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Projeto que permite regulamentação de terras públicas na fronteira até 2030 avança na Câmara

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Deputado Pedro Lupion (PP-PR).
Foto: João Paulo Véras/AgênciaFPA

O deputado Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), foi designado nesta segunda-feira (31) como relator do Projeto de Lei 4497/2024 na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados.

A proposta prorroga até 2030 o prazo para a ratificação dos registros imobiliários de grandes propriedades rurais — com mais de 2,5 mil hectares — adquiridas por meio de alienação e concessão de terras públicas situadas nas faixas de fronteira. Caso os imóveis não sejam regularizados dentro do novo prazo, eles serão incorporados ao patrimônio público, como terras da União.

Mudanças nas regras de ratificação

Além disso, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) não será mais o responsável por solicitar a aprovação da ratificação do registro, mas sim o registrador imobiliário ou o próprio interessado. O pedido deve ser encaminhado ao Congresso Nacional, para o presidente do Senado Federal em específico.

O projeto também reforça que não serão admitidos registros imobiliários de imóveis rurais cujo domínio esteja sendo questionado nas esferas administrativa ou judicial, por órgão ou entidade da administração federal, direta e indireta.

Senado debate projeto que endurece penas para empresas que deixam de pagar impostos

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Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado realiza nesta terça-feira (1º) uma audiência pública para debater o projeto que endurece as punições contra empresas devedoras contumazes — aquelas que repetidamente deixam de pagar impostos.

A proposta em análise é um substitutivo do relator, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que combina dois projetos em tramitação: o Projeto de Lei do Senado (PLS) 284/2017 e o Projeto de Lei Complementar (PLP) 164/2022. A proposta prevê penalidades para empresas devedoras, que vão desde a suspensão de benefícios fiscais até a possibilidade de pedido de falência.

O que prevê o PLP 164/2022

O projeto estabelece regras mais rígidas para fiscalizar e punir empresas que deixam de cumprir obrigações tributárias de forma sistemática. Entre as medidas propostas estão:

  • Maior controle e fiscalização sobre os devedores contumazes, incluindo o cancelamento da inscrição no cadastro de contribuintes e a exclusão de benefícios fiscais.
  • Ferramentas para que a União, Estados, Distrito Federal e Municípios aprimorem a cobrança de tributos e combatam fraudes fiscais.
  • Proteção à concorrência justa, evitando que empresas inadimplentes obtenham vantagens desleais sobre aquelas que cumprem suas obrigações tributárias.
  • Fortalecimento da arrecadação pública, garantindo mais recursos para serviços e infraestrutura.

Código de Defesa dos Contribuintes

Paralelamente, o senador Efraim Filho (União-PB) é relator de um projeto semelhante, que propõe a criação de um Código de Defesa dos Contribuintes. A iniciativa estabelece normas gerais sobre direitos, garantias, deveres e procedimentos na relação entre contribuintes e a Fazenda Pública em todo o Brasil. O objetivo é tornar o processo administrativo e tributário mais dinâmico, unificado e moderno, promovendo um novo modelo de confiança e cooperação entre o fisco e os contribuintes.

Enquanto o Código busca simplificar o sistema tributário, o PLP 164/2022 foca no combate a fraudes e na punição de empresas que reiteradamente deixam de pagar impostos, prejudicando a concorrência e a arrecadação pública.

Audiência pública

A audiência foi solicitada pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), e aguardava realização desde maio de 2023.

Convidados confirmados:

  • Gustavo Henrique Formolo – Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN)

  • Ricardo Medeiros de Castro – Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)

  • Rodrigo Senne Capone – Confederação Nacional da Indústria (CNI)

  • Igor Nascimento de Souza – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP)

  • Enrico Severini Andriolo – Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP)

  • Mozart Santos Rodrigues Filho – Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom)

  • Emerson Kapaz – Presidente do Instituto Combustível Legal (ICL)

A CCJ ainda aguarda a confirmação de representantes dos ministérios da Fazenda, de Minas e Energia, e da Justiça e Segurança Pública.

Esperidião Amin defende criação de agência reguladora para cibersegurança

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Esperidião Amin
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O senador Esperidião Amin (PP-SC), presidente da Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança e Defesa Cibernética (FPCIBERSEG), defendeu em entrevista à Arko Advice a criação de uma agência de regulação que trate sobre o tema. De acordo com o parlamentar, os ataques cibernéticos causam hoje “prejuízos trilionários”.

