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Arko Conference 2025: Tarcísio de Freitas defende necessidade de “oxigenação” na política

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Foto: Diego Oio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu a necessidade de uma “oxigenação na política” durante sua participação na Arko Conference 2025, realizada nesta sexta-feira (28). Segundo ele, é essencial que novas ideias e a reciclagem de pensamento façam parte do ambiente político.

A declaração foi feita em resposta a uma pergunta do CEO da Arko Advice, Murillo de Aragão, sobre uma possível antecipação do processo eleitoral. Para Tarcísio, a renovação dentro da política é imprescindível para manter o dinamismo e a inovação nas decisões públicas.

Reciclagem

“É importante ter uma reciclagem de pensamentos e a presença de pessoas que são verdadeiras usinas de boas ideias”, afirmou o governador. Ele também destacou que, dentro da política, “há hora para entrar e hora para sair”, defendendo que a rotatividade de lideranças é fundamental para evitar o estagnamento.

Tarcísio defendeu sua visão de que, com o tempo, algumas figuras políticas podem se tornar ultrapassadas, independentemente da idade. “Se não houver essa renovação, teremos apenas pessoas com mentalidade antiga, e isso não tem relação com a idade, mas com a resistência à mudança”, concluiu.

Em seu primeiro mandato como governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas é cotado como candidato a presidente para as eleições de 2026, visto que seu padrinho político, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está inelegível até 2030, e enfrentando processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta liderança em tentativa de golpe de Estado.

Arko Conference 2025: Luiz Bichara questiona pontos da Reforma do IR

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Foto: Diego Oio

Durante a Arko Conference 2025 nesta sexta-feira (28), o advogado tributarista Luiz Gustavo Bichara destacou aspectos da proposta de Reforma do Imposto de Renda que, em sua visão, precisam ser aperfeiçoados. O evento é uma parceria da Arko Advice com a Galápagos Capital.

Pontos de atenção

Bichara citou a criação de uma tributação mínima de 10% sobre dividendos, questionando a origem desse percentual. Ele também apontou a necessidade de maior transparência nos números do governo, mencionando que o impacto fiscal da isenção para rendimentos de até R$ 5 mil foi estimado em R$ 25 bilhões, mas sem detalhamento.

Com mediação do CEO da Arko Advice, Murillo de Aragão, o advogado tributarista ressaltou a importância de avaliar os efeitos da proposta na base de contribuintes. Com a nova isenção, o número de declarantes do IR cairia de 45 milhões para 15 milhões, reduzindo a participação da população no sistema tributário.

Em comparação com projeções anteriores do governo, Bichara destacou que a arrecadação prevista com o voto de qualidade do CARF era de R$ 54 bilhões, mas até agosto de 2024 somava apenas R$ 88 milhões (0,22% do previsto).A proposta prevê arrecadação de R$ 34 bilhões, mas o custo da isenção seria de R$ 25 bilhões, deixando um saldo de R$ 9 bilhões sem explicação.

Impacto na base de contribuintes

A proposta reduz drasticamente o número de declarantes do Imposto de Renda, de 45 milhões para 15 milhões de pessoas, ainda assim, apenas 10% da população brasileira passaria a pagar o imposto. Por fim, o tributarista apontou que a renda de R$ 4.700 já coloca um indivíduo no topo dos 10% mais ricos do país, o que pode gerar debate sobre a justiça da isenção.

Lula anuncia acordo com Vietnã para exportação de carne bovina

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula (PT) anunciou, nesta sexta-feira (28), a abertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira. O acordo faz parte do Plano de Ação para Implementação da Parceria Estratégica, assinado em Hanói durante a visita de Estado do presidente brasileiro ao Vietnã.

— A abertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira atrairá investimentos de frigoríficos do Brasil para fazer deste país uma plataforma de exportação para o Sudeste Asiático — declarou Lula.

Além da ampliação das exportações, a visita reforçou as relações diplomáticas e econômicas entre os dois países, abordando temas como defesa, comércio, tecnologia e meio ambiente. Lula também destacou a importância do multilateralismo, e expressou preocupação com conflitos internacionais, mencionando as recentes crises na Ucrânia e em Gaza.

— Nada justifica a matança indiscriminada de civis — afirmou.

Expansão do comércio

O Plano de Ação 2025-2030 busca aprofundar as relações bilaterais e fortalecer o fluxo comercial e de investimentos. Atualmente, o comércio entre os países já atinge quase US$ 8 bilhões, valor superior às exportações brasileiras para países como Portugal, Reino Unido e França.

