamentária para 2025 (PLN 26/24), após a apresentação do relatório final pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA). A Comissão Mista de Orçamento (CMO) deve analisar o texto ao longo do dia, antes da sessão conjunta do Congresso, prevista para as 15h. Caso não haja consenso, a votação pode se estender para sexta-feira (21), ou até ser adiada para abril.

Atrasos e impasses

O relator, senador Angelo Coronel, explicou que o atraso na tramitação ocorreu por conta de ajustes solicitados pelo governo federal. Entre as mudanças, houve a realocação de recursos para reforçar o programa Auxílio Gás.

O senador também alertou que novos impasses podem empurrar a votação para o mês de abril, especialmente porque os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), estarão fora do país na próxima semana. Os presidentes acompanharão Lula em agenda no Japão.

O Orçamento de 2025 deveria ter sido votado ainda em 2024, mas a tramitação foi impactada por uma decisão do ministro do STF Flávio Dino, que suspendeu a execução das emendas parlamentares.

Isenção de ICMS sobre alimentos pode reduzir inflação em 0,46%, aponta governo

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

A isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre alimentos da cesta básica, sugerida pelo governo federal aos Estados, pode reduzir o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 0,46 ponto percentual neste ano. A estimativa foi divulgada nesta quarta-feira (19) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, no Boletim Macrofiscal.

No caso da inflação de alimentos, o impacto da medida seria ainda mais expressivo, com queda de 2,91 pontos percentuais, caso a isenção seja implementada. O ICMS é um imposto sob controle estadual, ou seja, apenas os Estados e o Distrito Federal podem decidir sobre ele.

Antecipação de efeitos da reforma tributária

Segundo a secretaria, a reforma tributária já prevê alíquota zero para esses produtos, a partir de 2027. No entanto, reforçam que zerar o ICMS agora anteciparia os benefícios aos consumidores, e eliminaria um imposto de caráter regressivo, que acaba afetando em maior proporção os mais pobres.

“O impacto pode ser sentido já em 2025 se os governadores aderirem à proposta, trazendo alívio imediato para a população”, destaca o boletim.

Safra agrícola deve ajudar a conter inflação

O boletim da SPE também aponta fatores positivos para o controle da inflação dos alimentos em 2025, como:

  • Crescimento das safras de soja, milho, arroz e feijão;
  • Baixa probabilidade de eventos climáticos como La Niña e El Niño

Carne e dólar podem pressionar preços

Apesar dos vetores favoráveis, o governo alerta para riscos que podem manter a inflação dos alimentos pressionada, como:

  • Desvalorização do real e seus efeitos defasados;
  • Redução da produção de carne bovina no Brasil e no mundo;
  • Alta nos preços das carnes impactando também o custo de outras proteínas como frango, suíno e ovos