Confira a entrevista completa e exclusiva:

O PP aprovou a formação de uma federação com o União Brasil. Se isso se concretizar, o grupo político será o maior da Câmara dos Deputados. E, aqui no Senado, como o senhor enxerga essa movimentação?

O sentido é o melhor possível. A redução do número de partidos favorece a governabilidade, não deste governo, mas dos demais. Enquanto houver presidencialismo e parlamentarismo, isso será inevitável, já que o parlamentarismo nos conduz a fortalecer dois, talvez três partidos. O exemplo que temos no Brasil, infelizmente, resultou em uma pulverização. Precisamos oportunizar fusões, por isso sou muito favorável à federação. O resultado disso é que teremos mais homogeneidade na atividade parlamentar federal e nas eleições estaduais e municipais. Eu entendo que é um passo positivo para o Progressistas, para o União Brasil e para a democracia.

O senhor é o presidente da Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança e à Defesa Cibernética, lançada na última semana. Quais serão as pautas prioritárias?

Os ataques cibernéticos causam hoje prejuízos trilionários, e as organizações criminosas estão atuando nisso. Os focos de ataque são, principalmente, os jogos e as criptomoedas, e estamos preocupados. É importante destacar que o Exército Brasileiro realiza exercícios de defesa cibernética. Eu mesmo apresentei, no ano passado, um relatório que recomenda que o governo crie uma agência de regulação, acompanhamento e integração de esforços. Ninguém vai evoluir se não houver uma grande interface público-privada. Precisamos criar uma agência que possa ser a grande intermediária disso.

O Congresso recebeu a proposta que isenta de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Qual a avaliação do senhor sobre a matéria?

Ninguém pode ser contra aliviar a carga fiscal, principalmente para quem tem uma renda menor. Sou absolutamente a favor. Isso foi homologado nas urnas: tanto o presidente Bolsonaro quanto o presidente Lula gostariam de fazer isso e, portanto, Lula está cumprindo com o seu dever. Agora, de onde vem o dinheiro? Temos algo chamado Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo optou por aumentar uma alíquota de imposto, o que, teoricamente, é correto. Mas não é só essa fórmula, né? Temos que avaliar.

Marine Le Pen é condenada e fica inelegível por cinco anos na França

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Foto: Valentine Chapuis/AFP

A pré-candidata de extrema-direita à Presidência da França, Marine Le Pen, foi condenada nesta segunda-feira (31) por desviar fundos do Parlamento Europeu para o caixa de seu partido, o Reunião Nacional (RN), durante seu mandato como eurodeputada.

A sentença do Tribunal Correcional de Paris determina sua inelegibilidade por cinco anos, além de uma multa de € 100 mil (R$ 624 mil) e quatro anos de prisão, sendo dois em prisão domiciliar. Ela não perde o atual mandato de deputada na Assembleia Nacional, onde preside o partido com o maior número de cadeiras.

A decisão tem execução provisória, ou seja, passa a valer imediatamente. Dessa forma, Le Pen não poderá disputar as eleições presidenciais de 2027, a menos que consiga reverter a sentença em instâncias superiores. Sua defesa já anunciou que recorrerá.

Desvio de fundos

A investigação apontou que, de 2004 a 2016, o partido de Le Pen usou verbas destinadas a assessores parlamentares para pagar funcionários que, na realidade, trabalhavam para o RN. O desvio teria causado um prejuízo de aproximadamente € 2,9 milhões (cerca de R$ 18 milhões) aos cofres públicos.

Além de Le Pen, outros oito parlamentares do RN foram condenados pelo esquema. A líder da extrema-direita francesa sempre negou as acusações, e alegou que as funções de seus assessores foram interpretadas de forma restritiva pela Justiça.

A juíza Bénédicte de Perthuis destacou que a inelegibilidade foi determinada considerando que uma candidata à presidência não pode se beneficiar de um tratamento diferenciado em relação a outros condenados.

Impacto e sucessão no partido

A inelegibilidade de Le Pen altera o cenário político francês, pois ela era a principal adversária nas pesquisas contra o atual governo de Emmanuel Macron. Sem sua candidatura, o nome mais viável dentro do RN é Jordan Bardella, presidente do partido e ex-assessor parlamentar, que também esteve envolvido no caso.

Bardella, de 29 anos, condenou a decisão judicial e afirmou que “a democracia francesa foi assassinada”. Ele tem alta popularidade entre os eleitores mais jovens, mas ainda precisa consolidar apoio entre o público mais amplo para ter chances reais de vitória em 2027.