Além da abertura do mercado de carne bovina, dois acordos e dois memorandos de entendimento foram assinados. Os principais pontos incluem:

  • Acordos diplomáticos: permissão para que dependentes de missões diplomáticas trabalhem, e proteção mútua de informações classificadas
  • Memorandos de cooperação: incentivo ao comércio e à indústria, além de parcerias no setor esportivo, especialmente no futebol

Outro destaque da parceria é o interesse brasileiro em exportar produtos de maior valor agregado, como aeronaves da Embraer, além da ampliação da cooperação científica e tecnológica.

Colaboração científica e inovação tecnológica

Lula reforçou o potencial de cooperação entre os países em educação, pesquisa e inovação tecnológica, especialmente em áreas como inteligência artificial, semicondutores, biotecnologia e energias renováveis. O presidente brasileiro também destacou a importância do intercâmbio de conhecimento para o fortalecimento da produção de café, setor essencial para Brasil e Vietnã.

Durante a visita, Lula também convidou o Vietnã para participar de eventos internacionais importantes, como o encontro do Brics, que será realizado no Rio de Janeiro em julho, e a COP30, que ocorrerá em Belém no final do ano.

A relação entre Brasil e Vietnã tem evoluído significativamente. Desde a primeira visita de Lula ao país, em 2008, o comércio bilateral saltou de US$ 534 milhões para US$ 7,7 bilhões em 2024. Com a nova parceria, a meta é dobrar esse valor até 2030.

Câmara aprova projeto contra abuso na gestão do patrimônio de filhos

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Foto: Divulgação/Rede Globo

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (25) o Projeto de Lei 3914/23, que estabelece regras mais rígidas para evitar abusos de pais e responsáveis na administração do patrimônio de crianças e adolescentes. A proposta, inspirada no caso da atriz Larissa Manoela, segue agora para o Senado Federal.

O projeto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e tem como objetivo garantir que os bens e rendimentos obtidos por menores de idade – seja por meio de atividades artísticas, esportivas, intelectuais ou científicas – sejam administrados de forma responsável, sem exploração financeira por parte dos pais.

O caso da atriz ganhou repercussão após ela descobrir que, apesar de ter acumulado um patrimônio milionário ao longo da carreira, possuía pouca participação nos negócios, com seus pais controlavam a maior parte. Para evitar um processo, Larissa Manoela abriu mão de cerca de R$ 18 milhões em favor deles.

Administração de bens

A conduta abusiva é caracterizada pelo uso indiscriminado dos bens, pela proibição do acesso das crianças e adolescentes ao proveito econômico gerado por seu próprio trabalho e pela apropriação indébita.

A relatora do projeto, a deputada federal Rosangela Moro (União-SP), estabelece, de forma geral, que a administração desses bens deve ser realizada de maneira responsável, garantindo o pleno atendimento dos interesses da criança ou adolescente, com foco em sua formação e bem-estar. Além disso, será exigida a prestação de contas bienal ou conforme determinação judicial.

Regras e restrições

A norma considera condutas abusivas o uso indiscriminado dos bens, a proibição do acesso da criança ao dinheiro gerado por seu trabalho e a apropriação indébita. Para evitar essas práticas, o projeto prevê a prestação de contas bienal ou conforme determinação judicial.

O texto aprovado também altera o Código Civil, impedindo que pais ou responsáveis renunciem a bens e obrigações de empresas que possuem em conjunto com seus filhos. Além disso, fica proibida a venda de cotas, objetos preciosos e valores mobiliários sem autorização judicial, a menos que haja claro benefício para a criança ou adolescente.

Medidas judiciais

Caso a administração dos bens do filho pelos pais coloque em risco a preservação do patrimônio, o juiz poderá adotar medidas protetivas a pedido do próprio filho ou do Ministério Público.

Entre as possíveis providências estão:

  • Condicionar a administração dos bens pelos pais à prestação de caução ou fiança idônea, ou à nomeação de um curador especial;
  • Restringir o acesso aos recursos financeiros para garantir que sejam utilizados em benefício da criança ou adolescente;
  • Constituir uma reserva especial para a preservação do patrimônio;
  • Determinar auditorias periódicas nas contas, bens e investimentos relacionados.

No entanto, qualquer restrição de acesso ou constituição de reserva especial deverá respeitar o direito de terceiros de boa-fé. Isso significa, por exemplo, que a venda de um imóvel para um comprador legítimo não poderá ser revertida.

Prestação de contas e responsabilização

Os pais terão até dois anos após o fim da incapacidade civil do filho para prestar contas sobre a administração do patrimônio. Caso sejam constatados danos causados por dolo ou culpa grave, eles poderão ser responsabilizados financeiramente.

 

Desemprego sobe, mas segue no menor nível para fevereiro desde 2014

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A taxa de desemprego no Brasil atingiu 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da alta pelo terceiro trimestre consecutivo, esse ainda é o menor índice para o mês desde 2014.

O número de desocupados aumentou, atingindo 7,5 milhões de pessoas, um crescimento em relação aos 7,2 milhões registrados no trimestre anterior. No entanto, quando comparado ao mesmo período de 2024, a queda ainda é significativa: há um ano, o desemprego era de 7,8%.

Mesmo com a alta recente, o IBGE explica que esse movimento segue um padrão sazonal, já que o primeiro trimestre do ano costuma registrar maior busca por trabalho. O número de pessoas ocupadas caiu 1,2% no trimestre, totalizando 102,7 milhões de trabalhadores, mas ainda é 2,4% maior do que o registrado no mesmo período de 2024.

Trabalho formal bate recorde, enquanto informalidade recua

Apesar do aumento na taxa de desemprego, o Brasil bateu um novo recorde de trabalhadores com carteira assinada, totalizando 39,6 milhões de pessoas. Esse é o maior número já registrado desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. Entre novembro e fevereiro, foram criados 421 mil novos postos formais, e na comparação anual, o crescimento chega a 4,1%, com 1,6 milhão de empregos a mais.

Por outro lado, o aumento do desemprego foi impulsionado principalmente pelo setor informal. O número de empregados sem carteira assinada no setor privado cresceu 6% no trimestre, alcançando 13,5 milhões de trabalhadores. Já o setor público registrou uma queda de 3,9% no número de empregados no trimestre, embora tenha crescido 2,8% em relação ao ano passado.

A taxa de informalidade caiu ligeiramente, passando de 38,7% para 38,1% da população ocupada, o que representa 39,1 milhões de trabalhadores informais no país.

Como é feita a pesquisa?

Os dados são coletados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo IBGE desde 2012. A metodologia considera trimestres móveis, ou seja, os números divulgados agora refletem o mercado de trabalho entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, os últimos três meses.

A taxa de desemprego é composta por pessoas que fazem parte da chamada População Economicamente Ativa, ou seja, que buscam ativamente por trabalho, mas não encontram. Quem não está em busca de emprego, como estudantes em tempo integral ou donas de casa que optam por não trabalhar, não entra no cálculo.

Fazenda concorda em analisar eventuais irregularidades no Perse e criar novo programa, diz deputado

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Possível extinção do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos -- Perse. Dep. Felipe Carreras (PSB - PE). Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados.

Em Comissão Geral realizada nesta quinta-feira (27), o deputado Felipe Carreras (PSB-PE) anunciou que se reuniu com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), nesta semana para tratar sobre o futuro do Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos). Segundo ele, a Fazenda concordou em fiscalizar os dados do programa e, se identificar destinações irregulares, esse valor será usado para a criação de outro programa de isenção fiscal para o setor.

A lei que instituiu o novo Perse definiu que o teto do programa seria de R$ 15 bilhões, e que apenas 30 CNAEs (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) seriam beneficiadas. No entanto, o relatório da Receita Federal indicou que existem, atualmente, empresas de 150 categorias econômicas acessando a isenção fiscal oferecida pelo programa.

Segundo o deputado, CNAEs sem direito ao programa serão identificados pelo Congresso Nacional, Tribunal de Contas da União (TCU), e pelos setores envolvidos. Assim, o dinheiro destinado irregularmente será redirecionado para as CNAEs que realmente precisam.

Além disso, o deputado Carreras, autor da lei que criou o Perse, afirmou que se encontrará com o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSD), na tarde desta quinta-feira, para tratar sobre a proposta.

Fim do Perse

A Receita Federal anunciou, neste mês, que o Perse será extinto a partir de abril deste ano. Isso porque o valor total de recursos definido para o programa, R$ 15 bilhões, alcançou o limite agora em março. Com a perspectiva de fim da isenção fiscal, o setor se movimentou contra e argumentou que o encerramento abrupto geraria impactos negativos para a economia brasileira. Além do desemprego e da redução da arrecadação tributária, empresários também apontaram prejuízos para o turismo, cultura e economia local.