Reações

A condenação gerou reações dentro e fora da França. Aliados da ultradireitista denunciaram uma suposta perseguição política, enquanto seus opositores celebraram a decisão.

O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro classificou a decisão francesa como um “claro ativismo judicial da esquerda”. Bolsonaro também está inelegível, até 2030, por abuso de poder e uso indevido de meios de comunicação para atacar o sistema eleitoral brasileiro. Na semana passada, ele também se tornou réu no Supremo Tribunal Federal (STF), na investigação sobre tentativa de golpe de Estado após sua derrota nas eleições de 2022.

Entre os apoiadores de Le Pen, destacam-se figuras como o bilionário Elon Musk, que afirmou que a decisão é um “abuso do sistema judicial”, e o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, que publicou: “Eu sou Marine!”. Matteo Salvini, vice-primeiro-ministro da Itália, também criticou a sentença, insinuando que foi uma manobra para afastá-la das eleições.

Por outro lado, políticos da esquerda francesa comemoraram. Fabien Roussel, do Partido Comunista, escreveu: “Justiça é justiça”. Philippe Poutou, do Novo Partido Anticapitalista, ironizou: “Há semanas que começam bem”.

Análise: Confira os principais temas de abril no Congresso Nacional

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Congresso Nacional
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Até aqui, o nível de atividade no Congresso Nacional este ano foi lento, sem que temas relevantes tenham sido analisados. Agora, com as Comissões Permanentes da Câmara e do Senado já instaladas, a atividade legislativa deve aumentar.

No Senado, há um conjunto de indicações de autoridades para integrar diversas agências reguladoras pendentes de análise. As sabatinas desses diretores devem ocorrer a partir do próximo mês.

O projeto de lei que trata da Reforma do Imposto de Renda já foi enviado ao Legislativo e começa a ser analisado na Câmara. O relator pode ser definido nos próximos dias. A partir daí, devem ocorrer diversas reuniões e audiências públicas para discutir a matéria. Também deve haver um movimento para que o governo retire a urgência constitucional do projeto. Caso não retire, o projeto passará a trancar a pauta da Câmara a partir de 3 de maio.

O Orçamento da União para 2025 deve ser enviado à sanção presidencial nos próximos dias. A sanção do presidente Lula (PT) deve acontecer ao longo do mês de abril. A expectativa é de que haja vetos.

No dia 15, o governo envia para a análise dos parlamentares o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO). Pela Constituição, o projeto deve ser votado até 18 de julho. O relator deverá ser o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). O projeto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento, a ser instalada em abril e cujo presidente será o senador Efraim Filho (União-PB).

O governo também deve enviar ao Congresso em abril a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública. O texto pretende estabelecer o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e atender à demanda dos governadores para que eles não percam autonomia sobre as polícias. De acordo com pesquisas de opinião, a segurança pública é a principal preocupação dos eleitores.

O Supremo Tribunal Federal (STF) também analisa outros pedidos da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a suposta tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022. Nos dias 29 e 30, será analisada a denúncia contra o “núcleo dois”, apontado pela PGR como o responsável por gerenciar as ações que sustentariam a permanência ilegítima do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.

Aliados do ex-presidente vão insistir na votação da proposta que trata da anistia para os envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Uma manifestação foi convocada por Bolsonaro para o dia 6 de abril.

Teto para preços de medicamentos é reajustado

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Foto: Arquivo/Agência Brasil

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) divulgou nesta segunda-feira (31) os índices máximos de reajuste dos preços de medicamentos para 2025. As novas regras entram em vigor a partir de 31 de março e estabelecem os seguintes percentuais:

•⁠ ⁠Nível 1: 5,06%
•⁠ ⁠Nível 2: 3,83%
•⁠ ⁠Nível 3: 2,60%

Como os reajustes são calculados?

Os valores foram definidos com base em fatores como a inflação dos últimos 12 meses (IPCA), a produtividade da indústria farmacêutica e custos não captados pelo índice inflacionário, como variação cambial, tarifas de energia elétrica e concorrência de mercado.

A CMED é composta por representantes dos ministérios da Saúde, Casa Civil, Justiça e Segurança Pública, Fazenda e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sendo a Anvisa responsável pelo suporte técnico e pela fiscalização.

Farmácias não podem ultrapassar o preço máximo

De acordo com a legislação vigente (Lei nº 10.742/2003), laboratórios, distribuidores e farmácias não podem cobrar valores acima do teto estabelecido pela CMED. No entanto, o reajuste não é automático – cabe aos fornecedores decidirem se aplicam o aumento, dentro do limite permitido.