Governo regulamenta debêntures de infraestrutura e prioriza mobilidade e investimentos sustentáveis

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Ricardo Stuckert

O presidente Lula (PT) assinou o decreto que regulamenta a emissão das debêntures de infraestrutura, um novo instrumento de financiamento voltado a projetos estratégicos para o país. A medida exclui o setor de petróleo dos incentivos fiscais, e amplia o escopo para áreas como mobilidade urbana, logística, escolas públicas e saúde.

Além das debêntures, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), assinou uma Medida Provisória que define as regras do Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), destinado a impulsionar a transição energética no setor automotivo.

O que muda?

As novas debêntures se diferenciam das “incentivadas”, em vigor desde 2011. Enquanto estas oferecem isenção de Imposto de Renda para investidores, as recém-criadas debêntures de infraestrutura concedem benefícios tributários diretamente às empresas emissoras. Elas poderão deduzir 30% dos juros pagos aos investidores na base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), o que reduz o custo do financiamento e pode atrair mais investimentos institucionais para projetos estruturantes.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), destacou que a medida se insere em um conjunto de estímulos à infraestrutura, incluindo novas regras para Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões. Segundo ele, o decreto representa um marco regulatório que pode ser replicado em outros setores da economia.

Na prática, o novo modelo de debêntures busca facilitar o acesso a financiamento para projetos essenciais ao desenvolvimento nacional, priorizando iniciativas ambientalmente sustentáveis. A medida também desburocratiza o processo de aprovação, eliminando a necessidade de uma portaria ministerial prévia para a qualificação dos projetos, cabendo ao próprio titular do empreendimento garantir a adequação às regras estabelecidas pelo governo.

Setores beneficiados

O decreto detalha os segmentos que poderão se beneficiar do financiamento incentivado. No setor de infraestrutura de transportes, por exemplo, estão incluídas rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, terminais privados, aeroportos e instalações turísticas. Já no setor de energia, o foco é em projetos renováveis, com a exclusão do petróleo da lista de beneficiários.

A regulamentação das debêntures de infraestrutura reflete uma tentativa do governo de ampliar as fontes de financiamento para projetos prioritários sem comprometer a sustentabilidade fiscal. Com a exclusão do petróleo, o Executivo reforça o compromisso com uma agenda de transição energética e desenvolvimento sustentável.

Lula inicia visita ao Vietnã para fortalecer parceria estratégica e comércio

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

Após sua passagem pelo Japão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Hanói nesta quinta-feira (27), dando início à segunda etapa de sua viagem pela Ásia. Essa é a segunda visita oficial de Lula ao Vietnã – a primeira ocorreu em 2008, quando ele se tornou o primeiro presidente brasileiro a visitar o país.

Durante sua estadia, Lula se reunirá com os principais líderes políticos vietnamitas, incluindo o presidente Luong Cuong, o primeiro-ministro Pham Minh Chính, o presidente da Assembleia Nacional, Tran Thanh Man, e o secretário-geral do Partido Comunista, Tô Lâm.

Comércio entre Brasil e Vietnã bate recorde

Desde a última visita de Lula, em 2008, o comércio bilateral entre Brasil e Vietnã cresceu significativamente, passando de US$ 534 milhões para US$ 7,7 bilhões em 2024. O Brasil mantém um saldo positivo de US$ 405 milhões nessa relação comercial, e a meta conjunta é elevar esse valor para US$ 15 bilhões até 2030.

O Vietnã consolidou-se como o maior importador brasileiro na Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e se tornou o 14º maior exportador para o Brasil. Além disso, o país asiático ocupa a quinta posição entre os maiores importadores de produtos do agronegócio brasileiro.

Atualmente, o Brasil exporta mais para o Vietnã do que para nações como Portugal, Reino Unido e França. Entre os principais produtos comercializados estão:

  • Soja (70% da soja importada pelo Vietnã vem do Brasil);
  • Carne suína (37% do total importado pelo Vietnã);
  • Carne de frango e algodão.

Parceria estratégica e acordos bilaterais

Durante a visita, será formalizado o Plano de Ação para a Parceria Estratégica, estabelecida em novembro de 2024. O plano prevê iniciativas para intensificar o comércio, cooperação em segurança da informação, e facilitar a entrada de trabalhadores diplomáticos no país.