Como consultar os preços dos medicamentos?

A lista oficial com os preços máximos pode ser acessada no site da Anvisa e é atualizada mensalmente. Farmácias também devem disponibilizar revistas especializadas com os preços dos medicamentos, permitindo que consumidores comparem valores e identifiquem eventuais irregularidades.

O que fazer em caso de cobrança abusiva?

Se um medicamento estiver sendo vendido acima do valor permitido, o consumidor pode denunciar o estabelecimento aos órgãos de defesa do consumidor, como os Procons, a plataforma consumidor.gov.br ou diretamente à CMED, por meio da página da Anvisa.

Boletim Focus mantêm projeção da inflação, mas revisa crescimento do PIB para baixo

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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central, indicou que economistas mantiveram suas projeções para a inflação em 2025 e 2026, mas reduziram a expectativa de crescimento do PIB para o próximo ano. Além disso, houve uma leve revisão para baixo na cotação do dólar.

Inflação e PIB

A projeção para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 5,65% para 2025 e 4,50% para 2026, acima da meta do BC, que é de 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Já o PIB deve crescer 1,97% em 2025, levemente abaixo da previsão de 1,98% feita na semana anterior. Para 2026, a projeção se manteve em 1,60%.

Selic e câmbio

A previsão para a taxa Selic segue em 15,00% ao final de 2025, repetindo a projeção pela 12ª semana consecutiva. Para 2026, a taxa básica de juros deve encerrar o ano em 10%.

Já no câmbio, a estimativa para o dólar caiu ligeiramente de R$ 5,95 para R$ 5,92 em 2025, enquanto para 2026 a expectativa continuou em R$ 6,00. A moeda americana acumula queda de 6,74% ante o real neste ano, influenciada por incertezas em relação à política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Expectativas do Banco Central

O relatório também foi impactado pela recente divulgação do Relatório de Política Monetária do Banco Central, divulgada na última quinta-feira (27), que reduziu sua projeção de crescimento do PIB para 2025 de 2,1% para 1,9%.

O BC apontou ainda que a inflação deve seguir acima do teto da meta ao longo do ano, com expectativa de recuo somente no quarto trimestre. A previsão oficial é que o IPCA fique entre 5,5% e 5,6% nos três primeiros trimestres de 2025, caindo para 5,1% no fim do ano.

Publicado semanalmente o Boletim Focus reúne projeções estatísticas de economistas e operadores do mercado consultados pelo Banco Central, e serve como termômetro das expectativas econômicas no Brasil.

Como será a semana – 31/3 a 06/4

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Como será a semana, agenda

O presidente da Câmara, Hugo Motta, se reúne com líderes partidários para discutir PL da
Anistia para os envolvidos no dia 8 de janeiro. Motta também pode anunciar o relator do PL
que trata da reforma do imposto de renda. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) pode
apresentar cronograma para PLP 108/24 que regulamenta a reforma tributária (Comitê
Gestor). Jair Bolsonaro convocou mobilização em São Paulo no dia 6 de abril.

AGENDA POLÍTICA DA SEMANA

Próxima semana
• O senador Eduardo Braga (MDB-AL), relator do segundo projeto (PL 108/24) que trata da
regulamentação da Reforma Tributária (Comitê Gestor) pode apresentar plano de
trabalho.
• Prevista divulgação de pesquisa Quaest sobre avaliação do governo Lula.

Segunda-feira (31/03)
• O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa, às 19h30, de uma conferência
organizada pela universidade Science Po sobre “governar na era climática”, em Paris.
• O Banco Central divulga o resultado das contas do Setor Público em fevereiro.
• A Confederação Nacional da Indústria divulga os resultados setoriais do Índice de
Confiança do Empresário Industrial (ICEI).

Terça-feira (01/04)
• O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se reúne com líderes partidários
para discutir o projeto de lei da anistia para os envolvidos no atos de 8 de janeiro.
• A Comissão de Infraestrutura do Senado realiza audiência pública para debater a
contradição na execução dos procedimentos de Fiscalização do Tempo de Direção e
Descanso do Motorista Profissional e suas respectivas sanções, previstas na “Lei dos
Caminhoneiros”.
• O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem reunião, às 11h30, com o ministro da
Economia e Finanças da França, Éric Lombard, em Paris. Às 12h30, almoça com
empresários franceses e, às 13h30, participa de uma cerimônia de abertura dos diálogos
econômicos Brasil-França, com Lombard.

Quarta-feira (02/04)
• Os Estados Unidos devem anunciar a exclusão de um conjunto de tarifas específicas de
setores e aplicar taxas recíprocas.
• O IBGE divulga produção industrial em fevereiro

Quinta-feira (03/04)
• A Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal ouve o ministro das Relações
Exteriores, Mauro Vieira, sobre a política externa do país.
• O Supremo Tribunal Federal julga Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental
635, conhecida por “ADPF das Favelas”, que restringe operações policiais em
comunidades.
• A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decide se concede aval ao pedido da
Starlink para aumentar a quantidade de satélites na órbita sobre o Brasil.

Sexta-feira (04/04)
• A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio
e Serviços divulga a balança comercial de março.

Domingo (06/04)
• O ex-presidente Jair Bolsonaro participa de ato na Avenida Paulista, em São Paulo, em
favor do projeto da anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

Análise: Eduardo Leite tenta se colocar no debate nacional

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Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini

Nas eleições de 2022, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), fez o possível para concorrer ao Palácio do Planalto. Disputou as prévias do partido e chegou a renunciar ao cargo para se dedicar ao projeto nacional. Após perder as prévias, foi convidado pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, a se filiar à sigla e disputar o Planalto. Acabou permanecendo no PSDB e reelegendo-se governador, feito inédito no estado.

Após as pesquisas dos institutos Quaest e Paraná apontarem que Eduardo Leite possui elevada aprovação no Rio Grande do Sul – em torno de 60% –, ele passou a ensaiar movimentos para retornar ao debate político nacional, de olho na disputa presidencial de 2026.

Para concretizar seu ingresso no debate nacional, Eduardo Leite depende, primeiro, do futuro do PSDB. Embora a possibilidade de incorporação ao PSD tenha esfriado, a recente filiação da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, ao PSD reforçou a percepção de que o PSDB está cada vez mais enfraquecido.

Não por acaso, recentemente, Leite admitiu que também pode deixar o ninho tucano. Embora tenha frisado que sua disposição é ficar no partido, ele ponderou que essa decisão “não cabe só a mim”. Ou seja, Leite emite sinais de que seguirá o rumo a ser definido pelo PSDB nacional.

E enquanto o rumo do PSDB não é definido, Eduardo Leite fortalece sua imagem pessoal e a do governo. Ele tem celebrado, por exemplo, a redução da criminalidade em seu estado. Também explora nas redes sociais sua vida pessoal, divulgando momentos ao lado do marido, Thalis Bolzan.

Na semana passada, ao participar de uma reunião-almoço na Federasul, Eduardo Leite demonstrou disposição para dialogar com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobre as eleições de 2026.

Após aprovar uma ambiciosa agenda de reformas em seu primeiro mandato e equilibrar as contas do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite foi desafiado pela grave enchente que atingiu o estado no ano passado. Mesmo em meio a grandes desafios, tem conseguido superá-los. Não à toa voltou a focar no debate nacional.

O caminho para Eduardo Leite será longo, sobretudo se considerarmos que as principais alternativas anti-Lula estão mais à direita. Entretanto, Leite é um player que estará presente nas discussões, em especial se realizar um gesto em direção a um partido com maior estrutura política e financeira, caso do PSD. Se não disputar o Planalto, Leite é um forte candidato a senador, tendo ainda elevadas chances de eleger seu sucessor no governo gaúcho.

Brasil e União Europeia selam parceria para impulsionar aviação sustentável

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Agência Brasil /Tomaz Silva

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação (Easa) assinaram, nesta terça-feira (25), um Memorando de Entendimento (MoU) para fortalecer a cooperação técnica e o compartilhamento de informações no setor aéreo. O acordo foi firmado durante a 18ª Reunião de Autoridades de Aviação Civil da América Latina (RAAC/18), realizada em São Paulo.

Cooperação

O principal foco da parceria é promover a sustentabilidade na aviação, incentivando investimentos e a capacitação técnica, além de impulsionar o mercado global de Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAF). Com a colaboração internacional, o Brasil poderá aprimorar suas estratégias regulatórias e ampliar a produção de SAF, consolidando-se como referência global no setor.

A cerimônia de assinatura contou com a presença do diretor-presidente substituto da Anac, Roberto Honorato, do Assessor Internacional da agência, Marcelo Lima, e do vice-chefe da Delegação Europeia no Brasil, Jean-Pierre Bou. O acordo estabelece um canal contínuo para troca de dados sobre a produção, oferta e utilização de SAF, abrangendo matérias-primas, tecnologias de conversão e os impactos na redução das emissões de carbono.