Além disso, o Brasil busca diversificar suas exportações para o Vietnã, explorando oportunidades nos setores de carne bovina, aeronaves civis e militares. Recentemente, o governo vietnamita atendeu a demandas do setor exportador brasileiro, como:

  • Dispensa de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para importação de couro brasileiro, em janeiro de 2024;
  • Autorização para importação de miúdos e pés de frango, em março de 2024

Esses avanços devem ser reforçados no Foro Empresarial Brasil-Vietnã, que contará com a participação de Lula e Pham Minh Chính no encerramento do evento.

Vietnã e seu papel estratégico na Ásia

A visita de Lula ao Vietnã ocorre em um contexto de forte crescimento econômico da região. O Sudeste Asiático é a área de maior dinamismo econômico do mundo, com um crescimento médio entre 4% e 5% ao ano. O Vietnã se destaca ainda mais nesse cenário: cresceu 7% em 2023, e a previsão para 2024 é de 8%.

Além disso, o Vietnã é um dos países que apoiam a candidatura do Brasil para um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Lula critica tarifas de Trump sobre aço e alumínio e alerta para impacto global

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula (PT) criticou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio. Durante entrevista no Japão, Lula alertou que esse tipo de protecionismo pode prejudicar a economia global e provocar inflação nos próprios Estados Unidos.

“Acho que Trump tem o direito de tomar decisões dentro dos EUA, o que ele precisa é medir as consequências. Se ele pensa que essa decisão de taxar tudo que os EUA importam é boa, eu penso que isso é prejudicial aos EUA”, afirmou Lula. O presidente ainda destacou que a taxação pode elevar os preços dos produtos e gerar inflação, um risco que Trump “ainda não percebeu”.

A medida de Trump impacta diretamente as exportações brasileiras de aço e alumínio, setores que já enfrentaram restrições semelhantes durante sua presidência anterior. O Brasil é um dos maiores fornecedores de aço para os EUA e, em 2018, conseguiu negociar cotas para suas exportações em vez de sofrer tarifas elevadas. Agora, a nova decisão pode afetar ainda mais a indústria siderúrgica brasileira, levando o governo a considerar retaliações.

Segundo Lula, o Brasil tem duas opções para responder à medida: recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) ou aplicar a chamada “lei da reciprocidade”, aumentando tarifas sobre produtos americanos importados pelo Brasil. “Não dá para ficar quieto achando que só eles têm razão e que só eles podem taxar”, afirmou o presidente.

Impacto global e multilateralismo

Lula ressaltou que a decisão de Trump está inserida em um cenário global de crescente protecionismo e tensões comerciais, sobretudo entre EUA e China. Ele rejeitou a ideia de uma nova Guerra Fria, e defendeu a ampliação do comércio internacional como um caminho para o crescimento econômico global.

“O mundo precisa que cresça o comércio entre os países. Quanto mais liberdade no comércio, melhor para todos”, disse o presidente, reforçando o compromisso do Brasil com o multilateralismo, e com acordos que ampliem mercados, como o possível tratado entre o Mercosul e o Japão.

Senado se prepara para discutir regulamentação do Comitê Gestor do IBS

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Senador Eduardo Braga (MDB-AM).
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A regulamentação do Comitê Gestor do IBS (PLP 108/24) deve começar a movimentar o Senado Federal, na próxima semana. Segundo o relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), um plano de trabalho deve ser divulgado na quarta-feira (2). A decisão foi tomada após reunião do relator com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e os prefeitos de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) e de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB). Também participaram os presidentes da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Edvaldo Nogueira, e da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski.

Imposto sobre doação

O projeto regulamenta o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CG-IBS), parte central do novo sistema tributário e entidade independente de todos os outros órgãos públicos. O órgão será responsável por administrar a arrecadação, fiscalização, cobrança e distribuição do IBS. Ou seja, o Comitê gestor que vai mediar as dúvidas em relação ao novo imposto estadual e municipal, e também definirá quanto do que foi arrecadado cabe a cada unidade da Federação.

O projeto também define normas relacionadas ao Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), possibilitando a cobrança no “perdão de dívida por liberalidade e sem justificativa” e na “transmissão declarada como onerosa para pessoa que não comprove capacidade financeira para sua aquisição”.

O texto aprovado na Câmara também altera a definição de responsabilidade de quem comete infração tributária. O novo texto prevê claramente que as plataformas digitais de intermediação de pagamento não serão responsabilizadas pelas infrações dos usuários. Além disso, é admitida a possibilidade de transferência de crédito do imposto para empresas do mesmo grupo econômico.